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ÓRBITA
Radiologia e Diagnóstico por Imagem
    R2 Izabela Cristina de Souza
   R2 Rodrigo dos Santos Ferrari
ANATOMIA
ANATOMIA
• Canal óptico
• Fissura orbital superior
   – V. orbital superior.
   – N. oculomotor (III), troclear (IV), abducente (VI) e divisão
      oftálmica do trigêmeo (V1).
   – Conduto para seio cavernoso.
• Fissura orbital inferior
   – N. infraorbital (ramo de V2), zigomático
   – Conexão venosa entre a v. oftálmica superior e o plexo
      pterigoide.
   – Conexão com a fossa pterigopalatina e espaço
      mastigatório/fossa infratemporaldisseminação de
      processos faciais profundos.
ANATOMIA
• Globo ocular
   – Retina
   – Coroide
   – Esclerótica
   – Segmento anterior
      • Câmara anterior
      • Câmara posterior
   – Segmento posterior
      • Cavidade vítrea
ANATOMIA
–   Reto Superior
–   Reto Inferior
–   Reto Medial
–   Reto Lateral
–   Oblíquo Superior
–   Oblíquo Inferior
–   Levantador da pálpebra
ANATOMIA
• Nervo óptico
   – Segmento orbital é
     coberto pelas mesmas
     bainhas meníngeas do
     cérebro.
   – <4mm

• Septo orbital
   – Membrana desde os
     tarsos até as
     margens das órbitas.
ANATOMIA

• Glândula lacrimal
   – Espaço extraconal.
   – Sobre os ms. levantador da
     pálpebra e reto lateral.
   – Saco lacrimal  Ducto lacrimal
      válvula de Hasner (inferior ao
     corneto nasal inferior).
ANATOMIA

• Artéria Oftálmica
   – Carótida interna em sua saída no
     seio cavernoso.
   – Canal óptico.
   – Cruza o N.Óptico superiormente.
• Carótida externa
• Veia Oftálmica Superior
   – > veia visualizável à TC ou RM.
TÉCNICAS DE AQUISIÇÃO DE IMAGEM
• TC:
   – Delineamento de estruturas ósseas e de calcificações.
   – Requer tempo curto de aquisição.
• RM:
   – Contraste de tecidos moles superior à TC.
   – Importante para avaliar anormalidades intracranianas e
      nervo óptico.
• Angiografia por TC ou RM
TÉCNICAS DE AQUISIÇÃO DE IMAGEM
• TC:
   – Espessura de corte= 1mm
   – Intervalo de reconstrução= 0,5mm
   – Extensão da aquisição=
       • Superior: pelo menos 1cm acima do teto orbitário
       • Inferior: pelo menos 1cm abaixo do assoalho orbitário
   – Aquisição craniocaudal
   – Sem angulação do Gantry (paralelo a linha infraorbitomeatal)
   – Fases pré e pós-contraste
       • 50-70ml
       • Dçs inflamatórias, infecciosas, neoplásicas e vasculares.
TÉCNICAS DE AQUISIÇÃO DE IMAGEM
• TC:
   – Analisar as imagens com filtro ósseo e de partes moles.
   – Imagens coronais:
      • Estruturas em transversal
      • Obrigatório para avaliar disseminação de processos a partir
        de estruturas vizinhas.
   – Suspeita de varizes orbitais  sem e com Manobra de Valsalva.
Tc órbita aula
Tc órbita aula
Tc órbita aula
Tc órbita aula
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DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
• Localizar a lesão:
   – Globo ocular
   – Complexo nervo óptico-bainha
   – Espaço intracone
   – Espaço extracone
       • Associação ou não com glândula lacrimal
   – Intra e extracone: tratamentos diferentes
   – Lesões da glândula lacrimal são mais comumente processos
     inflamatórios benignos.
TRAUMATISMOS
• TC é a modalidade de escolha.
• Fratura das paredes orbitais (mais frequente).
• Hemorragia de globo ocular.
• Lesões penetrantes.
• Contusão ou avulsão da bainha do nervo óptico.
• Fratura por explosão:
   – ↑ da pressão intraorbital transmitida às paredes orbitais.
   – Paredes inferiores e mediais.
   – Conteúdos de tecidos moles podem herniar 
     encarceramento muscular.
• Corpos estranhos
   – Presença de ar
Tc órbita aula
INFECÇÕES
• Extensão direta a partir de estruturas adjacentes ou via
  hematogênica.
   –   Sinusite ou celulite periorbitária superficial da face.
   –   Crianças: a partir de células etmoidais.
   –   Adultos: a partir do seio frontal.
   –   Streptococcus pneumoniae e estreptococo ᵦ       -hemolítico.
• Pré-septal ou extracone  ATB.
• Pós-septal ou intracone  risco de lesão neurovascular e de
  disseminação intracraniana.
• Identificar abscessos orbitais  intervenção.
• TC é a escolha  alterações inflamatórias de tecidos moles,
  coleções líquidas/abscessos, alterações ósseas (osteomielite).
Abscesso subperiosteal
                              extracone.




