PCN - PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS [email_address] Universidade de São Paulo FFLCH-USP Prof. Carlos Manoel H. Ribeiro
INTRODUÇÃO – CONTEXTO HISTÓRICO Década de 80 – globalização, desenvolvimento tecnológico, qualificação profissional, inserção no mercado mundial. No Brasil, altos índices de desigualdade social, má distribuição de renda; Evasão e repetência indicando má qualidade do ensino público;
CONTEXTO HISTÓRICO Urgente revisão da política educacional brasileira; Crítica à expansão das vagas com custos altos para a União por ineficiência e mal direcionamento dos gastos públicos em educação; Direcionar os esforços para melhoria da qualidade, focalizando o E.F. (Fundef);
CONTEXTO HISTÓRICO 1990 – Conferência Mundial da Educação para Todos – Jontien/Tailândia – Unesco, Unicef, PNUD e Banco Mundial – satisfação das necessidades básicas de escolaridade; 1993 – Plano Decenal de Educação para Todos vinculado aos princípios da Conferência:
Princípios de Jontien EQUIDADE QUALIDADE AVALIAÇÃO DOS SISTEMAS ESCOLARES
ESTRUTURA DO CURRÍCULO Art. 210 da CF. “fixa conteúdos mínimos, assegurando formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos nacionais e regionais.” Art. 9º - inciso IV da LDBen. “A União incumbir-se-á de:...estabelecer em colaboração com os Estados, o DF, e os Municípios, competências e diretrizes para a E.I., E.F., e E.M. que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos de modo a assegurar formação básica comum.”
LINHAS GERAIS DA FORMAÇÃO BÁSICA NO BRASIL Art. 32 da LDBen. “Objetivos do EF (princípios da educação democrática); obrigatório e gratuito na escola pública: Domínio pleno da escrita, leitura e cálculo;  Compreensão do ambiente natural, social, tecnologia, artes e valores sobre os quais se assenta a sociedade; Desenvolvimento de habilidades para a formação de atitudes e valores; Fortalecer os vínculos da família, laços de solidariedade e tolerância.
PCN – 1995/1996 Composição de um grupo de especialistas (professores universitários e dos níveis afins) para redação do texto e análise das propostas dos Estados e Municípios. Pareceres de especialistas – incorporação das críticas e publicação definitiva em 1996.
CARACTERIZAÇÃO/DIAGNÓSTICO Da situação sócio-econômica e escolar no Brasil pelos PCN’s Quase universalização com desigualdades regionais (atendimento por matrícula: sudeste 39% e c.oeste 9%); Repetência e evasão: principal problema para melhoria do atendimento educacional, mesmo com taxa decrescente em ambos;
AINDA... Má utilização do dinheiro público Incapacidade do sistema público de atendimento e manutenção dos alunos no sistema Defasagem idade/série: pior rendimento escolar
SAEB - 1995 Desempenho baixo em rendimento escolar – necessidade de melhoria da qualidade de ensino-aprendizagem no Ensino Fundamental
ANÁLISE DA CONJUNTURA MUNDIAL Progresso científico/tecnológico e o grande abismo estrutural entre ricos e pobres fernte ao processo de globalização; Degradação ambiental, a utilização irracional dos recursos  naturais; Grandes conflitos étnicos
Conjuntura Mundial Neste contexto marcado pela interdependência dos povos (globalização) como dar conta destes conflitos e destas disparidades sociais e econômicas?
Para tanto, não podemos perder de vista... Com a mundialização cultural, os fóruns internacionais assumem crescente importância; Considerar essa mundialização sem perder de vista as características únicas; Apropriar-se dos processos produtivos/científicos e tecnológicos; Embora materialista, a sociedade busca valores segundo suas tradições (morais e espirituais).
ASSIM, A EDUCAÇÃO DEVE ESTAR FUNDADA EM 4 PILARES AO LONGO DA VIDA: Aprender a conhecer Aprender a fazer Aprender a conviver Aprender a ser
CONJUNTURA NACIONAL Quadro idêntico ao da conjuntura mundial Mas na educação, a expansão das vagas às classes populares simplificando os conteúdos, de um lado aumenta o ACESSO mas decai sua QUALIDADE... Assim está colocado o desafio para o poder público em conformar a educação no seguinte tripé:
TRIPÉ DOS PCN’s ACESSO PERMANÊNCIA QUALIDADE
DIANTE DESSE QUADRO “...Há uma expectativa da sociedade brasileira para que a educação se posicione na linha de frente da luta contra as exclusões, contribuindo para a promoção e integração de todos os brasileiros, voltando-se à  construção  da cidadania, não como meta a ser atingida num futuro distante, mas como prática efetiva...”
