SlideShare uma empresa Scribd logo
Mais do que ter um aplicativo e realizar uma
comunicação unilateral com clientes, estar na Internet
significa participação e interatividade com aqueles que
utilizam os produtos e serviços da sua marca.
Compreenda a essência e a importância dos APPS no
contexto empresarial e comece a desfrutar de todos os
benefícios da sociabilidade para os seus negócios!

Por Bruna Furlan e Bruno Ladeia

Uma publicação
1
SUMÁRIO

1- INTRODUÇÃO O MUNDO MÓVEL! ............................................................ 2
2- APLICATIVOS MÓVEIS E MARKETING DIGITAL ...................................... 9
3- PUBLICIDADE E MARKETING MÓVEL .................................................... 14
4- O CONCEITO DE “APPS” ........................................................................ 16
5- PANORAMA DO MERCADO MOBILE ...................................................... 17
6- DADOS SOBRE O MERCADO DE MOBILE ............................................. 27
GENERALIDADES E PARTICULARIDADES DO MERCADO DE APLICATIVOS
......................................................................................................................... 29
7- INTRODUÇÃO AO MOBILE MARKETING ................................................ 34
8- RECURSOS MÓVEIS COMO FERRAMENTA DE MARKETING DIRETO 37
9- PLATAFORMAS DE DISPOSITIVOS MÓVEIS ......................................... 39
10-

EMPREENDEDORISMO EM APPS ....................................................... 44

11-

PLANEJAMENTO

COMUNICACIONAL

EM

MOBILE

MARKETING

(CAMPANHAS) ................................................................................................ 55
12-

PLANEJAMENTO DE MARKETING PARA DISPOSITIVOS MÓVEIS ... 62
2

1- INTRODUÇÃO O MUNDO MÓVEL!

A

Internet revolucionou o cenário comunicacional dos últimos anos,

apresentando à sociedade um método de interatividade completo que elimina
as barreiras do espaço e do tempo. A principal diferença entre a Internet e os

demais meios de comunicação convencionais, a exemplo do rádio e a televisão, é que
ela é uma mídia baseada na reciprocidade. O telefone, uma vez que possibilita uma
conversação entre pessoas, também é um meio de comunicação baseado na
reciprocidade - mas é individual; ao contrário da Web, que tem uma abordagem
comunitária. A televisão e o rádio são meios de onde as informações são canalizadas e
distribuídas, mas não há, como no caso da Internet, a possibilidade de criação e
interferência interativa por parte dos receptores das mesmas informações.

O

recurso

que

possibilita

a

interatividade na Internet é a
ligação dos computadores em
rede. O termo “rede” tem sido
globalmente e constantemente
utilizado desde o advento da
Internet; porém, de fato, teve suas
origens em estudos no campo da
Matemática.

O

primeiro

matemático a trabalhar sobre o
conceito de redes foi Euler, por volta do século XVIII, ao discorrer sobre a teoria dos
grafos - na qual ele fincava o termo “grafo” como relacionado a um conjunto de nós
conectados por arestas e, consequentemente, formando uma rede. Paralelamente, no
campo da Sociologia, os conceitos sobre redes serviram de base para estudos
aprofundados sobre as estruturas sociais, as quais têm o foco principalmente na análise
dos padrões de relações entre as pessoas.
3
As conceituações a respeito das redes e redes sociais foram, mais tarde, aplicadas no
âmbito da tecnologia, quando a criação da Internet e seus procedentes acarretou no
surgimento de uma grande gama de ferramentas on-line, dentre as quais muitas foram
atribuídas para processos comunicacionais. Em meio aos primeiros anos da
implementação propriamente dita da interconexão entre computadores, já era possível
perceber que, na Internet, havia uma poderosa cultura de cooperação,
compartilhamento de dados e distribuição gratuita de serviços e informações. A criação
do sistema World Wide Web, conhecido como WWW ou simplesmente Web,
possibilitou que qualquer pessoa pudesse estar presente em tempo integral na Internet,
disponibilizando seus websites, textos, arquivos de imagem e som, entre outros, a
qualquer outro computador no mundo que estivesse conectado no ambiente on-line.
Nos dias atuais, são considerados como sinônimos os termos Internet e Web, uma vez
que as criações e evoluções destes possuem uma tênue diferença e, assim, chegam a se
confundir.

Foi o aprimoramento de tais relações on-line entre os internautas o responsável,
gradativamente, por abrir caminho para o desenvolvimento das redes sociais virtuais.
4
Para que estas pudessem surgir, a World Wide Web sofreu constantes mudanças com o
passar dos anos e apresentou três estágios evolutivos:
a) Web 0.0: constituído majoritariamente durante a década de 90, quando a Web
era um gigantesco território inexplorado repleto de páginas pessoais estáticas.
Dentre os principais eventos ocorridos nesta época, podem ser citados o
lançamento dos primeiros navegadores da Internet, as primeiras linguagens de
programação e os primeiros jornais on-line;
b) Web 1.0: neste estágio, teve início o que se pode ser entendido como Web
profissional, caracterizada por empresas criando estratégias para o ambiente online e, assim, possibilitando que pessoas comuns fossem atraídas a ele
principalmente para pagar suas contas ou fazer compras. O advento de novos
recursos voltados à acessibilidade dos websites fez com que os internautas se
tornassem cada vez mais exigentes e começassem a utilizar a Internet de
maneira maciça. Dentre os principais eventos desta época estão o lançamento
dos primeiros sites de bancos e do mecanismo de buscas Google, além de
recursos como Flash e RSS;
c) Web 2.0: último e atual estágio da Web, não apresentando mudanças
tecnológicas significativas, mas sim uma mudança de posicionamento em todo o
cenário informatizado. O termo “Web 2.0” foi criado no ano de 2003 por Tim
O’Reilly e, como característica principal, possui uma necessidade de integração
e interatividade entre os websites da Rede, para que seja realizada a troca e o
aprimoramento de seus conteúdos. Portanto, foi a partir desta evolução da Web
que as primeiras grandes redes de relacionamento e compartilhamento de
informação on-line surgiram, sendo exemplos importantes os serviços Blogger,
Orkut, Flickr e Wikipedia.
5

Web 0.0

Web 1.0

Web 2.0

Tais redes são de grande utilidade pública, de forma que conectam as pessoas e fazem
a interação das mesmas com várias outras, além de envolverem diversos outros meios
de comunicação. O termo “rede social” diz respeito à plataforma web na qual as pessoas
podem se conectar e manter um relacionamento contínuo on-line. Inclusive, pode ser
comparado ao arquivo palpável de contatos e aos grandes arquivos de fichários; e está
continuamente se tornando onipresente. Grosseiramente falando, as redes sociais
virtuais oferecem somente novas maneiras de se comunicar instantaneamente e
continuamente: se antes as cartas eram utilizadas, em seguida passou a ser utilizado o
telefone; depois, os e-mails e mensagens de texto, e agora a conexão entre as pessoas
ocorre por meio de perfis on-line em redes como Facebook, Twitter, Google+, entre
muitas outras - ocorrendo continuamente entre pessoas que nem sequer se conhecem
pessoalmente.
6

Em acréscimo, um dos principais fatores que influenciam na criação de uma comunidade
virtual no ambiente informatizado é a similaridade de interesses, unindo usuários que,
comumente, compartilham das mesmas opiniões e necessidades. Portanto, unindo este
fator à característica de criação de laços sociais sem a necessidade de serem formados
por grupos reais, um membro de determinada rede social virtual pode ser “amigo” de
outro membro, não pelo fato de conhecê-lo pessoalmente e/ou ser, de fato, seu amigo,
mas sim por este, por exemplo, gostar da mesma banda musical que aquele gosta ou
comprar produtos da mesma marca que ele compra.
7

No campo empresarial, a
utilização das redes sociais
virtuais é cada vez maior por
parte de corporações que
desejam
clientes,

fidelizar
atrair

seus

novos

e

interagir com o seu públicoalvo.

A

sociedade

está

enfrentando um momento
histórico, no qual o mundo
virtual tem cada vez mais participação e significado no mundo real. O virtual não apenas
repercute o real; ele o molda, influencia. Mais do que nunca visto antes, é preciso
desenvolver, proteger, monitorar e renovar constantemente a reputação pessoal ou
profissional on-line.

Ficar fora do universo mobile e das demais redes sociais virtuais não é mais uma opção
para as empresas atualmente. Dentro das redes, os consumidores falam para e com o
mercado, de maneira positiva ou negativa, e isso resulta em um cenário que pode
proporcionar grandes conquistas ou destruir indefinidamente os elementos mais
valiosos no mercado: a marca, a imagem e a reputação de um negócio. E reconstruir tais
elementos pode ser um caminho interminável e muitas vezes inviável.

Uma das mais importantes estratégias para que um negócio obtenha resultados
positivos em meio às redes sociais virtuais é o acúmulo de capital social, ou seja, da
reputação obtida por meio da construção de relacionamentos e conexões com outras
pessoas dentro das redes. Podem ser enumeradas, assim, as principais vantagens do
acúmulo de capital social nas redes sociais:
a) Relacionamentos com clientes que se mantêm fiéis por um longo período de
tempo;
b) Quanto mais capital social uma empresa tiver, mais as pessoas falarão
positivamente a respeito da mesma;
8
c) Trata-se de uma estratégia de baixo investimento e alta energia;
d) O impacto do envolvimento de uma empresa nas comunidades on-line é
imediato, sendo que muitas das ferramentas utilizadas para a interação com
clientes atuais ou em potencial têm formas diretas para obtenção do feedback
dos mesmos.

Visibili
dade
Capital
Social
Confia
nça

Reputa
ção

Nos dias atuais, o crescimento do número de visitantes das redes sociais em todo o
mundo cresce espantosamente. Segundo pesquisa sobre a ascensão das redes sociais
na América Latina, de autoria da empresa norte-americana comScore, durante o período
do mês de junho de 2011 foram registrados 1,1 bilhão de acessos em sites de redes
sociais em todo o mundo - de pessoas com 15 anos ou mais, acessando de casa ou do
local de trabalho -, representando 81,4% do número total global de usuários da Internet.
Quanto à análise regional da mesma pesquisa, constatou-se que o maior número de
visitantes provém da Ásia/Pacífico, com 32,5% do número total; seguida da Europa
(30,1%), América do Norte (18,1%), América Latina (10,2%) e, por fim, Oriente Médio e
África (9,1%). Ainda é apontado que, em junho de 2011, um total de 114,5 milhões de
pessoas da América Latina visitou um site de rede social, representando 96% da
população on-line da região.
9

2- APLICATIVOS MÓVEIS E MARKETING DIGITAL
O surgimento da Internet e seu constante aprimoramento ocasionaram mudanças
extremas no cenário mercadológico e, cada vez mais, as empresas devem marcar
presença no âmbito virtual. Tal afirmação é justificada pelo fato de que o surgimento da
Internet apresentou ideias revolucionárias ao Marketing, estando entre as principais o
fato de que o consumidor passa a ir em busca do anunciante em vez de o anunciante ir
em busca do consumidor - o que entra em contraste com o cenário mercadológico
unilateral tradicional. Assim, tudo relacionado a este novo mercado acontece de forma
diferente.

O

Marketing

Digital

-

também conhecido como
Marketing eletrônico, eMarketing ou Marketing
on-line,

além

de

e-

business

para

algumas

organizações - reúne todas
as atividades virtuais ou
eletrônicas que podem
facilitar a produção e a comercialização de marcas, produtos ou serviços focados em
satisfazer as preferências e as necessidades do consumidor. Por se tratar de um advento
recente e inovador, aprimora o programa geral de Marketing em uma empresa,
tornando possível a projeção dos seus objetivos mercadológicos ao âmbito virtual.

O Marketing Digital apresenta, quando comparado ao Marketing convencional, muitas
vantagens em seu funcionamento:
a) Mais agilidade: Enquanto os meios de comunicação e propaganda convencionais
exigem grande período de tempo até a veiculação de suas peças, ou seja,
revisando seus conteúdos, por exemplo, a Internet é um meio mais simplificado
e direto;
10
b) Baixo custo: Os custos para inserção e atualização de propagandas na Internet
são relativamente mais baratos do que nos meios convencionais,
proporcionando campanhas de larga escala e anúncios sempre atuais;
c) Diferentes formas de mensuração: A Internet dispõe de recursos flexíveis para
a constatação da eficácia das propagandas veiculadas, como por exemplo, a
análise click-through, envolvendo a mensuração da receita de vendas e do custo
por clique;
d) Marketing um a um: O ambiente on-line oferece grande ênfase nas opções de
personalização, proporcionando atendimento exclusivo aos clientes com base
em suas características e preferências;
e) Informações sobre os clientes: Por meio das diferentes tecnologias disponíveis
atualmente, a empresa pode obter todas as informações sobre seus clientes à
medida que os mesmos utilizam a Internet;
f) Distribuição sem restrições da informação: Ainda que a utilização da Internet
seja relativamente restrita com relação aos meios de comunicação tradicionais,
a mesma apresenta a vantagem de eliminar as barreiras de tempo e espaço entre
os agentes no processo comunicativo;
g) Aumento contínuo do número de usuários: o uso de computadores conectados
na Web está crescendo deliberadamente, existindo também a migração de
pessoas que, anteriormente, tinham para si um só meio de comunicação
preferencial, como a televisão.

