CONSTRUÇÃO LÓGICA
Aula 3
Os argumentos são elementos
linguísticos que visam à
persuasão. Argumentos não são
verdadeiros ou falsos, mas fortes
ou fracos, conforme o seu poder
de convencimento.
Aristóteles e a lógica
Trata-se de uma teoria
clássica para explicar como é
formulado o raciocínio
humano. Desenvolvida pelo
grego Aristóteles (384-322
a.C.), essa teoria prevê
basicamente que é possível
chegar a certas conclusões a
partir de noções preliminares
sobre um assunto específico.
O que é lógica
aristotélica?
Sentença X Proposição
(falsidade ou verdade)
Termos Aristotélicos
Teoria da Inferência = silogismo
Todo homem é mortal= premissa maior
José é homem= premissa menor
Termo comum = termo médio
Conclusão: JOSÉ É MORTAL
Silogismo
extrem
o
Todo homem é mortal.
Sócrates é homem.
Logo, Sócrates é mortal".
O exemplo clássico que resume o funcionamento da
dedução na lógica aristotélica diz o seguinte:
Os filósofos costumam observar essa
lógica
A partir de dois princípios básicos:
o silogismo e a não-contradição.
 Todo silogismo contém somente 3 termos:
maior, médio e menor.
 Os termos da conclusão não podem ter
extensão maior que os termos das premissas.
 O termo médio não pode entrar na conclusão.
 O termo médio deve ser universal ao menos
uma vez;
 De duas premissas negativas, nada se conclui.
 De duas premissas afirmativas não pode haver
conclusão negativa.
 A conclusão segue sempre a premissa mais
fraca.
 De duas premissas particulares, nada se
conclui.
O que se entende por “parte mais
fraca” numa argumentação?
Definição de argumento
 Entre uma premissa universal e uma
particular, a “parte mais fraca” é a
PARTICULAR;
 Entre uma premissa afirmativa e outra
negativa, a “parte mais fraca”é a
NEGATIVA.
Disponível em:http://br.youtube.com/watch?v=22bjBDaLNBc
Vídeo 1
“Ser ou não ser?”
Quadro veiculado pelo programa
Fantástico, de responsabilidade
da filósofa Viviane Mosé
Agosto, 2005
Procure distinguir as premissas das conclusões.
É preciso saber, antes de começar,
aonde você quer chegar.
Raciocínio Silogístico
A dissertação tem por finalidade persuadir. E, para
fazê-lo, deve-se expor os fatos de forma clara ,
demonstrando que a conclusão do raciocínio silogístico
é a sentença que se espera.
Tipos de silogismo
• Entimema
• Polissilogismo
• Sorites
• Silogismo Informe
• Silogismo hipotético
Todo metal é corpo, logo o chumbo é
corpo.
Passando para a forma silogística:
Todo metal é corpo.
Todo chumbo é metal.
Todo chumbo é corpo.
Entimema
Argumento em que uma ou mais proposições estão
subentendidas, e não explícitas.
EXERCITE
Se estiver chovendo, eu levarei meu
guarda-chuva. Portanto, levarei meu
guarda-chuva.
Qual proposição está subentendida??
 Quem age de acordo com sua vontade é livre.
 Ora, o racional age de acordo com sua
vontade.
 Logo, o racional é livre.
 Ora, quem é livre é responsável.
 Logo, o racional é responsável.
 Ora, quem é responsável é capaz de direitos.
 Logo, o racional é capaz de direitos.
Polissilogismo
o argumento é constituído por dois ou mais silogismos,
dispostos de modo encadeado.
o predicado da primeira proposição se torna sujeito na
proposição seguinte, seguindo assim até que na
conclusão se unem o sujeito da primeira proposição com
o predicado da última.
Sorites
A Grécia é governada por Atenas.
Atenas é governada por mim.
Eu sou governado por minha mulher.
Minha mulher é governada por meu filho, criança de 10 anos.
Logo, a Grécia é governada por esta criança de 10 anos.
(Temístocles)
Este argumento pode ser formalizado assim:
Todo aquele que perpetra um crime quando no uso da razão
é responsável por seus atos.
