Repensando a formação de
professor para uso da tecnologia
Vera Menezes
(UFMG/CNPq/Fapemig
Junia Braga (UFMG/Fapemig)
)
Revolução digital
Revolução digital
O Plano Nacional de Educação (2001) já previa
que os cursos de formação de professor
deveriam contemplar, dentre outros itens, “o
domínio das novas tecnologias de comunicação
e da informação e
capacidade
para integrá-las à
prática do
magistério” (p.99)
Ações do MEC
1980 = PRONINFE (criação de centros
e subcentros para desenvolvimento de informática
educativa no sistema público de ensino)
1997 = ProInfo (promoção do uso pedagógico de
TICs
2007 = PROUCA (distribuição de computadores
portáteis em escolas públicas)
2012 = distribuição de tablets para professores de
escolas de ensino médio das redes públicas.
Ações do MEC
Tecnologia a serviço da educação
básica
Formação docente e práticas
educacionais
Chapelle (2006, p. vi) adverte que
não dá mais para deixar a
tecnologia fora dos currículos
como se fazia há 20 anos atrás,
pois “os professores de segunda
língua hoje precisam ser capazes
de escolher, usar e, em alguns
casos, recusar tecnologia para seus
alunos”.
Formação docente e práticas
educacionais

Samantha Penney’s Bloom's Digital
Taxonomy Pyramid

A multiplicidade de novas
tecnologias que surgem a cada
dia e as várias opções de
ferramentas gratuitas na web
impedem que mesmo os
professores mais experientes
acompanhem
todas as
inovações.
English Language teaching and learning in the Age of Technology
palestra no III Congresso Internacional da ABRAPU (2012) I
Fontes de formação continuada
para uso da tecnologia
Parâmetros para uso da tecnologia
A necessidade de formação de professores de
línguas para os novos tempos levou a associação
TESOL (Teachers of English as Second or other
Language) a criar uma comissão para refletir
sobre esse tema. O trabalho resultou em um
livro (HEALEY et al., 2009) onde são propostos
padrões para alunos, professores, produtores de
material, formadores de professores,
administradores, organizações profissionais e
formuladores de política para o ensino de inglês
como outra língua.
Parâmetros para professores

•
•
•
•

Os propósitos dos parâmetros para os professores
são:
reconhecer a importância de integrar a tecnologia no
ensino;
saber o que se espera deles em termos de
conhecimento, habilidades e de implementação de
currículo;
entender a necessidade de aprendizagem continuada
em suas carreiras profissionais; e
ser desafiado a alcançar um nível maior de proficiência
no uso da tecnologia na docência. (HEALEY et al.,
2009, p.6)
Parâmetros para formadores de
professores
•
•
•
•

Para os formadores de professores os propósitos dos
parâmetros são:
diagnosticar conhecimentos e habilidades dos futuros
professores;
desenvolver cursos para professores em serviço e pré-serviço;
oferecer oportunidade para praticar o uso das tecnologias;
integrar a tecnologia de forma apropriada nos cursos de
formação de professor;
assegurar que os futuros professores tenham conhecimento
dos parâmetros e de como implementa-los (HEALEY et al.,
2009, p.6-7)
Formação de Professor
• Reinders (2009) sugere um modelo que
combine “análise das necessidades (tendo em
mente possíveis padrões e resultados) e uma
seleção de métodos aninhados em uma
estrutura de suporte técnico e pedagógico
apropriado”.
Paiva (2013) com base em Reinders (2009).
Exemplo de projeto de extensão

