SlideShare uma empresa Scribd logo
A performance como comunicação poética

                                                             Ana Fabyely Kams




Performance, recepção e leitura de Paul Zumthor. Tradução de Jerusa Pires
  Ferreira e Suely Fenerich. São Paulo: Cosac Naify 2007, 2ª edição, 128 p.




        Aos leitores que buscam focar num estudo voltado para as
comunicações humanas, Performance, recepção e leitura, primordialmente
enfatiza a oralidade como performance do Ser que almeja traduzir palavras
escritas para palavras ditas face a face. Paul Zumthor trata com rigor a
problemática de que estudos apontam inúmeros trabalhos que se voltam
apenas para o que se é escrito, deixando de lado a obra performalizada. O
interesse do autor é transmitir uma mensagem teórica acerca do assunto, mas
não deixando de lado um caráter pessoal, já que o mesmo insere logo no
primeiro capítulo uma situação que lhe ocorreu na infância, que o designou à
forma que hoje enxerga com sensibilidade a percepção poética que advém
através da performance daqueles que vivem da arte como meio de
comunicação.

        Primeiramente, no primeiro capítulo é muito comentado a respeito da
performance, e como esta implica numa competência. Qual competência?
Segundo o autor, o do saber – ser, pois a performance vai realizar, concretizar,
e passar algo que reconhecemos da virtualidade à atualidade. Ou seja, haverá
um reconhecimento por parte do ouvinte para aquilo que estará sendo enviado
pelo transmissor – pessoa, e a mensagem, ou a forma que esta mensagem nos
chega é que será o fato de onde podermos modular o nível de sensibilidade
que aquele ato nos transmitiu.

          Mediante essa situação onde o contexto está presente, tanto como
cultural como situacional, a interpretação também se torna um fator decorrente
deste processo, logo que faz com o relato, digo, aquele relato aonde temos
uma pessoa contando certo causo, história, mas não necessariamente
precisam estar juntas. O que é muito interessante, é que mesmo que o relato
ocorra,   a   interpretação   fica   a   critério   daquele   que   está   como
espectador/ouvinte, já que a intenção daquele que conta, àquele que relata é
tornar sensível o ouvinte mediante o ato do primeiro, a ação de interpretar é
uma janela aberta para inúmeras vertentes fluírem e se unirem à raiz/ relato
principal, ou não, nem sempre. Muito dizem que é uma coisa subjetiva, e
realmente é com o que concordo. No entanto, como está presente no livro, “A
performance modifica o conhecimento.” (p. 32), como estamos falando de
comunicação, relatos, interpretação, a performance em si, não será apenas
mais um meio para interagir com as demais pessoas, ela se torna uma marca.
E porque esta marca se distingue das demais formas de comunicação
existentes é que Zumthor vem afirmar que a performance é o único modo vivo
de comunicação poética. Então ela abrange a área comunicativa, porém esta
alheia às demais pelo fato de ser ‘poética’. Esta simples palavra que muitos
apresentam conceitos próprios, para Zumthor denota uma única coisa: o texto
para ser reconhecido como poético ou literário, depende exclusivamente do
sentimento que nosso corpo tem. Logo, um texto que não erradia prazer no ato
da leitura, para o autor, muda de natureza, não pertence ao poético. Ou ao
menos, se a recepção do nosso corpo não recebe sinais de entorpecimento
literário para o que se está sendo lido, não há como ocorrer essa ligação/
comunicação poética entre quem escreve/fala/lê e ouve.

          Por isso, quando se fala de performance, deve-se considerar que é o
corpo que estuda a obra, pois é o corpo que entende o ritmo, a melodia,
linguagem e gestos como um algo a mais no qual ele no espaço de tempo
também se vê incluso àquilo; é a chamada energia poética. E assim como a
performance se liga ao corpo, e com ele, ao espaço, a teatralidade insere-se
como dado empírico, aonde não há necessariamente manifestações físicas
obrigatórias. A teatralidade que também é citada na obra é tida como
reconhecimento de espaço de ficção. No ato de comunicação da performance
não é preciso dizer o que será realizado, se no espaço há características no
ambiente que subjetivem, as pessoas presentes no local logo perceberam do
que se trata, ou o tipo de situação em que se encontram, portanto será feita a
recepção, ‘’concretização’’.

         Finalizada o primeiro capítulo e segundo capítulo, é possível perceber
a retomada do autor quanto à presença da cultura e das tradições orais vivas,
além das diferentes práticas discursivas, que ele trata como particularidades.
Entretanto, partindo do princípio da linguagem performática como uma linha
que interliga com a comunicação poética, a leitura trás boas referências que
circulam a ciência poética por meio de uma didática elegante que leva o leitor
ao entendimento dos argumentos realizados por Zumthor, para melhor
esclarecimento da ideia de performance.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Gerativismo
GerativismoGerativismo
Funcionalismo
FuncionalismoFuncionalismo
Teoria da enunciação
Teoria da enunciaçãoTeoria da enunciação
Teoria da enunciação
Fernanda Câmara
 
Fichamento de Texto
Fichamento de TextoFichamento de Texto
Fichamento de Texto
Portal do Vestibulando
 
Linguagem e Comunicação
Linguagem e ComunicaçãoLinguagem e Comunicação
Linguagem e Comunicação
7 de Setembro
 
Concepções de linguagem, língua, gramática e
Concepções de linguagem, língua, gramática eConcepções de linguagem, língua, gramática e
Concepções de linguagem, língua, gramática e
Thiago Soares
 