Ora, o réu perpetrou um crime no uso da razão.
Logo, o réu é responsável por seus atos.
Silogismo informe
caracteriza-se por sua estrutura expositiva, mas que
facilmente pode ser transformada na forma silogística
típica ."a defesa pretende provar que o réu não é responsável do
crime por ele cometido. Esta alegação é gratuita. Acabamos
de provar, por testemunhos irrecusáveis, que, ao perpetrar
o crime, o réu tinha o uso perfeito da razão e nem podia
fugir às graves responsabilidades deste ato".
Silogismo hipotético
É a argumentação em que a premissa maior é constituída por
uma proposição hipotética e a menor assegura ou destrói uma
das partes da maior.
Se a terra gira, ela se move.
Ora, a terra gira
Logo, ela se move
Afirmar o afirmado
Se a água tiver a temperatura de 100°C, a água
ferve.
A temperatura da água é de 100°C.
Logo, a água ferve.
Negar o negado:
Se a água tiver a temperatura de 100°C, a água
ferve.
Ora, a água não ferve.
Logo, a água não atingiu a temperatura de
100°C.
Também é possível:
Quando expomos nossas ideias( oralmente ou por
escrito) às vezes começamos pela conclusão, além
de, com frequência, omitirmos premissas,
deixando-as subentendidas.
Por isso, um dos trabalhos do lógico é montar o
raciocínio redescobrindo sua estrutura e avaliando
se a conclusão se segue das premissas.
Lógica x Dissertação
A passagem das premissas para a conclusão
corresponde à inferência
(do latim infere, “levar para”).
A inferência é um processo de pensamento
pelo qual, a partir de certas proposições,
chegamos a uma conclusão.
A lógica examina se a estrutura da inferência
é válida ou inválida.
“Com base no texto podemos inferir que...”
Todo inseto é hexápode.
Ora, todo inseto é
invertebrado.
Logo,
todo hexápode é
invertebrado.
Validade e verdade
Esse tipo de raciocínio (silogismo, que significa
“ligação”) é a ligação de dois termos por meio de um
terceiro.
O termo “inseto” é o
termo médio. No
entanto, o termo maior
“hexápode” é particular
na premissa maior.
Já na conclusão,
“hexápode” é tomado
em toda extensão
(todo hexápode),
o que significa afirmar
na síntese, mais do que
foi afirmado na tese. É
portanto, inválido.
 Podemos dizer das proposições que elas
são verdadeiras ou falsas.
 Mas quando se trata de argumentos,
dizemos que são válidos ou inválidos.
Um argumento é válido quando sua
conclusão é consequência lógica de suas
premissas.
Exatidão terminológica
"Existe vida em outro planeta,
pois nunca provaram o contrário"
É um tipo de raciocínio incorreto, apesar de ter a
aparência de correção. É conhecida também como
sofisma ou paralogismo. Muitas falácias decorrem do
fato de algumas premissas serem irrelevantes para a
aceitação da conclusão, mas são usadas com a função
psicológica de convencer, mobilizando emoções como
medo, entusiasmo, hostilidade ou reverência.
Geralmente é algo usado para que você acredite,
quando, na verdade, você está sendo enganado.
Falácia
Propaganda da Folha de S. Paulo
Veiculada na TV aberta.
Vídeo 2
“É possível contar um monte de
mentiras dizendo só a verdade”
Alguns escritores são homens brilhantes.
Todos os homens brilhantes são gênios.
Logo,
_____________________________
Todo português é europeu.
Todo lisboeta é português.
Logo,
______________________________
Exercitando a conclusão a partir de
premissas
Deus ajuda quem cedo madruga
Quem cedo madruga, dorme à tarde.
Quem dorme à tarde, não dorme à
noite...
Quem não dorme à noite, sai na balada!
Logo,_________________________
Deus é amor.
O amor é cego.
Steve Wonder é cego.
Logo, __________________
Disseram-me que eu sou ninguém.
Ninguém é perfeito.
Logo, eu sou perfeito.
Mas só Deus é perfeito.
Portanto, eu sou Deus.