Coordenação de
Junia Braga
(UFMG/Fapemig)
http://www.tabaeletronica.org/
(1) Na Oca Curumim: ferramentas básicas e
off-line, como, por exemplo, acesso a email, envio e recebimento de mensagens
com anexos, dentre outras ações on-line,
e ainda, utilização de editores de texto,
editores de apresentação, dentre outras
ações off-line.
(2) Na Oca das Ferramentas Colaborativas:
tecnologias de interação social, tais
como wiki, sites de compartilhamento de
vídeo, como o Youtube, redes sociais,
podcasts e alguns serviços do Google.
(3) Na Oca das ferramentas manuais:
ferramentas tecnológicas que possam
ser utilizadas para a elaboração de
material didático para cursos virtuais ou
presenciais, tais como LexTutor,
TextLadder, HotPotatoes, Elo, entre
outras.
(4) A Oca Ocaruçu: Ambientes Virtuais de
Aprendizagem (AVAs), englobando
software livre (Teleduc, Moodle, dentre
outros), redes sociais (Orkut, Ning,
dentre outras) ou mesmo combinação
de diferentes ferramentas, como blogs e
fóruns.
Conclusões
1. É preciso investir em atividades que
estimulem a autonomia, pois a tecnologia evolui
rapidamente e todos nós temos que aprender
de forma mais autônoma
se quisermos
acompanhar a difusão
das inovações.
Conclusões
2. Precisamos levar para a sala de aula as tecnologias
que nossos alunos usam na vida real. No momento, o
grande desafio são os smart phones e os tablets.
Conclusões
3. Quando os indivíduos adotam uma
inovação, seu micro comportamento contribui
para o comportamento na escala macro do
sistema. À medida que a taxa de uma
inovação acelera e a difusão da inovação
decola, um comportamento adaptativo
emerge no nível do sistema. (Rogers et al,
2005)
Conselho Final
Existe um agente importante na formação do professor
que não pode ser ignorado. O aluno. Não podemos ter
medo de aprender com os jovens. Eles são importantes
auxiliares na inserção da tecnologia na escola.
Referências
JENKINS, H. Convergence? I Diverge. Technology Review. p. 93. Jun. 2001. Disponível
em <http://web.mit.edu/cms/People/henry3/converge.pdf>. Acesso em: 11 jan.
2010.
REINDERS, H. Technology and second language education. In: BURNS, A.; RICHARDS,
J.C. (Eds). The Cambridge guide to second language teacher education. Cambridge:
Cambridge University Press, 200
PAIVA, V.L.M.O. English Language teaching and learning in the Age of Technology
(2012) palestra no III Congresso Internacional da ABRAPUI, Disponível em:
http://www.veramenezes.com/abrapui2012.pdf
PAIVA, V.L.M.O. A formação do professor para uso da tecnologia. In: SILVA, K.. A.;
DANIEL, F. G.; KANEKO-MARQUES, S. M.; SALOMÃO, A. C. B. (Orgs) A formação de
professores de línguas: Novos Olhares – V. 2. Campinas, SP: Pontes Editores, 2013. p.
209-230.
PENNEY, S. Bloom's Digital Taxonomy Pyramid. Disponível em:
http://faculty.indstate.edu/spenney/bdt.htm

