Na filosofia aristotélica a política é
um desdobramento natural da ética.
Ambas, na verdade, compõem a
unidade do que Aristóteles chamava
de filosofia prática.
A Política em Aristóteles
A Política em Aristóteles
Se a ética está preocupada com a felicidade
individual do homem, a política se preocupa com
a felicidade coletiva da pólis. Desse modo, é
tarefa da Política investigar e descobrir quais são
as formas de governo e as instituições capazes de
assegurar a felicidade coletiva. Trata-se, portanto,
de investigar a Constituição da Cidade.
ANIMAL POLÍTICO
 O instinto de sociabilidade,
inato no ser humano, leva-o
a participar da sociedade.
Aristóteles, no século IV
a.C., dizia que "o homem é
naturalmente um animal
político".
 Funda sua teoria em uma
natureza social humana, a
qual nos levaria às mais
diversas formações sociais.
O HOMEM COMO SER POLÍTICO
 O ser humano é por natureza
um ser político e cultural.
Nenhum indivíduo consegue se
isolar por completo, porque
estamos todos entrelaçados
numa rede social.
 Aristóteles não propõe um
modelo ideal, mas um modo de
lidar com a política, por
entendimento da relevância da
coletividade.
A POLÍTICA ARISTOTÉLICA ENQUANTO
OBRA
1. O livro se inicia com um questionamento
acerca da origem do Estado e da
natureza humana.
2. Revisita as ideias que o antecederam,
buscando ter mais clareza sobre o
assunto em uma estratégia comparativa.
3. No centro da obra, apresenta as diversas
formas de governo, explicando a
diferença tanto no que tange à qualidade
quanto à quantidade de pessoas
governando.
4. Mostra as formas de governo, tanto em
sua passagem de uma para outra quanto
ao modelo constitucional mais adequado.
“As doutrinas aristotélicas são interligadas e se complementam.
Ex. Na compreensão biológica do homem articulando-o com a
política. Para o autor, o homem pode ser classificado”.
Zoon Logon Politikon: “um animal racional de
natureza política”.
3. Da natureza Humana
“Para Aristóteles, um animal que tende a viver em sociedade por sua
própria natureza”
1. Aristóteles constrói sua obra propondo que é da natureza humana a
reunião pública, e que aquele qua não necessita da vida em coletividade
ou é um Deus, que não depende de ninguém, ou é uma animal bestial,
isto é, sem racionalidade.
2. A meta de sua obra, em conjunto com a ética, está em encontrar a
maneira ideal de viver e, após isso pensar na sociedade a partir da
necessidade dessa maneira de viver.
4. TODA CIDADE COMO COMUNIDADES
a) Para Aristóteles “Toda cidade é
uma espécie de comunidade, ou
seja, a reunião de todo um conjunto
de pessoas em torno de um objetivo
comum
b) Se toda cidade é um conjunto de
pessoas, e todas as pessoas agem
em busca daquilo que consideram
como um “bem”, temos que assumir
então que toda cidade busca o bem.
c) Portanto, a vida na cidade não é
apenas a reunião das buscas
humanas, mas, enquanto estrutura
social, o bem principal a ser
alcançado.
4. 1. DA FORMAÇÃO DAS CIDADES
a) Segundo o autor, a formação das
cidades pode ser pensada de
modo gradual, começando pelas
uniões civis mais simples ate a das
grandes comunidades.
b) A primeira comunidade simples
seria a família. Advinda do desejo
de perpetuação, e a verificação da
complementação mútua.
c) Quando as familias se unem forma
os povoados. Esses povoados
tenderiam às figuras de reis,
graças à existência de um
conjunto de patriarcas iniciais.
d) A reunião de diversos povoados,
por sua vez, constitui o que
denominamos cidade.
a) O homem é um animal social, remete ao fato de que a
sociedade se deu em decorrencia da natuteza humana
de perpetuação e sobrevivência.
b) A natureza não faz nada desnecessariamente, se não
nos dotou de habilidades isoladas (garras forte,
dentição ampla, alta velocidade), optando por nos dar a
capacidade da fala, deve ser pelo fato de ser nossa
natureza comunicar o bem e o mal, o justo e o injusto, e
assim crescer.
c) O homem em comunidade pode ser o mais perfeito dos
seres, mas, fora dela, pode ser a pior das bestas, ao
usar sua razão apenas para satisfazer sua gula e
sexualidade.
d) A vida em comunidade é o ponto para a construção da
vida justa e boa.
.
