OTITES
&
AMIGDALITES
Internato de Pediatria
Acadêmica Brenda Lahlou
Preceptor Wilson Salgado Jr.
OTITES
OTITE EXTERNA
 Inflamação do Conduto Auditivo Externo (CAE) (“afecções dermatológicas”)
 Relação com esportes aquáticos ( Sazonal: verão)
 Alcalinizãção do PH tecidual
 Ângulo encontro membrana timpânica – parede inferior (retenção líquidos)
 Microorganismos mais comuns:
 Pseudomonas aeruginosa
 Staphylococcus aureus
(Otite do Nadador)
OTITE EXTERNA
 Otalgia
 Dor Intensa bem localizada
(Dor à mastigação, Dor à compressão do Tragus)
 Otoscopia Dolorosa (Edema CAE)
 Otorreia
 Ausência:
 Febre /
 Quadros de Resfriados Comuns (obstrução nasal, coriza, tosse)
 Ao Exame: Pele Eriçada ; Eritema ; Edema (diminuição diâmetro)
 DD: OMA
OTITE EXTERNA
 Otalgia
 Dor Intensa bem localizada
 Otoscopia Dolorosa (Edema CAE)
 Otorreia
 Ausência:
 Febre /
 Quadros de Resfriados Comuns (obstrução nasal, coriza, tosse)
 DD: OMA
OTITE EXTERNA
Prevenção:
(Pessoas que se queixam “água fica presa no ouvido”):
 Secadores de Orelha
 Secador de cabelo manual + tração anterior Pavilhão auricular
 Não usar Álcool (irritante, resseca > fissuras e dermatites)
(Distúrbios PH – alcalino - do CAE):
 Soluções Acidificantes
Tratamento:
 Analgésico
(acetaminofeno, ibuprofeno, codeína, diclofenaco)
 Limpeza / Debridamento
 Proteção da Orelha (contra entrada de água / shampoo / sabonete / etc)
 Gotas Ótológicas com ATB (quinolona) + Corticoide (Hidrocortisona)
 Quinolonas (ciprofloxacino, ofloxacino)
 Aminoglicosídeos (neomicina, gentamicina, tobramicina, polimixina)
 ATB Oral ou Sistêmico (não necessita)
 Corticoide Oral ou Sistêmico (casos mais severos)
 Ácido Acético (acidifica)
OTITE EXTERNA
OTITE MÉDIA AGUDA
Definição (AAP e AAFP):
1. Início Abrupto
2. Presença de Efusão em Orelha Média
3. Sinais/Sintomas Locais & Sistêmicos
• Febre (< 38C),
• Otalgia (Criança manipula muito orelha),
• Dificuldade Sucção,
• Otorreia
• Irritabilidade, Anorexia, Vômitos, Diarreia, Sono alterado
• Abaulamento membrana Timpânica (mobilidade diminuída ou ausente)
• Níveis Hidroaéreos
• M.T. opaca ou eritematosa
OTITE MÉDIA AGUDA
Epidemiologia:
 Até 3 anos > 75% -90% terão 1 episódio
 Com 2 anos > 25% terão OMA recorrente
 Abaixo de 1 ano > Segunda doença mais diagnosticada
 Abaixo de 10 anos > 42% das prescrições de ATB (resistência!!!)
