Reflexões sobre alfabetização e letramento no mundo contemporâneo
Coisasquevocêaprendeunagraduação
Coisasquevocêaprendeunagraduação
EsseaquiésódoAusubel
Coisasquevocêaprendeunagraduação
Coisasquevocêaprendeunagraduação
Coisasquevocêaprendeunagraduação
Metodologia é o que não falta!
então...
onde podemos atuar?
Taxadeanalfabetismoparadecairno
Brasilapós15anos,dizPnad
Fonte: http://educacao.uol.com.br – 27/09/2013
A taxa de analfabetismo das pessoas
de 15 anos ou mais parou de cair no
Brasil após um período de 15 anos de
declínio, segundo dados da Pnad 2012
(Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios) divulgados nesta
sexta-feira (27). O país não registrava
crescimento da taxa de analfabetismo
desde 1997.
O IBGE (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística) considera que
uma pessoa é alfabetizada se ela
souber ler e escrever
um "bilhete simples".
Taxadeanalfabetismoparadecairno
Brasilapós15anos,dizPnad
Frequência escolar
A taxa de escolarização das crianças e adolescentes de 6 a 14
anos de idade foi de 98,2% em 2012, o mesmo percentual
verificado em 2011.
Para os jovens de 15 a 17 anos de idade, o percentual dos que
frequentavam escola foi de 84,2% em 2012, proporção superior
à observada em 2011, quando foi de 83,7%.
Fonte: http://educacao.uol.com.br – 27/09/2013
AnalfabetismofuncionalnoBrasil...
Teste de interpretação de texto – Pesquisa sobre Analfabetismo Funcional – FEAUSP-2000
...tivemososeguinteresultado
Teste de interpretação de texto – Pesquisa sobre Analfabetismo Funcional – FEAUSP-2000
30% dos respondentes
não conseguiram apontar,
no texto,
a parte que dizia
em quantos anos os fumantes
moderados reduzem sua
esperança de vida
AnalfabetismofuncionalnoBrasil...
Teste de interpretação de texto – Pesquisa sobre Analfabetismo Funcional – FEAUSP-2000
Exemplosreais–ENEM2012
"O cerumano no mesmo tempo que
constrói, também destrói, pois nós
temos que nos unir para realizarmos
parcerias juntos".
"O Euninho já provocou secas e
enchentes calamitosas...“
"A situação tende a piorar: os
madeireiros da Amazônia destroem
a MataAtlântica da região".
"Já está muito de difícel de achar os
pandas naAmazônia."
Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler
e não leem
Mário Quintana
Alfabetização x Letramento
ALFABETIZAÇÃO
Dominar códigos
LETRAMENTO
Ser capaz de usar os
códigos em diferentes
contextos
Alfabetização x Letramento
Letrar
Comparar
Generalizar
Prever
Inferir
Estabelecer relações
PARÂMETROS CURRICULARES – FUNDAMENTOS
Leitura
Compreensão
Produção
Despertar no sujeito a capacidade de interação com práticas sociais de escrita.
Mitos
Criança não gosta de ler
Mitos
Criança não gosta de escrever
Nuncaseescreveu(eleu)tanto
Ondeestáaquestão
A questão não está nos hábitos Mas na qualidade do ler e escrever
... MUITO !
Há20anosnãotinha...
Criado no ano 2.000
Há20anosnãotinha...
Criado em 1.995
Há20anosnãotinha...
Criado no ano 2.000
Há20anosnãotinha...
Criado no ano 2.007
Há20anosnãotinha...
Criado no ano 2.010
Há20anosnãotinha...
1.998
Omundomuda...sempre
As
mudanças
sempre
existiram
O que existe hoje, existira daqui há
10 anos?
Novos tempos – novas atitudes
Educação lida com o futuro
Educamos hoje com métodos
antigos
Os alunos não são mais os mesmos
MAS OS MÉTODOS DE ENSINO CONTINUARAMOS MESMOS
Evoluímostecnologicamente
Mas ainda temos dificuldades
para “ler” e “escrever” o
mundo
Aos 6anos
3000 horas deTV
1000 horas de vídeo game
38% já usaram smartphone ou tablet
Presenciaram mais de 5000 cenas de
violência, sexo, drogas, etc.
