Prof. Dr. Cláudio Cazarini
UNIDADE II
Eletroterapia
 Estudo sobre dor
 Dor x Clínica
 Tratamento mais efetivo
Fisiologia da dor (Introdução)
Fonte: Adaptado de: www.iasp-pain.org/https
Internacional Association for the Study of Pain
Working together for pain relief
 Experiência somática mutuamente reconhecível que reflete a apreensão de uma pessoa
de ameaça à sua integridade corporal ou existencial.
Definição IASP
Fonte: Adaptado de: International Association for the Study of Pain, 2018.
Reconsidering the International Asociation for the
Study of Pain definition of pain
Milton Cohena, John Quintnerb, Simon van Rysewykc
Review
Dor aguda
 Estudos epidemiológicos relacionados à dor aguda.
 Grande variedade de sintomas.
 A dor aguda é uma resposta fisiológica ao estímulo nocivo.
 Importante salientar que essa experiência dolorosa aguda é resultado
da interação de fatores biológicos, psicológicos, ambientais e sociais.
Epidemiologia da dor
Fonte: Ambulatório da Santa Casa – SP
 Manuseio é um desafio
 Serviço de Pronto Atendimento (60% dos casos)
Dor aguda
Fonte: http://sitebarra.com.br/
 Dor Neuropática
 Definida como a dor iniciada ou causada por uma lesão primária ou disfunção no
sistema nervoso.
 Esse tipo de dor é decorrente de uma lesão total ou parcial de qualquer parte do sistema
nervoso periférico (nervo, plexo ou raiz) ou do sistema nervoso central (medula ou encéfalo).
Dor aguda
Fonte: Schatzker, 2002.
Projection
neuron
Descending
controls
Dorsal root
ganglion
Intemeuron
Referred
pain
Thalamus
PAG
 Existe algum mecanismo de modulação da dor?
Dor aguda
Fonte: Livro-texto.
Percepção
da dor
Modulação
Transmissão
Transdução
Estímulo
nociceptivo
Aferentes
primários
Projeções
talamocorticais
Figura 19 – Mecanismo de dor
Vias de condução da dor
Fonte: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php
periphery
primary afferent
neurons
dorsal root
ganglion spinal cord
to higher
centers
non-noxious
mechanical stimulus
noxious
mechanical stimulus
noxious heat and
chemical stimuli C
A fiber
fiber
A
fiber
dorsal
root
projection
neurons
gray matter
white matter
dorsal
horn
PN
Instrumentos de avaliação da dor
Escala visual numérica (EVN) e a escala visual analógica (EVA)
Fonte: Livro-texto.
Escala visual analógica (EVA)
Dor
insuportável
Sem
dor
Escala numérica
3
0 1 2 4 5 6 7 8 9 10
Escala qualitativa
Sem
dor
Dor
ligeira
Dor
intensa
Dor
moderada
Dor
máxima
Escala de faces
Sem dor Dor máxima
0 1 2 3 4 5
0 1 2 3 4 5 6 7
7 8 9 10
Figura 20 – Escalas mais utilizadas para avaliação da dor
Instrumentos de avaliação da dor
Algometria
Fonte: Ambulatório da Santa Casa – SP
 Problema de saúde pública.
 Prevalência na população de 12% a 80%.
 Doença complexa.
 Em um estudo epidemiológico realizado anteriormente, com a participação de 15 países,
foram entrevistados um total de 46.394 pessoas em toda Europa.
Dor crônica
Fonte: https://pt.wikipedia.org/
Bouhassira et al., 2008; Torrence et al., 2006; Johannes et al.,
2010.
 Em relação ao tipo de medicamento utilizado para o tratamento da dor, a maioria, 55%,
utilizava anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), 43% usavam analgésicos, sendo que 13%
eram opioides. Em relação à satisfação com o tratamento, 40% estavam insatisfeitos com o
tratamento recebido.
Dor crônica x medicamentos
Fonte: Bouhassira et al., 2008; Torrence et al., 2006; Johannes et al., 2010.
 Estudo Brasileiro na cidade de São Luís do Maranhão (REF)
 Prevalência de 42% de dor crônica (acima dos valores mundiais)
 Entre esses pacientes 10% têm dor neuropática
 Maior número em indivíduos mais velhos
 Tempo de dor (6 meses a 4 anos)
 Pacientes mais dolorosos (dor neuropática)
 Medicamentos mais utilizados analgésicos e AINEs
Dor crônica
Fonte: Dellaroza; Pimenta; Matsuo, 2007; Sa et al., 2009; Souza et al., 2017; Souza; Perissinotti,
2018.
Segundo o PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios), a dor lombar crônica apresenta-se como uma das
principais queixas da população brasileira (IBGE, s.d.).
Dor crônica x saúde pública
Terceira doença: Dor Lombar Crônica
Global, regional, and national incidence, prevalence,
and years lived with disability for 301 acute and
chronic diseases and injuries in 188 countries, 1990-
2013: a systematic analysis for the Global Burden of
Disease Study 2013
Global Burden of Disease Study 2013 Collaborators
 Impacto socioeconômico no sistema de saúde.
 Prejuízos na qualidade de vida.
 Fator de risco para depressão e ansiedade.
 Reflete na atividade do trabalho.
Impacto da dor crônica
Fatores
Psicológicos
Fatores
Sociais
Fatores
Biológicos
Fonte: autoria própria
 A dor representa a principal causa de procura por atendimento médico.
 Definição da Dor Crônica ser temporal (geralmente acima de 3-6 meses).
 Tratamento preciso.
 Dor crônica (episódios de dor aguda).
Dor crônica
Quais são as ferramentas para avaliar a intensidade da dor?
a) Algômetro e o dinamômetro manual.
b) Algômetro, goniômetro e EVA.
c) Algômetro, escala quantitativa da dor e EVA.
d) Martelo para reflexo.
e) Diapasão.
Interatividade
Quais são as ferramentas para avaliar a intensidade da dor?
a) Algômetro e o dinamômetro manual.
b) Algômetro, goniômetro e EVA.
c) Algômetro, escala quantitativa da dor e EVA.
d) Martelo para reflexo.
e) Diapasão.
Resposta
Impactos da dor crônica
Fonte: Ambulatório da Santa Casa – SP
Paciente de 69 anos com dor no quadril (5 anos)
Dor para andar e subir escadas
Doença
Complexa
?
Estudo de GEHA et al., 2008.
 Avaliou a atividade cerebral de pacientes com dor crônica por meio de RNM.
 A anormalidade mais pronunciada observada em todos os estudos, a redução da substância
cinzenta nos pacientes, mais consistentemente no córtex pré-frontal, na ínsula e nos córtices
cingulados anterior e médio.
Impactos da dor crônica
Fonte: GEHA et al., 2008.
A B
x= -17 y=6 x= -11 z=34
R L
y=3
x= -17
0,58
Mean
FA
0,49
0,40
21 21
Healthy
CRPS
7 7
Healthy
CRPS
Estudo de WONG et al., 2011.
 Uma revisão de quinze estudos epidemiológicos sobre a prevalência da dor crônica na
população adulta mostrou que as regiões mais acometidas são a cefálica, lombar e
membros inferiores.
Impactos da dor crônica
Consequências: Redução do tempo de trabalho
e um prejuízo de 108 milhões de dólares,
segundo o estudo de Pizzi et al., 2005.
 Sofrimento evolutivo e que reduz a funcionalidade gradativa.
 Mudança no comportamento.
 A educação sobre a atividade física e a dor crônica é umas das ferramentas que o
fisioterapeuta tem para o tratamento.
Dor crônica na função física e atividades diárias
Estudos de Collado et al., 2014 e Duenas, M. et al., 2016.
 Mostra que a qualidade de vida está comprometida em pacientes com fibromialgia, artrite
reumatoide ou dor lombar crônica.
 Segundo o questionário: Qualidade de Vida Relacionada. Saúde (HRQoL)
Dor crônica na qualidade de vida
Estudos de Collado et al., 2014 e Duenas, M. et al., 2016.
 Alterações na qualidade do sono.
 Uma noite de sono comprometida tem relação com aumento da intensidade da dor.
Dor crônica e sono
Fonte: https://www.uol.com.br/vivabem
Estudos de Collado et al., 2014.
 Grande aumento do absenteísmo, necessidade da mudança de função e desemprego.
Dor crônica nas atividades laborais
Fonte: contabilidadenatv.com.br
Estudo de Collado et al., 2014.
Dor crônica na vida social e familiar
Fonte: https://www.universalproductionmusic.com/pl-pl/discover/playlists/1773/film-and-tv-moods-sad-
Processo patológico de reorganização do
sistema nervoso
 Relação genética.
 Sensibilização periférica e central.
Fisiopatologia da dor crônica
Sensibilização central e periférica
 Sensibilização central e periférica, bem
como da modulação da dor, é essencial
para a compreensão, a avaliação e o
tratamento da dor crônica.
 Doença multifatorial.
 Lesão tecidual
 Bradicinina, PGE e serotonina...
 Estimulam os nociceptores das fibras C e A-delta.
Sensibilização periférica
Fonte: Ambulatório da Santa Casa – SP.
Sensibilização central
 A manutenção do estímulo nociceptivo.
 Estimulação dos receptores de N-Metil D-
Aspartato (NMDA).
 Alterando a atividade cerebral.