Parte 2 linguística geral saussure - apresentação
Parte 2   linguística geral saussure - apresentaçãoParte 2   linguística geral saussure - apresentação
Parte 2 linguística geral saussure - apresentação
Mariana Correia
 
Linguagem verbal e não verbal, sincrética com imagens e mensagens subliminares
Linguagem verbal e não verbal, sincrética com imagens e mensagens subliminaresLinguagem verbal e não verbal, sincrética com imagens e mensagens subliminares
Linguagem verbal e não verbal, sincrética com imagens e mensagens subliminares
Joyce de Oliveira
 
Uma linguística da enunciação
Uma linguística da enunciaçãoUma linguística da enunciação
Uma linguística da enunciação
Claudiene Diniz da Silva
 
LÍNGUA & LINGUAGEM
LÍNGUA & LINGUAGEMLÍNGUA & LINGUAGEM
LÍNGUA & LINGUAGEM
Fatima Andreia Tamanini
 
Concepções de linguagem
Concepções de linguagemConcepções de linguagem
Concepções de linguagem
Kelly Moraes
 
Concretismo
ConcretismoConcretismo
Concretismo
Tio Pablo Virtual
 
Gêneros e suportes textuais
Gêneros e suportes textuaisGêneros e suportes textuais
Gêneros e suportes textuais
Helia Coelho Mello
 
linguistica.ppt
linguistica.pptlinguistica.ppt
linguistica.ppt
lucasicm
 
Análise de Discurso
Análise de DiscursoAnálise de Discurso
Análise de Discurso
Luciane Lira
 
Significado e significante
Significado e significanteSignificado e significante
Significado e significante
Gabriella Dias dos Santos
 
Conotacao e denotacao
Conotacao e denotacaoConotacao e denotacao
Conotacao e denotacao
bubble13
 
Ensino da lingua portuguesa
Ensino da  lingua portuguesaEnsino da  lingua portuguesa
Ensino da lingua portuguesa
Gerdian Teixeira
 
Introdução à Linguística
Introdução à LinguísticaIntrodução à Linguística
Introdução à Linguística
Maria Glalcy Fequetia Dalcim
 
Oficina de análise de imagem
Oficina de análise de imagemOficina de análise de imagem
Oficina de análise de imagem
Evany Nascimento
 

Mais procurados (20)

Gerativismo
GerativismoGerativismo
Gerativismo
 
Funcionalismo
FuncionalismoFuncionalismo
Funcionalismo
 
Teoria da enunciação
Teoria da enunciaçãoTeoria da enunciação
Teoria da enunciação
 
Fichamento de Texto
Fichamento de TextoFichamento de Texto
Fichamento de Texto
 
Linguagem e Comunicação
Linguagem e ComunicaçãoLinguagem e Comunicação
Linguagem e Comunicação
 
Concepções de linguagem, língua, gramática e
Concepções de linguagem, língua, gramática eConcepções de linguagem, língua, gramática e
Concepções de linguagem, língua, gramática e
 
Parte 2 linguística geral saussure - apresentação
Parte 2   linguística geral saussure - apresentaçãoParte 2   linguística geral saussure - apresentação
Parte 2 linguística geral saussure - apresentação
 
Linguagem verbal e não verbal, sincrética com imagens e mensagens subliminares
Linguagem verbal e não verbal, sincrética com imagens e mensagens subliminaresLinguagem verbal e não verbal, sincrética com imagens e mensagens subliminares
Linguagem verbal e não verbal, sincrética com imagens e mensagens subliminares
 
Uma linguística da enunciação
Uma linguística da enunciaçãoUma linguística da enunciação
Uma linguística da enunciação
 
LÍNGUA & LINGUAGEM
LÍNGUA & LINGUAGEMLÍNGUA & LINGUAGEM
LÍNGUA & LINGUAGEM
 
Concepções de linguagem
Concepções de linguagemConcepções de linguagem
Concepções de linguagem
 
Concretismo
ConcretismoConcretismo
Concretismo
 
Gêneros e suportes textuais
Gêneros e suportes textuaisGêneros e suportes textuais
Gêneros e suportes textuais
 
linguistica.ppt
linguistica.pptlinguistica.ppt
linguistica.ppt
 
Análise de Discurso
Análise de DiscursoAnálise de Discurso
Análise de Discurso
 
Significado e significante
Significado e significanteSignificado e significante
Significado e significante
 
Conotacao e denotacao
Conotacao e denotacaoConotacao e denotacao
Conotacao e denotacao
 
Ensino da lingua portuguesa
Ensino da  lingua portuguesaEnsino da  lingua portuguesa
Ensino da lingua portuguesa
 
Introdução à Linguística
Introdução à LinguísticaIntrodução à Linguística
Introdução à Linguística
 
Oficina de análise de imagem
Oficina de análise de imagemOficina de análise de imagem
Oficina de análise de imagem
 

Destaque

Urdimento voz oralidade
Urdimento voz oralidadeUrdimento voz oralidade
Urdimento voz oralidadeAriane Mafra
 
As três dimensões da competência comunicativa
As três dimensões da competência comunicativaAs três dimensões da competência comunicativa
As três dimensões da competência comunicativa
Gerson Moura
 
Historia local item 3 e 4
Historia local  item 3 e 4Historia local  item 3 e 4
Historia local item 3 e 4
' Paan
 