 Causada:
 50% por bactéria
 50% Viral ou Desconhecida
 Meses Frios
OTITE MÉDIA AGUDA
Fisiopatologia:
 Resfriado comum
 Congestão mucosa da Tuba Auditiva
 Prejuízo Ventilação (pressão neg. na caixa timpânica)
 Prejuízo Drenagem
 Acúmulo de Secreções
 Aspiração de Bactérias da Rinofaringe
OTITE MÉDIA AGUDA
 Membrana Timpânica Abaulada
Estágios (em qualquer direção):
 Secreção Purulenta
 Coloração Âmbar (efusão rosa ou mucoide) – OM com Efusão / Serosa
 Níveis Líquidos (entrada de ar)
 M.T. normal (reabsorção/drenagem)
OTITE MÉDIA AGUDA
 Fatores de Risco
 Infecções Respiratórias
(vírus respiratório sincicial, parainfluenza virus, Influenza A e B, enterovirus, rinovirus, adenovirus,
metapneumovirus humano)
 Creches / Escolinhas
 História Familiar de predisposição
 Tabagismo domiciliar
 Ingestão de Líquidos em Decúbito
 Uso de Chupetas
 Privação de Leite Materno
OTITE MÉDIA AGUDA
Bacteriologia:
 Streptococcus pneumoniae (30%)
 Haemophilus influenzae (não-tipável, usualmente bectalactamase +) (25%)
 Moraxella catarrhalis (12%)
 Streptococcus pyogenes beta-hemolítico do grupo A (GAS) (2%)
 Infecção Viral
(Virus Sincicial Respiratório, Adenovirus, Influenza A e B) (10 – 20%)
 Coinfecção (65%)
 D.D. : Otite Externa
 OMA: meses frios / febre / vigência de IVAS
OTITE MÉDIA AGUDA
Conduta:
 80%  Resolução ESPONTÂNEA
 < 6 meses (HD confirmada)  ATB
 > 6 meses  Wait & Watch - monitorar de perto (expectante Simples)
(se não tiver melhora rápida 48-72h > iniciar ATB)
 HD certeza (6m - 2a ou severo)  ATB
 HD incerta / > 2a + Caso Severo  ATB
 Caso “não severo”  Observar
(febre < 39C, otalgia leve)
 OMA Bilateral  ATB (+ benefício)
(História natural pior, quadros mais graves, mais jovens, bact+)
 Otorreia Súbita  ATB
(24-28h)
 Sem Possibilidade de Seguimento Adequado  ATB
 Anomalias Craniofaciais, Síndromes Genéticas,  ATB
Imunodeficiências, Implante Coclear e <6m
OTITE MÉDIA AGUDA
Antibiotioterapia:
(Academia de Pediatria dos Estados Unidos):
1. Amoxicilina (40 – 90 mg/kg 2x/dia)
2. Amoxicilina + Clavulanato // Cefuroxima // Cefdinir // Cefpodoxima
(50mg/kg/dia + 6,4mg/kg/dia BID) // (30/mg/kg/dia BID) //
3. Ceftriaxona Intramuscular (3doses) // Clindamicina
( 50mg/kg/dia IM MID – 3D )
 (se não tiver boa resposta em 72h)

Vacinadas / Sem critério de risco:
– amoxi+clavul 40mg/kg/dia
Não vacinadas / OMA bilateral / Otorreia:
- amoxi+clavul 90mg/kg/dia

Otorrinolaringologista
(Paracentese Timpânica, Cultura, Antibiograma)
OTITE MÉDIA AGUDA
Antibiotioterapia:
(ALERGIA À PENICILINAS):
1. Macrolídeo (Azitromicina, Claritromicina)
2. Clindamicina
* Cefuroxima axetil (30mg/kg/dia BID) ou
Claritromicina (15mg/kg/dia BID)

OTITE MÉDIA AGUDA
Sociedade
Brasileira
de
Pediatria
OTITE MÉDIA AGUDA
Tratamento Expectante com Prescrição Antecipada - Contraindicada
(Explanar sobre melhora espontânea)
Tratamento:
X
OTITE MÉDIA AGUDA
Tratamento:
 Analgésicos Sistêmicos!
 Antitérmicos !
