COLÉGIO ESTADUAL TEOTÔNIO VILELA
      PROJETO CETV DIGITAL




    FEIRA DE SANTANA - BAHIA
              2011
ORIENTAÇÃO
        PROFESSOR ALBERTO AMORIM
      LICENCIADO EM GEOGRAFIA - UEFS
ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO ONLINE – UNEB/UAB
   CURSO TUTORIA PARA INCLUSÃO DIGITAL –
               UNESP/BAURU
“Modernas devem ser as idéias e suas práticas
libertárias e emancipadoras, e não apenas os
equipamentos e máquinas controladores de tudo e
de todos..."


                  (José Antônio Klaes Roig, 2007)
Apresentação

O CETV digital http://cetvdigital.blogspot.com é uma iniciativa de
inclusão digital e de inserção mais criativa e efetiva das tecnologias
da informação e comunicação (TIC) no Colégio Estadual Teotônio
Vilela.

O CETV digital está amparado na mudança de Paradigmas1 (KUHN,
1962) e no Construcionismo (PAPERT, 1980) tendo como suporte
ambientes e-learning (Chamilo, Dokeos e Moodle), objetos de
aprendizagem (RIVED) e a atual geração de sites Web 2.0. Embora
seja também resultado de desdobramento de um projeto de pesquisa
sobre ambiente virtual de aprendizagem Dokeos desenvolvido na
referida escola, tem por meta fundamentar a ações internas de
formação continuada, ensino e aprendizagem escolar.

O CETV digital surge da necessidade de implementar projetos com as
TIC e articulá-los aos diferentes espaços da escola (sala de aula,
laboratório de informática e centro de cidadania digital). Além de
buscar dar suporte pedagógico e tecnológico conforme recomenda as
Orientações Curriculares Para Ensino Médio e também Ensino
Fundamental, Ciclos e Educação de Jovens e Adultos.

O CETV digital, propõe-se a articular profissionais, espaços e
tecnologias para desencadear uma Cultura da Informática (AMARÍLIA
FILHO, 2008) no ambiente escolar, pois é preciso tornar
computadores e internet recursos pedagógicos permanentes. Tendo
em vista tal desafio, ainda propõe a partir da visão disciplinar e da
mediação tecnológica favorecer a interdisciplinariedade.

A iniciativa CETV digital, portanto, vem complementar a carência de
ações mais efetivas de formação continuada em TIC que sinalize
efetivamente mudança satisfatória na prática docente, pois não há
uma resposta adequada a demanda por cursos mais criativos e
dinâmicos a nossa realidade escolar.

1
  Para se compreender melhor nossas carências em relação à necessária
mudança de paradigma educacional e tecnológico, segue a seguinte
explicação: [...] em determinadas ocasiões, o paradigma [anterior,
dominante] não é capaz de resolver todos os problemas, que podem
persistir [...] inclusive, e neste caso o paradigma gradualmente é posto em
cheque, e começa-se a considerar se é o marco mais adequado para a
resolução de problemas ou se deve ser abandonado. Então é quando se
estabelece uma crise de paradigmas [...] (WIKIPÉDIA, 2010).
Justificativa

Diferentemente do contexto anterior, as tecnologias da informação e
comunicação (TIC), em termos de inovação pedagógica, possibilitam
valorizar autonomia e colaboração entre docentes e discentes. Mesmo
com todas as possibilidades tecnológicas a um clique do mouse,
pouco se conhece ou se domina no ambiente escolar os recursos
computacionais necessários a fazer acontecer tal inovação e muito
menos transpô-la para a sala de aula e laboratório de informática.

Há, portanto, face aos atuais recursos tecnológicos e a emergente
abordagem construcionista, todas as condições para materializar
novas experiências educativas no ambiente escolar. Tendo em vista
as dificuldades apontadas, que limitam a ação docente, torna-se
oportuno projetos tecnológicos mais criativos que possa instaurar
outra dinâmica de ensino e aprendizagem na escola



Objetivo geral

Articular   profissionais,   espaços   e   abordagens   tecnológicas   no
ambiente escolar.


