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“pretos Faiscadores do ouro”




                              Projeto

                  Abordagens Históricas
                        Jaraguá – GO
             Fundação - Nome - Fundador




“O estudo da história nunca se acaba, pois o mundo sempre foi e sempre
                        será das descobertas”.
Identificação

       O Projeto Abordagens Históricas surgiu da necessidade de se fazer um
reestudo sobre a história da fundação de Jaraguá, que, no momento se encontra
em um emaranhado de datas de fundação/descobrimento, necessitando de um
disciplinamento entre esta diversidade de informações mais orais que escritas,
acerca da fundação da cidade, tornando complicado o estudo da história de
Jaraguá no ensino primário.

      Elaborado e coordenado pelo Conselho Consultivo Municipal do
Patrimônio Histórico de Jaraguá, o projeto em questão adotará como base em
seus estudos as pesquisas já desenvolvidas pelo projeto Memória e Patrimônio,
uma proposta de estudos sobre o município, desenvolvida na cidade desde l.995
pela PUC - Pontifícia Universidade Católica de Goiás, através do Instituto
Goiano de Pré-história e Antropologia.

       O projeto Abordagens Históricas conta ainda com a supervisão da mestra
em História e coordenadora do projeto Memória e Patrimônio, a professora,
escritora e pesquisadora Dulce Madalena Rios Pedroso e é sustentado em três
pilares, o conhecimento do fato, o estudo do mesmo e a comparação com outras
vertentes, sabendo diferenciar a história oral da escrita, reconhecendo a
supremacia da escrita sobre a oral, mas preocupando-se também em preservar a
história oral na ausência de documentação científica dos fatos.

       É um projeto ousado porque remexe o baú da história oral; desfazendo
mitos, tocando em melindres pessoais e vaidades toscas, mas é essencial porque
a elucidação de certos fatos históricos trará para o ensino formal da
comunidade, o preenchimento de uma lacuna deixada pela ausência da data de
fundação/descobrimento de Jaraguá, diferenciando o que é fundação e o que é
emancipação, além de sacramentar para Jaraguá a sua real identidade,
colocando-a em seu verdadeiro lugar, ao lado das cidades históricas surgidas no
ciclo do ouro em Goiás.

       O Projeto Abordagens Históricas acredita acima de tudo que os anseios
populares não se resumem à materialidade, pois os anseios culturais são
intrínsecos, existem na alma humana e como os outros, devem ser atendidos.
Apresentação




                                Antiga Escola Ruy Barbosa


      O ensino formal em Jaraguá teve início por volta de 1.927, com a
fundação da primeira escola Estadual de Jaraguá, a Escola Ruy Barbosa, hoje
chamada Manoel Ribeiro de Freitas Machado, em homenagem ao intendente
(Prefeito Municipal) à época e doador do terreno para a construção da escola.
Na verdade, o ensino escolar já era praticado em Jaraguá, mas funcionava
apenas em casa de particulares, atendendo apenas às classes mais altas da
sociedade.

      Nesta época, a história sobre a fundação/descobrimento da cidade de
Jaraguá era contada por professores como sendo a cidade fundada por volta de
1.727 a 1.729, por um português chamado Manoel Rodrigues Tomar e que o
nome Jaraguá era originário de uma tribo de índios que aqui viviam, os “índios
jaguarás” que segundo estudiosos indígenas, jamais existiram.

      Esta história atravessou as décadas de 40, 50, 60 e 70 sendo contada desta
maneira por vários professores, pois foi somente a partir dos anos de 1.980 é
que os modernos escritores começaram a trabalhar com uma nova hipótese,
1.731, 1.732.




      No final de 1.995, talvez notando o emaranhado histórico em que se
encontrava a história de Jaraguá, a Pontifícia Universidade Católica de Goiás –
PUC, através do Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia – IGPA
começa a desenvolver em Jaraguá um trabalho de pesquisa intitulado “memória
e patrimônio, um projeto de estudo sobre Jaraguá”, coordenado pela
Professora Dulce Madalena Rios Pedroso. O projeto trouxe consigo mais uma
data para a fundação e ou descobrimento de Jaraguá: 1.736, diferenciando-se
das demais datas apresentadas por ser, segundo o projeto, pautada em
documentação científica.

       Em 1.998, mesmo já sendo conhecedora da data de 1.736 proposta pelo
projeto, a professora e escritora jaraguense Maria Helena de Amorim
Romacheli lança o livro ”História de Jaraguá” e em sua obra, ela pressupõe
que o Arraial do Córrego do Jaraguá foi fundado/descoberto do outro lado da
serra em uma região chamada São Januário, entre os anos de 1.722 a 1.725.




       Embora o livro da escritora e professora Maria Helena seja no momento
uma das maiores obras de pesquisa sobre Jaraguá, a suas suposições sobre o
local e a data de fundação/descobrimento da cidade são oriundas da oralidade,
não possuindo qualquer embasamento científico que justifique tais afirmativas;
bem como todas as outras datas, 1.727 a 1.729 e 1.731, 1.732.

      Sem dúvida alguma, este projeto, além de ser um grande mote para um
profundo estudo sobre a questão, torna-se algo obrigatório pelas autoridades
educacionais e culturais de Jaraguá provocar o resgate de nossa história tão lida
comentada, encenada e amada num passado não tão longínquo assim.
Objetivos

      O objetivo geral do Projeto “Abordagens Históricas” é o disciplinamento
do próprio estudo e entendimento da história – seu conceito, divisão e pretensão
da mesma, bem como saber aplicá-la em nossos conhecimentos.