OTITE MÉDIA AGUDA
Resistência Bacteriana ao ATB:
Resistência do Streptococcus pneumoniae à Penicilina
(mecanismos geneticamente mediados)
 9,9% de resistência à Penicilina (1999-2008)
 80% de resistência ao SMX-TMP
 13% de resistência à eritromicina e clindamicina
 5,6% resistência à Ceftriaxona
 Ausência de resistência ao cloranfenicol, ofloxacina,
rifampicina, vancomicina
OTITE MÉDIA AGUDA
OTITE MÉDIA AGUDA
Resistência Bacteriana ao ATB:
 Resistência de 12% dos Haemophilius influenzae à Penicilina
 Resisência de 92% de Moraxella Catharralis à Pencilina
(1997-1998) (produção de betalactamases)
AMIGDALITES
AMIGDALITE
 Tonsilite – Inflamação Amígdalas / Tonsilas Palatinas
Anel de Waldeyer
AMIGDALITES VIRAIS
 < 3 Anos
 Predomina:
 Rhinovirus,
 Adenovirus,
 Influenza,
 Parainfluenza,
 Vírus Respiratório Sincicial,
 Epstein-Barr
 Coxsackie
 Herpes Simplex
AMIGDALITES VIRAIS
VIRAL BACTERIANA
- Inicio Gradual - Inicio Súbito
- Sintomas de leve intensidade - Dor faríngea,
- Dor de garganta e disfagia - Odinofagia
- Mialgia - Otalgia reflexa.
- Coriza hialina, espirros, obstrução nasal - Ausência de sintomatologia nasal ou
laringo-traqueal.
- Tosse, rouquidão
- < 3 anos - > 3 anos (pico de incidência entre 5 a 10
anos de idade, mas podem ocorrer em
crianças menores de 3 anos e em adultos
maiores de 50 anos)
- Febre baixa a moderada - Febre elevada (com queda do estado geral)
- Ausência de adenopatia ou adenopatia
difusa
- Adenomegalia dolorosa (limitada em cadeia
jugulo-digástrica)
- Tonsilas podem estar aumentadas, mas
frequentemente não há exsudato
- Hipertrofia e hiperemia de amígdalas
- Exsudato tonsilar purulento
- Conjuntivite - Petéquias no palato.
- Hiperemia difusa da faringe - Erupção escarlatiniforme
- Vesículas e úlceras - Sinais de alerta: Náuseas e vômitos
SintomasExtra-faríngeos
AMIGDALITES VIRAIS
Adenovírus Faringoamigdalite Exsudativa Prolongada +
Conjuntivite
Epstein Barr Linfadenopatia Generalizada +
Esplenomegalia
Coxsackie e Herpes Simplex Estomatite + Faringite + Lesões Vesiculares
ou Ulcerativas
AMIGDALITES VIRAIS
Tratamento Sintomático
 Repouso no período febril.
 Estimular ingestão de líquidos não ácidos e não gaseificados
e de alimentos pastosos, de preferência frios ou gelados.
 Analgésico e antitérmico: acetaminofeno ou ibuprofeno.
 Irrigação da faringe com solução salina isotônica morna.
AMIGDALITES BACTERIANAS
Agentes Etiológicos Bacterianos (10 a 15%)
 Streptococcus pyogenes (Estreptococo Beta-Hemolítico do grupo A)
(20 a 30% das faringotonsilites agudas em crianças em idade escolar e adolescentes)
 Mycoplasma pneumoniae
 Staphylococcus aureus
 Haemophilus sp
 Moraxella catarrhalis
AMIGDALITES BACTERIANAS
GAS
 Em geral infecções benignas autolimitadas, sem complicações
 Complicações: faciíte necrotizante, complicações renais e cardíacas
Não supurativas
 Escarlatina
 Febre reumática
 Glomerulonefrite
 Síndrome do choque
tóxico estreptocóccico
Supurativas
 Abscesso periamigdaliano
 Abscesso parafaríngeo
 Infecções do espaço retrofaríngeo
 Otite média
 Sinusite Aguda
AMIGDALITES BACTERIANAS
Epidemiologia
 Pico – Inverno e Primavera
 Crianças e Adolescentes (> 5 anos)
 Escolas
AMIGDALITES BACTERIANAS
Sinais e Sintomas
 Odinofagia
 Mal estar moderado
 Febre alta
 Náuseas Vômitos e Desidratação
 Hiperemia - Mucosa Faringoamigdaliana
 Edema
 Exsudato
 Adenopatia Cervical Dolorosa
 Exantema Escarlatiniforme (pouco comum)
 Sinal de Forchheimer
AMIGDALITES BACTERIANAS
AMIGDALITES BACTERIANAS
Diagnóstico Clínico !