Abscesso subperiosteal
  da órbita superior.
OFTALMOPATIA ASSOCIADA À
              TIREÓIDE
• Processo inflamatório dos músculos extraoculares e dos
  tecidos conectivos periorbitais.
• Graves, Hashimoto, carcinoma da tireoide e a irradiação do
  pescoço.
• Aumento fusiforme dos músculos extraoculares, sendo
  poupadas as fixações tendíneas(difícil de diferenciar quando
  há grande aumento do músculo)  reto inferior, reto medial e
  complexo reto superior levantador da pálpebra.
• Alterações inflamatórias no tecido adiposo intraorbital.
• Bilaterais, pode ser assimétrico.
• Compressão secundária da bainha do nervo óptico.
OFTALMOPATIA ASSOCIADA À
       TIREÓIDE
PSEUDOTUMOR ORBITAL
• Doença inflamatória orbital idiopática.
• Processo inflamatório dos músculos extraoculares (difusamente)
  e dos tecido adiposo periorbitais.
• Raro envolver outras estruturas orbitais.
• Com frequência unilateral e há extensão às fixações tendinosas.
• Doloroso.
• Resposta rápida aos esteróides.
PSEUDOTUMOR ORBITAL
SARCOIDOSE
• Pode acometer qualquer parte da via óptica.
• Comumente glândulas lacrimais, camada anterior do globo
  ocular e as pálpebras.
• Pode simular pseudotumor.
                                      Quiasma
                                                   Pedúnculo
                                                    cerebral

                                                        Corpo
                                           Colículo   geniculado
                                           superior     lateral



      T1 axial com gadolíneo        T1 axial com gadolíneo
GRANULOMATOSE DE WEGNER
• Envolvimento orbital ocorre em cerca de 50% dos pacientes.
• Qualquer estrutura orbital pode ser afetada  episclerite,
  esclerite, uveíte, vasculite do nervo óptico, oclusão da artéria
  da retina, obstrução do ducto nasolacrimal.
• TC :
   – Nódulos ou infiltrado inespecíficos no espaço retrobulbar.
   – Realce pelo contaste presente.
• RM:
   – Massas retrobulbares podem demonstrar hipodensidade
     acentuada (não específico).
NEURITE ÓPTICA
• Inflamação inespecífica do nervo óptico  infecções, doenças
  granulomatosas, pseudotumor, estado pós-radiação ou
  doenças desmielinizantes, idiopática.
• 50% dos pacientes  esclerose múltipla.
• RM:
   – Intensificação pelo
   contraste e prolongamento
   no tempo de T2.
   – Incluir o cérebro inteiro
   na avaliação.
                               Spin-eco rápido com recuperação da inversão
NEOPLASIAS
                          LINFOMA

• Neoplasia mais comum (50%); tipo LNH cel B;