      Especificamente, o projeto objetiva a pretensão de se oficializar uma data
de fundação/descobrimento para Jaraguá, visando corrigir distorções no âmbito
cultural e escolar, causadas pela ausência de uma data de fundação/descoberta.

       A partir de 1.960 a história sobre a fundação/descobrimento de Jaraguá
parece ter vivido à revelia e a bel prazer de escritores, pois cada um ao escrever
seu livro, supõe uma história de fundação para Jaraguá que desde 1.960 até a
atualidade recebeu ao todo oito (8) supostas datas de fundação.

       Tanta complicação não deixa de ser um bom motivo para a pesquisa
histórica no 2º e 3º graus de ensino, mas em se tratando de educação primária, a
problemática urge sim de um profundo estudo disciplinador destas questões tão
relevantes. É onde se cruzam as velhas companheiras: EDUCAÇÂO E
CULTURA.

       Educação e Cultura, dois pólos de um continuum, duas partes de um
todo, que não podem se isolar, mas, antes de tudo, articulam-se, completam-se e
se alimentam mutuamente possibilitando uma relação de identidade cultural.

      Uma tradição só se firma e se mantém como tal na medida em que é
capaz de renovar-se. Se não se renova, a “tradição” está fadada ao
desaparecimento. O mesmo acontece com a história, necessita cotidianamente
de renovação.
Justificativa

       Atendendo à reivindicação dos professores, em relação à necessidade de
disciplinamento no estudo da fundação/descobrimento de Jaraguá, a Secretaria
Municipal de Educação e a Superintendência de Cultura promoveram o 1º.
Simpósio Municipal da História da Fundação de Jaraguá, com o objetivo
específico de que da discussão acadêmica, pudesse surgir entre as 7 datas
supostas sobre a fundação/descobrimento da cidade, uma data que pudesse ser
oficializada, bem como também aprofundar a discussão em relação à origem do
nome da cidade, e ao seu fundador.




       Jaraguá é uma das mais antigas cidades históricas de Goiás, fundada nos
primórdios da exploração aurífera da antiga Província de Goyáz. Contudo,
pouco se conhece de sua história. O que existe são resenhas sobre a história da
cidade, coletâneas sobre folclore, e alguns livros, muitos desses não possuem
autoridade científica para a abordagem; porém, é de pouco alcance histórico,
necessitando desse modo, de pesquisas mais significativas que apresentem
resultados mais consistentes que possam ser aproveitados, entre outros, pelas
Escolas Municipais para aprimorar o estudo da história local.

       Além do clamor dos professores em relação aos imbróglios envolvendo a
história da fundação/descobrimento da cidade, tal projeto também se justifica
pela necessidade de se resgatar a cidadania jaraguense, oficializando uma data
de fundação/descobrimento para a cidade, visto que a mesma configura nos
meios de comunicação constando atualmente com 129 anos de Emancipação
Política, sendo até mesmo entendida por muitos como sendo data de
fundação/descobrimento, quando na verdade a cidade é bicentenária e possui
275 anos de existência.

      Desta forma o Município de Jaraguá passará então a adotar e comemorar
também sua data de fundação/descobrimento, resgatando sua memória material
e imaterial e que estas elucidações passem a ocupar os espaços de memória,
como os museus, arquivos, escolas e bibliotecas, contribuindo para sua
importância cultural, social e política.
Metodologia
       A memória coletiva necessita de suportes para manter-se disponível e em
permanente ressignificação, contribuindo para a extensão dos direitos culturais,
trazendo para a sociedade uma história consistente, desmistificando suposições
aleatórias e abrindo caminho para que o estudo da história possa prosseguir
cientificamente, já que a história sempre é mutável.

      O Projeto “Abordagens Históricas” defende inteiramente o projeto
Memória e Patrimônio – Uma proposta de estudos sobre Jaraguá, iniciado no
ano de 1.995, proposto pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás – PUC-
GO, através do Instituto Goiano de Pré-história e Antropologia – IGPA,
coordenado pela Mestra em História desta instituição, Professora Dulce
Madalena Rios Pedroso.

       Baseando-se neste projeto, o Conselho Consultivo Municipal do
Patrimônio Histórico e Artístico de Jaraguá usará todo o estudo já desenvolvido
pelo Projeto Memória e Patrimônio em relação à data de
fundação/descobrimento. Para tanto adotamos as resoluções obtidas durante a
realização de estudos com professores, alunos, agentes culturais, publicações de
livros, audiências públicas, conselheiros do patrimônio, conferência e simpósio
desenvolvidos nestes 16 anos.

       Notando a dificuldade em se reunir periodicamente todos os interessados
no estudo, o Conselho tomou a resolução de fazer os trabalhos de estudo
históricos para este projeto da seguinte maneira:
       Reunir primeiramente os Conselheiros de Cultura que levarão as
resoluções para uma segunda reunião com os professores e posteriormente
todas as resoluções tomadas deverão ser levadas para um Parecer Final da
Tutora do projeto, Professora Dulce Madalena Rios Pedroso. Esta ponte,
conselho consultivo / Tutora da P.U.C. ficará à do presidente do conselho,
professor aposentado estadual, escritor, imortal da Academia jaraguense de
letras e membro atuante do projeto Memória e Patrimônio em todos estes l6
anos de pesquisas ininterruptas, João Luiz das Graças Soares.