AMIGDALITES BACTERIANAS
Diagnóstico Etiológico definitivo:
 Cultura de material da Orofaringe (p. ouro)
 Teste Rápido para Detecção de antígeno estreptocócico
(Imunoensaios, aglutinação Látex) (falsos negativos)
 ASLO (anti-estreptolisina O)
(estreptococco A C e G, varia idade e ATBs)
AMIGDALITES BACTERIANAS
Quando Tratar?
 Teste Rápido Positivo
 Na Espera do Resultado da Cultura (controverso)
 Cultura Positiva
Clínica sugestiva + Antígeno rápido positivo = Tratamento
Clínica sugestiva + Antígeno rápido negativo = Cultura
Clínica muito sugestiva - Sem exames = Tratamento
Clínica sugestiva + Antígeno rápido negativo + Cultura negativa = Rever o Diagnóstico
 + Sintomáticos
AMIGDALITES BACTERIANAS
AMIGDALITES BACTERIANAS
Princípios do Uso Racional de Antibióticos nas Amigdalites:
 Basear o Diagnóstico em testes microbiológicos laboratoriais, juntamente
com achado epidemiológicos e clínicos
 Tratar apenas as infecções causadas pelo GAS ou outras etiologias
bacterianas específicas
 Selecionar a Penicilina/Amoxicilina, que continua sendo o ATB de eleição
 Otimização do atendimento à
criança com amigdalite
 Disponibilidade de testes
microbiológicos acurados
 Eficácia da Estratégia
Diagnóstica
 Menor Utilização de ATB
 Redução da Seleção de Bactérias
Resistentes
 Vantagem para a Saúde Pública
AMIGDALITES BACTERIANAS
Sociedade
Brasileira
de
Pediatria
AMIGDALITES BACTERIANAS
AMIGDALITES BACTERIANAS
Referências
PITREZ, P. M. C.; PITREZ, J. L. B. Infecções àgudas das vias aéreas superiores – diagnóstico e
tratamento ambulatorial. Jornal de Pediatria vol.79. 2003.
SAFFER, M.; BELLIZIA NETO, L. Otite Externa. IV Manual de Otorrinolaringologia Pediátrica da
IAPO. Disponível em: <http://www.iapo.org.br/manuals/34-2.pdf > Acesso em 24/04/17
SHIRAMIZO, S. C. P. L. Protocolo Assistencial – Faringoamigdalites em Crianças e Adolescentes
Diretrizes para Diagnóstico e Tratamento. Albert Einstein, Sociedade Beneficente Israelita
Brasileira. 2012
SIH, T. Otites e Amigdalite - Painel de Atualização sobre a Dor Infantil . 2010. Disponível em:
< https://www.medlink.com.br/sites/default/files/artigos/dor/otite-e-amigdalite.pdf>
Sociedade Brasileira de Pediatria. PRONAP - Programa Nacional de Educação Continuada em
Pediatria – CICLO XIII. Fasc . 2: Otorrinolaringologia Pediátrica – Otite Média Aguda.
WECKX, L. L. M.; SAKANO, E. Antibióticos em Otorrinolaringologia Pediátrica. Antimicrobianos
na Prática Clínica Pediátrica – Guia Prático para Manejo no Ambulatório, na Emergência e na
Enfermaria. Mod B. Fasc XIV. PRONAP – Programa Nacional de Educação Continuada em
Pediatria.
OTITES & AMIGDALITES

OTITES & AMIGDALITES

  • 1.
    OTITES & AMIGDALITES Internato de Pediatria AcadêmicaBrenda Lahlou Preceptor Wilson Salgado Jr.
  • 2.
  • 4.