Marketing
Digital

Marketing
Convencional
11
Além disso, entrando em contraste com o modelo convencional de propaganda, a Web
diz respeito a experiências para os usuários e, consequentemente, clientes. No
ambiente informatizado, o papel do público é participativo e ativo: a atitude de inclinarse em vez de reclinar-se permite um novo conceito na comunicação entre empresa e
cliente. O público, na Internet, geralmente tem uma meta: buscar informações,
entretenimento ou realizar transações, e ignora ou trata como incômoda qualquer coisa
que interfira em tal meta - inclusive sites de difícil acesso ou uma navegação ruim e não
intuitiva. A construção de marcas na Internet, quando se enquadra nessa mentalidade,
permite que as experiências criadas a usuários e clientes possam ser mais poderosas do
que a propaganda via rádio ou televisão.

O ambiente on-line é tão diferenciado do
ambiente

real

mercadológico

que

o

convencional

modelo
não

se

enquadra corretamente na comunicação
entre empresa e cliente. O modelo
tradicional do chamado composto de
Marketing - ou os “Quatro Ps do
Marketing”,

que

abrangem

produto,

preço, praça e promoção - sofreu um
processo natural de transformação que,
assim, possibilitou que o mesmo pudesse ser aplicado com total eficácia no ambiente
da Web. Surgiu então um novo modelo de composto baseado na mercadologia on-line:
os chamados “Sete Cs”, compostos pelos seguintes elementos:
a) Conteúdo: Os clientes desejam obter informações completas e atualizadas, além
de depoimentos de especialistas distribuídos em uma interface atraente;
b) Comunicação: Os internautas desejam não somente comprar com comodidade
no ambiente on-line, como também interação em tempo real e diálogo, seja por
chat, telefone, e-mail, ligação gratuita, entre outros;
c) Cuidado: Todo cliente gosta de receber atenção exclusiva, assim como
diversidade de informações, entrega, embalagem para presente, serviços de
devolução e suporte pós-venda;
12
d) Comunidade: Os clientes têm participação cada vez maior em comunidades na
Internet, nas quais os primeiros compartilham informações sobre temas de seu
interesse, acumulando conteúdo nas segundas. Assim, sites para comunidades
específicas na Internet têm uma importância muito grande;
e) Conveniência: Os sites devem ter navegação fácil, transações descomplicadas e
páginas que levem poucos segundos para carregar informações pesquisadas. Em
suma, a navegação intuitiva é pré-requisito para qualquer site;
f) Conectividade: É preciso que um site propicie ampla comodidade a seus
visitantes, possibilitando o acesso de usuários a outro site, ofertas válidas de
links relacionados, poder de atração do site e incentivos ao cliente;
g) Customização: À medida que o usuário clica ou busca por assuntos que são de
seu interesse, o site oferece resultados relacionados aos termos introduzidos.
Ou seja, os sites devem se moldar ao usuário.

Conteúdo

Customização

Comunicação

Sete
Cs

Conectividade

Conveniência

Cuidado

Comunidade

Portanto, uma gestão ideal do composto de Marketing por parte das empresas em
ambiente on-line seria uma continuidade entre os “Quatro Ps” convencionais do
Marketing e os “Sete Cs” do Marketing Digital, adaptando e aprimorando suas
13
estratégias do mundo real ao mundo virtual. Isto porque, continuamente, a Internet
está se tornando mais coletiva; sendo um palco no qual o cliente não somente adquire
um produto ou serviço, como também opina e compartilha informações sobre estes e a
empresa que os produz.

Com o surgimento de blogs, sites colaborativos e redes sociais na Internet, o Marketing
Digital passou a ter uma importância ainda maior no cenário virtual. Em acréscimo, foi
a partir do surgimento de tais canais comunicacionais virtuais que as empresas passaram
a enxergar a Internet como uma nova e inovadora ferramenta de interação com clientes
atuais e em potencial, além de se constituir de uma fonte de negócios em geral. As redes
sociais, devido às suas premissas interativas e suas funcionalidades cada vez mais
engajadoras, são canais perfeitos para o Marketing Digital - sejam para divulgação de
marcas, produtos ou serviços; relacionamento com clientes de forma instantânea ou
obtenção de vendas on-line.

Como estruturações do Marketing Digital, os aplicativos atuam como componentes
importantes de campanhas mercadológicas na Internet - aglutinando visitas aos
websites empresariais, servindo como ferramentas de marketing direto.
14

3- PUBLICIDADE E MARKETING MÓVEL
Para entendermos o marketing para dispositivos móveis, devemos
olhar para o passado e entender
como a mobilidade e o marketing
caminharam juntos e como podem
exercer influência na vida das
pessoas. Há quase 200 anos atrás,
um senhor chamado Joshua Pusey,
advogado de patentes e fascinado
pelo fogo, inventou e patenteou o
que conhecemos hoje como “caixa de fósforos”.

As caixas de fósforos eram vendidas a um centavo de dólar na época,
sem grandes pretensões. Porém um senhor chamado Mendelson
Opera, sem dinheiro para divulgar seus shows, ordenou 200 caixas de
fósforos personalizadas, prometendo “lindas garotas, incrível figurino
e muita diversão”.
Entra em cena depois de alguns anos,
um vendedor do fabricante das caixas
de fósforo, Henry C. Traute. Inspirado
pelo sucesso da Opera Hall, Traute foi
direto aos fabricantes chamando
aquele pequeno pedaço de espaço em
branco de “mini-outdoor” e ofereceu
um pacote de 2.500 caixas de fósforos
personalizados por seis dólares.

Vale lembrar que, antigamente, fumar era símbolo de prestígio na
sociedade, hábito comum entre pessoas inteligentes e inovadoras,
15

fumava-se em quase todos os lugares como hospitais, aviões, ônibus e
etc. Ao contrário do que
acontece hoje em dia em que
as pessoas que fumam são
excluídas socialmente e o
espaço permitido para este
hábito
é
estritamente
limitado.
Se pensarmos nos dias de
hoje, você é levado a achar
que o alcance de uma caixa
de fósforo não é relevante
mas antigamente todos tinham uma guardada dentro do seu bolso,
andando com ela 24 horas por dia. Podemos dizer que este fato foi
aonde surge o primeiro contato com a publicidade móvel no mundo e
que não podemos esquecer a semelhança da caixa de fósforo com os
dispositivos móveis que hoje carregamos em nossos bolsos e mochilas.
Esta tecnologia surge como um instrumento na qual o homem obtém
o seu sucesso profissional e desenvolve sua qualidade de vida, cada
vez mais utilizamos as novas tendências para se comunicar e se
expressar com o mundo.
A sociedade da informação do século XXI está conectada a todo o
momento, seja por meio de celulares, smartphones ou tablets e esses
indivíduos estão cada vez mais apropriando dessas tecnologias
móveis, compartilhando informação a nível profissional e também
para seu próprio entretenimento.

A mobilidade se enquadra em um padrão de vida com características
relacionadas à conveniência da informação em níveis de inovação,
acessibilidade, agilidade e segurança. A necessidade de entender o
mercado comparado a tecnologia tem por objetivo a otimização dos
16

processos de comunicação com a importância de entender este
público e suas necessidades em ambientes digitais.
O profissional de marketing deve estar atento as principais tendências
de comunicação e para isso deve se antecipar à tecnologia e suas
fronteiras. O marketing para dispositivos móveis ou “mobile
marketing” surge como ferramenta de apoio a mídias tradicionais e
também a campanhas de publicidade digitais. É um novo canal de
marketing para as empresas se conectarem aos seus consumidores e
desenvolver estratégias para atingir seus objetivos mercadológicos.

4- O CONCEITO DE “APPS”

O "Apps" é uma abreviação para “application”, do inglês, que significa
aplicativo, programa ou software. Esta é uma definição genérica e
comum em dispositivos móveis que se referem a aplicações móveis
(softwares sem necessidade de instalação).
Os Apps basicamente são softwares que têm as mais variadas funções
e tem como objetivo a maior interação e integração entre dispositivo
móvel e usuário.
17

Cada plataforma possui um tipo de "apps" sendo que alguns são
gratuitos e outros comercializados por desenvolvedores
independentes ou empresas. Os apps podem ser utilizados como
ferramenta de marketing para divulgação de produtos, marcas e
serviços e também para campanhas promocionais, institucionais e
ações de marketing.

5- PANORAMA DO MERCADO MOBILE

O mercado de dispositivos móveis vem crescendo no Brasil e no
Mundo e chama atenção dos brasileiros; segundo o IBOPE Nielsen
Online estima que 13% dos brasileiros, isto é, 25 milhões de pessoas,
possuem smartphones.

Atualmente, são quatro as principais categorias de comércio de
aplicativos:
 B2C (do inglês Business to Consumer), na qual são realizados
negócios entre uma pessoa jurídica fornecedora e uma pessoa
física consumidora;
18

 B2B (do inglês Business to Business), na qual são realizados
negócios entre duas pessoas jurídicas;
 C2B (do inglês Consumer to Business), na qual são feitas
transações entre uma pessoa física fornecedora e uma pessoa
jurídica consumidora;
 C2C (do inglês Consumer to Consumer), na qual são feitas
transações entre duas pessoas físicas.

Por estarem em constante ascensão, as diferentes categorias do
mercado mobile impulsionam a venda e troca de produtos e serviços
na Internet; sendo que, atualmente, existem inúmeros sites exclusivos
para a utilização de tais modalidades específicas. Em suma, o comércio
mobile é um importante fator da Internet atual, caracterizado por
bilhões de negociantes na rede.
19

A utilização das diversas possibilidades de comunicação disponíveis no
ambiente virtual passou a ser um diferencial para as empresas, que ao
notarem o potencial de tais possibilidades, passaram a utilizá-las como
base para inúmeras campanhas organizacionais. Em relação ao ecommerce, o processo de vendas pela Internet passou a ser algo
promissor e cotidiano, proporcionando comodidade a quem compra,
e ótimos resultados a quem vende. Portanto, independentemente de
sua categoria ou finalidade, é possível afirmar que o e-commerce
possui quatro funções principais:

a) Comunicação: com o intuito de obter maior agilidade no
desenvolvimento do relacionamento entre vendedor e
comprador e de facilitar transações comerciais, é preciso que
haja a transferência de informações e/ou documentos
eletrônicos;

b) Melhoria de processos de negócios: para que os vendedores
obtenham um melhor desempenho nos seus processos de
vendas, é necessário que as facilidades envolventes do ecommerce sejam canalizadas para melhor atender aos seus
clientes e parceiros, assim como seu canal de vendas e seus
fornecedores primários. Tal função também significa vantagem
competitiva, uma vez que a utilização da Internet para
organização da realidade externa de uma empresa, por exemplo,
pode auxiliar em seus processos internos;
20

c) Gerenciamento de serviços: trata-se da função do e-commerce
que possibilita a utilização da Internet para a fidelização da
clientela da empresa ou vendedor, atendendo às suas
necessidades relacionadas a produtos e/ou serviços. Torna-se
fundamental, portanto, que sites disponibilizem uma seção de
ajuda e conteúdos que sanem as dúvidas dos seus internautas;

d) Capacitação de transações: esta é a função que melhor
representa a essência do comércio eletrônico, a qual garante a
disponibilização de recursos que possibilitem a compra e venda
de produtos e/ou serviços por meio da Internet.