... “...a sociedade brasileira demanda uma educação de qualidade, que garanta as aprendizagens essenciais para a formação de cidadãos autônomos, críticos, participativos, capazes de atuar com competência, dignidade e responsabilidade na sociedade em que vivem e na qual esperam ser atendidas suas necessidade individuais, sociais, políticas e econômicas.”
A importância de um RCN para o EF CONCEITO Parâmetro : idéia de construir referência de “pontos comuns” Curricular : princípio e metas de um projeto educativo
PARÂMETRO  Variável ou constante – Todo elemento cuja variação de valor modifica a solução de um problema sem lhe modificar a natureza.
O QUE É CURRÍCULO  Pretende-se que o currículo seja um conjunto de ações, práticas, vivências e experiências fundamentadas a partir de uma concepção de Educação (ensino/aprendizagem/avaliação/sociedade) e que quando operacionalizadas na prática pedagógica, administrativa ou financeira expresse-se num:
MODELO CURRICULAR que seja capaz de organizar os princípios Éticos, Políticos e Estéticos entre as Áreas do Conhecimento e os aspectos da Vida Cidadã. !!! Este é o Novo Paradigma Curricular:  relacionar a vida cotidiana com o conhecimento, DIALETICAMENTE.
O CONCEITO CURRÍCULO ENVOLVE TRÊS OUTROS *CURRÍCULO FORMAL – Planos e Propostas Pedagógicas, PPP’s; *CURRÍCULO EM AÇÃO – Aquilo que realmente acontece na escola; *CURRÍCULO OCULTO – Aquilo que está subjacente às ações de professores e alunos. Está carregado de sentidos próprios criando as formas de relacionamento, poder e convivências nas salas de aulas e nas escolas. (Isto à luz das DCNEF.
O QUE É CONHECIMENTO  É o resultado de um complexo e intrincado processo de modificação, reorganização e construção, utilizado pelos alunos para assimilar e interpretar os conteúdos escolares.
ONDE O ALUNO SE ENCAIXA *  Nada pode substituir a atuação do próprio aluno na tarefa de construir significados sobre os conteúdos da aprendizagem. * É ele quem modifica, enriquece e, portanto, constrói novos e mais potentes instrumentos de ação e interpretação. * É, portanto, a capacidade de receber informação, assimilá-la e transformá-la em conhecimento.
MOTIVOS PARA JUSTIFICAR Abrangência Nacional   Existem diferenças sociais e culturais marcantes que determinam diferentes necessidades de aprendizagem; Existe aquilo que é comum a todos, que um aluno de qualquer lugar do Brasil deve ter direito de aprender e esse direito deve ser garantido pelo Estado.
Natureza e função dos PCN’s (para que serve) Aberto e flexível Referencial para os currículos dos Estados e Municípios e escolas (sala de aula) Não impositivo Dialogar com os projetos já existentes Formular a reflexão sobre a concepção de ensino-aprendizagem
Quatro Níveis de Implementação Governo Federal – Mec – País – os PCN’s estabelecem a meta educacional que direcionará as ações políticas do Mec. Estados e Municípios – recurso para  adaptações e elaborações curriculares locais
Quatro Níveis de Implementação 3 – Escola – proposta curricular da instituição escolar através do projeto educativo (identidade da escola em processo dinâmico de discussão e elaboração contínua – professores e equipe pedagógica) 4 – Sala de aula: concretização curricular – realização das atividades de ensino e aprendizagem – responsabilidade do professor (distribuição das aulas, orientações didáticas, seleção de material, planejamento de projetos e execução)
Fundamentos dos PCN’s (orientação teórico-metodológica) Construtivismo PIAGET Psicologia Genética  Ontogênese VYGÓTSKY  Teoria sociointeracionista e atividades significativas Formação social do pensamento LÚRIA Desenvolvimento das linguagens e do pensamento psicológico
Fundamentos dos PCN’s (orientação teórico-metodológica) Ensino/aprendizagem : processos complementares; Conhecimento: construção histórica, social, interferências culturais e psicológicas – atividade construtiva , física e mental- construir significados – estabelecer relações substantivas entre conteúdos escolares e conhecimentos já adquiridos pelo aluno. (ex: aluno feirante) Desenvolvimento real e potencial.
