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O ‘TREM DE FERRO’ QUE ‘PASSA’ A
ORALIDADE: uma análise que aborda a
estética oral do poema de Manuel
Bandeira.
Discentes:
Amanda Rodrigues
Gabriel da Silva
Gustavo Henrique
Heloise Aparecida
Introdução
 Poema: “Trem de Ferro”(1936), Manoel Bandeira.
 Usando esse corpus, trabalhar a oralidade como uma
especificação de linguagem que junto da textual do gênero
poético, estabelecem uma composição estética de
significados.
 Trabalhando a leitura de literatura não é uma decodificação,
mas sim uma incorporação de valores, como já dizia Antonio
Candido:
Alterando um conceito de Otto Ranke sobre o mito, podemos dizer que a literatura é o sonho
acordado das civilizações. Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio psíquico sem o
sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Deste modo, ela é fator
indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade,
inclusive porque atua em grande parte no subconsciente e no inconsciente. Neste sentido, ela
pode ter importância equivalente à das formas conscientes de inculcamento intencional, como a
educação familiar, grupal ou escolar. Cada sociedade cria as suas manifestações ficcionais,
poéticas e dramáticas de acordo com os seus impulsos, as suas crenças, os seus sentidos, as
suas normas, a fim de fortalecer em cada um a presença e atuação deles. (p.04)
CANDIDO, Antonio. Direitos humanos e literatura. In: A.C.R. Fester
(Org.) Direitos humanos E..., Cjp/Ed. Brasiliense, 1989.
 Ao trabalhar com a poesia na perspectiva recepcional
retomamos o lúdico, o mágico, o sentimental, partimos
da realidade dos alunos, daquilo que eles podem
entender e chegarmos aos clássicos. Já dizia Itálo
Calvino, os clássicos são livros que atingem
particularmente, de forma inesquecível, se ocultando na
memória, mimetizando-se com o inconsciente coletivo e
individual.
 Tentamos construir sentidos para este tipo de leitura,
levando-os a perceberem a poesia no mundo e na vida.
No seu texto Nuccio Ordine, nos diz que dinheiro por
dinheiro, poder pelo poder, é uma lógica desumana e
que no universo do utilitarismo, um martelo vale mais
que uma sinfonia. Então, como professores precisamos
quebrar esse utilitarismo, e, sendo de língua portuguesa,
temos que fazer isso com base o texto literário.
 Ler poesias é antes de tudo apropriar-nos de um universo
mágico, capaz de seduzir nossos alunos, é conhecermos
estruturas em versos, com rimas ou não, com estrofes ou
não. É sermos capazes de ler nas entrelinhas,
enxergarmos a denúncia, a mensagem de amor ou de
ódio, o encantamento ou desencantamento do eu lírico
com a vida e com o mundo. Também temos esses
valores, trabalhados no texto do T.S. ELIOT, como quando
ele afirma:
[...]poesia é uma constante advertência a tudo aquilo que só pode ser
dito em uma língua, e que é intraduzível [...] há sempre comunicação de
alguma nova experiência, ou uma nova compreensão do familiar, ou a
expressão de algo que experimentamos e para o que não temos
palavras — o que amplia nossa consciência ou apura nossa
sensibilidade. (p. 05)
ELIOT, T. S. De poesia e poetas. São Paulo: Brasiliense, 1991. (p. 25-
37)
 Pensando nisso, sobre o eu lírico, temos a ideia apresentada pela
Salete Cara, que nos diz sobre o sujeito lírico é quem efetua as
escolhas de linguagem em um texto, sua existência brota da
estruturação do texto. E o leitor participa das operações efetuadas
pelo sujeito lírico, pois o leitor é a metade indispensável à
significação do texto.
 para ela o poeta moderno usa-se da linguagem alegórica e
fragmentada para dialogar com a tradição. Quanto mais são
utilizadas as próprias possibilidades internas da linguagem - ritmo,
sonoridade, ambiguidade de sentidos, organização inédita de
imagens e associações criativas - abandonando regras e modelos,
o fenômeno lírico se expande e se emancipa.
 Ao que se diz, sobre o eu lírico, ela ainda lembra que não se deve
confundir o sujeito lírico com o poeta. O sujeito lírico não se refere
a uma determinada pessoa, e o poema também não é apenas um
“armazém de emoções”. O sujeito lírico é o próprio texto, e é
apenas no texto que o poeta real transforma-se em sujeito lírico.