História local
História localHistória local
História local
O Blog do Pedagogo
 
Fichamento (4) memória e patrimônio texto pierre nora
Fichamento (4) memória e patrimônio   texto pierre noraFichamento (4) memória e patrimônio   texto pierre nora
Fichamento (4) memória e patrimônio texto pierre nora
Rita Gonçalves
 
Projeto história e memória
Projeto história e memóriaProjeto história e memória
Projeto história e memória
usuariobairro2012
 
Entre memória e história
Entre memória e históriaEntre memória e história
Entre memória e história
Júlio Rocha
 
História, memória, patrimônio e identidade
História, memória, patrimônio e identidadeHistória, memória, patrimônio e identidade
História, memória, patrimônio e identidade
Viegas Fernandes da Costa
 
Oralidade e gêneros orais: um olhar sobre as práticas orais em sala de aula
Oralidade e gêneros orais: um olhar sobre as práticas orais em sala de aulaOralidade e gêneros orais: um olhar sobre as práticas orais em sala de aula
Oralidade e gêneros orais: um olhar sobre as práticas orais em sala de aula
Denise Oliveira
 

Destaque (9)

Urdimento voz oralidade
Urdimento voz oralidadeUrdimento voz oralidade
Urdimento voz oralidade
 
As três dimensões da competência comunicativa
As três dimensões da competência comunicativaAs três dimensões da competência comunicativa
As três dimensões da competência comunicativa
 
Historia local item 3 e 4
Historia local  item 3 e 4Historia local  item 3 e 4
Historia local item 3 e 4
 
História local
História localHistória local
História local
 
Fichamento (4) memória e patrimônio texto pierre nora
Fichamento (4) memória e patrimônio   texto pierre noraFichamento (4) memória e patrimônio   texto pierre nora
Fichamento (4) memória e patrimônio texto pierre nora
 
Projeto história e memória
Projeto história e memóriaProjeto história e memória
Projeto história e memória
 
Entre memória e história
Entre memória e históriaEntre memória e história
Entre memória e história
 
História, memória, patrimônio e identidade
História, memória, patrimônio e identidadeHistória, memória, patrimônio e identidade
História, memória, patrimônio e identidade
 
Oralidade e gêneros orais: um olhar sobre as práticas orais em sala de aula
Oralidade e gêneros orais: um olhar sobre as práticas orais em sala de aulaOralidade e gêneros orais: um olhar sobre as práticas orais em sala de aula
Oralidade e gêneros orais: um olhar sobre as práticas orais em sala de aula
 

Semelhante a Resenha A performance, recepção, leitura de Paul Zumthor

A17v1512 freud x lacan
A17v1512 freud x lacanA17v1512 freud x lacan
A17v1512 freud x lacan
Joniferson Corvalan Rodrigues
 
Leitor discurso
Leitor discursoLeitor discurso
Leitor discurso
Fabiana Miranda
 
O TREM DE FERRO QUE PASSA A ORALIDADE: uma análise que aborda a estética oral...
O TREM DE FERRO QUE PASSA A ORALIDADE: uma análise que aborda a estética oral...O TREM DE FERRO QUE PASSA A ORALIDADE: uma análise que aborda a estética oral...
O TREM DE FERRO QUE PASSA A ORALIDADE: uma análise que aborda a estética oral...
Allan Diego Souza
 
VolumeIV
VolumeIVVolumeIV
Trabalho da Daniela, Laís e Paula - 1º B
Trabalho da Daniela, Laís e Paula - 1º BTrabalho da Daniela, Laís e Paula - 1º B
Trabalho da Daniela, Laís e Paula - 1º B
Vanda Crivillari
 
O TREM DE FERRO QUE PASSA A ORALIDADE: uma análise que aborda a estética oral...
O TREM DE FERRO QUE PASSA A ORALIDADE: uma análise que aborda a estética oral...O TREM DE FERRO QUE PASSA A ORALIDADE: uma análise que aborda a estética oral...
O TREM DE FERRO QUE PASSA A ORALIDADE: uma análise que aborda a estética oral...
Allan Diego Souza
 
A literatura e a formação do homem
A literatura e a formação do homemA literatura e a formação do homem
A literatura e a formação do homem
Jussiara Amaral
 
C:\Fakepath\FunçõEs Da Linguagem
C:\Fakepath\FunçõEs Da LinguagemC:\Fakepath\FunçõEs Da Linguagem
C:\Fakepath\FunçõEs Da Linguagem
Eneida da Rosa
 
Dialogo nas fronteiras
Dialogo nas fronteirasDialogo nas fronteiras
Dialogo nas fronteiras
LALLi
 
Ciberpoesia:um híbrido infinitamente colaborativo
Ciberpoesia:um híbrido infinitamente colaborativoCiberpoesia:um híbrido infinitamente colaborativo
Ciberpoesia:um híbrido infinitamente colaborativo
rsfjo
 
Vidas em letras1
Vidas em letras1Vidas em letras1
Vidas em letras1
Angeli Nascimento
 
Breve reflexão sobre o fenômeno da intertextualidade - nº 43 espéculo (ucm),...
Breve reflexão sobre o fenômeno da intertextualidade -  nº 43 espéculo (ucm),...Breve reflexão sobre o fenômeno da intertextualidade -  nº 43 espéculo (ucm),...
Breve reflexão sobre o fenômeno da intertextualidade - nº 43 espéculo (ucm),...
Edilson A. Souza
 
