Política
antiga e
medieval
PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA
G R A D U A DO E M L E T R A S , E S P E C I A LI STA E M L I N G U Í ST I C A E
F I LO S O F I A
PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA
“Não há nada de errado com
aqueles que não gostam de
política, simplesmente serão
governados por aqueles que
gostam.”
PLATÃO
PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA
Gregos os primeiros a filosofar, primeiros
a refletir criticamente sobre política.
▪A palavra “política” tem diversos
sentidos. No entanto, em termos
conceituais, a política é a arte de
governar, diz respeito à gestão dos
destinos da comunidade (pólis =
cidade).
PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA
Atenas no período clássico
O período clássico da filosofia grega
centralizou-se na figura de Sócrates e de seu
discípulos Platão. Os sofistas também
fizeram parte dessa época.
Os sofistas ensinavam a retórica, arte de
bem falar, de utilizar a linguagem em um
discurso persuasivo.
PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA
Para Platão:
Finalidade da vida política
Como realizar a cidade justa?
Pela educação dos cidadãos – homens e
mulheres.
“A cidade justa é governada
pelos filósofos, administrada
pelos cientistas, protegida pelos
guerreiros e mantida pelos
produtores .”
PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA
Democracia
▪ Teve origem na Grécia. Em seu sentido etimológico, quer dizer
“governo do povo”. Entretanto, da democracia grega estavam excluídos
mulheres, escravos e estrangeiros. No entanto, a invenção da
democracia já
destacava os valores de igualdade, liberdade e participação.
▪ Alguns aspectos importantes da democracia:
• A democracia é um regime político que deve zelar pela pluralidade de
convicções, com garantia de livre expressão, desde que dentro dos
limites legais. Por exemplo, uma opinião racista deve ser coibida pelo
Estado, porque ofende os princípios legais e a dignidade humana.
PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA
Teoria política de Platão
•Cidade (pólis) dividida em três
grupos sociais: produtores,
guardiães e governantes
• Justiça na pólis depende do
equilíbrio entre esses grupos
• Concepção política aristocrática
• Rei-filósofo (que conheceu a
essência da Justiça) deve governar
a cidade .
•Sofocracia – Poder confiado aos
mais sábios.
PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA
Teoria política de Aristóteles
Aristóteles
(384-322
a.C.) • Homem: ser social por
natureza, não pode ficar
isolado de seus semelhantes
• Pólis: organização social
adequada à natureza do
homem
• Homem como animal político
(envolvido na vida da pólis)
• Política: continuidade da
ética
PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA
FORMAS DE GOVERNO -
ARISTÓTELES
PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA
Para Aristóteles, a monarquia, a aristocracia ou a politeia constituem formas corretas
e adequadas de exercício do poder.
Idade Média: política e religião
PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA
Idade Média: o Império Romano esfacelou-se
em diversos reinos bárbaros. O desejo de
poder, de restauração da unidade perdida,
expressou-se no fortalecimento e na difusão
do cristianismo, que passou a representar o
ideal de Estado Universal.
Os intelectuais pertenciam as ordens
religiosas - Fé e Razão – Filosofia cabia
demonstrar a fé racionalmente,
Estado e Igreja
PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA
▪ A natureza do Estado é secular,
temporal, voltada para as
necessidades mundanas, e sua
atuação se exerce pela força física.
▪ A igreja é de natureza espiritual,
voltada para a salvação da alma, e
deve encaminhar o rebanho para a
religião por meio de educação e
persuasão.
Estado e Igreja
PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA
▪ Os pensadores medievais aderiram
inicialmente ao platonismo e depois ao
aristotelismo.
▪ Patrística, com nítida influência
neoplatônica.
▪ Escolástica, mais focada nos textos de
Aristóteles.
Agostinho de Hipona – A cidade de Deus
PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA
▪ A cidade de Deus – obra de Agostinho, trata de teologia e
filosofia da história, escrita quando o Império Romano
desabava com as invasões bárbaras e a religião cristã ainda
não era muito aceita.
▪ Ao discutir sobre as relações entre política e religião , refere-
se às duas cidades:
▪ Cidade terrestre: cabe zelar pelo bem-estar das pessoas e
pela garantia de justiça.
▪ Cidade de Deus: não é apenas o reino divino que se sucede à
vida terrena, mas constituem dois planos de existência na
vida de cada um.
Agostinismo Político
PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA
Influenciou todo o pensamento político
medieval.
Essa teoria aborda o confronto entre o
poder do Estado e o da Igreja e defende
a superioridade do poder espiritual
sobre o temporal.
Escolástica: Tomás de Aquino
PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA
No campo da política, Santo Tomás de Aquino dividiu as leis em
lei natural (visando a preservar a vida), lei positiva (estabelecida
pelo homem, visando a preservar a sociedade) e lei divina (que
conduz o homem à vida cristã e ao paraíso, guiando as outras
leis).
Para Aquino, como para Aristóteles, o homem é um animal
social e político: a família é a primeira associação, e o Estado,
sua ampliação e continuação.
O Estado, assim, deve existir, desde que subordinado, no que diz
respeito à religião e à moral, à Igreja, a qual visa ao bem eterno
das almas. Essa foi a concepção dominante da Igreja Católica,
que seria depois combatida por Maquiavel.
Obrigado!
PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA

Política antiga e medieval aula - 3º ano

  • 1.
