Lógica
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Lógicaefilosofia
A lógica tem por objetivo estudar e sistematizar a validade ou
invalidade da argumentação, ou seja, a lógica estuda argumentos.
Mas porque estudamos isso em filosofia?
A argumentação é o coração da filosofia. Na filosofia temos a
liberdade de defender as nossas ideias, mas temos que fazer isso
usando bons argumentos.
2
Oqueéumargumento?
Um argumento é um conjunto de proposições que utilizamos
para justificar (provar, dar razão, suportar) algo.
Como frases diferentes podem expressar o mesmo significado
(ou sentido), denomina-se proposição como sendo o conteúdo
significativo de frases declarativas: “A neve é branca” e “Snow is
white” são frases diferentes, porém expressam a mesma
proposição.
3
Oqueéumargumento?
Uma proposição pode ser verdadeira ou falsa. Veja alguns
exemplos de proposições:
• O vermelho é uma cor.
• O Canadá está na América do Sul.
• Deus não existe.
• O aborto é moralmente errado.
4
Oqueéumargumento?
1. A proposição que queremos justificar recebe o nome de
conclusão;
2.As proposições que pretendem apoiar a conclusão recebem o
nome de premissas;
3.A passagem das premissas para conclusão se chama inferência.
5
Oqueéumargumento?
Exemplo:
Os preços na lanchonete da escola subiram; com a mesada que
ganho atualmente não mais conseguirei lanchar todos os dias.
Nem todo conjunto de proposições é um argumento. Veja:
O Pedro e eu lanchamos na lanchonete da escola.
A Larissa foi ao cinema ver Star Wars I.
O Fernando faltou à aula hoje.
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Oqueéumargumento?
Exemplo:
Seres humanos possuem coração. ← Premissa 1
Ora, bebês são seres humanos. ← Premissa 2
↓ Inferência
Logo, bebês possuem coração. ← Conclusão
7
Oqueéumargumento?
Porém, na maior parte das vezes os argumentos não se
apresentam dessa forma. Observe:
“Ele [Malthus], por exemplo, diz que os lucros e salários podem
subir ao mesmo tempo, e, como frequência, é o que acontece. Isto,
digo eu, jamais pode ser verdade. Por quê? Porque valor é medido
em proporções, e um valor elevado significa uma grande proporção
de todo o produto. Deste modo, quando a proporção de um todo
aumenta, a outra tem de diminuir.
DAVID, Ricardo. Notes on Malthus.
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Tiposdeargumentos:argumentosdedutivos
Um argumento do tipo dedutivo se inicia com uma proposição que
abarca um conjunto de coisas em sua universalidade (ex.: todas as
mesas, todas pessoas, todas as estrelas), e termina com uma
proposição mais restrita (ex.: as mesas desta sala, as pessoas desta
sala, as estrelas da Via Láctea).
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Seres humanos possuem coração. ← Premissa 1
Ora, bebês são seres humanos. ← Premissa 2
↓ Inferência
Logo, bebês possuem coração. ← Conclusão
Tiposdeargumentos:argumentosdedutivos
As premissas e as conclusões se estruturam de uma forma que,
uma vez aceito que as premissas são verdadeiras, você tem de
aceitar a conclusão como verdadeira também, independentemente
do conteúdo do argumento.
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Premissas:
Todos os homens são mortais.
(proposição universal)
Sócrates é homem.
(proposição particular)
Conclusão:
Sócrates é mortal.
Premissas:
Todos os palhaços são assustadores.
(proposição universal)
Pennywise é um palhaço.
(proposição particular)
Conclusão:
Pennywise é assustador.
Tiposdeargumentos:argumentosdedutivos
Pode-se representar graficamente os argumentos dedutivos por
meio dos diagramas de Venn utilizados na teoria dos conjuntos:
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Animais que
possuem
coração
Seres
Humanos
Bebês
Argumentosdedutivos:verdadeevalidade
1. De uma proposição, dizemos que ela é verdadeira ou falsa.
2. De um argumento, dizemos que ele é válido se a conclusão se
segue das premissas, caso contrário ele é inválido.
3. Mesmo as premissas e as conclusões sendo falsas, o argumento
pode ser válido.