Se Steve Wonder é Deus,
eu sou Steve Wonder!!
Logo,___________________
Existem biscoitos feitos de água e sal.
O mar é feito de água e sal.
Logo, __________________________
Quando bebemos, ficamos bêbados.
Quando estamos bêbados, dormimos.
Quando dormimos, não cometemos pecados.
Quando não cometemos pecados, vamos para
o Céu.
Então, ________________________________
Hoje em dia, os trabalhadores não têm tempo
para nada. Já os vagabundos têm todo o tempo
do mundo. Tempo é dinheiro.
Logo,___________________
Todos os homens são seres vivos
Todos os seres vivos são mortais
Logo,
___________________________________
Penso, logo existo.
Loiras burras não pensam,
Logo,
________________________________
DEDUÇÃO
O enunciado da conclusão não excede o conteúdo das
premissas, isto é, não se diz mais na conclusão do que já
foi dito.
Tipos de raciocínio lógico
Todo brasileiro é sul
americano.
Algum brasileiro é índio.
Algum índio é sul americano.
O Cheiro do Ralo
BRASIL, 2007.
Vídeo 3
INDUÇÃO
É uma argumentação pela qual, a partir de diversos
dados singulares constatados, chegamos a
proposições universais.
O cobre é condutor de eletricidade,
e o ouro, e o ferro, e o zinco, e a prata
também...;
logo, o metal é condutor de eletricidade.
(isto é, todo metal)
Enquanto na dedução a conclusão deriva de proposições
universais já conhecidas, a indução, ao contrário, chega
à conclusão a partir de evidências parciais.
É uma indução parcial ou imperfeita, na qual passamos
de um ou de alguns fatos singulares não a uma
conclusão universal, mas a uma outra enunciação
singular ou particular, inferida em virtude da comparação
entre objetos que, embora diferentes, apresentam ponto
de semelhança.
Analogia
Paulo sarou de suas dores de cabeça com este
remédio.
Logo, João há de sarar de suas dores de cabeça
com este mesmo remédio
Argumento de autoridade
Argumento contra o homem
Raciocínio Circular
Apelo ao povo
Apelo à piedade
Generalização apressada
Apelo às consequências
Apelo à força
Tipos de incorreção lógica(
falácias)
Trata-se de recurso
desviante, em que é
usado o prestígio da
autoridade para outro
setor que não é da sua
competência.
Argumento de
autoridade
Argumento de autoridade
Trata-se da
desconsideração
de uma conclusão
porque parte de
alguém por nós
depreciado.
“Não posso deixar de votar
nela. É por demais forte,
simbolicamente, para eu
não me abalar. Marina é
Lula e é Obama ao mesmo
tempo.
Ela é meio preta, é
cabocla,
é inteligente como o
Obama, não é analfabeta
como o Lula, que não sabe
falar, é cafona falando,
Argumento contra o homem
É aquele em que se diz a
mesma coisa duas vezes, só
que dispondo uma das vezes
como justificativa da outra.
Raciocínio circular
“João: Deus existe!
Maria: Como é que sabes?
João: Porque a bíblia assim o diz!
Maria: E porque é que acreditas na Bíblia?
João: Porque foi inspirada por Deus”
Apelo ao povo
Quando
buscamos
legitimar nossa
fala alegando que
ela é sustentada
por todos ou pela
maioria.
Quando vale-se da emoção como forma de obter a
adesão do auditório.
Apelo à piedade
“Não é possível que eu reprove nesta matéria, já
que passei a semana inteira estudando!”
Quando, a partir de algo que tem como referência uma
coisa específica, amplia-se e aplica-se a todos os casos,
incluindo “gregos e troianos”.
Generalização apressada
“O jornal publicou uma pesquisa afirmando que a
maioria dos pobres já cometeu algum tipo de furto
na vida. Por isso é preciso ter o máximo cuidado
com as empregadas lá de casa...”
Consiste em nos fazer pensar nas consequências de
nossas afirmações e assim , ponderarmos nossa
adesão.
Apelo às consequências
“É importante que você saiba das
consequências
desagradáveis que advirão da sua
discordância dessa opinião.”
