Seminário de Integração IDST - Sífilis
Componentes:Aíla Pinheiro
Camila Maria
Gleydson Abreu
Isabela Morais
Monica Luzana
Rayara Ellen
Samara Jácome
Thiago de Souza
Wellison FontesCaso ClínicoMulher35 anos, negra, casada, natural de Pipa/RN, procedente de Parnamirim onde reside há 03 anos, procura UBS de Vale do Sol, queixando-se de manchas pelo corpo há uma semana. 	Relatava a mesma que sua doença teve início há uma semana quando percebeu manchas pelo corpo todo, principalmente em mãos e pés, porém, não “pinicava”.		Negava febre ou outra sintomatologia, porém lembrou que vinha perdendo peso e uma falta de apetite, além de uma queda de cabelo que a mesma afirmava que era devido à uma anemia “mal tratada” desde a última gestação há cinco anos.Rayara Ellen
Caso ClínicoRelataaindaque a vizinhavinhapercebendo “falhas” emsuassobrancelhas.Casadahádezanos, monogâmica, evangélica, mãe de doisfilhos com idade de 5 e 7 anos. Desconhecevacinasdainfância e nafaseadulta, apenas no pré-natal (SIC).Aoexamefísicorevelou: EGB, eupnéica, afebril, descorada (+/+4), anictérica, orientada. Auscultacardiopulmonar nada revelou de alteração. Rayara Ellen
Caso Clínico		Abdomen mostrou-se globoso, as custas de intensotecidoadiposo, flácido, indolor à palpaçãoprofunda.Hepatomegalia leve. Pele com eritema difuso, não tendo áreas de escoreação, pápulas mais evidentes em tronco e membros superiores. Pêlos rarefeitos em supercílios.		Diante do caso clínico o médico da UBS pensa em uma DST; questiona sobre o marido que afirma a paciente gozar de boa saúde, não bebe há cerca de 2 anos quando passou a ser evangélico.Rayara Ellen
Caso Clínico		Porém, o médico não satisfeito, questiona sobre o passado, quando a paciente lembra que  esposo teve, a mais ou menos 2 anos, uma úlcera na glande do pênis, que sarou sem precisar vir ao posto.		Diante da suspeita de DST, o médico prescreve uma penicilina e solicita alguns exames, além de fazer orientação sexual.Rayara Ellen
DSTDoença Sexualmente Transmissível
Formas de transmissão:- Direta: Contato Sexual.- Indireta: Compartilhamento de Utensílios  Pessoais (roupa íntima) ou Manipulação Indevida de Objetos Contaminados (lâminas e seringas).Monica Luzana
DST	Principais DSTs: Monica LuzanaCancro moleAIDSGonorréia;SífilisHerpes
DSTDados Epidemiológicos		A OMS estima em 340 milhões o número de casos novos de DST curáveis (sífilis, gonorréia, clamídia, tricomoníase). Monica Luzanahttp://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0365-05962006000200002&script=sci_arttext
DSTQuem pode contrair uma DST ?Dificuldade no controle das DSTsOs fatores sociais e culturais  -	Educação sexual;  -	Não gostar de usar preservativos;  -	Demora na busca por assistência;  -	Preferência por serviços alternativos;Monica Luzana
DSTNão Realizar ou Não Concluir o Tratamento Prescrito
Falta de orientação e aconselhamento;
Acreditar que o desaparecimento dos sintomas significa a cura;
Efeitos colaterais e custo do tratamento.
