O ARGUMENTO DA HÉLICE TRÍPLICE: PONTOS E CONTRA-PONTOS Prof. Dr. Carlos Alberto Figueiredo da Silva 12 de janeiro de 2012 – Universidade do Porto - Portugal
Introdução O estudo de  Silva; Terra; Votre  (2006) introduziu o argumento da  hélice tríplice  (HT) no contexto da educação física brasileira. As reflexões que ali se construíram aproveitaram o debate que vem sendo desenvolvido em relação  ao papel da universidade  no novo cenário mundial; principalmente, por conceder-lhe posição de destaque no desenvolvimento social e econômico das regiões.
O argumento O argumento da HT aduz a tese de que  a universidade tem um papel preponderante na sociedade baseada em conhecimento  (ETZKOWITZ; LEYDESDORFF, 2000). Outros modelos preconizam as empresas/indústrias como líderes na inovação (LUNDVALL, 1992; NELSON, 1993) ou o Estado (SÁBATO; MACKENZIE, 1982).
O argumento O modelo HT propõe que as  universidades  preparem profissionais para promoverem a inovação e o desenvolvimento. Os  governos   devem contribuir com a criação, aperfeiçoamento e consolidação de políticas públicas, com mecanismos de fomento a essas ações. As  empresas  integram o esquema, com base na responsabilidade social, como parceiras dos dois outros atores (SILVA; TERRA; VOTRE, 2006).
A sinergia entre universidade–empresa–governo no Brasil Com a abertura política no Brasil, o desmonte da guerra fria, a diminuição da influência militar houve um redesenho nas relações entre universidade, empresa e governo. Percebeu-se, claramente, uma preocupação em aproximar a universidade da empresa.
A sinergia entre universidade–empresa–governo no Brasil Entretanto, de acordo com Dagnino (2004), com base numa visão neoliberal, o governo Cardoso não tinha intenção de destinar recursos adicionais para a pesquisa e para as instituições de ensino superior. Por conseguinte,  a comunidade de pesquisa nacional não se dispôs a estreitar os laços com as empresas .
A sinergia entre universidade–empresa–governo no Brasil No governo Lula, mesmo com a manutenção de vários postulados do governo anterior, no que se refere à destinação de recursos para a pesquisa, houve maior preocupação e investimento. Em 2008, investiu-se  1.13%  do Produto Interno Bruto (PIB) em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Expectativa até 2014:  1.9%  do PIB.
A sinergia entre universidade–empresa–governo no Brasil Os efeitos dessa reorganização vêm sendo sentidos nas ações realizadas pelos órgãos governamentais de avaliação e de fomento às ações educacionais. À responsabilidade de ensino e pesquisa, acrescentou-se uma terceira missão da universidade:  a Extensão.
As revoluções acadêmicas A  primeira  revolução acadêmica deu-se com a  incorporação da pesquisa às funções de ensino realizadas pela universidade  (ETZKOWITZ, 1990) No Brasil, de acordo com Almeida (2008), a incorporação da pesquisa pela universidade ocorreu  nos anos 1970 , num contexto em que o  regime militar  impunha o direcionamento dos estudos.  Não houve, portanto, a necessária autonomia para que a universidade pudesse estabelecer elos mais fortes com a sociedade.
As revoluções acadêmicas A  segunda  revolução acadêmica surge a partir da necessidade de um novo modelo de universidade que abarque uma função além da pesquisa e do ensino, a saber: produção e comercialização dos resultados da pesquisa científica. A interação da  universidade com a empresa  recebe, então, a denominação de segunda revolução acadêmica (ALMEIDA, 2008).
As revoluções acadêmicas No caso brasileiro, em virtude das demandas sociais,  há na universidade uma bifurcação das redes de interação dos principais atores . Vê-se por um lado um viés de modernização, com base em padrões internacionais, na dinâmica da hélice tríplice tradicional; e, por outro, um viés crítico de forma a permitir a inclusão social no formato de uma hélice tríplice público-social (SENHORAS, 2008).
Hélice Tríplice 1
Hélice Tríplice 2
Hélice Tríplice 3
Hélice Tríplice 3
Hélices Tríplices Gêmeas
HT gêmeas Etzkowitz & Zhou (2006) desenvolveram o modelo de hélices tríplices gêmeas ( triple helix twins ).  Em determinados contextos, a empresa pode estar muito enfraquecida, às vezes é até inexistente; neste caso, outras instituições podem substituí-la.  A dimensão público-social é acrescentada ao modelo tradicional. Trata-se da incorporação das demandas da sociedade, de suas aspirações, incertezas, necessidades e também do seu ponto de vista. As redes que se constroem nas diversas interações sociais são o tecido crítico que confeccionam o modelo de HT público-social.