Vão à escola para serem alfabetizadas
MILLENIALS
2013
1960
1910
1850
Tecnologiadeensino-aprendizagem
Modeloeducacional
Copiar
Repetir
Mudam as tecnologias
Mas a escola continua privilegiando
dois verbos (e verbos são ações)
MODELOS EDUCACIONAIS
Concepçõestradicionais(décadade70)
Os modelos de boa escrita são
encontrados apenas nos clássicos da
literatura
A gramática conduzirá
necessariamente o aluno à uma boa
escrita – deve-se ensinar primeiro a
gramática
Escrever é, antes de tudo, uma
questão de conhecimento linguístico
com atenção localizada no
vocabulário e na sintaxe
 A garantia de acesso aos
modelos de boa escrita se dá
através da leitura de bons textos
(clássicos) – copiar e repetir
 Ler = traduzir os símbolos
gráficos em código oral
(pronúncia correta)
Concepções(décadade80)
Gramática atinge um papel
secundário e posterior ao domínio e
uso da linguagem
A escrita varia de acordo com o
propósito e o contexto de utilização
(Ex. escrever carta para um amigo
versus escrever uma carta se
candidatando para um emprego)
As formas textuais devem estar em
sintonia com sua função social
 A prática do ensino de leitura e
escrita deve aproximar-se de
seus usos reais.
 A escola deve utilizar-se de
variedade textual
 Problemas:
 Aluno como agente passivo
 Aprendizagem mais por imitação do
que por reflexão
 Texto como objeto de uso, mas não
de ensino
Aprender a ler, escrever, alfabetizar-se é,
antes de mais nada,
aprender a ler omundo
...eomundoestá
MOOC
No Brasil
-Veduca (420+ cursos)
-FGV (43 cursos)
-KhanAcademy (220 milhões de
exibições no mundo – 2.200 aulas)
-e-Aulas USP (800 aulas)
Novoperfil
Mudança de papéis
• Aluno
• Professor
• Escola
Bases:
interação com o outro, equipes,
trabalho colaborativo, e a
possibilidade de cada um aprender
em seu próprio ritmo
As pessoas estão se
tornando autodidatas
Onovoambientedeaprendizagem
O mundo da aprendizagem se
tornou
•Experimental
•Experiencial
•Colaborativo
•Um lugar onde o erro é aceito
•Onde os resultados são imediatos
•Onde as avaliações não atendem os
velhos critérios
Ovelhoambientedeaprendizagem
ONOVOambientedeaprendizagem
Onovoambientedeaprendizagem
Professor como facilitador
Transversalidade
Métodos alternativos
Inovação
Aulas baseadas em projetos
Multidisciplinar
Colaborativo
Oletramentodeveestarinseridoneste
mundocolaborativoeinformacional
Onovoambientedeaprendizagem
O espaço de aprendizagem ainda é
presencial
mas também é virtual
...ou tudo isso junto
Onovoambientedeaprendizagem
PRESENÇAONLINE
• Em tempo real ou offline
• e-mail, páginasWeb, blogs,
Facebook,Google+, SMS, Skype,
Flickr,Tumblr, Podcasts,Apps
Incorpora tecnologias
virtuais
Onovoambientedeaprendizagem
RECURSOSONLINE
•Google
•MOOCs
•Bases de Dados
•Bibliotecas Digitais
•Revistas online
•Wikipedia
Incorpora tecnologias
virtuais
Mesmo assim,
faz tempo que Piaget e Freire
já sabiam o que fazer
PiageteFreire
Formular hipóteses
Inventar
Interagir
Indagar
Experimentar
Testar
Cooperar
Descobrir
Dialogar
Intervir
Tomar consciência
Perguntar
Refletir
Construir
Compreender
Transformar
A escola precisa desenvolver no aluno
a capacidade de pensar, de refletir
Pensenisso
Copiar
Repetir
Mas a escola continua privilegiando
dois verbos (e verbos são ações)
Aprender uma língua não é somente
aprender palavras, mas também seus
significados culturais
e com eles, os modos pelos quais as
pessoas entendem e interpretam a
realidade
Premissa
O professor que pretende alfabetizar
e letrar deve ser, antes de mais nada,
um BOM LEITOR
e tem que GOSTAR DE PRODUZIR
ESCRITAS
Éprecisoquebrarparadigmas
Novasconcepçõesemeducação
O professor deve ser um
PROVOCADOR
O professor deve desenvolver no
aluno a criticidade, o questionamento,
a sede por aprender, a criatividade
A educação não depende de
governos – ela depende do sentimento
e da inteligência dos professores
 O bom professor não dá respostas
– ele faz perguntas! (o que o aluno
quer saber? O que ele tem
curiosidade de aprender? Etc.)