“Mesmo naqueles textos para cuja total compreensão a biografia do autor
pode ajudar, o “eu” que fala no poema não se refere apenas ao poeta que
escreveu o texto” (1989, p 48).
 estamos falando desses valores por meio do ensino de
língua portuguesa, é preciso apresentar esse ensino
sempre pensando no ‘texto’ como a porta de entrada para
esses assuntos, ou seja, é preciso se ater ao corpus
literário para o ensino de língua.
 Devido isso pensamos sobre o método recepcional. Mas
para esse método obter sucesso, o professor precisa ser
um papel fundamental disso
 Todo leitor possui, mesmo antes de entrar em contato
com uma obra, um horizonte de vida, de mundo, horizonte
de valores, decorrentes de suas experiências. Esse
horizonte, diante da obra literária, sofrerá alterações ou
ficará inalterado.
 (...) o texto pode confirmar ou perturbar esse horizonte, em termos
das expectativas do leitor, que o recebe e julga por tudo o que já
conhece e aceita. O texto, quanto mais se distancia do que o leitor
espera dele por hábito, mais altera os limites desse horizonte de
expectativas, ampliando-os. Isso ocorre porque novas
possibilidades de viver e de se expressar foram aceitas e
acrescentadas às possibilidades de experiência do sujeito. Se a
obra se distancia tanto do que é familiar que se torna
irreconhecível, não se dá a aceitação e o horizonte permanece
imóvel. (AGUIAR E BORDINI 1993, p.87).
 AGUIAR,Vera Teixeira; BORDINI, Maria da Glória. Literatura e
Formação do leitor: alternativas metodológicas. Porto Alegre:
Mercado Aberto, 1993.
 Com essa intenção, iremos apresentar a construção do
poema, não apenas em sua definição, mas em seu uso,
possibilitando uma leitura dessa produção, que não
apenas a decodificação habitual proposta.
Fiorin (2014), no começo do seu livro, afirma:
A escola ensina os alunos a ler e a escrever orações e períodos e exige que
interpretem e redijam textos. Algumas pessoas poderiam dizer que essa afirmação
não é verdadeira, porque hoje todos os professores dão aulas de redação e de
interpretação de textos. [...] pede que os alunos escrevam sobre ele (texto), corrige
erros localizados na frase. A aula de interpretação de texto consiste em responder a
um questionário com perguntas que não representam nenhum desafio intelectual ao
aluno e que não contribuem para o entendimento global do texto. (p. 10)
FIORIN, José Luiz. Elementos de análise do discurso. 15ªed. São Paulo: Editora
Contexto, 2014.
 sobre essas questões, a proposta tem a intenção de realizar uma
leitura crítica sobre o texto literário, para que seja possível
perceber os valores ideológicos que se estão presentes nesse
discurso, questionando. É preciso refletir sobre a articulação
estética realizada por ele, que possibilita realizar uma leitura mais
ampla do texto literário, a partir disso é permitido alcançar no texto
literário a humanização, proposta por Cândido.
Público Alvo
 O público alvo será os alunos do 1º ano do ensino médio.
Tema
O ‘TREM DE FERRO’ QUE ‘PASSA’ A ORALIDADE: uma análise que
aborda a estética oral do poema de Manuel Bandeira.
O mote dessa atividade é a apresentação de uma leitura que se
valha de uma interpretação, que rompa os limites das definições da
gramática normativa, será feita ainda uma análise estrutural. Entretanto
estimulando a manifestação ideológica desse ator narrativo que se
apresenta na forma gênero textual e sendo possível identificar a
discursividade.
Objetivos
Estimular o exercício de uma leitura interpretativa que fuja
do olhar, que o texto literário é apenas um gênero textual;
 Apresentar que o ensino de literatura que deve ter como
foco o ensino do texto literário e a partir dele apresentar a
manifestação da técnica da forma x conteúdo no texto;
 Evidenciar que a leitura crítica sobre os enunciados;
 Produzir um texto dissertativo, que exprima os fatores
discutidos;
Conhecimento Prévio
 O alunos precisam conhecer já sobre os gêneros textuais.
 Verbos e suas modalidades verbais e pessoais.
 O que levou ao movimento modernista.
 Conhecimento extra a aula de língua português: revolução
industrial, globalização.