• TC/RM – massa bem definida no cone muscular; Pode massa
  extra-orbitária ou infiltração difusa do tecido gorduroso
  orbital;

• Pode acometer glândula lacrimal;

• DDX – pseudo-tumor e mtx;
Tc órbita aula
Tc órbita aula
GLIOMA ÓPTICO

• Crianças (2-6a); Associação com neurofibromatose tipo 1;

• Benignos (minoria é agressivo);

• Envolve o aparelho óptico anterior;

• Não são lesões calcificadas;

• RM – melhor exame – avalia extensão intracraniana;
• RM – avalia extensão intracraniana;

• T1 hipointensa e hiper em T2; não sofre ou sofre tenue realce
  pelo contraste;

• TC – avalia alterações ósseas e expansão para canal óptico;
MENINGIOMA DA BAINHA DO NERVO ÓPTICO



• 7% dos tumores orbitais; mulheres; associação com
  neurofibromatose tipo 2;

• Sofrem realce    pelo   contraste;   geralmente   contem
  calcificações;

• RM escolha;
• Cortes axiais - aparência em trilhos de trem
• Dilatação fusiforme da bainha nervosa
MELANOMA

• Lesão ocular com origem no trato uveal, podendo estender-se
  para o restante da órbita;

• TC – massas focais de tecido mole com realce leve a
  moderado;

• RM – lesão hiperintensa em T1 e hipo em T2;

• Sofrem realce pelo contraste;
Tc órbita aula
Tc órbita aula
METÁSTASES

• Ca mama e pulmão;

• Crianças – neuroblastoma, leucemia, Ewing;

• Imagens – espessamento focal do globo ocular; lesões
  destrutivas;
Tc órbita aula
Tc órbita aula
RETINOBLASTOMA

• Lactentes;

• Diagnóstico precoce – sobrevida 90% em 5 anos;

• Se houver extensão além do globo ocular – mortalidade
  100%;

• Pode ser uni/bilateral ou ainda “trilateral” – bilateral + linha
  média;

• São lesões com calcificações; sofrem realce pelo contraste
Tc órbita aula
RABDOMIOSARCOMA

• Crianças;

• TC – massa de tecidos moles com realce pelo contraste,
  apresentando destruição óssea associada;

• RM – iso/hipointenso T1 e iso/hiperintenso T2;
Tc órbita aula
HISTIOCITOSE DE CEL. LANGERHANS

• Não é uma neoplasia;      transtorno reticuloendotelial sem
  causa conhecida;

• Mais comum em crianças;

• Imagens podem simular o rabdomiosarcoma;

• TC - massa de tecidos moles iso/hiperdensa com realce pelo
  contraste e frequentemente há alterações ósseas líticas
  associadas;

• RM - massa de tecidos moles iso/hipointensa em T1 e
  iso/hiperintensa T2;
TERATOMA



• Lesão benigna - rara na órbita;

• Massa contendo elementos endo/meso/ectodérmicos;

• Geralmente tem calcificações e ocorre em neonatos;
Tc órbita aula
ANORMALIDADES VASCULARES
                 FÍSTULA CAROTIDOCAVERNOSA

• Comunicação entre carótida e seio cavernoso, dividida em 2
  tipos:

• Direta = Carótida interna – seio cavernoso ( + comum) –
  ruptura da carótida ;

• Indireta = Carótida externa – seio cavernoso;

• Direta x Indireta – Angiografia;
• TC/RM – proptose, ingurgitamente da veia oftálmica superior
  e das veias facais;
VARIZES VENOSAS



• Dilatações das veias orbitais; a veia oftálmica superior é a
  mais acometida;



• TC com contraste sem e com valsalva – visualiza-se veia
  grande, tortuosa ou confluência de pequenas veias lobuladas,
  que sofre realce pelo contraste;
Tc órbita aula
HEMANGIOMAS

• 2 tipos: cavernosos e capilares;

• CAVERNOSOS – massa orbital mais comum (intraconal,
  encapsulados, com margens bem definidas); ocorre em
  adultos;