Objetivos específicos

Capacitar discentes para assumir o papel de tutores no laboratório de
informática.

Capacitar docentes para uso das tecnologias da informação e
comunicação - TIC em sala de aula e no laboratório de informática:
blog, podcast, AVA e objetos de aprendizagem.
Disponibilizar suporte pedagógico e tecnológico presencial e a
distância aos docentes.
Disseminar a abordagem Construcionista de Seymour Papert.
Disseminar o uso de Linux e de Software Livre no ambiente escolar.
Divulgar as ações da Safer Internet Day.
Divulgar as ações tecnológicas na comunidade escolar e entorno.
Promover a educomunicação: rádio escolar e web rádio.
Fundamentação teórica

A inclusão digital no atual contexto informacional é muito mais um
processo humano do que tecnológico. Desta forma, é necessária
outra abordagem formativa, pelo fato de está em jogo à possibilidade
de estimular autonomia, autoria, criatividade e parcerias cognitivas
nos diversos espaços conectados. Sem tal mudança de abordagem, é
praticamente impossível alterar a visão dos educadores sobre as
tecnologias da informação e comunicação (TIC), pois a inclusão
digital


                  [...] não se resume à disponibilidade de computadores
                  e de telefones, mas à capacitação das pessoas para o
                  uso efetivo dos recursos tecnológicos. Para ser incluída
                  digitalmente, não basta ter acesso a micros conectados
                  à Internet. Também é preciso estar preparado para
                  usar estas máquinas, não somente com capacitação em
                  informática, mas com uma preparação educacional que
                  permita usufruir de seus recursos de maneira plena
                  (MANUAL O QUE AS EMPRESAS PODEM FAZER PELA
                  INCLUSÃO DIGITAL, 2004, p.14)


Diferentemente das tecnologias anteriores as TIC apresentam maior
complexidade ao favorecer excelentes condições de interatividade e
de ampliação das experiências de ensino-aprendizagem. Com as TIC
é possível privilegiar processos formativos mais dinâmicos
influenciando novas posturas cognitivas e comportamentais tanto de
professores como de alunos.



                  As novas tecnologias da informação e da comunicação
                  já não são meros instrumentos no sentido técnico
                  tradicional, mas feixes de propriedades ativas. São algo
                  tecnologicamente novo e diferente. As tecnologias
                  tradicionais serviam como instrumentos para aumentar
                  o alcance dos sentidos (braço, visão, movimento etc.).
                  As novas tecnologias ampliam o potencial cognitivo do
                  ser humano (seu cérebro/mente) e possibilitam
                  mixagens cognitivas complexas e cooperativas. Uma
                  quantidade imensa de insumos informativos está à
                  disposição nas redes (entre as quais ainda sobressai a
                  Internet). Um grande número de agentes cognitivos
                  humanos pode interligar-se em um mesmo processo de
                  construção de conhecimentos. E os próprios sistemas
                  interagentes artificiais se transformaram em máquinas
                  cooperativas, com as quais podemos estabelecer
parcerias na pesquisa e no aviamento de experiências
                     de aprendizagem (ASSMAN, 2000, p. 3).


Como a informática e a internet possuem maior complexidade,
quando        considerada    questões      de     interface,    interatividade,
interoperalidade, repositórios de objetos de aprendizagem, mixagens
cognitivas, Web 2.0 entre outras, é preciso modificar a abordagem
dominante em torno da informática na educação. Segundo Moraes e
Teruya (2003, p.4)


                     [...] para que o professor utilize a [informática e]
                     internet de forma criativa, ele precisa envolver-se nesta
                     discussão. E se o objetivo é o de provocar mudanças no
                     processo educacional o professor precisa compreender
                     a distinção entre o uso do computador nas visões
                     instrucionista (Skiner) e construcionista (Papert) [...].


Para    Almeida     (2000,    p.   22),    a    informática    com   base     no
instrucionismo, ao enfatizar softwares e hardwares, dificilmente
provoca conflitos cognitivos por prioriza apenas instruções puramente
mecânicas. Ao contrário, quando enfatiza o construcionismo, “centra-
se no pensamento e na criação, no desafio, no conflito e na
descoberta”.