Duração
 A sequencia didática terá duração de 06 horas aulas. Que
será disposta da seguinte forma
 2 horas aulas – Atividade 01
 2 horas aulas – Atividade 02
 2 horas aulas – Atividade 03
Atividade 01
O alunos irão ler o poema “Trem de Ferro”, de Manoel
Bandeira. publicado em 1936, em Estrela da Manhã. Em
2004, o mesmo poema foi inserido na Coleção Magias
Infantil da Global Editora, enriquecido pelas ilustrações
de Gian Calvi. Em 2013, a obra ganha uma nova edição
com capa reformulada e formato diferente.
Introduzir o autor:
- Quem foi
- Período
- Movimento literário ao qual pertence
- Alguns pontos que cerca a sua obra
TREM DE FERRO
Café com pão
Café com pão
Café com pão
Virge Maria que foi isso
maquinista?
Agora sim
Café com pão
Agora sim
Voa, fumaça
Corre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força
Oô…
Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pasto
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
De ingazeira
Debruçada
No riacho
Que vontade
de cantar!
Oô…
Quando me prendero
No canaviá
Cada pé de cana
Era um oficiá
Oô… Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra matá minha sede
Oô…
Vou mimbora vou mimbora
Não gosto daqui
Nasci no sertão
Sou de Ouricuri
Oô…
Vou depressa
Vou correndo
Vou na toda
Que só levo
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente…
 Em seguida o professor discutirá com os alunos sobre alguns
aspectos do poema propondo as seguintes questões:
 O que percebemos ao ler o poema? (nessa
parte caso os alunos não tenham entendido a questão, o professor
faça algumas questões do tipo: temos repetição? Temos verbos?
Tem alguma palavra diferente para vocês?)
Obs: Nesse momento pode-se falar que o poema tem a imitação
sonora de um trem em movimento. Que isso numa forma
estrutural do verbo temos a marcação pelo número de sílabas
poéticas no verso: quando está indo veloz e há trissílabos,
quando perde velocidade possui quatro ou cinco sílabas
poéticas. Que temos uma linguagem simples, opaca chama a
atenção sobre si. A escolha das palavras, dos sons e das
repetições possibilita ao leitor uma interpretação mais vívida do
conteúdo.
Quais são as marcas de oralidade? (algumas
dessas marcas: prendero, canaviá, mata, mimbora, )
Obs: Nessa questão o professor já deve apresentar algumas
informações, que já vão compor a proposta da atividade. Ex:
devido essa marca de oralidade, já é possível perceber um traço
de regionalidade, que traço é esse? Que se manifesta na
supressão do fonema final, uma marca de regionalização da
‘fala’ do caipira. Saliente que é fala, porque o aluno precisa
entender que esse manifestar textual está marcado em uma
ação de fala, precisa entender esse recurso do poema, como a
intenção de aproximar esse falante da situação que fecha o
poema.
- É possível encontrar um contexto histórico
no poema?
Obs: Nessa parte, jogue como dica o ano em que o
poema foi escrito, pergunte nessa época o que
estava ocorrendo no Mundo –> Brasil. Assim vai ser
possível trazer para a discussão do poema uma
manifestação cultural histórica da época, porque
para chegar no “Assunto de trem”, precisa mostrar
que o poema possui essas questões de embate
social presente na época. Com isso é possível
resgatar os valores que Candido já dizia da literatura
sendo a manifestação universal de todos os homens
de todos os tempos
Para pensar sobre, temos:
 Antes o poema...
 Revolução Industrial no Brasil: Enquanto na Europa acontecia a
Revolução Industrial, o Brasil, ainda colônia portuguesa, estava
longe do processo de industrialização. Isso no sec. XVIII.
 A industrialização no Brasil só começou verdadeiramente em 1930,
cem anos após a Revolução Industrial Inglesa. Durante o governo
de Getúlio Vargas, a centralização do poder no Estado Novo criou
condições para que se iniciasse o trabalho de coordenação e
planejamento econômico, com ênfase na industrialização por
substituição de importações.
 O café foi o principal produto de exportação brasileira até 1930,
época em que Manuel Bandeira criou o poema Trem de ferro. Para
que a produção do café pudesse chegar ao Porto de Santos com
maior rapidez, foram construídas ferrovias até a cidade de Santos
(SP).