      - 1.995 – Início dos estudos da Professora Dulce M. R. Pedroso, projeto
      “Memória e Patrimônio – Uma proposta de estudos sobre Jaraguá” –
      PUC-GO;

      - 1.999 - Escrita do livro Revista de divulgação científica P.U.C. sob o
      tema “Jaraguá, a formação de um povoado”;
- 2.005 – Lançado o livro Cenário da memória goiana: “O caso Jaraguá”
– AGEPEL e o livro “Fragmentos da História de Jaraguá”, pelo
professor João Luiz das Graças Soares;


- 2.008 - Escrita e publicação do livro “Parceiros da História” –
Prefeitura Municipal de Jaraguá;


- 2.009 – outubro. I Conferência Municipal de Cultura de Jaraguá –
Diagnóstico da problemática à cerca das datas de fundação de Jaraguá,
que se encontrava em um emaranhado de suposições mais orais que
escritas;


- 2.010 – maio. SIMPÓSIO - Embora durante o Simpósio tenha havido
boas defesas sobre as datas de fundação apresentadas, no momento não
foi possível apreciar nenhuma data devido aos exaltados ânimos dos
participantes;


- 2.010 – maio. Reunião específica sobre a data de
fundação/descobrimento de Jaraguá. Ata N° 02 – Conselho do Patrimônio
– Nesta reunião, realizada no auditório do Palácio da Educação, às l4
horas, do dia 26 do corrente mês, decidiu-se que, os professores
passariam a trabalhar com a data de 1.736 para a fundação/descobrimento
de Jaraguá, contemplada por unanimidade pela maioria dos presentes à
reunião, principalmente por ser ela a única data entre as 7 datas supostas
que possui registro escrito na chamada I História escrita sobre Goiás, um
documento chamado “Notícias da Província de Goyaz e todas as cousas
nela notáveis até o ano de 1.783”, escrito a partir de Ordem Régia
expedida por Dona Maria I, Rainha de Portugal, determinando em 1.782
que fossem escritas as memórias de todos os arraiais auríferos de Goiás;
E sobre Jaraguá, o documento diz que o local foi descoberto em 1.736
                  por pretos faiscadores do ouro.




                              (cópia da microfilmagem)

       Este valioso acervo histórico foi publicado em 20/07/1.783 e encontra-se no terceiro
andar Sessão de Manuscritos da Imperatriz Tereza Cristina, na Biblioteca Nacional, no Rio
de Janeiro, e sua “microfilmagem” na Superintendência de Cultura de Jaraguá, estando à
                       disposição dos interessados para verificação.

- 2.010 – maio – Pesquisa aos arquivos do Instituto de Pesquisas e
Estudos Históricos do Brasil Central IPHBC, tomada do conhecimento do
local exato da localização da Notícia Geral da Capitania de Goiás através
de documentações apresentadas pela Professora Dulce Madalena Rios
Pedroso;

- 2.010 – junho. Reunião entre os Conselheiros – Primeiro pedido de
busca de manuscritos sobre “Descripção da Capitania de Goyáz, e tudo o que
nella hé notável” ao Arquivo Nacional, sendo o pedido remetido à
Fundação Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro. Após recebermos o
documento, notamos que se tratava da “Descripção da Capitania de Goyáz, e
tudo o que nella hé notável” elaborada no século XIX pelo Pe. Silva e Souza
em 1.812, sendo que a pretendida era a “Descripção da Capitania...”
datada de 1.783, do Século XVIII;

- 2.010 – junho – Nova pesquisa aos arquivos do Instituto de pesquisas e
Estudos Históricos do Brasil Central IPHBC;

- 2.010 – agosto. Reunião com professores Estadual e Municipal – Nesta
reunião tratamos do equívoco em relação aos documentos solicitados à
Biblioteca Nacional, aproveitando enfatizamos mais uma vez com os
professores a data de 1.736 como sendo a data de
fundação/descobrimento da cidade;

- 2.010 – setembro. Reunião de Conselheiros com a Tutora do projeto -
Estas reuniões com a tutora do projeto trataram sempre de estar levando
para ela as resoluções tomadas nas reuniões com professores e
conselheiros de cultura para avaliação da mesma sobre o andamento do
projeto de oficialização da data de fundação/descobrimento;
- 2.010 – novembro - Novo pedido feito à Fundação Biblioteca Nacional,
que após minuciosa busca nos manuscritos, encontraram sob Códice
13,4,10 o documento solicitado: Descripção da Capitania de Goyáz, e tudo o
que nella hé notável até o ano de 1.783”. - In BOHM, João Henriques.
Correspondência com o Marechal Bohm - Fundação Biblioteca Nacional
Divisão de Informação Documental. Este valioso acervo histórico foi
publicado em 1.783 e encontra-se no terceiro andar Sessão de
Manuscritos da Imperatriz Tereza Cristina, na Biblioteca Nacional no
Rio de Janeiro;
- 2.010 – dezembro – Recebimento dos manuscritos (microfilmagem)
referentes à “Descripção da Capitania de Goyáz, e tudo o que nella hé notável até
o ano de 1.783”;

- 2.010 – dezembro – Audiência pública na Câmara Municipal de Jaraguá
com o Professor João Luiz, Presidente do Conselho do Patrimônio
Histórico de Jaraguá;

- 2.010 – dezembro – Audiência pública na Câmara Municipal de Jaraguá
com a mestra em História da PUC-GO, professora Dulce Madalena Rios
Pedroso;

- 2.010 – dezembro - Novo encontro com a tutora do projeto para repasse
de informações e coleta de seu aval;

- 2.011 – janeiro – Coleta de dados para arremate do estudo do projeto;

- 2.011 – fevereiro - Encontro de estudo de texto sobre a história da
fundação de Jaraguá, com professores do município e do estado:

* Dia 14 – Escola Municipal José Peixoto da Silveira (7:00 às 9:00h);
* Dia 14 – Escola Municipal Hilda Gonçalves Trindade (17:00 às 19:00h);
* Dia 15 – Escola Municipal Adventista (17:00 às 19:00h);
* Dia 16 – Escola Municipal Maria Catarina de Freitas (13:30 às 15:30);
* Dia 17 – Escola Municipal Lyra Machado (17:00 às 19:00h);
* Dia 18 – Colégio Estadual Diógenes de Castro Ribeiro (7:00 às 8:30h);
* Dia 21 – Escola Municipal Affonsina de Freitas (17:00 às 19:00h);
* Dia 22 – Colégio Estadual Silvio de Castro Ribeiro (7:00 às 8:15h); Escola
Municipal Pequeno Príncipe (17:00 às 19:00h);
* Dia 23 – Colégio Estadual São José (7:00 às 8:30h), visita às Rádios de
Jaraguá;
* Dia 24 – Centro Educacional Mérito (7:00 às 8:15), envio de e-mail para
jornais locais e Jornal O Popular;
* Dia 25 – Escola Municipal Ana Edith (7:00 às 9:00h);
* Dia 28 – Escola Municipal José Peixoto Unidade II (17:00 às 19:00h);

- 2.011 – fevereiro – Visita a Radio Cidade de Jaraguá – entrevista ao vivo –
esclarecimentos sobre o projeto;

- 2.011 – fevereiro – Publicação no Jornal O Popular da carta “Jaraguá
Bicentenária”, fazendo alusão ao Projeto História e Memória de Jaraguá;




- 2.011 – março dia 14 – Encontro com a tutora do projeto Professora
Dulce M. R. Pedroso para finalização do projeto Abordagens Históricas,
no Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia – PUC-GO;

- 2.011 – março – Publicação no Jornal O Popular da carta “História
recontada”;




- 2.011 – Solicitação oficial à Câmara Municipal, sobre oficialização da
data de fundação de Jaraguá, baseado nos estudos propostos;

- 2.011/2.012 – escrita e publicação do novo texto sobre a história da
fundação de Jaraguá.
Conclusão

       O desenvolvimento do Projeto Memória e Patrimônio em Jaraguá nestes
16 anos de estudos ininterruptos foram importantes nas elucidações à cerca de
certos fatores da história de nossa cidade.
       Entendemos ser de suma importância para a cultura local, compreender
os fatores históricos, uma vez que o momento é profícuo para se implantar a
pesquisa histórica envolvendo a participação da comunidade. Jaraguá, por ser
uma cidade antiga, possui famílias tradicionais e estas têm um interesse notável
pela história de seu município.
       Sem dúvida, um projeto desta envergadura tocará em velhas feridas e
antigos melindres, desvendando mitos e lendas, trazendo para Jaraguá sua
identidade imaterial, preenchendo uma das lacunas existentes em nossa história,
contribuindo com a educação formal dos alunos, elucidando questões muitas
vezes esquecidas e até mesmo não valorizadas por muitos.
      Reconhecendo tais estudos, o Município de Jaraguá passará então a
possuir uma identidade própria, vendo-se como um dos poucos municípios
goianos a desenvolver estudos e pesquisas sobre sua história, democrática e
academicamente em comunidade.
      Partindo desse ponto, poderemos oferecer sustentação para futuras
pesquisas, em vários ramos do saber, bem como, apoiar a comunidade na
construção e ampliação de seus horizontes históricos-culturais.
       Após longos anos de minuciosos estudos concluímos em conjunto com
estudiosos que as ricas jazidas auríferas encontradas no Arraial do Córrego do Jaraguá
foram descobertas por pretos faiscadores do ouro no ano de 1.736. Quanto à fundação do
Arraial do Córrego do Jaraguá, enquanto a história oral afirma ser Manoel
Rodrigues Tomar, o mesmo fundador de “Meya Ponte”, estudiosos da atualidade
afirmam que a fundação coube aos primeiros moradores do arraial, que vieram
atraídos pela notícia de um novo eldorado.

         “Todos nós somos responsáveis pela educação, e cabe a cada um cumprir a sua parte”


                                     Dulce Madalena Rios Pedroso
                                              Tutora
                                         Paulo Vitor Avelar
                                    Superintendente de Cultura
                                     João Luiz das Graças Soares
                                      Presidente do Conselho
                                       Caio Cezar Alves Bravo
                                            Conselheiro
             Conselho Consultivo Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico de Jaraguá
                            conselhodopatrimonio-jaragua@hotmail.com
Bibliografia

Taques, Pedro - Os Martírios de Cristo –– “Roteiros de Bandeiras em Goiás”.

Palacin, Luis – “O século do Ouro em Goiás”- Estrutura e conjuntura de uma
Capitania – UCG – 1994.

Revista de divulgação Científica – IGPA-PUC-GO.

Romacheli, Maria Helena de Amorim – 1998 Kelps – História de Jaraguá.

- In BOHM, João Henriques. Correspondência com o Marechal Bohm
Descripção da Capitania de Goyáz, e tudo o que nella hé notável até o ano de 1.783”. -
Fundação Biblioteca Nacional Divisão de Informação Documental.

Vários autores - Parceiros da História – Prefeitura Municipal de Jaraguá –
Kelps – 2008.

Bertran, Paulo - “Notícias Geral da Capitania de Goiás” – 1997.

Almeida, Neli Alves de – História de Jaraguá..

Ataídes, Jézus Marco – Sob o signo da violência.

Mitidieri, José – “Manual de gramíneas e leguminosas para pastos tropicais” –
São Paulo – Editora Nobel – 1983.

Pedroso, Dulce Madalena Rios – Projeto “memória e patrimônio, um projeto de
estudo sobre Jaraguá”.

Pedroso, Dulce Madalena Rios – “O povo invisível” - PUC – GO.