Estrutura organizacional Área  -  LP  Ciências  Hist.  Geo.  Arte  Ed Fís.  L.Estrang. Área = conteúdos de diferentes disciplinas que contribuem para a construção dos instrumentos de compreensão e intervenção na realidade. TEMAS TRANSVERSAIS Ética – Saúde -  Meio Ambiente - Orientação Sexual Pluralidade Cultural - Trabalho e Consumo
Estrutura organizacional Caracterização da Área/Objetivos gerais da área 1º Ciclo  2º Ciclo  3º Ciclo  4º Ciclo Objetivos da área para o ciclo/ Critérios de avaliação da Área para o ciclo e Orientações Didáticas
Contribuição das diferentes áreas do conhecimento Língua Portuguesa/Matemática/Ciências Naturais/História/Geografia/Arte e Língua Estrangeira Explicitado no art. 26 da LDBen
BASES LEGAIS - LDBen Art. 26 “Os currículos do Ensino Fundamental e Médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela.
Nessa perspectiva os PCN’S foram organizados em áreas e temas transversais, prevendo as adequações às peculiaridades de cada localidade. Em todas se buscou evidenciar: A dimensão social que a aprendizagem cumpre no percurso da construção da cidadania; Eleição de conteúdos de relevância social e potencialmente significativos
OBJETIVOS GERAIS DA EDUCAÇÃO Cidadania; Posicionamento crítico e responsável; características do Brasil; Valorizar a pluralidade; perceber-se integrante do meio; Desenvolver capacidade afetiva, física, cognitiva, ética, estética, inter-relação pessoal e inserção social; Cuidar e conhecer o corpo; Utilizar diferentes linguagens; Saber diferentes fontes de informação; Formulação e solução de problemas
Constituição de uma Referência Curricular Perpassa por todas as áreas do conhecimento enquanto orientações no que diz respeito a necessidades de: Objetivos Conteúdos Critérios de avaliação Orientações didáticas
OBJETIVOS Potencializar as capacidades dos alunos; Aprender a resolver problemas; Respeitar o  processo de aprendizagem dos alunos; Propiciar reger suas ações e atitudes
CONTEÚDOS (categorias) Conceitual: o que irá ser aprendido; Procedimental: ações para aprender; Atitudinal: relacionado ao agir, mudanças de atitudes, de comportamento; (Observa-se uma amplitude de compreensão sobre o conteúdo, saindo do campo estritamente conceitual e conteudista)
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO Considerar os objetivos e conteúdos propostos; Os critérios devem expressar não o que foi trabalhado em todo o ciclo, mas os conteúdos fundamentais para que se possa prosseguir no próximo ciclo com aproveitamento; Apresentem formulação suficientemente ampla para ser referência para adaptações necessárias em cada escola; Ter como meta a busca da qualidade de ensino aprendizagem
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS Os alunos como sujeitos de seu processo ensino aprendizagem; Propiciar múltiplas e complexas interações com o objetivo a ser conhecido; Professor como mediador do processo
PCN e o Projeto Educativo da Escola  Premissa é sua elaboração coletiva Objetivos coletivamente delineados Processo contínuo de reflexão sobre a prática pedagógica  ( análise-discussão-aprendizagem-reelaboração) Construindo sua identidade própria  (conhecer sua clientela) Pais – Alunos - Professores
Aspectos a serem analisados para formulação do projeto educativo da escola às luzes dos PCN’s Autonomia – princípio educativo (ex: Grêmio) Interação e Cooperação Diversidade Disponibilidade para aprendizagem Organização do tempo e do espaço (escolar) Seleção de recursos didáticos Decisões sobre avaliação
PCN – Escola/Adolescência/Juventude O que eles precisam para agora? Quais as potencialidades e valores que precisamos propiciar? Construção da sua identidade (biografia pessoal e coletiva) Compreensão de si e da realidade a sua volta Relevância dos temas transversais – problemática social
Estar atento para: Inserção social Compreensão das mudanças corporais A intensidade dos desafios Imaginário social imposto: beleza, estética, valores, padrões culturais, mídia Convívio familiar Entrada precoce no mercado de trabalho Auto imagem (quem eu sou?(individual) Por onde e para onde eu vou? (grupo) Fruição para a produção cultural
PCN – Tecnologia da comunicação e da informação O domínio da tecnologia só faz sentido quando se torna parte do contexto das relações entre o homem e a sociedade (esse domínio pode acentuar a barreira dos que podem e dos que não podem ter acesso a ela) Qual papel deve cumprir os recursos tecnológicos? Somente tem sentido se contribuir para a melhoria da qualidade de ensino
ANÁLISE GERAL O modelo educativo que vem orientando a maioria das práticas pedagógicas não atende mais às necessidades apresentadas pelo atual cenário sócio-político-econômico do país.
