1



         ANGINA INSTÁVEL

Definição:
É uma síndrome clínica geralmente
causada pela ruptura de uma placa
aterosclerótica, situando-se entre um quadro
de angina estável e de infarto agudo do
miocárdio no espectro das síndromes
coronárias agudas.

Os    mecanismos      fisiopatológicos  que
precipitam    as   síndromes      isquêmicas
miocárdicas agudas têm como característica
anatomopatológica a fissura da placa
aterosclerótica na artéria responsável pelo
evento isquêmico.

Fatores que podem tornar a placa mais
vulnerável à ruptura:

• Dislipidemia;
• Nicotina;
• Monóxido de carbono;
- Níveis elevados de angiotensina e de ácido
acetoacético;
2


- Imunocomplexos circulantes;
- Células inflamatórias e seus produtos
humorais;
- Aumento da fragilidade do colágeno;
- Fatores hemodinâmicos e mecânicos;
- Liberação de agentes oxidantes potentes.


Outros fatores que além da ruptura da
placa,       exercem       mecanismos
fundamentais na instabilização de um
quadro isquêmico são:

- Ativação plaquetária;
- Trombose;
- Vasoconstricção;
- Espasmo coronário.


         ENDOTÉLIO VASCULAR

O endotélio vascular tem papel fundamental
no controle da circulação, através da
liberação e modulação de inúmeros fatores
que influenciam a reatividade e a estrutura
3


vascular e, também,            a    coagulação
sanguínea.
Funções Endoteliais:

- Barreira seletivamente permeável;

- Síntese de substâncias vasodilatadoras e
anti-plaquetárias;
Ex: Fator de relaxamento dependente do
endotélio (EDRF),
     Prostaglandina E2 (PGE2)

- Síntese de substâncias
vasoconstrictoras e ativadoras da agregação
plaquetária:
Ex: endotelinas,
    endoperóxidos,
    leucotrienos.

- Produção de fatores trombogênicos:
Ex:colágeno, fibronectina,
             tromboplastina
 tissular, fator de von Willebrand, fator de
ativação plaquetária (PAF), fator V, etc.
4




- Produção de fatores antitrombogênicos:
Ex: Glicosaminoglicans,     trombomodulina
e proteína S.

- Produção     de    fator    fibrinolítico:
Ex: Ativador do plasminogênio tecidual (t-
PA), uroquinase.

- Secreção   de   fatores   promotores   do
crescimento:
Ex: Fator de crescimento derivado das
plaquetas (EDGF);
    Fator de relaxamento dependente do
endotélio (EDRF) – principal mediador da
vasodilatação em presença de endotélio
normal.
EDRF – análogo endógeno dos nitratos
vasodilatadores.
5


Estímulos que produzem vasodilatação
na presença de endotélio íntegro:

- Exercício físico;
-Aumento do fluxo sangüíneo vascular;
-Aumento        do     estresse parietal;
-Histamina;
-Acetilcolina;
-Serotonina;
-Fator de ativação plaquetária;
-Trombina, etc.



Placas ateroscleróticas em
Artérias coronárias

Instabilização das placas




                 Alteração da demanda/
                  aporte de oxigênio
6


Espasmo                  Estase circulatória


                             Trombose


Quanto à evolução dos trombos, se houver
lise com períodos relativamente curtos de
oclusão coronária, o resultado é a angina
instável. Se a oclusão é total e prolongada,
ocorre infarto do miocárdio.

- Circulação colateral coronária.

Diagnóstico:
- História clínica
- Exame físico
- Avaliação do       eletrocardiograma     de
repouso.
7


Sinais e sintomas:

- Precordialgia intensa de até 30 minutos de
duração;
- Náuseas             - Vômitos;
- Sudorese fria       - Palpitações.


Tratamento:
• Ácido acetil-salicílico;
• Heparina;
• Nitratos;
• Beta-bloqueadores.

A cinecoronariografia de urgência está
indicada, quando após 24 horas de
tratamento, não houver reversão da
sintomatologia ou em casos de instabilidade
hemodinâmica.
8


             INFARTO AGUDO
              DO MIOCÁRDIO

O Infarto Agudo do Miocárdio é causado
pela limitação do fluxo coronário de tal
magnitude e duração que resulta em
necrose do músculo cardíaco.

- 60% dos óbitos ocorrem na primeira hora
devido à fibrilação ventricular.

- Redução imediata e progressiva          da
contratilidade do segmento ventricular.