 Cada um aprende a seu modo, ao
seu estilo de inteligência, segundo
a sua cultura. Cada ser humano é
único e irrepetível
 Os professores não são aqueles
que detêm o saber. São aqueles
que sabem encontrar os caminhos
para os saberes
Perguntinhasqueincomodam
•Pra que tem que haver provas?
•Porque tem que haver grade curricular?
•Por que as aulas tem 50 minutos?
•Ao deixar um professor tomando conta da
classe na prova, que ensinamento moral
estou passando ao aluno?
•Por que ensinamos todos os alunos do
mesmo jeito e no mesmo rítmo?
•Por que as classes tem sempre o mesmo
layout?
Perguntem isso a si mesmos agora
•Pra que tem que haver provas?
•Porque tem que haver grade curricular?
•Por que as aulas tem 50 minutos?
•Ao deixar um professor tomando conta da
classe na prova, que ensinamento moral
estou passando ao aluno?
•Por que ensinamos todos os alunos do
mesmo jeito e no mesmo rítmo?
•Por que as classes tem sempre o mesmo
layout?
O DESAFIO E A LOUCURAQUE DERAMCERTO
NaEscoladaPonte
Não há
 Séries
 Provas
 Diretores – todos, pais,
alunos e professores, em
conjunto, mandam na
escola
 Assinatura de Ponto
 GradeCurricular
 Horários
 Salas de aula
 “““inclusão”””
NaEscoladaPonte
•Existe um currículo a ser cumprido
•A cada 15 dias, o aluno escolhe o
conteúdo que irá estudar
•Os alunos decidem, junto com o
professor da disciplina, como será
feita a avaliação – não existem
provas
•Mesas comunitárias
•Mural:
• Preciso de ajuda em:
• Posso ajudar em:
 Diversidade de gênero e de
idade na mesma turma
 Várias disciplinas ocorrem no
mesmo espaço físico
 O aluno escolhe o professor que
irá ajuda-los
 Música clássica durante a aula
para evitar o barulho – quando
se deixa de escutar a música, é
porque há muito barulho
 Decisões sobre a escola são
tomadas em assembleias
semanais
 Pais participam do
planejamento anual da escola
Noentanto
 Alunos são os 1ºs
colocados emTODOS os
vestibulares e concursos
 São os mais brilhantes e
renomados profissionais
de Portugal
 ZERO de evasão escolar
 100% de aproveitamento
nas disciplinas do Min. da
Educação de Portugal
Algumasideiasparaasaladeaula
PRÁTICAS EM SALA DE AULA
A prática do ensino de leitura e escrita deve aproximar-se de
seus usos reais
Diferentes gêneros requerem diferentes tipos de conhecimento
e de habilidades – para cada gênero, um tipo de ensino
diferente: incluir os “comos” e os “porquês” do texto
Contexto
•Língua como interação
•Escrita como prática social
Todo texto realiza um propósito
particular em uma situação
específica
Gênero é, portanto,
a relação entre o
propósito social e a
estrutura linguística
Gênero-exemplo
Propósito social:
Alô?
Quem fala?
Podemos reconhecer
imediatamente a
forma e a prática social
(função)
Gênero-exemplo
Estrutura linguística:
Prezado Dr. Paulo
[ ... ]
Sem mais
Atenciosamente
JoãoCarlos
Qual o gênero?
Gênero-exemplo
Estrutura linguística:
Prezado Dr. Paulo
[ ... ]
Sem mais
Atenciosamente
JoãoCarlos
Carta ou Epístola
Gênerostextuais
Propaganda
Receitas culinárias
Provérbios
Cartazes
Literatura de cordel
Folclore
Histórias
Contos de Fadas, Lendas e Crônicas
Classificados
Manual de instruções
Poesia
Gráficos
Carta
Bula de Remédio
Tutorial
Editorial
Notícia
Reportagem
Entrevista
Quadrinhos
Charge
e-mail
Blog
SMS
CRÔNICA
Ficção
Companheiros de Viagem (Eduardo Becker)
Moro no nono andar de um modesto edifício localizado num bairro movimentado de São Bernardo do Campo – terra do Lula,
para quem não sabe.