Deve-se ainda complementar que,
ao participar do cenário mobile,
uma empresa ou vendedor deve
estar presente on-line de maneira
a atender a todas as quatro
funções do e-commerce da forma
mais abrangente e eficaz possível.
É somente a partir da abrangência de tais funções que será possível
otimizar o uso da Internet e dos investimentos realizados na mesma.
Em acréscimo, é necessário que uma empresa ou vendedor fiquem
atentos à diversidade de possíveis consumidores de seus produtos
e/ou serviços: da mesma maneira que existem pessoas que fazem
compras pessoalmente e pela Internet, existem outras que preferem
comprar somente pessoalmente ou somente pela Internet.
21

No início da Internet, as pessoas acreditavam que poderia existir uma
“velha” e uma “nova” economia - sendo a primeira nos moldes
tradicionais e, consequentemente, fadada à obsolescência; e a
segunda, uma promessa de lucros milionários. Porém, com o passar
dos anos, comprovou-se que os
negócios
virtuais
convivem
perfeitamente com os negócios
tradicionais, existindo somente uma
economia em mutação e renovação
constantes. A nova economia não
poderia ser considerada como um
grande pote de ouro no fim do arco-íris
como se acreditava, mas sim como
uma agregadora de componentes
importantes à velha economia, que mostrou ser sólida e estabelecida
suficientemente para não se deixar derrubar e continuar existindo.
Hoje em dia, a diferença entre as duas é cada vez menor: todos os tipos
e portes de negócios já percebem que a combinação das duas
estratégias - a velha e a nova economia - é a melhor opção para o
mercado atual. Assim, percebe-se que, independentemente da
predominância de determinada forma de comércio - seja convencional
ou virtual -, as duas sempre existirão em conjunto; sendo que uma tem
a capacidade de complementar a outra em diversos aspectos.
Em relação às vantagens do mobile oferecidas ao comprador ou
consumidor final, é importante observar que, nos últimos anos, os
negócios pela Internet estão ganhando cada vez mais força,
ocasionando que uma importante parcela da população prefira
realizar compras por meio da mobilidade. Os principais fatores que
atraem o consumidor para o cenário de compras on-line são:
22

 Acesso direto e imediato a lojas virtuais sem sair de casa,
além de visão detalhada de produtos e preços;
 Obtenção simples de produtos conhecidos e/ou de
conveniência, como livros, carros, peças de vestuário, entre
outros, em qualquer horário do dia e em qualquer dia da
semana;
 Atendimento imediato e entregas rápidas em domicílio,
sendo que a comum garantia de pontualidade nas entregas é
assegurada por sofisticados recursos de informática,
automação e logística disponíveis por meio do e-commerce.
Em geral, os serviços de entrega dos produtos adquiridos pela
Internet são bastante satisfatórios, cumprindo prazos curtos
e garantindo a integridade dos produtos obtidos.
 Redução de visitas a lojas convencionais e,
consequentemente, diminuição de frustrações com lojas
lotadas, atendimento insatisfatório, cansativa busca por
produtos; além de evitar trânsitos congestionados e viagens
perdidas a lojas com produtos desejados esgotados;
 Atendimento
e
produtos personalizados,
além de seleção de
fornecedores
com
melhores
preços
e
melhores condições de
compra;
Os aplicativos móveis
atuais oferecem aos seus
clientes inúmeras opções de pagamento, com favoráveis descontos
em compras pagas à vista e grande quantidade de parcelas em
23

compras feitas a prazo. Os visitantes também obtêm informações
detalhadas sobre cada forma de pagamento disponível,
visualizando facilmente os valores de compras à vista ou
parceladas, além de informações a respeito dos prazos de
confirmação do pagamento.
Possibilidade de visões detalhadas e profundas dos produtos a
serem adquiridos, assim como, em alguns casos, simular a sua
utilização por meio de recursos virtuais;
Possibilidade de interatividade com outros clientes ou
consumidores on-line, para compartilhamento de opiniões e
experiências de compra de determinados produtos ou serviços
desejados.

Portanto, o fato da consagração das compras por meio da Internet
pode ser justificado pelas inúmeras vantagens que este âmbito
oferece - muitas vezes indisponíveis nos métodos de comércio
convencionais. Assim, no
caso de desenvolvimento
de
estratégias
para
obtenção de vendas online, é preciso, além de
oferecer
significativas
vantagens para atrair
clientes que já compram
pela Internet, oferecer
diferenciais para que clientes adeptos de compras convencionais
experimentem o cenário do e-commerce. O fato é que o poder de
barganha do cliente que realiza compras pela Internet é
significativamente maior do que quando as compras são realizadas em
locais físicos. As informações disponíveis para o cliente em ambiente
on-line são muito maiores e mais abrangentes, possibilitando uma
24

pesquisa mais detalhada dos produtos e ofertas da concorrência,
recomendações e opiniões sobre o produto ou serviço e mais
detalhada comparação de preços por meio de ferramentas gratuitas
on-line.
O cliente on-line pode decidir, com somente um clique do mouse, pela
compra ou pela rejeição de um produto ou serviço de determinada
empresa, enquanto em uma situação em uma loja física, o fornecedor
ou vendedor poderá contar e apelar para o contato ou a persuasão
pessoal. Além disso, o cliente
não conta com a possibilidade
de testar o produto em mãos
antes de adquiri-lo on-line e,
para que os produtos de
determinada empresa sejam
eleitos preferidos frente aos da concorrência, eles precisam oferecer
maiores vantagens e valor agregado para os clientes - seja por meio de
preços mais baixos ou promoções, maior conveniência e facilidade de
aquisição, características adicionais, diferenciais com valor agregado
ou outras vantagens.
Além disso, é necessário apontar que ainda há uma grande variedade
de opiniões dos clientes a respeito da credibilidade em compras online. Um dos fatores mais considerados na ainda existente relutância
de alguns consumidores em relação ao comércio eletrônico é a
impossibilidade de testar o produto desejado em mãos - uma vez que
todo o processo de compra é realizado através de máquinas como o
computador. Assim, o cliente somente poderá sentir o produto no
momento de recebimento do mesmo em seu próprio domicílio, sendo
esse o momento no qual poderá comprovar que o bem adquirido
realmente atende às suas necessidades pessoais e/ou cumpre tudo o
que promete conforme as informações disponibilizadas no site do
vendedor.
25

Além da questão de não poder testar o produto em mãos, muitos
consumidores em potencial ainda têm certa desconfiança em relação
à segurança das transações on-line. A questão da segurança na
Internet era, há alguns anos, um dos principais problemas encontrados
pelas empresas que utilizavam o comércio eletrônico. Porém, com o
desenvolvimento de sistemas aprimorados de logística, criação de
certificados de segurança, proteções aprimoradas contra ataques de
hackers, entre outros fatores, a confiabilidade por parte dos usuários
e clientes de lojas virtuais aumentou satisfatoriamente.

Nos dias atuais, a Internet já tem maturidade suficiente para ser
considerada como uma das mais importantes estratégias do comércio
mundial. Os principais
sites de compras on-line
já
são
facilmente
identificáveis por selos
de segurança emitidos
por
entidades
internacionalmente
reconhecidas;
e
as
compras realizadas são
prontamente confirmadas através de e-mails com os números e todas
as demais informações e características do pedido efetuado. Assim, o
e-mail se torna o instrumento principal para qualquer reclamação
necessária junto aos órgãos de defesa do consumidor, que já possuem
as transações de comércio eletrônico entre as que estão sob sua
autoridade e proteção.

Atualmente, a grande maioria dos internautas acredita que ainda
existem sites não confiáveis e, por isso, somente compram pela
26

Internet dependendo do site em questão. Portanto, o comprador
precisa se sentir seguro de que suas informações de cartão de crédito,
informações pessoais e detalhes das suas transações estão protegidas
de acessos não autorizados
ou mal intencionados. Além
disso, tem de sentir que está
fazendo negócios com uma
empresa confiável, cujos
produtos ou serviços e
informações do site ou loja
virtual são realmente o que
parecem e dizem ser. Por
fim, todo consumidor online deve ter seus pedidos
preenchidos e enviados
conforme solicitado, dentro do prazo de entrega informado e com
bom atendimento ao consumidor, pois são esses os elementos que
constituem um comércio eletrônico sério e de confiabilidade.
É possível perceber que há uma ligação entre a confiabilidade em
compras pela Internet e sites renomados, conhecidos e específicos. O
fato é que o usuário busca por lojas virtuais em sites especializados
quando não é remetido a uma empresa capaz de atender às suas
necessidades imediatas; e prefere realizar compras on-line somente
através de lojas que já conhece do mundo real ou que já ofereceram
boas experiências de compras próprias ou a pessoas próximas.
Portanto, as empresas que atuam ou desejam atuar na Internet devem
desenvolver e colocar em prática estratégias objetivando a retenção
da marca na mente dos consumidores on-line; estimulando o acesso
ao seu site e o usufruto de seus produtos e serviços.
27

6- DADOS SOBRE O MERCADO DE MOBILE

Segundo outra empresa especializada, a IDC, o Brasil é o quinto maior
mercado para esses produtos, e, até 2016, ocupará o quarto lugar. No
relatório da Nielsen de 2012 o número de linhas ativas totalizaram
250,8 milhões.
O brasileiro está apto a novidades e principalmente ao charme dos
tablets e suas funcionalidade, a Associação Brasileira da Indústria
Elétrica e Eletrônica (Abinee) prevê que a fabricação desse tipo de
dispositivo salte de 2,8 milhões de unidades para 5,4 milhões até o fim
de 2013.
Em 2012, anunciantes investiram US$ 24,6 milhões em anúncios
móveis no país, em torno de 1,2% de todos os gastos com anúncios
digitais registrados no Brasil. Segundo as projeções da eMarketer, a
parcela desses investimentos no mercado móvel chegará a 4,9% até
2016, totalizando US$ 198 milhões.
Muito destes números são advento do acesso a internet móvel pelo
usuário em busca de informação e sites de entretenimentos. Os
28

usuários estão cada vez mais interagindo através dos dispositivos
móveis.
Segunda a pesquisa da Hi-Mídia de 2013 o mercado mobile e de ecommerce no Brasil aponta que um em cada três usuários de
smartphone ou tablet já realizou compras usando seus dispositivos
móveis, número bastante significativo se levarmos em conta que se
trata de um mercado bastante jovem.
Do
total
de
entrevistados,
93%
disseram
buscar
informações
e
indicações
sobre
produtos e serviços via
dispositivos
móveis.
Além disso, 87% dos
entrevistados
já
desistiram de uma compra dentro de uma loja física por causa de uma
informação buscada via dispositivo.
Há pesquisa da dados interessantes sobre o comércio eletrônico
móvel, as vendas online feitas por meio de aparelhos móveis devem
apresentar um crescimento expressivo no país nos próximos meses –
a estimativa é que esse segmento movimente cerca de R$ 2 bilhões de
reais em 2013, contra os R$ 132 milhões alcançados no primeiro
semestre de 2012, segundo a Câmara Brasileira de Comércio Ele
29

GENERALIDADES

E

PARTICULARIDADES

DO

MERCADO

DE

APLICATIVOS

Em geral, o segredo da venda de um produto ou serviço está no fato
de o mesmo atender às expectativas e necessidades do consumidor
final; tanto no comércio tradicional quanto no comércio eletrônico. No
princípio da instauração da rede virtual em todo o mundo,
normalmente a Internet era somente utilizada como uma espécie de
vitrine ou catálogo virtual de determinada empresa ou loja,
incentivando a presença física do cliente ou consumidor final no
estabelecimento comercial para que fosse realizada a transação
propriamente dita.
30

Aos poucos, as lojas virtuais de aplicativos foram ganhando espaço no
cotidiano dos internautas e foram possibilitando cada vez mais a venda
de qualquer tipo de produto ou serviço on-line - sendo que, ainda no
início da implantação do comércio eletrônico, já imperavam as vendas
de produtos tangíveis de fácil escolha e transporte, incluindo CDs de
música e jogos eletrônicos (ainda fazendo parte dos produtos mais
vendidos em ambiente on-line). Paralelamente, outras iniciativas de
transações virtuais foram ganhando espaço ao lado do e-commerce,
incluindo leilões, aplicações bancárias e até mesmo integrações de
cadeias de fornecedores de empresas, aumentando ainda mais as
possibilidades de compra e venda de produtos e serviços na Internet.

Nos dias atuais, não há mais limites em relação ao que pode ser
comercializado pela Internet. Os bens tangíveis, cujas características
são imediatamente reconhecidas pelo consumidor através das
31

embalagens, cores, formas, entre outros fatores, são adquiridos em
larga escala no ambiente on-line e batem novos recordes de vendas a
cada ano. Além disso, os bens intangíveis também têm ganhado seu
espaço no comércio eletrônico e já fazem sucesso entre os
consumidores, mesmo não tendo características explícitas ou
imediatamente visualizáveis. Como exemplos, podemos citar
aparelhos eletrônicos, artigos de decoração e livros como bens
tangíveis; assim como softwares, cursos de ensino a distância e
prestações de serviços em geral como bens intangíveis.