  Sociedade Industrial Sociedade do Conhecimento
Características Modernidade - Meta narrativa utópica Pós-modernidade - Desconstrutivismo distópico Modernidade Reflexiva/Fluida/Tardia – Automonitoramento reflexivo
Teses Empoderamento dos indivíduos frente às estruturas? Declínio das instituições? Reflexão Cognitiva? Individualismo?
CARTESIANISMO COMPLEXIDADE CARACTERÍSTICAS DA COMPLEXIDADE Paradoxos Dissenso Crises sucessivas Revisões de conceitos/construtos Conhecimento provável
Que perguntas devemos fazer? Algumas Instituições fazem perguntas que as enfraquecem. FAÇAMOS PERGUNTAS QUE NOS FORTALEÇAM!
Qual é o papel da universidade no contexto da sociedade do conhecimento, de modo a contribuir para o aprimoramento da gestão desportiva no Brasil e em Portugal?
Construída conceitualmente no mundo cartesiano 1º UNIVERSIDADE ERUDITA 2º UNIVERSIDADE CIENTÍFICA (HUMBOLDT) 3º UNIVERSIDADE DE SERVIÇOS (JOHN HOPKINS E HARVARD)
O surgimento das universidades no século XII
As primeiras universidades na Europa Universidade de Bolonha   Bolonha   Itália  1088 Universidade de Paris   Paris   França  1090 Universidade de Oxford   Oxford   Inglaterra  1096 Universidade de Modena   Modena   Itália  1175 Universidade de Cambridge   Cambridge   Inglaterra  cerca de 1209 Universidade de Salamanca   Salamanca   Espanha  1218 Universidade de Montpellier   Montpellier   França  1220 Universidade de Pádua   Pádua   Itália  1222 Universidade de Nápoles Federico II   Nápoles   Itália  1224 Universidade de Toulouse   Toulouse   França  1229 Universidade de Siena   Siena   Itália  1240 Universidade de Valladolid   Valladolid   Espanha  1241 Palência   Universidade de Múrcia   Múrcia   Espanha  1272 Universidade de Coimbra   Coimbra   Portugal  1290 Universidade do Porto, Porto, Portugual  1911
A pesquisa incorporada como atividade acadêmica no século XIX –  a primeira revolução acadêmica;
A extensão incorporada no século XX, como fator de desenvolvimento econômico e social –  segunda revolução acadêmica.
A pesquisa no Brasil De acordo com Almeida (2009), no Brasil, a pesquisa foi incorporada como missão da universidade, de fato, nos anos de 1970. ALMEIDA, M. Innovation and entrepreneurship in Brazilian universities.  International Journal of Technology Management and Sustainable Development ,  Volume 7, Number 1, 2008.
Hélice Tríplice Movimento cíclico, espiral, cumulativo e contínuo do processo criativo e inovador  1, 2 . Universidades   Agentes multiplicadores das ações de inovação e mudança ; Governos  C riação, aperfeiçoamento e consolidação de políticas   públicas ; Empresas Responsabilidade social, projetos de desenvolvimento . Jantt/2010 ETZKOWITZ, H. et al.. The Future of The University And The University of The Future: Evolution of Ivory Tower To Entrepreneurial Paradigm. London: Research Policy. v. 29, n. 2, 2000.
A abordagem da Hélice Tríplice (Triple Helix), desenvolvida por Henry Etzkowitz e Loet Leydesdorff, situa a dinâmica da inovação num contexto em evolução, onde novas e complexas relações se estabelecem entre as três esferas institucionais (hélices) universidade, indústria e governo. Na perspectiva da hélice tríplice, a interação universidade – indústria – governo é vista como imprescindível para o desenvolvimento baseado no conhecimento. Leydesdorff
São Paulo, Terça, 11 de Maio de 2010, às 11:21 Política científica Hélice tríplice: metáfora dos anos 90 descreve bem o mais sustentável modelo de sistema de inovação Diretor do Instituto de Política Científica, da Universidade do Estado de Nova Iorque, e professor convidado da Universidade de Stanford, Henry Etzkowitz fala sobre o termo que ele próprio criou e sobre suas implicações.