Fonte: Livro-texto.
Intensidade da dor para o
estímulo X: resposta de dor
sensibilizada
Resposta de dor
sensibilizada
Resposta de dor
normal
Intensidade do estímulo
Figura 21 – Mecanismos de alodínea e hiperalgesia
Intensidade da dor
para o estímulo X:
resposta de dor
normal
Intensidade
da
dor
Lesão
Sensibilização central
Fonte: https://www.saudecuriosa.com.br/
Dor Aguda
 A dor aguda tem início recente.
 Lesão específica.
 Consiste em uma resposta fisiológica,
normal.
 Interrompida com ausência do estímulo.
Dor aguda versus dor crônica
Dor Crônica
 Dor constante ou
 Não pode ser atribuída a uma causa
específica.
 Alteração no sistema somatossensitivo.
 Termo dor crônica (crítica).
 Do ponto de vista fisiopatológico, a dor
crônica pode ser nociceptiva, neuropática
ou nociplástica.
Dor crônica
Dor Nociceptiva
• Devido à ativação de
nociceptores:
• Inflamação
• Mecanismo irritativo
• Lesão tecidual
• Exemplos:
• Osteoartrite
• Entorse de Tornozelo
• Artrite Reumatoide
Dor Neuropática
• Devido à lesão ou doença
do sistema
somatossensorial
• Exemplos:
• Neuropatia diabética
• Síndrome do túnel do
carpo
• Síndrome de dor regional
complexa
Dor Nociplástica
• Devido à perturbação no
processamento central da
dor:
• Excitabilidade
• Inibição
• Exemplos:
• Fibromialgia
• Disfunção
Temporomandibular
• Dor lombar não específica
Dor aguda versus dor crônica
Fonte: Livro-texto.
Quadro 1 – Características da dor aguda x dor crônica
Propriedades Dor aguda Dor crônica
Receptores aferentes
Terminações nervosas
livres – fibras A-delta
(grupo III)
Terminações nervosas
livres – fibras C (grupo IV)
Velocidade de condução do
potenciaI de ação
Relativamente lenta: 5-30
m/s
Muito lenta: 0,5-2 m/s
Sensação subjetiva
Latência curta, surgimento
rápido
Latência longa, surgimento
lento
Localização
Bem localizada, facilmente
identificada
Mal localizada, difusa
Duração da sensação Curta duração Longa duração
Resposta subjetiva
Retirada reflexa, menos
envolvimento emocional
Difícil suportar, possível
resposta emocionaI e
automática
 ferramenta 1: educação, para entender a dor;
 ferramenta 2: saber que a dor não vai te prejudicar;
 ferramenta 3: exposição gradual e pacing (no sentido de “encontrar um ritmo ideal para as
atividades”, evitando padrões de declínio gradual ou de excesso/recesso);
 ferramenta 4: acessar seu corpo virtual.
Educação em neurociência da dor
Fonte: Livro-texto.
Fatores biológicos:
anatômicos, fisiológicos,
anatomopatógicos e
biomecânicos
Fatores sociais: família,
trabalho, cultura, religião
Fatores psicológicos:
pensamentos,
emoções,
comportamentos
(evitação pelo medo)
Bio
Social Psico
Educação da dor na dor musculoesquelética
 melhora o conhecimento que o paciente tem sobre sua dor;
 diminui a dor;
 diminui a catastrofização e a percepção da deficiência;
 melhora o movimento, o desempenho físico e a função e reduz a deficiência;
 atenua os fatores psicossociais;
 reduz a utilização da rede de cuidados de saúde.
Cinco diretrizes para a eficácia da educação da dor:
 Necessária a interação com um terapeuta para a obtenção de
efeitos clinicamente significativos sobre a dor.
 Somente os pacientes insatisfeitos com suas percepções
atuais sobre a dor estarão dispostos a reconceituá-las.
 A nova explicação deve ser inteligível para o paciente.
 A nova explicação deve parecer plausível e benéfica para
o paciente.
 Os novos conceitos devem ser compartilhados no ambiente
direto do paciente (familiares, amigos etc.).
Educação e compreensão
Segundo a IASP 2018, a dor é uma experiência somática mutuamente reconhecível que reflete
a apreensão de uma pessoa de ameaça à sua integridade corporal ou existencial, sendo
responsável por grande parte de incapacidade mundial. Com base nos conceitos de dor
discutidos em aula, podemos afirmar que:
I. Fatores sociais, biofísicos, psicológicos, genéticos e comorbidades podem levar a uma
experiência de dor.
II. As fibras amielinizadas são de condução rápida e inibitórias. As fibras mielinizadas são de
condução lenta e excitatórias.
III. A dor pode sensibilizar os mecanorreceptores e gerar a
inibição muscular artrogênica, além de afetar o controle
motor, alterando a forma como seu cérebro “enxerga”
o movimento.
IV. 4 etapas ocorrem desde o estímulo periférico até a
percepção de dor pelo cérebro, sendo elas: transdução,
modulação, transmissão e percepção, respectivamente.
Interatividade
a) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas.
b) As afirmativas I e IV estão corretas.
c) As afirmativas I e III estão corretas.
d) As afirmativas II e IV estão corretas.
e) As afirmativas I, II e III estão corretas.
Interatividade
Segundo a IASP 2018, a dor é uma experiência somática mutuamente reconhecível que reflete
a apreensão de uma pessoa de ameaça à sua integridade corporal ou existencial, sendo
responsável por grande parte de incapacidade mundial. Com base nos conceitos de dor
discutidos em aula, podemos afirmar que:
I. Fatores sociais, biofísicos, psicológicos, genéticos e comorbidades podem levar a uma
experiência de dor.
II. As fibras amielinizadas são de condução rápida e inibitórias. As fibras mielinizadas são de
condução lenta e excitatórias.
III. A dor pode sensibilizar os mecanorreceptores e gerar a
inibição muscular artrogênica, além de afetar o controle
motor, alterando a forma como seu cérebro “enxerga”
o movimento.
IV. 4 etapas ocorrem desde o estímulo periférico até a
percepção de dor pelo cérebro, sendo elas: transdução,
modulação, transmissão e percepção, respectivamente.
c) As alternativas I e III estão corretas.
Resposta
Definição
 Estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) é definida pela American Physical
Therapy Association como a aplicação de estimulação elétrica por meio da pele para controle
da dor.
 Custo e benefício.
 Corrente x alívio da dor.
Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS)
Publicação por Wall e Sweet em 1967
 Demonstraram que a estimulação com uma frequência alta (100 Hz) ativava grandes fibras
aferentes, reduzindo a dor neuropática nos pacientes.
Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS)
Fonte: Livro-texto.
Entrada do estímulo
Fibras de
grande calibre
Fibras de
pequeno calibre
Controle central
Sistemas
de ação
T cell
SG
Figura 24 – Diagrama mostrando a Teoria das Comportas Medulares da Dor originalmente
descrita por Melzack e Wall, 1965
 Nomenclatura errada;
 Corrente bifásica, pulsada, assimétrica, equilibrada;
Baixa Frequência;
 1 a 150 Hz (até 250 Hz);
Duração de Pulso;
 50 – 300 µs (0,05 – 0,3 ms)
Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS)
Fonte: Robinson, Snyder-Mackler, 2001; Low, Reed, 2001.
 TENS é aplicada com várias frequências, intensidades e durações de pulso de estimulação.
 A frequência de estimulação é amplamente classificada como alta frequência (>50Hz),
baixa frequência (<10 Hz) ou TENS burst (rajadas de alta estimulação de frequência aplicada
em uma frequência muito mais baixa).
 A intensidade é determinada pela resposta do paciente, sendo aplicados TENS no nível
sensorial ou TENS no nível motor.
Aplicação clínica da TENS
Teoria das Comportas, proposta por Melzack e Wall, em 1965.
Teorias sobre analgesia por TENS
Fonte: Livro-texto.
Entrada do estímulo
Fibras de
grande calibre
Fibras de
pequeno calibre
Controle central
Sistemas
de ação
T cell
SG
Figura 24 – Diagrama mostrando a Teoria das Comportas Medulares da Dor originalmente
descrita por Melzack e Wall, 1965
Liberação de opioides endógenos
 Diferentes receptores opioides ativados: frequências baixas (abaixo de 10 Hz) ativam
receptores μ-opioide; e frequências altas (acima de 50 Hz) ativam receptores δ-opioide
Teorias sobre analgesia por TENS
Existem três tipos de receptores opioides, que estão
localizados perifericamente, na medula espinal e em áreas
envolvidas na inibição descendente da dor, incluindo o núcleo
rafe magnus no bulbo rostral ventral (RVM) e a substância
cinzenta periaquedutal (PAG).
Alívio da dor aguda:
 dor pós-operatória;
 dor obstétrica;
 dismenorreia (cólica menstrual);
 dor musculoesquelética;
 fraturas ósseas;
 procedimentos dentários.
Principais indicações da TENS na prática clínica
Alívio da dor crônica:
 dor lombar;
 artrite;
 coto e dor fantasma;
 neuralgia pós-herpética;
 neuralgia do trigêmeo;
 dor cervical;
 lesão de nervos periféricos.
Efeitos antieméticos:
 náusea pós-operatória associada com
medicamentos opioides;
 náusea associada com quimioterapia;
 enjoo matinal;
 enjoo por movimento/viagem.
