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MAYOMBE
MAYOMBE
Publicação : 1980
Autor: Pepetela (Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos)
País: ANGOLA
Literatura Contemporânea
Pepetela é o pseudônimo de
Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos (Benguela, 1941 - ).
Em 1961, aderiu ao Movimento Popular para a Libertação de Angola
(MPLA) que lutava pela independência do país ( que até 1975 ainda
era uma colônia de Portugal ).
Por seu envolvimento político, o escritor teve de viver no exílio e só
após a independência retornou ao país, integrando o governo do
presidente Agostinho Neto, como vice-ministro da Educação. Nessa
época, por sinal, lançou boa parte de sua obra, incluindo "Mayombe"
(1980).
Ao aposentar-se (1982) ,Pepetela passou a se dedicar somente à
literatura e desenvolveu uma obra de caráter mais crítico e
desencantado com os desdobramentos da história angolana após a
independência, considerando a guerra civil e os altos níveis de
corrupção nos órgãos governamentais.
Atualmente, além de escritor é doutor honoris causa ( Universidade
do Algarve).
(UOL Educação -adapatado)
Pepetela: pestana ( dialeto kimbundo; Angola)
“O estudo da literatura africana de expressão portuguesa já estava presente
nas universidades brasileiras desde o começo da década de 1980.
A inclusão do romance "Mayombe", do escritor Pepetela, tem, portanto, o
mérito de difundir essa literatura, indiscutivelmente rica, também no ensino
médio do país. Ao mesmo tempo, indica a continuidade dos esforços de
aproximação do Brasil com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa,
por meio da cultura. É uma iniciativa louvável e significativa.”
Em 1997, o autor recebeu o prêmio
Camões, atribuído aos autores que
notoriamente enriqueceram o patrimônio
literário e cultural da língua portuguesa.
Pepetela continua escrevendo e se
renovando como escritor, enveredando
pelo gênero da sátira, e até a ficção
científica.
(UOL Educação - adaptado)
A literatura de Pepetela aborda todo o processo de luta pela independência da Angola
se estendeu por cerca de 15 anos .
Depois disso, eclodiu uma guerra civil entre as duas principais forças políticas no país:
MPLA x Unita (União Nacional Para a Independência Total de Angola), que durou até 2002.
Esse panorama de conflito revolucionário e da história angolana marcam o enredo de
Mayombe.
A obra retrata a experiência do autor na guerra revolucionária, mostrando o convívio de
guerrilheiros de diversas origens étnicas e sociais em que se divide a nação angolana.
O livro é dividido em 7 partes
Dedicatória 5 capítulos Epílogo
REMETE A UMA
EPOPEIA
(GÊNERO ÉPICO)
Dedicatória
• Narrador onisciente revela que contará a história de Ogun
A Missão
• Teoria
• Milagre
A base
• Mundo Novo
• Muatiânvua
Ondina
• André
• Chefe do Depósito
A Surucucu
• Chefe de Operações
A Amoreira
• Lutamos
Epílogo
• Comissário Político
O livro é dividido em 7 partes
“ Não são histórias de
guerra, mas sim de
pessoas, das relações
entre elas, das suas
convicções e das suas
fraquezas, inclusive
daquelas que à
primeira vista são os
grandes heróis”
Mayombe é obra ao mesmo tempo crítica e heroica, que destaca a
diversidade étnica angolana e ilustra as divisões tribais presentes naquele país (...). O
romance é ainda o relato do conflito que define a fundação da pátria.
Mas é interessante acrescentar a esse respeito a própria opinião do autor,
para quem o texto seria uma simples reportagem sobre a guerra, mas como o texto
acabasse lhe parecendo muito frio, ele foi escrevendo mais e mais, até transformá-lo
num romance. (Prof. Ana Mafalda Leite, professora de literatura africana em português da
Universidade de Lisboa, citada em UOL Educação- adaptado)
Posicionamento
ideológico do
narrador
Anticolonialista
Revolucionário
Resgate cultural
da pátria
“Uma das imagens recorrentes na construção de seu espaço narrativo é a
percepção de Mayombe como útero, símbolo não apenas de acolhimento e proteção dos
guerrilheiros, mas gestação do ideal e da práxis revolucionária”.
(MARTINS, Aulus Mandagará.)
“Mayombe tinha aceitado os golpes dos machados, que nele
abriram uma clareira. Clareira invisível do alto, dos aviões
que esquadrinhavam a mata tentando localizar nela a
presença dos guerrilheiros. [...] E os homens, vestidos de
verde, tornaram-se verdes como as folhas e castanhos como
os troncos colossais. [...]
Assim foi parida pelo Mayombe a base guerrilheira “
(Mayombe, p.67)
“a floresta densa e perigosa se comporta
como um útero, de onde os
revolucionários vão fazer Angola nascer
livre. Com muita fome e sem acesso a
comida, os guerrilheiros recebem da mata
uma espécie de amêndoa, chamada
comuna, que os alimenta. É como se a
própria floresta colaborasse com a
guerrilha”.