Apelo à força
É a fronteira entre o verbal e o “braçal”. É muito
comum e pode vir mascarado de muitas sutilezas.

PIVA- Aula 3 lógica

  • 1.
  • 2.
    Os argumentos sãoelementos linguísticos que visam à persuasão. Argumentos não são verdadeiros ou falsos, mas fortes ou fracos, conforme o seu poder de convencimento.
  • 3.
    Aristóteles e alógica Trata-se de uma teoria clássica para explicar como é formulado o raciocínio humano. Desenvolvida pelo grego Aristóteles (384-322 a.C.), essa teoria prevê basicamente que é possível chegar a certas conclusões a partir de noções preliminares sobre um assunto específico. O que é lógica aristotélica?
  • 4.
    Sentença X Proposição (falsidadeou verdade) Termos Aristotélicos Teoria da Inferência = silogismo
  • 5.
    Todo homem émortal= premissa maior José é homem= premissa menor Termo comum = termo médio Conclusão: JOSÉ É MORTAL Silogismo extrem o
  • 6.
    Todo homem émortal. Sócrates é homem. Logo, Sócrates é mortal". O exemplo clássico que resume o funcionamento da dedução na lógica aristotélica diz o seguinte: Os filósofos costumam observar essa lógica A partir de dois princípios básicos: o silogismo e a não-contradição.
  • 7.
     Todo silogismocontém somente 3 termos: maior, médio e menor.  Os termos da conclusão não podem ter extensão maior que os termos das premissas.  O termo médio não pode entrar na conclusão.  O termo médio deve ser universal ao menos uma vez;  De duas premissas negativas, nada se conclui.  De duas premissas afirmativas não pode haver conclusão negativa.  A conclusão segue sempre a premissa mais fraca.  De duas premissas particulares, nada se conclui.
  • 8.
    O que seentende por “parte mais fraca” numa argumentação? Definição de argumento  Entre uma premissa universal e uma particular, a “parte mais fraca” é a PARTICULAR;  Entre uma premissa afirmativa e outra negativa, a “parte mais fraca”é a NEGATIVA.
  • 9.
    Disponível em:http://br.youtube.com/watch?v=22bjBDaLNBc Vídeo 1 “Serou não ser?” Quadro veiculado pelo programa Fantástico, de responsabilidade da filósofa Viviane Mosé Agosto, 2005
  • 10.
    Procure distinguir aspremissas das conclusões. É preciso saber, antes de começar, aonde você quer chegar. Raciocínio Silogístico A dissertação tem por finalidade persuadir. E, para fazê-lo, deve-se expor os fatos de forma clara , demonstrando que a conclusão do raciocínio silogístico é a sentença que se espera.
  • 11.
    Tipos de silogismo •Entimema • Polissilogismo • Sorites • Silogismo Informe • Silogismo hipotético
  • 12.
    Todo metal écorpo, logo o chumbo é corpo. Passando para a forma silogística: Todo metal é corpo. Todo chumbo é metal. Todo chumbo é corpo. Entimema Argumento em que uma ou mais proposições estão subentendidas, e não explícitas.
  • 13.
    EXERCITE Se estiver chovendo,eu levarei meu guarda-chuva. Portanto, levarei meu guarda-chuva. Qual proposição está subentendida??
  • 14.
     Quem agede acordo com sua vontade é livre.  Ora, o racional age de acordo com sua vontade.  Logo, o racional é livre.  Ora, quem é livre é responsável.  Logo, o racional é responsável.  Ora, quem é responsável é capaz de direitos.  Logo, o racional é capaz de direitos. Polissilogismo o argumento é constituído por dois ou mais silogismos, dispostos de modo encadeado.
  • 15.
    o predicado daprimeira proposição se torna sujeito na proposição seguinte, seguindo assim até que na conclusão se unem o sujeito da primeira proposição com o predicado da última. Sorites A Grécia é governada por Atenas. Atenas é governada por mim. Eu sou governado por minha mulher. Minha mulher é governada por meu filho, criança de 10 anos. Logo, a Grécia é governada por esta criança de 10 anos. (Temístocles)
  • 16.
