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Platão – Dados biográficosPlatão – Dados biográficos
De origem aristocrática, Platão vangloriava-se dos
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Alegoria da Caverna – Vivemos no mundo das sombrasAlegoria da Caverna – Vivemos no mundo das sombras
O filósofo enquanto modelo de PolíticoO filósofo enquanto modelo de Político
A caverna escura é o nosso mundo; os escravos acorrentados são
os homens; as correntes são as paixões e a ignorância; as
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libertação do escravo é a ação libertadora da filosofia; a aventura
do escravo fora da caverna é a experiência filosófica; o mundo lá
fora da caverna corresponde ao mundo das ideias, o único,
verdadeiramente; o Sol que ilumina o mundo verdadeiro é a ideia
do Bem, que conduz ao conhecimento; o regresso do escravo é o
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Verdade.
A Formação do Cidadão, a Formação dos GovernantesA Formação do Cidadão, a Formação dos Governantes
Platão propõe uma formação do cidadão composta por 5 períodos, que
correspondem a faixas etárias. A cada período há uma espécie de seleção
em que só os mais habilitados seguem adiante.
No estágio final, em que só os mais notáveis conseguiram chegar, os
indivíduos, agora com idade entre 31 e 35 anos, seriam instruídos na arte do
diálogo e estudariam filosofia, fonte de toda a verdade, que eleva a alma até
o conhecimento mais puro. Aos 50 anos, aqueles que passaram com
sucesso pela série de provas, seriam admitidos no corpo supremo dos
magistrados e caberia a eles o governo da cidade, por serem os mais
sábios e mais justos.
AA SofocraciaSofocracia: o Rei filósofo: o Rei filósofo
Platão propõe, portanto, que o governo fique com os
mais sábios por ser eles as pessoas que conhecem a
ideia de justiça. Assim, temos uma proposta de
aristocracia, um governo nas mãos de poucos. Ele
introduz um sistema político que podemos chamar de
“Sofocracia”, ou seja, governo dos mais sábios.
A igualdade, para Platão, por outro lado, só é possível
na distribuição de bens, mas não na distribuição do
poder, por isso, podemos dizer que a democracia não
é um bom sistema político para o filósofo.
Platão e as formas de governo degeneradasPlatão e as formas de governo degeneradas
→ Timocracia: o culto da virtude é substituído pelo
impulso guerreiro, um governo movido pela cólera.
→ Oligarquia: o exercício do poder é destinado aos mais
ricos.
→ Democracia: forma de governo em que o poder é
atribuído aos mais pobres.
→ Tirania: governo de uma pessoa só, em detrimento do
bem comum.
A cidade justa para PlatãoA cidade justa para Platão
A cidade justa é governada pelos filósofos, administrada pelos
cientistas, protegida pelos guerreiros e mantida pelos
produtores. Cada classe cumprirá sua função para o bem da
pólis, racionalmente dirigida pelos filósofos. Em oposição, a
cidade injusta é aquela na qual o governo está nas mãos dos
proprietários, que serão movidos por interesses econômicos e
particulares, ou na dos militares, que mergulharão a cidade em
guerras para satisfazer seus desejos particulares de honra e
glória.
Aristóteles – Dados BibliográficosAristóteles – Dados Bibliográficos
Nascido em Estagira, na Grécia, Aristóteles ficou órfão
aos 18 anos. Mudou-se, então, para Atenas, onde
frequentaria a escola de Platão cerca de 20 anos. Em
342 a.C., foi convidado por Felipe II, rei da Macedônia,
para ser preceptor de Alexandre Magno. Após sair da
corte de Alexandre, em 337 a.C., regressou a Atenas e
fundou o Liceu, que dirigiria durante 10 anos com
grande sucesso. Escreveu obras sobre lógica, ética,
política, física, metafísica e zoologia.
Nasceu em 384 a.C. e morreu
em 322 a.C.