    OTITE EXTERNA  Inflamaçãodo Conduto Auditivo Externo (CAE) (“afecções dermatológicas”)  Relação com esportes aquáticos ( Sazonal: verão)  Alcalinizãção do PH tecidual  Ângulo encontro membrana timpânica – parede inferior (retenção líquidos)  Microorganismos mais comuns:  Pseudomonas aeruginosa  Staphylococcus aureus (Otite do Nadador)
  • 5.
    OTITE EXTERNA  Otalgia Dor Intensa bem localizada (Dor à mastigação, Dor à compressão do Tragus)  Otoscopia Dolorosa (Edema CAE)  Otorreia  Ausência:  Febre /  Quadros de Resfriados Comuns (obstrução nasal, coriza, tosse)  Ao Exame: Pele Eriçada ; Eritema ; Edema (diminuição diâmetro)  DD: OMA
  • 6.
    OTITE EXTERNA  Otalgia Dor Intensa bem localizada  Otoscopia Dolorosa (Edema CAE)  Otorreia  Ausência:  Febre /  Quadros de Resfriados Comuns (obstrução nasal, coriza, tosse)  DD: OMA
  • 7.
    OTITE EXTERNA Prevenção: (Pessoas quese queixam “água fica presa no ouvido”):  Secadores de Orelha  Secador de cabelo manual + tração anterior Pavilhão auricular  Não usar Álcool (irritante, resseca > fissuras e dermatites) (Distúrbios PH – alcalino - do CAE):  Soluções Acidificantes
  • 8.
    Tratamento:  Analgésico (acetaminofeno, ibuprofeno,codeína, diclofenaco)  Limpeza / Debridamento  Proteção da Orelha (contra entrada de água / shampoo / sabonete / etc)  Gotas Ótológicas com ATB (quinolona) + Corticoide (Hidrocortisona)  Quinolonas (ciprofloxacino, ofloxacino)  Aminoglicosídeos (neomicina, gentamicina, tobramicina, polimixina)  ATB Oral ou Sistêmico (não necessita)  Corticoide Oral ou Sistêmico (casos mais severos)  Ácido Acético (acidifica) OTITE EXTERNA
  • 9.
    OTITE MÉDIA AGUDA Definição(AAP e AAFP): 1. Início Abrupto 2. Presença de Efusão em Orelha Média 3. Sinais/Sintomas Locais & Sistêmicos • Febre (< 38C), • Otalgia (Criança manipula muito orelha), • Dificuldade Sucção, • Otorreia • Irritabilidade, Anorexia, Vômitos, Diarreia, Sono alterado • Abaulamento membrana Timpânica (mobilidade diminuída ou ausente) • Níveis Hidroaéreos • M.T. opaca ou eritematosa
  • 10.
    OTITE MÉDIA AGUDA Epidemiologia: Até 3 anos > 75% -90% terão 1 episódio  Com 2 anos > 25% terão OMA recorrente  Abaixo de 1 ano > Segunda doença mais diagnosticada  Abaixo de 10 anos > 42% das prescrições de ATB (resistência!!!)  Causada:  50% por bactéria  50% Viral ou Desconhecida  Meses Frios
  • 11.
    OTITE MÉDIA AGUDA Fisiopatologia: Resfriado comum  Congestão mucosa da Tuba Auditiva  Prejuízo Ventilação (pressão neg. na caixa timpânica)  Prejuízo Drenagem  Acúmulo de Secreções  Aspiração de Bactérias da Rinofaringe
  • 12.
    OTITE MÉDIA AGUDA Membrana Timpânica Abaulada Estágios (em qualquer direção):  Secreção Purulenta  Coloração Âmbar (efusão rosa ou mucoide) – OM com Efusão / Serosa  Níveis Líquidos (entrada de ar)  M.T. normal (reabsorção/drenagem)
  • 14.
    OTITE MÉDIA AGUDA Fatores de Risco  Infecções Respiratórias (vírus respiratório sincicial, parainfluenza virus, Influenza A e B, enterovirus, rinovirus, adenovirus, metapneumovirus humano)  Creches / Escolinhas  História Familiar de predisposição  Tabagismo domiciliar  Ingestão de Líquidos em Decúbito  Uso de Chupetas  Privação de Leite Materno
  • 15.