(Rosana Sol)
Mayombe
é o nome de
uma região de
floresta da
África, que se
estende por
vários
países,inclusive
Angola e na
província de
Cabinda.
As personagens são identificadas
por seus nomes de combate, e
constroem-se naquilo em que
representam.
"Teoria sentia que o Comandante
também tinha um segredo. Como cada
um dos outros. E era esse segredo de
cada um que os fazia combater,
frequentemente por razões longínquas
das afirmadas. Por que Sem Medo
abandonara o curso de Economia, em
1964, para entrar na guerrilha? Por que
o Comissário abandonara Caxisto, o pai
velho e pobre camponês arruinado pelo
roubo das terras de café?“
(Mayombe, p.17)
Mayombe
Kikongo kimbundo umbundo kiluanje
variedade de metonímia que consiste
em substituir um nome de objeto,
entidade, pessoa etc. por outra
denominação, que pode ser um nome
comum (ou uma perífrase), um
gentílico, um adjetivo etc., que seja
sugestivo, explicativo, laudatório,
eufêmico, irônico ou pejorativo e que
caracterize uma qualidade universal
ou conhecida do possuidor
as ações dos
guerrilheiros.
os pensamentos e
as dúvidas dos
personagens
“o a narrativa é composta
por várias vozes.
O narrador do romance é de terceira
pessoa, mas dá espaço em cada capitulo
para que o personagem fale. Primeiro,
ele conta o fato e depois dá voz a um
personagem, que irá comentar o que
aconteceu, mas sob seu ponto de vista.
Mais adiante, ele dará voz a outro, com
uma opinião diferente. Isso mostra que
não existem visões absolutas”
“É como se eu fosse dois: um que tem medo,
sempre medo, e um outro que se oferece
sempre para as missões arriscadas, que
apresenta constantemente uma vontade de
ferro... Há um que tem vontade de chorar, de
ficar no meio do caminho, [...] e outro que diz
que não é nada que pode continuar. Porque há
os outros! Sei que sozinho, sou um covarde,
seria incapaz de ter um comportamento de
homem. Mas quando os outros estão lá, a
controlar-me, a espiar-me as reacções, a ver
se dou um passo em falso [...], a segunda
pessoa que há em mim predomina e leva-me
dizer o que não quero, a ser audaz, mesmo
demasiado, porque não posso recuar... É
duro!”
(personagem Teoria, p.43)
As personagens têm
defeitos e demonstram
algumas atitudes que
beiram a imoralidade e
a corrupção.
autor
•Narrador onisciente
Teoria
•Teoria: a primeira personagem desse processo polifônico. Nascido na Gabela, é filho de mãe negra e pai branco. O fato de ser
mestiço o incomoda e, por isso, vê na guerrilha um modo de expurgar esse “pecado original”
Milagre
•Milagre: é a segunda personagem a se apresentar. Ele pertence a uma determinada tribo, com hábitos e tradições distintas dos
demais. Mesmo participando do movimento, ainda não rompeu com os traços de sua origem.
Mundo Novo
•Mundo Novo: no processo polifônico, Mundo Novo é o terceiro a ter voz na narrativa. Indispõe-se com Comandante, não
chegando a entender perfeitamente o pensamento e o modo de agir de Sem Medo, a quem chama de “pequeno-burguês com
traços anarquistas”.
Como marxista-leninista, se diz não egoísta e acredita que só as massas constroem a História, sem diferenças de cor ou origem.
Muatiânvua
•Muatiânvua: é outro personagem a tomar a voz na narrativa. Filho de um mineiro, que morreu tuberculoso logo após seu
nascimento, caracteriza-se por ser destribalizado, acredita em uma revolução por e para Angola inserida em um contexto mais
amplo, a África. Sente-se marginalizado, “posto de lado”. Exerceu várias atividades –marinheiro, contrabandista, ladrão –antes de
ingressar na guerrilha. Para ele, todas as imagens se resumem no brilho do diamante, maior riqueza mineral do país.
André
• André: comandante administrativo de Dolisie. É relapso e desvirtuado. Comete deslizes de
todas as ordens, o que põe em dúvida não só sua integridade moral como seu papel de líder.
Rivaliza-se com Sem Medo, não percebendo as intenções do comandante da base de
Mayombe, mas acreditando que ele faz de tudo para assumir o seu lugar. Seduz Ondina,
noiva do Comissário e é pego em flagrante. É punido com a perda do cargo que
desempenhava e removido para outro lugar, mas acredita que tudo não passou de um golpe.
Lutamos
• Lutamos: único do grupo originário da região de Cabinda, precisa provar a todos os
companheiros que não é traidor. Ele e Sem Medo guerreiam juntos há mais de dez anos.
Destemido e corajoso como o Comandante.