- Alterações do segmento ST e da onda T
  ao ECG.

- O início da isquemia começa em 60
  segundos após completa oclusão da
  artéria coronária. As células miocárdicas
  começam a morrer em 20 a 40 minutos na
  presença      de     completa     oclusão
  coronariana.

- Fluxo colateral.
9




Fatores de risco modificáveis:

-   Dislipidemia      - Tabagismo
-   Hipertensão       - Diabete melito
-   Sedentarismo      - Obesidade


Fatores de risco não-modificáveis:

-   História familiar (IAM em um parente de 1º
    grau menor de 5 anos);
-   Idade;
-   Sexo (DAC ocorre 10 anos mais cedo em
    homens).

Causas não-ateroscleróticas do IAM:

• Espasmos da artéria coronária;
• Dissecção de artéria coronária;
• Arterites coronárias associadas a doenças
  sistêmicas;
• Espessamento de parede coronariana
  secundário a doenças metabólicas e
10


  trauma de artérias coronarianas, incluindo
     radioterapias;
• Embolia para artérias coronárias;
• Desequilíbrio entre a oferta e a demanda
     miocárdica;
• Trombose:         CID,     estados      de
  hipercoagulabilidade;
• Anomalias coronarianas congênitas;
• Uso de cocaína, etc.


Manifestações Clínicas:

• Desconforto torácico/ dor;
• Anormalidades no ECG;
• Marcadores cardíacos séricos elevados.

Geralmente a dor é difusa; uma dor
altamente localizada raramente relaciona-se
à angina ou IAM.

Sintomas associados:
-Náusea          -Inquietação
-Vomitos         - Dispnéia
-Diaforese       - Apreensão
11


-Fraqueza;
A dor do IAM dura mais tempo (tipicamente
20 min a várias horas) se comparada a da
angina, não sendo aliviada por repouso ou
por nitroglicerina.

Estima-se que pelo menos 20% dos IAMs
são indolores (“silenciosos”) ou atípicos (não
reconhecidos).

A pressão arterial no IAM freqüentemente
está elevada inicialmente, mas pode estar
normal ou baixa.


         TESTES DIAGNÓSTICOS

Eletrocardiograma

O ECG inicial nem é perfeitamente
específico nem perfeitamente sensível para
todos os pacientes que desenvolvem IAM
com elevação do segmento ST.
Quando a elevação típica do segmento ST
persiste por horas e é seguida por horas ou
12


dias por inversões de onda T ou Q, o
diagnóstico de IAM pode ser estabelecido
com quase absoluta certeza.


Marcadores cardíacos:

A maior sensibilidade e especificidade dos
marcadores cardíacos séricos tornaram-no o
“padrão ouro” para detecção da necrose
miocárdica.
Marcadores cardíacos:
- Troponina I e T
- Creatina Quinase (CK) e suas isoenzimas
MB


Complicações do IAM:
• Aneurisma do ventrículo esquerdo (VE);
• Pericardite.
13




  ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM

 Oxigenação       –   estar     atento  às
  concentrações de oxigênio indicadas,
  vias aéreas livres de secreções;
 Controle da perfusão periférica e
  coloração das mucosas. Manter material
  de intubação a pronto uso;
 Controle dos sinais vitais freqüentemente
  visa detecção precoce de alterações,
  bem como o ajuste da infusão das
  drogas;
 Monitorização do ritmo cardíaco – deve
  ser avaliado quanto ao ritmo, freqüência
  e amplitude das ondas;
 Os eletrodos devem estar bem fixados
  ao tórax, deixando sempre a área para a
  aplicação das pás livres;
 Se apresentar alguma arritmia ao
  monitor, comunicar ao médico e
  providenciar           registro        do
  eletrocardiograma;
 Ter sempre pronto para uso e testado o
  aparelho para cardioversão;
14


 Fazer balanço hídrico rigoroso – controle
  dos volumes infundidos, ingesta e
  líquidos perdidos;
 Atentar para a aceitação da dieta, e
  restrição hídrica, se houver;
 Avaliação freqüente do nível de
  consciência;
 Atenção ao aspecto emocional do
  paciente.
15


        INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
           CONGESTIVA (ICC)


Definição: É a incapacidade do coração de
impulsionar o sangue a um volume e
velocidade     compatíveis    com       as
necessidades metabólicas dos tecidos; para
tanto, lança mão de mecanismos de
compensação: hipertrofia, dilatação e
taquicardia.