1ª Conferência – 1996/Amsterdam ETZKOWITZ, H.; LEYDESDORFF, L. The Triple Helix – University, Industry, Government Relations: A Laboratory for Knowledge Based Economic Development. In:  The Triple Helix of University, Industry, and Government Relations:  the future location of research conference. Amsterdã, 1996.   University-Industry-Government Relations
2ª Conferência – 1998/Nova York Relação entre o futuro da pesquisa e a HT; Melhor utilização dos recursos; Relacionamento da HT com estudos e práticas locais; Indicação de um caminho teórico a partir de estudos locais;   Procura de respostas em relação a regiões e países com significantes recursos em pesquisa e desenvolvimento com insuficiência na criação de industrias de alta tecnologia. LEYDESDORFF, L. & ETZKOWITZ, H.  The triple helix as a model for innovations studies .   In :  TRIPLE HELIX CONFERENCE , 2. Purchase, 1998. [s. l. : s. n., 1998]. (Conference Report).  The Triple Helix of University-Industry-Government Relations:   "Future Location of Research“ Conference
3ª Conferência – 2000/Rio de Janeiro The Endless Transition: Relations Among Social, Economic and Scientific Development in a Triple Helix of University-Industry-Government Relations
4ª Conferência – 2002/Copenhagem The 4 th  Triple Helix Conference Breaking Boundaries - Building Bridges  Copenhagen, Denmark - Lund, Sweden, November 6-9, 2002  The 4 th  Triple Helix Conference is open to anyone who is interested in the interactions of university-industry-society. The theme of this year's conference is breaking boundaries between university, industry and society and building bridges across the helices and across other geographical and national boundaries.  The conference will be organised around 15 tracks with approx. 20 papers each. Papers were invited that deal with: science and technology policy issues, research and innovation management, university-industry links, knowledge network organisation, organisational learning, commercialisation of science, regional development and other topics related to the Triple Helix concept.
5ª Conferência – 2005/Turim The 5th Triple Helix Conference will deal with  "The Capitalization of Knowledge: cognitive, economic, social and cultural aspects"   and the different Forms of Knowledge  (Generation, Access and Capitalization of Knowledge)  .
6ª Conferência – 2007/Cingapura
7ª Conferência – 2009/Glasgow
8ª Conferência – 2010/Madri
9ª Conferência – 2011/Silicon Valley
Hélice Tríplice Retirado de INOVA 3- Escritório de Gestão da PI – Uma Experiência do INT, CETEM e IEN ppt, 2004
Etzkowitz, 2003; Etzkowitz & Mello, 2004 ‘ ’ A interação universidade – indústria – governo é a chave para melhorar as condições para inovação numa sociedade baseada no conhecimento’’.  ‘’ A realidade brasileira é muito diferente, falta ao país uma bem articulada interação universidade – indústria - governo que possa ser verdadeiramente qualificada como uma hélice tríplice’’. Jantt/2008 ETZKOWITZ, H. Innovation in Innovation: The Triple Helix of University–Industry–Government Relations,  Social Science Information , 42: 3 (Autumn), pp. 293–338.  2003. ETZKOWITZ, H.; MELLO, J.M.C. The rise of a triple helix culture: innovation in Brazilian economic and social development.  International Journal of Technology Management & Sustainable Development . V2 N3, 159-171, 2004.
Hélice Tríplice
Retirado de Plonski.ppt - I&I Cooperação Universidade-Empresa,  2007
A UNIVERSIDADE COMO PROTAGONISTA   Assumir o papel de liderança Interdisciplinaridade Transdisciplinaridade Contextualização Pesquisa Transferência de Conhecidmento para a Sociedade O Novum Trivium
Etimologicamente,  trivium  significa o cruzamento e articulação de três ramos ou caminhos. Esse grupo de disciplinas incluía a  lógica  (ou dialética), a  gramática  e a  retórica .
O Novum Trivium  (Etzkowitz, 2010)   Linguagens e Culturas Tecnologias Empreendedorismo e Inovação ETZKOWITZ, H.  Entrepreneurial universities for the UK: a ‘Stanford University’ at Bamburgh Castle?  Industry & Higher Education, vol. 24, n. 4, August, p. 251-256, 2010 .
Gestão do Esporte
OS TRÊS ESPAÇOS

O argumento da hélice tríplice aula 1a parte

  • 1.