De     modo    algum,   trata-se   de     menosprezar    a     importância    da
informática      contida     no    instrucionismo,      necessário     a     dar
prosseguimento às atividades mais criativas e dinâmicas                      pelo
aprendiz, mas privilegiar outra abordagem poderosa para utilizar todo
o potencial das tecnologias intelectuais contidas nos computadores e
na inteligência coletiva baseada na internet. Tardif (1998) apud
Perrenoud (2000, p. 139) [...] assim resume a questão: “O
paradigma visado não diz respeito como tal às tecnologias. Concerne
às aprendizagens”.
Estratégia metodológica

Tendo por base estratégias interativas e colaborativas ancoradas em
ambiente virtual de aprendizagem (AVA) e na metodologia
Comunidades de Aprendizagem (ANDERSON, ARCHER E GARRISON,
2003; ANDERSON E GARRISON, 2003) apud (FERNANDES, 2009),
pretende-se estimular os docentes a valorizar as tecnologias da
informação e comunicação para o aperfeiçoamento e ampliação das
experiências de ensino e aprendizagem escolar.

Desta forma, por meio de AVAs como Chamilo, Dokeos e Moodle, os
docentes terão acesso a plataformas avançadas de e-learning muito
útil para o uso das TIC em qualquer espaço conectado. Essa proposta
metodológica se refere à Presença Cognitiva, Social e de Ensino, ou
seja através de mediação especializada e de recursos síncronos e
assíncronos proporcionará condições de materialização do que for
proposto para a sala de aula ou laboratório de informática.



Plano ação

1º Gestão tecnológica participativa;

Formação de núcleo de tecnologias da informação e comunicação (N-
TIC) composto pelos gestores, coordenadores e articuladores de área.

2º Diagnóstico sobre profissionais, espaços e tecnologias;

Realizar levantamento sobre a formação inicial e continuada do
professor, além dos espaços e tecnologias disponibilizadas no
ambiente escolar.

3º Formação continuada externa e interna semi-presencial;

Formação externa de professores em mídias (NTE/IAT/MEC/UAB) e
formação interna com base em temas como tecnologias intelectuais,
avaliação, currículo, violência e indisciplina, etc.

4º Atividade de coordenação virtual (AC virtual);

Reservar um encontro semanal para articulação em ambiente virtual
de aprendizagem por área (individual e coletiva).

5º Cursos semi-presenciais: Exatas, Humanas e Linguagens.
Desenvolver projetos tecnológicos que contemplem áreas e
disciplinas do currículo escolar. Em um primeiro momento enfatizar a
área de Exatas e as disciplinas Biologia, Física, Matemática e Química.



Referencial

ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de. Informática e formação de
professores/Secretaria de Educação a Distância. Brasília: Ministério
da Educação, Seed, 2000. 192 p. Volume 2.

AMARÍLIA FILHO, Porfírio. Educação e a cultura da informática.
Disponível                                                 em:
<http://www.entretextos.jor.br/page_txt.asp?smn=2&txt=67&sbmn
=4>. Acesso em: 12 dez. 2010.

ASSMAN, Hugo. A metamorfose do aprender na sociedade da
informação.                    Disponível                  em:
<http://www.portugaliza.net/numero02/metamorfosedoaprender.pdf
>. Acesso em: 01 dez. 2010.

FERNANDES, Margarida. O processo de ensino num contexto de
aprendizagem             online.          Disponível         em:
<http://www.slideshare.net/MargaridaFernandes/o-processo-de-
ensino-num-contexto-de-aprendizagem-ppt-presentation>.    Acesso
em: 11 dez. 2010.

MANUAL O QUE AS EMPRESAS PODEM FAZER PELA INCLUSÃO
DIGITAL             (2004).             Disponível         em:
<http://www.cdicampinas.org.br/docs/inclusaodigital.pdf> Acesso
em: 10 abr. 2010.

PERRENOUD, Philippe. Dez Novas Competências para ensinar; trad.
Patrícia Chittoni Ramos. – Porto Alegre: Artes Médicas sul, 2000. 192
p.