Atividade 02
Depois desse primeiro contato com o poema, os alunos
irão ver/ouvir, uma versão desse enunciado. Que foi
inserida no programa Castelo Rá-tim-bum, na década de
90.
Passar o vídeo no link:
https://www.youtube.com/watch?v=4UWWxXUab7M
Então concluir com a discussão sobre os dois enunciados.
Realizando as seguintes questões
- O que percebemos agora com a versão oral, feita pelo
personagem “Gato Pintado”?
(nessa parte vamos discutir a presença da voz ao poema,
como por meio desse narrar vamos perceber a
sonorização que se constrói nos versos.)
Obs: É dado um destaque especial à leitura do poema, observando a postura, a
entonação do poema, que colaboram para a construção do significado do texto.
Os recursos de repetição das palavras, tamanho dos versos e rimas também são
enfocados. Por fim, o trabalho de compreensão permite que o aluno se
conscientize das possibilidades criadoras da palavra e desenvolva a apreciação
estética.
Na primeira estrofe não há nada no verso “café com pão”, que imediatamente
direcione o pensamento a um trem, não há mesmo qualquer referência direta. No
entanto, a repetição desse verso produz uma sequência de sons oclusivos e
explosivos, que em alternância com sons fricativos se assemelha ao barulho
proveniente do deslocamento de uma locomotiva sobre trilhos.
Café com pão
Café com pão
Café com pão
Café com pão
C f c p
C f c p
A repetição rápida desses fonemas e de
forma repetida, imita o som do trem no
trilho, quando está começando a andar
Ao mesmo tempo, o poema começa com o verso “Café com
pão” que é uma atividade comum de brasileiros ao começar
a sua rotina diária, até os dias atuais.
 Há em outros versos uma série de sons consonantais capazes de
imprimir à leitura uma cadência que sugere a ideia de
deslocamento em diferentes velocidades. A repetição o verso
“muita força”, por exemplo, se dá em um ritmo de leitura mais
lento, como se representasse o deslocamento por um trajeto
elevado, daí a necessidade de mais fogo na fornalha.
 Já nas ocorrências de “passa ponte/passa poste/passa pasto”, entre
outros transmite a ideia de um deslocamento mais veloz foi retomado e o
trem passa ligeiramente pela paisagem.
É importante mostrar a presença dos verbos, uma vez que o verbo
descreve uma ação, o poema se vê tomado de ações, uma seguida da
outra, com isso temos o descrever, que podemos associar a rotina das
pessoas daquela época, que era algo de intensa ação e correria.
A ambiguidade de alguns verbos.
Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pasto
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
Nessa parte temos uma ambiguidade.
“Foge, bicho/Foge, povo”, tanto da para ser
entendido como “sai da frente do trem” ao
pé dá letra, como “sai da frente do trem – as
estradas ferroviárias”, porque para a
implementação delas, muitos animais e
pessoas foram deslocadas – forçadas – de
sua morada. Um lado que o
desenvolvimento não fala.
Nessa parte temos outra ambiguidade. O verbo
“passar”, que como verbo exprime uma ação, essa
ação que pode ser atuada por um sujeito/coisa sobre
outro Sujeito/coisa. Então temos a ideia do sujeito no
trem passando por: ponte, poste, pasto, boi, boiada,
galho.... Mas em junção aos versos anterior que o
verbo fugir no imperativo, lança um aviso, tem-se a
ideia: Sai da frente que vou passar (numa ideia de
como fosse fazer um sanduíche, “passa paté, passa
maionese, passa molho...” dando efeito se
sobreposição do espaço. Onde esse sujeito tira o que
tinha no espaço geográfico e, “passa ponte, passa
poste, passa pasto, passa boi, passa boiada...”
Atividade 03
 O professor vai realizar uma proposta avaliativa, no formato de
produção textual dissertativa. Mas antes de solicitar a avaliação, vai
apresentar a seguinte objetivo:
 Passada as discussões sobre a leitura sempre precisar algo que deve
ser feito de forma crítica e atenta para a execução da linguagem. Onde
a escolha das palavras e o uso, vão ser capazes de representar os
seus posicionamentos diante o tema do texto.
 Considerando todos os pontos levantados durante as discussões, os
alunos deverão realizar um texto no formato dissertativo-argumentativo
que tente traduzir por meio da articulação da linguagem uma análise
sobre o poema que considere todos esse aspectos que precisam ser
levados em conta quando se realiza a leitura de um enunciado, em
especial o texto literário.