Comissário
Político
• Comissário: tem 25 anos e é dez anos mais novo que o Comandante. Escreve a última
interferência em primeira pessoa, no epílogo. Acredita que guerra popular “não se mede em
número de inimigos mortos. Ela mede-se pelo apoio popular que tem.”Vai crescendo no seio
do movimento, passando por uma “dolorosa metamorfose”quando da morte de Sem Medo.
Reconhece que Sem Medo é Ogum, o Prometeu africano.
“a Imagem desse guerrilheiro é construída a
partir das referências feitas a ele nos escritos
em terceira e primeira pessoas.
Ele não assume a primeira pessoa no livro. Sem
Medo faz parte da tribo Kikongo,
é o mais doutrinado e politizado do
grupo e responsável
por passar sua ideologia aos demais
(abandonou o curso de Economia em 1964 para
ingressar na guerrilha)
Seu pragmatismo exige luta armada
e seu ideal é uma sociedade igualitária, de
facção marxista, em que o homem não
explorará o homem”.
(abc da medicina.com.br)
"Em Mayombe, a mulher transita pelo mundo da política,
da guerra e do golpe, enfim, o mundo masculino por
excelência. Ondina (...) tem plena consciência de que
também deve fazer parte do embrionário processo
revolucionário histórico, social e estético por que passa
Angola. Para essa mulher, aderir a um movimento
revolucionário significa uma transformação que (...)
implicará em questões mais profundas e arraigadas no
conjunto da sociedade; significa repensar e contestar o papel
social reservado à mulher até então. Por tocar temas tabus
nunca antes sequer discutidos pela sociedade, essa mudança
manifestar-se-á de maneira mais radical e subversiva e, por
isso, não encontrará respaldo
no mundo masculino de seus iguais. “
(http://revista.benfazeja.com.br)
“ Há mulheres que não se submetem, que
encontram no amor o contrapeso a essa
inferioridade social.”
( Mayombe, p. 150)
Noiva do
Comissário
AMOR
Envolve-se com
André
DESEJO
Apaixona-se por
Sem Medo
PROTEÇÃO
"Eu, o narrador, sou Teoria.
Nasci na Gabela, na terra do café. Da
terra recebi a cor escura do café, vinda da
mãe misturada ao branco defunto do meu
pai, comerciante português. Trago em
mim o inconciliável e este é o meu motor.
Num Universo de sim ou não, branco ou
negro, eu represento o talvez. Talvez é
não para quem quer ouvir sim e significa
sim para quem espera ouvir não. A culpa
será minha se os homens exigem a
pureza e recusam as combinações? Sou
eu que devo tornar-me em sim ou em
não? Ou são os homens que devem
aceitar o talvez? Face a este problema
capital, as pessoas dividem-se aos meus
olhos em dois grupos: os maniqueístas e
os outros. É bom esclarecer que raros são
os outros, o Mundo é geralmente
maniqueísta."
“A imensidão do mar que nada pode modificar ensinou-me a paciência.
O mar une, o mar estreita, o mar liga. Nós também temos o nosso mar
interior, que não é o Kuanza, nem o Loje, nem o Kunene. O nosso mar,
feito de gotas-diamante, suores e lágrimas esmagados, o nosso mar é o
brilho da arma bem oleada que faísca no meio da verdura do
Mayombe, lançando fulgurações de diamante ao sol da Lunda”.
(personagem Muatinâvua p.121)
A linguagem poética
“O ataque a um caminhão português, como foi feito o planejamento e ação dos
guerrilheiros.
Algo bem cinematográfico, no sentido de que é fácil de imaginar como os fatos
estão ocorrendo, as batalhas, os reféns que durante o período preso com os
guerrilheiros são bem tratados e ensinados sobre os ideais da luta.
Ocorrem mais fatos como prisão de um combatente que trai o movimento no
momento que rouba dinheiro de um dos reféns e como é seu julgamento; há a
questão do avanço dos combatentes para um novo combate com portugueses; a
traição de Ondina com um dos chefes do movimento que ficava na cidade e a
desmoralização que se segue desse líder, o qual tem que sair do posto de governo e
segue-se uma sequencia de alterações nos postos do comando.”
“A Educação é tratada como arma política na obra.
Os guerrilheiros criticam os intelectuais que teoricamente não saberiam o que a
guerra e o sofrimento significariam de verdade. Porém podemos ver no livro o
quanto os líderes do movimento revolucionár io, dizem que os guerrilheiros devem
receber educação porque é através dela que não serão dominados, que
conseguirão ser alguém na sociedade quando a guerra acabar.”
