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Colégio Estadual Teotônio Vilela
Aline Santos Santana
Ana Vitória Conceição dos Santos
Douglas da Silva Miranda
PLANETÁRIO NA ESCOLA: UMA PROPOSTA PARA
POPULARIZAR A ASTRONOMIA E O SOFTWARE LIVRE NA
SALA DE AULA
Feira de Santana - BA
Ano 2015
V Feira de Ciências e Matemática da Bahia
Colégio Estadual Teotônio Vilela – Feira de Santana – BA
Rua O S/N Conjunto João Paulo II. Mangabeira. CEP 44033-780
Telefone (75)32240042; teotoniovilelafsa@yahoo.com.br
PLANETÁRIO NA ESCOLA: UMA PROPOSTA PARA POPULARIZAR A
ASTRONOMIA E O SOFTWARE LIVRE NA SALA DE AULA
Aline Santos Santana
aline.santos@hotmail.com
Ana Vitória Conceição dos Santos
a.vcsvitoria@gmail.com
Alberto Alves Amorim Filho
amorimalberto@hotmail.com
Relatório de Pesquisa apresentado
durante a Feira de Ciências Escolar
do Colégio Estadual Teotônio Vilela
como pré-requisito para participação
na V Feira de Ciências e Matemática
da Bahia.
Feira de Santana - BA
maio de 2015 a setembro de 2015
V Feira de Ciências e Matemática da Bahia
Colégio Estadual Teotônio Vilela – Feira de Santana – BA
Rua O S/N Conjunto João Paulo II. Mangabeira. CEP 44033-780
Telefone (75)32240042; teotoniovilelafsa@yahoo.com.br
PLANETÁRIO NA ESCOLA: UMA PROPOSTA PARA POPULARIZAR A
ASTRONOMIA E O SOFTWARE LIVRE NA SALA DE AULA
Aline Santos Santana
Primeiro Autor
Estudante do Colégio Estadual Teotônio Vilela
Ana Vitória Conceição dos Santos
Segundo Autor
Estudante do Colégio Estadual Teotônio Vilela
Douglas da Silva Miranda
Terceiro Autor
Estudante do Colégio Estadual Teotônio Vilela
Alberto Alves Amorim Filho
Orientador
Professor do Colégio Estadual Teotônio Vilela
Feira de Santana - BA
maio de 2015 a setembro de 2015
Dedicatória
Ao astrônomo norte-americano Carl Sagan (1934-1996)
por nos mostrar o caminho das estrelas e como a
astronomia pode ser uma viajem fantástica, ao infinito e
além.
VII - Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do
Universo…
VII
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.
s.d.
“O Guardador de Rebanhos”. In Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa.
(Nota explicativa e notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa:
Ática, 1946 (10ª ed. 1993).
- 32.
Resumo
Feira de Santana vem se destacando no cenário regional e nacional por seu
planetário, observatório astronômico e mestrado profissional em astronomia. Esta
estrutura tecnológica, científica e acadêmica abre excelentes perspectivas para
potencializar o ensino e a difusão da astronomia nas escolas da cidade. Embora a
cidade possua condições de proporcionar um maior contato do público escolar, com
os atuais avanços da ciência astronômica, observa-se que no espaço escolar, o
universo não é abordado com a devida importância. Assim como os recursos e as
tecnologias para dinamizar o estudo se encontram desconhecidas do seu público. O
objetivo, portanto, deste trabalho é avaliar uma proposta de planetário articulado a
um software livre, de projeção do céu, que é o Stellarium. A realização da pesquisa
envolveu três etapas: 1a
Definição da astronomia como objeto de estudo, com
ênfase nos objetos do Catálogo Messier; 2a
Seleção dos objetos Messier, recursos e
tecnologias de projeção do céu; 3a
Socialização no formato de um planetário na feira
escolar. A pesquisa demonstrou que é possível materializar a projeção no ambiente
escolar, de forma a criar um espaço dinâmico e criativo, para abordar o estudo do
universo. Diferente do que se pensa, acerca da complexidade da astronomia, pode
ser apropriada pelos professores e estudantes. A proposta do planetário na escola,
pode ser um importante referencial para estimular uma visita a um espaço
especializado ou reforçar o conhecimento obtido no mesmo espaço.
Palavras chaves: Astronomia. Planetário. Aglomerados. Galáxias. Nebulosas
Sumário
INTRODUÇÃO.......................................................................................................08
OBJETIVO E RELEVÂNCIA DA PESQUISA................................................. 10
METODOLOGIA.................................................................................................... 11
APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS......................................14
CONCLUSÕES......................................................................................................22
REFERÊNCIAS..................................................................................................... 23
8
INTRODUÇÃO
A nós está talvez reservado sermos os colombos desse mundo
desconhecido. (Júlio Verne)
Feira de Santana possui o planetário Museu Parque do Saber, com
avançadas tecnologias para projeção do céu. Também destaca-se, o Observatório
Astronômico Antares, com excelente aparato científico e tecnológico. Temos a
Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS, com o mestrado profissional em
astronomia, que a coloca em destaque no cenário regional e nacional. Talvez, no
estado da Bahia, por conta da estrutura local, seja a cidade com o maior potencial
para o ensino e a difusão da astronomia.
Em cada espaço destacado, é possível encontrar profissionais, equipamentos
e tecnologias, compatíveis com diferentes públicos e faixas etárias. Entretanto, o
que vem a ser um planetário e um observatório astronômico? São questões que
podem esclarecer o seu papel, como espaços informais da educação. Temos, então,
a definição de um planetário como um espaço para projeção do céu, em uma
cúpula, que faz uso de efeitos digitais. Em relação ao observatório, é um espaço
mais especializado, do ponto de vista acadêmico, que vai além da projeção do céu,
pois dispõe de equipamentos para observação e captura de imagens de objetos
próximos e do céu profundo.
É importante destacar que a maioria das escolas, a exemplo do Colégio
Estadual Teotônio Vilela, são dotadas de equipamentos e tecnologias, que podem
iniciar os primeiros passos do seu público no estudo da astronomia, e em seguida
encaminhá-los a um espaço especializado. Assim, a constatação acima, nos revela
que é preciso desenvolver um projeto na própria escola, que aproxime os diferentes
espaços de difusão científica existentes na cidade a um projeto de iniciação
cientifica.