O que se pode constatar
a respeito da preferência
dos consumidores on-line
pela aquisição de bens
tangíveis
em
níveis
recordes é que estes
possuem, em geral,
características
semelhantes. Assim, é
possível
fazer
uma
comparação entre os produtos líderes de vendas no comércio
eletrônico e aqueles que serão comercializados na loja virtual a ser
criada, levando em consideração algumas características preferenciais
por parte dos consumidores on-line.

Portabilidade: Em geral, produtos menores e de fácil transporte são
os mais comprados pelos internautas, sendo este fator influenciado
diretamente pelo custo do frete em determinadas lojas virtuais.
Alguns produtos, por serem maiores, mais pesados ou de difícil
transporte exigem uma cobrança de frete mais elevada e, muitas
32

vezes, esta cobrança acaba pesando demais no bolso do consumidor fazendo com que, inevitavelmente, a compra seja descartada ou
cancelada.

Padronização: Uma das coisas mais observadas no comércio
eletrônico é a padronização das vendas, ou seja, o fato de um mesmo
consumidor adquirir repetidamente o mesmo produto on-line. Isso
ocorre porque, uma vez adquirindo determinado produto de sua
preferência, o comprador já terá uma noção referente às dimensões,
desempenho e funcionalidades do mesmo; o que acaba incentivando
a sua compra constante do mesmo produto ou similares em ambiente
on-line.

Preço: Normalmente, produtos mais baratos são infinitamente mais
vendidos do que produtos mais caros em ambiente on-line principalmente, ainda nos dias atuais, devido ao fator da segurança no
comércio eletrônico. Produtos ou serviços com custos mais baixos
reduzem a sensação de risco por parte dos consumidores e, assim, os
menores gastos são muito mais realizados do que os altos gastos em
ambiente virtual.

Tecnologia: Principalmente nos últimos anos, o perfil do comprador
de produtos ou serviços através do e-commerce passou a ser
comparado ao de quem possui uma média ou grande afinidade com a
Internet; além de possuir, em geral, ensino superior e buscar sempre
pelo que lhe fornecer maior comodidade. Esse é um dos principais
fatores para que as assinaturas de jornais e revistas on-line, por
exemplo, tenham aumentado tanto no cenário virtual dos últimos
anos; assim como a aquisição de produtos através de downloads,
como livros, softwares e cursos on-line.
33

No entanto, vale apontar que qualquer esforço de recursos móveis online pode não render bons resultados se não despertar o interesse do
consumidor final. É possível que uma aplicativo tenha um portfólio
completo de recursos, ainda assim, não obter sucesso com suas
vendas somente pelo fato de não atrair a atenção do público final ou
não passar segurança e legitimidade ao mesmo. Em suma, um produto
ou serviço só pode ser vendido no caso de despertar o interesse do
consumidor final e satisfizer os seus desejos e necessidades; sendo o
principal desafio do profissional de marketing, detectar onde estão os
internautas dispostos a comprar na Internet. Portanto, é neste ponto
em que se encontra a importância de uma pesquisa prévia à criação
de um plano de negócios e do aplicativo propriamente dito: é preciso
conversar com consumidores em potencial e descobrir quais são seus
verdadeiros interesses do aplicativo a ser criado.
34

7- INTRODUÇÃO AO MOBILE MARKETING

O termo "mobile" tem como tradução a palavra "móvel" e pode se
referir a dispositivos eletrônicos móveis como: celulares,
smartphones, netbooks e tablets.

Mobile marketing é um termo utilizado para definir ações de
marketing e comunicação realizadas por meio de dispositivos móveis.
Os dispositivos móveis ampliam as principais características que um
computador tradicional e estão aptos à compras e serviços via
internet.
35

Os benefícios dos dispositivos móveis em nível de marketing e
mercado são:
• Possui mais interatividade que outras mídias;
• Recursos ilimitados em nível de desenvolvimento;
• É uma ferramenta de produção de conteúdo imediato;
• Extremamente segmentável e mensurável.

O marketing para dispositivos móveis consiste em uma comunicação
bidirecional iniciada tanto pelo cliente como pela marca e tem como
características ações de relacionamento e interação com um alto
impacto pelos usuários em mensagens e aplicativos.
O marketing para dispositivos
móveis surge como um canal de
comunicação e tem como
benefício o relacionamento
direto entre cliente e empresa.
O profissional de marketing
deve utilizar este canal como
ferramenta de apoio a ações de
marketing e de comunicação e
também para interação com o consumidor/cliente por intermédio de
aplicativos, mensagens por foto e vídeo.
O mobile marketing se torna uma grande ferramenta para o
profissional de marketing pelo seu baixo custo e a facilidade de atingir
mais pessoas comparadas a mídias tradicionais e também digitais
(Links Patrocinados, Anúncio em Redes Sociais, E-mail Marketing e
etc). Esta prática acaba se tornando mais eficiente, pelo fato de as
pessoas carregarem em seus celulares aonde vão e também por estar
propício a lerem mensagem de textos ou interagirem por meio de
36

aplicativos. Essa interação entre emissor e receptor acaba se tornando
uma experiência única ao usuário de dispositivos móveis.
Para ser considerado móvel, um dispositivo deve possuir
determinadas características, como a portabilidade, usabilidade,
funcionalidade e conectividade:

• Portabilidade: quando um dispositivo pode ser facilmente
transportado.
• Atualmente, um dispositivo pode ser considerado portátil quando
tem a capacidade de ser transportado na palma da mão;
• Usabilidade: quando um dispositivo pode ser usado em qualquer
ambiente e por qualquer pessoa;
• Funcionalidade: quando um dispositivo pode ser usado para várias
aplicações.

• Atualmente, dispositivos têm vários aplicativos móveis instalados.
Em geral, essas aplicações se encaixam em duas categorias:
dependentes, quando necessitam conectar-se a outros usuários ou
aplicações, como, por exemplo, calendários, notícias ou GPS;
independentes, ou seja, sem a necessidade de conectar-se a outros
usuários ou aplicações, por exemplo, relógio, jogos ou calculadora.

• Conectividade: é a capacidade de um dispositivo conectar-se com
outros dispositivos ou usuários. Uma conexão não necessariamente se
faz com conexões sem fio. Qualquer interatividade com outro usuário
ou dispositivo através de qualquer meio, pode ser considerado uma
conexão.
37

8- RECURSOS MÓVEIS COMO FERRAMENTA DE MARKETING
DIRETO

Os recursos disponíveis nas plataformas móveis podem ser utilizadas
como ferramentas de marketing direto.
Estes recursos tem como objetivo serem complementos em ações de
marketing digital para cativar e se interagir com um determinado
público que de fato tem interesse em determinado produto ou serviço,
sem intermediários. Ele reforça o relacionamento com os clientes e é
utilizado dentre outras coisas para fazer com que este seja duradouro.
Os principais objetivos da utilização de recursos Móveis são:


Pesquisa mercado;
38








Identificação de clientes potenciais;
Conquistar novos clientes;
Fidelização de clientes;
Divulgação da marca e dos seus produtos ao público alvo definido;
Rentabilização da Força de Vendas
Obtenção de resultados mensuráveis;
Maximização do lucro.

Entre os principais meios utilizados para a construção de um marketing
direto com qualidade, estão a inteligência de banco de dados,
impressão, criação de URLs personalizadas e acompanhamento e
análise de retorno de investimento em marketing, como também
aplicações de tecnologias como realidade
aumentada, QR Codes variáveis e
personalizados,
geotagging
e
desenvolvimento de mapas variáveis ponto
a ponto.
Mas o marketing direto não se concretiza
num único momento, pois permite uma
continuidade da relação uma entidade e
cada um dos Clientes, sendo esta
alimentada com a informação que vai
recolhendo nos contactos estabelecidos. Este conhecimento será
guardado numa base de dados - o suporte estratégico desta técnica,
sendo reutilizado para gerar novos momentos de contacto e de
interação com o Cliente e, assim construir uma relação duradoura.
Este conhecimento é a chave do sucesso do marketing direto. O
consumidor de hoje é muito exigente, quer ser tratado de acordo
39

9- PLATAFORMAS DE DISPOSITIVOS MÓVEIS

Hoje existe diversas plataformas para dispositivos móveis que podem
ser considerados ambientes na qual envolvem a interatividade entre
usuário e tecnologias. Essas plataformas móveis constituem uma série
de aplicativos que são softwares com características individuais e
recursos.
As principais aplicações do mercado são o iOS da Apple, Android da
Google e o Windows Mobile da Microsoft. Essas plataformas estão
disponíveis em celulares, tablets e smartphones e incluem
conversação,
convergência,
portabilidade,
entretenimento,
personalização, conexão com múltiplas redes, além de produção de
informação.
Hoje existem diversas plataformas aonde esses apps são
desenvolvidos, sendo as mais famosas o Windowns Phone, iOS e
Android.
40

O Bugdroid

Android é um sistema operacional criado em 2005, baseado no núcleo
Linux para dispositivos móveis e tem como características o
armazenamento de dados por meio de um banco de dados SQLITE,
mensagens via SMS como MMS (Multimedia Message System) e um
sistema multimídia com extensão para MPEG-4, H.264, MP3, e AAC
(Advanced Audio Coding).

O Android é um sistema bancado pela empresa Google e tem como
diferencial a abertura do seu código para outros desenvolvedores
criarem e desenvolverem melhorias e também para a popularização
de aplicativos.

“O Android tem como ícone e mascote o Bugdroid", toda sua aplicação
é escrita em linguagem de programação java, são compiladas em
41

bytecodes Dalvik e executadas usando a Máquina virtual Dalvik, uma
máquina virtual especializada desenvolvida para uso em dispositivos
móveis.

O espaço de comercialização dos aplicativos Android é o Market Place
da Google aonde desenvolvedores e empresas disponibilizam o seus
aplicativos de forma gratuita e também paga. Muitos desses
aplicativos são encomendados por usuários e classificados conforme
os usuários e o número de downloads.

iOs
42

iOS (antes chamado de iPhone OS) é um sistema operacional móvel da
Apple Inc lançando em 2004, desenvolvido originalmente para o
iPhone, também é usado em iPod Touch, iPad e Apple TV. A Apple não
permite que o iOS seja executado em hardware de terceiros.

A interação com o sistema operacional inclui gestos como apenas
tocar na tela, deslizar o dedo, e o movimento de "pinça" utilizado para
se ampliar ou reduzir a imagem. Acelerômetros internos são usados
por alguns aplicativos para responder à agitação do aparelho (um
resultado comum é o comando de desfazer) ou rodá-la em três
dimensões (um resultado comum é a mudança do modo retrato para
modo paisagem).

Diferente do Android é um sistema operacional fechado aonde a
própria Apple disponibiliza passos para desenvolvedores
independentes e empresas criarem seus aplicativos. Todo aplicativo é
submetido a Apple Store, na qual existe uma taxa para sua publicação
(essa política interna da Apple desestimula o crescimento de
aplicativos e também sua popularização), os mesmos podem ser
baixados de forma gratuita ou paga na própria Apple Store.

O iOS consiste em quatro camadas de abstração: a camada Core OS, a
camada Core Services, a camada mídia e a camada Cocoa Touch . O
sistema operacional usa aproximadamente 900 MB de
armazenamento do dispositivo que varia para cada modelo.
43

Windows Mobile

O Windows Mobile é um sistema operacional para dispositivos móveis,
projetado para ser capaz de realizar boa parte do que é possível em
uma versão PC (personal computer) do Windows, o sistema vem com
um conjunto de aplicações básicas bem conhecidas no mundo dos PCs,
tais como o Word,

Excel, PowerPoint, Windows Media Player Pocket. A maioria dos seus
recursos remetem ao próprio sistema operacional presente na maioria
dos computadores desktop.
44

10-

EMPREENDEDORISMO EM APPS

O conceito de empreendedorismo remete à iniciativa primária de
organização, liderança, operação e assumo de riscos por parte de uma
pessoa; tendo como objetivo o alcance do sucesso de um princípio
mercadológico. Assim, em outras palavras, o empreendedorismo é
uma ação realizada por qualquer pessoa que esteja disposta a assumir
riscos para começar algo novo; criando a sua própria alternativa e
desenvolvimento de ideias para consagração do que atribui como
“novo”. Ser um empreendedor é diferente de ser um empresário, por
exemplo, pois um empresário é aquele que tem posse total ou parcial
de alguma empresa; enquanto o empreendedor geralmente tem a
ideia e cria a sua própria empresa ou negócio para inserção no
mercado.

