FACES DA
     HISTÓRIA:
      AS NOVAS
    ABORDAGENS




                              atenasregina@yahoo.com.br
Professora Mestra
Andreia Regina Moura Mendes
JANO, DIVINDADE DO TEMPO
PASSADO E DO TEMPO FUTURO




                            atenasregina@yahoo.com.br
PARADIGMAS PARA A HISTÓRIA:
HISTÓRIA ECONÔMICA E HISTÓRIA
            SOCIAL
   A Escola dos Annales:
                 Annales
       História das mentalidades.
        História econômica.




                                                       atenasregina@yahoo.com.br
    
       História total.
       História narrativa.
       Conceito de longa e média duração.
       Uso de categorias: estrutura e conjuntura.

   Materialismo histórico:
                 histórico
     História enquanto processo dinâmico dialético.
     Caráter científico do conhecimento histórico.
     Análise das estruturas sociais.
     História social.
CRÍTICA AOS PARADIGMAS
              ANTERIORES
   Materialismo histórico:
     Reducionismo.




                                       atenasregina@yahoo.com.br
     Mecanicismo.
     Etapismo evolutivo.
   Escola dos Annale:
     Ambição de uma história total.
     Vazio teórico.
     Reduzido poder explicativo.
A HISTÓRIA HOJE EM DIA
 A transformação é a essência da História e o
  tempo é sua dimensão de análise
 Deve se evitar a idéia de que o processo histórico




                                                       atenasregina@yahoo.com.br
  está associado ao progresso. Afirmar que o
  processo histórico é dinâmico não significa dizer
  que ele obedece a um desenvolvimento linear.
 São os próprios homens, enquanto agentes da
  história os responsáveis pelas mudanças nestes
  processos.
 Importante fazer uma história que mesmo
  preocupada com o tempo passado esteja
  comprometida com a explicação da realidade
  presente.
atenasregina@yahoo.com.br
HISTÓRIA CULTURAL
   História Cultural:
   A representação como categoria central.
   Cultura enquanto um conjunto de sentidos




                                                            atenasregina@yahoo.com.br
    partilhados e elaborados pelos homens para explicar o
    mundo a sua volta.
   Produção de sentidos para a realidade.
   Encontro da história com a antropologia.
   Vinculação da micro-história com a macro-história: do
    tempo curto dos dados de um arquivo até o tempo
    macro de uma época.
   Utilização de novas fontes: memória oral, lendas,
    mitos, cultura material, construções etc.
   Perspectiva sociocultural.
   Renovação da história política.
atenasregina@yahoo.com.br
atenasregina@yahoo.com.br
  “O texto do historiador tem a
pretensão de ser verdadeiro, mas
toda estratégia narrativa envolve
  representação e reconstrução”.
                       PAUL RICOEUR
MUDANÇAS EPISTEMOLÓGICAS
         A REPRESENTAÇÃO
   A representação é a categoria central, ela envolve:
       Percepção
       Identificação




                                                            atenasregina@yahoo.com.br
       Reconhecimento
       Classificação
       Legitimação
       Exclusão
   As representações são portadoras do simbólico, pois:
    “carregam sentidos ocultos, que, construídos social e
    historicamente, se internalizam no inconsciente
    coletivo e se apresentam como naturais, dispensando
    a reflexão”.
   A     História    Cultural   transforma-se     numa
    representação que resgata as representações, ou seja,
    procura elaborar uma representação do que já foi
    representado.
O IMAGINÁRIO
   Sistema de idéias e imagens de representação coletiva.
   Produto construído pelo homem que atribui sentido ao mundo.
   Conjunto dotado de uma devida coerência e articulação
   Características de historicidade e abrangência.




                                                                                atenasregina@yahoo.com.br
   Saber-fazer que ordena o mundo, provocando a coesão ou o conflito.
   Tudo o que se considera realidade é o próprio imaginário.
   Imaginário como uma forma de realidade.
   Para a antropologia, o imaginário remete às noções de estruturas mentais,
    de tendências permanentes de organização do espírito humano. Eles são
    os arquétipos:
      Consciência de uma realidade transcendente.
      Idéia de morte, duplo e de além.
      Conceitos de alteridade e unidade.
      Atualização das origens.
      Decifração do futuro.
      Necessidade de evasão.
      Luta ou polarização dos conflitos.
INFLUÊNCIA DA ANTROPOLOGIA

   produção de uma nova narrativa.
   trabalhos tanto com o individual quanto com o coletivo.