Principais indicações da TENS na prática clínica
Melhora do fluxo sanguíneo:
 Redução da isquemia devido à cirurgia
reconstrutiva;
 Redução dos sintomas associados com
doença de Raynaud e neuropatia diabética;
 Melhora da regeneração de feridas e
úlceras.
TENS convencional (de alta frequência)
Princípios físicos
Fonte: Low, Reed, 2001.
Tempo de
Pulso
50 a 100 µs
Frequência 10 a 250 Hz
(80Hz)
Estímulo Sensitivo
30-40 minutos
Estimula fibras A beta largas de baixo limiar para
produzir inibição da dor pelo mecanismo das
comportas.
Alta frequência, pulso curto, baixa intensidade
“TENS CONVENCIONAL”
Tempo
Intensidade
(a)
TENS acupuntura (de baixa frequência)
Princípios físicos
Fonte: Low, Reed, 2001.
Estímulo Motor
30-40 minutos
Tempo de Pulso 150 a 200 µs
Frequência 1 a 14 Hz
Estimula fibras A delta e C de alto limiar levando à
liberação de opioides endógenos e proporcionando
impulso sensorial adicional proveniente dos aferentes dos
fusos musculares
(b)
Intensidade
Baixa frequência, pulso relativamente longo,
alta intensidade “TENS TIPO ACUPUNTURA”
Tempo
TENS Burst
Princípios físicos
Estímulo Motor Sensitivo
30-40 minutos
TENS convencional + acupuntura = alívio por duas vias.
Tempo de Pulso 200 µs
Frequência 100 Hz
Fibrilação / Bombeamento
Fonte: Low, Reed, 2001.
Alta frequência, pulso curto, alta intensidade
em “TENS TIPO TRENS DE PULSO”
Intensidade
(c)
Tempo
Princípios físicos
Tempo de Pulso 100 a 180 µs
Frequência 100 Hz
Fonte: Low, Reed, 2001.
Alta frequência, pulso curto, alta intensidade
em “TENS TIPO TRENS DE PULSO”
Intensidade
(c)
Tempo
TENS Burst
TENS breve-intensa
Princípios físicos
Fonte: Low, Reed, 2001.
Estímulo Motor
15 minutos
Desativar pontos gatilhos e espasmos musculares:
através da fadiga.
Tempo de Pulso 150 - 200 µs
Frequência 200 Hz
Resumo dos Princípios Físicos
Modos de aplicação
da TENS
Frequência (F) Duração do pulso (T) Amplitude
TENS convencional 10-250 Hz 100 µs ou menos Nível sensorial
TENS acupuntura <10 Hz (1 a 4) 150-200 µs Nível motor
TENS burst
100 Hz, modulada em
2 Hz
200 µs Nível motor
TENS breve e intensa 200 Hz 150-200 µs Nível motor/doloroso
Colocação dos eletrodos
Fonte: Livro-texto.
A) Neuralgia do trigêmeo
Dor talâmica
- onde a dor é mais acentuada
Neuralgia pós-herpética
- acima do dermátomo afetado
- através do dermátomo afetado
Dor no membro fantasma
- sobre o principal feixe nervoso se originando do
membro amputado
Dismenorreia (mulheres)
Dor no joelho (osteoartrite)
- dois canais se apropriado
Dor no tornozelo
Ombro anterior
Angina
Metástase em costela
Dor pós-operatória
- eletrodos grandes se
apropriado
Dor no membro fantasma
- nervo mediano
contralateral
Dor pós-operatória (veia
safena)
- eletrodos grandes se
apropriado
Colocação dos eletrodos
Fonte: Livro-texto.
B) Dor cervical
- bilateral
- unilateral
Neuralgia pós-herpética
- acima do dermátomo afetado
- através do dermátomo afetado
Dor no colo
Dor no quadril
Colo e membro fantasma
Tendinite
Doença vascular periférica
Ciática
Dor lombar ou
dismenorreia
Dor no ombro
TENS na prática clínica (Lombalgias)
Fonte: Livro-texto.
Fonte: Livro-texto.
TENS na prática clínica
Dismenorreia primária
Osteoartrite de joelho
Fonte: Livro-texto.
Fonte: Livro-texto.
TENS na prática clínica
Pós-operatório
Fonte: Livro-texto.
 Pacientes que também possuem implantes eletrônicos, como marca-passos cardíacos e
desfibriladores cardioversores implantáveis;
 Gravidez;
 Epilepsia;
 Trombose venosa profunda;
 Alergia à corrente;
 Pacientes com alteração de sensibilidade;
 Alterações cognitivas;
 Sobre o seio carotídeo e tireoide;
 Áreas inchadas, infectadas ou inflamadas ou sobre erupções
da pele, tais como flebite, tromboflebite, varizes etc.
Contraindicações da TENS
 A estimulação não deve ser aplicada sobre ou próximo a lesões cancerígenas.
 A estimulação não deve ser aplicada quando o paciente estiver na banheira ou no chuveiro.
 A estimulação não deve ser aplicada enquanto o paciente estiver dormindo.
 Estimulação não deve ser aplicada enquanto o paciente estiver dirigindo, operando máquinas
ou durante qualquer atividade em que a estimulação elétrica possa colocar o paciente em
risco de lesão.
Cuidados com a aplicação
A TENS é uma corrente de eletroterapia utilizada para analgesia, relaxamento muscular e
efeito antiemético. Com base nos conhecimentos da TENS, podemos afirmar que:
I. São parâmetros ajustáveis: Modo do aparelho, duração de pulso, frequência, tempo e
intensidade dos canais.
II. A TENS permite diferentes tipos de estímulos como TENS convencional, TENS BURST,
TENS Acupuntura e TENS breve intenso.
III. Durante a aplicação do TENS BURST deve-se atingir o limiar motor, proporcionando uma
leve contração atingindo um efeito de bombeamento.
IV. No TENS Convencional a duração de pulso deve ser entre
100 a 180 µs e frequência fixa de 100 Hz.
a) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas.
b) As afirmativas I, II e IV estão corretas.
c) As afirmativas I, III e IV estão corretas.
d) Somente as afirmativas I e III estão corretas.
e) As afirmativas I, II e III estão corretas.
Interatividade
A TENS é uma corrente de eletroterapia utilizada para analgesia, relaxamento muscular e
efeito antiemético. Com base nos conhecimentos da TENS, podemos afirmar que:
I. São parâmetros ajustáveis: Modo do aparelho, duração de pulso, frequência, tempo e
intensidade dos canais.
II. A TENS permite diferentes tipos de estímulos como TENS convencional, TENS BURST,
TENS Acupuntura e TENS breve intenso.
III. Durante a aplicação do TENS BURST deve-se atingir o limiar motor, proporcionando uma
leve contração atingindo um efeito de bombeamento.
IV. No TENS Convencional a duração de pulso deve ser entre
100 a 180 µs e frequência fixa de 100 Hz.
a) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas.
b) As afirmativas I, II e IV estão corretas.
c) As afirmativas I, III e IV estão corretas.
d) Somente as afirmativas I e III estão corretas.
e) As afirmativas I, II e III estão corretas.
Resposta
 É um método de tratamento não medicamentoso simples e não invasivo, utilizado
principalmente para induzir analgesia, produzir contração muscular e reduzir edemas.
 Consiste na aplicação transcutânea de correntes alternadas de média frequência, com
amplitude modulada em baixa frequência (0-250 Hz), formando “pacotes” ou bursts
de corrente.
Corrente interferencial
Fonte: https://www.cosmeticsandskin.com/fgf/interferential.php
Dr. Hans Nemec [1907-1981], 1950
 Aplicou o fenômeno físico de interferência de ondas para desenvolver o primeiro
equipamento capaz de gerar correntes interferências.
Corrente interferencial
Fonte: https://www.cosmeticsandskin.com/fgf/interferential.php
Dr. Hans Nemec [1907-1981], 1950
 Canal 1: 4000Hz
 Canal 2: 4000Hz + Valor Ajustável 50 Hz(4050Hz)
Corrente interferencial
Fonte: https://www.cosmeticsandskin.com/fgf/interferential.php
bove: Hand-held quadripolar
electrode.
 Uma corrente é de frequência fixa, por exemplo, 4.000 Hz, e a outra corrente ajustável, por
exemplo, entre 4.001 e 4.250 Hz. As duas correntes se somam ou se cancelam, produzindo
a corrente interferencial de amplitude modulada resultante (AMF). A frequência da
corrente resultante será igual à média das duas correntes originais e sofrerá variação em
amplitude com uma frequência igual à diferença entre essas duas correntes.
Corrente interferencial
Fonte: Livro-texto.
4000 Hz
4100 Hz
4050 Hz
Voltage
or
current
+
0
-
10 ms
Frequência da resultante é a subtração das duas correntes.
 F1= 4000 Hz ; F2: 4050 Hz ; R: 50 Hz
 Corrente resultante varia em amplitude chamada de frequência de modulação da amplitude
ou frequência de oscilação.
F1 fixa = 4000 Hz F2 variável = 4050 Hz
Resultante = 50 Hz
Vantagens da corrente interferencial
Para pulsos bifásicos de média frequência de
4000 Hz, a resistência capacitiva é 80 vezes
menor.