A falência miocárdica constitui a via final
comum      de   diversas    cardiopatias,
destacando-se as seguintes etiologias:

- Isquêmica;             - Chagásica;
- Dilatada idiopática;   - Hipertensiva;
- Valvar                 - Congênita
- Periparto;             - Pós-miocardite;
- Por agentes cardiotóxicos (álcool, cocaína);
16


Fatores de risco:

•   HAS                  - Diabete melito
•   Idade avançada       - História de IAM
•   Valvopatia           - Cardiopatia
•   Doença de Chagas - Alcoolismo

Manifestações Clínicas:
• Pulso fraco;
• Pressão arterial baixa;
• Extremidades frias;
• Presença de B3.
• Congestão pulmonar;
• Oligúria;
• Obnubilação;
• Edema;
• Dispnéia : de esforço, paroxística noturna,
  ortopnéia, asma cardíaca, edema agudo de
  pulmão, respiração de Cheyne-Stokes.
• Edema:     periférico,  derrame     pleural,
  derrame pericárdico; ascite, anasarca.
• Palpitações.
17


Exame Físico Geral:
• Desnutrição;
• Edema de membros inferiores;
• Anasarca;
• Cianose periférica.

Semiologia Cardiovascular:
• Taquicardia;
• Íctus desviado e aumentado;
• Presença de B3 ou B4
• A estase jugular é o sinal que mais
  seguramente reflete hipervolemia.


Semiologia Pulmonar:
• Taquidispnéia;
• Estertores creptantes e subcreptantes
  basais;
• Derrame pleural;
• Respiração de Cheyne-Stokes.

Semiologia Abdominal:
• Ascite;
• Hepatomegalia.
18


Exames Complementares:
• ECG;
• Radiografia de tórax;
• Ecocardiografia;
• Exames laboratoriais;
• Cateterismo cardíaco.

Tratamento:
• Controle da hipertensão arterial;
• Tratamento da dislipidemia;
• Evitar fumo, álcool e drogas; ilícitas como a
  cocaína;
• Uso de IECA, betabloqueadores, digital,
  diuréticos;
• Avaliação cardiológica periódica.
19


      EDEMA AGUDO DE PULMÃO
              (EAP)

O edema pulmonar é uma síndrome clínica
de causas diversas. No entanto, as
alterações fisiopatológicas são semelhantes
e decorrem do acúmulo de fluidos nos
espaços alveolares e intersticiais dos
pulmões,     resultando     em    hipoxemia,
complacência pulmonar diminuída, trabalho
respiratório   aumentado      e   ventilação-
perfusão anormal.

Diagnóstico: clínico e suas manifestações
dependem da quantidade de líquido
acumulado nos pulmões.

Tipos:
- Cardiogênico          - Não-cardiogênico

Quadro clínico:
- Ansiedade
- Agitação
- Dispnéia
- Uso da musculatura intercostal
20


-   Batimento de asas do nariz
-   Cianose           - Sudorese fria
-   Palidez cutânea   - Respiração ruidosa
-   Tosse

A tosse, inicialmente seca e persistente é
seguida    por    tosse   produtiva   com
expectoração espumosa, branca ou rósea.

Progressão do             Exaustão
  EAP                    respiratória


Confusão mental            Hipoventilação
   e torpor




Morte por hipoxemia
21


    MANEJO DO PACIENTE COM EAP

Medidas de suporte:

- Elevação da cabeceira do leito;
- Garantir via aérea e acesso venoso
  adequados;
- Instalação de oxigenioterapia, em caso de
  disfunção respiratória grave – ventilação
  mecânica não invasiva e, se necessário,
  intubação endotraqueal ;
- Verificação dos sinais vitais e oximetria;
- Realização de ECG e radiografia de tórax;
- Realização      de    gasometria     arterial,
  eletrólitos, enzimas cardíacas.

TRATAMENTO FARMACOLÓGICO:

Se PA sistólica > 90 mmHg sem sinais
clínicos de choque: Morfina, Isossorbida,
furosemida, nitroglicerina ou nitroprussiato
de sódio...
22


Se PA sistólica 70 – 100 mmHg, sem
sinais de choque: Dobutamina;

Com sinais de choque: Dopamina ou
dopamina + dobutamina. Medidas acima
(morfina, nitrato, furosemida) quando PA
sistólica > 90mmHg.