• TC – hiperdensos com realce pelo contraste; pode flebólitos;

• RM – T1 – variável, se hiperintenso ( pensar em trombose); T2
  – hiperintenso; realce pelo contraste;
Tc órbita aula
• CAPILARES – lactentes/ 1ª ano; tendem a regredir com a
  idade; suprimento arterial via sistema carotídeo;

• TC – massa lobulada hiperdensa e com realce pelo contraste;

• RM – massa lobulada; T1 – isointensa; T2 – hiperintensa;
LINFANGIOMA

• Malformação vascular linfática;

• Crianças (1ª década);

• Intra/extraconais;

• TC – lesão mal definida, heterogênea, multilobulada, septada;
  realce variável; calcificações podem ocorrer;

• RM – T1 e T2 – hipo/hiperintensa;
Tc órbita aula
Tc órbita aula
ANORMALIDADES/ANOMALIAS

    CONGÊNITAS E DO

    DESENVOLVIMENTO
• COLOBOMA – defeito congênito do globo ocular na inserção
  do nervo óptico; pode ser bilateral;

• TC/RM – evaginação cística do vítreo no local onde o nervo
  óptico se fixa; pode ocorrer cisto retro-ocular associado;
• DOENÇA DE COATS – malformação vascular congênita da
  retina, caracterizada por múltiplos vasos telangiectásicos;

• TC – hiperdensidade em parte ou em todo o vítreo; raro
  calcificações;

• RM – T2 – hiperintensa

• Realce das partes descoladas da retina é comum
• CISTOS DERMÓIDES – lesões benignas mais comuns na órbita;

• 1ª década;

• Local mais comum – sutura frontozigomática e fossa lacrimal;

• Cistos com paredes definidas, com realce variável. Contém
  tecido adiposo (nível gordura-líquido – patognomônico);

• RM – T 1 - hiperintensa;
Tc órbita aula
• CISTOS EPIDERMÓIDES – não contém gordura;

• RM – T1 – hipointenso, mas pode ser hiperintensas   se
  hemorragia ou infecção;
CONDIÇÕES DEGENERATIVAS

• Calcificações dos músculos ciliares ou das inserções dos
  músculos extraoculares:
• TÍSICA BULBAR – estágio final de qlq lesão do globo ocular;

• Globo ocular diminuído, atrofiado e deformado, calcificações
  são comuns;
• DRUSAS DO NERVO ÓPTICO – coleções de material hialino no
  disco óptico; calcificações são comuns;

• A lesão pode se evidenciar por abaulamento do disco óptico
  (pseudopapiledema);

• 75% casos são bilaterais;
• DESLOCAMENTO DA RETINA E DA COROIDE – 3 camadas do
  globo ocular = membrana hialina posterior, retina sensorial,
  camadas de epitélio pigmentado da retina;

• Deslocamento posterior – separação da membrana hialina da
  retina sensorial;

• Deslocamento da retina – separação da retina sensorial do
  epitélio pigmentado;

• Deslocamento coroidal – separação da coróide da esclera;

• Geralmente a retina fixa-se em forma de V, com uma pequena
  fixação no disco óptico;
Tc órbita aula
• ESTAFILOMA – evaginação           focal dos revestimentos
  escleróticos uveais do globo ocular; defeito adquirido por
  fraqueza dos revestimentos uveais;
• Evaginação está localizada fora do centro do disco óptico,
  tipicamente em posição temporal;
• Associação com glaucoma, trauma, infecção ocular anterior;
GLÂNDULA LACRIMAL E APARELHO LACRIMAL

• Processos inflamatórios (mais comuns), neoplásicos e
  traumáticos;

• Aumento glandular é comum a várias patologias;

• Realce pelo contraste não diferencia lesão benigna de
  maligna;

• ADENITE VIRÓTICA AGUDA – em jovens; GRANULOMATOSE
  DE WEGENER; DOENÇAS AUTOIMUNES (Sjogren...)
TUMORES

• Adenoma pleomórfico (tumor mixóide benigno);