Aristóteles versus PlatãoAristóteles versus Platão
Aristóteles considera a República platônica
impraticável e inumana. Recusa a
Sofocracia, que atribui poder ilimitado a uma
parte apenas do corpo social, os mais
sábios, alegando que a exclusão das outras
classes hierarquiza demais a sociedade. Não
aceita que a justiça, virtude por excelência
do cidadão, possa desvincular-se da
amizade, philia.
A Amizade e a JustiçaA Amizade e a Justiça
A palavra grega philia significa “amizade”, porém, num sentido mais
amplo quando se refere à cidade: significa ideias semelhantes e
interesses comuns, de onde resultam a camaradagem. Daí a
importância da formação ética dos indivíduos, com a finalidade de
prepará-los para a vida em comunidade. A justiça se relaciona com a
amizade, garantindo o princípio da igualdade, pois a cidade é
associação entre iguais, que se reconhecem como tais. Justo é
apoderar-se do que cabe a cada um.
Aristóteles e a Justiça Distributiva e participativaAristóteles e a Justiça Distributiva e participativa
Para determinar o que é a justiça, precisamos distinguir dois tipos de bens:
os partilháveis e os participáveis: um bem é partilhável quando é uma
quantidade que pode ser dividida e distribuída (a riqueza é um bem
partilhável). Um bem é participável quando é uma qualidade indivisível, que
não pode ser repartida nem distribuída, podendo apenas ser participada (o
poder político é um bem participável). Existem, portanto, dois tipos de
justiça na cidade: a distributiva, referente ao bens econômicos partilháveis,
e a participativa, referente ao poder político participável. A cidade justa
será aquela que saberá distinguir ambos e realizá-los.
Se uma cidade estivesse num período de escassez de
alimentos e fome, qual seria o critério justo de distribuição
desses alimentos para que a justiça distributiva seja feita?
Lembre-se: segundo Aristóteles, é preciso tratar os iguais
como iguais e os desiguais como desiguais...
Vamos pensar?!Vamos pensar?!
Tipologia das Formas de governo de AristótelesTipologia das Formas de governo de Aristóteles
Aristóteles usa os seguintes critérios de distinção das formas de governo:
a)Segundo o critério da quantidade, o governo pode ser monarquia (governo de um
só), aristocracia (governo de um pequeno grupo) e politeia (governo constitucional
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b)Conforme o critério de valor, as três formas acima são boas se visam ao
interesse comum. As três formas citadas têm as suas formas degeneradas. A
tirania, quando o monarca visa apenas ao interesse próprio. A oligarquia, quando
os aristocratas movem-se pelo interesse dos mais ricos. E a democracia, quando a
maioria pobre governa em detrimento da minoria rica.
Aristóteles e Platão: comparação das teorias políticasAristóteles e Platão: comparação das teorias políticas
Enquanto Platão se preocupa com a educação e formação do
dirigente político – o governante filósofo -, Aristóteles se
interessa pela qualidade das instituições políticas (assembleias,
tribunais, forma da coleta de impostos e tributos, distribuição da
riqueza, organização do exército, etc.). Desse modo, a qualidade
da cidade justa, segundo Platão, está nas virtudes do dirigente;
em Aristóteles, na virtudes das instituições.
ReferênciasReferências
ARANHA, M. Filosofando: uma introdução à filosofia. São Paulo: Moderna, 2009.
CHAUÍ, M. Iniciação à filosofia. São Paulo: Ática, 2010.
NICOLA, U. Antologia Ilustrada de Filosofia: Das origens à idade moderna. São
Paulo: Globo, 2005.
WIKIPEDIA. Platão. Disponível em: < http://pt.wikipedia.org/wiki/Plat%C3%A3o>.
Acesso em: 08 jun. 2014.
_____. Aristóteles. Disponível em: < http://pt.wikipedia.org/wiki/Arist
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Filosofia política em Platão e Aristóteles

  • 1. Filosofia Política em Platão e AristótelesFilosofia Política em Platão e Aristóteles Obra “Escola de Atenas” (1506-1510) de Rafael Sanzio. Prof. Marcos Goulart
  • 2. Platão – Dados biográficosPlatão – Dados biográficos De origem aristocrática, Platão vangloriava-se dos antepassados ilustres e considerava a política como decorrência natural da prática da filosofia, na medida em que acreditava que o poder devia ser entregue aos mais sábios. Dois fatos marcaram a vida de Platão, inteiramente consagrada ao estudo e à pesquisa: o encontro com Sócrates; e, nove anos mais tarde, o dramático processo que resultaria na condenação à morte do mestre. Seu verdadeiro nome era Arístocles de Atenas. Platão era o seu apelido, talvez por ter os ombros largos. Estima-se que viveu de 428 a 347 a.C.