                                                                   atenasregina@yahoo.com.br
   associação da análise com à descrição e a descoberta de
    novas fontes.
   o fato do historiador pode ser objeto de várias versões.
   sensibilidade na percepção e tradução da experiência
    humana no mundo.
   descrição densa: a antropologia indica como tratar as fontes
    nas suas possibilidades mais profundas e revelar
    significados.
   Clifford Geertz: defesa da unidade de sentidos. Procurar
    tecer com a fonte uma gama de relações e observações
    possíveis, em uma recomposição cuidadosa de toda a trama
    de significados socialmente estabelecidos.
   Marshall Sallins: ênfase na busca da diversidade ou da
    diferença entre as significações.
   busca pelo relativismo.
ILHAS DE HISTÓRIA
              MARSHALL SAHLINS
   Objetivo da obra: analisar as mudanças culturais
    provocadas pela chegada da segunda expedição do capitão
    James Cook nas ilhas havaianas.




                                                                 atenasregina@yahoo.com.br
     Dentro de um contexto histórico específico, o evento
    introduz a mudança na prática das categorias culturais.
   Teoria nativa: reino sagrado sendo fundado a partir da
    usurpação da dinastia já existente.
   Durante o festival Makahiki acontecia a passagem do ano
    novo e servia para reforçar o poder real. O capitão James
    Cook aportou na época destas celebrações, e por uma série
    de fatos foi transformado no deus-rival personificado, que
    voltou para continuar a luta cósmica e assim, restabelecer
    o seu poderio.
 “(...)
       a história havaiana certamente não é




                                                atenasregina@yahoo.com.br
  a única em demonstrar que a cultura
  funciona como uma síntese de estabilidade
  e mudança, de passado e presente, de
  diacronia e sincronia.”
                      (Sahlins, 2003, p. 180)
OBSERVANDO O ISLÃ
               CLIFFORD GEERTZ
   Objetivo da obra: realizar um estudo comparativo da
    religião muçulmana em diferentes contextos históricos.




                                                                 atenasregina@yahoo.com.br
   Oferecer uma explicação sobre os processos de mudanças
    que marcaram o islamismo em cada área de estudo.
   Busca pelo sentido mais geral dos processos de islamização
    no Marrocos e Indonésia.
   Observação das particularidades de cada cultura em
    análise, como também percepção das diferenças e variações
    internas.
   O Islã encontrou uma sociedade formada em cada país,
    mas lhe deu novas feições, favorecendo os processos de
    mudança a partir dos elementos e categorias encontrados
    dentro da própria sociedade.
 “Ofato de que somente um (futuro) foi




                                                 atenasregina@yahoo.com.br
 alcançado não prova que o presente estava
 implícito no passado, mas que na história,
 antes de acontecer, os eventos são
 possibilidades e passam a ser certezas
 somente depois.”
                         (Geertz, 2004, p. 71)
   “Representar é, pois, fundamentalmente, estar no




                                                       atenasregina@yahoo.com.br
    lugar de, é presentificação de um ausente, é um
    apresentar de novo, que dá a ver uma ausência. A
    idéia central é, pois, a da substituição, que
    recoloca uma ausência e torna sensível uma
    presença”.
                               Sandra Pesavento.
atenasregina@yahoo.com.br
HISTÓRIA IMEDIATA:
        HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA
   Domínio conceitual da história do tempo presente
   Necessidade de situar a história imediata dentro do
    conceito de contemporâneo




                                                                  atenasregina@yahoo.com.br
   Importância da categoria modernidade
   Utilização de novos documentos: fontes audiovisuais,
    sonoras e orais além de produções da mídia
   Equívocos comuns:
     Anacronismo
     Desconsideração dos contextos geradores de diferenças e
      semelhanças
    “É impossível compreender seu tempo para quem ignora todo o
      passado; ser uma pessoa contemporânea é também ter
      consciência das heranças, consentidas ou contestadas”
                                                    René Rémond
atenasregina@yahoo.com.br
COTIDIANO E HISTÓRIA LOCAL
   Busca pela articulação entre a história individual com
    a história coletiva.
    Associação entre cotidiano e história de vida.