Porém, vale apontar que um empreendedor não precisa criar a sua
própria empresa ou negócio para ser, de fato, um empreendedor: ele
pode se intitular um a partir do momento em que assuma riscos e
busque agregar valor a qualquer tipo de negócio, existente ou não.
Sensibilidade e conhecimento de mercado; conhecimento sobre
finanças; capacitação para identificação de oportunidades e
direcionamento para aproveitar ao máximo as chances
mercadológicas são as características básicas de qualquer
empreendedor. Além disso, muitos empreendedores conseguem aliar
a sua criatividade e força de vontade para transformar algo que não
está mais rendendo bons resultados em um ótimo modelo de negócios
a ser seguido.
45

Para ser um empreendedor não somente na Internet, como em
qualquer tipo de mercado, é preciso ter em mente as definições
genéricas a respeito da mercadologia e, acima de tudo, buscar o maior
número possível de informações envolvendo o seu ambiente. Em
linhas gerais, um mercado é todo local no qual as pessoas vendem e
compram produtos ou serviços - sempre havendo a tendência de
oferta e procura. Independentemente da área específica do mercado
- podendo se referir ao mercado de trabalho, monetário, financeiro,
entre outras -, a lei de oferta e procura é sempre constante; ou seja,
há sempre alguém oferecendo produtos ou serviços e há sempre
alguém necessitando ou desejando a aquisição dos mesmos.

Portanto, os primeiros fatores a serem analisados em um mercado,
independentemente de seu ambiente, são as suas variáveis
envolvendo o mercado consumidor (pessoas ou empresas que
desejam adquirir produtos ou serviços) e o mercado concorrente
(pessoas ou empresas que oferecem ao mercado consumidor
produtos ou serviços similares aos que se deseja comercializar). Em
outras palavras, é muito difícil inserir um produto ou serviço em um
ambiente no qual não existe um público que deseje adquiri-lo ou que
possua um monopólio de mercado; portanto, é preciso conhecer o
mercado para evitar dar tiros no escuro.

O fato é que, especificamente no caso da Internet, o ato de criar um
aplicativo não é sinônimo imediato de vendas, lucro e sucesso
incontestável: assim como em qualquer outro mercado, os negócios
on-line podem não render bons frutos a qualquer segmento. Assim,
antes de investir montantes de dinheiro em uma loja virtual, é preciso
se certificar de que a oferta a ser realizada terá procura e aceitação
mínimas para que haja retorno sobre o investimento. Para isso, o ideal
é realizar uma pesquisa a respeito dos hábitos de compra do público
46

em potencial na Internet; envolvendo perguntas e respostas sobre
suas preferências de produtos, condições de pagamento, entrega,
atendimento, entre outras. O questionário pode ser aplicado
integralmente on-line e, quanto mais respostas forem obtidas, mais
sucesso o negócio on-line estará inclinado a ter.

Em seguida, é necessário elaborar um Plano de Negócios para a criação
efetiva da loja virtual. O conceito central do plano de negócios é reunir,
em um só documento, todas as caracterizações possíveis de uma
empresa ou negócio que se queira lançar ou reestruturar; organizando
suas definições, modo de operação, estratégias, estimativas de
alcance de mercado e projeções financeiras envolvendo custos e
lucros. Em outras palavras, um plano de negócios é equivalente a um
projeto empresarial, objetivando minimizar os possíveis erros
executados e o alcance das melhores tomadas de decisões para o
negócio .

Para que um bom plano de negócios seja realizado, é preciso
considerar a elaboração de diversas questões para obtenção de
respostas em relação à loja virtual. (

Quais são os diferenciais a serem oferecidos pelo seu aplicativo?
Uma vez tendo realizado a análise da concorrência na Internet, já é
possível determinar quais são os seus pontos fortes e quais são os
produtos ou diferenciais que as mesmas oferecem e que podem ser
seus maiores trunfos. Assim, para que o aplicativo esteja à altura da
concorrência - e até mesmo melhor -, é preciso estipular os principais
aspectos que garantam a compra do público-alvo na mesma em vez de
na loja concorrente. É preciso definir um ou mais fatores que superem
47

os esforços realizados pelos concorrentes; sejam vantagens, estrutura
e recursos do aplicativo.
Quem faz parte do público final do aplicativo a ser criado? Onde ele
está?
Para responder esta pergunta, a pesquisa realizada a respeito do
mercado consumidor anteriormente ao plano de negócios será de
suma importância. É óbvio o fato de que, para comercializar qualquer
tipo de produto ou serviço, é preciso ter ao menos uma noção básica
referente a quem o estará adquirindo; principalmente para que os
esforços comunicacionais sejam efetuados da maneira mais eficaz
possível. Assim, é preciso estabelecer quem realizará o download do
aplicativo, qual é a média de clientes a ser atingida, qual será o seu
ponto de origem principal, como alcançá-los e quantos clientes serão
necessários para tornar todo o esforço do aplicativo
Como será o processo de atração e aquisição de clientes o seu
aplicativo?
Nesta etapa do plano de negócios, já é possível traçar quais seriam os
mais eficientes métodos de atração e aquisição de clientes
constantemente para o negócio. Para iniciar o processo de captação
de clientes, é possível determinar quais fatores devem ser
considerados para facilitar tal processo - podendo envolver o
relacionamento direto com clientes através de redes sociais,
divulgação em sites especializados, anúncios personalizados, entre
outros exemplos.
Qual é o nível de especialização tecnológica necessário para o bom
desempenho de um aplicativo?
No que diz respeito à criação, manutenção e atuação aplicativo, é
preciso estabelecer anteriormente à sua inserção em ambiente on-line
quem será a equipe responsável por gerenciá-la. Esta questão é de
suma importância para o plano de negócios, visto que, assim que uma
48

loja passar a captar centenas ou milhares de visitantes e clientes
diários, as particularidades tecnológicas da mesma já deverão estar
completamente definidas e funcionando perfeitamente.

E em relação aos demais setores empresariais: quem será
responsável por cada um?
É claro que não somente a parte tecnológica do aplicativo deve ser
gerenciado, mas cada elemento da mesma deve ser monitorado e seus
possíveis problemas devem ser prontamente solucionados. Assim, é
preciso determinar quem serão os profissionais responsáveis pelo
setor de cadastramento de novos produtos ou serviços no sistema,
processamento de pedidos, setor financeiro, entregas, trocas ou
devoluções, atendimento e quaisquer outros setores específicos. O
principal objetivo desta etapa é a definição de uma sistemática de
integração de cada função com a melhor agilidade e economicidade
possível para o aplicativo

Quais tipos de resultados são esperados com aplicativo?
Uma das principais questões relacionadas a dispositivos móveis é em
relação aos seus possíveis resultados obtidos. Primeiramente, é
preciso ter em mente e claramente estabelecido no plano de negócios
qual é o objetivo primário central do aplicativo a ser criado, para que
a partir do momento de sua criação seja possível direcionar todos os
esforços para o alcance de tal objetivo. Em segundo lugar, com as
determinações do plano de negócios, será possível garantir que a loja
gere lucros a curto ou médio prazo? Caso não sejam obtidos os
resultados esperados, quais seriam possíveis alternativas para o seu
aplicativo? Esta é uma das respostas que proporcionam um nível maior
49

de segurança no plano de negócios, viabilizando-o e assegurando a sua
realização.

Quais tipos e valores de investimento são necessários para a criação,
manutenção e atuação de um aplicativo A partir de qual momento
elae deverá demonstrar resultados?
As questões financeiras são sempre as mais complicadas de se
responder, porém são as mais fundamentais para que o negócio seja
inserido com sucesso na Internet e possa passar a gerar resultados. É
preciso definir, pelo menos grosseiramente, qual é a previsão de gasto
inicial, qual é a disponibilidade financeira, opções de aumento de
capital, opções de sociedade, entre outras. O objetivo de tais respostas
é determinar todas as opções possíveis de administração de finanças
do negócio, estabelecendo a origem dos primeiros investimentos e
como será realizada a constante estipulação e determinação de custos
e lucros do seu aplicativo.

Durante a elaboração do plano de negócios, é possível que surjam
mais questões que exijam uma atenção especial para a criação da loja
virtual. Porém, é necessário sempre valorizar as respostas para as
questões envolvendo os gastos da loja (incluindo o investimento
inicial, custos gerais e despesas específicas), o preço de cada produto,
opções para evitar prejuízos financeiros e projeções de retorno sobre
todo o investimento realizado com o projeto. Somente quando tais
questões obtiverem respostas coerentes e convincentes para a criação
e implantação da loja virtual é que a mesma se tornará viável.

Para fins de complementação do plano de negócios traçado para a loja
virtual, torna-se interessante e proveitosa a Análise SWOT do
ambiente da mesma. A análise SWOT é uma ferramenta utilizada como
50

base para o planejamento estratégico e gestão de uma empresa,
possuindo uma estrutura simplificada e flexível para a análise do
ambiente no qual qualquer tipo de negócio esteja inserido. A sigla
SWOT provém da língua inglesa e remete às palavras Strengths
(Forças), Weaknesses (Fraquezas), Opportunities (Oportunidades) e
Threats (Ameaças), sendo que as forças e fraquezas são analisadas em
meio ao ambiente interno da empresa e, por outro lado, as
oportunidades e ameaças são analisadas em ambiente externo à
mesma.
(Clique para visualizar como cada elemento da análise SWOT pode ser
avaliado).
Forças: Quais são as vantagens internas do aplicativo em relação aos
concorrentes? Como exemplos, pode-se citar uma equipe de
colaboradores altamente qualificada e grande qualidade dos produtos
comercializados.
Fraquezas: Quais são as desvantagens internas do aplicativo em
relação aos concorrentes? Como exemplos, pode-se citar profissionais
responsáveis por mais de um setor interno ou alto custo de
fornecimento dos produtos e no desenvolvimento.
Oportunidades: Quais são as oportunidades do ambiente externo que
o aplicativo está inserido? Por exemplo, pode-se citar uma possível
explosão na demanda por determinado produto comercializado e,
consequentemente, grande número de vendas.
Ameaças: Quais são as ameaças do ambiente externo que o aplicativo
está inserido?

Vale apontar, aqui, que as forças e fraquezas da análise SWOT
geralmente são determinadas a partir da posição atual de um negócio,
enquanto as oportunidades e ameaças são eventos possíveis de
ocorrer uma vez que, no caso, o aplicativo quando for lançado. Com o
51

plano de negócios traçado anteriormente, já é possível determinar
quais são as forças e fraquezas do aplicativo, enquanto as
oportunidades e ameaças só podem ser estimadas. Além disso, todo o
ambiente interno do negócio pode ser administrado e aprimorado
pelos dirigentes do mesmo, enquanto o ambiente externo somente
pode ser observado e monitorado frequentemente para garantir a
adaptação do negócio ao mesmo.

Uma vez elaborado o Plano de Negócios e realizada a Análise SWOT do
aplicativo a ser criado, é preciso atentar para os aspectos legais do ecommerce no Brasil. Não há leis específicas a respeito do comércio
eletrônico propriamente dito na legislação brasileira, então as normas
gerais do Direito são aplicadas às atividades de comércio físico e virtual
de igual maneira - exigindo algumas particularidades para validação
dos processos de compra e venda. Em primeiro lugar, é necessário que
ocorra uma contratação prévia entre as partes envolvidas em
situações de compra e venda de produtos ou prestação de serviços;
sendo necessários os seguintes quesitos para a sua validação:
Agente capaz: Pessoa física ou jurídica capaz de exercer seus direitos
e obrigações, ou seja, praticante de atos da vida civil.
Objeto lícito: Qualquer produto ou serviço comercializado que esteja
de acordo com a lei, sendo que quaisquer irregularidades para com a
mesma tornarão inválido qualquer tipo de contrato entre duas partes.
Objeto possível: Todas as condições e ofertas do contrato devem ser
possíveis de serem realizadas, para que tornem as contratações
válidas e viáveis perante a lei.
Forma contratual prevista em lei: Para contratações particulares, a
utilização contratual recomendada é a escrita, não sendo necessários
formatos padrão de documentação.
52

Normalmente, os processos de contratações realizadas através do
comércio eletrônico envolvem duas partes que estejam conectadas
em ambiente on-line, simultaneamente. Assim, a simples aceitação da
proposta comercial exibida nas condições do aplicativo por parte do
comprador já é suficiente para concretização da contratação. Porém,
em casos nos quais não haja a simultaneidade na conexão em
ambiente on-line, é preciso que haja uma confirmação por e-mail
sobre qualquer proposta de venda por parte do comprador (condições
previstas no Novo Código Civil, artigos 428, itens 1 e 434). Por fim, há
ainda os casos nos quais as contratações são realizadas com o
envolvimento de uma das partes que não resida em território nacional
- valendo, assim, as condições legais do país de sede da empresa
desenvolvedora do aplicativo.