" As pessoas devem estudar, pois é a única maneira de poderem pensar sobre tudo
com a sua cabeça e não com a cabeça dos outros. O homem tem de saber muito,
sempre mais e mais, para poder conquistar a sua liberdade, para saber julgar. Se não
percebes as palavras que eu pronuncio, como podes saber se estou a falar bem ou
não? Terás de perguntar a outro. Dependes sempre de outro, não és livre. Por isso,
toda a gente deve estudar. Mas aqui o camarada Mundo Novo é um ingénuo, pois
que acredita que há quem estuda só para o bem do povo. É essa cegueira, esse
idealismo, que faz cometer os maiores erros. Nada é desinteressado.“
(personagem Sem Medo, p.75)
A obra é introduzida por uma dedicatória que conduz o
leitor à essência do herói de Mayombe
Aos guerrilheiros do Mayombe,
que ousaram desafiar os deuses
abrindo caminho na floresta obscura,
vou contar a história de Ogun,
o Prometeu africano.
(PEPETELA. p.9)
“Ogun é um orixá cheio de força e de masculinidade , um
guerreiro sanguinário insaciável, cujo próprio nome
significava guerra , portanto, por excelência, o deus da
guerra e dos guerreiros ”.
(FILHO, Silvio de Almeida Carvalho)
“Zeus ajoelhado diante de Prometeu. E Prometeu
dava impunemente o fogo aos homens e a
inteligência. E os homens compreendiam que Zeus,
afinal, não era invencível, que Zeus se vergava à
coragem, graças a Prometeu que lhes dá a
inteligência e a força de se afirmarem homens em
oposição aos deuses. Tal é o atributo do herói, o de
levar os homens a desafiarem os deuses.
Assim é Ogun, o Prometeu africano”.
(Mayombe, p. 67-68.)
guerrilheiro
PrometeuOgum
SEM MEDO
modelo ideal
do herói combatente
virilidade e índole
guerreira, modelo na
cultura africana
ancestral
contexto atual e
político, idealista
luta armada
Mito, exemplo,
eternidade
A obra de Pepetela simboliza o início da operação guerrilheira em território
africano. A morte do Comandante, ao final do romance, marca a integração
entre o homem e a Pátria angolana que surgirá.
Ao ser enterrado na floresta, misturou-se às folhas em decomposição de
Mayombe. A trajetória desse guerrilheiro é sua inserção ao meio, que
personifica o mito de Ogum –o Prometeu africano.
“A morte de Sem medo constituiu para mim a mudança de pele dos vinte e cinco
anos, a metamorfose. Dolorosa, como toda metamorfose. Só me apercebi do que
perdera (...), quando o inevitável se deu.
Sem Medo resolveu o seu problema fundamental: para se manter ele próprio, teria
de ficar ali, no Mayombe. Terá nascido demasiado cedo ou demasiado tarde? Em
todo caso, fora do seu tempo, como qualquer herói de tragédia.
Eu evoluo e construo uma nova pele. Há os que precisam de escrever para despir a
pele que lhes não cabe já. Outros mudam de país. Outros de amante. Outros de
nome ou de penteado. Eu perdi o amigo.”
(personagem Comissário Político, capítulo final)
Capitães da Areia
IracemaO cortiço
Mayombe
Conexões possíveis
“Pedro Bala passa a se conscientizar sobre o socialismo [...], se
politiza e ensina os meninos do trapiche. Ele tem a mesma
função que teria um ou outro guerrilheiro dentro da base, que
é a de conscientização.”
“Ao retratar a luta de tribos em busca da libertação de seu país,
Mayombe pode ser comparada ao romance indianista Iracema,
de José de Alencar. Ambas apresentam conflitos entre tribos e
a tentativa de se isolar do colonialismo português.”
“Assim como em O cortiço, do autor naturalista Aluísio Azevedo,
podemos analisar o Mayombe como uma espécie de protagonista,
dando o tom das ações que ocorrem dentro de si.”
https://www.youtube.com/watch?v=SgSsuOBU7ZQ
Publicado em
4 de jun de 2014
PEPETELA, Mayombe. São Paulo: LeYa, 2013.