Fim!

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Análise da estética oral do poema 'Trem de Ferro' de Manuel Bandeira

  • 1. O ‘TREM DE FERRO’ QUE ‘PASSA’ A ORALIDADE: uma análise que aborda a estética oral do poema de Manuel Bandeira. Discentes: Amanda Rodrigues Gabriel da Silva Gustavo Henrique Heloise Aparecida
  • 2. Introdução  Poema: “Trem de Ferro”(1936), Manoel Bandeira.  Usando esse corpus, trabalhar a oralidade como uma especificação de linguagem que junto da textual do gênero poético, estabelecem uma composição estética de significados.  Trabalhando a leitura de literatura não é uma decodificação, mas sim uma incorporação de valores, como já dizia Antonio Candido: Alterando um conceito de Otto Ranke sobre o mito, podemos dizer que a literatura é o sonho acordado das civilizações. Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Deste modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade, inclusive porque atua em grande parte no subconsciente e no inconsciente. Neste sentido, ela pode ter importância equivalente à das formas conscientes de inculcamento intencional, como a educação familiar, grupal ou escolar. Cada sociedade cria as suas manifestações ficcionais, poéticas e dramáticas de acordo com os seus impulsos, as suas crenças, os seus sentidos, as suas normas, a fim de fortalecer em cada um a presença e atuação deles. (p.04) CANDIDO, Antonio. Direitos humanos e literatura. In: A.C.R. Fester (Org.) Direitos humanos E..., Cjp/Ed. Brasiliense, 1989.
  • 3.  Ao trabalhar com a poesia na perspectiva recepcional retomamos o lúdico, o mágico, o sentimental, partimos da realidade dos alunos, daquilo que eles podem entender e chegarmos aos clássicos. Já dizia Itálo Calvino, os clássicos são livros que atingem particularmente, de forma inesquecível, se ocultando na memória, mimetizando-se com o inconsciente coletivo e individual.  Tentamos construir sentidos para este tipo de leitura, levando-os a perceberem a poesia no mundo e na vida. No seu texto Nuccio Ordine, nos diz que dinheiro por dinheiro, poder pelo poder, é uma lógica desumana e que no universo do utilitarismo, um martelo vale mais que uma sinfonia. Então, como professores precisamos quebrar esse utilitarismo, e, sendo de língua portuguesa, temos que fazer isso com base o texto literário.
  • 4.  Ler poesias é antes de tudo apropriar-nos de um universo mágico, capaz de seduzir nossos alunos, é conhecermos estruturas em versos, com rimas ou não, com estrofes ou não. É sermos capazes de ler nas entrelinhas, enxergarmos a denúncia, a mensagem de amor ou de ódio, o encantamento ou desencantamento do eu lírico com a vida e com o mundo. Também temos esses valores, trabalhados no texto do T.S. ELIOT, como quando ele afirma: [...]poesia é uma constante advertência a tudo aquilo que só pode ser dito em uma língua, e que é intraduzível [...] há sempre comunicação de alguma nova experiência, ou uma nova compreensão do familiar, ou a expressão de algo que experimentamos e para o que não temos palavras — o que amplia nossa consciência ou apura nossa sensibilidade. (p. 05) ELIOT, T. S. De poesia e poetas. São Paulo: Brasiliense, 1991. (p. 25- 37)
  • 5.  Pensando nisso, sobre o eu lírico, temos a ideia apresentada pela Salete Cara, que nos diz sobre o sujeito lírico é quem efetua as escolhas de linguagem em um texto, sua existência brota da estruturação do texto. E o leitor participa das operações efetuadas pelo sujeito lírico, pois o leitor é a metade indispensável à significação do texto.  para ela o poeta moderno usa-se da linguagem alegórica e fragmentada para dialogar com a tradição. Quanto mais são utilizadas as próprias possibilidades internas da linguagem - ritmo, sonoridade, ambiguidade de sentidos, organização inédita de imagens e associações criativas - abandonando regras e modelos, o fenômeno lírico se expande e se emancipa.  Ao que se diz, sobre o eu lírico, ela ainda lembra que não se deve confundir o sujeito lírico com o poeta. O sujeito lírico não se refere a uma determinada pessoa, e o poema também não é apenas um “armazém de emoções”. O sujeito lírico é o próprio texto, e é apenas no texto que o poeta real transforma-se em sujeito lírico. “Mesmo naqueles textos para cuja total compreensão a biografia do autor pode ajudar, o “eu” que fala no poema não se refere apenas ao poeta que escreveu o texto” (1989, p 48).