Outra constatação, é o software livre, disponibilizado na escola, e que se
encontra a margem das atividades escolares, principalmente os direcionados ao
ensino e a difusão da astronomia. Trata-se de um importante recurso tecnológico,
9
que incorporado a um projeto de projeção do céu, torna-se fundamental para
promover a iniciação científica.
10
OBJETIVO E RELEVÂNCIA DA PESQUISA
Esta pesquisa tem por objetivo, com a montagem de um "planetário" na feira
de ciências e com base na astronomia e no software livre, incentivar a articulação do
espaço escolar e suas atividades de ensino e aprendizagem às propostas de
divulgação científica de um planetário ou observatório astronômico.
Traçamos o objetivo levando em consideração que os avanços científicos e
tecnológicos da astronomia, principalmente de projeção do céu e semelhante ao que
ocorre em um planetário e observatório astronômico, estão disponíveis ao público
em geral. Tais avanços podem ser utilizados no ambiente escolar, principalmente
com o suporte do software livre. São recursos de grande importância para aproximar
as pessoas da ciência astronômica e desfazer a visão de complexidade atribuída ao
estudo do universo.
Tendo em vista o exposto e a necessidade de desenvolver espaços de
pesquisa e experimentação na escola, propomos a seguinte questão: De que forma,
com a astronomia articulada ao software livre, o público escolar pode se beneficiar
dos avanços científicos e tecnológicos do estudo do universo, a exemplo dos
disponibilizados em um planetário ou observatório astronômico? Mas, por que um
planetário?
[…] é possível desmistificar a complexidade das ciências, proporcionando
metodologias inovadoras que estimulam a capacidade criativa e crítica dos
indivíduos envolvidos. Os espetáculos apresentados nos Planetários, com
os jogos de luzes, o local confortável e a espetacular representação da
esfera celeste, com as inumeráveis estrelas que podemos contemplar no
céu noturno encantam as pessoas que visitam estes ambientes, e ao se
sujeitarem a passar por experiências que fogem da sua rotina, elas são
instigadas a prática do querer “aprender mais sobre” (Romanzini e Batista,
2000, p. 9)
A relevância da pesquisa se encontra no atual contexto científico e
tecnológico da astronomia, com seus espaços especializados, que se encontram
desarticulados do ensino e da aprendizagem escolar.
11
METODOLOGIA
O trabalho de pesquisa foi desenvolvido com base na pesquisa-ação
(Thiollent, 2011), pensada como estratégia metodológica, favorecendo a criação de
um ambiente autoral e colaborativo na sala de aula. Na perspectiva metodológica
adotada, os sujeitos da pesquisa tiveram participação efetiva no processo,
assumindo o protagonismo na investigação.
Tendo em vista a estratégia adotada, o trabalho foi desenvolvido em três
etapas, a seguir:
Na primeira etapa, foi definida a astronomia como tema de investigação, onde
a turma foi dividida em grupos de pesquisa: Observatórios, Planetários e Objetos do
céu profundo (Aglomerados, Galáxias e Nebulosas). Cada grupo recebeu um
formulário com orientações sobre a metodologia do trabalho científico.
Na oportunidade, foi definido como formato final da investigação, o cenário de
um planetário. Com o objetivo de conhecer a sua dinâmica, foi agendada uma visita
ao Planetário Museu Parque do Saber (Foto 1), da cidade, para conhecer o espaço
e seus recursos digitais. Ainda foi possível participar de uma mesa redonda, cujo
tema foi "A astronomia: sua influência no nosso cotidiano e a importância nas
escolas" (SECOM, 2015; MUNARETTO, 2015), com a mediação do diretor do
museu Basílio Fernandez, o pesquisador Antônio Carlos da Graça e do astrônomo
amador Fernando Munaretto. Contamos com a presença da gestora do Colégio
Estadual Teotônio Vilela, Maria da Conceição Oliveira Lopes, do professor
orientador do projeto, Alberto Amorim, dos demais representantes do corpo docente
da escola, as professoras Mariângela Brandão e Kleide Ribeiro, além de escolas
convidadas e jornalistas.
12
Foto 1 - Mesa redonda no Planetário Museu Parque do Saber
Fonte: http://www.ibahia.com/a/blogs/estrelas/2015/08/21/astronomia-em-
pauta-na-semana-do-estudante/
Na segunda etapa, após algumas aulas de orientações e com base no
Catálogo Messier1
(catálogo elaborado pelo astrônomo francês Charles de Messier),
foi apresentado o resultado da pesquisa, no formato de seminários, com base na
metodologia previamente combinada. Após os seminários, foi apresentado o
software livre Stellarium, comandos e funções, utilizado para projeção do céu em
planetários.
Na terceira etapa, foi definida que a investigação seria socializada em duas
partes,sendo a primeira, a exposição e explicação, sobre nebulosas, utilizando
garrafas com anilina, glitter e algodão, como forma de aguçar a curiosidade do
visitante para conhecer o projeto do planetário da turma. Posteriormente,
apresentamos o "planetário" ao público.
Todavia, a própria estratégia utilizada, amparada no mestre Paulo Freire, foi
bastante importante, ou seja "Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as
1
CATÁLOGO MESSIER. Disponível em: <http://xa.yimg.com>. Acesso em: 15 jul 2015.
13
possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção (Freire, 2003, p.
47)". Diante da perspectiva freiriana, os estudantes passam a ter um papel
fundamental na produção, finalização e comunicação da pesquisa.
Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que - fazeres
se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando,
reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me
indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo
e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar
ou anunciar a novidade (Freire, 2003, p. 14).
Buscando fundamentar a pesquisa, registramos os diversos passos da
construção coletiva do projeto, nos diários de bordo e nos registros fotográficos,
além da aplicação de questionários, o que se mostrou muito oportuno para
fundamentar a proposta do planetário, sua viabilidade no espaço escolar e apontar
novos desdobramentos nos eventos da escola.
14
APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
O ensino da astronomia está previsto nos documentos legais da educação
brasileira, principalmente nos componentes curriculares como ciências e geografia,
no ensino fundamental, e física, no ensino médio (Langhi e Nardi, 2012). Contudo, a
carência de orientações especializadas somadas ao desconhecimento de
experiências exitosas nas escolas na rede pública, limitam o estudo do universo com
mais propriedade e com a dinâmica necessária à sua compreensão.