SOUZA, Jesus Maria. FINO, Carlos Nogueira. As TIC abrindo
caminho a um novo paradigma educacional. Disponível em:
<http://www3.uma.pt/jesussousa/Publicacoes/23AsTICabrindocamin
hoaumnovoparadigmaeducacional.PDF>. Acesso em: 13 dez. 2010.

TERUYA, Teresa Kazuko. MORAES, Sonia Augusta de. Paulo Freire e
formação do professor na sociedade tecnológica. Disponível em:
<http://www.cipead.ufpr.br/conteudo/artigos/paulo_freire.pdf>
Acesso em 30 mar. 2010.
Anexo

RIVED (Rede Interativa Virtual de Educação) é um programa da
Secretaria de Educação a Distância - SEED, que tem por objetivo a
produção de conteúdos pedagógicos digitais, na forma de objetos de
aprendizagem. Tais conteúdos primam por estimular o raciocínio e o
pensamento crítico dos estudantes, associando o potencial da
informática às novas abordagens pedagógicas. A meta que se
pretende atingir disponibilizando esses conteúdos digitais é melhorar
a aprendizagem das disciplinas da educação básica e a formação
cidadã do aluno. Além de promover a produção e publicar na Internet
os conteúdos digitais para acesso gratuito, o RIVED realiza
capacitações sobre a metodologia para produzir e utilizar os objetos
de aprendizagem nas instituições de ensino superior e na rede
pública de ensino.

Fonte: http://rived.mec.gov.br/projeto.php

Seymour Papert (Pretória, 1 de Março de 1928) é um matemático e
proeminente educador estadunidense nascido na África do Sul.
Leciona no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e pioneiro da
inteligência artificial. Ele é o teórico mais conhecido sobre o uso de
computadores na educação, tendo criado, na década de 1970, a
linguagem de programação Logo, para crianças, quando os
computadores eram muitos limitados, não existia a interface gráfica
nem a internet.

Na educação, Papert cunhou o termo construcionismo como sendo a
abordagem do construtivismo que permite ao educando construir o
seu próprio conhecimento por intermédio de alguma ferramenta,
como o computador, por exemplo. Desta forma, o uso do computador
é defendido como auxiliar no processo de construção de
conhecimentos, uma poderosa ferramenta educacional, adaptando os
princípios do construtivismo cognitivo de Jean Piaget a fim de melhor
aproveitar-se o uso de tecnologias.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Seymour_Papert



Thomas Samuel Kuhn (Cincinnati, 18 de Julho 1922 - Cambridge,
17 de Junho 1996) foi um físico dos Estados Unidos da América cujo
trabalho incidiu sobre História da ciência e filosofia da ciência,
tornando-se um marco importante no estudo do processo que leva ao
desenvolvimento científico. Formou-se em Física (summa cum laude)
em 1943, pela Universidade de Harvard. Recebeu desta mesma
instituição o grau de Mestre em 1946 e o grau de Doutor em 1949,
ambos na área de Física. Após ter concluído o Doutoramento, Kuhn
tornou-se professor em Harvard. Lecionou uma disciplina de Ciências
para alunos de Ciências Humanas. A estrutura desta disciplina
baseava-se nos casos mais famosos da História da ciência, pelo que
Kuhn foi obrigado a familiarizar-se com este tema. Este fato foi
determinante para o desenvolvimento da sua obra.

Em 1956 Kuhn foi leccionar História da ciência na Universidade da
Califórnia, em Berkeley. Tornou-se professor efectivo desta instituição
em 1961. Em 1964 tomou a posição de Professor M. Taylor Pyne de
Filosofia e História das Ciências, na Universidade de Princeton. Em
1971 Kuhn foi leccionar para o MIT, onde permaneceu até terminar a
sua carreira acadêmica.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Kuhn

Web 2.0 é um termo criado em 2004 pela empresa americana
O'Reilly Media para designar uma segunda geração de comunidades e
serviços, tendo como conceito a "Web como plataforma", envolvendo
wikis, aplicativos baseados em folksonomia, redes sociais e
Tecnologia da Informação. Embora o termo tenha uma conotação de
uma nova versão para a Web, ele não se refere à atualização nas
suas especificações técnicas, mas a uma mudança na forma como ela
é encarada por usuários e desenvolvedores, ou seja, o ambiente de
interação e participação que hoje engloba inúmeras linguagens e
motivações [...].