CONCLUI-SE QUE... * É obrigatório e urgente melhorar a qualidade do ensino. * A educação deve estar voltada para a formação de cidadãos capazes de se exercerem plenamente no mundo contemporâneo, nas dimensões ética, política, social, cultural e econômica.
PRINCÍPIOS E FUNDAMENTOS DOS PCN’s Conjunto de  proposições  curriculares não obrigatórias de caráter nacional e amplo, direcionados para a construção de uma educação democrática para o aprofundamento da cidadania através do acesso aos bens públicos, ou seja, o conjunto de conhecimentos socialmente RELEVANTES. (A sociedade já possui conhecimentos para sobreviver...)
ARTIGO 32 DA LDBen §1º - “…PODE DESDOBRAR O E.F. EM CICLOS…” §2º - “…PROGRESSÃO CONTINUADA…”
TEMAS TRANSVERSAIS – 1998 QUESTÕES SOCIAIS URGENTES Os PCN’s elegem a cidadania como eixo vertebrador da educação escolar e, dessa forma, comprometem-se com duas perspectivas capazes de transformar a realidade: Acesso ao conhecimento socialmente acumulado pela humanidade – via áreas Reflexão sobre as questões sociais – via temas transversais
Critérios adotados para eleição dos temas Urgência Social Abrangência Nacional Possibilidade de ensino e aprendizagem no ensino fundamental Favorecer a compreensão da realidade e da participação social
TEMAS ELEITOS ÉTICA  Moral (regras)  Ética (julgamento crítico sobre a moral) Blocos de conteúdos Respeito mútuo Justiça Solidariedade diálogo
PLURALIDADE CULTURAL Sociedade Plural Bloco de conteúdos P.C. e a vida dos adolescentes no Brasil P.C. na formação do Brasil O ser humano como agente de cultura Direitos humanos, direitos de cidadania e pluralidade
MEIO AMBIENTE Bloco de conteúdos A natureza “cíclica” da Natureza – sustentabilidade ecológica Sociedade e meio ambiente Manejo e conservação ambiental
SAÚDE OMS – 1984 “Saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença” Bloco de conteúdos Conhecer seu corpo Higiene corporal Qualidade dos alimentos Hábitos alimentares Condições de vida e da população
ORIENTAÇÃO SEXUAL Alguns cuidados ao tratar do assunto: Postura do educador Relação escola-familía ao tratar do assunto Bloco de conteúdos Corpo – com todas as sua matizes Relações de gênero Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis
TRABALHO E CONSUMO Trabalho como construtor da riqueza do país e suas consequências para a sociedade Bloco de conteúdos Relações de trabalho Trabalho, consumo Consumo, meios de comunicação de massas, publicidade e vendas Direitos humanos, cidadania, trabalho e consumo Direito dos consumidores

Pcn Roteiro De Aula

  • 1.
    PCN - PARÂMETROSCURRICULARES NACIONAIS [email_address] Universidade de São Paulo FFLCH-USP Prof. Carlos Manoel H. Ribeiro
  • 2.
    INTRODUÇÃO – CONTEXTOHISTÓRICO Década de 80 – globalização, desenvolvimento tecnológico, qualificação profissional, inserção no mercado mundial. No Brasil, altos índices de desigualdade social, má distribuição de renda; Evasão e repetência indicando má qualidade do ensino público;
  • 3.