• Adenocarcinoma adenoide cístico;

• Carcinoma mucoepidermoide/Adenorcarcinoma;

• Linfoma;

• TC – realce variável; lesão óssea associada;
ENVOLVIMENTO INDIRETO DA ÓRBITA E DAS VIAS ÓPTICAS

• Lesões da sela turca e das regiões parasselares podem
  acometer a órbita;
• DDX      –     macroadenoma        hipófise, meningioma,
  craniofaringioma, mtx, aneurismas....
Tc órbita aula
FIM !!!

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Tc órbita aula

  • 1. ÓRBITA Radiologia e Diagnóstico por Imagem R2 Izabela Cristina de Souza R2 Rodrigo dos Santos Ferrari
  • 3. ANATOMIA • Canal óptico • Fissura orbital superior – V. orbital superior. – N. oculomotor (III), troclear (IV), abducente (VI) e divisão oftálmica do trigêmeo (V1). – Conduto para seio cavernoso. • Fissura orbital inferior – N. infraorbital (ramo de V2), zigomático – Conexão venosa entre a v. oftálmica superior e o plexo pterigoide. – Conexão com a fossa pterigopalatina e espaço mastigatório/fossa infratemporaldisseminação de processos faciais profundos.
  • 4. ANATOMIA • Globo ocular – Retina – Coroide – Esclerótica – Segmento anterior • Câmara anterior • Câmara posterior – Segmento posterior • Cavidade vítrea
  • 5. ANATOMIA – Reto Superior – Reto Inferior – Reto Medial – Reto Lateral – Oblíquo Superior – Oblíquo Inferior – Levantador da pálpebra
  • 6. ANATOMIA • Nervo óptico – Segmento orbital é coberto pelas mesmas bainhas meníngeas do cérebro. – <4mm • Septo orbital – Membrana desde os tarsos até as margens das órbitas.
  • 7. ANATOMIA • Glândula lacrimal – Espaço extraconal. – Sobre os ms. levantador da pálpebra e reto lateral. – Saco lacrimal  Ducto lacrimal  válvula de Hasner (inferior ao corneto nasal inferior).
  • 8. ANATOMIA • Artéria Oftálmica – Carótida interna em sua saída no seio cavernoso. – Canal óptico. – Cruza o N.Óptico superiormente. • Carótida externa • Veia Oftálmica Superior – > veia visualizável à TC ou RM.
  • 9. TÉCNICAS DE AQUISIÇÃO DE IMAGEM • TC: – Delineamento de estruturas ósseas e de calcificações. – Requer tempo curto de aquisição. • RM: – Contraste de tecidos moles superior à TC. – Importante para avaliar anormalidades intracranianas e nervo óptico. • Angiografia por TC ou RM
  • 10. TÉCNICAS DE AQUISIÇÃO DE IMAGEM • TC: – Espessura de corte= 1mm – Intervalo de reconstrução= 0,5mm – Extensão da aquisição= • Superior: pelo menos 1cm acima do teto orbitário • Inferior: pelo menos 1cm abaixo do assoalho orbitário – Aquisição craniocaudal – Sem angulação do Gantry (paralelo a linha infraorbitomeatal) – Fases pré e pós-contraste • 50-70ml • Dçs inflamatórias, infecciosas, neoplásicas e vasculares.
  • 11. TÉCNICAS DE AQUISIÇÃO DE IMAGEM • TC: – Analisar as imagens com filtro ósseo e de partes moles. – Imagens coronais: • Estruturas em transversal • Obrigatório para avaliar disseminação de processos a partir de estruturas vizinhas. – Suspeita de varizes orbitais  sem e com Manobra de Valsalva.
  • 17. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL • Localizar a lesão: – Globo ocular – Complexo nervo óptico-bainha – Espaço intracone – Espaço extracone • Associação ou não com glândula lacrimal – Intra e extracone: tratamentos diferentes – Lesões da glândula lacrimal são mais comumente processos inflamatórios benignos.