    OTITE MÉDIA AGUDA Bacteriologia: Streptococcus pneumoniae (30%)  Haemophilus influenzae (não-tipável, usualmente bectalactamase +) (25%)  Moraxella catarrhalis (12%)  Streptococcus pyogenes beta-hemolítico do grupo A (GAS) (2%)  Infecção Viral (Virus Sincicial Respiratório, Adenovirus, Influenza A e B) (10 – 20%)  Coinfecção (65%)  D.D. : Otite Externa  OMA: meses frios / febre / vigência de IVAS
  • 16.
    OTITE MÉDIA AGUDA Conduta: 80%  Resolução ESPONTÂNEA  < 6 meses (HD confirmada)  ATB  > 6 meses  Wait & Watch - monitorar de perto (expectante Simples) (se não tiver melhora rápida 48-72h > iniciar ATB)  HD certeza (6m - 2a ou severo)  ATB  HD incerta / > 2a + Caso Severo  ATB  Caso “não severo”  Observar (febre < 39C, otalgia leve)  OMA Bilateral  ATB (+ benefício) (História natural pior, quadros mais graves, mais jovens, bact+)  Otorreia Súbita  ATB (24-28h)  Sem Possibilidade de Seguimento Adequado  ATB  Anomalias Craniofaciais, Síndromes Genéticas,  ATB Imunodeficiências, Implante Coclear e <6m
  • 17.
    OTITE MÉDIA AGUDA Antibiotioterapia: (Academiade Pediatria dos Estados Unidos): 1. Amoxicilina (40 – 90 mg/kg 2x/dia) 2. Amoxicilina + Clavulanato // Cefuroxima // Cefdinir // Cefpodoxima (50mg/kg/dia + 6,4mg/kg/dia BID) // (30/mg/kg/dia BID) // 3. Ceftriaxona Intramuscular (3doses) // Clindamicina ( 50mg/kg/dia IM MID – 3D )  (se não tiver boa resposta em 72h)  Vacinadas / Sem critério de risco: – amoxi+clavul 40mg/kg/dia Não vacinadas / OMA bilateral / Otorreia: - amoxi+clavul 90mg/kg/dia  Otorrinolaringologista (Paracentese Timpânica, Cultura, Antibiograma)
  • 18.
    OTITE MÉDIA AGUDA Antibiotioterapia: (ALERGIAÀ PENICILINAS): 1. Macrolídeo (Azitromicina, Claritromicina) 2. Clindamicina * Cefuroxima axetil (30mg/kg/dia BID) ou Claritromicina (15mg/kg/dia BID) 
  • 19.
  • 20.
    OTITE MÉDIA AGUDA TratamentoExpectante com Prescrição Antecipada - Contraindicada (Explanar sobre melhora espontânea) Tratamento: X
  • 21.
    OTITE MÉDIA AGUDA Tratamento: Analgésicos Sistêmicos!  Antitérmicos !
  • 22.
  • 23.
    Resistência Bacteriana aoATB: Resistência do Streptococcus pneumoniae à Penicilina (mecanismos geneticamente mediados)  9,9% de resistência à Penicilina (1999-2008)  80% de resistência ao SMX-TMP  13% de resistência à eritromicina e clindamicina  5,6% resistência à Ceftriaxona  Ausência de resistência ao cloranfenicol, ofloxacina, rifampicina, vancomicina OTITE MÉDIA AGUDA
  • 24.
    OTITE MÉDIA AGUDA ResistênciaBacteriana ao ATB:  Resistência de 12% dos Haemophilius influenzae à Penicilina  Resisência de 92% de Moraxella Catharralis à Pencilina (1997-1998) (produção de betalactamases)
  • 25.
  • 26.
    AMIGDALITE  Tonsilite –Inflamação Amígdalas / Tonsilas Palatinas Anel de Waldeyer
  • 27.