  • 6.  estamos falando desses valores por meio do ensino de língua portuguesa, é preciso apresentar esse ensino sempre pensando no ‘texto’ como a porta de entrada para esses assuntos, ou seja, é preciso se ater ao corpus literário para o ensino de língua.  Devido isso pensamos sobre o método recepcional. Mas para esse método obter sucesso, o professor precisa ser um papel fundamental disso  Todo leitor possui, mesmo antes de entrar em contato com uma obra, um horizonte de vida, de mundo, horizonte de valores, decorrentes de suas experiências. Esse horizonte, diante da obra literária, sofrerá alterações ou ficará inalterado.
  • 7.  (...) o texto pode confirmar ou perturbar esse horizonte, em termos das expectativas do leitor, que o recebe e julga por tudo o que já conhece e aceita. O texto, quanto mais se distancia do que o leitor espera dele por hábito, mais altera os limites desse horizonte de expectativas, ampliando-os. Isso ocorre porque novas possibilidades de viver e de se expressar foram aceitas e acrescentadas às possibilidades de experiência do sujeito. Se a obra se distancia tanto do que é familiar que se torna irreconhecível, não se dá a aceitação e o horizonte permanece imóvel. (AGUIAR E BORDINI 1993, p.87).  AGUIAR,Vera Teixeira; BORDINI, Maria da Glória. Literatura e Formação do leitor: alternativas metodológicas. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1993.
  • 8.  Com essa intenção, iremos apresentar a construção do poema, não apenas em sua definição, mas em seu uso, possibilitando uma leitura dessa produção, que não apenas a decodificação habitual proposta. Fiorin (2014), no começo do seu livro, afirma: A escola ensina os alunos a ler e a escrever orações e períodos e exige que interpretem e redijam textos. Algumas pessoas poderiam dizer que essa afirmação não é verdadeira, porque hoje todos os professores dão aulas de redação e de interpretação de textos. [...] pede que os alunos escrevam sobre ele (texto), corrige erros localizados na frase. A aula de interpretação de texto consiste em responder a um questionário com perguntas que não representam nenhum desafio intelectual ao aluno e que não contribuem para o entendimento global do texto. (p. 10) FIORIN, José Luiz. Elementos de análise do discurso. 15ªed. São Paulo: Editora Contexto, 2014.  sobre essas questões, a proposta tem a intenção de realizar uma leitura crítica sobre o texto literário, para que seja possível perceber os valores ideológicos que se estão presentes nesse discurso, questionando. É preciso refletir sobre a articulação estética realizada por ele, que possibilita realizar uma leitura mais ampla do texto literário, a partir disso é permitido alcançar no texto literário a humanização, proposta por Cândido.
  • 9. Público Alvo  O público alvo será os alunos do 1º ano do ensino médio. Tema O ‘TREM DE FERRO’ QUE ‘PASSA’ A ORALIDADE: uma análise que aborda a estética oral do poema de Manuel Bandeira. O mote dessa atividade é a apresentação de uma leitura que se valha de uma interpretação, que rompa os limites das definições da gramática normativa, será feita ainda uma análise estrutural. Entretanto estimulando a manifestação ideológica desse ator narrativo que se apresenta na forma gênero textual e sendo possível identificar a discursividade.
  • 10. Objetivos Estimular o exercício de uma leitura interpretativa que fuja do olhar, que o texto literário é apenas um gênero textual;  Apresentar que o ensino de literatura que deve ter como foco o ensino do texto literário e a partir dele apresentar a manifestação da técnica da forma x conteúdo no texto;  Evidenciar que a leitura crítica sobre os enunciados;  Produzir um texto dissertativo, que exprima os fatores discutidos;
  • 11. Conhecimento Prévio  O alunos precisam conhecer já sobre os gêneros textuais.  Verbos e suas modalidades verbais e pessoais.  O que levou ao movimento modernista.  Conhecimento extra a aula de língua português: revolução industrial, globalização.