Os próximos cuidados a serem tomados em relação aos aspectos legais
do comércio eletrônico envolvem os direitos do consumidor,
conforme previstos no Código de Defesa do Consumidor (CDC),
levando em consideração alguns quesitos principais. (Clique para
visualizar os principais direitos do consumidor conforme o CDC)
Informação: O consumidor tem direito de obtenção da maior
quantidade possível de informações a respeito dos produtos ou
serviços a serem adquiridos, assim como informações a respeito do
vendedor, loja ou empresa fornecedora dos mesmos. Assim, em casos
de lojas que comercializem produtos ou serviços de terceiros, é preciso
constar informações relacionadas à origem dos mesmos, seus
atributos e especificações detalhadas. A mesma coisa ocorre em casos
de lojas que comercializem seus próprios produtos ou serviços, sendo
que as mesmas devem fornecer o maior número possível de
informações a respeito de seus bens ou serviços comercializados.
Também são necessárias as informações referentes à logística da
53

compra de cada produto ou serviço, iniciando por todas as opções de
pagamento até todos os prazos de entrega e possibilidades de troca.
Proteção: Quaisquer cláusulas contratuais que sejam de difícil
entendimento ou duvidosas serão sempre interpretadas do modo que
mais convir ao consumidor; assim como cláusulas que determinem
vantagens excessivas a favor da empresa ou loja virtual, resultando ou
não em prejuízo ao consumidor, poderão ser descartadas ou
invalidadas perante a lei. Porém, a proteção mais exigida pela lei em
relação ao consumidor diz respeito às práticas abusivas de comércio:
quaisquer propagandas enganosas ou que induzam o consumidor ao
erro (podendo se referir às características gerais do produto ou serviço
comercializado; às condições de pagamento; aos prazos para entrega
em domicílio, entre outros) são inegavelmente condenadas pela lei,
normalmente resultando em sanções contra a empresa ofertante e
obrigação de reparação dos danos causados ao consumidor.
Sigilo e Segurança: Todas as informações pessoais dos consumidores,
fornecidas durante o processo de compra em ambiente on-line,
somente poderão ser repassadas a terceiros com autorização expressa
dos próprios consumidores. A responsabilidade pelas informações
pessoais dos compradores são sempre da empresa ofertante do
produto ou serviço adquirido, estando esta responsabilizada por
quaisquer danos causados ao consumidor em virtude do mau uso de
suas informações. Já o quesito segurança se refere ao ambiente da loja
virtual, ao processamento dos pedidos e pagamentos realizados online e à toda a experiência do consumidor no mesmo ambiente: tratase de um dos principais elementos de todo e qualquer negócio on-line,
sendo fundamental não só para os consumidores como para toda a
empresa ou loja virtual.
Arrependimento: Ao consumidor é concedido o período de sete dias
corridos após a efetivação de sua compra (podendo ser contados a
partir da assinatura de contrato, confirmação de pagamento ou a
54

partir da entrega do produto) para arrependimento pela aquisição de
produtos ou serviços que não forem obtidos em lojas físicas. Assim, é
possível que o consumidor solicite a devolução do produto ou serviço
e restituição dos valores pagos, sem quaisquer taxas ou penalidades,
dentro do período de sete dias contados a partir da efetivação da
operação realizada on-line.
Condições Imutáveis de Compra: Todos os termos, condições, opções
de pagamento, prazos de confirmação e entrega, entre outros, devem
ser rigorosamente cumpridos pela empresa ou loja virtual ofertante
de produtos ou serviços on-line. Em caso de não cumprimento das
condições impostas pelo próprio vendedor ou loja virtual, caberá a
estes responder perante a lei, resultando no cancelamento da
transação ou até mesmo em sanções legais para o negócio envolvendo o pagamento de perdas e danos causados ao consumidor.

Em relação à tributação nas atividades de comércio eletrônico,
existem algumas particularidades da lei para a prática da venda de
determinados produtos ou serviços on-line. Primeiramente, será
exigido o pagamento de todo e qualquer tributo relacionado às
operações realizadas on-line, tal como se fossem realizadas em lojas
físicas. Além disso, no caso da comercialização de programas
produzidos em série, o imposto a ser aplicado será o ICMS (tributo
estadual); enquanto que programas desenvolvidos por encomendas
terão o ISS (tributo municipal) aplicado.

Reforçando a questão da segurança na empresa ou loja virtual a ser
criada, é necessária uma precaução quanto à escolha de uma
plataforma pronta que seja de confiança e tenha experiência de
mercado, tendo boa reputação e seguindo os avanços tecnológicos na
implantação e desenvolvimento de suas plataformas comercializadas.
Além disso, é sempre vantajoso proteger os domínios do site
55

empresarial com certificados SSL e mecanismos direcionados contra
malwares de todos os tipos, prevenindo ataques de hackers, vírus e
outras ameaças virtuais.

A empresa ou proprietário do aplicativo ainda poderá optar pelo
registro de sua marca e de seus produtos ou serviços no INPI (Instituto
Nacional de Propriedade Industrial), evitando que quaisquer nomes
representados pela mesma sejam utilizados por terceiros. Por fim, o
registro do domínio da empresa também deve ser realizado junto ao
CGI (Comitê Gestor da Internet no Brasil), garantindo a exclusividade
de uso de seu respectivo endereço virtual. Levando em conta todas as
obrigações legais e responsabilidades de uma empresa ou aplicativo
de dispositivos móveis pode se transformar em uma excelente
alternativa para qualquer tipo de negócio ou segmento; resultando em
ótimos resultados para quem vende e para quem compra.

11-

PLANEJAMENTO

COMUNICACIONAL

EM

MOBILE

MARKETING (CAMPANHAS)

O amadurecimento da publicidade mundial fez com que as estratégias
persuasivas passassem por um gradativo processo de aprimoramento
e diversificação, tornando-se cada vez mais criativas e inovadoras para
melhor chamar e manter a atenção do seu público-alvo. Porém, para
que o resultado final possa ser obtido da maneira mais correta
possível, é imprescindível que exista um planejamento ou uma
abordagem completa das decisões mercadológicas e publicitárias, com
56

base na análise situacional da empresa no mercado, nos seus recursos
característicos e na sua capacidade atual.

A

elaboração

de

planejamentos

de

comunicação

e,

consequentemente, da interação entre empresa e consumidor por
meios convencionais é requerida para a criação de um posicionamento
empresarial, fazendo com que a instituição obtenha e mantenha seu
lugar no mercado. Contudo, em um cenário mais recente, a elaboração
de um planejamento de comunicação com foco nas redes sociais
virtuais atuais tem se caracterizado como um diferencial às
organizações, devido à atualidade de tais veículos, à facilidade de
utilização e ao constante desenvolvimento dos mesmos.

Atualmente, uma empresa com número significativo de seguidores ou
curtidores nas redes sociais é vista positivamente pela sociedade em
57

geral e, particularmente no âmbito empresarial, realça o seu
posicionamento no mercado. Consequentemente, um planejamento
de comunicação criado e desenvolvido exclusivamente para as redes
sociais virtuais é uma iniciativa a ser valorizada por uma empresa, dada
a sua análise positiva no cenário empresarial atual.

No âmbito comunicacional, a essência de um planejamento de
comunicação é a que o mesmo deve ser entendido como uma
derivação do planejamento de marketing tradicional. Trata-se de um
processo de administração e sistemática, com a função primária de
coordenar os objetivos, estratégias determinadas e as diferentes
etapas de uma campanha propagandística, divulgação e promoção de
vendas ou de relações públicas, com as estipulações do planejamento
de marketing, buscando alcançar o maior retorno possível sobre o
investimento utilizado.

Com o passar dos anos, as redes sociais virtuais foram ganhando cada
vez mais usuários no mundo todo, sendo acessadas não só por meio
de computadores pessoais, como também dos telefones móveis,
tablets, videogames, entre outros eletrônicos. São ambientes nos
quais o usuário pode unir a facilidade de uso em conjunto à vontade
de se expressar e, assim, as discussões abrangendo diversos usuários
se tornam possíveis e altamente participativas.
58

A imensidão nas possibilidades comunicacionais das novas
ferramentas - desde a transformação de uma página da Internet em
diário pessoal até discussões sobre política e demais assuntos em
comunidades virtuais - fez com que as empresas passassem a prestar
mais atenção nos acontecimentos dentro das redes sociais virtuais.
Nelas, os consumidores de determinado produto ou clientes de
determinado serviço, têm a liberdade de falar o que quiserem, além
de obter respostas de outros participantes das mesmas redes - o que
pode ser um ótimo meio de comunicação entre empresa e
consumidor.

Atualmente, algumas organizações já estão começando a desenvolver
planejamentos de comunicação voltados exclusivamente para
59

dispositivos

móveis

e,

como

parte

de

suas

estratégias

comunicacionais, almejaram ou almejam fatores econômicos
provenientes de tal capacidade comunicacional. Em seletas ocasiões,
algumas empresas atuam neste tipo de mídia com as chamadas
“promoções relâmpago” - havendo a total segmentação do públicoalvo e o objetivo final de conclusão de venda. Porém, a estratégia mais
utilizada pelas empresas com este tipo de comunicação é a de
manutenção da marca e constante relacionamento com clientes e
colaboradores.

As possibilidades de comunicação entre usuários com os aplicativos
estão em processo de constante transformação e aprimoramento e,
consequentemente, os departamentos de Marketing de várias
corporações e empresas pertencentes à cadeia de comunicação
mercadológica ainda estão estudando a melhor abordagem possível
envolvendo estas redes. O fato é que o mercado de comunicação
precisa se adaptar à comunicação entre consumidores, tendo a marca
como suporte; e não somente com os consumidores, tendo a marca
como veículo de interação entre a empresa e seus potenciais
mercados.
60

O processo de desenvolvimento de um planejamento de comunicação
é executado a partir do pressuposto de que já exista um planejamento
de Marketing; ou seja, de que já exista uma análise profunda sobre o
ambiente externo e interno da empresa em questão, constatações
sobre o seu diagnóstico no âmbito mercadológico e a previsão de
possíveis cenários decorrentes de tais fatores. Vale ressaltar, também,
que o planejamento de Marketing apresenta toda e qualquer análise
que tenha relação com o faturamento da empresa, uma vez que todas
as ações propostas devem trabalhar em conjunto para que o maior
lucro possível seja obtido. Por conseguinte, na fase de planejamento
de comunicação, ocorre o afunilamento das informações do
planejamento de Marketing, visando desenvolver a melhor estratégia
de comunicação para a empresa no cenário em que está inserida considerando os já disponíveis fatores financeiros.
61

A efetividade do processo de comunicação envolve a compreensão do
mesmo por parte dos profissionais envolvidos: o desenvolvimento de
um processo que engloba os agentes emissor e receptor; os
instrumentos mensagem e meios; e, por fim, as funções codificação,
decodificação, resposta e feedback (retorno de respostas). O último
elemento, o ruído, deve ser evitado como consequência do processo.
Todo o desenvolvimento da transmissão da comunicação ocorre por
meio das seguintes etapas:
1. O emissor envia a mensagem a outro elemento, sendo que a
mesma passa pela função de codificação, ou seja, transformação
do pensamento em símbolos;
2. O conjunto de símbolos (mensagem) é então transmitido através
do meio de comunicação escolhido;
3. A mensagem passa então pela função de decodificação, ou seja,
atribuição de significado aos símbolos codificados;
4. O receptor recebe a mensagem e desenvolve reações a respeito
da mesma (respostas), enviando, eventualmente, o feedback
(retorno de respostas) ao emissor.
62

Caso haja alguma distorção na mensagem utilizada no processo de
comunicação, as informações enviadas serão diferentes das
informações recebidas; resultando, então, no ruído comunicacional. O
ruído pode ser ocasionado por um único ou uma série de fatores,
porém, para minimizar ao máximo o risco de seu estabelecimento, os
processos de codificação e decodificação devem ser similares - ou seja,
o emissor deve utilizar em sua mensagem uma linguagem que o
receptor esteja apto a compreender.

12-

PLANEJAMENTO DE MARKETING PARA DISPOSITIVOS

MÓVEIS
63

Um bom plano de marketing deve basear-se numa sólida estratégia
de marketing, caso contrário este será de pouca utilidade.O Plano de
Marketing deve ser entendido como um complemento ao Plano de
negócios e como um instrumento indispensável ao desenvolvimento
da empresa.