    AMIGDALITES VIRAIS  <3 Anos  Predomina:  Rhinovirus,  Adenovirus,  Influenza,  Parainfluenza,  Vírus Respiratório Sincicial,  Epstein-Barr  Coxsackie  Herpes Simplex
  • 28.
    AMIGDALITES VIRAIS VIRAL BACTERIANA -Inicio Gradual - Inicio Súbito - Sintomas de leve intensidade - Dor faríngea, - Dor de garganta e disfagia - Odinofagia - Mialgia - Otalgia reflexa. - Coriza hialina, espirros, obstrução nasal - Ausência de sintomatologia nasal ou laringo-traqueal. - Tosse, rouquidão - < 3 anos - > 3 anos (pico de incidência entre 5 a 10 anos de idade, mas podem ocorrer em crianças menores de 3 anos e em adultos maiores de 50 anos) - Febre baixa a moderada - Febre elevada (com queda do estado geral) - Ausência de adenopatia ou adenopatia difusa - Adenomegalia dolorosa (limitada em cadeia jugulo-digástrica) - Tonsilas podem estar aumentadas, mas frequentemente não há exsudato - Hipertrofia e hiperemia de amígdalas - Exsudato tonsilar purulento - Conjuntivite - Petéquias no palato. - Hiperemia difusa da faringe - Erupção escarlatiniforme - Vesículas e úlceras - Sinais de alerta: Náuseas e vômitos SintomasExtra-faríngeos
  • 29.
    AMIGDALITES VIRAIS Adenovírus FaringoamigdaliteExsudativa Prolongada + Conjuntivite Epstein Barr Linfadenopatia Generalizada + Esplenomegalia Coxsackie e Herpes Simplex Estomatite + Faringite + Lesões Vesiculares ou Ulcerativas
  • 30.
    AMIGDALITES VIRAIS Tratamento Sintomático Repouso no período febril.  Estimular ingestão de líquidos não ácidos e não gaseificados e de alimentos pastosos, de preferência frios ou gelados.  Analgésico e antitérmico: acetaminofeno ou ibuprofeno.  Irrigação da faringe com solução salina isotônica morna.
  • 31.
    AMIGDALITES BACTERIANAS Agentes EtiológicosBacterianos (10 a 15%)  Streptococcus pyogenes (Estreptococo Beta-Hemolítico do grupo A) (20 a 30% das faringotonsilites agudas em crianças em idade escolar e adolescentes)  Mycoplasma pneumoniae  Staphylococcus aureus  Haemophilus sp  Moraxella catarrhalis
  • 32.
    AMIGDALITES BACTERIANAS GAS  Emgeral infecções benignas autolimitadas, sem complicações  Complicações: faciíte necrotizante, complicações renais e cardíacas Não supurativas  Escarlatina  Febre reumática  Glomerulonefrite  Síndrome do choque tóxico estreptocóccico Supurativas  Abscesso periamigdaliano  Abscesso parafaríngeo  Infecções do espaço retrofaríngeo  Otite média  Sinusite Aguda
  • 33.
    AMIGDALITES BACTERIANAS Epidemiologia  Pico– Inverno e Primavera  Crianças e Adolescentes (> 5 anos)  Escolas
  • 34.
    AMIGDALITES BACTERIANAS Sinais eSintomas  Odinofagia  Mal estar moderado  Febre alta  Náuseas Vômitos e Desidratação  Hiperemia - Mucosa Faringoamigdaliana  Edema  Exsudato  Adenopatia Cervical Dolorosa  Exantema Escarlatiniforme (pouco comum)  Sinal de Forchheimer
  • 35.
  • 36.
  • 37.
    AMIGDALITES BACTERIANAS Diagnóstico Etiológicodefinitivo:  Cultura de material da Orofaringe (p. ouro)  Teste Rápido para Detecção de antígeno estreptocócico (Imunoensaios, aglutinação Látex) (falsos negativos)  ASLO (anti-estreptolisina O) (estreptococco A C e G, varia idade e ATBs)
  • 38.