Neste sentido é que surge a concepção de um planetário na escola, buscando
divulgar uma proposta que requer um mínimo de estrutura e tecnologias. Com base
na experiência desenvolvida, aplicamos questionários, com a finalidade de
fundamentar a sua viabilidade no espaço escolar.
Os dados apresentados e discutidos a seguir, foram coletados de
questionários aplicados a 8 professores e 31 visitantes.
Os dados demonstraram que 87,1% (Figura 1) do público visitante já foi a um
planetário ou observatório. Tal contato com os espaços especializados, conforme os
dados, demonstram que há algum contato com a proposta de difusão dos mesmos.
Figura 1 - Você já foi a um planetário ou observatório astronômico?
15
Destaca-se, que 71% (Figura 2) aprovaram como "Excelente" a proposta de
planetário. A partir da avaliação positiva podemos afirmar que a experiência com um
planetário é de grande importância para incentivar o estudo do universo em sala de
aula.
Figura 2 - O que você achou da nossa experiência de montar um planetário na
escola?
É importante ressaltar que, apesar do público desconhecer o Stellarium, um
importante software livre para a astronomia, eles aprovaram com 58% como "Bom" e
42% como "Excelente" (Figura 3), o seu uso na projeção. Embora o software livre,
principalmente o Linux, esteja presente em muitos laboratórios de informática das
escolas públicas, docentes e discentes, desconhecem o seu potencial tecnológico e
pedagógico. Amparado em uma filosofia de compartilhamento de saberes, o
software é um excelente exemplo de um objeto técnico que promove a autoria e a
colaboração no ambiente escolar.
Figura 3 - O que você achou das tecnologias utilizadas?
16
Para saber reconhecer e valorizar um software livre é preciso conhecer a
filosofia das quatro liberdades que incentivam o usuário a executar o programa, com
o propósito de estudar, modificá-lo e distribuí-lo, de modo que toda comunidade se
beneficie (SILVEIRA, 2004).
Assim, a licença do software livre é uma licença não-proprietária de
uso. O software livre possui um autor ou vários autores, mas não
possui donos. Dessa forma, o usuário do software livre também tem
o direito de ser desenvolvedor, caso queira. Quem o adquire pode
usá-lo para todo e qualquer fim, inclusive tem a permissão de alterá-
lo completamente. Assim, para um software ser efetivamente livre
deve necessariamente disponibilizar seu código-fonte. A única
proibição feita aos seus usuários é a de torná-lo um software
proprietário (Silveira, 2004, p.11).
Outra informação importante, foi o maior interesse das pessoas com as
nebulosas. Os dados apontaram para 54,8% (Figura 4) da preferência dos visitantes.
Embora o grupo tenha realizado um experimento, com explicação detalhada, com
frascos, anelina, algodão e glitter, os resultados coincidem com a importância das
nebulosas. Nas pesquisas da astronomia "As nebulosas são nuvens de gás e poeira
no espaço" (Maran, 2011, 205). Sobre a sua importância são consideradas berçários
de estrelas, sinalizando o nascimento, a vida e a morte das estrelas.
Figura 4 - Qual conteúdo lhe chamou mais a atenção?
17
Sobre a apresentação dos estudantes pesquisadores, a aprovação foi
"Excelente", com 74,2% (Figura 5). Pode-se concordar com Langhi e Nardi (2012, p.
108): '[...] a astronomia é especialmente apropriada para motivar os alunos... [...]'.
Sendo assim, o potencial motivador de estudar o universo, desvendar seus
segredos, foi um forte aliado para o sucesso da exposição e reconhecimento do
público.
Figura 5 - O que você achou da apresentação dos estudantes?
A análise dos dados permite algumas conclusões preliminares, que são:
● A astronomia pode ser trabalhada em sala de aula, pois o público se
mostrou curioso com o experimento das nebulosas, o que contribui para
desfazer o equivoco de um conhecimento inacessível e complexo
(NOGUEIRA E CANALLE, 2009);
● Apesar das diferenças entre o que seja de fato um planetário e a nossa
proposta, o público compreendeu e aprovou;
18
● Outra questão importante foi desfazer a visão negativa acerca do software
livre, mesmo o público não sabendo que a projeção se deu com o uso do
Linux.
Em relação aos dados coletados dos professores, não apresentaram muita
diferença de opinião em relação aos estudantes. A totalidade dos professores
entrevistados já visitaram um planetário ou observatório astronômico. Portanto,
conhecem a estrutura de um espaço para simulação ou observação do céu.
Avaliando a experiência do planetário, os professores, apontaram como "Excelente",
com 87,5% (Figura 6).
Figura 6 - O que você achou da nossa experiência de montar um planetário na
escola?
Sobre às nebulosas, observa-se que os acharam interessante o experimento
desenvolvido pelo estudantes, pois os dados indicaram 50% para Galáxias e 50%
para Nebulosas (Figura 7). Tratando-se dos professores, foram destacadas as
Galáxias, o que sinaliza que tais estruturas aguçam a curiosidade das pessoas,
constituindo em um importante objeto de motivação para o estudo do universo.
Como galáxias, Maran (2011, p. 198), define que "são os blocos de construção
básicos do Universo, e a Via Láctea um tijolo de bom tamanho". Assim, temos
importantes objetos da astronomia, que podem desencadear um maior interesse de
diferentes públicos para se envolver com a investigação do universo.
Figura 7 - Qual conteúdo lhe chamou mais a atenção?
19
Ainda sobre os objetos expostos na projeção, apenas os Aglomerados
Estelares não foram mencionados. Mas, o fato de não ser citado, pelos professores
e estudantes, não diminui a sua importância no estudo do céu. Segundo Maran
(2011, p. 201), "Aglomerados estelares são grupos de estrelas localizadas na e ao
redor da galáxia". Contudo, na astronomia, aglomerados, galáxias e nebulosas,
compõem excelentes objetos para a iniciação científica de diferentes públicos. Tais
objetos foram selecionados ao longo das pesquisas, como os mais instigantes, os
quais deixaram todos os visitantes curiosos em aprender um pouco mais sobre
planetário.