Saint-Hilaire, Auguste – “Viagem à Província de Goyáz”- Itatiaia – 1975.

Sales, Gilka V.F. – “Economia e escravidão no Goiás Colonial”

Silva e Souza - Descripção da Capitania de Goyáz, e tudo o que nella hé notável”. -
datada de 1812.

Ortêncio, Waldomiro Bariani – “Dicionário do Brasil Central”- 2009.

Bueno, Francisco da Silveira - Dicionário Tupi/Guarani/Português - l982.

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  • 1. “pretos Faiscadores do ouro” Projeto Abordagens Históricas Jaraguá – GO Fundação - Nome - Fundador “O estudo da história nunca se acaba, pois o mundo sempre foi e sempre será das descobertas”.
  • 2. Identificação O Projeto Abordagens Históricas surgiu da necessidade de se fazer um reestudo sobre a história da fundação de Jaraguá, que, no momento se encontra em um emaranhado de datas de fundação/descobrimento, necessitando de um disciplinamento entre esta diversidade de informações mais orais que escritas, acerca da fundação da cidade, tornando complicado o estudo da história de Jaraguá no ensino primário. Elaborado e coordenado pelo Conselho Consultivo Municipal do Patrimônio Histórico de Jaraguá, o projeto em questão adotará como base em seus estudos as pesquisas já desenvolvidas pelo projeto Memória e Patrimônio, uma proposta de estudos sobre o município, desenvolvida na cidade desde l.995 pela PUC - Pontifícia Universidade Católica de Goiás, através do Instituto Goiano de Pré-história e Antropologia. O projeto Abordagens Históricas conta ainda com a supervisão da mestra em História e coordenadora do projeto Memória e Patrimônio, a professora, escritora e pesquisadora Dulce Madalena Rios Pedroso e é sustentado em três pilares, o conhecimento do fato, o estudo do mesmo e a comparação com outras vertentes, sabendo diferenciar a história oral da escrita, reconhecendo a supremacia da escrita sobre a oral, mas preocupando-se também em preservar a história oral na ausência de documentação científica dos fatos. É um projeto ousado porque remexe o baú da história oral; desfazendo mitos, tocando em melindres pessoais e vaidades toscas, mas é essencial porque a elucidação de certos fatos históricos trará para o ensino formal da comunidade, o preenchimento de uma lacuna deixada pela ausência da data de fundação/descobrimento de Jaraguá, diferenciando o que é fundação e o que é emancipação, além de sacramentar para Jaraguá a sua real identidade, colocando-a em seu verdadeiro lugar, ao lado das cidades históricas surgidas no ciclo do ouro em Goiás. O Projeto Abordagens Históricas acredita acima de tudo que os anseios populares não se resumem à materialidade, pois os anseios culturais são intrínsecos, existem na alma humana e como os outros, devem ser atendidos.
  • 3. Apresentação Antiga Escola Ruy Barbosa O ensino formal em Jaraguá teve início por volta de 1.927, com a fundação da primeira escola Estadual de Jaraguá, a Escola Ruy Barbosa, hoje chamada Manoel Ribeiro de Freitas Machado, em homenagem ao intendente (Prefeito Municipal) à época e doador do terreno para a construção da escola. Na verdade, o ensino escolar já era praticado em Jaraguá, mas funcionava apenas em casa de particulares, atendendo apenas às classes mais altas da sociedade. Nesta época, a história sobre a fundação/descobrimento da cidade de Jaraguá era contada por professores como sendo a cidade fundada por volta de 1.727 a 1.729, por um português chamado Manoel Rodrigues Tomar e que o nome Jaraguá era originário de uma tribo de índios que aqui viviam, os “índios jaguarás” que segundo estudiosos indígenas, jamais existiram. Esta história atravessou as décadas de 40, 50, 60 e 70 sendo contada desta maneira por vários professores, pois foi somente a partir dos anos de 1.980 é que os modernos escritores começaram a trabalhar com uma nova hipótese, 1.731, 1.732. No final de 1.995, talvez notando o emaranhado histórico em que se encontrava a história de Jaraguá, a Pontifícia Universidade Católica de Goiás – PUC, através do Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia – IGPA começa a desenvolver em Jaraguá um trabalho de pesquisa intitulado “memória e patrimônio, um projeto de estudo sobre Jaraguá”, coordenado pela Professora Dulce Madalena Rios Pedroso. O projeto trouxe consigo mais uma
  • 4. data para a fundação e ou descobrimento de Jaraguá: 1.736, diferenciando-se das demais datas apresentadas por ser, segundo o projeto, pautada em documentação científica. Em 1.998, mesmo já sendo conhecedora da data de 1.736 proposta pelo projeto, a professora e escritora jaraguense Maria Helena de Amorim Romacheli lança o livro ”História de Jaraguá” e em sua obra, ela pressupõe que o Arraial do Córrego do Jaraguá foi fundado/descoberto do outro lado da serra em uma região chamada São Januário, entre os anos de 1.722 a 1.725. Embora o livro da escritora e professora Maria Helena seja no momento uma das maiores obras de pesquisa sobre Jaraguá, a suas suposições sobre o local e a data de fundação/descobrimento da cidade são oriundas da oralidade, não possuindo qualquer embasamento científico que justifique tais afirmativas; bem como todas as outras datas, 1.727 a 1.729 e 1.731, 1.732. Sem dúvida alguma, este projeto, além de ser um grande mote para um profundo estudo sobre a questão, torna-se algo obrigatório pelas autoridades educacionais e culturais de Jaraguá provocar o resgate de nossa história tão lida comentada, encenada e amada num passado não tão longínquo assim.
