O CONHECIMENTO: INTRODUÇÃO
DOCENTE
ANDREIA REGINA MOURA MENDES
atenasregina@yahoo.com.br
O CONHECIMENTO COMO CARACTERÍSTICA DA HUMANIDADE
 As várias espécies animais apresentam padrões de comportamento que ordenam sua
  vida comunitária a partir da herança genética ou instintiva de cada espécie.
 O homem também desenvolveu processos de convivência e estratégias de
  sobrevivência, apresentando atividades “instintivas” ao mesmo tempo que demonstra
  habilidades fruto do aprendizado.
 Nem todo o comportamento humano se desenvolve automaticamente. As crianças
  dependem dos adultos e da aprendizagem para formar-se enquanto humanos,
  adquirindo determinados comportamentos.
 Nos demais animais, as características genéticas predominam. Nos homens é necessário
  um longo aprendizado transmitido pelas gerações anteriores para que o mesmo possa
  sobreviver e criar.
 A possibilidade de criação de sistemas simbólicos, deu ao homem a supremacia sobre as
  demais formas vivas. Através da linguagem, a humanidade dá sentido ao mundo ao
  seu redor, significando suas experiências e transmitindo suas impressões para a
  posteridade.


                                   atenasregina@yahoo.com.br
• “O Homo sapiens é capaz de comunicar sua
experiência vivida através do discurso significativo.”




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A TRANSMISSÃO DAS CAPACIDADES E HABILIDADES
 O homem é a única espécie que pensa, capaz de transformar suas
  experiências em um discurso válido e transmiti-lo para outros de sua
  espécie.
 Imagina ações e reações dentro do campo do simbólico, recriando
  sentimentos e emoções mesmo quando não estimulado.
 Sendo o único ser vivo apto à apreender as dimensões temporais, pode
  fazer projeções para o futuro e avaliar o passado.
 O homem estabelece uma relação de conhecimento, avaliação,
  significados e domínio sobre o mundo que o cerca.
 A relação estabelecida com a natureza e a conseqüente transformação do
  mundo natural chamamos de cultura.
 A sociabilidade gerou-se a partir das relações com o meio e das
  representações construídas que provocando modos próprios de vida.

                             atenasregina@yahoo.com.br
• “Uma vez que cada cultura tem suas próprias raízes,
 seus próprios significados e características, todas elas
 são qualitativamente comparáveis. Enquanto culturas,
  todas são igualmente simbólicas, fruto da capacidade
   criadora do homem e adaptadas a uma vida comum
     em determinado espaço e tempo nesse contínuo
  recriar, compartilhar e transmitir a experiência vivida
                      e aprendida.”

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AS CULTURAS COMO PROCESSO
• O conhecimento surgiu da capacidade humana de pensar o mundo e de atribuir
  significado à realidade.
• Desde a pré-história que o homem supera os obstáculos naturais de forma
  criativa, modificando o meio e buscando explicações sobre si e a natureza que o
  cerca.
• O desenvolvimento da capacidade simbólica e da linguagem diferenciou os
  primeiros grupos humanos que, procuraram estabelecer interpretações em torno
  dos fatos que os envolviam, originando novos conhecimentos.
• Cada novo desafio posto criava-se a possibilidade de uma nova resposta, dando
  origem ao trabalho, ao ritual e a tradição.
• As culturas humanas deram respostas diferentes aos desafios impostos pelo meio
  ambiente, o que foi determinado pela dinâmica cultural comum a cada grupo.

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A CIÊNCIA COMO RAMO DO CONHECIMENTO
• Egito antigo: conhecimentos de geometria elaborados a partir do
  controle das águas do rio Nilo. Aplicação deste conhecimento na
  construção das pirâmides e templos. Saberes ligados à crença na vida
  após a morte e retorno do Ka.
• Grécia antiga: o saber como um fim em si próprio, associado à vida
  prática ou à solução de problemas metafísicos. Surgimento da
  filosofia e da ciência. Os gregos abandonaram as explicações míticas
  e a crença na interferência de forças sobrenaturais na vida humana
  para uma compreensão centrada na razão, o que propiciou o chamado
  milagre grego.