                                                             atenasregina@yahoo.com.br


   Reflexão a respeito dos pressupostos da história do
    cotidiano e história local.
   História do cotidiano: uma história social capaz de
    redimensionar a visão política.
       História da vida privada.
   Ligação da história do cotidiano com a história
    cultural.
       O queijo e os vermes, Carlo Ginzburg.
   História do cotidiano enquanto objeto de estudo da
    história das mentalidades, ou história nova francesa.
   “ A vida cotidiana é a vida do homem inteiro; ou seja,
    o homem participa na vida cotidiana com todos os
    aspectos de sua individualidade, de sua
    personalidade. Nela, colocam-se “em funcionamento”




                                                             atenasregina@yahoo.com.br
    todos os sentidos, todas as suas capacidades
    intelectuais, suas habilidades manipulativas, seus
    sentimentos, suas paixões, idéias, ideologias .(...)
    Repetimos: a vida cotidiana não é alienada
    necessariamente, em conseqüência de sua estrutura,
    mas apenas em determinadas circunstâncias sociais.
    Em todas as épocas, existiram personalidades
    representativas que viveram uma cotidianidade não-
    alienada; e, dado que a estruturação científica da
    sociedade possibilita o final da alienação, essa
    possibilidade encontra-se aberta a qualquer ser
    humano.”
                                           Agnes Heller
MEMÓRIA E HISTÓRIA LOCAL
 Importância da história local para situar os
  problemas significativos da história do presente.
 A memória é fator relevante na elaboração de




                                                      atenasregina@yahoo.com.br
  uma história local, tanto para historiadores como
  para os alunos.
A    memória impõe-se por ser a base da
  identidade.
 Os estudos de história local remetem aos
  processos de construção identitária do aluno.
 Necessário que os estudos de história local
  enfoquem a memória familiar, do trabalho, da
  migração, da festa, etc.
 Foco nos “lugares da memória”: monumentos,
  praças, edifícios públicos ou privados.
BIBLIOGRAFIA
   BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de
    história: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2004.
   BORGES, Vavy Pacheco. O que é história. São Paulo:




                                                                 atenasregina@yahoo.com.br
    Brasiliense, 1987.
   GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de
    Janeiro: LTC, 1989.
   _________________ Observando o Islã. Rio de Janeiro: Jorge
    Zahar, 2004.
   LURKER, Manfred. Dicionário de simbologia. São Paulo:
    Martins e Fontes, 2003.
   PESAVENTO, Sandra Jatahy. História e história cultural.
   SAHLINS, Marshall. Ilhas de história. Rio de Janeiro:
    Jorge Zahar, 2003.