Para pulsos bifásicos com frequência baixa,
de 50 Hz, temos:
Fonte: Livro Eletroterapia Explicada, 2010.


 
3225
50
.
.
2
.
10
1
6

Xc


 
3
,
40
4000
.
.
2
.
10
1
6

Xc
 Alternada, simétrica, pulso retangular, média frequência (1000 a 10.000 Hz), modulada
em baixa.
Característica da onda
Efeitos da corrente de baixa frequência → está dentro
do alcance biológico.
Fonte: Livro Eletroterapia Explicada, 2010.
Amplitude de
corrente
Tempo
Parâmetros ajustáveis na CIV
Frequência portadora (Hz) AMF (Hz)
Delta F (%)
SLOPE/SWEEP
Intensidade (mA)
Tempo (min)
Fonte: ibramed.com.br
Frequência portadora ou fixa
Corrente de média frequência: 1000 a 10000 Hz.
F1 fixa ou portadora: 2000 Hz (contração muscular) ou 4000 Hz
(analgesia)
F1 fixa = 4000 Hz
Parâmetros ajustáveis na CIV
Frequência portadora (Hz) AMF (Hz)
Delta F (%)
SLOPE/SWEEP
Intensidade (mA)
Tempo (min)
Fonte: ibramed.com.br
 Representa o n° de vezes/s, em que a corrente aumenta a sua intensidade/amplitude, do
ponto mínimo (4000 Hz), ao ponto máximo (4000 Hz + x), diminuindo/retornando ao ponto
mínimo (4000 Hz).
 Varia de 1 a 200 Hz
AMF (Frequência de Modulação da Amplitude)
F2 variável = 4000 Hz + AMF
AMF (Frequência de Modulação da Amplitude)
Fonte: Machado, 2007; Fuentes, Armijo, Magee, Gross, 2010.
Fase Aguda
120 a 150 Hz
Fase Subaguda
75 a 120 Hz
Fase Crônica
25 a 75 Hz
Parâmetros ajustáveis na CIV
Frequência portadora (Hz) AMF (Hz)
Delta F (%)
SLOPE/SWEEP
Intensidade (mA)
Tempo (min)
Fonte: ibramed.com.br
Delta F - F (Variação da AMF base) – Frequência de varredura
Utilizada para evitar acomodação
Obtido a partir da AMF Básica, somada a ela, de 10% a 100% de seu valor.
Fase Aguda
F = 50 a 60% AMF
Fase Crônica
F = 100% AMF
Fonte: Machado, 2007; Fuentes, Armijo, Magee, Gross, 2010.
Parâmetros ajustáveis na CIV
Frequência portadora (Hz) AMF (Hz)
Delta F (%)
SLOPE/SWEEP
Intensidade (mA)
Tempo (min)
Fonte: ibramed.com.br
SLOPE/SWEEP (Forma de Variação da AMF) – Padrão de varredura
Acrescenta o Delta F, chegou no pico, retorna para AMF.
1/1 (Quadro crônico)
1/5/1 (Quadro subagudo )
6/6 (Quadro agudo)
Fonte: Machado, 2007; Fuentes, Armijo, Magee, Gross, 2010.
Fonte: Livro Eletroterapia Explicada, 2010.
Tempo gasto (seg) que a corrente leva para percorrer da AMF Básica até a AMF
máxima, servindo para diminuir a acomodação tecidual frente ao estímulo.
t(s)
AMF
150
50
0 6 12
AMF
150
50
0
1 6 7 12 13
t(s)
AMF
150
50
0 1 2 2 4 5 6 7 8 9 10 11 12
t(s)
Parâmetros ajustáveis na CIV
Frequência portadora (Hz) AMF (Hz)
Delta F (%)
SLOPE/SWEEP
Intensidade (mA)
Tempo (min)
Fonte: ibramed.com.br
 Produção de formigamento, vibração, pressão local ou contração lenta.
 A corrente deve ser estranha, mas não desagradável.
Dosimetria/Intensidade
Fonte: Machado, 2007; Fuentes, Armijo, Magee, Gross, 2010.
Parâmetros ajustáveis na CIV
Frequência portadora (Hz) AMF (Hz)
Delta F (%)
SLOPE/SWEEP
Intensidade (mA)
Tempo (min)
Fonte: ibramed.com.br
 Estudos antigos utilizavam = 10 - 20 min
 Atualmente a literatura (Revisão sistemática) 30 a 40 minutos
Tempo de aplicação
Fonte: Machado, 2007; Fuentes, Armijo, Magee, Gross, 2010.
Aplicação dos eletrodos
Fonte: Low, Reed, 2001.
Técnica Tetrapolar
Técnica Bipolar
Técnica tetrapolar
Fonte: Ambulatório da Santa Casa – SP
Fonte: Livro-texto.
Circuito 2
Circuito 1 Circuito 1
Direção do efeito da interferência
Circuito 2
A)
Circuito 1
100% de efeito de
interferência
Circuito 2
Essas flechas indicam o
deslocamento do campo
interferencial
B)
Figura 35 – A) Campo Interferencial estático; B) campo
interferencial dinâmico
Bipolar
Fonte: Livro-texto.
 O mecanismo de analgesia mais aceito com o uso da CI é a Teoria das Comportas
Medulares, na qual estímulos sensoriais ativam fibras não nociceptivas (fibras Aβ), que, por
sua vez, ativam interneurônios que inibem a transmissão do impulso nervoso das fibras
nociceptivas no corno posterior de medula espinal (fibras Aδ e C), gerando
analgesia localizada.
Mecanismo de analgesia
 Portadores de marca-passo;
 Pacientes com trombose venosa profunda;
 Câncer;
 Útero gravídico;
 Portadores de doenças cardíacas;
 Alteração de sensibilidade;
 Alergia no local de aplicação dos eletrodos.
Contraindicações
Fonte: Machado, 2007; Fuentes, Armijo, Magee, Gross, 2010.
As características da corrente interferencial são corrente alternada, simétrica com pulsos
retangulares de média frequência modulada em baixa frequência. Sobre a corrente
interferencial podemos afirmar que:
I. O vetor (ou terceira corrente) é uma corrente de baixa frequência criada a partir da
interferência construtiva e destrutiva de duas correntes de média frequência.
II. O botão AMF (frequência de modulação da amplitude) é utilizado para evitar acomodação
e é expresso em porcentagem (%).
III. São parâmetros ajustáveis na corrente interferencial: Frequência portadora, AMF, Delta F,
SLOPE/SWEEP, Intensidade e Tempo.
IV. A aplicação só pode ser feita na técnica tetrapolar, na qual
a criação da terceira corrente ocorre na pele do paciente.
a) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas.
b) As afirmativas I e III estão corretas.
c) As afirmativas II e IV estão corretas.
d) Somente as afirmativas I, III e IV estão corretas.
e) As afirmativas I, II e III estão corretas.
Interatividade
As características da corrente interferencial são corrente alternada, simétrica com pulsos
retangulares de média frequência modulada em baixa frequência. Sobre a corrente
interferencial podemos afirmar que:
I. O vetor (ou terceira corrente) é uma corrente de baixa frequência criada a partir da
interferência construtiva e destrutiva de duas correntes de média frequência.
II. O botão AMF (frequência de modulação da amplitude) é utilizado para evitar acomodação
e é expresso em porcentagem (%).
III. São parâmetros ajustáveis na corrente interferencial: Frequência portadora, AMF, Delta F,
SLOPE/SWEEP, Intensidade e Tempo.
IV. A aplicação só pode ser feita na técnica tetrapolar, na qual
a criação da terceira corrente ocorre na pele do paciente.
a) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas.
b) As afirmativas I e III estão corretas.
c) As afirmativas II e IV estão corretas.
d) Somente as afirmativas I, III e IV estão corretas.
e) As afirmativas I, II e III estão corretas.
Resposta
BOUHASSIRA, D. et al. Prevalence of chronic pain with neuropathic characteristics in the
general population. Pain, v. 136, n. 3, p. 380-387, jun. 2008.
COLLADO, A.; GOMEZ, E.; COSCOLLA, R. Work, family and social environment in patients
with fibromyalgia in Spain: an epidemiological study – EPIFFAC study. BMC Health Serv Res.,
n. 14, p. 513–515, 2014.
DELLAROZA, M. S. G.; PIMENTA, C. A. de M.; MATSUO, T. Prevalence and characterization
of chronic pain among the elderly living in the community. Cad Saúde Pública, v. 23, p. 1.151-
1.160, 2007.
DUENAS, M. et al. A review of chronic pain impact on patients, their social environment and the
health care system. J Pain Res., v. 9, p. 457-467, 2016.
FUENTES, C. J. et al. Does amplitude-modulated frequency have
a role in the hypoalgesic response of interferential current on
pressure pain sensitivity in healthy subjects? A randomised
crossover study. Physiotherapy, v. 96, n. 1, p. 22-29, 2010.
Referências
GEHA, P. Y. et al. The brain in chronic CRPS pain: abnormal gray-white matter interactions in
emotional and autonomic regions. Neuron., n. 60, p. 570-581, 2008.
JOHANNES, C. B. et al. The prevalence of chronic pain in United States adults: results of an
Internet-based survey. J Pain, v. 11, n. 11, p. 1.230-1.239, ago. 2010.