    CONTEXTO HISTÓRICO Urgenterevisão da política educacional brasileira; Crítica à expansão das vagas com custos altos para a União por ineficiência e mal direcionamento dos gastos públicos em educação; Direcionar os esforços para melhoria da qualidade, focalizando o E.F. (Fundef);
  • 4.
    CONTEXTO HISTÓRICO 1990– Conferência Mundial da Educação para Todos – Jontien/Tailândia – Unesco, Unicef, PNUD e Banco Mundial – satisfação das necessidades básicas de escolaridade; 1993 – Plano Decenal de Educação para Todos vinculado aos princípios da Conferência:
  • 5.
    Princípios de JontienEQUIDADE QUALIDADE AVALIAÇÃO DOS SISTEMAS ESCOLARES
  • 6.
    ESTRUTURA DO CURRÍCULOArt. 210 da CF. “fixa conteúdos mínimos, assegurando formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos nacionais e regionais.” Art. 9º - inciso IV da LDBen. “A União incumbir-se-á de:...estabelecer em colaboração com os Estados, o DF, e os Municípios, competências e diretrizes para a E.I., E.F., e E.M. que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos de modo a assegurar formação básica comum.”
  • 7.
    LINHAS GERAIS DAFORMAÇÃO BÁSICA NO BRASIL Art. 32 da LDBen. “Objetivos do EF (princípios da educação democrática); obrigatório e gratuito na escola pública: Domínio pleno da escrita, leitura e cálculo; Compreensão do ambiente natural, social, tecnologia, artes e valores sobre os quais se assenta a sociedade; Desenvolvimento de habilidades para a formação de atitudes e valores; Fortalecer os vínculos da família, laços de solidariedade e tolerância.
  • 8.
    PCN – 1995/1996Composição de um grupo de especialistas (professores universitários e dos níveis afins) para redação do texto e análise das propostas dos Estados e Municípios. Pareceres de especialistas – incorporação das críticas e publicação definitiva em 1996.
  • 9.
    CARACTERIZAÇÃO/DIAGNÓSTICO Da situaçãosócio-econômica e escolar no Brasil pelos PCN’s Quase universalização com desigualdades regionais (atendimento por matrícula: sudeste 39% e c.oeste 9%); Repetência e evasão: principal problema para melhoria do atendimento educacional, mesmo com taxa decrescente em ambos;
  • 10.
    AINDA... Má utilizaçãodo dinheiro público Incapacidade do sistema público de atendimento e manutenção dos alunos no sistema Defasagem idade/série: pior rendimento escolar
  • 11.
    SAEB - 1995Desempenho baixo em rendimento escolar – necessidade de melhoria da qualidade de ensino-aprendizagem no Ensino Fundamental
  • 12.
    ANÁLISE DA CONJUNTURAMUNDIAL Progresso científico/tecnológico e o grande abismo estrutural entre ricos e pobres fernte ao processo de globalização; Degradação ambiental, a utilização irracional dos recursos naturais; Grandes conflitos étnicos
  • 13.
    Conjuntura Mundial Nestecontexto marcado pela interdependência dos povos (globalização) como dar conta destes conflitos e destas disparidades sociais e econômicas?
  • 14.
    Para tanto, nãopodemos perder de vista... Com a mundialização cultural, os fóruns internacionais assumem crescente importância; Considerar essa mundialização sem perder de vista as características únicas; Apropriar-se dos processos produtivos/científicos e tecnológicos; Embora materialista, a sociedade busca valores segundo suas tradições (morais e espirituais).
  • 15.
    ASSIM, A EDUCAÇÃODEVE ESTAR FUNDADA EM 4 PILARES AO LONGO DA VIDA: Aprender a conhecer Aprender a fazer Aprender a conviver Aprender a ser
  • 16.
    CONJUNTURA NACIONAL Quadroidêntico ao da conjuntura mundial Mas na educação, a expansão das vagas às classes populares simplificando os conteúdos, de um lado aumenta o ACESSO mas decai sua QUALIDADE... Assim está colocado o desafio para o poder público em conformar a educação no seguinte tripé:
  • 17.
    TRIPÉ DOS PCN’sACESSO PERMANÊNCIA QUALIDADE
  • 18.