Faces da história

  • 1.
    FACES DA HISTÓRIA: AS NOVAS ABORDAGENS atenasregina@yahoo.com.br Professora Mestra Andreia Regina Moura Mendes
  • 2.
    JANO, DIVINDADE DOTEMPO PASSADO E DO TEMPO FUTURO atenasregina@yahoo.com.br
  • 3.
    PARADIGMAS PARA AHISTÓRIA: HISTÓRIA ECONÔMICA E HISTÓRIA SOCIAL  A Escola dos Annales: Annales  História das mentalidades. História econômica. atenasregina@yahoo.com.br   História total.  História narrativa.  Conceito de longa e média duração.  Uso de categorias: estrutura e conjuntura.  Materialismo histórico: histórico  História enquanto processo dinâmico dialético.  Caráter científico do conhecimento histórico.  Análise das estruturas sociais.  História social.
  • 4.
    CRÍTICA AOS PARADIGMAS ANTERIORES  Materialismo histórico:  Reducionismo. atenasregina@yahoo.com.br  Mecanicismo.  Etapismo evolutivo.  Escola dos Annale:  Ambição de uma história total.  Vazio teórico.  Reduzido poder explicativo.
  • 5.
    A HISTÓRIA HOJEEM DIA  A transformação é a essência da História e o tempo é sua dimensão de análise  Deve se evitar a idéia de que o processo histórico atenasregina@yahoo.com.br está associado ao progresso. Afirmar que o processo histórico é dinâmico não significa dizer que ele obedece a um desenvolvimento linear.  São os próprios homens, enquanto agentes da história os responsáveis pelas mudanças nestes processos.  Importante fazer uma história que mesmo preocupada com o tempo passado esteja comprometida com a explicação da realidade presente.
  • 6.
  • 7.
    HISTÓRIA CULTURAL  História Cultural:  A representação como categoria central.  Cultura enquanto um conjunto de sentidos atenasregina@yahoo.com.br partilhados e elaborados pelos homens para explicar o mundo a sua volta.  Produção de sentidos para a realidade.  Encontro da história com a antropologia.  Vinculação da micro-história com a macro-história: do tempo curto dos dados de um arquivo até o tempo macro de uma época.  Utilização de novas fontes: memória oral, lendas, mitos, cultura material, construções etc.  Perspectiva sociocultural.  Renovação da história política.
  • 8.
  • 9.
    atenasregina@yahoo.com.br “Otexto do historiador tem a pretensão de ser verdadeiro, mas toda estratégia narrativa envolve representação e reconstrução”. PAUL RICOEUR
  • 10.
    MUDANÇAS EPISTEMOLÓGICAS A REPRESENTAÇÃO  A representação é a categoria central, ela envolve:  Percepção  Identificação atenasregina@yahoo.com.br  Reconhecimento  Classificação  Legitimação  Exclusão  As representações são portadoras do simbólico, pois: “carregam sentidos ocultos, que, construídos social e historicamente, se internalizam no inconsciente coletivo e se apresentam como naturais, dispensando a reflexão”.  A História Cultural transforma-se numa representação que resgata as representações, ou seja, procura elaborar uma representação do que já foi representado.
  • 11.
    O IMAGINÁRIO  Sistema de idéias e imagens de representação coletiva.  Produto construído pelo homem que atribui sentido ao mundo.  Conjunto dotado de uma devida coerência e articulação  Características de historicidade e abrangência. atenasregina@yahoo.com.br  Saber-fazer que ordena o mundo, provocando a coesão ou o conflito.  Tudo o que se considera realidade é o próprio imaginário.  Imaginário como uma forma de realidade.  Para a antropologia, o imaginário remete às noções de estruturas mentais, de tendências permanentes de organização do espírito humano. Eles são os arquétipos:  Consciência de uma realidade transcendente.  Idéia de morte, duplo e de além.  Conceitos de alteridade e unidade.  Atualização das origens.  Decifração do futuro.  Necessidade de evasão.  Luta ou polarização dos conflitos.
  • 12.
    INFLUÊNCIA DA ANTROPOLOGIA  produção de uma nova narrativa.  trabalhos tanto com o individual quanto com o coletivo. atenasregina@yahoo.com.br  associação da análise com à descrição e a descoberta de novas fontes.  o fato do historiador pode ser objeto de várias versões.  sensibilidade na percepção e tradução da experiência humana no mundo.  descrição densa: a antropologia indica como tratar as fontes nas suas possibilidades mais profundas e revelar significados.  Clifford Geertz: defesa da unidade de sentidos. Procurar tecer com a fonte uma gama de relações e observações possíveis, em uma recomposição cuidadosa de toda a trama de significados socialmente estabelecidos.  Marshall Sallins: ênfase na busca da diversidade ou da diferença entre as significações.  busca pelo relativismo.
  • 13.
    ILHAS DE HISTÓRIA MARSHALL SAHLINS  Objetivo da obra: analisar as mudanças culturais provocadas pela chegada da segunda expedição do capitão James Cook nas ilhas havaianas. atenasregina@yahoo.com.br  Dentro de um contexto histórico específico, o evento introduz a mudança na prática das categorias culturais.  Teoria nativa: reino sagrado sendo fundado a partir da usurpação da dinastia já existente.  Durante o festival Makahiki acontecia a passagem do ano novo e servia para reforçar o poder real. O capitão James Cook aportou na época destas celebrações, e por uma série de fatos foi transformado no deus-rival personificado, que voltou para continuar a luta cósmica e assim, restabelecer o seu poderio.
