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Reformas pombalinas
 Durante a segunda metade do século XVIII, a Coroa
 Portuguesa sofreu a influência dos princípios
 iluministas com a chegada de Sebastião José de
 Carvalho aos quadros ministeriais do governo de
 Dom José I. Mais conhecido como Marquês de
 Pombal, este “super-ministro” teve como grande
 preocupação modernizar a administração pública de
 seu país e ampliar ao máximo os lucros
 provenientes da exploração colonial,
 principalmente em relação à colônia brasileira.
A  chegada do esclarecido Marquês de Pombal
  pode ser compreendida como uma
  conseqüência dos problemas econômicos
  vividos por Portugal na época. Nessa época,
  os portugueses sofriam com a dependência
  econômica em relação à Inglaterra, a perda
  de áreas coloniais e a queda da exploração
  aurífera no Brasil.
 Buscando ampliar os lucros retirados da
  exploração colonial em terras brasileiras,
  Pombal resolveu instituir a cobrança anual de
  1500 quilos de ouro. Além disso, ele resolveu
  tirar algumas atribuições do Conselho
  Ultramarino e acabou com as capitanias
  hereditárias que seriam, a partir de então,
  diretamente pelo governo português.
 Outra importante medida foi a criação de várias
 companhias de comércio incumbidas de dar maior
 fluxo às transações comerciais entre a colônia e a
 metrópole.

 No plano interno, Marquês de Pombal instituiu uma
 reforma que desagradou muitos daqueles que
 viviam das regalias oferecidas pela Coroa
 Portuguesa. O chamado Erário Régio tinha como
 papel controlar os gastos do corpo de funcionários
 reais e, principalmente, reduzir os seus gastos.
 Outra importante medida foi incentivar o
 desenvolvimento de uma indústria nacional com
 pretensões de diminuir a dependência econômica
 do país.
 Outra importante medida trazida com a
 administração de Pombal foi a expulsão dos
 jesuítas do Brasil. Essa medida foi tomada com o
 objetivo de dar fim às contendas envolvendo os
 colonos e os jesuítas. O conflito se desenvolveu em
 torno da questão da exploração da mão-de-obra
 indígena. A falta de escravos negros fazia com que
 muitos colonos quisessem apresar e escravizar as
 populações indígenas. Os jesuítas se opunham a tal
 prática, muitas vezes apoiando os índios contra os
 colonos.
 Vendo os prejuízos trazidos com essa
 situação, Pombal expulsou os jesuítas e instituiu o
 fim da escravidão indígena. As terras que foram
 tomadas dos integrantes da Ordem de Jesus foram
 utilizadas como zonas de exploração econômica
 através da venda em leilão ou da doação das
 mesmas para outros colonos. Com relação aos
 índios, Pombal pretendia utilizá-los como força de
 trabalho na colonização de outras terras do
 território.
 Mesmo  pretendendo trazer diversas melhorias para
 a Coroa, Pombal não conseguiu manter-se no
 cargo após a morte de Dom José I, em 1777. Seus
 opositores o acusaram de autoritarismo e de trair
 os interesses do governo português. Com a saída
 de Pombal do governo, as transformações
 sugeridas pelo ministro esclarecido encerraram um
 período de mudanças que poderiam amenizar o
 atraso econômico dos portugueses.

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Reformas pombalinas

  • 2.  Durante a segunda metade do século XVIII, a Coroa Portuguesa sofreu a influência dos princípios iluministas com a chegada de Sebastião José de Carvalho aos quadros ministeriais do governo de Dom José I. Mais conhecido como Marquês de Pombal, este “super-ministro” teve como grande preocupação modernizar a administração pública de seu país e ampliar ao máximo os lucros provenientes da exploração colonial, principalmente em relação à colônia brasileira.
  • 3. A chegada do esclarecido Marquês de Pombal pode ser compreendida como uma conseqüência dos problemas econômicos vividos por Portugal na época. Nessa época, os portugueses sofriam com a dependência econômica em relação à Inglaterra, a perda de áreas coloniais e a queda da exploração aurífera no Brasil.  Buscando ampliar os lucros retirados da exploração colonial em terras brasileiras, Pombal resolveu instituir a cobrança anual de 1500 quilos de ouro. Além disso, ele resolveu tirar algumas atribuições do Conselho Ultramarino e acabou com as capitanias hereditárias que seriam, a partir de então, diretamente pelo governo português.
  • 4.  Outra importante medida foi a criação de várias companhias de comércio incumbidas de dar maior fluxo às transações comerciais entre a colônia e a metrópole. No plano interno, Marquês de Pombal instituiu uma reforma que desagradou muitos daqueles que viviam das regalias oferecidas pela Coroa Portuguesa. O chamado Erário Régio tinha como papel controlar os gastos do corpo de funcionários reais e, principalmente, reduzir os seus gastos. Outra importante medida foi incentivar o desenvolvimento de uma indústria nacional com pretensões de diminuir a dependência econômica do país.
  • 5.  Outra importante medida trazida com a administração de Pombal foi a expulsão dos jesuítas do Brasil. Essa medida foi tomada com o objetivo de dar fim às contendas envolvendo os colonos e os jesuítas. O conflito se desenvolveu em torno da questão da exploração da mão-de-obra indígena. A falta de escravos negros fazia com que muitos colonos quisessem apresar e escravizar as populações indígenas. Os jesuítas se opunham a tal prática, muitas vezes apoiando os índios contra os colonos.
  • 6.  Vendo os prejuízos trazidos com essa situação, Pombal expulsou os jesuítas e instituiu o fim da escravidão indígena. As terras que foram tomadas dos integrantes da Ordem de Jesus foram utilizadas como zonas de exploração econômica através da venda em leilão ou da doação das mesmas para outros colonos. Com relação aos índios, Pombal pretendia utilizá-los como força de trabalho na colonização de outras terras do território.
  • 7.  Mesmo pretendendo trazer diversas melhorias para a Coroa, Pombal não conseguiu manter-se no cargo após a morte de Dom José I, em 1777. Seus opositores o acusaram de autoritarismo e de trair os interesses do governo português. Com a saída de Pombal do governo, as transformações sugeridas pelo ministro esclarecido encerraram um período de mudanças que poderiam amenizar o atraso econômico dos portugueses.