Comportamentos Sexuais
Relações com mais de um parceiro;
Relações com um parceiro que teve/tem relações sexuais com outros;
Relações sexuais na presença de sintomas ou sinais de DST.Monica Luzana
SífilisÉ uma doença infecciosa, bacteriana, de transmissão 95% sexual e de evolução crônica e sistêmica, produzida pelo Treponema pallidum.Gleydson Abreu
SífilisTeorias
Colombiana:Ruy Dias – Da Enfermidade Serpentina de Isla.Restos Ósseos.Pré-Colombiana:                             (1) Chineses, Gregos e Bíblicos; Restos ósseos.África: Origem.Migrações / Mutações. 1ª carateum ; 2ª pertenue  Caráter Sexual                                             (2)Gleydson Abreu
SífilisGrande Epidemia Final Séc. XVI1903: Élie Metchnikoff e Émile Roux -  reprodução experimental   (3)                                                                                   (4)Gleydson Abreu
Sífilis1905: Shaudinn e Hoffman – Descoberta do T. Pallidum (5)http://www.gefor.4t.com/arte/fotos/infectio50.jpg&imgrefurGleydson Abreu
Sífilis1906: Wasserman, Neisser e Brock – anticorpos lipoídicos(6)                                                                      (7)Gleydson Abreu
Sífilis1910: Paul Erlich – SalvarsanGuerra do Salvarsan: Alemanha anti-semita, religiosos fanáticosLiberação do medicamento(8)                                                                             (9)Gleydson Abreu
Sífilis1928: Alexandre Fleming – penicilina (10)1944: Mahoney, Arnold e Harris – introduz penicilina no tratamentoGleydson Abreu
SífilisDados Epidemiológicos: LACEN – 2560 testes: VDRL 176 positivos Teste VDRL, HIV, entre outros Gleydson Christian
Sífilis	- Grupos Mais Vulneráveis: Jovens, pessoas promíscuas, prostitutas, homossexuais.- Brasil 2003 – Estimativa: 937.000 (PN-DST/AIDS, 2003 )- Sífilis congênita entre 1998 e 2004 totalizaram 24.448 (Ministério da Saúde; 2005).-  Nos países tropicais, conforme a região, é a segunda ou terceira causa de úlcera genital (Syphilis in adult. SexTransmInfect. 2005; 81: 448-52.).- No mundo a OMS estimou em 1995 um total de 12 milhões de casos novos.Gleydson Christian
SífilisEtiologiaFamília dosTreponemataceaeGênero Treponema  Treponema pallidum  subesp.  pallidum - SífilisAnais Brasileiros de Dermatologia Vol 81 Número 2 - 2006Camila Maria
SífilisTreponema pallidumsubsppallidum- Move-se por rotação do corpo em volta dos filamentos.- Não é cultivável. É patógeno exclusivo do ser humano.- É destruído pelo calor e pela falta de umidade, não resistindo muito tempo fora do seu ambiente (26 horas).-  Divide-se transversalmente a cada 30 horas.Camila Maria
SífilisTreponemaSistema LinfáticoEtiopatogeniaPenetraçãoDisseminaçãoSistêmicaResposta da Defesa LocalComplexos Imunes Circulantes que se Depositam em Vários Órgãos Referência:  Anais Brasileiros de Dermatologia Vol 81 Número 2 - 2006Camila Maria
SífilisTransmissãoVia Sexual (SífilisAdquirida) e Verticalmente (SífilisCongênita).O risco de contágiovaria de 10% a 60%.	95% se dápelocontato genital com lesõesinfectantes.Indireta (objetoscontaminados, tatuagem) e TransfusãoSanguínea.Camila Maria
Sífilis AdquiridaManifestações Clínicas:Recente: Sífilis Primária
 Sífilis Secundária
 Sífilis LatenteTardia:Sífilis Terciária (Tegumentar, Cardiovascular, Neurossífilis, Meningovascular).Isabela Morais
Sífilis Primária10 a 90 dias após o primeiro contato com a bactéria
Lesão Ulcerada: Sinfiloma ou Cancro Duro- Geralmente único;Bordas bem definidas;
Avermelhada;