Por linhas gerais, ao realizar um Plano de Marketing, primeiro deve-se
fazer um planejamento iniciado por uma Análise de Mercado,
levantando dados como a realidade da sua empresa, dos seus
produtos, dos seus mercados e da concorrência. Ao sistematizar essas
informações, já será possível identificar as ameaças e as
oportunidades, potenciais ou reais, que vão determinar toda a
execução das estratégias.
64

Portanto, para a possibilidade do desenvolvimento de um
planejamento de mobile marketing eficaz, é preciso começar pelo
entendimento do público-alvo e percorrer o caminho inverso até o
emissor da mensagem, devendo-se:

1. Identificar quem realmente constitui o público-alvo;
2. Estabelecer os objetivos e metas da comunicação a ser
transmitida;
3. Desenvolver um conteúdo para a mensagem;
4. Escolher os meios e canais midiáticos para veiculação dessa
mensagem;
5. Selecionar a fonte das informações e obter a resposta dos
receptores.
65

Identificar
PúblicoAlvo
Estabelecer
Objetivos e
Metas

Planejamento
de
Comunicação
Selecionar
fonte e
obter
feedback

Desenvolver
Conteúdo
Escolher
Meios e
Canais para
veiculação

Todo

planejamento,

independentemente

de

seu

nível

e

especificidade, exige a definição de objetivos, estratégias e táticas.
Para que possam ser compreendidos sem equívocos, as suas
respectivas definições são:

a) Objetivos: são fatores amplos que as empresas pretendem
atingir e, assim, devem ser fixados de forma a atender os
interesses das mesmas. Cada objetivo possui uma derivação: a
meta, a qual pode ser entendida como o tempo total no qual a
empresa pretende cumprir o citado objetivo, envolvendo
66

também os valores numéricos que ela almeja neste mesmo
período;

b) Estratégias: são os caminhos pelos quais a empresa pretende
seguir para alcançar seus objetivos. Para ser traçada de maneira
correta, a estratégia exige que sejam levadas em consideração
as ações dos concorrentes no cenário mercadológico, de forma
a encará-los de maneira inequívoca e proporcional;

c) Táticas: são as ações que deverão ser utilizadas para que as
estratégias sejam atendidas. Podem ser consideradas diversas
táticas, desde que seja realizada uma completa análise
situacional da empresa e, assim, constatadas as suas reais
características e necessidades.
67

Objetivos

Planejamento
Mobile
Táticas

Estratégias

É preciso, em algum momento em meio à definição de objetivos,
estratégias e táticas, estipular qual será o tipo de campanha e as
estratégias comunicacionais utilizadas na comunicação empresarial,
visto que são duas informações cruciais para o planejamento de
comunicação. Neste ponto, devem ser definidos os “como” da
campanha: qual o melhor gênero de campanha para atingir o objetivo
geral? Qual a melhor abordagem para que o tipo de campanha seja o
mais satisfatório possível?

Primeiramente, existem diversos tipos de campanha para empresas ou
produtos/serviços. Alguns exemplos mais relevantes são:
68

Campanha de
Propaganda

•Tem como principal característica a divulgação de
determinada empresa, produto ou serviço, tornando
conhecidos seus diferenciais, benefícios,
particularidades e atributos

Campanha de
Lançamento

•É ideal quando a empresa for nova ou possuir algum
produto/serviço novo no mercado. Com esta
campanha, o apelo é feito na “novidade” em questão

Campanha
Promocional

•É utilizada para divulgar a promoção de venda de
produtos/serviços ou incentivar que pessoas
conheçam uma empresa e suas atividades em troca de
sorteios, entre outros

Campanha
Institucional

•Utilizada normalmente com apelo emocional,
realçando a importância de uma empresa ou marca
para seus clientes e/ou ambiente no qual está inserida

Campanha
Industrial

•Realizada por empresas que disponibilizam produtos
ou serviços a outras empresas, sendo direcionada a
profissionais que podem ter suas capacidades
empresariais aprimoradas pela utilização dos recursos
em questão.

Portanto, devido à existência de diferentes tipos de campanha, é
preciso estudar e escolher com cautela qual seria a mais indicada para
que o objetivo geral seja alcançado. Uma escolha equivocada, aqui,
pode não gerar resultados satisfatórios e acumular prejuízos à
empresa.
69

Em conjunto com o tipo de campanha, devem ser escolhidas as
estratégias da mesma, sendo as diretrizes para a escolha da melhor
linguagem a ser veiculada. É preciso definir como as mensagens serão
transmitidas aos clientes; sendo destacadas as seguintes estratégias:

Estratégia de
Informação

•Visa especificar os componentes de destaque de uma
empresa, produto ou serviço, além de suas vantagens frente
às demais marcas

Estratégia de
Testemunho

•É quando um cliente ou consumidor comprova a qualidade
da empresa, produto ou serviço com suas próprias palavras
após ter usufruído os mesmos

Estratégia de
Posicionamento

•Aqui, deve ser utilizado o posicionamento da empresa
traçado na primeira etapa, apelando para como a mesma
quer ser vista pelo cliente

Estratégia de
Humor

•Utiliza de linguagem humorística e visa fazer uma empresa,
produto ou serviço serem lembrados pelos clientes de
forma descontraída

Estratégia de
Comparação

•É utilizada quando uma empresa, produto ou serviço se
destaca frente à concorrência e, por isso, faz-se uma
comparação amigável entre dois ou mais elementos

Estratégia
Ofensiva

•Diferentemente da estratégia de comparação, a estratégia
ofensiva faz uma comparação não amigável ou atinge a
concorrência em seus pontos fracos. Normalmente, é
utilizada para interromper a ação de concorrentes diretos

A definição de todos os elementos citados é muito importante para o
sucesso da campanha: se um ou mais fatores estiverem incoerentes
70

em relação ao restante do planejamento, a presença da empresa nas
redes sociais pode não receber o feedback esperado e resultar em
tempo e investimentos desnecessários.

No ambiente virtual, a realidade do planejamento é basicamente a
mesma do mundo real, mas devem ser consideradas algumas
particularidades da virtualidade: o planejamento de comunicação
voltado para aplicativos móveis em geral, as mesmas características de
um planejamento convencional, porém com questões relacionadas ao
posicionamento de determinada empresa em meio ao espaço on-line.

A

presença

de

uma

empresa na Internet, nos
dias

atuais,

é

pré-

requisito para formar
e/ou fortalecer a sua
imagem no mercado. No
ambiente comercial dos
dias atuais, o site da empresa é a sua mais importante presença ao seu
público-alvo. Atualmente, o site é até mesmo mais importante do que
o prédio da corporação, do que os seus documentos criados e mais
importante do que toda a sua publicidade já realizada.

O site é o que propicia e cria uma primeira impressão, representando
uma verdadeira organização e abrindo uma gigantesca oportunidade
71

para oferecimento de informações; interação com clientes; obtenção
e reunião de ideias e opiniões sobre produtos; oferecimento de
serviços; promoção de produtos e, ainda mais importante, obtenção
de vendas. O comércio mundial, de maneira histórica, nunca teve à sua
disposição uma ferramenta tão versátil como o site.

Assim, partindo do princípio de que o site é o ponto de partida para
um planejamento de comunicação voltado para a Internet, é preciso
adaptar os itens que compõem a estrutura deste para as capacidades
e diversificações do ambiente on-line. É também necessário adaptar
as mensagens utilizadas em uma campanha por meio da Internet, uma
vez que esta apresenta características, em geral, mais informais
quando comparada aos meios de comunicação convencionais. Por fim,
a fase de criação, em especial, necessita de cuidados relacionados à
acessibilidade e usabilidade por parte do público-alvo da campanha
em questão.

O desenvolvimento de um planejamento de comunicação voltado para
aplicativos móveis deve considerar que o cenário das mesmas aborda
não só a escolha por determinada marca; mas abrange também a
organização de seus consumidores em torno da mesma. A empresa
que souber investir neste novo tipo de mídia, seja para fins de
comunicação ou vendas, pode ser capaz de atrair consumidores em
potencial, torná-los fiéis e grandes divulgadores do produto ou serviço
em questão.
72

O modelo de planejamento padrão (contendo objetivos, estratégias e
táticas comunicacionais) pode ser até mesmo complementado ao
serem levadas em conta algumas etapas fundamentais: antes de se
traçar objetivos, estratégias e táticas, é necessário analisar a situação
da empresa, ou seja, descrever os problemas a serem enfrentados e
as oportunidades a serem aproveitadas.

Também pode ser feito um levantamento dos motivos que levaram a
empresa a fazer propaganda, uma breve análise da concorrência, do
público-alvo e dos esforços publicitários anteriores. Por fim, depois de
realizados todos os processos já citados, deve-se trabalhar as questões
de criação, produção e ação; ou seja, a relação de tudo o que deve ser
73

desenvolvido para atender às definições estabelecidas, assim como os
complementos de plano de organização da estrutura necessária,
montagem de logística, fluxograma e, por fim, o cronograma de
tarefas a serem desenvolvidas.

Assim,

para

desenvolvimento

o
de

planejamento

um
de

comunicação com base em
um modelo completo, podese considerar que o mesmo
deve

seguir

estrutura:

a

seguinte

cenário

e

posicionamento da empresa;
promessa básica e justificativa da campanha, assim como seu tipo e
estratégias; táticas (envolvendo período de campanha, análise do
público-alvo, definição de ações e cronograma de ações); criação
(envolvendo conceito, tom de voz, residual, tema e justificativa do
tema da campanha); e, por fim, raciocínio criativo (envolvendo
assinatura, slogan e layout básico). O que se comprova, a cada vez
mais, é que quanto mais detalhes o planejamento de comunicação
tiver estipulados, mais eficácia ele ficará inclinado a apresentar.