    Este argumento podeser formalizado assim: Todo aquele que perpetra um crime quando no uso da razão é responsável por seus atos. Ora, o réu perpetrou um crime no uso da razão. Logo, o réu é responsável por seus atos. Silogismo informe caracteriza-se por sua estrutura expositiva, mas que facilmente pode ser transformada na forma silogística típica ."a defesa pretende provar que o réu não é responsável do crime por ele cometido. Esta alegação é gratuita. Acabamos de provar, por testemunhos irrecusáveis, que, ao perpetrar o crime, o réu tinha o uso perfeito da razão e nem podia fugir às graves responsabilidades deste ato".
  • 17.
    Silogismo hipotético É aargumentação em que a premissa maior é constituída por uma proposição hipotética e a menor assegura ou destrói uma das partes da maior. Se a terra gira, ela se move. Ora, a terra gira Logo, ela se move
  • 18.
    Afirmar o afirmado Sea água tiver a temperatura de 100°C, a água ferve. A temperatura da água é de 100°C. Logo, a água ferve. Negar o negado: Se a água tiver a temperatura de 100°C, a água ferve. Ora, a água não ferve. Logo, a água não atingiu a temperatura de 100°C. Também é possível:
  • 19.
    Quando expomos nossasideias( oralmente ou por escrito) às vezes começamos pela conclusão, além de, com frequência, omitirmos premissas, deixando-as subentendidas. Por isso, um dos trabalhos do lógico é montar o raciocínio redescobrindo sua estrutura e avaliando se a conclusão se segue das premissas. Lógica x Dissertação
  • 20.
    A passagem daspremissas para a conclusão corresponde à inferência (do latim infere, “levar para”). A inferência é um processo de pensamento pelo qual, a partir de certas proposições, chegamos a uma conclusão. A lógica examina se a estrutura da inferência é válida ou inválida. “Com base no texto podemos inferir que...”
  • 21.
    Todo inseto éhexápode. Ora, todo inseto é invertebrado. Logo, todo hexápode é invertebrado. Validade e verdade Esse tipo de raciocínio (silogismo, que significa “ligação”) é a ligação de dois termos por meio de um terceiro. O termo “inseto” é o termo médio. No entanto, o termo maior “hexápode” é particular na premissa maior. Já na conclusão, “hexápode” é tomado em toda extensão (todo hexápode), o que significa afirmar na síntese, mais do que foi afirmado na tese. É portanto, inválido.
  • 22.
     Podemos dizerdas proposições que elas são verdadeiras ou falsas.  Mas quando se trata de argumentos, dizemos que são válidos ou inválidos. Um argumento é válido quando sua conclusão é consequência lógica de suas premissas. Exatidão terminológica
  • 23.
    "Existe vida emoutro planeta, pois nunca provaram o contrário" É um tipo de raciocínio incorreto, apesar de ter a aparência de correção. É conhecida também como sofisma ou paralogismo. Muitas falácias decorrem do fato de algumas premissas serem irrelevantes para a aceitação da conclusão, mas são usadas com a função psicológica de convencer, mobilizando emoções como medo, entusiasmo, hostilidade ou reverência. Geralmente é algo usado para que você acredite, quando, na verdade, você está sendo enganado. Falácia
  • 24.
    Propaganda da Folhade S. Paulo Veiculada na TV aberta. Vídeo 2 “É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade”
  • 25.
    Alguns escritores sãohomens brilhantes. Todos os homens brilhantes são gênios. Logo, _____________________________ Todo português é europeu. Todo lisboeta é português. Logo, ______________________________ Exercitando a conclusão a partir de premissas
  • 26.
    Deus ajuda quemcedo madruga Quem cedo madruga, dorme à tarde. Quem dorme à tarde, não dorme à noite... Quem não dorme à noite, sai na balada! Logo,_________________________
  • 27.
    Deus é amor. Oamor é cego. Steve Wonder é cego. Logo, __________________ Disseram-me que eu sou ninguém. Ninguém é perfeito. Logo, eu sou perfeito. Mas só Deus é perfeito. Portanto, eu sou Deus. Se Steve Wonder é Deus, eu sou Steve Wonder!! Logo,___________________
  • 28.