FILHO, Silvio de Almeida Carvalho. Masculinidades em “Mayombe" de Pepetela. Disponível em:
http://www.fazendogenero.ufsc.br/9/resources/anais/1277738421_ARQUIVO_FazendoGenero9Silvio.pdf
SOL, Rosana. Livros Fuvest 2017: o que estudar sobre Mayombe, de Pepetela
Disponível em: http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2016/08/22/1142940/livros-fuvest-2017-
estudar-sobre-mayombe-pepetela.html#
OLIVIERI, Antonio Carlos. UOL Educação. Disponível em:
http://vestibular.uol.com.br/noticias/redacao/2016/03/11/mayombe-romance-angolano-entra-para-leitura-
obrigatoria-da-fuvest.htm
LES DESOOUS DE CARTE- Mapa disponível em: Le http://ddc.arte.tv/cartes/348
RUSSO JR, Carlos. Pepetela: Mayombe -Tempos heroicos da libertação nacional. Espaço literário Marcel
Proust. 20/09/2013. disponível em proust.net.br/blog/?p=254
MARTINS, Aulus Mandagará. Literatura em armas: guerrilha, violência e revolução em Mayombe. Revista
de estudos literários. – v. 2, n. 2 (2011)-. – Manaus: Universidade do Estado do Amazonas, 2011. Disponível
em: http://www.pos.uea.edu.br/data/area/download/download/71-1.pdf
GUIA DO ESTUDANTE online
Disponível em https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/mayombe-analise-da-obra-de-pepetela/
SERAFIM, Fernando. Disponível em: https://geekiegames.geekie.com.br/blog/livros-fuvest-mayombe-
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Mayombe

  • 2. MAYOMBE Publicação : 1980 Autor: Pepetela (Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos) País: ANGOLA Literatura Contemporânea
  • 3. Pepetela é o pseudônimo de Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos (Benguela, 1941 - ). Em 1961, aderiu ao Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA) que lutava pela independência do país ( que até 1975 ainda era uma colônia de Portugal ). Por seu envolvimento político, o escritor teve de viver no exílio e só após a independência retornou ao país, integrando o governo do presidente Agostinho Neto, como vice-ministro da Educação. Nessa época, por sinal, lançou boa parte de sua obra, incluindo "Mayombe" (1980). Ao aposentar-se (1982) ,Pepetela passou a se dedicar somente à literatura e desenvolveu uma obra de caráter mais crítico e desencantado com os desdobramentos da história angolana após a independência, considerando a guerra civil e os altos níveis de corrupção nos órgãos governamentais. Atualmente, além de escritor é doutor honoris causa ( Universidade do Algarve). (UOL Educação -adapatado) Pepetela: pestana ( dialeto kimbundo; Angola)
  • 4. “O estudo da literatura africana de expressão portuguesa já estava presente nas universidades brasileiras desde o começo da década de 1980. A inclusão do romance "Mayombe", do escritor Pepetela, tem, portanto, o mérito de difundir essa literatura, indiscutivelmente rica, também no ensino médio do país. Ao mesmo tempo, indica a continuidade dos esforços de aproximação do Brasil com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, por meio da cultura. É uma iniciativa louvável e significativa.”
  • 5. Em 1997, o autor recebeu o prêmio Camões, atribuído aos autores que notoriamente enriqueceram o patrimônio literário e cultural da língua portuguesa. Pepetela continua escrevendo e se renovando como escritor, enveredando pelo gênero da sátira, e até a ficção científica. (UOL Educação - adaptado)
  • 6. A literatura de Pepetela aborda todo o processo de luta pela independência da Angola se estendeu por cerca de 15 anos . Depois disso, eclodiu uma guerra civil entre as duas principais forças políticas no país: MPLA x Unita (União Nacional Para a Independência Total de Angola), que durou até 2002. Esse panorama de conflito revolucionário e da história angolana marcam o enredo de Mayombe. A obra retrata a experiência do autor na guerra revolucionária, mostrando o convívio de guerrilheiros de diversas origens étnicas e sociais em que se divide a nação angolana.
  • 7. O livro é dividido em 7 partes Dedicatória 5 capítulos Epílogo REMETE A UMA EPOPEIA (GÊNERO ÉPICO)
  • 8. Dedicatória • Narrador onisciente revela que contará a história de Ogun A Missão • Teoria • Milagre A base • Mundo Novo • Muatiânvua Ondina • André • Chefe do Depósito A Surucucu • Chefe de Operações A Amoreira • Lutamos Epílogo • Comissário Político O livro é dividido em 7 partes
  • 9. “ Não são histórias de guerra, mas sim de pessoas, das relações entre elas, das suas convicções e das suas fraquezas, inclusive daquelas que à primeira vista são os grandes heróis”
  • 10. Mayombe é obra ao mesmo tempo crítica e heroica, que destaca a diversidade étnica angolana e ilustra as divisões tribais presentes naquele país (...). O romance é ainda o relato do conflito que define a fundação da pátria. Mas é interessante acrescentar a esse respeito a própria opinião do autor, para quem o texto seria uma simples reportagem sobre a guerra, mas como o texto acabasse lhe parecendo muito frio, ele foi escrevendo mais e mais, até transformá-lo num romance. (Prof. Ana Mafalda Leite, professora de literatura africana em português da Universidade de Lisboa, citada em UOL Educação- adaptado) Posicionamento ideológico do narrador Anticolonialista Revolucionário Resgate cultural da pátria
  • 11. “Uma das imagens recorrentes na construção de seu espaço narrativo é a percepção de Mayombe como útero, símbolo não apenas de acolhimento e proteção dos guerrilheiros, mas gestação do ideal e da práxis revolucionária”. (MARTINS, Aulus Mandagará.) “Mayombe tinha aceitado os golpes dos machados, que nele abriram uma clareira. Clareira invisível do alto, dos aviões que esquadrinhavam a mata tentando localizar nela a presença dos guerrilheiros. [...] E os homens, vestidos de verde, tornaram-se verdes como as folhas e castanhos como os troncos colossais. [...] Assim foi parida pelo Mayombe a base guerrilheira “ (Mayombe, p.67)
  • 12. “a floresta densa e perigosa se comporta como um útero, de onde os revolucionários vão fazer Angola nascer livre. Com muita fome e sem acesso a comida, os guerrilheiros recebem da mata uma espécie de amêndoa, chamada comuna, que os alimenta. É como se a própria floresta colaborasse com a guerrilha”. (Rosana Sol)
  • 13. Mayombe é o nome de uma região de floresta da África, que se estende por vários países,inclusive Angola e na província de Cabinda.