Estado Aristotélico
5. DAS FORMAS DE GOVERNO EXISTENTES
.
GOVERNOS DEGENERADOS -
Aristóteles
BONS REGIMES POLÍTICOS REGIMES POLÍTICO
DEGENERADOS
MONARQUIA Governo de um
só, que
considera o
bem comum
TIRANIA Governo de um
que só
considera o bem
do governante
ARISTOCRACIA Governo de
alguns, que
considera o bem
comum
OLIGARQUIA Governo de
alguns, que só
considera o bem
dos ricos
POLITEIA Governo de
muitos, que
considera o bem
comum
DEMOCRACIA Governo de
muitos que só
considera o bem
dos pobres
A Política em Aristóteles
As Formas de Governo
Assim, todas as modalidades de
constituições justas, podem se
trasformar nas suas formas corruptas
ou degeneradas.
Assim:
1) Na monarquia UM príncipe honesto, e único, vela pelo
interesse comum.
2) na aristocracia o encargo da felicidade pública é tarefa
de um GRUPO, escolhido de entre os mais honestos.
3) E na politéia (cuja tradução, oscila entre república e
democracia) é a MULTIDÃO que governa para a utilidade
comum.
A Política em Aristóteles
As Formas de Governo
A Política em Aristóteles
As Formas de Governo
Formas degeneradas ou corruptas:
1)Na monarquia corrompida, o monarca privilegia seus
interesses particulares e não a felicidade de todos,
governando numa TIRANIA;
2)Na aristocracia corrompida, o grupo governa em
benefício de si mesmo, criando uma OLIGARQUIA
3)Na politeia corrompida, o interesse passa a ser
apenas o dos pobres e desfavorecidos, passando-se
a uma DEMOCRACIA.
.
OUTROS TIPOS DE GOVERNOS- Aristóteles
1. POLIARQUIA: Governo de muitos
2. TIMOCRACIA: Timocracia (do grego, timē: "honra"
ou "valor") é uma teoria constitucional que propõe ou
um estado onde somente donos de terra podem
participar do governo ou onde a honra é o princípio
dominante.
A DEMOCRACIA pode assumir duas posturas:
a) Uma em que todos governam pelo bem comum –
DEMOCRACIA
a) Outra em que muitos visam apenas ao interesse
próprio: DEMAGOGIA

O QUE É POLÍTICA EM ARISTÓTELES

  • 2.
    Na filosofia aristotélicaa política é um desdobramento natural da ética. Ambas, na verdade, compõem a unidade do que Aristóteles chamava de filosofia prática. A Política em Aristóteles
  • 3.
    A Política emAristóteles Se a ética está preocupada com a felicidade individual do homem, a política se preocupa com a felicidade coletiva da pólis. Desse modo, é tarefa da Política investigar e descobrir quais são as formas de governo e as instituições capazes de assegurar a felicidade coletiva. Trata-se, portanto, de investigar a Constituição da Cidade.
  • 4.
    ANIMAL POLÍTICO  Oinstinto de sociabilidade, inato no ser humano, leva-o a participar da sociedade. Aristóteles, no século IV a.C., dizia que "o homem é naturalmente um animal político".  Funda sua teoria em uma natureza social humana, a qual nos levaria às mais diversas formações sociais.
  • 5.
    O HOMEM COMOSER POLÍTICO  O ser humano é por natureza um ser político e cultural. Nenhum indivíduo consegue se isolar por completo, porque estamos todos entrelaçados numa rede social.  Aristóteles não propõe um modelo ideal, mas um modo de lidar com a política, por entendimento da relevância da coletividade.
  • 6.
    A POLÍTICA ARISTOTÉLICAENQUANTO OBRA 1. O livro se inicia com um questionamento acerca da origem do Estado e da natureza humana. 2. Revisita as ideias que o antecederam, buscando ter mais clareza sobre o assunto em uma estratégia comparativa. 3. No centro da obra, apresenta as diversas formas de governo, explicando a diferença tanto no que tange à qualidade quanto à quantidade de pessoas governando. 4. Mostra as formas de governo, tanto em sua passagem de uma para outra quanto ao modelo constitucional mais adequado.
  • 7.