Narrativas erodidas: os usos de si como estratégia poética.
Narrativas erodidas: os usos de si como estratégia poética.Narrativas erodidas: os usos de si como estratégia poética.
Narrativas erodidas: os usos de si como estratégia poética.
Priscilla Menezes
 
01 o que é literatura - 1o ano - 2014 - literatura
01   o que é literatura - 1o ano - 2014 - literatura01   o que é literatura - 1o ano - 2014 - literatura
01 o que é literatura - 1o ano - 2014 - literatura
jasonrplima
 
Imagina8
Imagina8Imagina8
Imagina8
renatotf
 
1663014648693.pptxmagicalconteudosdoanoqiestao
1663014648693.pptxmagicalconteudosdoanoqiestao1663014648693.pptxmagicalconteudosdoanoqiestao
1663014648693.pptxmagicalconteudosdoanoqiestao
swizzydejesus
 
51 monica v. senko
51 monica v. senko51 monica v. senko
51 monica v. senko
Daliane Nascimento
 
A intertextualidade[1]
A intertextualidade[1]A intertextualidade[1]
A intertextualidade[1]
Aparecida Mallagoli
 
Literatura
LiteraturaLiteratura
Literatura
guesta35ddeb6
 
elefante
elefanteelefante
elefante
Ana Lopes
 

Semelhante a Resenha A performance, recepção, leitura de Paul Zumthor (20)

A17v1512 freud x lacan
A17v1512 freud x lacanA17v1512 freud x lacan
A17v1512 freud x lacan
 
Leitor discurso
Leitor discursoLeitor discurso
Leitor discurso
 
O TREM DE FERRO QUE PASSA A ORALIDADE: uma análise que aborda a estética oral...
O TREM DE FERRO QUE PASSA A ORALIDADE: uma análise que aborda a estética oral...O TREM DE FERRO QUE PASSA A ORALIDADE: uma análise que aborda a estética oral...
O TREM DE FERRO QUE PASSA A ORALIDADE: uma análise que aborda a estética oral...
 
VolumeIV
VolumeIVVolumeIV
VolumeIV
 
Trabalho da Daniela, Laís e Paula - 1º B
Trabalho da Daniela, Laís e Paula - 1º BTrabalho da Daniela, Laís e Paula - 1º B
Trabalho da Daniela, Laís e Paula - 1º B
 
O TREM DE FERRO QUE PASSA A ORALIDADE: uma análise que aborda a estética oral...
O TREM DE FERRO QUE PASSA A ORALIDADE: uma análise que aborda a estética oral...O TREM DE FERRO QUE PASSA A ORALIDADE: uma análise que aborda a estética oral...
O TREM DE FERRO QUE PASSA A ORALIDADE: uma análise que aborda a estética oral...
 
A literatura e a formação do homem
A literatura e a formação do homemA literatura e a formação do homem
A literatura e a formação do homem
 
C:\Fakepath\FunçõEs Da Linguagem
C:\Fakepath\FunçõEs Da LinguagemC:\Fakepath\FunçõEs Da Linguagem
C:\Fakepath\FunçõEs Da Linguagem
 
Dialogo nas fronteiras
Dialogo nas fronteirasDialogo nas fronteiras
Dialogo nas fronteiras
 
Ciberpoesia:um híbrido infinitamente colaborativo
Ciberpoesia:um híbrido infinitamente colaborativoCiberpoesia:um híbrido infinitamente colaborativo
Ciberpoesia:um híbrido infinitamente colaborativo
 
Vidas em letras1
Vidas em letras1Vidas em letras1
Vidas em letras1
 
Breve reflexão sobre o fenômeno da intertextualidade - nº 43 espéculo (ucm),...
Breve reflexão sobre o fenômeno da intertextualidade -  nº 43 espéculo (ucm),...Breve reflexão sobre o fenômeno da intertextualidade -  nº 43 espéculo (ucm),...
Breve reflexão sobre o fenômeno da intertextualidade - nº 43 espéculo (ucm),...
 
Narrativas erodidas: os usos de si como estratégia poética.
Narrativas erodidas: os usos de si como estratégia poética.Narrativas erodidas: os usos de si como estratégia poética.
Narrativas erodidas: os usos de si como estratégia poética.
 
01 o que é literatura - 1o ano - 2014 - literatura
01   o que é literatura - 1o ano - 2014 - literatura01   o que é literatura - 1o ano - 2014 - literatura
01 o que é literatura - 1o ano - 2014 - literatura
 
Imagina8
Imagina8Imagina8
Imagina8
 
1663014648693.pptxmagicalconteudosdoanoqiestao
1663014648693.pptxmagicalconteudosdoanoqiestao1663014648693.pptxmagicalconteudosdoanoqiestao
1663014648693.pptxmagicalconteudosdoanoqiestao
 
51 monica v. senko
51 monica v. senko51 monica v. senko
51 monica v. senko
 
A intertextualidade[1]
A intertextualidade[1]A intertextualidade[1]
A intertextualidade[1]
 
Literatura
LiteraturaLiteratura
Literatura
 
elefante
elefanteelefante
elefante
 

Mais de Universidade Federal de Roraima

Bibliografia Rachel de Queiroz (SLIDE)
Bibliografia Rachel de Queiroz (SLIDE)Bibliografia Rachel de Queiroz (SLIDE)
Bibliografia Rachel de Queiroz (SLIDE)
Universidade Federal de Roraima
 