  • 5. Objetivos O objetivo geral do Projeto “Abordagens Históricas” é o disciplinamento do próprio estudo e entendimento da história – seu conceito, divisão e pretensão da mesma, bem como saber aplicá-la em nossos conhecimentos. Especificamente, o projeto objetiva a pretensão de se oficializar uma data de fundação/descobrimento para Jaraguá, visando corrigir distorções no âmbito cultural e escolar, causadas pela ausência de uma data de fundação/descoberta. A partir de 1.960 a história sobre a fundação/descobrimento de Jaraguá parece ter vivido à revelia e a bel prazer de escritores, pois cada um ao escrever seu livro, supõe uma história de fundação para Jaraguá que desde 1.960 até a atualidade recebeu ao todo oito (8) supostas datas de fundação. Tanta complicação não deixa de ser um bom motivo para a pesquisa histórica no 2º e 3º graus de ensino, mas em se tratando de educação primária, a problemática urge sim de um profundo estudo disciplinador destas questões tão relevantes. É onde se cruzam as velhas companheiras: EDUCAÇÂO E CULTURA. Educação e Cultura, dois pólos de um continuum, duas partes de um todo, que não podem se isolar, mas, antes de tudo, articulam-se, completam-se e se alimentam mutuamente possibilitando uma relação de identidade cultural. Uma tradição só se firma e se mantém como tal na medida em que é capaz de renovar-se. Se não se renova, a “tradição” está fadada ao desaparecimento. O mesmo acontece com a história, necessita cotidianamente de renovação.
  • 6. Justificativa Atendendo à reivindicação dos professores, em relação à necessidade de disciplinamento no estudo da fundação/descobrimento de Jaraguá, a Secretaria Municipal de Educação e a Superintendência de Cultura promoveram o 1º. Simpósio Municipal da História da Fundação de Jaraguá, com o objetivo específico de que da discussão acadêmica, pudesse surgir entre as 7 datas supostas sobre a fundação/descobrimento da cidade, uma data que pudesse ser oficializada, bem como também aprofundar a discussão em relação à origem do nome da cidade, e ao seu fundador. Jaraguá é uma das mais antigas cidades históricas de Goiás, fundada nos primórdios da exploração aurífera da antiga Província de Goyáz. Contudo, pouco se conhece de sua história. O que existe são resenhas sobre a história da cidade, coletâneas sobre folclore, e alguns livros, muitos desses não possuem autoridade científica para a abordagem; porém, é de pouco alcance histórico, necessitando desse modo, de pesquisas mais significativas que apresentem resultados mais consistentes que possam ser aproveitados, entre outros, pelas Escolas Municipais para aprimorar o estudo da história local. Além do clamor dos professores em relação aos imbróglios envolvendo a história da fundação/descobrimento da cidade, tal projeto também se justifica pela necessidade de se resgatar a cidadania jaraguense, oficializando uma data de fundação/descobrimento para a cidade, visto que a mesma configura nos meios de comunicação constando atualmente com 129 anos de Emancipação Política, sendo até mesmo entendida por muitos como sendo data de fundação/descobrimento, quando na verdade a cidade é bicentenária e possui 275 anos de existência. Desta forma o Município de Jaraguá passará então a adotar e comemorar também sua data de fundação/descobrimento, resgatando sua memória material e imaterial e que estas elucidações passem a ocupar os espaços de memória, como os museus, arquivos, escolas e bibliotecas, contribuindo para sua importância cultural, social e política.
  • 7. Metodologia A memória coletiva necessita de suportes para manter-se disponível e em permanente ressignificação, contribuindo para a extensão dos direitos culturais, trazendo para a sociedade uma história consistente, desmistificando suposições aleatórias e abrindo caminho para que o estudo da história possa prosseguir cientificamente, já que a história sempre é mutável. O Projeto “Abordagens Históricas” defende inteiramente o projeto Memória e Patrimônio – Uma proposta de estudos sobre Jaraguá, iniciado no ano de 1.995, proposto pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás – PUC- GO, através do Instituto Goiano de Pré-história e Antropologia – IGPA, coordenado pela Mestra em História desta instituição, Professora Dulce Madalena Rios Pedroso. Baseando-se neste projeto, o Conselho Consultivo Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico de Jaraguá usará todo o estudo já desenvolvido pelo Projeto Memória e Patrimônio em relação à data de fundação/descobrimento. Para tanto adotamos as resoluções obtidas durante a realização de estudos com professores, alunos, agentes culturais, publicações de livros, audiências públicas, conselheiros do patrimônio, conferência e simpósio desenvolvidos nestes 16 anos. Notando a dificuldade em se reunir periodicamente todos os interessados no estudo, o Conselho tomou a resolução de fazer os trabalhos de estudo históricos para este projeto da seguinte maneira: Reunir primeiramente os Conselheiros de Cultura que levarão as resoluções para uma segunda reunião com os professores e posteriormente todas as resoluções tomadas deverão ser levadas para um Parecer Final da Tutora do projeto, Professora Dulce Madalena Rios Pedroso. Esta ponte, conselho consultivo / Tutora da P.U.C. ficará à do presidente do conselho, professor aposentado estadual, escritor, imortal da Academia jaraguense de letras e membro atuante do projeto Memória e Patrimônio em todos estes l6 anos de pesquisas ininterruptas, João Luiz das Graças Soares. - 1.995 – Início dos estudos da Professora Dulce M. R. Pedroso, projeto “Memória e Patrimônio – Uma proposta de estudos sobre Jaraguá” – PUC-GO; - 1.999 - Escrita do livro Revista de divulgação científica P.U.C. sob o tema “Jaraguá, a formação de um povoado”;