  • 14. As personagens são identificadas por seus nomes de combate, e constroem-se naquilo em que representam. "Teoria sentia que o Comandante também tinha um segredo. Como cada um dos outros. E era esse segredo de cada um que os fazia combater, frequentemente por razões longínquas das afirmadas. Por que Sem Medo abandonara o curso de Economia, em 1964, para entrar na guerrilha? Por que o Comissário abandonara Caxisto, o pai velho e pobre camponês arruinado pelo roubo das terras de café?“ (Mayombe, p.17)
  • 17. variedade de metonímia que consiste em substituir um nome de objeto, entidade, pessoa etc. por outra denominação, que pode ser um nome comum (ou uma perífrase), um gentílico, um adjetivo etc., que seja sugestivo, explicativo, laudatório, eufêmico, irônico ou pejorativo e que caracterize uma qualidade universal ou conhecida do possuidor
  • 18. as ações dos guerrilheiros. os pensamentos e as dúvidas dos personagens “o a narrativa é composta por várias vozes. O narrador do romance é de terceira pessoa, mas dá espaço em cada capitulo para que o personagem fale. Primeiro, ele conta o fato e depois dá voz a um personagem, que irá comentar o que aconteceu, mas sob seu ponto de vista. Mais adiante, ele dará voz a outro, com uma opinião diferente. Isso mostra que não existem visões absolutas”
  • 19. “É como se eu fosse dois: um que tem medo, sempre medo, e um outro que se oferece sempre para as missões arriscadas, que apresenta constantemente uma vontade de ferro... Há um que tem vontade de chorar, de ficar no meio do caminho, [...] e outro que diz que não é nada que pode continuar. Porque há os outros! Sei que sozinho, sou um covarde, seria incapaz de ter um comportamento de homem. Mas quando os outros estão lá, a controlar-me, a espiar-me as reacções, a ver se dou um passo em falso [...], a segunda pessoa que há em mim predomina e leva-me dizer o que não quero, a ser audaz, mesmo demasiado, porque não posso recuar... É duro!” (personagem Teoria, p.43) As personagens têm defeitos e demonstram algumas atitudes que beiram a imoralidade e a corrupção.
  • 20. autor •Narrador onisciente Teoria •Teoria: a primeira personagem desse processo polifônico. Nascido na Gabela, é filho de mãe negra e pai branco. O fato de ser mestiço o incomoda e, por isso, vê na guerrilha um modo de expurgar esse “pecado original” Milagre •Milagre: é a segunda personagem a se apresentar. Ele pertence a uma determinada tribo, com hábitos e tradições distintas dos demais. Mesmo participando do movimento, ainda não rompeu com os traços de sua origem. Mundo Novo •Mundo Novo: no processo polifônico, Mundo Novo é o terceiro a ter voz na narrativa. Indispõe-se com Comandante, não chegando a entender perfeitamente o pensamento e o modo de agir de Sem Medo, a quem chama de “pequeno-burguês com traços anarquistas”. Como marxista-leninista, se diz não egoísta e acredita que só as massas constroem a História, sem diferenças de cor ou origem. Muatiânvua •Muatiânvua: é outro personagem a tomar a voz na narrativa. Filho de um mineiro, que morreu tuberculoso logo após seu nascimento, caracteriza-se por ser destribalizado, acredita em uma revolução por e para Angola inserida em um contexto mais amplo, a África. Sente-se marginalizado, “posto de lado”. Exerceu várias atividades –marinheiro, contrabandista, ladrão –antes de ingressar na guerrilha. Para ele, todas as imagens se resumem no brilho do diamante, maior riqueza mineral do país.
  • 21. André • André: comandante administrativo de Dolisie. É relapso e desvirtuado. Comete deslizes de todas as ordens, o que põe em dúvida não só sua integridade moral como seu papel de líder. Rivaliza-se com Sem Medo, não percebendo as intenções do comandante da base de Mayombe, mas acreditando que ele faz de tudo para assumir o seu lugar. Seduz Ondina, noiva do Comissário e é pego em flagrante. É punido com a perda do cargo que desempenhava e removido para outro lugar, mas acredita que tudo não passou de um golpe. Lutamos • Lutamos: único do grupo originário da região de Cabinda, precisa provar a todos os companheiros que não é traidor. Ele e Sem Medo guerreiam juntos há mais de dez anos. Destemido e corajoso como o Comandante. Comissário Político • Comissário: tem 25 anos e é dez anos mais novo que o Comandante. Escreve a última interferência em primeira pessoa, no epílogo. Acredita que guerra popular “não se mede em número de inimigos mortos. Ela mede-se pelo apoio popular que tem.”Vai crescendo no seio do movimento, passando por uma “dolorosa metamorfose”quando da morte de Sem Medo. Reconhece que Sem Medo é Ogum, o Prometeu africano.