    O ARGUMENTO DAHÉLICE TRÍPLICE: PONTOS E CONTRA-PONTOS Prof. Dr. Carlos Alberto Figueiredo da Silva 12 de janeiro de 2012 – Universidade do Porto - Portugal
  • 2.
    Introdução O estudode Silva; Terra; Votre (2006) introduziu o argumento da hélice tríplice (HT) no contexto da educação física brasileira. As reflexões que ali se construíram aproveitaram o debate que vem sendo desenvolvido em relação ao papel da universidade no novo cenário mundial; principalmente, por conceder-lhe posição de destaque no desenvolvimento social e econômico das regiões.
  • 3.
    O argumento Oargumento da HT aduz a tese de que a universidade tem um papel preponderante na sociedade baseada em conhecimento (ETZKOWITZ; LEYDESDORFF, 2000). Outros modelos preconizam as empresas/indústrias como líderes na inovação (LUNDVALL, 1992; NELSON, 1993) ou o Estado (SÁBATO; MACKENZIE, 1982).
  • 4.
    O argumento Omodelo HT propõe que as universidades preparem profissionais para promoverem a inovação e o desenvolvimento. Os governos devem contribuir com a criação, aperfeiçoamento e consolidação de políticas públicas, com mecanismos de fomento a essas ações. As empresas integram o esquema, com base na responsabilidade social, como parceiras dos dois outros atores (SILVA; TERRA; VOTRE, 2006).
  • 5.
    A sinergia entreuniversidade–empresa–governo no Brasil Com a abertura política no Brasil, o desmonte da guerra fria, a diminuição da influência militar houve um redesenho nas relações entre universidade, empresa e governo. Percebeu-se, claramente, uma preocupação em aproximar a universidade da empresa.
  • 6.
    A sinergia entreuniversidade–empresa–governo no Brasil Entretanto, de acordo com Dagnino (2004), com base numa visão neoliberal, o governo Cardoso não tinha intenção de destinar recursos adicionais para a pesquisa e para as instituições de ensino superior. Por conseguinte, a comunidade de pesquisa nacional não se dispôs a estreitar os laços com as empresas .
  • 7.
    A sinergia entreuniversidade–empresa–governo no Brasil No governo Lula, mesmo com a manutenção de vários postulados do governo anterior, no que se refere à destinação de recursos para a pesquisa, houve maior preocupação e investimento. Em 2008, investiu-se 1.13% do Produto Interno Bruto (PIB) em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Expectativa até 2014: 1.9% do PIB.
  • 8.
    A sinergia entreuniversidade–empresa–governo no Brasil Os efeitos dessa reorganização vêm sendo sentidos nas ações realizadas pelos órgãos governamentais de avaliação e de fomento às ações educacionais. À responsabilidade de ensino e pesquisa, acrescentou-se uma terceira missão da universidade: a Extensão.
  • 9.
    As revoluções acadêmicasA primeira revolução acadêmica deu-se com a incorporação da pesquisa às funções de ensino realizadas pela universidade (ETZKOWITZ, 1990) No Brasil, de acordo com Almeida (2008), a incorporação da pesquisa pela universidade ocorreu nos anos 1970 , num contexto em que o regime militar impunha o direcionamento dos estudos. Não houve, portanto, a necessária autonomia para que a universidade pudesse estabelecer elos mais fortes com a sociedade.
  • 10.
    As revoluções acadêmicasA segunda revolução acadêmica surge a partir da necessidade de um novo modelo de universidade que abarque uma função além da pesquisa e do ensino, a saber: produção e comercialização dos resultados da pesquisa científica. A interação da universidade com a empresa recebe, então, a denominação de segunda revolução acadêmica (ALMEIDA, 2008).
  • 11.
    As revoluções acadêmicasNo caso brasileiro, em virtude das demandas sociais, há na universidade uma bifurcação das redes de interação dos principais atores . Vê-se por um lado um viés de modernização, com base em padrões internacionais, na dinâmica da hélice tríplice tradicional; e, por outro, um viés crítico de forma a permitir a inclusão social no formato de uma hélice tríplice público-social (SENHORAS, 2008).
  • 12.
  • 13.
  • 14.
  • 15.
  • 16.
  • 17.
    HT gêmeas Etzkowitz& Zhou (2006) desenvolveram o modelo de hélices tríplices gêmeas ( triple helix twins ). Em determinados contextos, a empresa pode estar muito enfraquecida, às vezes é até inexistente; neste caso, outras instituições podem substituí-la. A dimensão público-social é acrescentada ao modelo tradicional. Trata-se da incorporação das demandas da sociedade, de suas aspirações, incertezas, necessidades e também do seu ponto de vista. As redes que se constroem nas diversas interações sociais são o tecido crítico que confeccionam o modelo de HT público-social.