Resenha do Livro: Semântica para a Educação Básica de Celso Ferrarezi
Resenha do Livro: Semântica para a Educação Básica de Celso FerrareziResenha do Livro: Semântica para a Educação Básica de Celso Ferrarezi
Resenha do Livro: Semântica para a Educação Básica de Celso Ferrarezi
Universidade Federal de Roraima
 
[Resenha] Afinal, o que é Literatura Infantil?
[Resenha] Afinal, o que é Literatura Infantil?[Resenha] Afinal, o que é Literatura Infantil?
[Resenha] Afinal, o que é Literatura Infantil?
Universidade Federal de Roraima
 
Amor de Maria - Inglês de Sousa (Contos Amazônicos) Ebook
Amor de Maria - Inglês de Sousa (Contos Amazônicos) EbookAmor de Maria - Inglês de Sousa (Contos Amazônicos) Ebook
Amor de Maria - Inglês de Sousa (Contos Amazônicos) Ebook
Universidade Federal de Roraima
 
Dicionário de Bolso - Oswald de Andrade
Dicionário de Bolso - Oswald de AndradeDicionário de Bolso - Oswald de Andrade
Dicionário de Bolso - Oswald de Andrade
Universidade Federal de Roraima
 
Literatura: a base para a formação do leitor (Resenha livro de Joseane Maia)
Literatura: a base para a formação do leitor (Resenha livro de Joseane Maia)Literatura: a base para a formação do leitor (Resenha livro de Joseane Maia)
Literatura: a base para a formação do leitor (Resenha livro de Joseane Maia)
Universidade Federal de Roraima
 
Crônica: Do amor ao caso ou de um caso de amor?
Crônica: Do amor ao caso ou de um caso de amor?Crônica: Do amor ao caso ou de um caso de amor?
Crônica: Do amor ao caso ou de um caso de amor?
Universidade Federal de Roraima
 
O Behaviorismo - Corrente teórica da psicologia [Pavlov & Watson]
O Behaviorismo - Corrente teórica da psicologia [Pavlov & Watson]O Behaviorismo - Corrente teórica da psicologia [Pavlov & Watson]
O Behaviorismo - Corrente teórica da psicologia [Pavlov & Watson]
Universidade Federal de Roraima
 
Fundamento Histórico da Semântica Lexical
Fundamento Histórico da Semântica LexicalFundamento Histórico da Semântica Lexical
Fundamento Histórico da Semântica Lexical
Universidade Federal de Roraima
 
Análise de poemas - Thiago de Mello
Análise de poemas  - Thiago de MelloAnálise de poemas  - Thiago de Mello
Análise de poemas - Thiago de Mello
Universidade Federal de Roraima
 
Oficina de Tertúlia Literária na Escola e Teatro de Sombras
Oficina de Tertúlia Literária na Escola e Teatro de SombrasOficina de Tertúlia Literária na Escola e Teatro de Sombras
Oficina de Tertúlia Literária na Escola e Teatro de Sombras
Universidade Federal de Roraima
 
A Poesia como Manifestação Popular
A Poesia como Manifestação PopularA Poesia como Manifestação Popular
A Poesia como Manifestação Popular
Universidade Federal de Roraima
 
Literatura de Cordel e a equivalência do Oral e Escrito: A poesia como manife...
Literatura de Cordel e a equivalência do Oral e Escrito: A poesia como manife...Literatura de Cordel e a equivalência do Oral e Escrito: A poesia como manife...
Literatura de Cordel e a equivalência do Oral e Escrito: A poesia como manife...
Universidade Federal de Roraima
 
LDB - (resumo) TÍTULO VIII - em slide
LDB - (resumo) TÍTULO VIII - em slideLDB - (resumo) TÍTULO VIII - em slide
LDB - (resumo) TÍTULO VIII - em slide
Universidade Federal de Roraima
 
Clássicos do Cordel ed.2 : O Cachorro dos Mortos - Leandro Gomes de Barros
Clássicos do Cordel ed.2 : O Cachorro dos Mortos - Leandro Gomes de BarrosClássicos do Cordel ed.2 : O Cachorro dos Mortos - Leandro Gomes de Barros
Clássicos do Cordel ed.2 : O Cachorro dos Mortos - Leandro Gomes de Barros
Universidade Federal de Roraima
 
A Literatura de Cordel em Sala (Projeto Pibid 2013)
A Literatura de Cordel em Sala (Projeto Pibid 2013)A Literatura de Cordel em Sala (Projeto Pibid 2013)
A Literatura de Cordel em Sala (Projeto Pibid 2013)
Universidade Federal de Roraima
 
Donzela Teodora (Cordel) de Leandro Gomes de Barros
Donzela Teodora (Cordel) de Leandro Gomes de BarrosDonzela Teodora (Cordel) de Leandro Gomes de Barros
Donzela Teodora (Cordel) de Leandro Gomes de Barros
Universidade Federal de Roraima
 

Mais de Universidade Federal de Roraima (17)

Bibliografia Rachel de Queiroz (SLIDE)
Bibliografia Rachel de Queiroz (SLIDE)Bibliografia Rachel de Queiroz (SLIDE)
Bibliografia Rachel de Queiroz (SLIDE)
 
Resenha do Livro: Semântica para a Educação Básica de Celso Ferrarezi
Resenha do Livro: Semântica para a Educação Básica de Celso FerrareziResenha do Livro: Semântica para a Educação Básica de Celso Ferrarezi
Resenha do Livro: Semântica para a Educação Básica de Celso Ferrarezi
 
[Resenha] Afinal, o que é Literatura Infantil?
[Resenha] Afinal, o que é Literatura Infantil?[Resenha] Afinal, o que é Literatura Infantil?
[Resenha] Afinal, o que é Literatura Infantil?
 