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O MILAGRE GREGO- O ESPÍRITO ESPECULATIVO
• A partir da reflexão filosófica, o aparecimento de vários saberes ou disciplinas:
  geometria, aritmética, astronomia, medicina.
• O uso da razão para alcançar a verdade e o desprezo ao mito e às forças
  sobrenaturais.
• Sistematização e estudo do objeto a partir de uma perspectiva racionalista.
• Desenvolvimento do conhecimento enquanto atividade abstrata, desligada de
  aplicabilidade e de uma finalidade religiosa.
• Surgimento do conceito de ética.
• O homem grego era dotado da intenção pura e simples de pensar e agir sobre o
  meio.
• O pensamento filosófico envolvia uma sistematização de todos os outros campos
  dos saberes, possibilitando ao homem uma nova forma de explicar o mundo e sua
  relação com o mesmo.            atenasregina@yahoo.com.br
O CONHECIMENTO E OS PRIMEIROS FILÓSOFOS
• Indagações principais dos filósofos pré-socráticos:
  Por que as coisas existem?
  O que é o mundo?
  Qual a origem da natureza e quais as causas de sua transformação?
  O que é o Ser?
• Preocupação dos primeiros filósofos com a origem e a ordem do
  mundo: kosmos.
                • Vamos refletir sobre estas questões?



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A PREOCUPAÇÃO COM O CONHECIMENTO
• Heráclito de Éfeso: considerava a natureza como um fluxo perpétuo.
  “Não podemos banhar-nos duas vezes no mesmo rio, porque as águas nunca são
  as mesmas e nós nunca somos os mesmos”. p. 110.
• Diferença entre o conhecimento obtido pelos nossos sentidos e aquele alcançado
  pelo nosso pensamento.
• Parmênides de Eléia: afirmava que pensar é dizer o que um ser é em sua
  identidade profunda e permanente. Pensar e sentir são diferentes.
• “(...) percebemos mudanças impensáveis e devemos pensar identidades
  imutáveis”. p. 111.
• Demócrito de Abdera: a realidade é constituída por átomos, que sendo diferentes
  em suas formas, combinam-se produzindo a variedade de seres.


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SÓCRATES E OS SOFISTAS
• Sofistas: “(...) não podemos conhecer o Ser, mas só podemos ter
  opiniões subjetivas sobre a realidade”.
• Para os sofistas, a linguagem é o instrumento principal para o homem
  relacionar-se com a realidade e com os outros homens. A linguagem é
  mais importante do que a percepção e o pensamento.
• Sócrates afirmava que a verdade pode ser conhecida, mas primeiro
  devemos nos afastar das ilusões dos sentidos e das palavras ou das
  opiniões e alcançar a verdade pelo pensamento.



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PLATÃO
• Introdução na filosofia da ideia que existem várias maneiras de
  conhecer ou graus de conhecimento ( com ausência do verdadeiro ou
  do falso).
• Segundo Platão o conhecimento tem 4 graus: crença, opinião,raciocínio
  e intuição intelectual.
• O mito da caverna.
• Separação radical entre o conhecimento sensível (crença e opinião) e o
  conhecimento intelectual (raciocínio e intuição intelectual). Apenas
  este último alcança o Ser e a verdade. O conhecimento sensível
  alcança as aparências das coisas.
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ARISTÓTELES
• Distingue sete formas de conhecimento, que vão de um grau menor a
  um grau maior de verdade: sensação, percepção, imaginação,
  memória, linguagem, raciocínio e intuição.
• O conhecimento é formado a partir das informações coletadas nos
  diferentes graus. Defende uma continuidade entre o conhecimento
  sensível e o intelectual.
• O conhecimento da intuição intelectual nos dá acesso ao conhecimento
  pleno da realidade.



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PRINCÍPIOS GERAIS
• As fontes e formas do conhecimento: sensação, percepção, imaginação, memória,
  linguagem, raciocínio e intuição intelectual.
• Distinção entre o conhecimento sensível e o conhecimento intelectual.
• Papel da linguagem no conhecimento.
• Diferença entre opinião e saber.
• Diferença entre aparência e essência.
• Definição dos princípios do pensamento verdadeiro: identidade, não-contradição,
  terceiro excluído. Da forma: do conhecimento verdadeiro: ideias, conceitos e
  juízos. Dos procedimentos para alcançar o conhecimento verdadeiro: indução,
  dedução, intuição.