  • 18.
    SociedadeIndustrial Sociedade do Conhecimento
  • 19.
    Características Modernidade -Meta narrativa utópica Pós-modernidade - Desconstrutivismo distópico Modernidade Reflexiva/Fluida/Tardia – Automonitoramento reflexivo
  • 20.
    Teses Empoderamento dosindivíduos frente às estruturas? Declínio das instituições? Reflexão Cognitiva? Individualismo?
  • 21.
    CARTESIANISMO COMPLEXIDADE CARACTERÍSTICASDA COMPLEXIDADE Paradoxos Dissenso Crises sucessivas Revisões de conceitos/construtos Conhecimento provável
  • 22.
    Que perguntas devemosfazer? Algumas Instituições fazem perguntas que as enfraquecem. FAÇAMOS PERGUNTAS QUE NOS FORTALEÇAM!
  • 23.
    Qual é opapel da universidade no contexto da sociedade do conhecimento, de modo a contribuir para o aprimoramento da gestão desportiva no Brasil e em Portugal?
  • 24.
    Construída conceitualmente nomundo cartesiano 1º UNIVERSIDADE ERUDITA 2º UNIVERSIDADE CIENTÍFICA (HUMBOLDT) 3º UNIVERSIDADE DE SERVIÇOS (JOHN HOPKINS E HARVARD)
  • 25.
    O surgimento dasuniversidades no século XII
  • 26.
    As primeiras universidadesna Europa Universidade de Bolonha Bolonha Itália 1088 Universidade de Paris Paris França 1090 Universidade de Oxford Oxford Inglaterra 1096 Universidade de Modena Modena Itália 1175 Universidade de Cambridge Cambridge Inglaterra cerca de 1209 Universidade de Salamanca Salamanca Espanha 1218 Universidade de Montpellier Montpellier França 1220 Universidade de Pádua Pádua Itália 1222 Universidade de Nápoles Federico II Nápoles Itália 1224 Universidade de Toulouse Toulouse França 1229 Universidade de Siena Siena Itália 1240 Universidade de Valladolid Valladolid Espanha 1241 Palência Universidade de Múrcia Múrcia Espanha 1272 Universidade de Coimbra Coimbra Portugal 1290 Universidade do Porto, Porto, Portugual 1911
  • 27.
    A pesquisa incorporadacomo atividade acadêmica no século XIX – a primeira revolução acadêmica;
  • 28.
    A extensão incorporadano século XX, como fator de desenvolvimento econômico e social – segunda revolução acadêmica.
  • 29.
    A pesquisa noBrasil De acordo com Almeida (2009), no Brasil, a pesquisa foi incorporada como missão da universidade, de fato, nos anos de 1970. ALMEIDA, M. Innovation and entrepreneurship in Brazilian universities. International Journal of Technology Management and Sustainable Development , Volume 7, Number 1, 2008.
  • 30.
    Hélice Tríplice Movimentocíclico, espiral, cumulativo e contínuo do processo criativo e inovador 1, 2 . Universidades Agentes multiplicadores das ações de inovação e mudança ; Governos C riação, aperfeiçoamento e consolidação de políticas públicas ; Empresas Responsabilidade social, projetos de desenvolvimento . Jantt/2010 ETZKOWITZ, H. et al.. The Future of The University And The University of The Future: Evolution of Ivory Tower To Entrepreneurial Paradigm. London: Research Policy. v. 29, n. 2, 2000.
  • 31.
    A abordagem daHélice Tríplice (Triple Helix), desenvolvida por Henry Etzkowitz e Loet Leydesdorff, situa a dinâmica da inovação num contexto em evolução, onde novas e complexas relações se estabelecem entre as três esferas institucionais (hélices) universidade, indústria e governo. Na perspectiva da hélice tríplice, a interação universidade – indústria – governo é vista como imprescindível para o desenvolvimento baseado no conhecimento. Leydesdorff
  • 32.
    São Paulo, Terça,11 de Maio de 2010, às 11:21 Política científica Hélice tríplice: metáfora dos anos 90 descreve bem o mais sustentável modelo de sistema de inovação Diretor do Instituto de Política Científica, da Universidade do Estado de Nova Iorque, e professor convidado da Universidade de Stanford, Henry Etzkowitz fala sobre o termo que ele próprio criou e sobre suas implicações.