Amor de Maria - Inglês de Sousa (Contos Amazônicos) Ebook
Amor de Maria - Inglês de Sousa (Contos Amazônicos) EbookAmor de Maria - Inglês de Sousa (Contos Amazônicos) Ebook
Amor de Maria - Inglês de Sousa (Contos Amazônicos) Ebook
 
Dicionário de Bolso - Oswald de Andrade
Dicionário de Bolso - Oswald de AndradeDicionário de Bolso - Oswald de Andrade
Dicionário de Bolso - Oswald de Andrade
 
Literatura: a base para a formação do leitor (Resenha livro de Joseane Maia)
Literatura: a base para a formação do leitor (Resenha livro de Joseane Maia)Literatura: a base para a formação do leitor (Resenha livro de Joseane Maia)
Literatura: a base para a formação do leitor (Resenha livro de Joseane Maia)
 
Crônica: Do amor ao caso ou de um caso de amor?
Crônica: Do amor ao caso ou de um caso de amor?Crônica: Do amor ao caso ou de um caso de amor?
Crônica: Do amor ao caso ou de um caso de amor?
 
O Behaviorismo - Corrente teórica da psicologia [Pavlov & Watson]
O Behaviorismo - Corrente teórica da psicologia [Pavlov & Watson]O Behaviorismo - Corrente teórica da psicologia [Pavlov & Watson]
O Behaviorismo - Corrente teórica da psicologia [Pavlov & Watson]
 
Fundamento Histórico da Semântica Lexical
Fundamento Histórico da Semântica LexicalFundamento Histórico da Semântica Lexical
Fundamento Histórico da Semântica Lexical
 
Análise de poemas - Thiago de Mello
Análise de poemas  - Thiago de MelloAnálise de poemas  - Thiago de Mello
Análise de poemas - Thiago de Mello
 
Oficina de Tertúlia Literária na Escola e Teatro de Sombras
Oficina de Tertúlia Literária na Escola e Teatro de SombrasOficina de Tertúlia Literária na Escola e Teatro de Sombras
Oficina de Tertúlia Literária na Escola e Teatro de Sombras
 
A Poesia como Manifestação Popular
A Poesia como Manifestação PopularA Poesia como Manifestação Popular
A Poesia como Manifestação Popular
 
Literatura de Cordel e a equivalência do Oral e Escrito: A poesia como manife...
Literatura de Cordel e a equivalência do Oral e Escrito: A poesia como manife...Literatura de Cordel e a equivalência do Oral e Escrito: A poesia como manife...
Literatura de Cordel e a equivalência do Oral e Escrito: A poesia como manife...
 
LDB - (resumo) TÍTULO VIII - em slide
LDB - (resumo) TÍTULO VIII - em slideLDB - (resumo) TÍTULO VIII - em slide
LDB - (resumo) TÍTULO VIII - em slide
 
Clássicos do Cordel ed.2 : O Cachorro dos Mortos - Leandro Gomes de Barros
Clássicos do Cordel ed.2 : O Cachorro dos Mortos - Leandro Gomes de BarrosClássicos do Cordel ed.2 : O Cachorro dos Mortos - Leandro Gomes de Barros
Clássicos do Cordel ed.2 : O Cachorro dos Mortos - Leandro Gomes de Barros
 
A Literatura de Cordel em Sala (Projeto Pibid 2013)
A Literatura de Cordel em Sala (Projeto Pibid 2013)A Literatura de Cordel em Sala (Projeto Pibid 2013)
A Literatura de Cordel em Sala (Projeto Pibid 2013)
 
Donzela Teodora (Cordel) de Leandro Gomes de Barros
Donzela Teodora (Cordel) de Leandro Gomes de BarrosDonzela Teodora (Cordel) de Leandro Gomes de Barros
Donzela Teodora (Cordel) de Leandro Gomes de Barros
 

Último

planejamento maternal 2 atualizado.pdf e
planejamento maternal 2 atualizado.pdf eplanejamento maternal 2 atualizado.pdf e
planejamento maternal 2 atualizado.pdf e
HelenStefany
 
Slides Lição 12, Betel, Ordenança para amar o próximo, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, Betel, Ordenança para amar o próximo, 2Tr24.pptxSlides Lição 12, Betel, Ordenança para amar o próximo, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, Betel, Ordenança para amar o próximo, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Como montar o mapa conceitual editado.pdf
Como montar o mapa conceitual editado.pdfComo montar o mapa conceitual editado.pdf
Como montar o mapa conceitual editado.pdf
AlineOliveira625820
 
UFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdf
UFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdfUFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdf
UFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdf
Manuais Formação
 
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptxSlides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
UFCD_10789_Metodologias de desenvolvimento de software_índice.pdf
UFCD_10789_Metodologias de desenvolvimento de software_índice.pdfUFCD_10789_Metodologias de desenvolvimento de software_índice.pdf
UFCD_10789_Metodologias de desenvolvimento de software_índice.pdf
Manuais Formação
 