  • 14.
     “(...) a história havaiana certamente não é atenasregina@yahoo.com.br a única em demonstrar que a cultura funciona como uma síntese de estabilidade e mudança, de passado e presente, de diacronia e sincronia.” (Sahlins, 2003, p. 180)
  • 15.
    OBSERVANDO O ISLÃ CLIFFORD GEERTZ  Objetivo da obra: realizar um estudo comparativo da religião muçulmana em diferentes contextos históricos. atenasregina@yahoo.com.br  Oferecer uma explicação sobre os processos de mudanças que marcaram o islamismo em cada área de estudo.  Busca pelo sentido mais geral dos processos de islamização no Marrocos e Indonésia.  Observação das particularidades de cada cultura em análise, como também percepção das diferenças e variações internas.  O Islã encontrou uma sociedade formada em cada país, mas lhe deu novas feições, favorecendo os processos de mudança a partir dos elementos e categorias encontrados dentro da própria sociedade.
  • 16.
     “Ofato deque somente um (futuro) foi atenasregina@yahoo.com.br alcançado não prova que o presente estava implícito no passado, mas que na história, antes de acontecer, os eventos são possibilidades e passam a ser certezas somente depois.” (Geertz, 2004, p. 71)
  • 17.
    “Representar é, pois, fundamentalmente, estar no atenasregina@yahoo.com.br lugar de, é presentificação de um ausente, é um apresentar de novo, que dá a ver uma ausência. A idéia central é, pois, a da substituição, que recoloca uma ausência e torna sensível uma presença”. Sandra Pesavento.
  • 18.
  • 19.
    HISTÓRIA IMEDIATA: HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA  Domínio conceitual da história do tempo presente  Necessidade de situar a história imediata dentro do conceito de contemporâneo atenasregina@yahoo.com.br  Importância da categoria modernidade  Utilização de novos documentos: fontes audiovisuais, sonoras e orais além de produções da mídia  Equívocos comuns:  Anacronismo  Desconsideração dos contextos geradores de diferenças e semelhanças “É impossível compreender seu tempo para quem ignora todo o passado; ser uma pessoa contemporânea é também ter consciência das heranças, consentidas ou contestadas” René Rémond
  • 20.
  • 21.
    COTIDIANO E HISTÓRIALOCAL  Busca pela articulação entre a história individual com a história coletiva. Associação entre cotidiano e história de vida. atenasregina@yahoo.com.br   Reflexão a respeito dos pressupostos da história do cotidiano e história local.  História do cotidiano: uma história social capaz de redimensionar a visão política.  História da vida privada.  Ligação da história do cotidiano com a história cultural.  O queijo e os vermes, Carlo Ginzburg.  História do cotidiano enquanto objeto de estudo da história das mentalidades, ou história nova francesa.
  • 22.
    “ A vida cotidiana é a vida do homem inteiro; ou seja, o homem participa na vida cotidiana com todos os aspectos de sua individualidade, de sua personalidade. Nela, colocam-se “em funcionamento” atenasregina@yahoo.com.br todos os sentidos, todas as suas capacidades intelectuais, suas habilidades manipulativas, seus sentimentos, suas paixões, idéias, ideologias .(...) Repetimos: a vida cotidiana não é alienada necessariamente, em conseqüência de sua estrutura, mas apenas em determinadas circunstâncias sociais. Em todas as épocas, existiram personalidades representativas que viveram uma cotidianidade não- alienada; e, dado que a estruturação científica da sociedade possibilita o final da alienação, essa possibilidade encontra-se aberta a qualquer ser humano.” Agnes Heller
  • 23.
    MEMÓRIA E HISTÓRIALOCAL  Importância da história local para situar os problemas significativos da história do presente.  A memória é fator relevante na elaboração de atenasregina@yahoo.com.br uma história local, tanto para historiadores como para os alunos. A memória impõe-se por ser a base da identidade.  Os estudos de história local remetem aos processos de construção identitária do aluno.  Necessário que os estudos de história local enfoquem a memória familiar, do trabalho, da migração, da festa, etc.  Foco nos “lugares da memória”: monumentos, praças, edifícios públicos ou privados.
  • 24.
    BIBLIOGRAFIA  BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de história: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2004.  BORGES, Vavy Pacheco. O que é história. São Paulo: atenasregina@yahoo.com.br Brasiliense, 1987.  GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1989.  _________________ Observando o Islã. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.  LURKER, Manfred. Dicionário de simbologia. São Paulo: Martins e Fontes, 2003.  PESAVENTO, Sandra Jatahy. História e história cultural.  SAHLINS, Marshall. Ilhas de história. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.