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• “Para os gregos, a realidade é a Natureza e dela
  fazem parte os humanos e as instituições
  humanas. Por sua participação na Natureza, os
  humanos podem conhecê-la, pois são feitos dos
  mesmos elementos que ela e participam da
  mesma inteligência que a habita e dirige.” p. 113


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OS FILÓSOFOS MEDIEVAIS: FÉ E SABER
• O problema do conhecimento foi considerado anterior à ontologia e pré-condição
  para a Filosofia e as ciências.
• Idade Média: o cristianismo rompeu com a ideia grega de participação direta e
  harmoniosa entre o nosso intelecto e a verdade, nosso ser e o mundo.
• Os filósofos cristãos fizeram a distinção entre: fé e razão, verdades reveladas e
  verdades racionais, matéria e espírito, corpo e alma. Considerou o erro e a ilusão
  como partes da natureza humana.
• “Os primeiros filósofos cristãos e os medievais afirmaram que podemos conhecer
  a verdade, desde que a razão não contradiga a fé e se submeta a ela no tocante
  às verdades últimas e principais.”p. 114


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OS FILÓSOFOS MODERNOS E A TEORIA DO CONHECIMENTO
• Separação entre fé e razão: destinadas a conhecimentos diferentes e
  sem qualquer relação entre si.
• Explicar como a alma-consciência, embora diferente dos corpos, pode
  conhecê-los. Este conhecimento é possível porque a alma os
  representa através das ideias.
• Explicar como a razão e o pensamento podem tornar-se mais fortes
  que a vontade e controlá-la para que evite o erro.
• A filosofia moderna começa pelo exame da capacidade humana de
  conhecer, pelo entendimento ou sujeito do conhecimento.

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A RAZÃO À SERVIÇO DO INDIVÍDUO E DA SOCIEDADE
• A razão esteve a serviço do homem e da sociedade desde a sociedade clássica
  grega até o Império romano.
• Na Idade Média a razão passou a ser considerada um instrumento auxiliar da fé,
  sendo alguns filósofos clássicos tomados como referência para a cristandade,
  principalmente Platão e Aristóteles.
• Neste período, a fé religiosa passou a condicionar a sociedade, impondo valores e
  exigindo comportamentos específicos.
• O saber estava restrito às ordens religiosas.
• No Renascimento, ocorreu o fenômeno do humanismo, que trouxe o homem para
  o centro das preocupações e produções artísticas e científicas.
• A partir do século XVII, a ciência teve um novo impulso, determinando grandes
  avanços em torno do conhecimento das leis naturais e para a criação de um
  método científico.

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ESCOLA DE ATENAS. RAFAEL SANZIO




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BIBLIOGRAFIA
• CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 1995.
• COSTA, Cristina. Sociologia: introdução à ciência da sociedade. 3ª ed.
  São Paulo: Moderna, 2006. 415p.