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Todo mamífero é ser humano. ← Premissa falsa
Ora, todo cachorro é mamífero. ← Premissa verdadeira
↓ Inferência válida
Logo, todo cachorro é um ser humano. ← Conclusão falsa
Argumentosdedutivos:verdadeevalidade
Podemos ter as seguintes configurações para os argumentos dedutivos:
• Argumentos válidos, com premissas verdadeiras e conclusão verdadeira;
• Argumentos válidos, com premissas falsas e conclusão falsa;
• Argumentos válidos, com premissas falsas e conclusão verdadeira;
• Argumentos inválidos, com premissas verdadeiras e conclusão verdadeira;
• Argumentos inválidos, com premissas verdadeiras e conclusão falsa;
• Argumentos inválidos, com premissas falsas e conclusão falsa; e
• Argumentos inválidos, com premissas falsas e conclusão verdadeira.
Mas não podemos ter:
• Argumentos válidos, com premissas verdadeiras e conclusão falsa.
13
Tiposdeargumentos:argumentosindutivos
1. O argumento indutivo é um tipo de raciocínio no qual as premissas buscam fornecer
uma evidência forte para a verdade da conclusão.
2. A indução parte de uma proposição que conta com alguns membros para uma
proposição que conta com mais membros que as premissas afirmavam:
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Belo Horizonte é uma cidade perigosa. ← Premissa 1
São Paulo é uma cidade perigosa. ← Premissa 2
Rio de Janeiro é uma cidade perigosa. ← Premissa 3
Ora, todas essas cidades são capitais brasileiras. ← Premissa 4
↓ Inferência
Logo, todas as capitais brasileiras são perigosas. ← Conclusão
Tiposdeargumentos:argumentosindutivos
1. Enquanto a conclusão do argumento dedutivo é tida
como verdadeira, a verdade da conclusão de um
argumento indutivo é apenas provável.
2. Argumentos indutivos não são considerados válidos ou
inválidos, mas são classificados como fortes ou fracos,
com base na probabilidade da conclusão ser verdadeira.
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Falácias
1. O termo falácia deriva do verbo latino fallere, que
significa “enganar”.
2.Designa-se por falácia um raciocínio errado com aparência de
verdadeiro.
3.Na lógica e na retórica, uma falácia é um argumento logicamente
inconsistente, sem fundamento, inválido ou falho na tentativa de
provar eficazmente o que alega.
4.Argumentos que se destinam à persuasão podem parecer
convincentes para grande parte do público apesar de conterem
falácias, mas não deixam de ser falsos por causa disso.
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Falácias:apeloàmotivos
Apelo à força
Utilização de algum tipo de privilégio, força, poder ou ameaça para
impor a conclusão.
Acredite no que eu digo, não se esqueça de quem é que paga o seu
salário.
O oponente pode perder a coragem de enfrentar seu chefe porque
pode perder o emprego.
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Falácias:apeloàmotivos
Apelo à emoção
Recorrer à emoção para validar o argumento.
Apelo ao júri para que contemple a condição do réu, um homem
sofrido, que agora passa pelo transtorno de ser julgado em
um tribunal.
O advogado quer que o júri absolva o réu por compaixão. É
semelhante ao apelo à misericórdia.
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Falácias:apeloàmotivos
Argumentum ad antiquitatem (apelo à antiguidade)
Afirmar que algo é verdadeiro ou bom somente porque é antigo ou
porque "sempre foi assim".
Devemos seguir a Bíblia porque é um livro que atravessou os
séculos intacto.
Argumentum ad novitatem (apelo à novidade)
Argumentar que o novo é sempre melhor, sem uma justificativa.
Na filosofia, Sócrates já está ultrapassado. É melhor Sartre, pois é
mais recente.
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Falácias:apeloàmotivos
Argumentum ad ignorantiam (apelo à ignorância)
Tentar provar algo a partir da ignorância quanto à sua validade. Só
porque não se sabe se algo é verdadeiro, não quer dizer que seja
falso, e vice-versa.
Ninguém conseguiu provar que Deus existe, logo ele não existe.
Ou o contrário.
Ninguém conseguiu provar que Deus não existe, logo ele existe.
20
Falácias:apeloàmotivos
Apelo ao preconceito
Associar valores morais a uma pessoa ou coisa para convencer o
adversário.
Uma pessoa religiosa como você não é capaz de argumentar
racionalmente comigo.