Em relação às tecnologias utilizadas, assim como os visitantes, os
professores aprovaram como "Excelente", 62,5% (Figura 8) os recursos tecnológicos
utilizados, mesmo sem saber que se tratava do software livre Linux. Apesar da
utilização de recursos de áudio e vídeo, boa parte da exposição se deu com o
software livre Stellarium. Em relação ao software livre Stellarium, a principal
tecnologia de projeção utilizada, se mostrou muito eficiente ao simular o céu e seus
objetos. Com uma excelente interface, semelhante à própria interface dos aparelhos
celulares encontrados no ambiente escolar, mostrou-se de fácil operação e adoção
por qualquer público.
Figura 8 - O que você achou das tecnologias utilizadas?
20
Apesar de não ter revelado o software para a projeção, e os presentes terem
aprovado, sem conhecê-lo, houve a intenção de deixá-lo oculto. Como sabemos, o
software livre Linux faz parte do ambiente informatizado dos laboratórios de
informática das escolas públicas. Mas, não foi incorporado adequadamente às
atividades de ensino e aprendizagem. Portanto, a intenção é, posteriormente, em
atividade de socialização do planetário, revelar a tecnologia livre por trás do projeto.
Certamente, a sua posterior socialização, onde todos fiquem sabendo que foi
utilizado em um projeto de astronomia, ajudará a resgatá-lo e a valorizá-lo como
ferramenta na iniciação científica.
Sobre a apresentação dos estudantes, a avaliação dos professores se
mostrou satisfatória, pois avaliaram como "Bom" 37,5% e "Excelente" 62,5% (Figura
9). A aprovação dos professores, ao que foi apresentado, assegura que os
estudantes realizaram um excelente trabalho no planetário. Tal avaliação também
pode ser compreendida que o conteúdo aparentemente complexo foi muito bem
administrado na apresentação.
Figura 9 - O que você achou da apresentação dos estudantes?
21
Tendo em vista, os dados anteriores, observa-se que a forma de apresentar
os temas da astronomia, no formato de projeção, favoreceu também a aprovação,
em sua totalidade, pelos professores. Mesmo utilizando o formato de projeção, em
uma sala de vídeo, na feira escolar, nada impede que seja utilizado em sala de aula,
pois não são necessárias estruturas e tecnologias sofisticadas.
Todo o nosso empenho diz respeito ao pensamento do astrônomo Carl Sagan
(1934-1996)2
que ainda hoje influencia o trabalho da popularização da astronomia,
relacionada a "Divulgar a ciência - tentar tornar os seus métodos e descobertas
acessíveis aos que não são cientistas" (Sagan, 1996, p. 30). Temos portanto, boas
razões para difundir o projeto por ser uma experiência que aproxima o público
escolar da ciência de modo criativo e lúdico.
Nosso projeto é um caso concreto de que a ciência e a tecnologia,
relacionada a astronomia, não estão distantes da sociedade (Langhi e Nardi, 2012).
Sendo assim, a proposta de planetário se mostra bastante promissora na escola,
com toda a possibilidade de ser multiplicada na rede pública.
2
O astrônomo que divulgava ciência como ninguém nos deixou um legado intelectual
abrangente e de alto impacto filosófico. Fonte:
http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2015/03/12-reflexoes-que-vao-te-
introduzir-ao-pensamento-de-carl-sagan.html
22
CONCLUSÕES
Os resultados dos questionários aplicados, a professores e estudantes,
resumem quanto foi produtiva e motivadora a proposta de planetário apresentada na
feira escolar.
Houve incentivo ao protagonismo dos estudantes e a instauração de uma
nova dinâmica amparada na pesquisa científica entre os envolvidos com o projeto e
que se estendeu a própria instituição.
Algumas lições de grande importância, nos permitem pontuar que a proposta
foi valida e oportuna, com base no que se tem disponível na cidade, em termos de
amparo tecnológico, científico e acadêmico, além de ser um projeto autoral e
colaborativo, idealizado com base nas tecnologias disponibilizadas no ambiente
escolar.
Outra questão de grande relevância, no atual contexto dos avanços científicos
e tecnológicos da astronomia, é que o conhecimento acerca do universo não está
distante do público, isto é, tanto no formato do experimento com as nebulosas, como
a própria proposta do planetário e suas tecnologias de projeção do céu, mas que
podem ser apropriadas e administradas no espaço escolar. Neste sentido, as
tecnologias livres permitem a inserção da astronomia na sala de aula, de forma a
proporcionar um ambiente adequado ao estudo de qualquer tema da astronomia,
com certo grau de complexidade, a exemplo de aglomerados estelares, galáxias e
nebulosas.
Contudo, o mais importante, é que demonstramos, na prática e com
tecnologias acessíveis e de fácil utilização, que é possível aproximar a astronomia
do público escolar.
O projeto do planetário na escola, portanto, se constitui, além de um
importante referencial para estimular uma visita a um espaço especializado ou
reforçar o conhecimento obtido no mesmo espaço, em um projeto que pode ser
multiplicado nas demais escolas da rede estadual.
23
REFERÊNCIAS
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia - saberes necessários à prática educativa.
São Paulo: Paz e Terra, 2003.
LANGHI, Rodolfo. NARDI, Roberto. Educação em Astronomia: repensando a
formação de professores. São Paulo: Escrituras Editoras, 2012. 215 p.
MARAN, Stephen P. Astronomia para leigos. São Paulo: Alta Books, 2011.
NOGUEIRA, Salvador. CANALLE, João Batista Garcia. Astronomia: ensino
fundamental e médio. Brasília: MEC, SEB; MCT; AEB; 2009. 232 p.: iI. – (Coleção
Explorando o ensino; v. 11).
MUNARETTO, Fernando. O GUARDADOR DE ESTRELAS. Disponível em:
<http://www.ibahia.com/a/blogs/estrelas/2015/08/21/astronomia-em-pauta-na-
semana-do-estudante/>. Acesso em: 21 ago 2015.
ROMANZINI, Juliana. BATISTA, Irinéa de Lourdes. Os planetários como ambientes
não-formais para o ensino de ciências (2000). Disponível em:
<http://posgrad.fae.ufmg.br/posgrad/viienpec/pdfs/1197.pdf>. Acesso em: 13 out
2013.
SAGAN, Carl. O mundo assombrado pelos demônios. São Paulo: Companhia de
Bolso, 1996. 510p.
SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO DO MUNICÍPIO DE FEIRA DE SANTANA.
Disponível em: <http://www.feiradesantana.ba.gov.br/noticias.asp?idn=12790>.
Acesso em: 14 ago 2015.
