   Liga-se à Literatura Fantástica;
   Transpõe para outro tempo ou espaço temas
    clássicos da Literatura;
   Cultiva o espírito heróico, aventureiro,
    grandes perigos e gigantescas batalhas;
   Coloca personagens jovens como defensores
    de um universo cuja harmonia está em perigo
    e deve ser restaurada;
   Relaciona-se às mitologias primitivas, lendas
    épicas, contos de fadas e narrativas épicas;
    Primeira obra considerada “oficialmente” como FC é
         Frankenstein, de Mary Shelley, publicada em 1818;

       Nessa obra, o
        cientista Victor
        Frankenstein
        usa pedaços de
        cadáveres para
        “fabricar” um
        ser humano e
        energia
        elétrica para
        lhe dar vida.
   Hugo Gernsback foi editor
    da primeira revista de FC
    publicada, a Amazing
    Stories (1926);
   Posteriormente, a
    Amazing Stories se tornou
    uma série de TV de
    relativo sucesso (1965)
   Fim do mundo;
   Contatos com outros
    mundos;
   Universos alternativos
    (outras dimensões);
   Estudo, controle e
    compreensão da mente
    humana;
   Espaços interiores
    (máquinas
    maravilhosas);
   Vida artificial (robótica).
   Sensação de
    estranheza diante do
    mundo;
   Crise e reafirmação
    da própria
    identidade;
   Impulso para
    enfrentar grandes
    desafios e mudar o
    mundo;
   Tensão permanente entre o conhecido e o
    desconhecido. Ex.: chegada de um
    personagem estranho a Terra ou de um ser
    humano a um espaço ou tempo diferente do
    nosso;
   Situações “além da imaginação” nas quais é
    necessário identificar, prever e controlar
    fenômenos inexplicáveis, como um cientista
    diante de um problema no laboratório;
   Ciência: triunfo do conhecido sobre o
    desconhecido;
   Ciência: benefícios X malefícios (bomba
    atômica, dinamite);
   Cientista: vilão ou herói.
    O que há de comum entre
    Newton e Dr.
    Frankenstein é a
    curiosidade pelo
    desconhecido;
   FC utiliza matéria-prima
    da ciência, mas manipula
    instrumentos da ficção;
   FC não tem compromisso com a
    verdade, mas com a imaginação e fantasia;

Uma boa história de FC é a que consegue
 mostrar um universo diferente e em geral
 mais complexo que o nosso, com uma
 coerência satisfatória.
   O objetivo da FC não é prever o futuro, mas
    muito autores acreditam que ela deve dar um
    passo à frente da Ciência, prever seus
    desdobramentos, antecipar-se a eles;
   No livro Ralph 124C
    41+, de 1925, Hugo
    Gernsback previu o
    radar (2ª. Guerra
    Mundial), o voo
    espacial, a luz
    fluorescente, móveis de
    fibra de vidro, gravação
    magnética, microfilmes,
     televisão, entre outros;
   Ele era técnico em
    eletricidade e tinha
    interesse por rádio. Estava
    em dia com a ciência e
    tinha noção aproximada
    do que estava ao alcance
    da tecnologia;
   Julio Verne desenhou com clareza o que
    seriam as viagens à Lua, o
    submarino, equipamentos de
    mergulho, entre outros.
   Tentativa de fusão ou aproximação entre
    elementos de diferentes áreas do
    conhecimento (humor + física
    nuclear, cibernética + surrealismo, biologia +
    religião);
   Semelhança de estrutura com outras formas
    clássicas de narrativas (viagens
    imaginárias, formas populares de contos de
    fadas, lendas, mitos, histórias de aventuras
    ou de terror);
   Recorrência de imagens e temas
    desenvolvidos a partir do fim do século XIX
    (Julio Verne, H. G. Wells) e fixados nos pulp
    magazines entre as décadas de 1920-1940;
   A partir dos anos 1960 se aproxima do mundo
    acadêmico e de alguns movimentos culturais
    de vanguarda e contemporâneos.