    DIANTE DESSE QUADRO“...Há uma expectativa da sociedade brasileira para que a educação se posicione na linha de frente da luta contra as exclusões, contribuindo para a promoção e integração de todos os brasileiros, voltando-se à construção da cidadania, não como meta a ser atingida num futuro distante, mas como prática efetiva...”
  • 19.
    ... “...a sociedadebrasileira demanda uma educação de qualidade, que garanta as aprendizagens essenciais para a formação de cidadãos autônomos, críticos, participativos, capazes de atuar com competência, dignidade e responsabilidade na sociedade em que vivem e na qual esperam ser atendidas suas necessidade individuais, sociais, políticas e econômicas.”
  • 20.
    A importância deum RCN para o EF CONCEITO Parâmetro : idéia de construir referência de “pontos comuns” Curricular : princípio e metas de um projeto educativo
  • 21.
    PARÂMETRO Variávelou constante – Todo elemento cuja variação de valor modifica a solução de um problema sem lhe modificar a natureza.
  • 22.
    O QUE ÉCURRÍCULO Pretende-se que o currículo seja um conjunto de ações, práticas, vivências e experiências fundamentadas a partir de uma concepção de Educação (ensino/aprendizagem/avaliação/sociedade) e que quando operacionalizadas na prática pedagógica, administrativa ou financeira expresse-se num:
  • 23.
    MODELO CURRICULAR queseja capaz de organizar os princípios Éticos, Políticos e Estéticos entre as Áreas do Conhecimento e os aspectos da Vida Cidadã. !!! Este é o Novo Paradigma Curricular: relacionar a vida cotidiana com o conhecimento, DIALETICAMENTE.
  • 24.
    O CONCEITO CURRÍCULOENVOLVE TRÊS OUTROS *CURRÍCULO FORMAL – Planos e Propostas Pedagógicas, PPP’s; *CURRÍCULO EM AÇÃO – Aquilo que realmente acontece na escola; *CURRÍCULO OCULTO – Aquilo que está subjacente às ações de professores e alunos. Está carregado de sentidos próprios criando as formas de relacionamento, poder e convivências nas salas de aulas e nas escolas. (Isto à luz das DCNEF.
  • 25.
    O QUE ÉCONHECIMENTO É o resultado de um complexo e intrincado processo de modificação, reorganização e construção, utilizado pelos alunos para assimilar e interpretar os conteúdos escolares.
  • 26.
    ONDE O ALUNOSE ENCAIXA * Nada pode substituir a atuação do próprio aluno na tarefa de construir significados sobre os conteúdos da aprendizagem. * É ele quem modifica, enriquece e, portanto, constrói novos e mais potentes instrumentos de ação e interpretação. * É, portanto, a capacidade de receber informação, assimilá-la e transformá-la em conhecimento.
  • 27.
    MOTIVOS PARA JUSTIFICARAbrangência Nacional Existem diferenças sociais e culturais marcantes que determinam diferentes necessidades de aprendizagem; Existe aquilo que é comum a todos, que um aluno de qualquer lugar do Brasil deve ter direito de aprender e esse direito deve ser garantido pelo Estado.
  • 28.
    Natureza e funçãodos PCN’s (para que serve) Aberto e flexível Referencial para os currículos dos Estados e Municípios e escolas (sala de aula) Não impositivo Dialogar com os projetos já existentes Formular a reflexão sobre a concepção de ensino-aprendizagem
  • 29.
    Quatro Níveis deImplementação Governo Federal – Mec – País – os PCN’s estabelecem a meta educacional que direcionará as ações políticas do Mec. Estados e Municípios – recurso para adaptações e elaborações curriculares locais
  • 30.
    Quatro Níveis deImplementação 3 – Escola – proposta curricular da instituição escolar através do projeto educativo (identidade da escola em processo dinâmico de discussão e elaboração contínua – professores e equipe pedagógica) 4 – Sala de aula: concretização curricular – realização das atividades de ensino e aprendizagem – responsabilidade do professor (distribuição das aulas, orientações didáticas, seleção de material, planejamento de projetos e execução)
  • 31.
    Fundamentos dos PCN’s(orientação teórico-metodológica) Construtivismo PIAGET Psicologia Genética Ontogênese VYGÓTSKY Teoria sociointeracionista e atividades significativas Formação social do pensamento LÚRIA Desenvolvimento das linguagens e do pensamento psicológico
  • 32.