TORRANCE, N. et al. Severe Chronic Pain is associated with increased 10 year mortality. A
cohort record linkage study. European Journal of Pain, London, England, v. 14, n. 4, p. 380-
386, 2010.
WONG, W. S.; FIELDING, R. Prevalence and characteristics of chronic pain in the general
population of Hong Kong. J Pain, n. 12, p. 236-245, 2011.
Referências
ATÉ A PRÓXIMA!

sld_2.pdf...............................

  • 1.
    Prof. Dr. CláudioCazarini UNIDADE II Eletroterapia
  • 2.
     Estudo sobredor  Dor x Clínica  Tratamento mais efetivo Fisiologia da dor (Introdução) Fonte: Adaptado de: www.iasp-pain.org/https Internacional Association for the Study of Pain Working together for pain relief
  • 3.
     Experiência somáticamutuamente reconhecível que reflete a apreensão de uma pessoa de ameaça à sua integridade corporal ou existencial. Definição IASP Fonte: Adaptado de: International Association for the Study of Pain, 2018. Reconsidering the International Asociation for the Study of Pain definition of pain Milton Cohena, John Quintnerb, Simon van Rysewykc Review
  • 4.
    Dor aguda  Estudosepidemiológicos relacionados à dor aguda.  Grande variedade de sintomas.  A dor aguda é uma resposta fisiológica ao estímulo nocivo.  Importante salientar que essa experiência dolorosa aguda é resultado da interação de fatores biológicos, psicológicos, ambientais e sociais. Epidemiologia da dor Fonte: Ambulatório da Santa Casa – SP
  • 5.
     Manuseio éum desafio  Serviço de Pronto Atendimento (60% dos casos) Dor aguda Fonte: http://sitebarra.com.br/
  • 6.
     Dor Neuropática Definida como a dor iniciada ou causada por uma lesão primária ou disfunção no sistema nervoso.  Esse tipo de dor é decorrente de uma lesão total ou parcial de qualquer parte do sistema nervoso periférico (nervo, plexo ou raiz) ou do sistema nervoso central (medula ou encéfalo). Dor aguda Fonte: Schatzker, 2002. Projection neuron Descending controls Dorsal root ganglion Intemeuron Referred pain Thalamus PAG
  • 7.
     Existe algummecanismo de modulação da dor? Dor aguda Fonte: Livro-texto. Percepção da dor Modulação Transmissão Transdução Estímulo nociceptivo Aferentes primários Projeções talamocorticais Figura 19 – Mecanismo de dor
  • 8.
    Vias de conduçãoda dor Fonte: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php periphery primary afferent neurons dorsal root ganglion spinal cord to higher centers non-noxious mechanical stimulus noxious mechanical stimulus noxious heat and chemical stimuli C A fiber fiber A fiber dorsal root projection neurons gray matter white matter dorsal horn PN
  • 9.
    Instrumentos de avaliaçãoda dor Escala visual numérica (EVN) e a escala visual analógica (EVA) Fonte: Livro-texto. Escala visual analógica (EVA) Dor insuportável Sem dor Escala numérica 3 0 1 2 4 5 6 7 8 9 10 Escala qualitativa Sem dor Dor ligeira Dor intensa Dor moderada Dor máxima Escala de faces Sem dor Dor máxima 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 6 7 7 8 9 10 Figura 20 – Escalas mais utilizadas para avaliação da dor
  • 10.
    Instrumentos de avaliaçãoda dor Algometria Fonte: Ambulatório da Santa Casa – SP
  • 11.
     Problema desaúde pública.  Prevalência na população de 12% a 80%.  Doença complexa.  Em um estudo epidemiológico realizado anteriormente, com a participação de 15 países, foram entrevistados um total de 46.394 pessoas em toda Europa. Dor crônica Fonte: https://pt.wikipedia.org/ Bouhassira et al., 2008; Torrence et al., 2006; Johannes et al., 2010.
  • 12.
     Em relaçãoao tipo de medicamento utilizado para o tratamento da dor, a maioria, 55%, utilizava anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), 43% usavam analgésicos, sendo que 13% eram opioides. Em relação à satisfação com o tratamento, 40% estavam insatisfeitos com o tratamento recebido. Dor crônica x medicamentos Fonte: Bouhassira et al., 2008; Torrence et al., 2006; Johannes et al., 2010.
  • 13.
     Estudo Brasileirona cidade de São Luís do Maranhão (REF)  Prevalência de 42% de dor crônica (acima dos valores mundiais)  Entre esses pacientes 10% têm dor neuropática  Maior número em indivíduos mais velhos  Tempo de dor (6 meses a 4 anos)  Pacientes mais dolorosos (dor neuropática)  Medicamentos mais utilizados analgésicos e AINEs Dor crônica Fonte: Dellaroza; Pimenta; Matsuo, 2007; Sa et al., 2009; Souza et al., 2017; Souza; Perissinotti, 2018.
  • 14.
    Segundo o PNAD(Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), a dor lombar crônica apresenta-se como uma das principais queixas da população brasileira (IBGE, s.d.). Dor crônica x saúde pública Terceira doença: Dor Lombar Crônica Global, regional, and national incidence, prevalence, and years lived with disability for 301 acute and chronic diseases and injuries in 188 countries, 1990- 2013: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2013 Global Burden of Disease Study 2013 Collaborators
  • 15.
     Impacto socioeconômicono sistema de saúde.  Prejuízos na qualidade de vida.  Fator de risco para depressão e ansiedade.  Reflete na atividade do trabalho. Impacto da dor crônica Fatores Psicológicos Fatores Sociais Fatores Biológicos Fonte: autoria própria
  • 16.
     A dorrepresenta a principal causa de procura por atendimento médico.  Definição da Dor Crônica ser temporal (geralmente acima de 3-6 meses).  Tratamento preciso.  Dor crônica (episódios de dor aguda). Dor crônica
  • 17.
    Quais são asferramentas para avaliar a intensidade da dor? a) Algômetro e o dinamômetro manual. b) Algômetro, goniômetro e EVA. c) Algômetro, escala quantitativa da dor e EVA. d) Martelo para reflexo. e) Diapasão. Interatividade
  • 18.
    Quais são asferramentas para avaliar a intensidade da dor? a) Algômetro e o dinamômetro manual. b) Algômetro, goniômetro e EVA. c) Algômetro, escala quantitativa da dor e EVA. d) Martelo para reflexo. e) Diapasão. Resposta
  • 19.
    Impactos da dorcrônica Fonte: Ambulatório da Santa Casa – SP Paciente de 69 anos com dor no quadril (5 anos) Dor para andar e subir escadas Doença Complexa ?
  • 20.
    Estudo de GEHAet al., 2008.  Avaliou a atividade cerebral de pacientes com dor crônica por meio de RNM.  A anormalidade mais pronunciada observada em todos os estudos, a redução da substância cinzenta nos pacientes, mais consistentemente no córtex pré-frontal, na ínsula e nos córtices cingulados anterior e médio. Impactos da dor crônica Fonte: GEHA et al., 2008. A B x= -17 y=6 x= -11 z=34 R L y=3 x= -17 0,58 Mean FA 0,49 0,40 21 21 Healthy CRPS 7 7 Healthy CRPS
  • 21.
    Estudo de WONGet al., 2011.  Uma revisão de quinze estudos epidemiológicos sobre a prevalência da dor crônica na população adulta mostrou que as regiões mais acometidas são a cefálica, lombar e membros inferiores. Impactos da dor crônica Consequências: Redução do tempo de trabalho e um prejuízo de 108 milhões de dólares, segundo o estudo de Pizzi et al., 2005.
  • 22.
     Sofrimento evolutivoe que reduz a funcionalidade gradativa.  Mudança no comportamento.  A educação sobre a atividade física e a dor crônica é umas das ferramentas que o fisioterapeuta tem para o tratamento. Dor crônica na função física e atividades diárias
  • 23.
    Estudos de Colladoet al., 2014 e Duenas, M. et al., 2016.  Mostra que a qualidade de vida está comprometida em pacientes com fibromialgia, artrite reumatoide ou dor lombar crônica.  Segundo o questionário: Qualidade de Vida Relacionada. Saúde (HRQoL) Dor crônica na qualidade de vida
  • 24.
    Estudos de Colladoet al., 2014 e Duenas, M. et al., 2016.  Alterações na qualidade do sono.  Uma noite de sono comprometida tem relação com aumento da intensidade da dor. Dor crônica e sono Fonte: https://www.uol.com.br/vivabem
  • 25.
    Estudos de Colladoet al., 2014.  Grande aumento do absenteísmo, necessidade da mudança de função e desemprego. Dor crônica nas atividades laborais Fonte: contabilidadenatv.com.br
  • 26.
    Estudo de Colladoet al., 2014. Dor crônica na vida social e familiar Fonte: https://www.universalproductionmusic.com/pl-pl/discover/playlists/1773/film-and-tv-moods-sad-
  • 27.
    Processo patológico dereorganização do sistema nervoso  Relação genética.  Sensibilização periférica e central. Fisiopatologia da dor crônica Sensibilização central e periférica  Sensibilização central e periférica, bem como da modulação da dor, é essencial para a compreensão, a avaliação e o tratamento da dor crônica.  Doença multifatorial.
  • 28.
     Lesão tecidual Bradicinina, PGE e serotonina...  Estimulam os nociceptores das fibras C e A-delta. Sensibilização periférica Fonte: Ambulatório da Santa Casa – SP.