    Existem biscoitos feitosde água e sal. O mar é feito de água e sal. Logo, __________________________ Quando bebemos, ficamos bêbados. Quando estamos bêbados, dormimos. Quando dormimos, não cometemos pecados. Quando não cometemos pecados, vamos para o Céu. Então, ________________________________
  • 29.
    Hoje em dia,os trabalhadores não têm tempo para nada. Já os vagabundos têm todo o tempo do mundo. Tempo é dinheiro. Logo,___________________ Todos os homens são seres vivos Todos os seres vivos são mortais Logo, ___________________________________ Penso, logo existo. Loiras burras não pensam, Logo, ________________________________
  • 30.
    DEDUÇÃO O enunciado daconclusão não excede o conteúdo das premissas, isto é, não se diz mais na conclusão do que já foi dito. Tipos de raciocínio lógico Todo brasileiro é sul americano. Algum brasileiro é índio. Algum índio é sul americano.
  • 31.
    O Cheiro doRalo BRASIL, 2007. Vídeo 3
  • 32.
    INDUÇÃO É uma argumentaçãopela qual, a partir de diversos dados singulares constatados, chegamos a proposições universais. O cobre é condutor de eletricidade, e o ouro, e o ferro, e o zinco, e a prata também...; logo, o metal é condutor de eletricidade. (isto é, todo metal) Enquanto na dedução a conclusão deriva de proposições universais já conhecidas, a indução, ao contrário, chega à conclusão a partir de evidências parciais.
  • 33.
    É uma induçãoparcial ou imperfeita, na qual passamos de um ou de alguns fatos singulares não a uma conclusão universal, mas a uma outra enunciação singular ou particular, inferida em virtude da comparação entre objetos que, embora diferentes, apresentam ponto de semelhança. Analogia Paulo sarou de suas dores de cabeça com este remédio. Logo, João há de sarar de suas dores de cabeça com este mesmo remédio
  • 34.
    Argumento de autoridade Argumentocontra o homem Raciocínio Circular Apelo ao povo Apelo à piedade Generalização apressada Apelo às consequências Apelo à força Tipos de incorreção lógica( falácias)
  • 35.
    Trata-se de recurso desviante,em que é usado o prestígio da autoridade para outro setor que não é da sua competência. Argumento de autoridade Argumento de autoridade
  • 37.
    Trata-se da desconsideração de umaconclusão porque parte de alguém por nós depreciado. “Não posso deixar de votar nela. É por demais forte, simbolicamente, para eu não me abalar. Marina é Lula e é Obama ao mesmo tempo. Ela é meio preta, é cabocla, é inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, Argumento contra o homem
  • 38.
    É aquele emque se diz a mesma coisa duas vezes, só que dispondo uma das vezes como justificativa da outra. Raciocínio circular “João: Deus existe! Maria: Como é que sabes? João: Porque a bíblia assim o diz! Maria: E porque é que acreditas na Bíblia? João: Porque foi inspirada por Deus”
  • 39.
    Apelo ao povo Quando buscamos legitimarnossa fala alegando que ela é sustentada por todos ou pela maioria.
  • 40.
    Quando vale-se daemoção como forma de obter a adesão do auditório. Apelo à piedade “Não é possível que eu reprove nesta matéria, já que passei a semana inteira estudando!”
  • 41.
    Quando, a partirde algo que tem como referência uma coisa específica, amplia-se e aplica-se a todos os casos, incluindo “gregos e troianos”. Generalização apressada “O jornal publicou uma pesquisa afirmando que a maioria dos pobres já cometeu algum tipo de furto na vida. Por isso é preciso ter o máximo cuidado com as empregadas lá de casa...”
  • 42.
    Consiste em nosfazer pensar nas consequências de nossas afirmações e assim , ponderarmos nossa adesão. Apelo às consequências “É importante que você saiba das consequências desagradáveis que advirão da sua discordância dessa opinião.”
  • 43.
    Apelo à força Éa fronteira entre o verbal e o “braçal”. É muito comum e pode vir mascarado de muitas sutilezas.