SILVEIRA, Sérgio Amadeu da. Software Livre: A luta pela liberdade de
conhecimento. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2004. 82p. - (Coleção
Brasil Urgente).
THIOLLENT, Michel. Metodologia da Pesquisa-Ação. 18a
edição. Editora São Paulo:
Cortez; 2011.

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Relatório de pesquisa planetário na escola - atualizado

  • 1. Colégio Estadual Teotônio Vilela Aline Santos Santana Ana Vitória Conceição dos Santos Douglas da Silva Miranda PLANETÁRIO NA ESCOLA: UMA PROPOSTA PARA POPULARIZAR A ASTRONOMIA E O SOFTWARE LIVRE NA SALA DE AULA Feira de Santana - BA Ano 2015
  • 2. V Feira de Ciências e Matemática da Bahia Colégio Estadual Teotônio Vilela – Feira de Santana – BA Rua O S/N Conjunto João Paulo II. Mangabeira. CEP 44033-780 Telefone (75)32240042; teotoniovilelafsa@yahoo.com.br PLANETÁRIO NA ESCOLA: UMA PROPOSTA PARA POPULARIZAR A ASTRONOMIA E O SOFTWARE LIVRE NA SALA DE AULA Aline Santos Santana aline.santos@hotmail.com Ana Vitória Conceição dos Santos a.vcsvitoria@gmail.com Alberto Alves Amorim Filho amorimalberto@hotmail.com Relatório de Pesquisa apresentado durante a Feira de Ciências Escolar do Colégio Estadual Teotônio Vilela como pré-requisito para participação na V Feira de Ciências e Matemática da Bahia. Feira de Santana - BA maio de 2015 a setembro de 2015
  • 3. V Feira de Ciências e Matemática da Bahia Colégio Estadual Teotônio Vilela – Feira de Santana – BA Rua O S/N Conjunto João Paulo II. Mangabeira. CEP 44033-780 Telefone (75)32240042; teotoniovilelafsa@yahoo.com.br PLANETÁRIO NA ESCOLA: UMA PROPOSTA PARA POPULARIZAR A ASTRONOMIA E O SOFTWARE LIVRE NA SALA DE AULA Aline Santos Santana Primeiro Autor Estudante do Colégio Estadual Teotônio Vilela Ana Vitória Conceição dos Santos Segundo Autor Estudante do Colégio Estadual Teotônio Vilela Douglas da Silva Miranda Terceiro Autor Estudante do Colégio Estadual Teotônio Vilela Alberto Alves Amorim Filho Orientador Professor do Colégio Estadual Teotônio Vilela Feira de Santana - BA maio de 2015 a setembro de 2015
  • 4. Dedicatória Ao astrônomo norte-americano Carl Sagan (1934-1996) por nos mostrar o caminho das estrelas e como a astronomia pode ser uma viajem fantástica, ao infinito e além.
  • 5. VII - Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo… VII Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo... Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer, Porque eu sou do tamanho do que vejo E não do tamanho da minha altura... Nas cidades a vida é mais pequena Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro. Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave, Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu, Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar, E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver. s.d. “O Guardador de Rebanhos”. In Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa. (Nota explicativa e notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (10ª ed. 1993). - 32.
  • 6. Resumo Feira de Santana vem se destacando no cenário regional e nacional por seu planetário, observatório astronômico e mestrado profissional em astronomia. Esta estrutura tecnológica, científica e acadêmica abre excelentes perspectivas para potencializar o ensino e a difusão da astronomia nas escolas da cidade. Embora a cidade possua condições de proporcionar um maior contato do público escolar, com os atuais avanços da ciência astronômica, observa-se que no espaço escolar, o universo não é abordado com a devida importância. Assim como os recursos e as tecnologias para dinamizar o estudo se encontram desconhecidas do seu público. O objetivo, portanto, deste trabalho é avaliar uma proposta de planetário articulado a um software livre, de projeção do céu, que é o Stellarium. A realização da pesquisa envolveu três etapas: 1a Definição da astronomia como objeto de estudo, com ênfase nos objetos do Catálogo Messier; 2a Seleção dos objetos Messier, recursos e tecnologias de projeção do céu; 3a Socialização no formato de um planetário na feira escolar. A pesquisa demonstrou que é possível materializar a projeção no ambiente escolar, de forma a criar um espaço dinâmico e criativo, para abordar o estudo do universo. Diferente do que se pensa, acerca da complexidade da astronomia, pode ser apropriada pelos professores e estudantes. A proposta do planetário na escola, pode ser um importante referencial para estimular uma visita a um espaço especializado ou reforçar o conhecimento obtido no mesmo espaço. Palavras chaves: Astronomia. Planetário. Aglomerados. Galáxias. Nebulosas
  • 7. Sumário INTRODUÇÃO.......................................................................................................08 OBJETIVO E RELEVÂNCIA DA PESQUISA................................................. 10 METODOLOGIA.................................................................................................... 11 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS......................................14 CONCLUSÕES......................................................................................................22 REFERÊNCIAS..................................................................................................... 23
  • 8. 8 INTRODUÇÃO A nós está talvez reservado sermos os colombos desse mundo desconhecido. (Júlio Verne) Feira de Santana possui o planetário Museu Parque do Saber, com avançadas tecnologias para projeção do céu. Também destaca-se, o Observatório Astronômico Antares, com excelente aparato científico e tecnológico. Temos a Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS, com o mestrado profissional em astronomia, que a coloca em destaque no cenário regional e nacional. Talvez, no estado da Bahia, por conta da estrutura local, seja a cidade com o maior potencial para o ensino e a difusão da astronomia. Em cada espaço destacado, é possível encontrar profissionais, equipamentos e tecnologias, compatíveis com diferentes públicos e faixas etárias. Entretanto, o que vem a ser um planetário e um observatório astronômico? São questões que podem esclarecer o seu papel, como espaços informais da educação. Temos, então, a definição de um planetário como um espaço para projeção do céu, em uma cúpula, que faz uso de efeitos digitais. Em relação ao observatório, é um espaço mais especializado, do ponto de vista acadêmico, que vai além da projeção do céu, pois dispõe de equipamentos para observação e captura de imagens de objetos próximos e do céu profundo. É importante destacar que a maioria das escolas, a exemplo do Colégio Estadual Teotônio Vilela, são dotadas de equipamentos e tecnologias, que podem iniciar os primeiros passos do seu público no estudo da astronomia, e em seguida encaminhá-los a um espaço especializado. Assim, a constatação acima, nos revela que é preciso desenvolver um projeto na própria escola, que aproxime os diferentes espaços de difusão científica existentes na cidade a um projeto de iniciação cientifica. Outra constatação, é o software livre, disponibilizado na escola, e que se encontra a margem das atividades escolares, principalmente os direcionados ao ensino e a difusão da astronomia. Trata-se de um importante recurso tecnológico,
  • 9. 9 que incorporado a um projeto de projeção do céu, torna-se fundamental para promover a iniciação científica.