A pessoa é estigmatizada por ser religiosa, considerada inferior ao
oponente.
21
Falácias:apeloàmotivos
Apelo à vaidade
Provocar a vaidade do oponente para vencê-lo.
Não acredito que uma pessoa culta como você acredita nessa
teoria.
O oponente, por ser muito culto, pode se sentir envergonhado de
defender essa teoria "absurda". É o contrário do apelo ao
preconceito.
22
Falácias:apeloàmotivos
Apelo à multidão
Também chamado apelo ao povo. É a tentativa de ganhar a causa
por apelar a uma grande quantidade de pessoas. Por vezes é
chamada de apelo à emoção, pois os apelos emocionais tentam
atingir toda a população.
Inúmeras pessoas acreditam em Deus, portanto Deus existe.
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Falácias:apeloàmotivos
Apelo ao ridículo
Ridicularizar um argumento como forma de derrubá-lo.
Se a teoria da evolução fosse verdadeira, significaria que o seu
tataravô seria um gorila.
Espera-se que o oponente desista da sua convicção porque ela
parece ridícula.
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Falácias:Erroscategoriaiseregrasgerais
Composição
É o fato de concluir que uma propriedade das partes deve ser
aplicada ao todo.
Todas as peças deste caminhão são leves; logo, o caminhão é leve.
25
Falácias:Erroscategoriaiseregrasgerais
Divisão
É o oposto da falácia de composição. Supõe que uma propriedade
do todo é aplicada a cada parte.
Você deve ser rico, pois estuda em um colégio de ricos.
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Falácias:Erroscategoriaiseregrasgerais
Acidente
Trata-se de querer aplicar uma regra geral a todos os casos,
ignorando as exceções.
Devemos usar um protetor solar por causa da radiação UV, então
devemos usá-lo hoje à noite, na praia.
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Falácias:Erroscategoriaiseregrasgerais
Inversão do acidente
Trata-se de querer usar uma exceção como se fosse uma regra
geral.
Se deixarmos os doentes terminais usarem maconha, deveremos
deixar todas as pessoas a usarem.
É chamada de generalização precipitada e se assemelha à amostra
limitada.
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Falácias:faláciascausais
Falsa causa
Afirma que, apenas porque dois eventos ocorreram juntos, eles
estão relacionados.
Nota-se uma maior frequência de erros de português em sala de
aula desde o início das redes sociais e o uso do internetês. O
advento das redes sociais vem degenerando o uso do português
correto.
Falta mostrar uma pesquisa que o comprove.
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Falácias:faláciascausais
Depois disso, por causa disso
Consiste em dizer que, pelo simples fato de um evento ter ocorrido
logo após o outro, eles têm uma relação de causa e efeito.
O Japão rendeu-se logo após a utilização das bombas atômicas por
parte dos Estados Unidos. Portanto, a paz foi alcançada devido à
utilização das armas nucleares.
O Sol nasce porque o galo canta.
30
Falácias:faláciascausais
Inversão de causa e efeito
Considerar um efeito como uma causa.
O investimento na educação sexual causou a propagação da AIDS.
Na verdade, foi exatamente o contrário. A epidemia de AIDS levou
ao incremento da educação sexual como forma de prevenção.
31
Falácias:faláciascausais
Terceira causa
Ignorar a existência de uma terceira causa, não levada em conta
nas premissas.
Estamos vivendo uma fase de elevado desemprego, que é
provocado por um baixo consumo.
Há uma causa tanto para o desemprego como para o baixo
consumo.
A Alemanha está em crise, que é provocada pelos banqueiros
judeus.
Existem outros motivos para a crise (ter perdido a Primeira Guerra
pode ser uma terceira causa). 32
Falácias:faláciasdaexplicação
Petitio principii (petição de princípio)
Demonstrar uma tese partindo do princípio de que já é válida.
É fato que a Bíblia é verdadeira, portanto todos devem buscar nela
a verdade.
Trata-se de usar uma premissa que é igual à conclusão e formar
com ela um raciocínio circular. A Bíblia é verdadeira porque contém
a verdade e contém a verdade porque é verdadeira.
33
Jordan Medeiros
+55 31 9 9269 2951
@medeirosjordan
Colégio Santo
Agostinho
34
Obrigado

Filosofia: Lógica

  • 1.
  • 2.