Se PA sistólica < 70 mmHg: noradrenalina;
Considerar dopamina e dobutamina
23

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


CINTRA, Eliane. Assistência de Enfermagem ao Paciente Gravemente
Enfermo. São Paulo: Atheneu, 2003.

KNOBEL, Elias. Condutas no Paciente Grave. São Paulo: Atheneu, 2002.

SMELTZER, Suzanne.Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.

STEFANI, Doral. Clínica Médica. São Paulo: Artmed,2006.

Angina,Iam,Icc Apresenta O

  • 1.
    1 ANGINA INSTÁVEL Definição: É uma síndrome clínica geralmente causada pela ruptura de uma placa aterosclerótica, situando-se entre um quadro de angina estável e de infarto agudo do miocárdio no espectro das síndromes coronárias agudas. Os mecanismos fisiopatológicos que precipitam as síndromes isquêmicas miocárdicas agudas têm como característica anatomopatológica a fissura da placa aterosclerótica na artéria responsável pelo evento isquêmico. Fatores que podem tornar a placa mais vulnerável à ruptura: • Dislipidemia; • Nicotina; • Monóxido de carbono; - Níveis elevados de angiotensina e de ácido acetoacético;
  • 2.
    2 - Imunocomplexos circulantes; -Células inflamatórias e seus produtos humorais; - Aumento da fragilidade do colágeno; - Fatores hemodinâmicos e mecânicos; - Liberação de agentes oxidantes potentes. Outros fatores que além da ruptura da placa, exercem mecanismos fundamentais na instabilização de um quadro isquêmico são: - Ativação plaquetária; - Trombose; - Vasoconstricção; - Espasmo coronário. ENDOTÉLIO VASCULAR O endotélio vascular tem papel fundamental no controle da circulação, através da liberação e modulação de inúmeros fatores que influenciam a reatividade e a estrutura
  • 3.
    3 vascular e, também, a coagulação sanguínea. Funções Endoteliais: - Barreira seletivamente permeável; - Síntese de substâncias vasodilatadoras e anti-plaquetárias; Ex: Fator de relaxamento dependente do endotélio (EDRF), Prostaglandina E2 (PGE2) - Síntese de substâncias vasoconstrictoras e ativadoras da agregação plaquetária: Ex: endotelinas, endoperóxidos, leucotrienos. - Produção de fatores trombogênicos: Ex:colágeno, fibronectina, tromboplastina tissular, fator de von Willebrand, fator de ativação plaquetária (PAF), fator V, etc.
  • 4.
    4 - Produção defatores antitrombogênicos: Ex: Glicosaminoglicans, trombomodulina e proteína S. - Produção de fator fibrinolítico: Ex: Ativador do plasminogênio tecidual (t- PA), uroquinase. - Secreção de fatores promotores do crescimento: Ex: Fator de crescimento derivado das plaquetas (EDGF); Fator de relaxamento dependente do endotélio (EDRF) – principal mediador da vasodilatação em presença de endotélio normal. EDRF – análogo endógeno dos nitratos vasodilatadores.
  • 5.
    5 Estímulos que produzemvasodilatação na presença de endotélio íntegro: - Exercício físico; -Aumento do fluxo sangüíneo vascular; -Aumento do estresse parietal; -Histamina; -Acetilcolina; -Serotonina; -Fator de ativação plaquetária; -Trombina, etc. Placas ateroscleróticas em Artérias coronárias Instabilização das placas Alteração da demanda/ aporte de oxigênio
  • 6.
    6 Espasmo Estase circulatória Trombose Quanto à evolução dos trombos, se houver lise com períodos relativamente curtos de oclusão coronária, o resultado é a angina instável. Se a oclusão é total e prolongada, ocorre infarto do miocárdio. - Circulação colateral coronária. Diagnóstico: - História clínica - Exame físico - Avaliação do eletrocardiograma de repouso.
  • 7.
    7 Sinais e sintomas: -Precordialgia intensa de até 30 minutos de duração; - Náuseas - Vômitos; - Sudorese fria - Palpitações. Tratamento: • Ácido acetil-salicílico; • Heparina; • Nitratos; • Beta-bloqueadores. A cinecoronariografia de urgência está indicada, quando após 24 horas de tratamento, não houver reversão da sintomatologia ou em casos de instabilidade hemodinâmica.
  • 8.