  • 10. 10 OBJETIVO E RELEVÂNCIA DA PESQUISA Esta pesquisa tem por objetivo, com a montagem de um "planetário" na feira de ciências e com base na astronomia e no software livre, incentivar a articulação do espaço escolar e suas atividades de ensino e aprendizagem às propostas de divulgação científica de um planetário ou observatório astronômico. Traçamos o objetivo levando em consideração que os avanços científicos e tecnológicos da astronomia, principalmente de projeção do céu e semelhante ao que ocorre em um planetário e observatório astronômico, estão disponíveis ao público em geral. Tais avanços podem ser utilizados no ambiente escolar, principalmente com o suporte do software livre. São recursos de grande importância para aproximar as pessoas da ciência astronômica e desfazer a visão de complexidade atribuída ao estudo do universo. Tendo em vista o exposto e a necessidade de desenvolver espaços de pesquisa e experimentação na escola, propomos a seguinte questão: De que forma, com a astronomia articulada ao software livre, o público escolar pode se beneficiar dos avanços científicos e tecnológicos do estudo do universo, a exemplo dos disponibilizados em um planetário ou observatório astronômico? Mas, por que um planetário? […] é possível desmistificar a complexidade das ciências, proporcionando metodologias inovadoras que estimulam a capacidade criativa e crítica dos indivíduos envolvidos. Os espetáculos apresentados nos Planetários, com os jogos de luzes, o local confortável e a espetacular representação da esfera celeste, com as inumeráveis estrelas que podemos contemplar no céu noturno encantam as pessoas que visitam estes ambientes, e ao se sujeitarem a passar por experiências que fogem da sua rotina, elas são instigadas a prática do querer “aprender mais sobre” (Romanzini e Batista, 2000, p. 9) A relevância da pesquisa se encontra no atual contexto científico e tecnológico da astronomia, com seus espaços especializados, que se encontram desarticulados do ensino e da aprendizagem escolar.
  • 11. 11 METODOLOGIA O trabalho de pesquisa foi desenvolvido com base na pesquisa-ação (Thiollent, 2011), pensada como estratégia metodológica, favorecendo a criação de um ambiente autoral e colaborativo na sala de aula. Na perspectiva metodológica adotada, os sujeitos da pesquisa tiveram participação efetiva no processo, assumindo o protagonismo na investigação. Tendo em vista a estratégia adotada, o trabalho foi desenvolvido em três etapas, a seguir: Na primeira etapa, foi definida a astronomia como tema de investigação, onde a turma foi dividida em grupos de pesquisa: Observatórios, Planetários e Objetos do céu profundo (Aglomerados, Galáxias e Nebulosas). Cada grupo recebeu um formulário com orientações sobre a metodologia do trabalho científico. Na oportunidade, foi definido como formato final da investigação, o cenário de um planetário. Com o objetivo de conhecer a sua dinâmica, foi agendada uma visita ao Planetário Museu Parque do Saber (Foto 1), da cidade, para conhecer o espaço e seus recursos digitais. Ainda foi possível participar de uma mesa redonda, cujo tema foi "A astronomia: sua influência no nosso cotidiano e a importância nas escolas" (SECOM, 2015; MUNARETTO, 2015), com a mediação do diretor do museu Basílio Fernandez, o pesquisador Antônio Carlos da Graça e do astrônomo amador Fernando Munaretto. Contamos com a presença da gestora do Colégio Estadual Teotônio Vilela, Maria da Conceição Oliveira Lopes, do professor orientador do projeto, Alberto Amorim, dos demais representantes do corpo docente da escola, as professoras Mariângela Brandão e Kleide Ribeiro, além de escolas convidadas e jornalistas.
  • 12. 12 Foto 1 - Mesa redonda no Planetário Museu Parque do Saber Fonte: http://www.ibahia.com/a/blogs/estrelas/2015/08/21/astronomia-em- pauta-na-semana-do-estudante/ Na segunda etapa, após algumas aulas de orientações e com base no Catálogo Messier1 (catálogo elaborado pelo astrônomo francês Charles de Messier), foi apresentado o resultado da pesquisa, no formato de seminários, com base na metodologia previamente combinada. Após os seminários, foi apresentado o software livre Stellarium, comandos e funções, utilizado para projeção do céu em planetários. Na terceira etapa, foi definida que a investigação seria socializada em duas partes,sendo a primeira, a exposição e explicação, sobre nebulosas, utilizando garrafas com anilina, glitter e algodão, como forma de aguçar a curiosidade do visitante para conhecer o projeto do planetário da turma. Posteriormente, apresentamos o "planetário" ao público. Todavia, a própria estratégia utilizada, amparada no mestre Paulo Freire, foi bastante importante, ou seja "Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as 1 CATÁLOGO MESSIER. Disponível em: <http://xa.yimg.com>. Acesso em: 15 jul 2015.
  • 13. 13 possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção (Freire, 2003, p. 47)". Diante da perspectiva freiriana, os estudantes passam a ter um papel fundamental na produção, finalização e comunicação da pesquisa. Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que - fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade (Freire, 2003, p. 14). Buscando fundamentar a pesquisa, registramos os diversos passos da construção coletiva do projeto, nos diários de bordo e nos registros fotográficos, além da aplicação de questionários, o que se mostrou muito oportuno para fundamentar a proposta do planetário, sua viabilidade no espaço escolar e apontar novos desdobramentos nos eventos da escola.