  • 33.
    1ª Conferência –1996/Amsterdam ETZKOWITZ, H.; LEYDESDORFF, L. The Triple Helix – University, Industry, Government Relations: A Laboratory for Knowledge Based Economic Development. In: The Triple Helix of University, Industry, and Government Relations: the future location of research conference. Amsterdã, 1996. University-Industry-Government Relations
  • 34.
    2ª Conferência –1998/Nova York Relação entre o futuro da pesquisa e a HT; Melhor utilização dos recursos; Relacionamento da HT com estudos e práticas locais; Indicação de um caminho teórico a partir de estudos locais; Procura de respostas em relação a regiões e países com significantes recursos em pesquisa e desenvolvimento com insuficiência na criação de industrias de alta tecnologia. LEYDESDORFF, L. & ETZKOWITZ, H. The triple helix as a model for innovations studies . In : TRIPLE HELIX CONFERENCE , 2. Purchase, 1998. [s. l. : s. n., 1998]. (Conference Report). The Triple Helix of University-Industry-Government Relations: "Future Location of Research“ Conference
  • 35.
    3ª Conferência –2000/Rio de Janeiro The Endless Transition: Relations Among Social, Economic and Scientific Development in a Triple Helix of University-Industry-Government Relations
  • 36.
    4ª Conferência –2002/Copenhagem The 4 th Triple Helix Conference Breaking Boundaries - Building Bridges Copenhagen, Denmark - Lund, Sweden, November 6-9, 2002 The 4 th Triple Helix Conference is open to anyone who is interested in the interactions of university-industry-society. The theme of this year's conference is breaking boundaries between university, industry and society and building bridges across the helices and across other geographical and national boundaries. The conference will be organised around 15 tracks with approx. 20 papers each. Papers were invited that deal with: science and technology policy issues, research and innovation management, university-industry links, knowledge network organisation, organisational learning, commercialisation of science, regional development and other topics related to the Triple Helix concept.
  • 37.
    5ª Conferência –2005/Turim The 5th Triple Helix Conference will deal with "The Capitalization of Knowledge: cognitive, economic, social and cultural aspects" and the different Forms of Knowledge (Generation, Access and Capitalization of Knowledge) .
  • 38.
    6ª Conferência –2007/Cingapura
  • 39.
  • 40.
  • 41.
    9ª Conferência –2011/Silicon Valley
  • 42.
    Hélice Tríplice Retiradode INOVA 3- Escritório de Gestão da PI – Uma Experiência do INT, CETEM e IEN ppt, 2004
  • 43.
    Etzkowitz, 2003; Etzkowitz& Mello, 2004 ‘ ’ A interação universidade – indústria – governo é a chave para melhorar as condições para inovação numa sociedade baseada no conhecimento’’. ‘’ A realidade brasileira é muito diferente, falta ao país uma bem articulada interação universidade – indústria - governo que possa ser verdadeiramente qualificada como uma hélice tríplice’’. Jantt/2008 ETZKOWITZ, H. Innovation in Innovation: The Triple Helix of University–Industry–Government Relations, Social Science Information , 42: 3 (Autumn), pp. 293–338. 2003. ETZKOWITZ, H.; MELLO, J.M.C. The rise of a triple helix culture: innovation in Brazilian economic and social development. International Journal of Technology Management & Sustainable Development . V2 N3, 159-171, 2004.
  • 44.
  • 45.
    Retirado de Plonski.ppt- I&I Cooperação Universidade-Empresa, 2007
  • 46.
    A UNIVERSIDADE COMOPROTAGONISTA Assumir o papel de liderança Interdisciplinaridade Transdisciplinaridade Contextualização Pesquisa Transferência de Conhecidmento para a Sociedade O Novum Trivium
  • 47.
    Etimologicamente, trivium significa o cruzamento e articulação de três ramos ou caminhos. Esse grupo de disciplinas incluía a lógica (ou dialética), a gramática e a retórica .
  • 48.
    O Novum Trivium (Etzkowitz, 2010) Linguagens e Culturas Tecnologias Empreendedorismo e Inovação ETZKOWITZ, H. Entrepreneurial universities for the UK: a ‘Stanford University’ at Bamburgh Castle? Industry & Higher Education, vol. 24, n. 4, August, p. 251-256, 2010 .
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  • 50.