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_2.0

Projet cetv digital

  • 1.
    COLÉGIO ESTADUAL TEOTÔNIOVILELA PROJETO CETV DIGITAL FEIRA DE SANTANA - BAHIA 2011
  • 2.
    ORIENTAÇÃO PROFESSOR ALBERTO AMORIM LICENCIADO EM GEOGRAFIA - UEFS ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO ONLINE – UNEB/UAB CURSO TUTORIA PARA INCLUSÃO DIGITAL – UNESP/BAURU
  • 3.
    “Modernas devem seras idéias e suas práticas libertárias e emancipadoras, e não apenas os equipamentos e máquinas controladores de tudo e de todos..." (José Antônio Klaes Roig, 2007)
  • 4.
    Apresentação O CETV digitalhttp://cetvdigital.blogspot.com é uma iniciativa de inclusão digital e de inserção mais criativa e efetiva das tecnologias da informação e comunicação (TIC) no Colégio Estadual Teotônio Vilela. O CETV digital está amparado na mudança de Paradigmas1 (KUHN, 1962) e no Construcionismo (PAPERT, 1980) tendo como suporte ambientes e-learning (Chamilo, Dokeos e Moodle), objetos de aprendizagem (RIVED) e a atual geração de sites Web 2.0. Embora seja também resultado de desdobramento de um projeto de pesquisa sobre ambiente virtual de aprendizagem Dokeos desenvolvido na referida escola, tem por meta fundamentar a ações internas de formação continuada, ensino e aprendizagem escolar. O CETV digital surge da necessidade de implementar projetos com as TIC e articulá-los aos diferentes espaços da escola (sala de aula, laboratório de informática e centro de cidadania digital). Além de buscar dar suporte pedagógico e tecnológico conforme recomenda as Orientações Curriculares Para Ensino Médio e também Ensino Fundamental, Ciclos e Educação de Jovens e Adultos. O CETV digital, propõe-se a articular profissionais, espaços e tecnologias para desencadear uma Cultura da Informática (AMARÍLIA FILHO, 2008) no ambiente escolar, pois é preciso tornar computadores e internet recursos pedagógicos permanentes. Tendo em vista tal desafio, ainda propõe a partir da visão disciplinar e da mediação tecnológica favorecer a interdisciplinariedade. A iniciativa CETV digital, portanto, vem complementar a carência de ações mais efetivas de formação continuada em TIC que sinalize efetivamente mudança satisfatória na prática docente, pois não há uma resposta adequada a demanda por cursos mais criativos e dinâmicos a nossa realidade escolar. 1 Para se compreender melhor nossas carências em relação à necessária mudança de paradigma educacional e tecnológico, segue a seguinte explicação: [...] em determinadas ocasiões, o paradigma [anterior, dominante] não é capaz de resolver todos os problemas, que podem persistir [...] inclusive, e neste caso o paradigma gradualmente é posto em cheque, e começa-se a considerar se é o marco mais adequado para a resolução de problemas ou se deve ser abandonado. Então é quando se estabelece uma crise de paradigmas [...] (WIKIPÉDIA, 2010).
  • 5.
    Justificativa Diferentemente do contextoanterior, as tecnologias da informação e comunicação (TIC), em termos de inovação pedagógica, possibilitam valorizar autonomia e colaboração entre docentes e discentes. Mesmo com todas as possibilidades tecnológicas a um clique do mouse, pouco se conhece ou se domina no ambiente escolar os recursos computacionais necessários a fazer acontecer tal inovação e muito menos transpô-la para a sala de aula e laboratório de informática. Há, portanto, face aos atuais recursos tecnológicos e a emergente abordagem construcionista, todas as condições para materializar novas experiências educativas no ambiente escolar. Tendo em vista as dificuldades apontadas, que limitam a ação docente, torna-se oportuno projetos tecnológicos mais criativos que possa instaurar outra dinâmica de ensino e aprendizagem na escola Objetivo geral Articular profissionais, espaços e abordagens tecnológicas no ambiente escolar. Objetivos específicos Capacitar discentes para assumir o papel de tutores no laboratório de informática. Capacitar docentes para uso das tecnologias da informação e comunicação - TIC em sala de aula e no laboratório de informática: blog, podcast, AVA e objetos de aprendizagem. Disponibilizar suporte pedagógico e tecnológico presencial e a distância aos docentes. Disseminar a abordagem Construcionista de Seymour Papert. Disseminar o uso de Linux e de Software Livre no ambiente escolar. Divulgar as ações da Safer Internet Day. Divulgar as ações tecnológicas na comunidade escolar e entorno. Promover a educomunicação: rádio escolar e web rádio.