    8 INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO O Infarto Agudo do Miocárdio é causado pela limitação do fluxo coronário de tal magnitude e duração que resulta em necrose do músculo cardíaco. - 60% dos óbitos ocorrem na primeira hora devido à fibrilação ventricular. - Redução imediata e progressiva da contratilidade do segmento ventricular. - Alterações do segmento ST e da onda T ao ECG. - O início da isquemia começa em 60 segundos após completa oclusão da artéria coronária. As células miocárdicas começam a morrer em 20 a 40 minutos na presença de completa oclusão coronariana. - Fluxo colateral.
  • 9.
    9 Fatores de riscomodificáveis: - Dislipidemia - Tabagismo - Hipertensão - Diabete melito - Sedentarismo - Obesidade Fatores de risco não-modificáveis: - História familiar (IAM em um parente de 1º grau menor de 5 anos); - Idade; - Sexo (DAC ocorre 10 anos mais cedo em homens). Causas não-ateroscleróticas do IAM: • Espasmos da artéria coronária; • Dissecção de artéria coronária; • Arterites coronárias associadas a doenças sistêmicas; • Espessamento de parede coronariana secundário a doenças metabólicas e
  • 10.
    10 traumade artérias coronarianas, incluindo radioterapias; • Embolia para artérias coronárias; • Desequilíbrio entre a oferta e a demanda miocárdica; • Trombose: CID, estados de hipercoagulabilidade; • Anomalias coronarianas congênitas; • Uso de cocaína, etc. Manifestações Clínicas: • Desconforto torácico/ dor; • Anormalidades no ECG; • Marcadores cardíacos séricos elevados. Geralmente a dor é difusa; uma dor altamente localizada raramente relaciona-se à angina ou IAM. Sintomas associados: -Náusea -Inquietação -Vomitos - Dispnéia -Diaforese - Apreensão
  • 11.
    11 -Fraqueza; A dor doIAM dura mais tempo (tipicamente 20 min a várias horas) se comparada a da angina, não sendo aliviada por repouso ou por nitroglicerina. Estima-se que pelo menos 20% dos IAMs são indolores (“silenciosos”) ou atípicos (não reconhecidos). A pressão arterial no IAM freqüentemente está elevada inicialmente, mas pode estar normal ou baixa. TESTES DIAGNÓSTICOS Eletrocardiograma O ECG inicial nem é perfeitamente específico nem perfeitamente sensível para todos os pacientes que desenvolvem IAM com elevação do segmento ST. Quando a elevação típica do segmento ST persiste por horas e é seguida por horas ou
  • 12.
    12 dias por inversõesde onda T ou Q, o diagnóstico de IAM pode ser estabelecido com quase absoluta certeza. Marcadores cardíacos: A maior sensibilidade e especificidade dos marcadores cardíacos séricos tornaram-no o “padrão ouro” para detecção da necrose miocárdica. Marcadores cardíacos: - Troponina I e T - Creatina Quinase (CK) e suas isoenzimas MB Complicações do IAM: • Aneurisma do ventrículo esquerdo (VE); • Pericardite.
  • 13.
    13 ASSISTÊNCIADE ENFERMAGEM  Oxigenação – estar atento às concentrações de oxigênio indicadas, vias aéreas livres de secreções;  Controle da perfusão periférica e coloração das mucosas. Manter material de intubação a pronto uso;  Controle dos sinais vitais freqüentemente visa detecção precoce de alterações, bem como o ajuste da infusão das drogas;  Monitorização do ritmo cardíaco – deve ser avaliado quanto ao ritmo, freqüência e amplitude das ondas;  Os eletrodos devem estar bem fixados ao tórax, deixando sempre a área para a aplicação das pás livres;  Se apresentar alguma arritmia ao monitor, comunicar ao médico e providenciar registro do eletrocardiograma;  Ter sempre pronto para uso e testado o aparelho para cardioversão;
  • 14.
    14  Fazer balançohídrico rigoroso – controle dos volumes infundidos, ingesta e líquidos perdidos;  Atentar para a aceitação da dieta, e restrição hídrica, se houver;  Avaliação freqüente do nível de consciência;  Atenção ao aspecto emocional do paciente.
  • 15.