    AMIGDALITES BACTERIANAS Quando Tratar? Teste Rápido Positivo  Na Espera do Resultado da Cultura (controverso)  Cultura Positiva Clínica sugestiva + Antígeno rápido positivo = Tratamento Clínica sugestiva + Antígeno rápido negativo = Cultura Clínica muito sugestiva - Sem exames = Tratamento Clínica sugestiva + Antígeno rápido negativo + Cultura negativa = Rever o Diagnóstico  + Sintomáticos
  • 39.
  • 40.
    AMIGDALITES BACTERIANAS Princípios doUso Racional de Antibióticos nas Amigdalites:  Basear o Diagnóstico em testes microbiológicos laboratoriais, juntamente com achado epidemiológicos e clínicos  Tratar apenas as infecções causadas pelo GAS ou outras etiologias bacterianas específicas  Selecionar a Penicilina/Amoxicilina, que continua sendo o ATB de eleição  Otimização do atendimento à criança com amigdalite  Disponibilidade de testes microbiológicos acurados  Eficácia da Estratégia Diagnóstica  Menor Utilização de ATB  Redução da Seleção de Bactérias Resistentes  Vantagem para a Saúde Pública
  • 41.
  • 42.
  • 43.
  • 44.
    Referências PITREZ, P. M.C.; PITREZ, J. L. B. Infecções àgudas das vias aéreas superiores – diagnóstico e tratamento ambulatorial. Jornal de Pediatria vol.79. 2003. SAFFER, M.; BELLIZIA NETO, L. Otite Externa. IV Manual de Otorrinolaringologia Pediátrica da IAPO. Disponível em: <http://www.iapo.org.br/manuals/34-2.pdf > Acesso em 24/04/17 SHIRAMIZO, S. C. P. L. Protocolo Assistencial – Faringoamigdalites em Crianças e Adolescentes Diretrizes para Diagnóstico e Tratamento. Albert Einstein, Sociedade Beneficente Israelita Brasileira. 2012 SIH, T. Otites e Amigdalite - Painel de Atualização sobre a Dor Infantil . 2010. Disponível em: < https://www.medlink.com.br/sites/default/files/artigos/dor/otite-e-amigdalite.pdf> Sociedade Brasileira de Pediatria. PRONAP - Programa Nacional de Educação Continuada em Pediatria – CICLO XIII. Fasc . 2: Otorrinolaringologia Pediátrica – Otite Média Aguda. WECKX, L. L. M.; SAKANO, E. Antibióticos em Otorrinolaringologia Pediátrica. Antimicrobianos na Prática Clínica Pediátrica – Guia Prático para Manejo no Ambulatório, na Emergência e na Enfermaria. Mod B. Fasc XIV. PRONAP – Programa Nacional de Educação Continuada em Pediatria.

Notas do Editor

  • #4 Orelha externa – timpano – orelha media (onde fica ossiculos, martelo estribo bigorna) Orelha interna - intraossea
  • #11 A primeira são resfriados comuns
  • #17 Bilateral – 20% beneficio Unilateral – 6% beneficio
  • #18 Ceftriaxona – cefalosporina de 3ª geração Cefdinir > cefalosporina de 3ª geração Cefpodoxima > 3ª geração Vacinadas / sem criterio de risco – amoxi+clavul 40mg/kg/dia Não vacinadas / oma bilateral / otorreia - amoxi+clavul 90mg/kg/dia
  • #19 Cefuroxima > cefalosporina de 2ª geração
  • #28 Adenovírus - Faringoamigdalite exsudativa Prolongada + Conjuntivite Epstein Barr - linfadenopatia generalizada + esplenomegalia Coxsackie e Herpes Simplex - estomatite + faringite + lesões vesiculares ou ulcerativas
  • #39 - Na espera da cultura - medicamentos sintomaticos apenas -Tratamento empirico nao eh o ideal (ATB desnecessario)