  • 29.
    Sensibilização central  Amanutenção do estímulo nociceptivo.  Estimulação dos receptores de N-Metil D- Aspartato (NMDA).  Alterando a atividade cerebral. Fonte: Livro-texto. Intensidade da dor para o estímulo X: resposta de dor sensibilizada Resposta de dor sensibilizada Resposta de dor normal Intensidade do estímulo Figura 21 – Mecanismos de alodínea e hiperalgesia Intensidade da dor para o estímulo X: resposta de dor normal Intensidade da dor Lesão
  • 30.
  • 31.
    Dor Aguda  Ador aguda tem início recente.  Lesão específica.  Consiste em uma resposta fisiológica, normal.  Interrompida com ausência do estímulo. Dor aguda versus dor crônica Dor Crônica  Dor constante ou  Não pode ser atribuída a uma causa específica.  Alteração no sistema somatossensitivo.  Termo dor crônica (crítica).  Do ponto de vista fisiopatológico, a dor crônica pode ser nociceptiva, neuropática ou nociplástica.
  • 32.
    Dor crônica Dor Nociceptiva •Devido à ativação de nociceptores: • Inflamação • Mecanismo irritativo • Lesão tecidual • Exemplos: • Osteoartrite • Entorse de Tornozelo • Artrite Reumatoide Dor Neuropática • Devido à lesão ou doença do sistema somatossensorial • Exemplos: • Neuropatia diabética • Síndrome do túnel do carpo • Síndrome de dor regional complexa Dor Nociplástica • Devido à perturbação no processamento central da dor: • Excitabilidade • Inibição • Exemplos: • Fibromialgia • Disfunção Temporomandibular • Dor lombar não específica
  • 33.
    Dor aguda versusdor crônica Fonte: Livro-texto. Quadro 1 – Características da dor aguda x dor crônica Propriedades Dor aguda Dor crônica Receptores aferentes Terminações nervosas livres – fibras A-delta (grupo III) Terminações nervosas livres – fibras C (grupo IV) Velocidade de condução do potenciaI de ação Relativamente lenta: 5-30 m/s Muito lenta: 0,5-2 m/s Sensação subjetiva Latência curta, surgimento rápido Latência longa, surgimento lento Localização Bem localizada, facilmente identificada Mal localizada, difusa Duração da sensação Curta duração Longa duração Resposta subjetiva Retirada reflexa, menos envolvimento emocional Difícil suportar, possível resposta emocionaI e automática
  • 34.
     ferramenta 1:educação, para entender a dor;  ferramenta 2: saber que a dor não vai te prejudicar;  ferramenta 3: exposição gradual e pacing (no sentido de “encontrar um ritmo ideal para as atividades”, evitando padrões de declínio gradual ou de excesso/recesso);  ferramenta 4: acessar seu corpo virtual. Educação em neurociência da dor Fonte: Livro-texto. Fatores biológicos: anatômicos, fisiológicos, anatomopatógicos e biomecânicos Fatores sociais: família, trabalho, cultura, religião Fatores psicológicos: pensamentos, emoções, comportamentos (evitação pelo medo) Bio Social Psico
  • 35.
    Educação da dorna dor musculoesquelética  melhora o conhecimento que o paciente tem sobre sua dor;  diminui a dor;  diminui a catastrofização e a percepção da deficiência;  melhora o movimento, o desempenho físico e a função e reduz a deficiência;  atenua os fatores psicossociais;  reduz a utilização da rede de cuidados de saúde. Cinco diretrizes para a eficácia da educação da dor:  Necessária a interação com um terapeuta para a obtenção de efeitos clinicamente significativos sobre a dor.  Somente os pacientes insatisfeitos com suas percepções atuais sobre a dor estarão dispostos a reconceituá-las.  A nova explicação deve ser inteligível para o paciente.  A nova explicação deve parecer plausível e benéfica para o paciente.  Os novos conceitos devem ser compartilhados no ambiente direto do paciente (familiares, amigos etc.). Educação e compreensão
  • 36.
    Segundo a IASP2018, a dor é uma experiência somática mutuamente reconhecível que reflete a apreensão de uma pessoa de ameaça à sua integridade corporal ou existencial, sendo responsável por grande parte de incapacidade mundial. Com base nos conceitos de dor discutidos em aula, podemos afirmar que: I. Fatores sociais, biofísicos, psicológicos, genéticos e comorbidades podem levar a uma experiência de dor. II. As fibras amielinizadas são de condução rápida e inibitórias. As fibras mielinizadas são de condução lenta e excitatórias. III. A dor pode sensibilizar os mecanorreceptores e gerar a inibição muscular artrogênica, além de afetar o controle motor, alterando a forma como seu cérebro “enxerga” o movimento. IV. 4 etapas ocorrem desde o estímulo periférico até a percepção de dor pelo cérebro, sendo elas: transdução, modulação, transmissão e percepção, respectivamente. Interatividade
  • 37.
    a) As afirmativasI, II, III e IV estão corretas. b) As afirmativas I e IV estão corretas. c) As afirmativas I e III estão corretas. d) As afirmativas II e IV estão corretas. e) As afirmativas I, II e III estão corretas. Interatividade
  • 38.
    Segundo a IASP2018, a dor é uma experiência somática mutuamente reconhecível que reflete a apreensão de uma pessoa de ameaça à sua integridade corporal ou existencial, sendo responsável por grande parte de incapacidade mundial. Com base nos conceitos de dor discutidos em aula, podemos afirmar que: I. Fatores sociais, biofísicos, psicológicos, genéticos e comorbidades podem levar a uma experiência de dor. II. As fibras amielinizadas são de condução rápida e inibitórias. As fibras mielinizadas são de condução lenta e excitatórias. III. A dor pode sensibilizar os mecanorreceptores e gerar a inibição muscular artrogênica, além de afetar o controle motor, alterando a forma como seu cérebro “enxerga” o movimento. IV. 4 etapas ocorrem desde o estímulo periférico até a percepção de dor pelo cérebro, sendo elas: transdução, modulação, transmissão e percepção, respectivamente. c) As alternativas I e III estão corretas. Resposta
  • 39.
    Definição  Estimulação elétricanervosa transcutânea (TENS) é definida pela American Physical Therapy Association como a aplicação de estimulação elétrica por meio da pele para controle da dor.  Custo e benefício.  Corrente x alívio da dor. Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS)
  • 40.
    Publicação por Walle Sweet em 1967  Demonstraram que a estimulação com uma frequência alta (100 Hz) ativava grandes fibras aferentes, reduzindo a dor neuropática nos pacientes. Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS) Fonte: Livro-texto. Entrada do estímulo Fibras de grande calibre Fibras de pequeno calibre Controle central Sistemas de ação T cell SG Figura 24 – Diagrama mostrando a Teoria das Comportas Medulares da Dor originalmente descrita por Melzack e Wall, 1965
  • 41.
     Nomenclatura errada; Corrente bifásica, pulsada, assimétrica, equilibrada; Baixa Frequência;  1 a 150 Hz (até 250 Hz); Duração de Pulso;  50 – 300 µs (0,05 – 0,3 ms) Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS) Fonte: Robinson, Snyder-Mackler, 2001; Low, Reed, 2001.
  • 42.
     TENS éaplicada com várias frequências, intensidades e durações de pulso de estimulação.  A frequência de estimulação é amplamente classificada como alta frequência (>50Hz), baixa frequência (<10 Hz) ou TENS burst (rajadas de alta estimulação de frequência aplicada em uma frequência muito mais baixa).  A intensidade é determinada pela resposta do paciente, sendo aplicados TENS no nível sensorial ou TENS no nível motor. Aplicação clínica da TENS
  • 43.
    Teoria das Comportas,proposta por Melzack e Wall, em 1965. Teorias sobre analgesia por TENS Fonte: Livro-texto. Entrada do estímulo Fibras de grande calibre Fibras de pequeno calibre Controle central Sistemas de ação T cell SG Figura 24 – Diagrama mostrando a Teoria das Comportas Medulares da Dor originalmente descrita por Melzack e Wall, 1965
  • 44.
    Liberação de opioidesendógenos  Diferentes receptores opioides ativados: frequências baixas (abaixo de 10 Hz) ativam receptores μ-opioide; e frequências altas (acima de 50 Hz) ativam receptores δ-opioide Teorias sobre analgesia por TENS Existem três tipos de receptores opioides, que estão localizados perifericamente, na medula espinal e em áreas envolvidas na inibição descendente da dor, incluindo o núcleo rafe magnus no bulbo rostral ventral (RVM) e a substância cinzenta periaquedutal (PAG).
  • 45.
    Alívio da doraguda:  dor pós-operatória;  dor obstétrica;  dismenorreia (cólica menstrual);  dor musculoesquelética;  fraturas ósseas;  procedimentos dentários. Principais indicações da TENS na prática clínica Alívio da dor crônica:  dor lombar;  artrite;  coto e dor fantasma;  neuralgia pós-herpética;  neuralgia do trigêmeo;  dor cervical;  lesão de nervos periféricos.
  • 46.
    Efeitos antieméticos:  náuseapós-operatória associada com medicamentos opioides;  náusea associada com quimioterapia;  enjoo matinal;  enjoo por movimento/viagem. Principais indicações da TENS na prática clínica Melhora do fluxo sanguíneo:  Redução da isquemia devido à cirurgia reconstrutiva;  Redução dos sintomas associados com doença de Raynaud e neuropatia diabética;  Melhora da regeneração de feridas e úlceras.