  • 6.
    Fundamentação teórica A inclusãodigital no atual contexto informacional é muito mais um processo humano do que tecnológico. Desta forma, é necessária outra abordagem formativa, pelo fato de está em jogo à possibilidade de estimular autonomia, autoria, criatividade e parcerias cognitivas nos diversos espaços conectados. Sem tal mudança de abordagem, é praticamente impossível alterar a visão dos educadores sobre as tecnologias da informação e comunicação (TIC), pois a inclusão digital [...] não se resume à disponibilidade de computadores e de telefones, mas à capacitação das pessoas para o uso efetivo dos recursos tecnológicos. Para ser incluída digitalmente, não basta ter acesso a micros conectados à Internet. Também é preciso estar preparado para usar estas máquinas, não somente com capacitação em informática, mas com uma preparação educacional que permita usufruir de seus recursos de maneira plena (MANUAL O QUE AS EMPRESAS PODEM FAZER PELA INCLUSÃO DIGITAL, 2004, p.14) Diferentemente das tecnologias anteriores as TIC apresentam maior complexidade ao favorecer excelentes condições de interatividade e de ampliação das experiências de ensino-aprendizagem. Com as TIC é possível privilegiar processos formativos mais dinâmicos influenciando novas posturas cognitivas e comportamentais tanto de professores como de alunos. As novas tecnologias da informação e da comunicação já não são meros instrumentos no sentido técnico tradicional, mas feixes de propriedades ativas. São algo tecnologicamente novo e diferente. As tecnologias tradicionais serviam como instrumentos para aumentar o alcance dos sentidos (braço, visão, movimento etc.). As novas tecnologias ampliam o potencial cognitivo do ser humano (seu cérebro/mente) e possibilitam mixagens cognitivas complexas e cooperativas. Uma quantidade imensa de insumos informativos está à disposição nas redes (entre as quais ainda sobressai a Internet). Um grande número de agentes cognitivos humanos pode interligar-se em um mesmo processo de construção de conhecimentos. E os próprios sistemas interagentes artificiais se transformaram em máquinas cooperativas, com as quais podemos estabelecer
  • 7.
    parcerias na pesquisae no aviamento de experiências de aprendizagem (ASSMAN, 2000, p. 3). Como a informática e a internet possuem maior complexidade, quando considerada questões de interface, interatividade, interoperalidade, repositórios de objetos de aprendizagem, mixagens cognitivas, Web 2.0 entre outras, é preciso modificar a abordagem dominante em torno da informática na educação. Segundo Moraes e Teruya (2003, p.4) [...] para que o professor utilize a [informática e] internet de forma criativa, ele precisa envolver-se nesta discussão. E se o objetivo é o de provocar mudanças no processo educacional o professor precisa compreender a distinção entre o uso do computador nas visões instrucionista (Skiner) e construcionista (Papert) [...]. Para Almeida (2000, p. 22), a informática com base no instrucionismo, ao enfatizar softwares e hardwares, dificilmente provoca conflitos cognitivos por prioriza apenas instruções puramente mecânicas. Ao contrário, quando enfatiza o construcionismo, “centra- se no pensamento e na criação, no desafio, no conflito e na descoberta”. De modo algum, trata-se de menosprezar a importância da informática contida no instrucionismo, necessário a dar prosseguimento às atividades mais criativas e dinâmicas pelo aprendiz, mas privilegiar outra abordagem poderosa para utilizar todo o potencial das tecnologias intelectuais contidas nos computadores e na inteligência coletiva baseada na internet. Tardif (1998) apud Perrenoud (2000, p. 139) [...] assim resume a questão: “O paradigma visado não diz respeito como tal às tecnologias. Concerne às aprendizagens”.