Indolor;
Secreção serosa e transparente;
Altamente infeccioso.Isabela Morais
Sífilis PrimáriaLocalização (Onde a Infecção entrou no Organismo) :Mucosas (Boca ou Órgãos sexuais)Pele   Desaparece após 3 a 6 semanas.Isabela Morais
Sífilis PrimáriaIsabela MoraisAcompanha-se em 1 a 2 semanas de adenopatia regional não supurativa e indolorDesaparece espontaneamente em 3 a 6 semanas sem deixar cicatrizes90% a 95% nos genitais
Sífilis PrimáriaPode Ser Extra GenitalIsabela Morais
Sífilis Secundária2 a 6 meses após a infecção;
6 a 8 semanas após o cancro duro;
Erupção generalizada, simétrica, aspecto variável;
Evolui em surtos, que regridem espontaneamente, seguidos de períodos assintomáticos cada vez maiores;
Lesões polimorfas:
Lesões maculosas(roseóleas sifilíticas);
Lesões papulosas(psoríase);
Lesões pustulosas.Aíla Pinheiro
Sífilis SecundáriaAs sífilis secundárias se distribuem pelo tronco, face, área peribucal, sulcos nasogenianos e na palmoplantar.Lesões descamativas  -  colar descamativo ao longo da periferia das lesões;Lesões mucosas  - na cavidade oral, regiões genitais e perianal.Aíla Pinheiro
Sífilis SecundáriaAíla PinheiroReferência:  Fotos- Anais Brasileiros de Dermatologia Vol 81 Número 2 – 2006http://www.medicinageriatrica.com.br/2008/01/page/7/
Sífilis SecundáriaAíla Pinheirohttp://dermatlas.med,
Sífilis SecundáriaMicropoliadenopatia generalizadaA sintomatologia geral é discreta e incaracterística, com:Mal-estar, astenia, anorexia, febre baixa, cefaléia, meningismo, artralgias, mialgias, periostite, faringite, rouquidão, hepatoesplenomegalia, síndrome nefrótica, neurite do auditivo e iridociclite.Lesões do secundarismo podem ser sucedidas pelo “colar de Vênus”.Alopecia em clareiraAíla Pinheiro
Sífilis SecundáriaAíla PinheiroFontes: http://dermatlas.med, http://www.scielo.br/img/revistas/abd/v80n1/a09fig03.jpg, http://bymmartis.blogspot.com/2010/05/estrutura-esqueletica.html
Sífilis SecundáriaVARIANTES DA SÍFILIS SECUNDÁRIAAíla PinheiroReferência:  Fotos- Anais Brasileiros de Dermatologia Vol 81 Número 2 - 2006
Sífilis TerciáriaFase Tardia da doença;Surge após um período de 2 a 30 anos;Lesões envolvendo pele e mucosas, sistema cardiovascular e nervoso.Thiago de Souza
Sífilis TerciáriaThiago de SouzaFígadoOssosSífilis terciária (Visceral)CoraçãoCérebroO O Treponema se espalha    produzindo lesões em  vários órgãosadaptação
Sífilis TerciáriaSífilis não tratadas:Thiago de Souza16%37%Tegumentares10%SÍFILIS TERCIÁRIACardiovascularesFonte: http://scielo.unam.mx6%NeurossífilisLesão TegumentarFonte: http://mdsaude.com
Sífilis TerciáriaNão são contagiosas;Únicas ou pouco numerosas;Assimétricas;Localizadas e destrutivas;Deixa cicatrizes atróficas e não retráteis.Thiago de SouzaLesão Tegumentar - GomaAparecem após 2 anos de evolução
Sífilis TerciáriaLesão Tegumentar - GomaThiago de Souza Referência:  Anais Brasileiros de Dermatologia Vol 81 Número 2 - 2006
Sífilis TerciáriaLesão CardiovascularInsuficiência  aórtica;Aneurismas da aorta torácica e abdominal;Estenose do óstio da coronária, resultando em angina.Thiago de Souza
Sífilis TerciáriaNeurossífilisAcometimento do SNC pelo T.Pallidum;Formas Clínicas:Meningovascular;Parenquimatosas:Thiago de Souza Paralisia Geral Progressiva;
 Tabes Dorsal
 Atrofia ÓpticaIMAGEM: http://educacao.uol.com.br/biologia/ult1698u48.jhtm
SífilisDiagnóstico LaboratorialProvas DiretasExame em campo escuroRápido, baixo custo e definitivo.

Caso clínico sífilis