Teorias D..

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Teorias D..

  1. 1. A INTELIGÊNCIA SENSÓRIO-MOTORA E AS TEORIAS DA INTELIGÊNCIA Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRGS Disciplina: Epistemologia Genética Obra: O nascimento da inteligência na criança Ana Carolina Fuchs & João Alberto da Silva
  2. 2. Principal conclusão Existe uma inteligência sensório-motora ou prática, cujo funcionamento prolonga o dos mecanismos de nível inferior: reações circulares, reflexos e, mais profundamente ainda, a atividade morfogenética do próprio organismo (p. 335). Implicações <ul><li>As funções psicológicas e cognitivas são um prolongamento dos mecanismos adaptativos do meio </li></ul><ul><li>Existe inteligência antes da linguagem. </li></ul><ul><li>A inteligência se desenvolve de forma construtiva </li></ul>
  3. 3. Hipóteses sobre o desenvolvimento da inteligência Construtivismo Biologia Relacional Concebe a inteligência como o desenvolvimento de uma atividade assimiladora cujas leis funcionais são dadas a partir da vida orgânica e cujas sucessivas estruturas lhe servem de órgãos são elaboradas por interação dela própria com o meio. Teoria da Assimilação Pragmática Mutacionismo A inteligência é constituída numa série de tentativas e explorações empíricas Tentativas Gestalt Darwinismo Estruturas que se impõem de dentro para fora Apriorismo Inteligência orgânica Vitalismo A inteligência pela própria inteligência Intelectualismo associacionismo Lamarckismo Pressão do meio Empirismo
  4. 4. Empirismo Associacionista <ul><li>Problema: Como é que o meio exerce sua ação e como o sujeito registra os dados da experiência? (p. 337) </li></ul><ul><li>(pág. 338-39) Durante as fases do período sensório-motor a experiência é inegável. “Em resumo, em todos os níveis a experiência é necessária ao desenvolvimento da inteligência” (p. 339). </li></ul><ul><li>Equívoco empirista: (p. 339) “tende a considerar a experiência como algo que se impõe por si mesmo [...] encara a experiência como existente em si mesma” </li></ul>
  5. 5. Como interpretar a experiência? (p. 341-42) A importância da experiência aumenta durante as 6 fases ao invés de diminuir: Primeira fase: A acomodação às coisas confunde-se com os reflexos. Segunda fase: surgem novas associações, sem relações. Terceira fase: As associações adquiridas constituem ações entre elas próprias. Quarta fase: a experiência ainda se aproxima do “objeto” Quinta fase: a acomodação se liberta e dá lugar a uma verdadeira experiência Sexta fase: prolongamento da fase anterior Como a criança reage aos dados da experiência? “ O espírito evolui, portanto, do fenômeno puro, cujas representações se situam a meio caminho entre o corpo e o meio externo, até à experimentação ativa, a única que penetra no interior das coisas. Quer dizer, pois, senão que a criança não sofre, por parte do meio, uma simples pressão exterior, mas que, pelo contrário, procura adaptar-lhe? Portanto a experiência não é recepção, mas ação e construção progressiva. Eis o fato fundamental” (p. 342). “ se o indivíduo se adapta empiricamente às características do objetivo, trata-se unicamente de acomodar a este último os esquemas inatos ou adquiridos a que ele é desde logo assimilado”. (p. 342)
  6. 6. A experiência e a atividade Em conclusão, não só a experiência é tanto mais ativa e mais compreensiva quanto mais a inteligência amadurece, mas também as “coisas” sobre as quais ela se desenvolve nunca poderão ser concebidas independentemente da atividade do sujeito. [...] se a experiência é necessária ao desenvolvimento intelectual, não poderá ser interpretada, implicitamente, como as teorias empiristas querem, isto é, como auto-suficiente. [...] permite, assim, concluir que a experiência, longe de emancipar-se da atividade intelectual, só progride na medida em que é organizada e animada pela própria inteligência (p. 344 passim)
  7. 7. O intelectualismo vitalista <ul><li>O que é a inteligência? </li></ul><ul><li>É uma força de organização ou uma faculdade inerente ao espírito humano e mesmo a toda vida animal, seja ela qual for. </li></ul><ul><li>Pontos que favorecem a teoria: </li></ul><ul><li>A dificuldade de explicara inteligência por meio de qualquer outro fator a não ser a sua própria organização, considerada uma totalidade auto-suficiente. </li></ul><ul><li>A inteligência como uma extensão da atividade do organismo: “A adaptação intelectual ao meio externo e a organização que ela implica prolongam, assim, os mecanismos que podemos observar a partir das reações vitais elementares” (p. 347). </li></ul><ul><li>Apontar as lacunas da tese empirista. </li></ul><ul><li>Divergências de Piaget com a tese vitalista: </li></ul><ul><li>a primeira diz respeito ao realismo da inteligência-faculdade; </li></ul><ul><li>a segunda ao da organização-força vital; </li></ul><ul><li>e a terceira ao realismo conhecimento-adaptação </li></ul>