    “As doutrinas aristotélicassão interligadas e se complementam. Ex. Na compreensão biológica do homem articulando-o com a política. Para o autor, o homem pode ser classificado”. Zoon Logon Politikon: “um animal racional de natureza política”. 3. Da natureza Humana “Para Aristóteles, um animal que tende a viver em sociedade por sua própria natureza” 1. Aristóteles constrói sua obra propondo que é da natureza humana a reunião pública, e que aquele qua não necessita da vida em coletividade ou é um Deus, que não depende de ninguém, ou é uma animal bestial, isto é, sem racionalidade. 2. A meta de sua obra, em conjunto com a ética, está em encontrar a maneira ideal de viver e, após isso pensar na sociedade a partir da necessidade dessa maneira de viver.
  • 8.
    4. TODA CIDADECOMO COMUNIDADES a) Para Aristóteles “Toda cidade é uma espécie de comunidade, ou seja, a reunião de todo um conjunto de pessoas em torno de um objetivo comum b) Se toda cidade é um conjunto de pessoas, e todas as pessoas agem em busca daquilo que consideram como um “bem”, temos que assumir então que toda cidade busca o bem. c) Portanto, a vida na cidade não é apenas a reunião das buscas humanas, mas, enquanto estrutura social, o bem principal a ser alcançado.
  • 9.
    4. 1. DAFORMAÇÃO DAS CIDADES a) Segundo o autor, a formação das cidades pode ser pensada de modo gradual, começando pelas uniões civis mais simples ate a das grandes comunidades. b) A primeira comunidade simples seria a família. Advinda do desejo de perpetuação, e a verificação da complementação mútua. c) Quando as familias se unem forma os povoados. Esses povoados tenderiam às figuras de reis, graças à existência de um conjunto de patriarcas iniciais. d) A reunião de diversos povoados, por sua vez, constitui o que denominamos cidade.
  • 10.
    a) O homemé um animal social, remete ao fato de que a sociedade se deu em decorrencia da natuteza humana de perpetuação e sobrevivência. b) A natureza não faz nada desnecessariamente, se não nos dotou de habilidades isoladas (garras forte, dentição ampla, alta velocidade), optando por nos dar a capacidade da fala, deve ser pelo fato de ser nossa natureza comunicar o bem e o mal, o justo e o injusto, e assim crescer. c) O homem em comunidade pode ser o mais perfeito dos seres, mas, fora dela, pode ser a pior das bestas, ao usar sua razão apenas para satisfazer sua gula e sexualidade. d) A vida em comunidade é o ponto para a construção da vida justa e boa.
  • 11.
  • 12.
    5. DAS FORMASDE GOVERNO EXISTENTES
  • 13.
    . GOVERNOS DEGENERADOS - Aristóteles BONSREGIMES POLÍTICOS REGIMES POLÍTICO DEGENERADOS MONARQUIA Governo de um só, que considera o bem comum TIRANIA Governo de um que só considera o bem do governante ARISTOCRACIA Governo de alguns, que considera o bem comum OLIGARQUIA Governo de alguns, que só considera o bem dos ricos POLITEIA Governo de muitos, que considera o bem comum DEMOCRACIA Governo de muitos que só considera o bem dos pobres
  • 14.
    A Política emAristóteles As Formas de Governo Assim, todas as modalidades de constituições justas, podem se trasformar nas suas formas corruptas ou degeneradas.
  • 15.
    Assim: 1) Na monarquiaUM príncipe honesto, e único, vela pelo interesse comum. 2) na aristocracia o encargo da felicidade pública é tarefa de um GRUPO, escolhido de entre os mais honestos. 3) E na politéia (cuja tradução, oscila entre república e democracia) é a MULTIDÃO que governa para a utilidade comum. A Política em Aristóteles As Formas de Governo
  • 16.
    A Política emAristóteles As Formas de Governo Formas degeneradas ou corruptas: 1)Na monarquia corrompida, o monarca privilegia seus interesses particulares e não a felicidade de todos, governando numa TIRANIA; 2)Na aristocracia corrompida, o grupo governa em benefício de si mesmo, criando uma OLIGARQUIA 3)Na politeia corrompida, o interesse passa a ser apenas o dos pobres e desfavorecidos, passando-se a uma DEMOCRACIA.
  • 17.
    . OUTROS TIPOS DEGOVERNOS- Aristóteles 1. POLIARQUIA: Governo de muitos 2. TIMOCRACIA: Timocracia (do grego, timē: "honra" ou "valor") é uma teoria constitucional que propõe ou um estado onde somente donos de terra podem participar do governo ou onde a honra é o princípio dominante. A DEMOCRACIA pode assumir duas posturas: a) Uma em que todos governam pelo bem comum – DEMOCRACIA a) Outra em que muitos visam apenas ao interesse próprio: DEMAGOGIA