  • 8. - 2.005 – Lançado o livro Cenário da memória goiana: “O caso Jaraguá” – AGEPEL e o livro “Fragmentos da História de Jaraguá”, pelo professor João Luiz das Graças Soares; - 2.008 - Escrita e publicação do livro “Parceiros da História” – Prefeitura Municipal de Jaraguá; - 2.009 – outubro. I Conferência Municipal de Cultura de Jaraguá – Diagnóstico da problemática à cerca das datas de fundação de Jaraguá, que se encontrava em um emaranhado de suposições mais orais que escritas; - 2.010 – maio. SIMPÓSIO - Embora durante o Simpósio tenha havido boas defesas sobre as datas de fundação apresentadas, no momento não foi possível apreciar nenhuma data devido aos exaltados ânimos dos participantes; - 2.010 – maio. Reunião específica sobre a data de fundação/descobrimento de Jaraguá. Ata N° 02 – Conselho do Patrimônio – Nesta reunião, realizada no auditório do Palácio da Educação, às l4 horas, do dia 26 do corrente mês, decidiu-se que, os professores passariam a trabalhar com a data de 1.736 para a fundação/descobrimento de Jaraguá, contemplada por unanimidade pela maioria dos presentes à reunião, principalmente por ser ela a única data entre as 7 datas supostas que possui registro escrito na chamada I História escrita sobre Goiás, um documento chamado “Notícias da Província de Goyaz e todas as cousas nela notáveis até o ano de 1.783”, escrito a partir de Ordem Régia expedida por Dona Maria I, Rainha de Portugal, determinando em 1.782 que fossem escritas as memórias de todos os arraiais auríferos de Goiás;
  • 9. E sobre Jaraguá, o documento diz que o local foi descoberto em 1.736 por pretos faiscadores do ouro. (cópia da microfilmagem) Este valioso acervo histórico foi publicado em 20/07/1.783 e encontra-se no terceiro andar Sessão de Manuscritos da Imperatriz Tereza Cristina, na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, e sua “microfilmagem” na Superintendência de Cultura de Jaraguá, estando à disposição dos interessados para verificação. - 2.010 – maio – Pesquisa aos arquivos do Instituto de Pesquisas e Estudos Históricos do Brasil Central IPHBC, tomada do conhecimento do local exato da localização da Notícia Geral da Capitania de Goiás através de documentações apresentadas pela Professora Dulce Madalena Rios Pedroso; - 2.010 – junho. Reunião entre os Conselheiros – Primeiro pedido de busca de manuscritos sobre “Descripção da Capitania de Goyáz, e tudo o que nella hé notável” ao Arquivo Nacional, sendo o pedido remetido à Fundação Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro. Após recebermos o documento, notamos que se tratava da “Descripção da Capitania de Goyáz, e tudo o que nella hé notável” elaborada no século XIX pelo Pe. Silva e Souza em 1.812, sendo que a pretendida era a “Descripção da Capitania...” datada de 1.783, do Século XVIII; - 2.010 – junho – Nova pesquisa aos arquivos do Instituto de pesquisas e Estudos Históricos do Brasil Central IPHBC; - 2.010 – agosto. Reunião com professores Estadual e Municipal – Nesta reunião tratamos do equívoco em relação aos documentos solicitados à Biblioteca Nacional, aproveitando enfatizamos mais uma vez com os professores a data de 1.736 como sendo a data de fundação/descobrimento da cidade; - 2.010 – setembro. Reunião de Conselheiros com a Tutora do projeto - Estas reuniões com a tutora do projeto trataram sempre de estar levando para ela as resoluções tomadas nas reuniões com professores e conselheiros de cultura para avaliação da mesma sobre o andamento do projeto de oficialização da data de fundação/descobrimento;
  • 10. - 2.010 – novembro - Novo pedido feito à Fundação Biblioteca Nacional, que após minuciosa busca nos manuscritos, encontraram sob Códice 13,4,10 o documento solicitado: Descripção da Capitania de Goyáz, e tudo o que nella hé notável até o ano de 1.783”. - In BOHM, João Henriques. Correspondência com o Marechal Bohm - Fundação Biblioteca Nacional Divisão de Informação Documental. Este valioso acervo histórico foi publicado em 1.783 e encontra-se no terceiro andar Sessão de Manuscritos da Imperatriz Tereza Cristina, na Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro; - 2.010 – dezembro – Recebimento dos manuscritos (microfilmagem) referentes à “Descripção da Capitania de Goyáz, e tudo o que nella hé notável até o ano de 1.783”; - 2.010 – dezembro – Audiência pública na Câmara Municipal de Jaraguá com o Professor João Luiz, Presidente do Conselho do Patrimônio Histórico de Jaraguá; - 2.010 – dezembro – Audiência pública na Câmara Municipal de Jaraguá com a mestra em História da PUC-GO, professora Dulce Madalena Rios Pedroso; - 2.010 – dezembro - Novo encontro com a tutora do projeto para repasse de informações e coleta de seu aval; - 2.011 – janeiro – Coleta de dados para arremate do estudo do projeto; - 2.011 – fevereiro - Encontro de estudo de texto sobre a história da fundação de Jaraguá, com