  • 22. “a Imagem desse guerrilheiro é construída a partir das referências feitas a ele nos escritos em terceira e primeira pessoas. Ele não assume a primeira pessoa no livro. Sem Medo faz parte da tribo Kikongo, é o mais doutrinado e politizado do grupo e responsável por passar sua ideologia aos demais (abandonou o curso de Economia em 1964 para ingressar na guerrilha) Seu pragmatismo exige luta armada e seu ideal é uma sociedade igualitária, de facção marxista, em que o homem não explorará o homem”. (abc da medicina.com.br)
  • 23. "Em Mayombe, a mulher transita pelo mundo da política, da guerra e do golpe, enfim, o mundo masculino por excelência. Ondina (...) tem plena consciência de que também deve fazer parte do embrionário processo revolucionário histórico, social e estético por que passa Angola. Para essa mulher, aderir a um movimento revolucionário significa uma transformação que (...) implicará em questões mais profundas e arraigadas no conjunto da sociedade; significa repensar e contestar o papel social reservado à mulher até então. Por tocar temas tabus nunca antes sequer discutidos pela sociedade, essa mudança manifestar-se-á de maneira mais radical e subversiva e, por isso, não encontrará respaldo no mundo masculino de seus iguais. “ (http://revista.benfazeja.com.br) “ Há mulheres que não se submetem, que encontram no amor o contrapeso a essa inferioridade social.” ( Mayombe, p. 150)
  • 25. "Eu, o narrador, sou Teoria. Nasci na Gabela, na terra do café. Da terra recebi a cor escura do café, vinda da mãe misturada ao branco defunto do meu pai, comerciante português. Trago em mim o inconciliável e este é o meu motor. Num Universo de sim ou não, branco ou negro, eu represento o talvez. Talvez é não para quem quer ouvir sim e significa sim para quem espera ouvir não. A culpa será minha se os homens exigem a pureza e recusam as combinações? Sou eu que devo tornar-me em sim ou em não? Ou são os homens que devem aceitar o talvez? Face a este problema capital, as pessoas dividem-se aos meus olhos em dois grupos: os maniqueístas e os outros. É bom esclarecer que raros são os outros, o Mundo é geralmente maniqueísta."
  • 26. “A imensidão do mar que nada pode modificar ensinou-me a paciência. O mar une, o mar estreita, o mar liga. Nós também temos o nosso mar interior, que não é o Kuanza, nem o Loje, nem o Kunene. O nosso mar, feito de gotas-diamante, suores e lágrimas esmagados, o nosso mar é o brilho da arma bem oleada que faísca no meio da verdura do Mayombe, lançando fulgurações de diamante ao sol da Lunda”. (personagem Muatinâvua p.121) A linguagem poética
  • 27. “O ataque a um caminhão português, como foi feito o planejamento e ação dos guerrilheiros. Algo bem cinematográfico, no sentido de que é fácil de imaginar como os fatos estão ocorrendo, as batalhas, os reféns que durante o período preso com os guerrilheiros são bem tratados e ensinados sobre os ideais da luta. Ocorrem mais fatos como prisão de um combatente que trai o movimento no momento que rouba dinheiro de um dos reféns e como é seu julgamento; há a questão do avanço dos combatentes para um novo combate com portugueses; a traição de Ondina com um dos chefes do movimento que ficava na cidade e a desmoralização que se segue desse líder, o qual tem que sair do posto de governo e segue-se uma sequencia de alterações nos postos do comando.”