  • 18. TRAUMATISMOS • TC é a modalidade de escolha. • Fratura das paredes orbitais (mais frequente). • Hemorragia de globo ocular. • Lesões penetrantes. • Contusão ou avulsão da bainha do nervo óptico. • Fratura por explosão: – ↑ da pressão intraorbital transmitida às paredes orbitais. – Paredes inferiores e mediais. – Conteúdos de tecidos moles podem herniar  encarceramento muscular. • Corpos estranhos – Presença de ar
  • 20. INFECÇÕES • Extensão direta a partir de estruturas adjacentes ou via hematogênica. – Sinusite ou celulite periorbitária superficial da face. – Crianças: a partir de células etmoidais. – Adultos: a partir do seio frontal. – Streptococcus pneumoniae e estreptococo ᵦ -hemolítico. • Pré-septal ou extracone  ATB. • Pós-septal ou intracone  risco de lesão neurovascular e de disseminação intracraniana. • Identificar abscessos orbitais  intervenção. • TC é a escolha  alterações inflamatórias de tecidos moles, coleções líquidas/abscessos, alterações ósseas (osteomielite).
  • 21. Abscesso subperiosteal extracone. Abscesso subperiosteal da órbita superior.
  • 22. OFTALMOPATIA ASSOCIADA À TIREÓIDE • Processo inflamatório dos músculos extraoculares e dos tecidos conectivos periorbitais. • Graves, Hashimoto, carcinoma da tireoide e a irradiação do pescoço. • Aumento fusiforme dos músculos extraoculares, sendo poupadas as fixações tendíneas(difícil de diferenciar quando há grande aumento do músculo)  reto inferior, reto medial e complexo reto superior levantador da pálpebra. • Alterações inflamatórias no tecido adiposo intraorbital. • Bilaterais, pode ser assimétrico. • Compressão secundária da bainha do nervo óptico.
  • 24. PSEUDOTUMOR ORBITAL • Doença inflamatória orbital idiopática. • Processo inflamatório dos músculos extraoculares (difusamente) e dos tecido adiposo periorbitais. • Raro envolver outras estruturas orbitais. • Com frequência unilateral e há extensão às fixações tendinosas. • Doloroso. • Resposta rápida aos esteróides.
  • 26. SARCOIDOSE • Pode acometer qualquer parte da via óptica. • Comumente glândulas lacrimais, camada anterior do globo ocular e as pálpebras. • Pode simular pseudotumor. Quiasma Pedúnculo cerebral Corpo Colículo geniculado superior lateral T1 axial com gadolíneo T1 axial com gadolíneo
  • 27. GRANULOMATOSE DE WEGNER • Envolvimento orbital ocorre em cerca de 50% dos pacientes. • Qualquer estrutura orbital pode ser afetada  episclerite, esclerite, uveíte, vasculite do nervo óptico, oclusão da artéria da retina, obstrução do ducto nasolacrimal. • TC : – Nódulos ou infiltrado inespecíficos no espaço retrobulbar. – Realce pelo contaste presente. • RM: – Massas retrobulbares podem demonstrar hipodensidade acentuada (não específico).
  • 28. NEURITE ÓPTICA • Inflamação inespecífica do nervo óptico  infecções, doenças granulomatosas, pseudotumor, estado pós-radiação ou doenças desmielinizantes, idiopática. • 50% dos pacientes  esclerose múltipla. • RM: – Intensificação pelo contraste e prolongamento no tempo de T2. – Incluir o cérebro inteiro na avaliação. Spin-eco rápido com recuperação da inversão
  • 29. NEOPLASIAS LINFOMA • Neoplasia mais comum (50%); tipo LNH cel B; • TC/RM – massa bem definida no cone muscular; Pode massa extra-orbitária ou infiltração difusa do tecido gorduroso orbital; • Pode acometer glândula lacrimal; • DDX – pseudo-tumor e mtx;