    Lógicaefilosofia A lógica tempor objetivo estudar e sistematizar a validade ou invalidade da argumentação, ou seja, a lógica estuda argumentos. Mas porque estudamos isso em filosofia? A argumentação é o coração da filosofia. Na filosofia temos a liberdade de defender as nossas ideias, mas temos que fazer isso usando bons argumentos. 2
  • 3.
    Oqueéumargumento? Um argumento éum conjunto de proposições que utilizamos para justificar (provar, dar razão, suportar) algo. Como frases diferentes podem expressar o mesmo significado (ou sentido), denomina-se proposição como sendo o conteúdo significativo de frases declarativas: “A neve é branca” e “Snow is white” são frases diferentes, porém expressam a mesma proposição. 3
  • 4.
    Oqueéumargumento? Uma proposição podeser verdadeira ou falsa. Veja alguns exemplos de proposições: • O vermelho é uma cor. • O Canadá está na América do Sul. • Deus não existe. • O aborto é moralmente errado. 4
  • 5.
    Oqueéumargumento? 1. A proposiçãoque queremos justificar recebe o nome de conclusão; 2.As proposições que pretendem apoiar a conclusão recebem o nome de premissas; 3.A passagem das premissas para conclusão se chama inferência. 5
  • 6.
    Oqueéumargumento? Exemplo: Os preços nalanchonete da escola subiram; com a mesada que ganho atualmente não mais conseguirei lanchar todos os dias. Nem todo conjunto de proposições é um argumento. Veja: O Pedro e eu lanchamos na lanchonete da escola. A Larissa foi ao cinema ver Star Wars I. O Fernando faltou à aula hoje. 6
  • 7.
    Oqueéumargumento? Exemplo: Seres humanos possuemcoração. ← Premissa 1 Ora, bebês são seres humanos. ← Premissa 2 ↓ Inferência Logo, bebês possuem coração. ← Conclusão 7
  • 8.
    Oqueéumargumento? Porém, na maiorparte das vezes os argumentos não se apresentam dessa forma. Observe: “Ele [Malthus], por exemplo, diz que os lucros e salários podem subir ao mesmo tempo, e, como frequência, é o que acontece. Isto, digo eu, jamais pode ser verdade. Por quê? Porque valor é medido em proporções, e um valor elevado significa uma grande proporção de todo o produto. Deste modo, quando a proporção de um todo aumenta, a outra tem de diminuir. DAVID, Ricardo. Notes on Malthus. 8
  • 9.
    Tiposdeargumentos:argumentosdedutivos Um argumento dotipo dedutivo se inicia com uma proposição que abarca um conjunto de coisas em sua universalidade (ex.: todas as mesas, todas pessoas, todas as estrelas), e termina com uma proposição mais restrita (ex.: as mesas desta sala, as pessoas desta sala, as estrelas da Via Láctea). 9 Seres humanos possuem coração. ← Premissa 1 Ora, bebês são seres humanos. ← Premissa 2 ↓ Inferência Logo, bebês possuem coração. ← Conclusão
  • 10.
    Tiposdeargumentos:argumentosdedutivos As premissas eas conclusões se estruturam de uma forma que, uma vez aceito que as premissas são verdadeiras, você tem de aceitar a conclusão como verdadeira também, independentemente do conteúdo do argumento. 10 Premissas: Todos os homens são mortais. (proposição universal) Sócrates é homem. (proposição particular) Conclusão: Sócrates é mortal. Premissas: Todos os palhaços são assustadores. (proposição universal) Pennywise é um palhaço. (proposição particular) Conclusão: Pennywise é assustador.
  • 11.
    Tiposdeargumentos:argumentosdedutivos Pode-se representar graficamenteos argumentos dedutivos por meio dos diagramas de Venn utilizados na teoria dos conjuntos: 11 Animais que possuem coração Seres Humanos Bebês
  • 12.
    Argumentosdedutivos:verdadeevalidade 1. De umaproposição, dizemos que ela é verdadeira ou falsa. 2. De um argumento, dizemos que ele é válido se a conclusão se segue das premissas, caso contrário ele é inválido. 3. Mesmo as premissas e as conclusões sendo falsas, o argumento pode ser válido. 12 Todo mamífero é ser humano. ← Premissa falsa Ora, todo cachorro é mamífero. ← Premissa verdadeira ↓ Inferência válida Logo, todo cachorro é um ser humano. ← Conclusão falsa
  • 13.