professores do município e do estado: * Dia 14 – Escola Municipal José Peixoto da Silveira (7:00 às 9:00h); * Dia 14 – Escola Municipal Hilda Gonçalves Trindade (17:00 às 19:00h); * Dia 15 – Escola Municipal Adventista (17:00 às 19:00h); * Dia 16 – Escola Municipal Maria Catarina de Freitas (13:30 às 15:30); * Dia 17 – Escola Municipal Lyra Machado (17:00 às 19:00h); * Dia 18 – Colégio Estadual Diógenes de Castro Ribeiro (7:00 às 8:30h); * Dia 21 – Escola Municipal Affonsina de Freitas (17:00 às 19:00h); * Dia 22 – Colégio Estadual Silvio de Castro Ribeiro (7:00 às 8:15h); Escola Municipal Pequeno Príncipe (17:00 às 19:00h); * Dia 23 – Colégio Estadual São José (7:00 às 8:30h), visita às Rádios de Jaraguá; * Dia 24 – Centro Educacional Mérito (7:00 às 8:15), envio de e-mail para jornais locais e Jornal O Popular; * Dia 25 – Escola Municipal Ana Edith (7:00 às 9:00h);
  • 11. * Dia 28 – Escola Municipal José Peixoto Unidade II (17:00 às 19:00h); - 2.011 – fevereiro – Visita a Radio Cidade de Jaraguá – entrevista ao vivo – esclarecimentos sobre o projeto; - 2.011 – fevereiro – Publicação no Jornal O Popular da carta “Jaraguá Bicentenária”, fazendo alusão ao Projeto História e Memória de Jaraguá; - 2.011 – março dia 14 – Encontro com a tutora do projeto Professora Dulce M. R. Pedroso para finalização do projeto Abordagens Históricas, no Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia – PUC-GO; - 2.011 – março – Publicação no Jornal O Popular da carta “História recontada”; - 2.011 – Solicitação oficial à Câmara Municipal, sobre oficialização da data de fundação de Jaraguá, baseado nos estudos propostos; - 2.011/2.012 – escrita e publicação do novo texto sobre a história da fundação de Jaraguá.
  • 12. Conclusão O desenvolvimento do Projeto Memória e Patrimônio em Jaraguá nestes 16 anos de estudos ininterruptos foram importantes nas elucidações à cerca de certos fatores da história de nossa cidade. Entendemos ser de suma importância para a cultura local, compreender os fatores históricos, uma vez que o momento é profícuo para se implantar a pesquisa histórica envolvendo a participação da comunidade. Jaraguá, por ser uma cidade antiga, possui famílias tradicionais e estas têm um interesse notável pela história de seu município. Sem dúvida, um projeto desta envergadura tocará em velhas feridas e antigos melindres, desvendando mitos e lendas, trazendo para Jaraguá sua identidade imaterial, preenchendo uma das lacunas existentes em nossa história, contribuindo com a educação formal dos alunos, elucidando questões muitas vezes esquecidas e até mesmo não valorizadas por muitos. Reconhecendo tais estudos, o Município de Jaraguá passará então a possuir uma identidade própria, vendo-se como um dos poucos municípios goianos a desenvolver estudos e pesquisas sobre sua história, democrática e academicamente em comunidade. Partindo desse ponto, poderemos oferecer sustentação para futuras pesquisas, em vários ramos do saber, bem como, apoiar a comunidade na construção e ampliação de seus horizontes históricos-culturais. Após longos anos de minuciosos estudos concluímos em conjunto com estudiosos que as ricas jazidas auríferas encontradas no Arraial do Córrego do Jaraguá foram descobertas por pretos faiscadores do ouro no ano de 1.736. Quanto à fundação do Arraial do Córrego do Jaraguá, enquanto a história oral afirma ser Manoel Rodrigues Tomar, o mesmo fundador de “Meya Ponte”, estudiosos da atualidade afirmam que a fundação coube aos primeiros moradores do arraial, que vieram atraídos pela notícia de um novo eldorado. “Todos nós somos responsáveis pela educação, e cabe a cada um cumprir a sua parte” Dulce Madalena Rios Pedroso Tutora Paulo Vitor Avelar Superintendente de Cultura João Luiz das Graças Soares Presidente do Conselho Caio Cezar Alves Bravo Conselheiro Conselho Consultivo Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico de Jaraguá conselhodopatrimonio-jaragua@hotmail.com
  • 13. Bibliografia Taques, Pedro - Os Martírios de Cristo –– “Roteiros de Bandeiras em Goiás”. Palacin, Luis – “O século do Ouro em Goiás”- Estrutura e conjuntura de uma Capitania – UCG – 1994. Revista de divulgação Científica – IGPA-PUC-GO. Romacheli, Maria Helena de Amorim – 1998 Kelps – História de Jaraguá. - In BOHM, João Henriques. Correspondência com o Marechal Bohm Descripção da Capitania de Goyáz, e tudo o que nella hé notável até o ano de 1.783”. - Fundação Biblioteca Nacional Divisão de Informação Documental. Vários autores - Parceiros da História – Prefeitura Municipal de Jaraguá – Kelps – 2008. Bertran, Paulo - “Notícias Geral da Capitania de Goiás” – 1997. Almeida, Neli Alves de – História de Jaraguá.. Ataídes, Jézus Marco – Sob o signo da violência. Mitidieri, José – “Manual de gramíneas e leguminosas para pastos tropicais” – São Paulo – Editora Nobel – 1983. Pedroso, Dulce Madalena Rios – Projeto “memória e patrimônio, um projeto de estudo sobre Jaraguá”. Pedroso, Dulce Madalena Rios – “O povo invisível” - PUC – GO. Saint-Hilaire, Auguste – “Viagem à Província de Goyáz”- Itatiaia – 1975. Sales, Gilka V.F. – “Economia e escravidão no Goiás Colonial” Silva e Souza - Descripção da Capitania de Goyáz, e tudo o que nella hé notável”. - datada de 1812. Ortêncio, Waldomiro Bariani – “Dicionário do Brasil Central”- 2009. Bueno, Francisco da Silveira - Dicionário Tupi/Guarani/Português - l982.