  • 32. GLIOMA ÓPTICO • Crianças (2-6a); Associação com neurofibromatose tipo 1; • Benignos (minoria é agressivo); • Envolve o aparelho óptico anterior; • Não são lesões calcificadas; • RM – melhor exame – avalia extensão intracraniana;
  • 33. • RM – avalia extensão intracraniana; • T1 hipointensa e hiper em T2; não sofre ou sofre tenue realce pelo contraste; • TC – avalia alterações ósseas e expansão para canal óptico;
  • 34. MENINGIOMA DA BAINHA DO NERVO ÓPTICO • 7% dos tumores orbitais; mulheres; associação com neurofibromatose tipo 2; • Sofrem realce pelo contraste; geralmente contem calcificações; • RM escolha;
  • 35. • Cortes axiais - aparência em trilhos de trem
  • 36. • Dilatação fusiforme da bainha nervosa
  • 37. MELANOMA • Lesão ocular com origem no trato uveal, podendo estender-se para o restante da órbita; • TC – massas focais de tecido mole com realce leve a moderado; • RM – lesão hiperintensa em T1 e hipo em T2; • Sofrem realce pelo contraste;
  • 40. METÁSTASES • Ca mama e pulmão; • Crianças – neuroblastoma, leucemia, Ewing; • Imagens – espessamento focal do globo ocular; lesões destrutivas;
  • 43. RETINOBLASTOMA • Lactentes; • Diagnóstico precoce – sobrevida 90% em 5 anos; • Se houver extensão além do globo ocular – mortalidade 100%; • Pode ser uni/bilateral ou ainda “trilateral” – bilateral + linha média; • São lesões com calcificações; sofrem realce pelo contraste
  • 45. RABDOMIOSARCOMA • Crianças; • TC – massa de tecidos moles com realce pelo contraste, apresentando destruição óssea associada; • RM – iso/hipointenso T1 e iso/hiperintenso T2;
  • 47. HISTIOCITOSE DE CEL. LANGERHANS • Não é uma neoplasia; transtorno reticuloendotelial sem causa conhecida; • Mais comum em crianças; • Imagens podem simular o rabdomiosarcoma; • TC - massa de tecidos moles iso/hiperdensa com realce pelo contraste e frequentemente há alterações ósseas líticas associadas; • RM - massa de tecidos moles iso/hipointensa em T1 e iso/hiperintensa T2;
  • 48. TERATOMA • Lesão benigna - rara na órbita; • Massa contendo elementos endo/meso/ectodérmicos; • Geralmente tem calcificações e ocorre em neonatos;
  • 50. ANORMALIDADES VASCULARES FÍSTULA CAROTIDOCAVERNOSA • Comunicação entre carótida e seio cavernoso, dividida em 2 tipos: • Direta = Carótida interna – seio cavernoso ( + comum) – ruptura da carótida ; • Indireta = Carótida externa – seio cavernoso; • Direta x Indireta – Angiografia;
  • 51. • TC/RM – proptose, ingurgitamente da veia oftálmica superior e das veias facais;
  • 52. VARIZES VENOSAS • Dilatações das veias orbitais; a veia oftálmica superior é a mais acometida; • TC com contraste sem e com valsalva – visualiza-se veia grande, tortuosa ou confluência de pequenas veias lobuladas, que sofre realce pelo contraste;
  • 54. HEMANGIOMAS • 2 tipos: cavernosos e capilares; • CAVERNOSOS – massa orbital mais comum (intraconal, encapsulados, com margens bem definidas); ocorre em adultos; • TC – hiperdensos com realce pelo contraste; pode flebólitos; • RM – T1 – variável, se hiperintenso ( pensar em trombose); T2 – hiperintenso; realce pelo contraste;
  • 56. • CAPILARES – lactentes/ 1ª ano; tendem a regredir com a idade; suprimento arterial via sistema carotídeo; • TC – massa lobulada hiperdensa e com realce pelo contraste; • RM – massa lobulada; T1 – isointensa; T2 – hiperintensa;