    Fundamentos dos PCN’s(orientação teórico-metodológica) Ensino/aprendizagem : processos complementares; Conhecimento: construção histórica, social, interferências culturais e psicológicas – atividade construtiva , física e mental- construir significados – estabelecer relações substantivas entre conteúdos escolares e conhecimentos já adquiridos pelo aluno. (ex: aluno feirante) Desenvolvimento real e potencial.
  • 33.
    Estrutura organizacional Área - LP Ciências Hist. Geo. Arte Ed Fís. L.Estrang. Área = conteúdos de diferentes disciplinas que contribuem para a construção dos instrumentos de compreensão e intervenção na realidade. TEMAS TRANSVERSAIS Ética – Saúde - Meio Ambiente - Orientação Sexual Pluralidade Cultural - Trabalho e Consumo
  • 34.
    Estrutura organizacional Caracterizaçãoda Área/Objetivos gerais da área 1º Ciclo 2º Ciclo 3º Ciclo 4º Ciclo Objetivos da área para o ciclo/ Critérios de avaliação da Área para o ciclo e Orientações Didáticas
  • 35.
    Contribuição das diferentesáreas do conhecimento Língua Portuguesa/Matemática/Ciências Naturais/História/Geografia/Arte e Língua Estrangeira Explicitado no art. 26 da LDBen
  • 36.
    BASES LEGAIS -LDBen Art. 26 “Os currículos do Ensino Fundamental e Médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela.
  • 37.
    Nessa perspectiva osPCN’S foram organizados em áreas e temas transversais, prevendo as adequações às peculiaridades de cada localidade. Em todas se buscou evidenciar: A dimensão social que a aprendizagem cumpre no percurso da construção da cidadania; Eleição de conteúdos de relevância social e potencialmente significativos
  • 38.
    OBJETIVOS GERAIS DAEDUCAÇÃO Cidadania; Posicionamento crítico e responsável; características do Brasil; Valorizar a pluralidade; perceber-se integrante do meio; Desenvolver capacidade afetiva, física, cognitiva, ética, estética, inter-relação pessoal e inserção social; Cuidar e conhecer o corpo; Utilizar diferentes linguagens; Saber diferentes fontes de informação; Formulação e solução de problemas
  • 39.
    Constituição de umaReferência Curricular Perpassa por todas as áreas do conhecimento enquanto orientações no que diz respeito a necessidades de: Objetivos Conteúdos Critérios de avaliação Orientações didáticas
  • 40.
    OBJETIVOS Potencializar ascapacidades dos alunos; Aprender a resolver problemas; Respeitar o processo de aprendizagem dos alunos; Propiciar reger suas ações e atitudes
  • 41.
    CONTEÚDOS (categorias) Conceitual:o que irá ser aprendido; Procedimental: ações para aprender; Atitudinal: relacionado ao agir, mudanças de atitudes, de comportamento; (Observa-se uma amplitude de compreensão sobre o conteúdo, saindo do campo estritamente conceitual e conteudista)
  • 42.
    CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃOConsiderar os objetivos e conteúdos propostos; Os critérios devem expressar não o que foi trabalhado em todo o ciclo, mas os conteúdos fundamentais para que se possa prosseguir no próximo ciclo com aproveitamento; Apresentem formulação suficientemente ampla para ser referência para adaptações necessárias em cada escola; Ter como meta a busca da qualidade de ensino aprendizagem
  • 43.
    ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS Osalunos como sujeitos de seu processo ensino aprendizagem; Propiciar múltiplas e complexas interações com o objetivo a ser conhecido; Professor como mediador do processo
  • 44.
    PCN e oProjeto Educativo da Escola Premissa é sua elaboração coletiva Objetivos coletivamente delineados Processo contínuo de reflexão sobre a prática pedagógica ( análise-discussão-aprendizagem-reelaboração) Construindo sua identidade própria (conhecer sua clientela) Pais – Alunos - Professores
  • 45.
    Aspectos a seremanalisados para formulação do projeto educativo da escola às luzes dos PCN’s Autonomia – princípio educativo (ex: Grêmio) Interação e Cooperação Diversidade Disponibilidade para aprendizagem Organização do tempo e do espaço (escolar) Seleção de recursos didáticos Decisões sobre avaliação
  • 46.