Infografia | Resultados das Eleições Europeias 2024-2029
Infografia | Resultados das Eleições Europeias 2024-2029Infografia | Resultados das Eleições Europeias 2024-2029
Infografia | Resultados das Eleições Europeias 2024-2029
Centro Jacques Delors
 
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptxSlides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Atividade Bio evolução e especiação .docx
Atividade Bio evolução e especiação .docxAtividade Bio evolução e especiação .docx
Atividade Bio evolução e especiação .docx
MARCELARUBIAGAVA
 
Pedagogia universitária em ciência e tecnologia
Pedagogia universitária em ciência e tecnologiaPedagogia universitária em ciência e tecnologia
Pedagogia universitária em ciência e tecnologia
Nertan Dias
 
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 02.pptx
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 02.pptxVivendo a Arquitetura Salesforce - 02.pptx
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 02.pptx
Mauricio Alexandre Silva
 
DNA e RNA - Estrutura dos Ácidos nucleicos
DNA e RNA - Estrutura dos Ácidos nucleicosDNA e RNA - Estrutura dos Ácidos nucleicos
DNA e RNA - Estrutura dos Ácidos nucleicos
jonny615148
 
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasnTabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
CarlosJean21
 
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptxPP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Apostila-Microbiologia-e-Parasitologia-doc.pdf
Apostila-Microbiologia-e-Parasitologia-doc.pdfApostila-Microbiologia-e-Parasitologia-doc.pdf
Apostila-Microbiologia-e-Parasitologia-doc.pdf
bmgrama
 
Aula 02 - Introducao a Algoritmos.pptx.pdf
Aula 02 - Introducao a Algoritmos.pptx.pdfAula 02 - Introducao a Algoritmos.pptx.pdf
Aula 02 - Introducao a Algoritmos.pptx.pdf
AntonioAngeloNeves
 
formação - 2º ano São José da Tapera ...
formação - 2º ano São José da Tapera ...formação - 2º ano São José da Tapera ...
formação - 2º ano São José da Tapera ...
JakiraCosta
 
Primeira fase do modernismo Mapa Mental.pdf
Primeira fase do modernismo Mapa Mental.pdfPrimeira fase do modernismo Mapa Mental.pdf
Primeira fase do modernismo Mapa Mental.pdf
Maurício Bratz
 
Aula 1 - Ordem Mundial Aula de Geografia
Aula 1 - Ordem Mundial Aula de GeografiaAula 1 - Ordem Mundial Aula de Geografia
Aula 1 - Ordem Mundial Aula de Geografia
WELTONROBERTOFREITAS
 
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
fran0410
 

Último (20)

planejamento maternal 2 atualizado.pdf e
planejamento maternal 2 atualizado.pdf eplanejamento maternal 2 atualizado.pdf e
planejamento maternal 2 atualizado.pdf e
 
Slides Lição 12, Betel, Ordenança para amar o próximo, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, Betel, Ordenança para amar o próximo, 2Tr24.pptxSlides Lição 12, Betel, Ordenança para amar o próximo, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, Betel, Ordenança para amar o próximo, 2Tr24.pptx
 
Como montar o mapa conceitual editado.pdf
Como montar o mapa conceitual editado.pdfComo montar o mapa conceitual editado.pdf
Como montar o mapa conceitual editado.pdf
 
UFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdf
UFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdfUFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdf
UFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdf
 
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptxSlides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
 
UFCD_10789_Metodologias de desenvolvimento de software_índice.pdf
UFCD_10789_Metodologias de desenvolvimento de software_índice.pdfUFCD_10789_Metodologias de desenvolvimento de software_índice.pdf
UFCD_10789_Metodologias de desenvolvimento de software_índice.pdf
 
Infografia | Resultados das Eleições Europeias 2024-2029
Infografia | Resultados das Eleições Europeias 2024-2029Infografia | Resultados das Eleições Europeias 2024-2029
Infografia | Resultados das Eleições Europeias 2024-2029
 
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptxSlides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
 
Atividade Bio evolução e especiação .docx
Atividade Bio evolução e especiação .docxAtividade Bio evolução e especiação .docx
Atividade Bio evolução e especiação .docx
 
Pedagogia universitária em ciência e tecnologia
Pedagogia universitária em ciência e tecnologiaPedagogia universitária em ciência e tecnologia
Pedagogia universitária em ciência e tecnologia
 
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 02.pptx
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 02.pptxVivendo a Arquitetura Salesforce - 02.pptx
Vivendo a Arquitetura Salesforce - 02.pptx
 
DNA e RNA - Estrutura dos Ácidos nucleicos
DNA e RNA - Estrutura dos Ácidos nucleicosDNA e RNA - Estrutura dos Ácidos nucleicos
DNA e RNA - Estrutura dos Ácidos nucleicos
 
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasnTabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
Tabela Funções Orgânicas.pdfnsknsknksnksn nkasn
 
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptxPP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
 
Apostila-Microbiologia-e-Parasitologia-doc.pdf
Apostila-Microbiologia-e-Parasitologia-doc.pdfApostila-Microbiologia-e-Parasitologia-doc.pdf
Apostila-Microbiologia-e-Parasitologia-doc.pdf
 
Aula 02 - Introducao a Algoritmos.pptx.pdf
Aula 02 - Introducao a Algoritmos.pptx.pdfAula 02 - Introducao a Algoritmos.pptx.pdf
Aula 02 - Introducao a Algoritmos.pptx.pdf
 
formação - 2º ano São José da Tapera ...
formação - 2º ano São José da Tapera ...formação - 2º ano São José da Tapera ...
formação - 2º ano São José da Tapera ...
 