  • 8.
    Estratégia metodológica Tendo porbase estratégias interativas e colaborativas ancoradas em ambiente virtual de aprendizagem (AVA) e na metodologia Comunidades de Aprendizagem (ANDERSON, ARCHER E GARRISON, 2003; ANDERSON E GARRISON, 2003) apud (FERNANDES, 2009), pretende-se estimular os docentes a valorizar as tecnologias da informação e comunicação para o aperfeiçoamento e ampliação das experiências de ensino e aprendizagem escolar. Desta forma, por meio de AVAs como Chamilo, Dokeos e Moodle, os docentes terão acesso a plataformas avançadas de e-learning muito útil para o uso das TIC em qualquer espaço conectado. Essa proposta metodológica se refere à Presença Cognitiva, Social e de Ensino, ou seja através de mediação especializada e de recursos síncronos e assíncronos proporcionará condições de materialização do que for proposto para a sala de aula ou laboratório de informática. Plano ação 1º Gestão tecnológica participativa; Formação de núcleo de tecnologias da informação e comunicação (N- TIC) composto pelos gestores, coordenadores e articuladores de área. 2º Diagnóstico sobre profissionais, espaços e tecnologias; Realizar levantamento sobre a formação inicial e continuada do professor, além dos espaços e tecnologias disponibilizadas no ambiente escolar. 3º Formação continuada externa e interna semi-presencial; Formação externa de professores em mídias (NTE/IAT/MEC/UAB) e formação interna com base em temas como tecnologias intelectuais, avaliação, currículo, violência e indisciplina, etc. 4º Atividade de coordenação virtual (AC virtual); Reservar um encontro semanal para articulação em ambiente virtual de aprendizagem por área (individual e coletiva). 5º Cursos semi-presenciais: Exatas, Humanas e Linguagens.
  • 9.
    Desenvolver projetos tecnológicosque contemplem áreas e disciplinas do currículo escolar. Em um primeiro momento enfatizar a área de Exatas e as disciplinas Biologia, Física, Matemática e Química. Referencial ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de. Informática e formação de professores/Secretaria de Educação a Distância. Brasília: Ministério da Educação, Seed, 2000. 192 p. Volume 2. AMARÍLIA FILHO, Porfírio. Educação e a cultura da informática. Disponível em: <http://www.entretextos.jor.br/page_txt.asp?smn=2&txt=67&sbmn =4>. Acesso em: 12 dez. 2010. ASSMAN, Hugo. A metamorfose do aprender na sociedade da informação. Disponível em: <http://www.portugaliza.net/numero02/metamorfosedoaprender.pdf >. Acesso em: 01 dez. 2010. FERNANDES, Margarida. O processo de ensino num contexto de aprendizagem online. Disponível em: <http://www.slideshare.net/MargaridaFernandes/o-processo-de- ensino-num-contexto-de-aprendizagem-ppt-presentation>. Acesso em: 11 dez. 2010. MANUAL O QUE AS EMPRESAS PODEM FAZER PELA INCLUSÃO DIGITAL (2004). Disponível em: <http://www.cdicampinas.org.br/docs/inclusaodigital.pdf> Acesso em: 10 abr. 2010. PERRENOUD, Philippe. Dez Novas Competências para ensinar; trad. Patrícia Chittoni Ramos. – Porto Alegre: Artes Médicas sul, 2000. 192 p. SOUZA, Jesus Maria. FINO, Carlos Nogueira. As TIC abrindo caminho a um novo paradigma educacional. Disponível em: <http://www3.uma.pt/jesussousa/Publicacoes/23AsTICabrindocamin hoaumnovoparadigmaeducacional.PDF>. Acesso em: 13 dez. 2010. TERUYA, Teresa Kazuko. MORAES, Sonia Augusta de. Paulo Freire e formação do professor na sociedade tecnológica. Disponível em: <http://www.cipead.ufpr.br/conteudo/artigos/paulo_freire.pdf> Acesso em 30 mar. 2010.
