Desenvolvimento Humano

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Desenvolvimento Humano

  1. 1. A EPISTEMOLOGIA GENÉTICA Prof. João Alberto da Silva [email_address]
  2. 2. O SER HUMANO NÃO PREEXISTE ELE SE FAZ Quem foi Jean Piaget  1896 + 1980 Doutorado em Biologia Diretor do Instituo Jean-Jacques Rosseau Primeiro Diretor-Geral do Escritório de Educação da ONU (posterior UNESCO) Professor das Universidades de Neuchâtel e Genebra Fundador da epistemologia genética Fundador do Centro Internacional de Epistemologia Genética
  3. 3. NASCIMENTO SENSÓRIO-MOTOR Formação do Símbolo PRÉ-OPERATÓRIO A gênese do número OPERATÓRIO-CONCRETO 2 anos 6-7 anos 11-12 anos Da lógica da criança à lógica do adolescente OPERATÓRIO-FORMAL SENSÓRIO-MOTOR PRÉ-OPERATÓRIO OPERATÓRIO CONCRETO OPERATÓRIO-FORMAL AUMENTO DE EXTENSÃO E COMPREENSÃO EQUILIBRAÇÃO MAJORANTE
  4. 4. NASCIMENTO SENSÓRIO-MOTOR PRÉ-OPERATÓRIO OPERATÓRIO-CONCRETO 2 anos 6-7 anos 11-12 anos OPERATÓRIO-FORMAL Coordenação dos primeiros esquemas Organização do corpo Construção do objeto permanente Jogos de Imaginação Brinquedo Faz-de-conta Egocentrismo Intelectual Gênese do número Lógica de classes Capacidade de seriação Adaptação ao real Hipóteses e deduções O pensamento conduz o real Realização de operações sob operações
  5. 5. NASCIMENTO SENSÓRIO-MOTOR PRÉ-OPERATÓRIO OPERATÓRIO-CONCRETO 2 anos 6-7 anos 11-12 anos OPERATÓRIO-FORMAL O nascimento da inteligência na criança (1936) A construção do real na criança (1937) A formação do símbolo na criança (1945) A representação do espaço na criança (1949) Seis estudos de Psicologia (1964) O juízo moral na criança (1932) A representação do mundo na criança (1927) A gênese do número na criança (1941) O desenvolvimento das quantidades físicas na criança (1941) A gênese das estruturas lógicas elementares (1959) A noção de tempo na criança (1946) A noção de movimento e velocidade na criança (1946) Da lógica da criança à lógica do adolescente (1955) Ensaio de lógica operatória (1972) Epistemologia Genética (1970)
  6. 6. SENSÓRIO-MOTOR PRÉ-OPERATÓRIO OPERATÓRIO CONCRETO OPERATÓRIO-FORMAL <ul><li>Tateio sobre o objeto </li></ul><ul><li>Exploração física </li></ul><ul><li>Procura verificar peso, posição, gira, aperta </li></ul><ul><li>Pensa para que serve </li></ul><ul><li>Imagina como uma outra pessoa usa </li></ul><ul><li>Utiliza-se da memória de outras ocasiões </li></ul><ul><li>Aperta botões </li></ul><ul><li>Tenta fazer funcionar </li></ul><ul><li>Efetua algumas operações sem saber como </li></ul><ul><li>Usa método tentativa x erro </li></ul><ul><li>Começa a perceber relações </li></ul><ul><li>Experimenta coisas diferentes </li></ul><ul><li>Toma consciência do porquê das coisas </li></ul><ul><li>Abre novas possibilidades </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Estímulo x Resposta </li></ul><ul><li>- Reforço </li></ul><ul><li>Repetição </li></ul><ul><li>-Instauração dos comportamentos </li></ul><ul><li>-Inatismo </li></ul><ul><li>O sujeito nasce com todas </li></ul><ul><li>as estruturas </li></ul><ul><li>Insigth </li></ul><ul><li>laisser-faire </li></ul>Behaviorismo Gestalt x O que existia até então na psicologia da inteligência?
  8. 8. AS 3 CONCEPÇÕES EPISTEMOLÓGICAS Epistemologia Pedagogia Teoria Modelo Modelo Teoria Empirismo S  O A  P Diretiva Apriorismo S  O A  P Não-diretiva Construtivismo S  O A  P Relacional
  9. 9. S O ASSIMILAÇÃO ACOMODAÇÃO 1 2 4 INTERAÇÃO
  10. 10. Duas formas de aprendizagem <ul><li>Aprendizagem scrito sensu </li></ul><ul><li>Aprendizagem dos conteúdos </li></ul><ul><li>Aumento da extensão </li></ul><ul><li>Aprendizagem lato sensu </li></ul><ul><li>Aprendizagem das estruturas </li></ul><ul><li>Aumento da compreensão </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Promove o ensino dos conteúdos e não de processos. </li></ul><ul><li>A repetição e a memorização são o objetivo. </li></ul><ul><li>O que é a avaliação? </li></ul><ul><li>O professor justifica o sucesso da aprendizagem pela sua atuação, mas o fracasso é do aluno </li></ul>E a escola?
  12. 12. <ul><li>A preocupar-se no “como se aprende” </li></ul><ul><li>A encarar a aprendizagem como AÇÃO do sujeito e não do professor </li></ul><ul><li>O ensino não é a fonte da aprendizagem </li></ul><ul><li>Só se aprende aquilo que se tem estruturas para assimilar </li></ul><ul><li>O professor é um promotor da aprendizagem; é um construtor de “erros”, problemas e desafios </li></ul>No que a epistemologia genética pode ajudar?
  13. 13. A aula construtivista <ul><li>O professor conhece a turma ( no sentido cognitivo). </li></ul><ul><li>Planeja a aula em função do pensamento do aluno, dos problemas que eles </li></ul><ul><li>podem identificar, das hipóteses que terão de elaborar. </li></ul><ul><li>Começa a aula com uma pergunta. Investiga o que os alunos sabem, o que pensam, lança mais perguntas. </li></ul><ul><li>Por que a pergunta? Alguém pensa sobre respostas que recebe. </li></ul><ul><li>A idéia é fazer a pergunta provocar um desequilíbrio no sujeito. Quando o sujeito “assume para si” a pergunta, ele precisa resolvê-la. </li></ul><ul><li>A partir das dúvidas, das curiosidades ( que não foram despertadas!), o professor organiza a aula em função das necessidades do aluno. Um grupo pode precisar ir à biblioteca, outra precisa ir ao laboratório, outro precisa usar o computador. Em resumo, precisam testar as hipóteses e verificar as dúvidas. Se o professor responde, ele tende a “facilitar” as coisas. Pode eliminar a possibilidade de investigação e “matar” a ação mental. </li></ul><ul><li>Os alunos precisam formalizar o que descobriram. Precisam escrever um texto, apresentar aos colegas, montar um experimento. Enfim, precisam reelaborar aquilo que estão assimilando. </li></ul>

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