Ficção científica

  • 2.
    Liga-se à Literatura Fantástica;  Transpõe para outro tempo ou espaço temas clássicos da Literatura;  Cultiva o espírito heróico, aventureiro, grandes perigos e gigantescas batalhas;  Coloca personagens jovens como defensores de um universo cuja harmonia está em perigo e deve ser restaurada;  Relaciona-se às mitologias primitivas, lendas épicas, contos de fadas e narrativas épicas;
  • 3.
    Primeira obra considerada “oficialmente” como FC é Frankenstein, de Mary Shelley, publicada em 1818;  Nessa obra, o cientista Victor Frankenstein usa pedaços de cadáveres para “fabricar” um ser humano e energia elétrica para lhe dar vida.
  • 4.
    Hugo Gernsback foi editor da primeira revista de FC publicada, a Amazing Stories (1926);  Posteriormente, a Amazing Stories se tornou uma série de TV de relativo sucesso (1965)
  • 5.
    Fim do mundo;  Contatos com outros mundos;  Universos alternativos (outras dimensões);  Estudo, controle e compreensão da mente humana;
  • 6.
    Espaços interiores (máquinas maravilhosas);  Vida artificial (robótica).
  • 7.
    Sensação de estranheza diante do mundo;  Crise e reafirmação da própria identidade;  Impulso para enfrentar grandes desafios e mudar o mundo;
  • 8.
    Tensão permanente entre o conhecido e o desconhecido. Ex.: chegada de um personagem estranho a Terra ou de um ser humano a um espaço ou tempo diferente do nosso;  Situações “além da imaginação” nas quais é necessário identificar, prever e controlar fenômenos inexplicáveis, como um cientista diante de um problema no laboratório;
  • 9.
    Ciência: triunfo do conhecido sobre o desconhecido;  Ciência: benefícios X malefícios (bomba atômica, dinamite);
  • 10.
    Cientista: vilão ou herói. O que há de comum entre Newton e Dr. Frankenstein é a curiosidade pelo desconhecido;  FC utiliza matéria-prima da ciência, mas manipula instrumentos da ficção;
  • 11.
    FC não tem compromisso com a verdade, mas com a imaginação e fantasia; Uma boa história de FC é a que consegue mostrar um universo diferente e em geral mais complexo que o nosso, com uma coerência satisfatória.
  • 12.
    O objetivo da FC não é prever o futuro, mas muito autores acreditam que ela deve dar um passo à frente da Ciência, prever seus desdobramentos, antecipar-se a eles;
  • 13.
    No livro Ralph 124C 41+, de 1925, Hugo Gernsback previu o radar (2ª. Guerra Mundial), o voo espacial, a luz fluorescente, móveis de fibra de vidro, gravação magnética, microfilmes, televisão, entre outros;
  • 14.
    Ele era técnico em eletricidade e tinha interesse por rádio. Estava em dia com a ciência e tinha noção aproximada do que estava ao alcance da tecnologia;
  • 15.
    Julio Verne desenhou com clareza o que seriam as viagens à Lua, o submarino, equipamentos de mergulho, entre outros.
  • 16.
    Tentativa de fusão ou aproximação entre elementos de diferentes áreas do conhecimento (humor + física nuclear, cibernética + surrealismo, biologia + religião);  Semelhança de estrutura com outras formas clássicas de narrativas (viagens imaginárias, formas populares de contos de fadas, lendas, mitos, histórias de aventuras ou de terror);
  • 17.
    Recorrência de imagens e temas desenvolvidos a partir do fim do século XIX (Julio Verne, H. G. Wells) e fixados nos pulp magazines entre as décadas de 1920-1940;  A partir dos anos 1960 se aproxima do mundo acadêmico e de alguns movimentos culturais de vanguarda e contemporâneos.