Primeira fase do modernismo Mapa Mental.pdf
Primeira fase do modernismo Mapa Mental.pdfPrimeira fase do modernismo Mapa Mental.pdf
Primeira fase do modernismo Mapa Mental.pdf
 
Aula 1 - Ordem Mundial Aula de Geografia
Aula 1 - Ordem Mundial Aula de GeografiaAula 1 - Ordem Mundial Aula de Geografia
Aula 1 - Ordem Mundial Aula de Geografia
 
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
Telepsiquismo Utilize seu poder extrassensorial para atrair prosperidade (Jos...
 

Resenha A performance, recepção, leitura de Paul Zumthor

  • 1. A performance como comunicação poética Ana Fabyely Kams Performance, recepção e leitura de Paul Zumthor. Tradução de Jerusa Pires Ferreira e Suely Fenerich. São Paulo: Cosac Naify 2007, 2ª edição, 128 p. Aos leitores que buscam focar num estudo voltado para as comunicações humanas, Performance, recepção e leitura, primordialmente enfatiza a oralidade como performance do Ser que almeja traduzir palavras escritas para palavras ditas face a face. Paul Zumthor trata com rigor a problemática de que estudos apontam inúmeros trabalhos que se voltam apenas para o que se é escrito, deixando de lado a obra performalizada. O interesse do autor é transmitir uma mensagem teórica acerca do assunto, mas não deixando de lado um caráter pessoal, já que o mesmo insere logo no primeiro capítulo uma situação que lhe ocorreu na infância, que o designou à forma que hoje enxerga com sensibilidade a percepção poética que advém através da performance daqueles que vivem da arte como meio de comunicação. Primeiramente, no primeiro capítulo é muito comentado a respeito da performance, e como esta implica numa competência. Qual competência? Segundo o autor, o do saber – ser, pois a performance vai realizar, concretizar, e passar algo que reconhecemos da virtualidade à atualidade. Ou seja, haverá um reconhecimento por parte do ouvinte para aquilo que estará sendo enviado pelo transmissor – pessoa, e a mensagem, ou a forma que esta mensagem nos
  • 2. chega é que será o fato de onde podermos modular o nível de sensibilidade que aquele ato nos transmitiu. Mediante essa situação onde o contexto está presente, tanto como cultural como situacional, a interpretação também se torna um fator decorrente deste processo, logo que faz com o relato, digo, aquele relato aonde temos uma pessoa contando certo causo, história, mas não necessariamente precisam estar juntas. O que é muito interessante, é que mesmo que o relato ocorra, a interpretação fica a critério daquele que está como espectador/ouvinte, já que a intenção daquele que conta, àquele que relata é tornar sensível o ouvinte mediante o ato do primeiro, a ação de interpretar é uma janela aberta para inúmeras vertentes fluírem e se unirem à raiz/ relato principal, ou não, nem sempre. Muito dizem que é uma coisa subjetiva, e realmente é com o que concordo. No entanto, como está presente no livro, “A performance modifica o conhecimento.” (p. 32), como estamos falando de comunicação, relatos, interpretação, a performance em si, não será apenas mais um meio para interagir com as demais pessoas, ela se torna uma marca. E porque esta marca se distingue das demais formas de comunicação existentes é que Zumthor vem afirmar que a performance é o único modo vivo de comunicação poética. Então ela abrange a área comunicativa, porém esta alheia às demais pelo fato de ser ‘poética’. Esta simples palavra que muitos apresentam conceitos próprios, para Zumthor denota uma única coisa: o texto para ser reconhecido como poético ou literário, depende exclusivamente do sentimento que nosso corpo tem. Logo, um texto que não erradia prazer no ato da leitura, para o autor, muda de natureza, não pertence ao poético. Ou ao menos, se a recepção do nosso corpo não recebe sinais de entorpecimento literário para o que se está sendo lido, não há como ocorrer essa ligação/ comunicação poética entre quem escreve/fala/lê e ouve. Por isso, quando se fala de performance, deve-se considerar que é o corpo que estuda a obra, pois é o corpo que entende o ritmo, a melodia, linguagem e gestos como um algo a mais no qual ele no espaço de tempo também se vê incluso àquilo; é a chamada energia poética. E assim como a performance se liga ao corpo, e com ele, ao espaço, a teatralidade insere-se como dado empírico, aonde não há necessariamente manifestações físicas
  • 3. obrigatórias. A teatralidade que também é citada na obra é tida como reconhecimento de espaço de ficção. No ato de comunicação da performance não é preciso dizer o que será realizado, se no espaço há características no ambiente que subjetivem, as pessoas presentes no local logo perceberam do que se trata, ou o tipo de situação em que se encontram, portanto será feita a recepção, ‘’concretização’’. Finalizada o primeiro capítulo e segundo capítulo, é possível perceber a retomada do autor quanto à presença da cultura e das tradições orais vivas, além das diferentes práticas discursivas, que ele trata como particularidades. Entretanto, partindo do princípio da linguagem performática como uma linha que interliga com a comunicação poética, a leitura trás boas referências que circulam a ciência poética por meio de uma didática elegante que leva o leitor ao entendimento dos argumentos realizados por Zumthor, para melhor esclarecimento da ideia de performance.