                              atenasregina@yahoo.com.br

O conhecimento

  • 1.
  • 2.
  • 3.
    O CONHECIMENTO COMOCARACTERÍSTICA DA HUMANIDADE  As várias espécies animais apresentam padrões de comportamento que ordenam sua vida comunitária a partir da herança genética ou instintiva de cada espécie.  O homem também desenvolveu processos de convivência e estratégias de sobrevivência, apresentando atividades “instintivas” ao mesmo tempo que demonstra habilidades fruto do aprendizado.  Nem todo o comportamento humano se desenvolve automaticamente. As crianças dependem dos adultos e da aprendizagem para formar-se enquanto humanos, adquirindo determinados comportamentos.  Nos demais animais, as características genéticas predominam. Nos homens é necessário um longo aprendizado transmitido pelas gerações anteriores para que o mesmo possa sobreviver e criar.  A possibilidade de criação de sistemas simbólicos, deu ao homem a supremacia sobre as demais formas vivas. Através da linguagem, a humanidade dá sentido ao mundo ao seu redor, significando suas experiências e transmitindo suas impressões para a posteridade. atenasregina@yahoo.com.br
  • 4.
    • “O Homosapiens é capaz de comunicar sua experiência vivida através do discurso significativo.” atenasregina@yahoo.com.br
  • 5.
    A TRANSMISSÃO DASCAPACIDADES E HABILIDADES  O homem é a única espécie que pensa, capaz de transformar suas experiências em um discurso válido e transmiti-lo para outros de sua espécie.  Imagina ações e reações dentro do campo do simbólico, recriando sentimentos e emoções mesmo quando não estimulado.  Sendo o único ser vivo apto à apreender as dimensões temporais, pode fazer projeções para o futuro e avaliar o passado.  O homem estabelece uma relação de conhecimento, avaliação, significados e domínio sobre o mundo que o cerca.  A relação estabelecida com a natureza e a conseqüente transformação do mundo natural chamamos de cultura.  A sociabilidade gerou-se a partir das relações com o meio e das representações construídas que provocando modos próprios de vida. atenasregina@yahoo.com.br
  • 6.
    • “Uma vezque cada cultura tem suas próprias raízes, seus próprios significados e características, todas elas são qualitativamente comparáveis. Enquanto culturas, todas são igualmente simbólicas, fruto da capacidade criadora do homem e adaptadas a uma vida comum em determinado espaço e tempo nesse contínuo recriar, compartilhar e transmitir a experiência vivida e aprendida.” atenasregina@yahoo.com.br
  • 7.
    AS CULTURAS COMOPROCESSO • O conhecimento surgiu da capacidade humana de pensar o mundo e de atribuir significado à realidade. • Desde a pré-história que o homem supera os obstáculos naturais de forma criativa, modificando o meio e buscando explicações sobre si e a natureza que o cerca. • O desenvolvimento da capacidade simbólica e da linguagem diferenciou os primeiros grupos humanos que, procuraram estabelecer interpretações em torno dos fatos que os envolviam, originando novos conhecimentos. • Cada novo desafio posto criava-se a possibilidade de uma nova resposta, dando origem ao trabalho, ao ritual e a tradição. • As culturas humanas deram respostas diferentes aos desafios impostos pelo meio ambiente, o que foi determinado pela dinâmica cultural comum a cada grupo. atenasregina@yahoo.com.br
  • 8.
    A CIÊNCIA COMORAMO DO CONHECIMENTO • Egito antigo: conhecimentos de geometria elaborados a partir do controle das águas do rio Nilo. Aplicação deste conhecimento na construção das pirâmides e templos. Saberes ligados à crença na vida após a morte e retorno do Ka. • Grécia antiga: o saber como um fim em si próprio, associado à vida prática ou à solução de problemas metafísicos. Surgimento da filosofia e da ciência. Os gregos abandonaram as explicações míticas e a crença na interferência de forças sobrenaturais na vida humana para uma compreensão centrada na razão, o que propiciou o chamado milagre grego. atenasregina@yahoo.com.br
  • 9.
    O MILAGRE GREGO-O ESPÍRITO ESPECULATIVO • A partir da reflexão filosófica, o aparecimento de vários saberes ou disciplinas: geometria, aritmética, astronomia, medicina. • O uso da razão para alcançar a verdade e o desprezo ao mito e às forças sobrenaturais. • Sistematização e estudo do objeto a partir de uma perspectiva racionalista. • Desenvolvimento do conhecimento enquanto atividade abstrata, desligada de aplicabilidade e de uma finalidade religiosa. • Surgimento do conceito de ética. • O homem grego era dotado da intenção pura e simples de pensar e agir sobre o meio. • O pensamento filosófico envolvia uma sistematização de todos os outros campos dos saberes, possibilitando ao homem uma nova forma de explicar o mundo e sua relação com o mesmo. atenasregina@yahoo.com.br
  • 10.
    O CONHECIMENTO EOS PRIMEIROS FILÓSOFOS • Indagações principais dos filósofos pré-socráticos: Por que as coisas existem? O que é o mundo? Qual a origem da natureza e quais as causas de sua transformação? O que é o Ser? • Preocupação dos primeiros filósofos com a origem e a ordem do mundo: kosmos. • Vamos refletir sobre estas questões? atenasregina@yahoo.com.br
  • 11.