  • 14. 14 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS O ensino da astronomia está previsto nos documentos legais da educação brasileira, principalmente nos componentes curriculares como ciências e geografia, no ensino fundamental, e física, no ensino médio (Langhi e Nardi, 2012). Contudo, a carência de orientações especializadas somadas ao desconhecimento de experiências exitosas nas escolas na rede pública, limitam o estudo do universo com mais propriedade e com a dinâmica necessária à sua compreensão. Neste sentido é que surge a concepção de um planetário na escola, buscando divulgar uma proposta que requer um mínimo de estrutura e tecnologias. Com base na experiência desenvolvida, aplicamos questionários, com a finalidade de fundamentar a sua viabilidade no espaço escolar. Os dados apresentados e discutidos a seguir, foram coletados de questionários aplicados a 8 professores e 31 visitantes. Os dados demonstraram que 87,1% (Figura 1) do público visitante já foi a um planetário ou observatório. Tal contato com os espaços especializados, conforme os dados, demonstram que há algum contato com a proposta de difusão dos mesmos. Figura 1 - Você já foi a um planetário ou observatório astronômico?
  • 15. 15 Destaca-se, que 71% (Figura 2) aprovaram como "Excelente" a proposta de planetário. A partir da avaliação positiva podemos afirmar que a experiência com um planetário é de grande importância para incentivar o estudo do universo em sala de aula. Figura 2 - O que você achou da nossa experiência de montar um planetário na escola? É importante ressaltar que, apesar do público desconhecer o Stellarium, um importante software livre para a astronomia, eles aprovaram com 58% como "Bom" e 42% como "Excelente" (Figura 3), o seu uso na projeção. Embora o software livre, principalmente o Linux, esteja presente em muitos laboratórios de informática das escolas públicas, docentes e discentes, desconhecem o seu potencial tecnológico e pedagógico. Amparado em uma filosofia de compartilhamento de saberes, o software é um excelente exemplo de um objeto técnico que promove a autoria e a colaboração no ambiente escolar. Figura 3 - O que você achou das tecnologias utilizadas?
  • 16. 16 Para saber reconhecer e valorizar um software livre é preciso conhecer a filosofia das quatro liberdades que incentivam o usuário a executar o programa, com o propósito de estudar, modificá-lo e distribuí-lo, de modo que toda comunidade se beneficie (SILVEIRA, 2004). Assim, a licença do software livre é uma licença não-proprietária de uso. O software livre possui um autor ou vários autores, mas não possui donos. Dessa forma, o usuário do software livre também tem o direito de ser desenvolvedor, caso queira. Quem o adquire pode usá-lo para todo e qualquer fim, inclusive tem a permissão de alterá- lo completamente. Assim, para um software ser efetivamente livre deve necessariamente disponibilizar seu código-fonte. A única proibição feita aos seus usuários é a de torná-lo um software proprietário (Silveira, 2004, p.11). Outra informação importante, foi o maior interesse das pessoas com as nebulosas. Os dados apontaram para 54,8% (Figura 4) da preferência dos visitantes. Embora o grupo tenha realizado um experimento, com explicação detalhada, com frascos, anelina, algodão e glitter, os resultados coincidem com a importância das nebulosas. Nas pesquisas da astronomia "As nebulosas são nuvens de gás e poeira no espaço" (Maran, 2011, 205). Sobre a sua importância são consideradas berçários de estrelas, sinalizando o nascimento, a vida e a morte das estrelas. Figura 4 - Qual conteúdo lhe chamou mais a atenção?
  • 17. 17 Sobre a apresentação dos estudantes pesquisadores, a aprovação foi "Excelente", com 74,2% (Figura 5). Pode-se concordar com Langhi e Nardi (2012, p. 108): '[...] a astronomia é especialmente apropriada para motivar os alunos... [...]'. Sendo assim, o potencial motivador de estudar o universo, desvendar seus segredos, foi um forte aliado para o sucesso da exposição e reconhecimento do público. Figura 5 - O que você achou da apresentação dos estudantes? A análise dos dados permite algumas conclusões preliminares, que são: ● A astronomia pode ser trabalhada em sala de aula, pois o público se mostrou curioso com o experimento das nebulosas, o que contribui para desfazer o equivoco de um conhecimento inacessível e complexo (NOGUEIRA E CANALLE, 2009); ● Apesar das diferenças entre o que seja de fato um planetário e a nossa proposta, o público compreendeu e aprovou;
  • 18. 18 ● Outra questão importante foi desfazer a visão negativa acerca do software livre, mesmo o público não sabendo que a projeção se deu com o uso do Linux. Em relação aos dados coletados dos professores, não apresentaram muita diferença de opinião em relação aos estudantes. A totalidade dos professores entrevistados já visitaram um planetário ou observatório astronômico. Portanto, conhecem a estrutura de um espaço para simulação ou observação do céu. Avaliando a experiência do planetário, os professores, apontaram como "Excelente", com 87,5% (Figura 6). Figura 6 - O que você achou da nossa experiência de montar um planetário na escola? Sobre às nebulosas, observa-se que os acharam interessante o experimento desenvolvido pelo estudantes, pois os dados indicaram 50% para Galáxias e 50% para Nebulosas (Figura 7). Tratando-se dos professores, foram destacadas as Galáxias, o que sinaliza que tais estruturas aguçam a curiosidade das pessoas, constituindo em um importante objeto de motivação para o estudo do universo. Como galáxias, Maran (2011, p. 198), define que "são os blocos de construção básicos do Universo, e a Via Láctea um tijolo de bom tamanho". Assim, temos importantes objetos da astronomia, que podem desencadear um maior interesse de diferentes públicos para se envolver com a investigação do universo. Figura 7 - Qual conteúdo lhe chamou mais a atenção?
  • 19. 19 Ainda sobre os objetos expostos na projeção, apenas os Aglomerados Estelares não foram mencionados. Mas, o fato de não ser citado, pelos professores e estudantes, não diminui a sua importância no estudo do céu. Segundo Maran (2011, p. 201), "Aglomerados estelares são grupos de estrelas localizadas na e ao redor da galáxia". Contudo, na astronomia, aglomerados, galáxias e nebulosas, compõem excelentes objetos para a iniciação científica de diferentes públicos. Tais objetos foram selecionados ao longo das pesquisas, como os mais instigantes, os quais deixaram todos os visitantes curiosos em aprender um pouco mais sobre planetário. Em relação às tecnologias utilizadas, assim como os visitantes, os professores aprovaram como "Excelente", 62,5% (Figura 8) os recursos tecnológicos utilizados, mesmo sem saber que se tratava do software livre Linux. Apesar da utilização de recursos de áudio e vídeo, boa parte da exposição se deu com o software livre Stellarium. Em relação ao software livre Stellarium, a principal tecnologia de projeção utilizada, se mostrou muito eficiente ao simular o céu e seus objetos. Com uma excelente interface, semelhante à própria interface dos aparelhos celulares encontrados no ambiente escolar, mostrou-se de fácil operação e adoção por qualquer público. Figura 8 - O que você achou das tecnologias utilizadas?