  8. 8. Questões ao intelectualismo Se a inteligência é uma faculdade incondicional então a criança está destinada conquistar um dia a ciência? Dessa maneira, estaríamos falando de uma continuidade estrutural e de forças da inteligência ao longo de toda vida. No entanto. Piaget refuta esta hipótese e fala de uma ruptura estrutural a cada estádio e, sim, de uma continuidade funcional. “ A solução a que nos conduzem as nossas observações é que só as funções do intelecto (em contraste com as estruturas) são comuns às diferentes fases e, por conseqüência, servem de traço de união entre a vida do organismo e a da inteligência.. [...] Em resumo, existe um funcionamento comum a todas as fases do desenvolvimento sensório-motor e do qual o funcionamento da inteligência lógica parece ser o prolongamento” (p. 348-49) --- Tese construtivista Como o conhecimento é adaptação direta ao real? Para o vitalismo a adaptação “reduz-se, de fato, ao que no senso comum sempre considerou ser a essência do conhecer: uma simples cópias das coisas” (p. 350) Piaget propõe: “o objeto só existe para o conhecimento, nas suas relações com o sujeito e, se o espírito avança sempre e cada vez mais à conquista das coisas, é porque organiza a experiência de um modo cada vez mais ativo, em vez de imitar de fora uma realidade toda feita: o objeto não é um “dado”, mas o resultado de uma construção”(p 353)
  9. 9. O Apriorismo e a Psicologia da Forma <ul><li>“ Consiste em explicar cada invenção da inteligência por uma estruturação renovada e endógena do campo da percepção ou do sistema de conceitos e relações. [...] Não sendo essas “formas” provenientes, pois, das próprias coisas nem de uma faculdade formadora, são concebidas como algo que mergulha suas raízes no sistema nervoso ou, de modo geral, na estrutura pré-formada do organismo” (p. 352) </li></ul><ul><li>Méritos: </li></ul><ul><li>“ é inteiramente certo que toda a solução inteligente e mesmo toda a conduta em que intervém a compreensão de uma situação dada (por muito lato que seja o sentido atribuído à palavra “compreensão”) manifestam-se como totalidades e não como associações ou sínteses de elementos isolados” (p. 353) </li></ul><ul><li>“ a rejeição de toda e qualquer faculdade ou de toda e qualquer força especial de organização [...] Simpatizamos com o esforço da Psicologia Gestaltista para encontrar as raízes das estruturas intelectuais nos processos biológicos concebidos como sistemas de relações e não como a expressão de forças substanciais” (p. 354-55) </li></ul><ul><li>Equívocos: </li></ul><ul><li>“ para melhor protegê-lo da experiência empírica, o gestaltismo enraizou a organização na estrutura pré-formada do nosso sistema nervoso e do nosso organismo psicofisiológico” (p. 355). </li></ul><ul><li>“ criticar o gestaltismo não é rejeitá-lo, mas torná-lo mais móvel e, por conseqüência, substituir o seu apriorismo por um relativismo genético” (p. 356). </li></ul>
  10. 10. Divergências com a Gestalt “ uma Gestalt não tem história porque não leva em conta a experiência anterior, ao passo que um esquema resume em si o passado e consiste, sempre, portanto, numa organização ativa da experiência vivida [...] daí a hipótese segundo a qual essa estrutura resultaria de certo grau de maturação do sistema nervoso ou dos aparelhos de percepção, de tal ordem que nada de exterior, isto é, nenhuma experiência atual ou passada ser a causa de sua formação” (p. 356). Posição de Piaget: “ É lícito conceber, pois, que as invenções súbitas que caracterizam a sexta fase, sejam, na realidade, o produto de uma longa evolução dos esquemas e não apenas de uma maturação interna das estruturas perceptivas” (p. 357). “ os novos comportamentos cujo aparecimento define cada fase apresentam-se sempre com um desenvolvimento das fases precedentes” (p. 358) “ O esquema é uma Gestalt que tem história” (p. 359). A Gestalt não se generaliza. “trata-se sempre de uma necessidade imediata, que pode renovar-se a cada percepção, mas que dispensa a existência de um esquema generalizador” (p. 360). “ a própria atividade da inteligência encontra-se preterida, em benefício de um mecanismo mais ou menos automático. Com efeito, as Gestaltens não têm, intrinsecamente, atividade alguma. Surgem no mento em que se organiza o campo da percepção e impõem-se como tais, sem resultar de qualquer dinamismo anterior a elas” (p. 362). “ o ideal é explicar a inteligência pela percepção, ao passo que, para nós a própria percepção deve ser interpretada em termos de inteligência” (p. 364).