  • 3. Alegoria da Caverna – Vivemos no mundo das sombrasAlegoria da Caverna – Vivemos no mundo das sombras
  • 4. O filósofo enquanto modelo de PolíticoO filósofo enquanto modelo de Político A caverna escura é o nosso mundo; os escravos acorrentados são os homens; as correntes são as paixões e a ignorância; as imagens ao fundo da caverna são as percepções sensoriais; a libertação do escravo é a ação libertadora da filosofia; a aventura do escravo fora da caverna é a experiência filosófica; o mundo lá fora da caverna corresponde ao mundo das ideias, o único, verdadeiramente; o Sol que ilumina o mundo verdadeiro é a ideia do Bem, que conduz ao conhecimento; o regresso do escravo é o dever do filósofo de envolver a sociedade na experiência da Verdade.
  • 5. A Formação do Cidadão, a Formação dos GovernantesA Formação do Cidadão, a Formação dos Governantes Platão propõe uma formação do cidadão composta por 5 períodos, que correspondem a faixas etárias. A cada período há uma espécie de seleção em que só os mais habilitados seguem adiante. No estágio final, em que só os mais notáveis conseguiram chegar, os indivíduos, agora com idade entre 31 e 35 anos, seriam instruídos na arte do diálogo e estudariam filosofia, fonte de toda a verdade, que eleva a alma até o conhecimento mais puro. Aos 50 anos, aqueles que passaram com sucesso pela série de provas, seriam admitidos no corpo supremo dos magistrados e caberia a eles o governo da cidade, por serem os mais sábios e mais justos.
  • 6. AA SofocraciaSofocracia: o Rei filósofo: o Rei filósofo Platão propõe, portanto, que o governo fique com os mais sábios por ser eles as pessoas que conhecem a ideia de justiça. Assim, temos uma proposta de aristocracia, um governo nas mãos de poucos. Ele introduz um sistema político que podemos chamar de “Sofocracia”, ou seja, governo dos mais sábios. A igualdade, para Platão, por outro lado, só é possível na distribuição de bens, mas não na distribuição do poder, por isso, podemos dizer que a democracia não é um bom sistema político para o filósofo.
  • 7. Platão e as formas de governo degeneradasPlatão e as formas de governo degeneradas → Timocracia: o culto da virtude é substituído pelo impulso guerreiro, um governo movido pela cólera. → Oligarquia: o exercício do poder é destinado aos mais ricos. → Democracia: forma de governo em que o poder é atribuído aos mais pobres. → Tirania: governo de uma pessoa só, em detrimento do bem comum.
  • 8. A cidade justa para PlatãoA cidade justa para Platão A cidade justa é governada pelos filósofos, administrada pelos cientistas, protegida pelos guerreiros e mantida pelos produtores. Cada classe cumprirá sua função para o bem da pólis, racionalmente dirigida pelos filósofos. Em oposição, a cidade injusta é aquela na qual o governo está nas mãos dos proprietários, que serão movidos por interesses econômicos e particulares, ou na dos militares, que mergulharão a cidade em guerras para satisfazer seus desejos particulares de honra e glória.
  • 9. Aristóteles – Dados BibliográficosAristóteles – Dados Bibliográficos Nascido em Estagira, na Grécia, Aristóteles ficou órfão aos 18 anos. Mudou-se, então, para Atenas, onde frequentaria a escola de Platão cerca de 20 anos. Em 342 a.C., foi convidado por Felipe II, rei da Macedônia, para ser preceptor de Alexandre Magno. Após sair da corte de Alexandre, em 337 a.C., regressou a Atenas e fundou o Liceu, que dirigiria durante 10 anos com grande sucesso. Escreveu obras sobre lógica, ética, política, física, metafísica e zoologia. Nasceu em 384 a.C. e morreu em 322 a.C.