  • 20. 20 Apesar de não ter revelado o software para a projeção, e os presentes terem aprovado, sem conhecê-lo, houve a intenção de deixá-lo oculto. Como sabemos, o software livre Linux faz parte do ambiente informatizado dos laboratórios de informática das escolas públicas. Mas, não foi incorporado adequadamente às atividades de ensino e aprendizagem. Portanto, a intenção é, posteriormente, em atividade de socialização do planetário, revelar a tecnologia livre por trás do projeto. Certamente, a sua posterior socialização, onde todos fiquem sabendo que foi utilizado em um projeto de astronomia, ajudará a resgatá-lo e a valorizá-lo como ferramenta na iniciação científica. Sobre a apresentação dos estudantes, a avaliação dos professores se mostrou satisfatória, pois avaliaram como "Bom" 37,5% e "Excelente" 62,5% (Figura 9). A aprovação dos professores, ao que foi apresentado, assegura que os estudantes realizaram um excelente trabalho no planetário. Tal avaliação também pode ser compreendida que o conteúdo aparentemente complexo foi muito bem administrado na apresentação. Figura 9 - O que você achou da apresentação dos estudantes?
  • 21. 21 Tendo em vista, os dados anteriores, observa-se que a forma de apresentar os temas da astronomia, no formato de projeção, favoreceu também a aprovação, em sua totalidade, pelos professores. Mesmo utilizando o formato de projeção, em uma sala de vídeo, na feira escolar, nada impede que seja utilizado em sala de aula, pois não são necessárias estruturas e tecnologias sofisticadas. Todo o nosso empenho diz respeito ao pensamento do astrônomo Carl Sagan (1934-1996)2 que ainda hoje influencia o trabalho da popularização da astronomia, relacionada a "Divulgar a ciência - tentar tornar os seus métodos e descobertas acessíveis aos que não são cientistas" (Sagan, 1996, p. 30). Temos portanto, boas razões para difundir o projeto por ser uma experiência que aproxima o público escolar da ciência de modo criativo e lúdico. Nosso projeto é um caso concreto de que a ciência e a tecnologia, relacionada a astronomia, não estão distantes da sociedade (Langhi e Nardi, 2012). Sendo assim, a proposta de planetário se mostra bastante promissora na escola, com toda a possibilidade de ser multiplicada na rede pública. 2 O astrônomo que divulgava ciência como ninguém nos deixou um legado intelectual abrangente e de alto impacto filosófico. Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2015/03/12-reflexoes-que-vao-te- introduzir-ao-pensamento-de-carl-sagan.html
  • 22. 22 CONCLUSÕES Os resultados dos questionários aplicados, a professores e estudantes, resumem quanto foi produtiva e motivadora a proposta de planetário apresentada na feira escolar. Houve incentivo ao protagonismo dos estudantes e a instauração de uma nova dinâmica amparada na pesquisa científica entre os envolvidos com o projeto e que se estendeu a própria instituição. Algumas lições de grande importância, nos permitem pontuar que a proposta foi valida e oportuna, com base no que se tem disponível na cidade, em termos de amparo tecnológico, científico e acadêmico, além de ser um projeto autoral e colaborativo, idealizado com base nas tecnologias disponibilizadas no ambiente escolar. Outra questão de grande relevância, no atual contexto dos avanços científicos e tecnológicos da astronomia, é que o conhecimento acerca do universo não está distante do público, isto é, tanto no formato do experimento com as nebulosas, como a própria proposta do planetário e suas tecnologias de projeção do céu, mas que podem ser apropriadas e administradas no espaço escolar. Neste sentido, as tecnologias livres permitem a inserção da astronomia na sala de aula, de forma a proporcionar um ambiente adequado ao estudo de qualquer tema da astronomia, com certo grau de complexidade, a exemplo de aglomerados estelares, galáxias e nebulosas. Contudo, o mais importante, é que demonstramos, na prática e com tecnologias acessíveis e de fácil utilização, que é possível aproximar a astronomia do público escolar. O projeto do planetário na escola, portanto, se constitui, além de um importante referencial para estimular uma visita a um espaço especializado ou reforçar o conhecimento obtido no mesmo espaço, em um projeto que pode ser multiplicado nas demais escolas da rede estadual.
  • 23. 23 REFERÊNCIAS FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia - saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2003. LANGHI, Rodolfo. NARDI, Roberto. Educação em Astronomia: repensando a formação de professores. São Paulo: Escrituras Editoras, 2012. 215 p. MARAN, Stephen P. Astronomia para leigos. São Paulo: Alta Books, 2011. NOGUEIRA, Salvador. CANALLE, João Batista Garcia. Astronomia: ensino fundamental e médio. Brasília: MEC, SEB; MCT; AEB; 2009. 232 p.: iI. – (Coleção Explorando o ensino; v. 11). MUNARETTO, Fernando. O GUARDADOR DE ESTRELAS. Disponível em: <http://www.ibahia.com/a/blogs/estrelas/2015/08/21/astronomia-em-pauta-na- semana-do-estudante/>. Acesso em: 21 ago 2015. ROMANZINI, Juliana. BATISTA, Irinéa de Lourdes. Os planetários como ambientes não-formais para o ensino de ciências (2000). Disponível em: <http://posgrad.fae.ufmg.br/posgrad/viienpec/pdfs/1197.pdf>. Acesso em: 13 out 2013. SAGAN, Carl. O mundo assombrado pelos demônios. São Paulo: Companhia de Bolso, 1996. 510p. SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO DO MUNICÍPIO DE FEIRA DE SANTANA. Disponível em: <http://www.feiradesantana.ba.gov.br/noticias.asp?idn=12790>. Acesso em: 14 ago 2015. SILVEIRA, Sérgio Amadeu da. Software Livre: A luta pela liberdade de conhecimento. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2004. 82p. - (Coleção Brasil Urgente). THIOLLENT, Michel. Metodologia da Pesquisa-Ação. 18a edição. Editora São Paulo: Cortez; 2011.