Engraçado... sempre que me perguntam, digo que moro no décimo andar. É que eu acho esquisito dizer: “moro no nono” – é ruim de falar.
Outro dia fiquei um tempão esperando o elevador que vinha lá de cima, parando de andar em andar. Quando chegou minha vez,
aquele pequeno cubículo estava apinhado de gente. É curioso o comportamento das pessoas num elevador.
- Bom dia?
- Bom dia.
- Calor, heim!
- É.
Terminado o assunto, vem o silêncio. Uns olham pra o chão, outros ficam encarando o marcador luminoso que mostra os números dos andares
Porque quase sempre tem um queimado? Eu, por falta do que fazer, confesso que fico reparando nos outros. Não consigo resistir.
Aquela boazuda do 103. Coitado do marido - sai de madrugada pra trabalhar e a mulher vai bater perna vestida daquele jeito... se fosse
sem roupa chamaria menos a atenção. E o perfume então, parece que usou o vidro todo.
Hmm.. a Dona Teresa tem joanete. Coitada, já não bastasse os pés suportarem aquele peso todo, ainda por cima joanete, e dos grandes.
Acho que é por isso que ela vive de mau humor.
Tinha um sujeito ali que, pelas vestes, devia ser encanador ou pedreiro. Mas o que mais chamava a atenção era seu mau hálito.
Acho que os amigos dele deviam chama-lo de “Bueiro”.
- Opa! O Bueiro tá aí?
- Tá na sala aí do lado, vai lá.
- Não, não. Deixa que mais tarde eu telefono.
E ele estava logo atrás de mim, de forma que a cada respirada dele, vinha aquele aroma inconfundível. O elevador, que já é lento,
parecia demorar mais ainda. Como eu não conseguiria prender a minha respiração por muito tempo, tentei coordenar minha respiração
com a dele. Quando ele inspirava, eu também. Eu bem que tentei virar de lado, mas se o fizesse, meu nariz derrubaria o interfone que estava
colado à minha orelha direita. Num momento de distração, respirei bem na hora em que ele expirou, de modo que absorvi aquele hálito
em toda sua plenitude. No mesmo instante me culpei pela distração e, ato contínuo, comecei a suar frio – acho que vou passar mal.
Já imaginou? Passar mal dentro de um elevador lotado! Todo mundo acaba passando mal junto.
Olhei para o luminoso que estava todo apagado – será que vai quebrar justo agora? Ah! Estávamos no quarto andar – aquele, queimado.
Tentei outra tática: me abaixei o quanto pude, fingindo que estava arrumando minhas meias.
Aprendi no colégio que o ar quente sempre sobe - bafo é quente, portanto sobe - e então imaginei que mais embaixo não iria encontrar
moléculas de mau hálito. Dei uma respirada bem funda, rezando para que a Dona Teresa – aquela do joanete – estivesse com
os intestinos em dia e subi de novo – cara vermelha, prendendo a respiração, já estava até começando achar aquela situação engraçada.
Segundo andar, graças a Deus, acho que dá pra segurar até o térreo. Mas para meu desalento, o Bueiro resolveu dar um bocejo,
daqueles que a pessoa abre uma bocarra, emite aquele som típico: uhaaaa... e solta todo o ar dos pulmões.
Aquilo foi demais e me deu vontade de rir, fazendo-me distrair de novo e respirar o bocejo do Bueiro... em toda sua plenitude.
Olhei em volta, estavam todos quietos, compenetrados em seu silêncio. Será que compartilhavam do meu sofrimento?
Térreo, graças ao meu bom Deus. Fui o primeiro a sair – afinal tinha sido o último a entrar e estava bem na porta.
Ao abri-la veio aquela lufada de ar limpo, geladinho... Dei uma respirada profunda como se quisesse limpar meus pulmões,
agradecendo por ter sobrevivido, e me despedindo de meus companheiros de viagem.
- Bom dia!
- Bom dia!
QUADRINHOS
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significado das
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•Na aula tiram dúvidas e
fazem exercícios
Ensinar não é transferir conhecimento,
mas criar as possibilidades para a sua própria construção
Paulo Freire
Obrigado
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Processos de aprendizagem leitura e escrita