  • 47.
    TENS convencional (dealta frequência) Princípios físicos Fonte: Low, Reed, 2001. Tempo de Pulso 50 a 100 µs Frequência 10 a 250 Hz (80Hz) Estímulo Sensitivo 30-40 minutos Estimula fibras A beta largas de baixo limiar para produzir inibição da dor pelo mecanismo das comportas. Alta frequência, pulso curto, baixa intensidade “TENS CONVENCIONAL” Tempo Intensidade (a)
  • 48.
    TENS acupuntura (debaixa frequência) Princípios físicos Fonte: Low, Reed, 2001. Estímulo Motor 30-40 minutos Tempo de Pulso 150 a 200 µs Frequência 1 a 14 Hz Estimula fibras A delta e C de alto limiar levando à liberação de opioides endógenos e proporcionando impulso sensorial adicional proveniente dos aferentes dos fusos musculares (b) Intensidade Baixa frequência, pulso relativamente longo, alta intensidade “TENS TIPO ACUPUNTURA” Tempo
  • 49.
    TENS Burst Princípios físicos EstímuloMotor Sensitivo 30-40 minutos TENS convencional + acupuntura = alívio por duas vias. Tempo de Pulso 200 µs Frequência 100 Hz Fibrilação / Bombeamento Fonte: Low, Reed, 2001. Alta frequência, pulso curto, alta intensidade em “TENS TIPO TRENS DE PULSO” Intensidade (c) Tempo
  • 50.
    Princípios físicos Tempo dePulso 100 a 180 µs Frequência 100 Hz Fonte: Low, Reed, 2001. Alta frequência, pulso curto, alta intensidade em “TENS TIPO TRENS DE PULSO” Intensidade (c) Tempo TENS Burst
  • 51.
    TENS breve-intensa Princípios físicos Fonte:Low, Reed, 2001. Estímulo Motor 15 minutos Desativar pontos gatilhos e espasmos musculares: através da fadiga. Tempo de Pulso 150 - 200 µs Frequência 200 Hz
  • 52.
    Resumo dos PrincípiosFísicos Modos de aplicação da TENS Frequência (F) Duração do pulso (T) Amplitude TENS convencional 10-250 Hz 100 µs ou menos Nível sensorial TENS acupuntura <10 Hz (1 a 4) 150-200 µs Nível motor TENS burst 100 Hz, modulada em 2 Hz 200 µs Nível motor TENS breve e intensa 200 Hz 150-200 µs Nível motor/doloroso
  • 53.
    Colocação dos eletrodos Fonte:Livro-texto. A) Neuralgia do trigêmeo Dor talâmica - onde a dor é mais acentuada Neuralgia pós-herpética - acima do dermátomo afetado - através do dermátomo afetado Dor no membro fantasma - sobre o principal feixe nervoso se originando do membro amputado Dismenorreia (mulheres) Dor no joelho (osteoartrite) - dois canais se apropriado Dor no tornozelo Ombro anterior Angina Metástase em costela Dor pós-operatória - eletrodos grandes se apropriado Dor no membro fantasma - nervo mediano contralateral Dor pós-operatória (veia safena) - eletrodos grandes se apropriado
  • 54.
    Colocação dos eletrodos Fonte:Livro-texto. B) Dor cervical - bilateral - unilateral Neuralgia pós-herpética - acima do dermátomo afetado - através do dermátomo afetado Dor no colo Dor no quadril Colo e membro fantasma Tendinite Doença vascular periférica Ciática Dor lombar ou dismenorreia Dor no ombro
  • 55.
    TENS na práticaclínica (Lombalgias) Fonte: Livro-texto. Fonte: Livro-texto.
  • 56.
    TENS na práticaclínica Dismenorreia primária Osteoartrite de joelho Fonte: Livro-texto. Fonte: Livro-texto.
  • 57.
    TENS na práticaclínica Pós-operatório Fonte: Livro-texto.
  • 58.
     Pacientes quetambém possuem implantes eletrônicos, como marca-passos cardíacos e desfibriladores cardioversores implantáveis;  Gravidez;  Epilepsia;  Trombose venosa profunda;  Alergia à corrente;  Pacientes com alteração de sensibilidade;  Alterações cognitivas;  Sobre o seio carotídeo e tireoide;  Áreas inchadas, infectadas ou inflamadas ou sobre erupções da pele, tais como flebite, tromboflebite, varizes etc. Contraindicações da TENS
  • 59.
     A estimulaçãonão deve ser aplicada sobre ou próximo a lesões cancerígenas.  A estimulação não deve ser aplicada quando o paciente estiver na banheira ou no chuveiro.  A estimulação não deve ser aplicada enquanto o paciente estiver dormindo.  Estimulação não deve ser aplicada enquanto o paciente estiver dirigindo, operando máquinas ou durante qualquer atividade em que a estimulação elétrica possa colocar o paciente em risco de lesão. Cuidados com a aplicação
  • 60.
    A TENS éuma corrente de eletroterapia utilizada para analgesia, relaxamento muscular e efeito antiemético. Com base nos conhecimentos da TENS, podemos afirmar que: I. São parâmetros ajustáveis: Modo do aparelho, duração de pulso, frequência, tempo e intensidade dos canais. II. A TENS permite diferentes tipos de estímulos como TENS convencional, TENS BURST, TENS Acupuntura e TENS breve intenso. III. Durante a aplicação do TENS BURST deve-se atingir o limiar motor, proporcionando uma leve contração atingindo um efeito de bombeamento. IV. No TENS Convencional a duração de pulso deve ser entre 100 a 180 µs e frequência fixa de 100 Hz. a) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas. b) As afirmativas I, II e IV estão corretas. c) As afirmativas I, III e IV estão corretas. d) Somente as afirmativas I e III estão corretas. e) As afirmativas I, II e III estão corretas. Interatividade
  • 61.
    A TENS éuma corrente de eletroterapia utilizada para analgesia, relaxamento muscular e efeito antiemético. Com base nos conhecimentos da TENS, podemos afirmar que: I. São parâmetros ajustáveis: Modo do aparelho, duração de pulso, frequência, tempo e intensidade dos canais. II. A TENS permite diferentes tipos de estímulos como TENS convencional, TENS BURST, TENS Acupuntura e TENS breve intenso. III. Durante a aplicação do TENS BURST deve-se atingir o limiar motor, proporcionando uma leve contração atingindo um efeito de bombeamento. IV. No TENS Convencional a duração de pulso deve ser entre 100 a 180 µs e frequência fixa de 100 Hz. a) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas. b) As afirmativas I, II e IV estão corretas. c) As afirmativas I, III e IV estão corretas. d) Somente as afirmativas I e III estão corretas. e) As afirmativas I, II e III estão corretas. Resposta
  • 62.
     É ummétodo de tratamento não medicamentoso simples e não invasivo, utilizado principalmente para induzir analgesia, produzir contração muscular e reduzir edemas.  Consiste na aplicação transcutânea de correntes alternadas de média frequência, com amplitude modulada em baixa frequência (0-250 Hz), formando “pacotes” ou bursts de corrente. Corrente interferencial Fonte: https://www.cosmeticsandskin.com/fgf/interferential.php Dr. Hans Nemec [1907-1981], 1950
  • 63.
     Aplicou ofenômeno físico de interferência de ondas para desenvolver o primeiro equipamento capaz de gerar correntes interferências. Corrente interferencial Fonte: https://www.cosmeticsandskin.com/fgf/interferential.php Dr. Hans Nemec [1907-1981], 1950
  • 64.
     Canal 1:4000Hz  Canal 2: 4000Hz + Valor Ajustável 50 Hz(4050Hz) Corrente interferencial Fonte: https://www.cosmeticsandskin.com/fgf/interferential.php bove: Hand-held quadripolar electrode.
  • 65.
     Uma correnteé de frequência fixa, por exemplo, 4.000 Hz, e a outra corrente ajustável, por exemplo, entre 4.001 e 4.250 Hz. As duas correntes se somam ou se cancelam, produzindo a corrente interferencial de amplitude modulada resultante (AMF). A frequência da corrente resultante será igual à média das duas correntes originais e sofrerá variação em amplitude com uma frequência igual à diferença entre essas duas correntes. Corrente interferencial Fonte: Livro-texto. 4000 Hz 4100 Hz 4050 Hz Voltage or current + 0 - 10 ms
  • 66.
    Frequência da resultanteé a subtração das duas correntes.  F1= 4000 Hz ; F2: 4050 Hz ; R: 50 Hz  Corrente resultante varia em amplitude chamada de frequência de modulação da amplitude ou frequência de oscilação. F1 fixa = 4000 Hz F2 variável = 4050 Hz Resultante = 50 Hz
  • 67.
    Vantagens da correnteinterferencial Para pulsos bifásicos de média frequência de 4000 Hz, a resistência capacitiva é 80 vezes menor. Para pulsos bifásicos com frequência baixa, de 50 Hz, temos: Fonte: Livro Eletroterapia Explicada, 2010.     3225 50 . . 2 . 10 1 6  Xc     3 , 40 4000 . . 2 . 10 1 6  Xc
  • 68.