  • 10.
    Anexo RIVED (Rede InterativaVirtual de Educação) é um programa da Secretaria de Educação a Distância - SEED, que tem por objetivo a produção de conteúdos pedagógicos digitais, na forma de objetos de aprendizagem. Tais conteúdos primam por estimular o raciocínio e o pensamento crítico dos estudantes, associando o potencial da informática às novas abordagens pedagógicas. A meta que se pretende atingir disponibilizando esses conteúdos digitais é melhorar a aprendizagem das disciplinas da educação básica e a formação cidadã do aluno. Além de promover a produção e publicar na Internet os conteúdos digitais para acesso gratuito, o RIVED realiza capacitações sobre a metodologia para produzir e utilizar os objetos de aprendizagem nas instituições de ensino superior e na rede pública de ensino. Fonte: http://rived.mec.gov.br/projeto.php Seymour Papert (Pretória, 1 de Março de 1928) é um matemático e proeminente educador estadunidense nascido na África do Sul. Leciona no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e pioneiro da inteligência artificial. Ele é o teórico mais conhecido sobre o uso de computadores na educação, tendo criado, na década de 1970, a linguagem de programação Logo, para crianças, quando os computadores eram muitos limitados, não existia a interface gráfica nem a internet. Na educação, Papert cunhou o termo construcionismo como sendo a abordagem do construtivismo que permite ao educando construir o seu próprio conhecimento por intermédio de alguma ferramenta, como o computador, por exemplo. Desta forma, o uso do computador é defendido como auxiliar no processo de construção de conhecimentos, uma poderosa ferramenta educacional, adaptando os princípios do construtivismo cognitivo de Jean Piaget a fim de melhor aproveitar-se o uso de tecnologias. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Seymour_Papert Thomas Samuel Kuhn (Cincinnati, 18 de Julho 1922 - Cambridge, 17 de Junho 1996) foi um físico dos Estados Unidos da América cujo trabalho incidiu sobre História da ciência e filosofia da ciência, tornando-se um marco importante no estudo do processo que leva ao desenvolvimento científico. Formou-se em Física (summa cum laude) em 1943, pela Universidade de Harvard. Recebeu desta mesma instituição o grau de Mestre em 1946 e o grau de Doutor em 1949,
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    ambos na áreade Física. Após ter concluído o Doutoramento, Kuhn tornou-se professor em Harvard. Lecionou uma disciplina de Ciências para alunos de Ciências Humanas. A estrutura desta disciplina baseava-se nos casos mais famosos da História da ciência, pelo que Kuhn foi obrigado a familiarizar-se com este tema. Este fato foi determinante para o desenvolvimento da sua obra. Em 1956 Kuhn foi leccionar História da ciência na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Tornou-se professor efectivo desta instituição em 1961. Em 1964 tomou a posição de Professor M. Taylor Pyne de Filosofia e História das Ciências, na Universidade de Princeton. Em 1971 Kuhn foi leccionar para o MIT, onde permaneceu até terminar a sua carreira acadêmica. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Kuhn Web 2.0 é um termo criado em 2004 pela empresa americana O'Reilly Media para designar uma segunda geração de comunidades e serviços, tendo como conceito a "Web como plataforma", envolvendo wikis, aplicativos baseados em folksonomia, redes sociais e Tecnologia da Informação. Embora o termo tenha uma conotação de uma nova versão para a Web, ele não se refere à atualização nas suas especificações técnicas, mas a uma mudança na forma como ela é encarada por usuários e desenvolvedores, ou seja, o ambiente de interação e participação que hoje engloba inúmeras linguagens e motivações [...]. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_2.0