    PCN – Escola/Adolescência/JuventudeO que eles precisam para agora? Quais as potencialidades e valores que precisamos propiciar? Construção da sua identidade (biografia pessoal e coletiva) Compreensão de si e da realidade a sua volta Relevância dos temas transversais – problemática social
  • 47.
    Estar atento para:Inserção social Compreensão das mudanças corporais A intensidade dos desafios Imaginário social imposto: beleza, estética, valores, padrões culturais, mídia Convívio familiar Entrada precoce no mercado de trabalho Auto imagem (quem eu sou?(individual) Por onde e para onde eu vou? (grupo) Fruição para a produção cultural
  • 48.
    PCN – Tecnologiada comunicação e da informação O domínio da tecnologia só faz sentido quando se torna parte do contexto das relações entre o homem e a sociedade (esse domínio pode acentuar a barreira dos que podem e dos que não podem ter acesso a ela) Qual papel deve cumprir os recursos tecnológicos? Somente tem sentido se contribuir para a melhoria da qualidade de ensino
  • 49.
    ANÁLISE GERAL Omodelo educativo que vem orientando a maioria das práticas pedagógicas não atende mais às necessidades apresentadas pelo atual cenário sócio-político-econômico do país.
  • 50.
    CONCLUI-SE QUE... *É obrigatório e urgente melhorar a qualidade do ensino. * A educação deve estar voltada para a formação de cidadãos capazes de se exercerem plenamente no mundo contemporâneo, nas dimensões ética, política, social, cultural e econômica.
  • 51.
    PRINCÍPIOS E FUNDAMENTOSDOS PCN’s Conjunto de proposições curriculares não obrigatórias de caráter nacional e amplo, direcionados para a construção de uma educação democrática para o aprofundamento da cidadania através do acesso aos bens públicos, ou seja, o conjunto de conhecimentos socialmente RELEVANTES. (A sociedade já possui conhecimentos para sobreviver...)
  • 52.
    ARTIGO 32 DALDBen §1º - “…PODE DESDOBRAR O E.F. EM CICLOS…” §2º - “…PROGRESSÃO CONTINUADA…”
  • 53.
    TEMAS TRANSVERSAIS –1998 QUESTÕES SOCIAIS URGENTES Os PCN’s elegem a cidadania como eixo vertebrador da educação escolar e, dessa forma, comprometem-se com duas perspectivas capazes de transformar a realidade: Acesso ao conhecimento socialmente acumulado pela humanidade – via áreas Reflexão sobre as questões sociais – via temas transversais
  • 54.
    Critérios adotados paraeleição dos temas Urgência Social Abrangência Nacional Possibilidade de ensino e aprendizagem no ensino fundamental Favorecer a compreensão da realidade e da participação social
  • 55.
    TEMAS ELEITOS ÉTICA Moral (regras) Ética (julgamento crítico sobre a moral) Blocos de conteúdos Respeito mútuo Justiça Solidariedade diálogo
  • 56.
    PLURALIDADE CULTURAL SociedadePlural Bloco de conteúdos P.C. e a vida dos adolescentes no Brasil P.C. na formação do Brasil O ser humano como agente de cultura Direitos humanos, direitos de cidadania e pluralidade
  • 57.
    MEIO AMBIENTE Blocode conteúdos A natureza “cíclica” da Natureza – sustentabilidade ecológica Sociedade e meio ambiente Manejo e conservação ambiental
  • 58.
    SAÚDE OMS –1984 “Saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença” Bloco de conteúdos Conhecer seu corpo Higiene corporal Qualidade dos alimentos Hábitos alimentares Condições de vida e da população
  • 59.
    ORIENTAÇÃO SEXUAL Algunscuidados ao tratar do assunto: Postura do educador Relação escola-familía ao tratar do assunto Bloco de conteúdos Corpo – com todas as sua matizes Relações de gênero Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis
  • 60.
    TRABALHO E CONSUMOTrabalho como construtor da riqueza do país e suas consequências para a sociedade Bloco de conteúdos Relações de trabalho Trabalho, consumo Consumo, meios de comunicação de massas, publicidade e vendas Direitos humanos, cidadania, trabalho e consumo Direito dos consumidores