     Alternada, simétrica,pulso retangular, média frequência (1000 a 10.000 Hz), modulada em baixa. Característica da onda Efeitos da corrente de baixa frequência → está dentro do alcance biológico. Fonte: Livro Eletroterapia Explicada, 2010. Amplitude de corrente Tempo
  • 69.
    Parâmetros ajustáveis naCIV Frequência portadora (Hz) AMF (Hz) Delta F (%) SLOPE/SWEEP Intensidade (mA) Tempo (min) Fonte: ibramed.com.br
  • 70.
    Frequência portadora oufixa Corrente de média frequência: 1000 a 10000 Hz. F1 fixa ou portadora: 2000 Hz (contração muscular) ou 4000 Hz (analgesia) F1 fixa = 4000 Hz
  • 71.
    Parâmetros ajustáveis naCIV Frequência portadora (Hz) AMF (Hz) Delta F (%) SLOPE/SWEEP Intensidade (mA) Tempo (min) Fonte: ibramed.com.br
  • 72.
     Representa on° de vezes/s, em que a corrente aumenta a sua intensidade/amplitude, do ponto mínimo (4000 Hz), ao ponto máximo (4000 Hz + x), diminuindo/retornando ao ponto mínimo (4000 Hz).  Varia de 1 a 200 Hz AMF (Frequência de Modulação da Amplitude) F2 variável = 4000 Hz + AMF
  • 73.
    AMF (Frequência deModulação da Amplitude) Fonte: Machado, 2007; Fuentes, Armijo, Magee, Gross, 2010. Fase Aguda 120 a 150 Hz Fase Subaguda 75 a 120 Hz Fase Crônica 25 a 75 Hz
  • 74.
    Parâmetros ajustáveis naCIV Frequência portadora (Hz) AMF (Hz) Delta F (%) SLOPE/SWEEP Intensidade (mA) Tempo (min) Fonte: ibramed.com.br
  • 75.
    Delta F -F (Variação da AMF base) – Frequência de varredura Utilizada para evitar acomodação Obtido a partir da AMF Básica, somada a ela, de 10% a 100% de seu valor. Fase Aguda F = 50 a 60% AMF Fase Crônica F = 100% AMF Fonte: Machado, 2007; Fuentes, Armijo, Magee, Gross, 2010.
  • 76.
    Parâmetros ajustáveis naCIV Frequência portadora (Hz) AMF (Hz) Delta F (%) SLOPE/SWEEP Intensidade (mA) Tempo (min) Fonte: ibramed.com.br
  • 77.
    SLOPE/SWEEP (Forma deVariação da AMF) – Padrão de varredura Acrescenta o Delta F, chegou no pico, retorna para AMF. 1/1 (Quadro crônico) 1/5/1 (Quadro subagudo ) 6/6 (Quadro agudo) Fonte: Machado, 2007; Fuentes, Armijo, Magee, Gross, 2010. Fonte: Livro Eletroterapia Explicada, 2010. Tempo gasto (seg) que a corrente leva para percorrer da AMF Básica até a AMF máxima, servindo para diminuir a acomodação tecidual frente ao estímulo. t(s) AMF 150 50 0 6 12 AMF 150 50 0 1 6 7 12 13 t(s) AMF 150 50 0 1 2 2 4 5 6 7 8 9 10 11 12 t(s)
  • 78.
    Parâmetros ajustáveis naCIV Frequência portadora (Hz) AMF (Hz) Delta F (%) SLOPE/SWEEP Intensidade (mA) Tempo (min) Fonte: ibramed.com.br
  • 79.
     Produção deformigamento, vibração, pressão local ou contração lenta.  A corrente deve ser estranha, mas não desagradável. Dosimetria/Intensidade Fonte: Machado, 2007; Fuentes, Armijo, Magee, Gross, 2010.
  • 80.
    Parâmetros ajustáveis naCIV Frequência portadora (Hz) AMF (Hz) Delta F (%) SLOPE/SWEEP Intensidade (mA) Tempo (min) Fonte: ibramed.com.br
  • 81.
     Estudos antigosutilizavam = 10 - 20 min  Atualmente a literatura (Revisão sistemática) 30 a 40 minutos Tempo de aplicação Fonte: Machado, 2007; Fuentes, Armijo, Magee, Gross, 2010.
  • 82.
    Aplicação dos eletrodos Fonte:Low, Reed, 2001. Técnica Tetrapolar Técnica Bipolar
  • 83.
    Técnica tetrapolar Fonte: Ambulatórioda Santa Casa – SP Fonte: Livro-texto. Circuito 2 Circuito 1 Circuito 1 Direção do efeito da interferência Circuito 2 A) Circuito 1 100% de efeito de interferência Circuito 2 Essas flechas indicam o deslocamento do campo interferencial B) Figura 35 – A) Campo Interferencial estático; B) campo interferencial dinâmico
  • 84.
  • 85.
     O mecanismode analgesia mais aceito com o uso da CI é a Teoria das Comportas Medulares, na qual estímulos sensoriais ativam fibras não nociceptivas (fibras Aβ), que, por sua vez, ativam interneurônios que inibem a transmissão do impulso nervoso das fibras nociceptivas no corno posterior de medula espinal (fibras Aδ e C), gerando analgesia localizada. Mecanismo de analgesia
  • 86.
     Portadores demarca-passo;  Pacientes com trombose venosa profunda;  Câncer;  Útero gravídico;  Portadores de doenças cardíacas;  Alteração de sensibilidade;  Alergia no local de aplicação dos eletrodos. Contraindicações Fonte: Machado, 2007; Fuentes, Armijo, Magee, Gross, 2010.
  • 87.
    As características dacorrente interferencial são corrente alternada, simétrica com pulsos retangulares de média frequência modulada em baixa frequência. Sobre a corrente interferencial podemos afirmar que: I. O vetor (ou terceira corrente) é uma corrente de baixa frequência criada a partir da interferência construtiva e destrutiva de duas correntes de média frequência. II. O botão AMF (frequência de modulação da amplitude) é utilizado para evitar acomodação e é expresso em porcentagem (%). III. São parâmetros ajustáveis na corrente interferencial: Frequência portadora, AMF, Delta F, SLOPE/SWEEP, Intensidade e Tempo. IV. A aplicação só pode ser feita na técnica tetrapolar, na qual a criação da terceira corrente ocorre na pele do paciente. a) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas. b) As afirmativas I e III estão corretas. c) As afirmativas II e IV estão corretas. d) Somente as afirmativas I, III e IV estão corretas. e) As afirmativas I, II e III estão corretas. Interatividade
  • 88.
    As características dacorrente interferencial são corrente alternada, simétrica com pulsos retangulares de média frequência modulada em baixa frequência. Sobre a corrente interferencial podemos afirmar que: I. O vetor (ou terceira corrente) é uma corrente de baixa frequência criada a partir da interferência construtiva e destrutiva de duas correntes de média frequência. II. O botão AMF (frequência de modulação da amplitude) é utilizado para evitar acomodação e é expresso em porcentagem (%). III. São parâmetros ajustáveis na corrente interferencial: Frequência portadora, AMF, Delta F, SLOPE/SWEEP, Intensidade e Tempo. IV. A aplicação só pode ser feita na técnica tetrapolar, na qual a criação da terceira corrente ocorre na pele do paciente. a) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas. b) As afirmativas I e III estão corretas. c) As afirmativas II e IV estão corretas. d) Somente as afirmativas I, III e IV estão corretas. e) As afirmativas I, II e III estão corretas. Resposta
  • 89.
    BOUHASSIRA, D. etal. Prevalence of chronic pain with neuropathic characteristics in the general population. Pain, v. 136, n. 3, p. 380-387, jun. 2008. COLLADO, A.; GOMEZ, E.; COSCOLLA, R. Work, family and social environment in patients with fibromyalgia in Spain: an epidemiological study – EPIFFAC study. BMC Health Serv Res., n. 14, p. 513–515, 2014. DELLAROZA, M. S. G.; PIMENTA, C. A. de M.; MATSUO, T. Prevalence and characterization of chronic pain among the elderly living in the community. Cad Saúde Pública, v. 23, p. 1.151- 1.160, 2007. DUENAS, M. et al. A review of chronic pain impact on patients, their social environment and the health care system. J Pain Res., v. 9, p. 457-467, 2016. FUENTES, C. J. et al. Does amplitude-modulated frequency have a role in the hypoalgesic response of interferential current on pressure pain sensitivity in healthy subjects? A randomised crossover study. Physiotherapy, v. 96, n. 1, p. 22-29, 2010. Referências
  • 90.
    GEHA, P. Y.et al. The brain in chronic CRPS pain: abnormal gray-white matter interactions in emotional and autonomic regions. Neuron., n. 60, p. 570-581, 2008. JOHANNES, C. B. et al. The prevalence of chronic pain in United States adults: results of an Internet-based survey. J Pain, v. 11, n. 11, p. 1.230-1.239, ago. 2010. TORRANCE, N. et al. Severe Chronic Pain is associated with increased 10 year mortality. A cohort record linkage study. European Journal of Pain, London, England, v. 14, n. 4, p. 380- 386, 2010. WONG, W. S.; FIELDING, R. Prevalence and characteristics of chronic pain in the general population of Hong Kong. J Pain, n. 12, p. 236-245, 2011. Referências
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