    15 INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA (ICC) Definição: É a incapacidade do coração de impulsionar o sangue a um volume e velocidade compatíveis com as necessidades metabólicas dos tecidos; para tanto, lança mão de mecanismos de compensação: hipertrofia, dilatação e taquicardia. A falência miocárdica constitui a via final comum de diversas cardiopatias, destacando-se as seguintes etiologias: - Isquêmica; - Chagásica; - Dilatada idiopática; - Hipertensiva; - Valvar - Congênita - Periparto; - Pós-miocardite; - Por agentes cardiotóxicos (álcool, cocaína);
  • 16.
    16 Fatores de risco: • HAS - Diabete melito • Idade avançada - História de IAM • Valvopatia - Cardiopatia • Doença de Chagas - Alcoolismo Manifestações Clínicas: • Pulso fraco; • Pressão arterial baixa; • Extremidades frias; • Presença de B3. • Congestão pulmonar; • Oligúria; • Obnubilação; • Edema; • Dispnéia : de esforço, paroxística noturna, ortopnéia, asma cardíaca, edema agudo de pulmão, respiração de Cheyne-Stokes. • Edema: periférico, derrame pleural, derrame pericárdico; ascite, anasarca. • Palpitações.
  • 17.
    17 Exame Físico Geral: •Desnutrição; • Edema de membros inferiores; • Anasarca; • Cianose periférica. Semiologia Cardiovascular: • Taquicardia; • Íctus desviado e aumentado; • Presença de B3 ou B4 • A estase jugular é o sinal que mais seguramente reflete hipervolemia. Semiologia Pulmonar: • Taquidispnéia; • Estertores creptantes e subcreptantes basais; • Derrame pleural; • Respiração de Cheyne-Stokes. Semiologia Abdominal: • Ascite; • Hepatomegalia.
  • 18.
    18 Exames Complementares: • ECG; •Radiografia de tórax; • Ecocardiografia; • Exames laboratoriais; • Cateterismo cardíaco. Tratamento: • Controle da hipertensão arterial; • Tratamento da dislipidemia; • Evitar fumo, álcool e drogas; ilícitas como a cocaína; • Uso de IECA, betabloqueadores, digital, diuréticos; • Avaliação cardiológica periódica.
  • 19.
    19 EDEMA AGUDO DE PULMÃO (EAP) O edema pulmonar é uma síndrome clínica de causas diversas. No entanto, as alterações fisiopatológicas são semelhantes e decorrem do acúmulo de fluidos nos espaços alveolares e intersticiais dos pulmões, resultando em hipoxemia, complacência pulmonar diminuída, trabalho respiratório aumentado e ventilação- perfusão anormal. Diagnóstico: clínico e suas manifestações dependem da quantidade de líquido acumulado nos pulmões. Tipos: - Cardiogênico - Não-cardiogênico Quadro clínico: - Ansiedade - Agitação - Dispnéia - Uso da musculatura intercostal
  • 20.
    20 - Batimento de asas do nariz - Cianose - Sudorese fria - Palidez cutânea - Respiração ruidosa - Tosse A tosse, inicialmente seca e persistente é seguida por tosse produtiva com expectoração espumosa, branca ou rósea. Progressão do Exaustão EAP respiratória Confusão mental Hipoventilação e torpor Morte por hipoxemia
  • 21.
    21 MANEJO DO PACIENTE COM EAP Medidas de suporte: - Elevação da cabeceira do leito; - Garantir via aérea e acesso venoso adequados; - Instalação de oxigenioterapia, em caso de disfunção respiratória grave – ventilação mecânica não invasiva e, se necessário, intubação endotraqueal ; - Verificação dos sinais vitais e oximetria; - Realização de ECG e radiografia de tórax; - Realização de gasometria arterial, eletrólitos, enzimas cardíacas. TRATAMENTO FARMACOLÓGICO: Se PA sistólica > 90 mmHg sem sinais clínicos de choque: Morfina, Isossorbida, furosemida, nitroglicerina ou nitroprussiato de sódio...
  • 22.
    22 Se PA sistólica70 – 100 mmHg, sem sinais de choque: Dobutamina; Com sinais de choque: Dopamina ou dopamina + dobutamina. Medidas acima (morfina, nitrato, furosemida) quando PA sistólica > 90mmHg. Se PA sistólica < 70 mmHg: noradrenalina; Considerar dopamina e dobutamina
  • 23.
    23 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: CINTRA, Eliane.Assistência de Enfermagem ao Paciente Gravemente Enfermo. São Paulo: Atheneu, 2003. KNOBEL, Elias. Condutas no Paciente Grave. São Paulo: Atheneu, 2002. SMELTZER, Suzanne.Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. STEFANI, Doral. Clínica Médica. São Paulo: Artmed,2006.