    A PREOCUPAÇÃO COMO CONHECIMENTO • Heráclito de Éfeso: considerava a natureza como um fluxo perpétuo. “Não podemos banhar-nos duas vezes no mesmo rio, porque as águas nunca são as mesmas e nós nunca somos os mesmos”. p. 110. • Diferença entre o conhecimento obtido pelos nossos sentidos e aquele alcançado pelo nosso pensamento. • Parmênides de Eléia: afirmava que pensar é dizer o que um ser é em sua identidade profunda e permanente. Pensar e sentir são diferentes. • “(...) percebemos mudanças impensáveis e devemos pensar identidades imutáveis”. p. 111. • Demócrito de Abdera: a realidade é constituída por átomos, que sendo diferentes em suas formas, combinam-se produzindo a variedade de seres. atenasregina@yahoo.com.br
  • 12.
    SÓCRATES E OSSOFISTAS • Sofistas: “(...) não podemos conhecer o Ser, mas só podemos ter opiniões subjetivas sobre a realidade”. • Para os sofistas, a linguagem é o instrumento principal para o homem relacionar-se com a realidade e com os outros homens. A linguagem é mais importante do que a percepção e o pensamento. • Sócrates afirmava que a verdade pode ser conhecida, mas primeiro devemos nos afastar das ilusões dos sentidos e das palavras ou das opiniões e alcançar a verdade pelo pensamento. atenasregina@yahoo.com.br
  • 13.
    PLATÃO • Introdução nafilosofia da ideia que existem várias maneiras de conhecer ou graus de conhecimento ( com ausência do verdadeiro ou do falso). • Segundo Platão o conhecimento tem 4 graus: crença, opinião,raciocínio e intuição intelectual. • O mito da caverna. • Separação radical entre o conhecimento sensível (crença e opinião) e o conhecimento intelectual (raciocínio e intuição intelectual). Apenas este último alcança o Ser e a verdade. O conhecimento sensível alcança as aparências das coisas. atenasregina@yahoo.com.br
  • 14.
    ARISTÓTELES • Distingue seteformas de conhecimento, que vão de um grau menor a um grau maior de verdade: sensação, percepção, imaginação, memória, linguagem, raciocínio e intuição. • O conhecimento é formado a partir das informações coletadas nos diferentes graus. Defende uma continuidade entre o conhecimento sensível e o intelectual. • O conhecimento da intuição intelectual nos dá acesso ao conhecimento pleno da realidade. atenasregina@yahoo.com.br
  • 15.
    PRINCÍPIOS GERAIS • Asfontes e formas do conhecimento: sensação, percepção, imaginação, memória, linguagem, raciocínio e intuição intelectual. • Distinção entre o conhecimento sensível e o conhecimento intelectual. • Papel da linguagem no conhecimento. • Diferença entre opinião e saber. • Diferença entre aparência e essência. • Definição dos princípios do pensamento verdadeiro: identidade, não-contradição, terceiro excluído. Da forma: do conhecimento verdadeiro: ideias, conceitos e juízos. Dos procedimentos para alcançar o conhecimento verdadeiro: indução, dedução, intuição. atenasregina@yahoo.com.br
  • 16.
    • “Para osgregos, a realidade é a Natureza e dela fazem parte os humanos e as instituições humanas. Por sua participação na Natureza, os humanos podem conhecê-la, pois são feitos dos mesmos elementos que ela e participam da mesma inteligência que a habita e dirige.” p. 113 atenasregina@yahoo.com.br
  • 17.
    OS FILÓSOFOS MEDIEVAIS:FÉ E SABER • O problema do conhecimento foi considerado anterior à ontologia e pré-condição para a Filosofia e as ciências. • Idade Média: o cristianismo rompeu com a ideia grega de participação direta e harmoniosa entre o nosso intelecto e a verdade, nosso ser e o mundo. • Os filósofos cristãos fizeram a distinção entre: fé e razão, verdades reveladas e verdades racionais, matéria e espírito, corpo e alma. Considerou o erro e a ilusão como partes da natureza humana. • “Os primeiros filósofos cristãos e os medievais afirmaram que podemos conhecer a verdade, desde que a razão não contradiga a fé e se submeta a ela no tocante às verdades últimas e principais.”p. 114 atenasregina@yahoo.com.br
  • 18.
    OS FILÓSOFOS MODERNOSE A TEORIA DO CONHECIMENTO • Separação entre fé e razão: destinadas a conhecimentos diferentes e sem qualquer relação entre si. • Explicar como a alma-consciência, embora diferente dos corpos, pode conhecê-los. Este conhecimento é possível porque a alma os representa através das ideias. • Explicar como a razão e o pensamento podem tornar-se mais fortes que a vontade e controlá-la para que evite o erro. • A filosofia moderna começa pelo exame da capacidade humana de conhecer, pelo entendimento ou sujeito do conhecimento. atenasregina@yahoo.com.br
  • 19.
    A RAZÃO ÀSERVIÇO DO INDIVÍDUO E DA SOCIEDADE • A razão esteve a serviço do homem e da sociedade desde a sociedade clássica grega até o Império romano. • Na Idade Média a razão passou a ser considerada um instrumento auxiliar da fé, sendo alguns filósofos clássicos tomados como referência para a cristandade, principalmente Platão e Aristóteles. • Neste período, a fé religiosa passou a condicionar a sociedade, impondo valores e exigindo comportamentos específicos. • O saber estava restrito às ordens religiosas. • No Renascimento, ocorreu o fenômeno do humanismo, que trouxe o homem para o centro das preocupações e produções artísticas e científicas. • A partir do século XVII, a ciência teve um novo impulso, determinando grandes avanços em torno do conhecimento das leis naturais e para a criação de um método científico. atenasregina@yahoo.com.br
  • 20.
    ESCOLA DE ATENAS.RAFAEL SANZIO atenasregina@yahoo.com.br
  • 21.
    BIBLIOGRAFIA • CHAUI, Marilena.Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 1995. • COSTA, Cristina. Sociologia: introdução à ciência da sociedade. 3ª ed. São Paulo: Moderna, 2006. 415p. atenasregina@yahoo.com.br