    Política antiga e medieval PROF. JOSÉANTONIO FERREIRA DA SILVA G R A D U A DO E M L E T R A S , E S P E C I A LI STA E M L I N G U Í ST I C A E F I LO S O F I A PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA
  • 2.
    “Não há nadade errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam.” PLATÃO PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA
  • 3.
    Gregos os primeirosa filosofar, primeiros a refletir criticamente sobre política. ▪A palavra “política” tem diversos sentidos. No entanto, em termos conceituais, a política é a arte de governar, diz respeito à gestão dos destinos da comunidade (pólis = cidade). PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA
  • 4.
    Atenas no períodoclássico O período clássico da filosofia grega centralizou-se na figura de Sócrates e de seu discípulos Platão. Os sofistas também fizeram parte dessa época. Os sofistas ensinavam a retórica, arte de bem falar, de utilizar a linguagem em um discurso persuasivo. PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA
  • 5.
    Para Platão: Finalidade davida política Como realizar a cidade justa? Pela educação dos cidadãos – homens e mulheres. “A cidade justa é governada pelos filósofos, administrada pelos cientistas, protegida pelos guerreiros e mantida pelos produtores .” PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA
  • 6.
    Democracia ▪ Teve origemna Grécia. Em seu sentido etimológico, quer dizer “governo do povo”. Entretanto, da democracia grega estavam excluídos mulheres, escravos e estrangeiros. No entanto, a invenção da democracia já destacava os valores de igualdade, liberdade e participação. ▪ Alguns aspectos importantes da democracia: • A democracia é um regime político que deve zelar pela pluralidade de convicções, com garantia de livre expressão, desde que dentro dos limites legais. Por exemplo, uma opinião racista deve ser coibida pelo Estado, porque ofende os princípios legais e a dignidade humana. PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA
  • 7.
    Teoria política dePlatão •Cidade (pólis) dividida em três grupos sociais: produtores, guardiães e governantes • Justiça na pólis depende do equilíbrio entre esses grupos • Concepção política aristocrática • Rei-filósofo (que conheceu a essência da Justiça) deve governar a cidade . •Sofocracia – Poder confiado aos mais sábios. PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA
  • 8.
    Teoria política deAristóteles Aristóteles (384-322 a.C.) • Homem: ser social por natureza, não pode ficar isolado de seus semelhantes • Pólis: organização social adequada à natureza do homem • Homem como animal político (envolvido na vida da pólis) • Política: continuidade da ética PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA
  • 9.
    FORMAS DE GOVERNO- ARISTÓTELES PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA Para Aristóteles, a monarquia, a aristocracia ou a politeia constituem formas corretas e adequadas de exercício do poder.
  • 10.
    Idade Média: políticae religião PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA Idade Média: o Império Romano esfacelou-se em diversos reinos bárbaros. O desejo de poder, de restauração da unidade perdida, expressou-se no fortalecimento e na difusão do cristianismo, que passou a representar o ideal de Estado Universal. Os intelectuais pertenciam as ordens religiosas - Fé e Razão – Filosofia cabia demonstrar a fé racionalmente,
  • 11.
    Estado e Igreja PROF.JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA ▪ A natureza do Estado é secular, temporal, voltada para as necessidades mundanas, e sua atuação se exerce pela força física. ▪ A igreja é de natureza espiritual, voltada para a salvação da alma, e deve encaminhar o rebanho para a religião por meio de educação e persuasão.
  • 12.
    Estado e Igreja PROF.JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA ▪ Os pensadores medievais aderiram inicialmente ao platonismo e depois ao aristotelismo. ▪ Patrística, com nítida influência neoplatônica. ▪ Escolástica, mais focada nos textos de Aristóteles.
  • 13.
    Agostinho de Hipona– A cidade de Deus PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA ▪ A cidade de Deus – obra de Agostinho, trata de teologia e filosofia da história, escrita quando o Império Romano desabava com as invasões bárbaras e a religião cristã ainda não era muito aceita. ▪ Ao discutir sobre as relações entre política e religião , refere- se às duas cidades: ▪ Cidade terrestre: cabe zelar pelo bem-estar das pessoas e pela garantia de justiça. ▪ Cidade de Deus: não é apenas o reino divino que se sucede à vida terrena, mas constituem dois planos de existência na vida de cada um.
  • 14.
    Agostinismo Político PROF. JOSÉANTONIO FERREIRA DA SILVA Influenciou todo o pensamento político medieval. Essa teoria aborda o confronto entre o poder do Estado e o da Igreja e defende a superioridade do poder espiritual sobre o temporal.
  • 15.
    Escolástica: Tomás deAquino PROF. JOSÉ ANTONIO FERREIRA DA SILVA No campo da política, Santo Tomás de Aquino dividiu as leis em lei natural (visando a preservar a vida), lei positiva (estabelecida pelo homem, visando a preservar a sociedade) e lei divina (que conduz o homem à vida cristã e ao paraíso, guiando as outras leis). Para Aquino, como para Aristóteles, o homem é um animal social e político: a família é a primeira associação, e o Estado, sua ampliação e continuação. O Estado, assim, deve existir, desde que subordinado, no que diz respeito à religião e à moral, à Igreja, a qual visa ao bem eterno das almas. Essa foi a concepção dominante da Igreja Católica, que seria depois combatida por Maquiavel.
  • 16.