  • 12. Duração  A sequencia didática terá duração de 06 horas aulas. Que será disposta da seguinte forma  2 horas aulas – Atividade 01  2 horas aulas – Atividade 02  2 horas aulas – Atividade 03
  • 13. Atividade 01 O alunos irão ler o poema “Trem de Ferro”, de Manoel Bandeira. publicado em 1936, em Estrela da Manhã. Em 2004, o mesmo poema foi inserido na Coleção Magias Infantil da Global Editora, enriquecido pelas ilustrações de Gian Calvi. Em 2013, a obra ganha uma nova edição com capa reformulada e formato diferente. Introduzir o autor: - Quem foi - Período - Movimento literário ao qual pertence - Alguns pontos que cerca a sua obra
  • 14. TREM DE FERRO Café com pão Café com pão Café com pão Virge Maria que foi isso maquinista? Agora sim Café com pão Agora sim Voa, fumaça Corre, cerca Ai seu foguista Bota fogo Na fornalha Que eu preciso Muita força Muita força Muita força Oô… Foge, bicho Foge, povo Passa ponte Passa poste Passa pasto Passa boi Passa boiada Passa galho De ingazeira Debruçada No riacho Que vontade de cantar! Oô… Quando me prendero No canaviá Cada pé de cana Era um oficiá Oô… Menina bonita Do vestido verde Me dá tua boca Pra matá minha sede Oô… Vou mimbora vou mimbora Não gosto daqui Nasci no sertão Sou de Ouricuri Oô… Vou depressa Vou correndo Vou na toda Que só levo Pouca gente Pouca gente Pouca gente…
  • 15.  Em seguida o professor discutirá com os alunos sobre alguns aspectos do poema propondo as seguintes questões:  O que percebemos ao ler o poema? (nessa parte caso os alunos não tenham entendido a questão, o professor faça algumas questões do tipo: temos repetição? Temos verbos? Tem alguma palavra diferente para vocês?) Obs: Nesse momento pode-se falar que o poema tem a imitação sonora de um trem em movimento. Que isso numa forma estrutural do verbo temos a marcação pelo número de sílabas poéticas no verso: quando está indo veloz e há trissílabos, quando perde velocidade possui quatro ou cinco sílabas poéticas. Que temos uma linguagem simples, opaca chama a atenção sobre si. A escolha das palavras, dos sons e das repetições possibilita ao leitor uma interpretação mais vívida do conteúdo.
  • 16. Quais são as marcas de oralidade? (algumas dessas marcas: prendero, canaviá, mata, mimbora, ) Obs: Nessa questão o professor já deve apresentar algumas informações, que já vão compor a proposta da atividade. Ex: devido essa marca de oralidade, já é possível perceber um traço de regionalidade, que traço é esse? Que se manifesta na supressão do fonema final, uma marca de regionalização da ‘fala’ do caipira. Saliente que é fala, porque o aluno precisa entender que esse manifestar textual está marcado em uma ação de fala, precisa entender esse recurso do poema, como a intenção de aproximar esse falante da situação que fecha o poema.
  • 17. - É possível encontrar um contexto histórico no poema? Obs: Nessa parte, jogue como dica o ano em que o poema foi escrito, pergunte nessa época o que estava ocorrendo no Mundo –> Brasil. Assim vai ser possível trazer para a discussão do poema uma manifestação cultural histórica da época, porque para chegar no “Assunto de trem”, precisa mostrar que o poema possui essas questões de embate social presente na época. Com isso é possível resgatar os valores que Candido já dizia da literatura sendo a manifestação universal de todos os homens de todos os tempos
  • 18. Para pensar sobre, temos:  Antes o poema...  Revolução Industrial no Brasil: Enquanto na Europa acontecia a Revolução Industrial, o Brasil, ainda colônia portuguesa, estava longe do processo de industrialização. Isso no sec. XVIII.  A industrialização no Brasil só começou verdadeiramente em 1930, cem anos após a Revolução Industrial Inglesa. Durante o governo de Getúlio Vargas, a centralização do poder no Estado Novo criou condições para que se iniciasse o trabalho de coordenação e planejamento econômico, com ênfase na industrialização por substituição de importações.  O café foi o principal produto de exportação brasileira até 1930, época em que Manuel Bandeira criou o poema Trem de ferro. Para que a produção do café pudesse chegar ao Porto de Santos com maior rapidez, foram construídas ferrovias até a cidade de Santos (SP).