  • 28. “A Educação é tratada como arma política na obra. Os guerrilheiros criticam os intelectuais que teoricamente não saberiam o que a guerra e o sofrimento significariam de verdade. Porém podemos ver no livro o quanto os líderes do movimento revolucionár io, dizem que os guerrilheiros devem receber educação porque é através dela que não serão dominados, que conseguirão ser alguém na sociedade quando a guerra acabar.” " As pessoas devem estudar, pois é a única maneira de poderem pensar sobre tudo com a sua cabeça e não com a cabeça dos outros. O homem tem de saber muito, sempre mais e mais, para poder conquistar a sua liberdade, para saber julgar. Se não percebes as palavras que eu pronuncio, como podes saber se estou a falar bem ou não? Terás de perguntar a outro. Dependes sempre de outro, não és livre. Por isso, toda a gente deve estudar. Mas aqui o camarada Mundo Novo é um ingénuo, pois que acredita que há quem estuda só para o bem do povo. É essa cegueira, esse idealismo, que faz cometer os maiores erros. Nada é desinteressado.“ (personagem Sem Medo, p.75)
  • 29. A obra é introduzida por uma dedicatória que conduz o leitor à essência do herói de Mayombe Aos guerrilheiros do Mayombe, que ousaram desafiar os deuses abrindo caminho na floresta obscura, vou contar a história de Ogun, o Prometeu africano. (PEPETELA. p.9)
  • 30. “Ogun é um orixá cheio de força e de masculinidade , um guerreiro sanguinário insaciável, cujo próprio nome significava guerra , portanto, por excelência, o deus da guerra e dos guerreiros ”. (FILHO, Silvio de Almeida Carvalho) “Zeus ajoelhado diante de Prometeu. E Prometeu dava impunemente o fogo aos homens e a inteligência. E os homens compreendiam que Zeus, afinal, não era invencível, que Zeus se vergava à coragem, graças a Prometeu que lhes dá a inteligência e a força de se afirmarem homens em oposição aos deuses. Tal é o atributo do herói, o de levar os homens a desafiarem os deuses. Assim é Ogun, o Prometeu africano”. (Mayombe, p. 67-68.)
  • 31. guerrilheiro PrometeuOgum SEM MEDO modelo ideal do herói combatente virilidade e índole guerreira, modelo na cultura africana ancestral contexto atual e político, idealista luta armada Mito, exemplo, eternidade
  • 32. A obra de Pepetela simboliza o início da operação guerrilheira em território africano. A morte do Comandante, ao final do romance, marca a integração entre o homem e a Pátria angolana que surgirá. Ao ser enterrado na floresta, misturou-se às folhas em decomposição de Mayombe. A trajetória desse guerrilheiro é sua inserção ao meio, que personifica o mito de Ogum –o Prometeu africano. “A morte de Sem medo constituiu para mim a mudança de pele dos vinte e cinco anos, a metamorfose. Dolorosa, como toda metamorfose. Só me apercebi do que perdera (...), quando o inevitável se deu. Sem Medo resolveu o seu problema fundamental: para se manter ele próprio, teria de ficar ali, no Mayombe. Terá nascido demasiado cedo ou demasiado tarde? Em todo caso, fora do seu tempo, como qualquer herói de tragédia. Eu evoluo e construo uma nova pele. Há os que precisam de escrever para despir a pele que lhes não cabe já. Outros mudam de país. Outros de amante. Outros de nome ou de penteado. Eu perdi o amigo.” (personagem Comissário Político, capítulo final)
  • 33. Capitães da Areia IracemaO cortiço Mayombe Conexões possíveis
  • 34. “Pedro Bala passa a se conscientizar sobre o socialismo [...], se politiza e ensina os meninos do trapiche. Ele tem a mesma função que teria um ou outro guerrilheiro dentro da base, que é a de conscientização.” “Ao retratar a luta de tribos em busca da libertação de seu país, Mayombe pode ser comparada ao romance indianista Iracema, de José de Alencar. Ambas apresentam conflitos entre tribos e a tentativa de se isolar do colonialismo português.” “Assim como em O cortiço, do autor naturalista Aluísio Azevedo, podemos analisar o Mayombe como uma espécie de protagonista, dando o tom das ações que ocorrem dentro de si.”
  • 36. PEPETELA, Mayombe. São Paulo: LeYa, 2013. FILHO, Silvio de Almeida Carvalho. Masculinidades em “Mayombe" de Pepetela. Disponível em: http://www.fazendogenero.ufsc.br/9/resources/anais/1277738421_ARQUIVO_FazendoGenero9Silvio.pdf SOL, Rosana. Livros Fuvest 2017: o que estudar sobre Mayombe, de Pepetela Disponível em: http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2016/08/22/1142940/livros-fuvest-2017- estudar-sobre-mayombe-pepetela.html# OLIVIERI, Antonio Carlos. UOL Educação. Disponível em: http://vestibular.uol.com.br/noticias/redacao/2016/03/11/mayombe-romance-angolano-entra-para-leitura- obrigatoria-da-fuvest.htm LES DESOOUS DE CARTE- Mapa disponível em: Le http://ddc.arte.tv/cartes/348 RUSSO JR, Carlos. Pepetela: Mayombe -Tempos heroicos da libertação nacional. Espaço literário Marcel Proust. 20/09/2013. disponível em proust.net.br/blog/?p=254 MARTINS, Aulus Mandagará. Literatura em armas: guerrilha, violência e revolução em Mayombe. Revista de estudos literários. – v. 2, n. 2 (2011)-. – Manaus: Universidade do Estado do Amazonas, 2011. Disponível em: http://www.pos.uea.edu.br/data/area/download/download/71-1.pdf GUIA DO ESTUDANTE online Disponível em https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/mayombe-analise-da-obra-de-pepetela/ SERAFIM, Fernando. Disponível em: https://geekiegames.geekie.com.br/blog/livros-fuvest-mayombe- resumo/