  • 57. LINFANGIOMA • Malformação vascular linfática; • Crianças (1ª década); • Intra/extraconais; • TC – lesão mal definida, heterogênea, multilobulada, septada; realce variável; calcificações podem ocorrer; • RM – T1 e T2 – hipo/hiperintensa;
  • 60. ANORMALIDADES/ANOMALIAS CONGÊNITAS E DO DESENVOLVIMENTO
  • 61. • COLOBOMA – defeito congênito do globo ocular na inserção do nervo óptico; pode ser bilateral; • TC/RM – evaginação cística do vítreo no local onde o nervo óptico se fixa; pode ocorrer cisto retro-ocular associado;
  • 62. • DOENÇA DE COATS – malformação vascular congênita da retina, caracterizada por múltiplos vasos telangiectásicos; • TC – hiperdensidade em parte ou em todo o vítreo; raro calcificações; • RM – T2 – hiperintensa • Realce das partes descoladas da retina é comum
  • 63. • CISTOS DERMÓIDES – lesões benignas mais comuns na órbita; • 1ª década; • Local mais comum – sutura frontozigomática e fossa lacrimal; • Cistos com paredes definidas, com realce variável. Contém tecido adiposo (nível gordura-líquido – patognomônico); • RM – T 1 - hiperintensa;
  • 65. • CISTOS EPIDERMÓIDES – não contém gordura; • RM – T1 – hipointenso, mas pode ser hiperintensas se hemorragia ou infecção;
  • 66. CONDIÇÕES DEGENERATIVAS • Calcificações dos músculos ciliares ou das inserções dos músculos extraoculares:
  • 67. • TÍSICA BULBAR – estágio final de qlq lesão do globo ocular; • Globo ocular diminuído, atrofiado e deformado, calcificações são comuns;
  • 68. • DRUSAS DO NERVO ÓPTICO – coleções de material hialino no disco óptico; calcificações são comuns; • A lesão pode se evidenciar por abaulamento do disco óptico (pseudopapiledema); • 75% casos são bilaterais;
  • 69. • DESLOCAMENTO DA RETINA E DA COROIDE – 3 camadas do globo ocular = membrana hialina posterior, retina sensorial, camadas de epitélio pigmentado da retina; • Deslocamento posterior – separação da membrana hialina da retina sensorial; • Deslocamento da retina – separação da retina sensorial do epitélio pigmentado; • Deslocamento coroidal – separação da coróide da esclera; • Geralmente a retina fixa-se em forma de V, com uma pequena fixação no disco óptico;
  • 71. • ESTAFILOMA – evaginação focal dos revestimentos escleróticos uveais do globo ocular; defeito adquirido por fraqueza dos revestimentos uveais; • Evaginação está localizada fora do centro do disco óptico, tipicamente em posição temporal; • Associação com glaucoma, trauma, infecção ocular anterior;
  • 72. GLÂNDULA LACRIMAL E APARELHO LACRIMAL • Processos inflamatórios (mais comuns), neoplásicos e traumáticos; • Aumento glandular é comum a várias patologias; • Realce pelo contraste não diferencia lesão benigna de maligna; • ADENITE VIRÓTICA AGUDA – em jovens; GRANULOMATOSE DE WEGENER; DOENÇAS AUTOIMUNES (Sjogren...)
  • 73. TUMORES • Adenoma pleomórfico (tumor mixóide benigno); • Adenocarcinoma adenoide cístico; • Carcinoma mucoepidermoide/Adenorcarcinoma; • Linfoma; • TC – realce variável; lesão óssea associada;
  • 74. ENVOLVIMENTO INDIRETO DA ÓRBITA E DAS VIAS ÓPTICAS • Lesões da sela turca e das regiões parasselares podem acometer a órbita; • DDX – macroadenoma hipófise, meningioma, craniofaringioma, mtx, aneurismas....