    Argumentosdedutivos:verdadeevalidade Podemos ter asseguintes configurações para os argumentos dedutivos: • Argumentos válidos, com premissas verdadeiras e conclusão verdadeira; • Argumentos válidos, com premissas falsas e conclusão falsa; • Argumentos válidos, com premissas falsas e conclusão verdadeira; • Argumentos inválidos, com premissas verdadeiras e conclusão verdadeira; • Argumentos inválidos, com premissas verdadeiras e conclusão falsa; • Argumentos inválidos, com premissas falsas e conclusão falsa; e • Argumentos inválidos, com premissas falsas e conclusão verdadeira. Mas não podemos ter: • Argumentos válidos, com premissas verdadeiras e conclusão falsa. 13
  • 14.
    Tiposdeargumentos:argumentosindutivos 1. O argumentoindutivo é um tipo de raciocínio no qual as premissas buscam fornecer uma evidência forte para a verdade da conclusão. 2. A indução parte de uma proposição que conta com alguns membros para uma proposição que conta com mais membros que as premissas afirmavam: 14 Belo Horizonte é uma cidade perigosa. ← Premissa 1 São Paulo é uma cidade perigosa. ← Premissa 2 Rio de Janeiro é uma cidade perigosa. ← Premissa 3 Ora, todas essas cidades são capitais brasileiras. ← Premissa 4 ↓ Inferência Logo, todas as capitais brasileiras são perigosas. ← Conclusão
  • 15.
    Tiposdeargumentos:argumentosindutivos 1. Enquanto aconclusão do argumento dedutivo é tida como verdadeira, a verdade da conclusão de um argumento indutivo é apenas provável. 2. Argumentos indutivos não são considerados válidos ou inválidos, mas são classificados como fortes ou fracos, com base na probabilidade da conclusão ser verdadeira. 15
  • 16.
    Falácias 1. O termofalácia deriva do verbo latino fallere, que significa “enganar”. 2.Designa-se por falácia um raciocínio errado com aparência de verdadeiro. 3.Na lógica e na retórica, uma falácia é um argumento logicamente inconsistente, sem fundamento, inválido ou falho na tentativa de provar eficazmente o que alega. 4.Argumentos que se destinam à persuasão podem parecer convincentes para grande parte do público apesar de conterem falácias, mas não deixam de ser falsos por causa disso. 16
  • 17.
    Falácias:apeloàmotivos Apelo à força Utilizaçãode algum tipo de privilégio, força, poder ou ameaça para impor a conclusão. Acredite no que eu digo, não se esqueça de quem é que paga o seu salário. O oponente pode perder a coragem de enfrentar seu chefe porque pode perder o emprego. 17
  • 18.
    Falácias:apeloàmotivos Apelo à emoção Recorrerà emoção para validar o argumento. Apelo ao júri para que contemple a condição do réu, um homem sofrido, que agora passa pelo transtorno de ser julgado em um tribunal. O advogado quer que o júri absolva o réu por compaixão. É semelhante ao apelo à misericórdia. 18
  • 19.
    Falácias:apeloàmotivos Argumentum ad antiquitatem(apelo à antiguidade) Afirmar que algo é verdadeiro ou bom somente porque é antigo ou porque "sempre foi assim". Devemos seguir a Bíblia porque é um livro que atravessou os séculos intacto. Argumentum ad novitatem (apelo à novidade) Argumentar que o novo é sempre melhor, sem uma justificativa. Na filosofia, Sócrates já está ultrapassado. É melhor Sartre, pois é mais recente. 19
  • 20.
    Falácias:apeloàmotivos Argumentum ad ignorantiam(apelo à ignorância) Tentar provar algo a partir da ignorância quanto à sua validade. Só porque não se sabe se algo é verdadeiro, não quer dizer que seja falso, e vice-versa. Ninguém conseguiu provar que Deus existe, logo ele não existe. Ou o contrário. Ninguém conseguiu provar que Deus não existe, logo ele existe. 20
  • 21.
    Falácias:apeloàmotivos Apelo ao preconceito Associarvalores morais a uma pessoa ou coisa para convencer o adversário. Uma pessoa religiosa como você não é capaz de argumentar racionalmente comigo. A pessoa é estigmatizada por ser religiosa, considerada inferior ao oponente. 21
  • 22.