Vera juniasilel

  • 1.
    Repensando a formaçãode professor para uso da tecnologia Vera Menezes (UFMG/CNPq/Fapemig Junia Braga (UFMG/Fapemig) )
  • 2.
  • 3.
    Revolução digital O PlanoNacional de Educação (2001) já previa que os cursos de formação de professor deveriam contemplar, dentre outros itens, “o domínio das novas tecnologias de comunicação e da informação e capacidade para integrá-las à prática do magistério” (p.99)
  • 4.
    Ações do MEC 1980= PRONINFE (criação de centros e subcentros para desenvolvimento de informática educativa no sistema público de ensino) 1997 = ProInfo (promoção do uso pedagógico de TICs 2007 = PROUCA (distribuição de computadores portáteis em escolas públicas) 2012 = distribuição de tablets para professores de escolas de ensino médio das redes públicas.
  • 5.
    Ações do MEC Tecnologiaa serviço da educação básica
  • 6.
    Formação docente epráticas educacionais Chapelle (2006, p. vi) adverte que não dá mais para deixar a tecnologia fora dos currículos como se fazia há 20 anos atrás, pois “os professores de segunda língua hoje precisam ser capazes de escolher, usar e, em alguns casos, recusar tecnologia para seus alunos”.
  • 7.
    Formação docente epráticas educacionais Samantha Penney’s Bloom's Digital Taxonomy Pyramid A multiplicidade de novas tecnologias que surgem a cada dia e as várias opções de ferramentas gratuitas na web impedem que mesmo os professores mais experientes acompanhem todas as inovações. English Language teaching and learning in the Age of Technology palestra no III Congresso Internacional da ABRAPU (2012) I
  • 8.
    Fontes de formaçãocontinuada para uso da tecnologia
  • 9.
    Parâmetros para usoda tecnologia A necessidade de formação de professores de línguas para os novos tempos levou a associação TESOL (Teachers of English as Second or other Language) a criar uma comissão para refletir sobre esse tema. O trabalho resultou em um livro (HEALEY et al., 2009) onde são propostos padrões para alunos, professores, produtores de material, formadores de professores, administradores, organizações profissionais e formuladores de política para o ensino de inglês como outra língua.
  • 10.
    Parâmetros para professores • • • • Ospropósitos dos parâmetros para os professores são: reconhecer a importância de integrar a tecnologia no ensino; saber o que se espera deles em termos de conhecimento, habilidades e de implementação de currículo; entender a necessidade de aprendizagem continuada em suas carreiras profissionais; e ser desafiado a alcançar um nível maior de proficiência no uso da tecnologia na docência. (HEALEY et al., 2009, p.6)
  • 11.
    Parâmetros para formadoresde professores • • • • Para os formadores de professores os propósitos dos parâmetros são: diagnosticar conhecimentos e habilidades dos futuros professores; desenvolver cursos para professores em serviço e pré-serviço; oferecer oportunidade para praticar o uso das tecnologias; integrar a tecnologia de forma apropriada nos cursos de formação de professor; assegurar que os futuros professores tenham conhecimento dos parâmetros e de como implementa-los (HEALEY et al., 2009, p.6-7)
  • 12.
    Formação de Professor •Reinders (2009) sugere um modelo que combine “análise das necessidades (tendo em mente possíveis padrões e resultados) e uma seleção de métodos aninhados em uma estrutura de suporte técnico e pedagógico apropriado”.
  • 13.
    Paiva (2013) combase em Reinders (2009).
  • 14.
    Exemplo de projetode extensão Coordenação de Junia Braga (UFMG/Fapemig) http://www.tabaeletronica.org/
  • 15.
    (1) Na OcaCurumim: ferramentas básicas e off-line, como, por exemplo, acesso a email, envio e recebimento de mensagens com anexos, dentre outras ações on-line, e ainda, utilização de editores de texto, editores de apresentação, dentre outras ações off-line. (2) Na Oca das Ferramentas Colaborativas: tecnologias de interação social, tais como wiki, sites de compartilhamento de vídeo, como o Youtube, redes sociais, podcasts e alguns serviços do Google.
  • 16.
    (3) Na Ocadas ferramentas manuais: ferramentas tecnológicas que possam ser utilizadas para a elaboração de material didático para cursos virtuais ou presenciais, tais como LexTutor, TextLadder, HotPotatoes, Elo, entre outras. (4) A Oca Ocaruçu: Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs), englobando software livre (Teleduc, Moodle, dentre outros), redes sociais (Orkut, Ning, dentre outras) ou mesmo combinação de diferentes ferramentas, como blogs e fóruns.
  • 17.
    Conclusões 1. É precisoinvestir em atividades que estimulem a autonomia, pois a tecnologia evolui rapidamente e todos nós temos que aprender de forma mais autônoma se quisermos acompanhar a difusão das inovações.
  • 18.
    Conclusões 2. Precisamos levarpara a sala de aula as tecnologias que nossos alunos usam na vida real. No momento, o grande desafio são os smart phones e os tablets.
  • 19.
    Conclusões 3. Quando osindivíduos adotam uma inovação, seu micro comportamento contribui para o comportamento na escala macro do sistema. À medida que a taxa de uma inovação acelera e a difusão da inovação decola, um comportamento adaptativo emerge no nível do sistema. (Rogers et al, 2005)
  • 20.
    Conselho Final Existe umagente importante na formação do professor que não pode ser ignorado. O aluno. Não podemos ter medo de aprender com os jovens. Eles são importantes auxiliares na inserção da tecnologia na escola.
  • 21.
    Referências JENKINS, H. Convergence?I Diverge. Technology Review. p. 93. Jun. 2001. Disponível em <http://web.mit.edu/cms/People/henry3/converge.pdf>. Acesso em: 11 jan. 2010. REINDERS, H. Technology and second language education. In: BURNS, A.; RICHARDS, J.C. (Eds). The Cambridge guide to second language teacher education. Cambridge: Cambridge University Press, 200 PAIVA, V.L.M.O. English Language teaching and learning in the Age of Technology (2012) palestra no III Congresso Internacional da ABRAPUI, Disponível em: http://www.veramenezes.com/abrapui2012.pdf PAIVA, V.L.M.O. A formação do professor para uso da tecnologia. In: SILVA, K.. A.; DANIEL, F. G.; KANEKO-MARQUES, S. M.; SALOMÃO, A. C. B. (Orgs) A formação de professores de línguas: Novos Olhares – V. 2. Campinas, SP: Pontes Editores, 2013. p. 209-230. PENNEY, S. Bloom's Digital Taxonomy Pyramid. Disponível em: http://faculty.indstate.edu/spenney/bdt.htm

Notas do Editor

  • #3 Mostrar que a revolução digital não é mais coisa nova.
  • #5 Mostrar que o Ministério da Educação do Brasil sempre investiu na informatização das escolas e em políticas para uso da tecnologia.
  • #6 Mostrar que o Ministério da Educação do Brasil sempre investiu na informatização das escolas e em políticas para uso da tecnologia.
  • #8 A ideia com as ilustrações é mostrar a enorme quantidade de ferramentas,
  • #9 Isso é para mostrar quem quer estar por dentro de novas tecnologias