  • 10. Aristóteles versus PlatãoAristóteles versus Platão Aristóteles considera a República platônica impraticável e inumana. Recusa a Sofocracia, que atribui poder ilimitado a uma parte apenas do corpo social, os mais sábios, alegando que a exclusão das outras classes hierarquiza demais a sociedade. Não aceita que a justiça, virtude por excelência do cidadão, possa desvincular-se da amizade, philia.
  • 11. A Amizade e a JustiçaA Amizade e a Justiça A palavra grega philia significa “amizade”, porém, num sentido mais amplo quando se refere à cidade: significa ideias semelhantes e interesses comuns, de onde resultam a camaradagem. Daí a importância da formação ética dos indivíduos, com a finalidade de prepará-los para a vida em comunidade. A justiça se relaciona com a amizade, garantindo o princípio da igualdade, pois a cidade é associação entre iguais, que se reconhecem como tais. Justo é apoderar-se do que cabe a cada um.
  • 12. Aristóteles e a Justiça Distributiva e participativaAristóteles e a Justiça Distributiva e participativa Para determinar o que é a justiça, precisamos distinguir dois tipos de bens: os partilháveis e os participáveis: um bem é partilhável quando é uma quantidade que pode ser dividida e distribuída (a riqueza é um bem partilhável). Um bem é participável quando é uma qualidade indivisível, que não pode ser repartida nem distribuída, podendo apenas ser participada (o poder político é um bem participável). Existem, portanto, dois tipos de justiça na cidade: a distributiva, referente ao bens econômicos partilháveis, e a participativa, referente ao poder político participável. A cidade justa será aquela que saberá distinguir ambos e realizá-los.
  • 13. Se uma cidade estivesse num período de escassez de alimentos e fome, qual seria o critério justo de distribuição desses alimentos para que a justiça distributiva seja feita? Lembre-se: segundo Aristóteles, é preciso tratar os iguais como iguais e os desiguais como desiguais... Vamos pensar?!Vamos pensar?!
  • 14. Tipologia das Formas de governo de AristótelesTipologia das Formas de governo de Aristóteles Aristóteles usa os seguintes critérios de distinção das formas de governo: a)Segundo o critério da quantidade, o governo pode ser monarquia (governo de um só), aristocracia (governo de um pequeno grupo) e politeia (governo constitucional da maioria). b)Conforme o critério de valor, as três formas acima são boas se visam ao interesse comum. As três formas citadas têm as suas formas degeneradas. A tirania, quando o monarca visa apenas ao interesse próprio. A oligarquia, quando os aristocratas movem-se pelo interesse dos mais ricos. E a democracia, quando a maioria pobre governa em detrimento da minoria rica.
  • 15. Aristóteles e Platão: comparação das teorias políticasAristóteles e Platão: comparação das teorias políticas Enquanto Platão se preocupa com a educação e formação do dirigente político – o governante filósofo -, Aristóteles se interessa pela qualidade das instituições políticas (assembleias, tribunais, forma da coleta de impostos e tributos, distribuição da riqueza, organização do exército, etc.). Desse modo, a qualidade da cidade justa, segundo Platão, está nas virtudes do dirigente; em Aristóteles, na virtudes das instituições.
  • 16. ReferênciasReferências ARANHA, M. Filosofando: uma introdução à filosofia. São Paulo: Moderna, 2009. CHAUÍ, M. Iniciação à filosofia. São Paulo: Ática, 2010. NICOLA, U. Antologia Ilustrada de Filosofia: Das origens à idade moderna. São Paulo: Globo, 2005. WIKIPEDIA. Platão. Disponível em: < http://pt.wikipedia.org/wiki/Plat%C3%A3o>. Acesso em: 08 jun. 2014. _____. Aristóteles. Disponível em: < http://pt.wikipedia.org/wiki/Arist %C3%B3teles>. Acesso em: 08 jun. 2014.