  11. 11. Teoria das Tentativas <ul><li>O que é a teoria das tentativas? </li></ul><ul><li>“ Por uma parte é uma sucessão de “ensaios”, comportando, em princípio tantos “erros” quantos os êxitos fortuitos: por outra parte uma seleção progressiva operando a posteriori em função do êxito ou fracasso desses mesmos ensaios. A teoria de “ensaios e erros” combina, assim, a idéia apriorista, segundo a qual as soluções derivam de uma atividade própria do sujeito, e a idéia empirista, para a qual a adoção da boa solução é devida, em definitivo, a pressão do meio externo” (p. 368-9). </li></ul><ul><li>Pontos favoráveis: </li></ul><ul><li>A favor de tal solução pode-se invocar a generalidade do fenômeno das tentativas.[...] Em resumo, a história da tentativa é a da acomodação com suas complicações sucessivas e, a esse respeito, parece que uma grande parte de verdade deve ser creditada à teoria que identifica a inteligência como uma exploração que se desenvolve por tentativa ativa. (p. 370) </li></ul><ul><li>Equívocos: </li></ul><ul><li>Há dois tipos de tentativas: a tentativa pura, isto é, aleatória e a tentativa dirigida, que se vale de coordenação sistemática das tentativas. O equívoco deste teoria é privilegiar a tentativa pura. </li></ul><ul><li>Nem toda tentativa é exclusivamente pura ou dirigida. O sujeito pode executar tentativas sistemáticas e, não obtendo êxito, empregar posteriormente tentativas aleatórias. </li></ul><ul><li>-Há hipótese de uma tentativa pura, concebida como o ponto de partida da própria inteligência, não teria justificação cabível porque ou essa tentativa não-sistemática surgirá à margem da tentativa dirigida. (p. 373) </li></ul><ul><li>-A diferença entre as tentativas não-sistemáticas e a pesquisa dirigida só é, portanto, de grau e não de qualidade (p. 374) porque sempre há esquemas prévios, mesmo minimamente, que influenciam a tentativa e implicam a presença de um processo de assimilação. Não há limite entre a tentativa dirigida e a pura. </li></ul>
  12. 12. Teoria da Assimilação <ul><li>Conclusões: </li></ul><ul><li>A primeira é que a inteligência constitui uma atividade organizadora cujo funcionamento prolonga o da organização biológica e o supera, graças à elaboração de novas estruturas. </li></ul><ul><li>A segunda é que, se as sucessivas estruturas devidas `atividade intelectual diferem qualitativamente entre elas, nunca deixam de obedecer às mesmas leis funcionais (p. 379). </li></ul><ul><li>Qual a abrangência da assimilação? </li></ul><ul><li>Tudo o que corresponde a uma necessidade do organismo é matéria a assimilar, sendo essa necessidade a própria expressão da atividade assimiladora como tal; quanto às pressões exercidas pelo meio, sem que correspondam a qualquer necessidade, não dão lugar à assimilação na medida em que o organismo não estiver adaptado àquelas; mas, como a adaptação consiste, precisamente, em transformar as pressões em necessidades, tudo se presta, afinal de contas, a ser assimilado (p. 380). </li></ul><ul><li>Qual a extensão da assimilação? </li></ul><ul><li>Em resumo, em todos os domínios [biológico, sensório-motor e racional[ a atividade assimiladora manifesta-se como sendo, ao mesmo tempo, o resultado e a origem da organização o que significa que, do ponto de vista psicológico, necessariamente funcional e dinâmico, ela constitui um verdadeiro fato primordial (p. 383) </li></ul><ul><li>Qual a relação sujeito e meio? </li></ul><ul><li>As relações entre o sujeito e o seu meio consistem numa interação radical, de modo tal que a consciência não começa pelo conhecimento nem dos objetos nem pelo da atividade do sujeito, mas por um estado indiferenciado; e é desse estado que derivam dois movimentos complementares, um de incorporação das coisas ao sujeito, o outro de acomodação às próprias coisas. </li></ul>

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