    Falácias:apeloàmotivos Apelo à vaidade Provocara vaidade do oponente para vencê-lo. Não acredito que uma pessoa culta como você acredita nessa teoria. O oponente, por ser muito culto, pode se sentir envergonhado de defender essa teoria "absurda". É o contrário do apelo ao preconceito. 22
  • 23.
    Falácias:apeloàmotivos Apelo à multidão Tambémchamado apelo ao povo. É a tentativa de ganhar a causa por apelar a uma grande quantidade de pessoas. Por vezes é chamada de apelo à emoção, pois os apelos emocionais tentam atingir toda a população. Inúmeras pessoas acreditam em Deus, portanto Deus existe. 23
  • 24.
    Falácias:apeloàmotivos Apelo ao ridículo Ridicularizarum argumento como forma de derrubá-lo. Se a teoria da evolução fosse verdadeira, significaria que o seu tataravô seria um gorila. Espera-se que o oponente desista da sua convicção porque ela parece ridícula. 24
  • 25.
    Falácias:Erroscategoriaiseregrasgerais Composição É o fatode concluir que uma propriedade das partes deve ser aplicada ao todo. Todas as peças deste caminhão são leves; logo, o caminhão é leve. 25
  • 26.
    Falácias:Erroscategoriaiseregrasgerais Divisão É o opostoda falácia de composição. Supõe que uma propriedade do todo é aplicada a cada parte. Você deve ser rico, pois estuda em um colégio de ricos. 26
  • 27.
    Falácias:Erroscategoriaiseregrasgerais Acidente Trata-se de quereraplicar uma regra geral a todos os casos, ignorando as exceções. Devemos usar um protetor solar por causa da radiação UV, então devemos usá-lo hoje à noite, na praia. 27
  • 28.
    Falácias:Erroscategoriaiseregrasgerais Inversão do acidente Trata-sede querer usar uma exceção como se fosse uma regra geral. Se deixarmos os doentes terminais usarem maconha, deveremos deixar todas as pessoas a usarem. É chamada de generalização precipitada e se assemelha à amostra limitada. 28
  • 29.
    Falácias:faláciascausais Falsa causa Afirma que,apenas porque dois eventos ocorreram juntos, eles estão relacionados. Nota-se uma maior frequência de erros de português em sala de aula desde o início das redes sociais e o uso do internetês. O advento das redes sociais vem degenerando o uso do português correto. Falta mostrar uma pesquisa que o comprove. 29
  • 30.
    Falácias:faláciascausais Depois disso, porcausa disso Consiste em dizer que, pelo simples fato de um evento ter ocorrido logo após o outro, eles têm uma relação de causa e efeito. O Japão rendeu-se logo após a utilização das bombas atômicas por parte dos Estados Unidos. Portanto, a paz foi alcançada devido à utilização das armas nucleares. O Sol nasce porque o galo canta. 30
  • 31.
    Falácias:faláciascausais Inversão de causae efeito Considerar um efeito como uma causa. O investimento na educação sexual causou a propagação da AIDS. Na verdade, foi exatamente o contrário. A epidemia de AIDS levou ao incremento da educação sexual como forma de prevenção. 31
  • 32.
    Falácias:faláciascausais Terceira causa Ignorar aexistência de uma terceira causa, não levada em conta nas premissas. Estamos vivendo uma fase de elevado desemprego, que é provocado por um baixo consumo. Há uma causa tanto para o desemprego como para o baixo consumo. A Alemanha está em crise, que é provocada pelos banqueiros judeus. Existem outros motivos para a crise (ter perdido a Primeira Guerra pode ser uma terceira causa). 32
  • 33.
    Falácias:faláciasdaexplicação Petitio principii (petiçãode princípio) Demonstrar uma tese partindo do princípio de que já é válida. É fato que a Bíblia é verdadeira, portanto todos devem buscar nela a verdade. Trata-se de usar uma premissa que é igual à conclusão e formar com ela um raciocínio circular. A Bíblia é verdadeira porque contém a verdade e contém a verdade porque é verdadeira. 33
  • 34.
    Jordan Medeiros +55 319 9269 2951 @medeirosjordan Colégio Santo Agostinho 34 Obrigado