  • 19. Atividade 02 Depois desse primeiro contato com o poema, os alunos irão ver/ouvir, uma versão desse enunciado. Que foi inserida no programa Castelo Rá-tim-bum, na década de 90. Passar o vídeo no link: https://www.youtube.com/watch?v=4UWWxXUab7M Então concluir com a discussão sobre os dois enunciados. Realizando as seguintes questões - O que percebemos agora com a versão oral, feita pelo personagem “Gato Pintado”? (nessa parte vamos discutir a presença da voz ao poema, como por meio desse narrar vamos perceber a sonorização que se constrói nos versos.)
  • 20.
  • 21. Obs: É dado um destaque especial à leitura do poema, observando a postura, a entonação do poema, que colaboram para a construção do significado do texto. Os recursos de repetição das palavras, tamanho dos versos e rimas também são enfocados. Por fim, o trabalho de compreensão permite que o aluno se conscientize das possibilidades criadoras da palavra e desenvolva a apreciação estética. Na primeira estrofe não há nada no verso “café com pão”, que imediatamente direcione o pensamento a um trem, não há mesmo qualquer referência direta. No entanto, a repetição desse verso produz uma sequência de sons oclusivos e explosivos, que em alternância com sons fricativos se assemelha ao barulho proveniente do deslocamento de uma locomotiva sobre trilhos. Café com pão Café com pão Café com pão Café com pão C f c p C f c p A repetição rápida desses fonemas e de forma repetida, imita o som do trem no trilho, quando está começando a andar Ao mesmo tempo, o poema começa com o verso “Café com pão” que é uma atividade comum de brasileiros ao começar a sua rotina diária, até os dias atuais.
  • 22.  Há em outros versos uma série de sons consonantais capazes de imprimir à leitura uma cadência que sugere a ideia de deslocamento em diferentes velocidades. A repetição o verso “muita força”, por exemplo, se dá em um ritmo de leitura mais lento, como se representasse o deslocamento por um trajeto elevado, daí a necessidade de mais fogo na fornalha.  Já nas ocorrências de “passa ponte/passa poste/passa pasto”, entre outros transmite a ideia de um deslocamento mais veloz foi retomado e o trem passa ligeiramente pela paisagem. É importante mostrar a presença dos verbos, uma vez que o verbo descreve uma ação, o poema se vê tomado de ações, uma seguida da outra, com isso temos o descrever, que podemos associar a rotina das pessoas daquela época, que era algo de intensa ação e correria. A ambiguidade de alguns verbos.
  • 23. Foge, bicho Foge, povo Passa ponte Passa poste Passa pasto Passa boi Passa boiada Passa galho Nessa parte temos uma ambiguidade. “Foge, bicho/Foge, povo”, tanto da para ser entendido como “sai da frente do trem” ao pé dá letra, como “sai da frente do trem – as estradas ferroviárias”, porque para a implementação delas, muitos animais e pessoas foram deslocadas – forçadas – de sua morada. Um lado que o desenvolvimento não fala. Nessa parte temos outra ambiguidade. O verbo “passar”, que como verbo exprime uma ação, essa ação que pode ser atuada por um sujeito/coisa sobre outro Sujeito/coisa. Então temos a ideia do sujeito no trem passando por: ponte, poste, pasto, boi, boiada, galho.... Mas em junção aos versos anterior que o verbo fugir no imperativo, lança um aviso, tem-se a ideia: Sai da frente que vou passar (numa ideia de como fosse fazer um sanduíche, “passa paté, passa maionese, passa molho...” dando efeito se sobreposição do espaço. Onde esse sujeito tira o que tinha no espaço geográfico e, “passa ponte, passa poste, passa pasto, passa boi, passa boiada...”
  • 24. Atividade 03  O professor vai realizar uma proposta avaliativa, no formato de produção textual dissertativa. Mas antes de solicitar a avaliação, vai apresentar a seguinte objetivo:  Passada as discussões sobre a leitura sempre precisar algo que deve ser feito de forma crítica e atenta para a execução da linguagem. Onde a escolha das palavras e o uso, vão ser capazes de representar os seus posicionamentos diante o tema do texto.  Considerando todos os pontos levantados durante as discussões, os alunos deverão realizar um texto no formato dissertativo-argumentativo que tente traduzir por meio da articulação da linguagem uma análise sobre o poema que considere todos esse aspectos que precisam ser levados em conta quando se realiza a leitura de um enunciado, em especial o texto literário.
  • 25. Fim!