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  • 1. Mais do que ter um aplicativo e realizar uma comunicação unilateral com clientes, estar na Internet significa participação e interatividade com aqueles que utilizam os produtos e serviços da sua marca. Compreenda a essência e a importância dos APPS no contexto empresarial e comece a desfrutar de todos os benefícios da sociabilidade para os seus negócios! Por Bruna Furlan e Bruno Ladeia Uma publicação
  • 2. 1 SUMÁRIO 1- INTRODUÇÃO O MUNDO MÓVEL! ............................................................ 2 2- APLICATIVOS MÓVEIS E MARKETING DIGITAL ...................................... 9 3- PUBLICIDADE E MARKETING MÓVEL .................................................... 14 4- O CONCEITO DE “APPS” ........................................................................ 16 5- PANORAMA DO MERCADO MOBILE ...................................................... 17 6- DADOS SOBRE O MERCADO DE MOBILE ............................................. 27 GENERALIDADES E PARTICULARIDADES DO MERCADO DE APLICATIVOS ......................................................................................................................... 29 7- INTRODUÇÃO AO MOBILE MARKETING ................................................ 34 8- RECURSOS MÓVEIS COMO FERRAMENTA DE MARKETING DIRETO 37 9- PLATAFORMAS DE DISPOSITIVOS MÓVEIS ......................................... 39 10- EMPREENDEDORISMO EM APPS ....................................................... 44 11- PLANEJAMENTO COMUNICACIONAL EM MOBILE MARKETING (CAMPANHAS) ................................................................................................ 55 12- PLANEJAMENTO DE MARKETING PARA DISPOSITIVOS MÓVEIS ... 62
  • 3. 2 1- INTRODUÇÃO O MUNDO MÓVEL! A Internet revolucionou o cenário comunicacional dos últimos anos, apresentando à sociedade um método de interatividade completo que elimina as barreiras do espaço e do tempo. A principal diferença entre a Internet e os demais meios de comunicação convencionais, a exemplo do rádio e a televisão, é que ela é uma mídia baseada na reciprocidade. O telefone, uma vez que possibilita uma conversação entre pessoas, também é um meio de comunicação baseado na reciprocidade - mas é individual; ao contrário da Web, que tem uma abordagem comunitária. A televisão e o rádio são meios de onde as informações são canalizadas e distribuídas, mas não há, como no caso da Internet, a possibilidade de criação e interferência interativa por parte dos receptores das mesmas informações. O recurso que possibilita a interatividade na Internet é a ligação dos computadores em rede. O termo “rede” tem sido globalmente e constantemente utilizado desde o advento da Internet; porém, de fato, teve suas origens em estudos no campo da Matemática. O primeiro matemático a trabalhar sobre o conceito de redes foi Euler, por volta do século XVIII, ao discorrer sobre a teoria dos grafos - na qual ele fincava o termo “grafo” como relacionado a um conjunto de nós conectados por arestas e, consequentemente, formando uma rede. Paralelamente, no campo da Sociologia, os conceitos sobre redes serviram de base para estudos aprofundados sobre as estruturas sociais, as quais têm o foco principalmente na análise dos padrões de relações entre as pessoas.
  • 4. 3 As conceituações a respeito das redes e redes sociais foram, mais tarde, aplicadas no âmbito da tecnologia, quando a criação da Internet e seus procedentes acarretou no surgimento de uma grande gama de ferramentas on-line, dentre as quais muitas foram atribuídas para processos comunicacionais. Em meio aos primeiros anos da implementação propriamente dita da interconexão entre computadores, já era possível perceber que, na Internet, havia uma poderosa cultura de cooperação, compartilhamento de dados e distribuição gratuita de serviços e informações. A criação do sistema World Wide Web, conhecido como WWW ou simplesmente Web, possibilitou que qualquer pessoa pudesse estar presente em tempo integral na Internet, disponibilizando seus websites, textos, arquivos de imagem e som, entre outros, a qualquer outro computador no mundo que estivesse conectado no ambiente on-line. Nos dias atuais, são considerados como sinônimos os termos Internet e Web, uma vez que as criações e evoluções destes possuem uma tênue diferença e, assim, chegam a se confundir. Foi o aprimoramento de tais relações on-line entre os internautas o responsável, gradativamente, por abrir caminho para o desenvolvimento das redes sociais virtuais.
  • 5. 4 Para que estas pudessem surgir, a World Wide Web sofreu constantes mudanças com o passar dos anos e apresentou três estágios evolutivos: a) Web 0.0: constituído majoritariamente durante a década de 90, quando a Web era um gigantesco território inexplorado repleto de páginas pessoais estáticas. Dentre os principais eventos ocorridos nesta época, podem ser citados o lançamento dos primeiros navegadores da Internet, as primeiras linguagens de programação e os primeiros jornais on-line; b) Web 1.0: neste estágio, teve início o que se pode ser entendido como Web profissional, caracterizada por empresas criando estratégias para o ambiente online e, assim, possibilitando que pessoas comuns fossem atraídas a ele principalmente para pagar suas contas ou fazer compras. O advento de novos recursos voltados à acessibilidade dos websites fez com que os internautas se tornassem cada vez mais exigentes e começassem a utilizar a Internet de maneira maciça. Dentre os principais eventos desta época estão o lançamento dos primeiros sites de bancos e do mecanismo de buscas Google, além de recursos como Flash e RSS; c) Web 2.0: último e atual estágio da Web, não apresentando mudanças tecnológicas significativas, mas sim uma mudança de posicionamento em todo o cenário informatizado. O termo “Web 2.0” foi criado no ano de 2003 por Tim O’Reilly e, como característica principal, possui uma necessidade de integração e interatividade entre os websites da Rede, para que seja realizada a troca e o aprimoramento de seus conteúdos. Portanto, foi a partir desta evolução da Web que as primeiras grandes redes de relacionamento e compartilhamento de informação on-line surgiram, sendo exemplos importantes os serviços Blogger, Orkut, Flickr e Wikipedia.
  • 6. 5 Web 0.0 Web 1.0 Web 2.0 Tais redes são de grande utilidade pública, de forma que conectam as pessoas e fazem a interação das mesmas com várias outras, além de envolverem diversos outros meios de comunicação. O termo “rede social” diz respeito à plataforma web na qual as pessoas podem se conectar e manter um relacionamento contínuo on-line. Inclusive, pode ser comparado ao arquivo palpável de contatos e aos grandes arquivos de fichários; e está continuamente se tornando onipresente. Grosseiramente falando, as redes sociais virtuais oferecem somente novas maneiras de se comunicar instantaneamente e continuamente: se antes as cartas eram utilizadas, em seguida passou a ser utilizado o telefone; depois, os e-mails e mensagens de texto, e agora a conexão entre as pessoas ocorre por meio de perfis on-line em redes como Facebook, Twitter, Google+, entre muitas outras - ocorrendo continuamente entre pessoas que nem sequer se conhecem pessoalmente.
  • 7. 6 Em acréscimo, um dos principais fatores que influenciam na criação de uma comunidade virtual no ambiente informatizado é a similaridade de interesses, unindo usuários que, comumente, compartilham das mesmas opiniões e necessidades. Portanto, unindo este fator à característica de criação de laços sociais sem a necessidade de serem formados por grupos reais, um membro de determinada rede social virtual pode ser “amigo” de outro membro, não pelo fato de conhecê-lo pessoalmente e/ou ser, de fato, seu amigo, mas sim por este, por exemplo, gostar da mesma banda musical que aquele gosta ou comprar produtos da mesma marca que ele compra.
  • 8. 7 No campo empresarial, a utilização das redes sociais virtuais é cada vez maior por parte de corporações que desejam clientes, fidelizar atrair seus novos e interagir com o seu públicoalvo. A sociedade está enfrentando um momento histórico, no qual o mundo virtual tem cada vez mais participação e significado no mundo real. O virtual não apenas repercute o real; ele o molda, influencia. Mais do que nunca visto antes, é preciso desenvolver, proteger, monitorar e renovar constantemente a reputação pessoal ou profissional on-line. Ficar fora do universo mobile e das demais redes sociais virtuais não é mais uma opção para as empresas atualmente. Dentro das redes, os consumidores falam para e com o mercado, de maneira positiva ou negativa, e isso resulta em um cenário que pode proporcionar grandes conquistas ou destruir indefinidamente os elementos mais valiosos no mercado: a marca, a imagem e a reputação de um negócio. E reconstruir tais elementos pode ser um caminho interminável e muitas vezes inviável. Uma das mais importantes estratégias para que um negócio obtenha resultados positivos em meio às redes sociais virtuais é o acúmulo de capital social, ou seja, da reputação obtida por meio da construção de relacionamentos e conexões com outras pessoas dentro das redes. Podem ser enumeradas, assim, as principais vantagens do acúmulo de capital social nas redes sociais: a) Relacionamentos com clientes que se mantêm fiéis por um longo período de tempo; b) Quanto mais capital social uma empresa tiver, mais as pessoas falarão positivamente a respeito da mesma;
  • 9. 8 c) Trata-se de uma estratégia de baixo investimento e alta energia; d) O impacto do envolvimento de uma empresa nas comunidades on-line é imediato, sendo que muitas das ferramentas utilizadas para a interação com clientes atuais ou em potencial têm formas diretas para obtenção do feedback dos mesmos. Visibili dade Capital Social Confia nça Reputa ção Nos dias atuais, o crescimento do número de visitantes das redes sociais em todo o mundo cresce espantosamente. Segundo pesquisa sobre a ascensão das redes sociais na América Latina, de autoria da empresa norte-americana comScore, durante o período do mês de junho de 2011 foram registrados 1,1 bilhão de acessos em sites de redes sociais em todo o mundo - de pessoas com 15 anos ou mais, acessando de casa ou do local de trabalho -, representando 81,4% do número total global de usuários da Internet. Quanto à análise regional da mesma pesquisa, constatou-se que o maior número de visitantes provém da Ásia/Pacífico, com 32,5% do número total; seguida da Europa (30,1%), América do Norte (18,1%), América Latina (10,2%) e, por fim, Oriente Médio e África (9,1%). Ainda é apontado que, em junho de 2011, um total de 114,5 milhões de pessoas da América Latina visitou um site de rede social, representando 96% da população on-line da região.
  • 10. 9 2- APLICATIVOS MÓVEIS E MARKETING DIGITAL O surgimento da Internet e seu constante aprimoramento ocasionaram mudanças extremas no cenário mercadológico e, cada vez mais, as empresas devem marcar presença no âmbito virtual. Tal afirmação é justificada pelo fato de que o surgimento da Internet apresentou ideias revolucionárias ao Marketing, estando entre as principais o fato de que o consumidor passa a ir em busca do anunciante em vez de o anunciante ir em busca do consumidor - o que entra em contraste com o cenário mercadológico unilateral tradicional. Assim, tudo relacionado a este novo mercado acontece de forma diferente. O Marketing Digital - também conhecido como Marketing eletrônico, eMarketing ou Marketing on-line, além de e- business para algumas organizações - reúne todas as atividades virtuais ou eletrônicas que podem facilitar a produção e a comercialização de marcas, produtos ou serviços focados em satisfazer as preferências e as necessidades do consumidor. Por se tratar de um advento recente e inovador, aprimora o programa geral de Marketing em uma empresa, tornando possível a projeção dos seus objetivos mercadológicos ao âmbito virtual. O Marketing Digital apresenta, quando comparado ao Marketing convencional, muitas vantagens em seu funcionamento: a) Mais agilidade: Enquanto os meios de comunicação e propaganda convencionais exigem grande período de tempo até a veiculação de suas peças, ou seja, revisando seus conteúdos, por exemplo, a Internet é um meio mais simplificado e direto;
  • 11. 10 b) Baixo custo: Os custos para inserção e atualização de propagandas na Internet são relativamente mais baratos do que nos meios convencionais, proporcionando campanhas de larga escala e anúncios sempre atuais; c) Diferentes formas de mensuração: A Internet dispõe de recursos flexíveis para a constatação da eficácia das propagandas veiculadas, como por exemplo, a análise click-through, envolvendo a mensuração da receita de vendas e do custo por clique; d) Marketing um a um: O ambiente on-line oferece grande ênfase nas opções de personalização, proporcionando atendimento exclusivo aos clientes com base em suas características e preferências; e) Informações sobre os clientes: Por meio das diferentes tecnologias disponíveis atualmente, a empresa pode obter todas as informações sobre seus clientes à medida que os mesmos utilizam a Internet; f) Distribuição sem restrições da informação: Ainda que a utilização da Internet seja relativamente restrita com relação aos meios de comunicação tradicionais, a mesma apresenta a vantagem de eliminar as barreiras de tempo e espaço entre os agentes no processo comunicativo; g) Aumento contínuo do número de usuários: o uso de computadores conectados na Web está crescendo deliberadamente, existindo também a migração de pessoas que, anteriormente, tinham para si um só meio de comunicação preferencial, como a televisão. Marketing Digital Marketing Convencional
  • 12. 11 Além disso, entrando em contraste com o modelo convencional de propaganda, a Web diz respeito a experiências para os usuários e, consequentemente, clientes. No ambiente informatizado, o papel do público é participativo e ativo: a atitude de inclinarse em vez de reclinar-se permite um novo conceito na comunicação entre empresa e cliente. O público, na Internet, geralmente tem uma meta: buscar informações, entretenimento ou realizar transações, e ignora ou trata como incômoda qualquer coisa que interfira em tal meta - inclusive sites de difícil acesso ou uma navegação ruim e não intuitiva. A construção de marcas na Internet, quando se enquadra nessa mentalidade, permite que as experiências criadas a usuários e clientes possam ser mais poderosas do que a propaganda via rádio ou televisão. O ambiente on-line é tão diferenciado do ambiente real mercadológico que o convencional modelo não se enquadra corretamente na comunicação entre empresa e cliente. O modelo tradicional do chamado composto de Marketing - ou os “Quatro Ps do Marketing”, que abrangem produto, preço, praça e promoção - sofreu um processo natural de transformação que, assim, possibilitou que o mesmo pudesse ser aplicado com total eficácia no ambiente da Web. Surgiu então um novo modelo de composto baseado na mercadologia on-line: os chamados “Sete Cs”, compostos pelos seguintes elementos: a) Conteúdo: Os clientes desejam obter informações completas e atualizadas, além de depoimentos de especialistas distribuídos em uma interface atraente; b) Comunicação: Os internautas desejam não somente comprar com comodidade no ambiente on-line, como também interação em tempo real e diálogo, seja por chat, telefone, e-mail, ligação gratuita, entre outros; c) Cuidado: Todo cliente gosta de receber atenção exclusiva, assim como diversidade de informações, entrega, embalagem para presente, serviços de devolução e suporte pós-venda;
  • 13. 12 d) Comunidade: Os clientes têm participação cada vez maior em comunidades na Internet, nas quais os primeiros compartilham informações sobre temas de seu interesse, acumulando conteúdo nas segundas. Assim, sites para comunidades específicas na Internet têm uma importância muito grande; e) Conveniência: Os sites devem ter navegação fácil, transações descomplicadas e páginas que levem poucos segundos para carregar informações pesquisadas. Em suma, a navegação intuitiva é pré-requisito para qualquer site; f) Conectividade: É preciso que um site propicie ampla comodidade a seus visitantes, possibilitando o acesso de usuários a outro site, ofertas válidas de links relacionados, poder de atração do site e incentivos ao cliente; g) Customização: À medida que o usuário clica ou busca por assuntos que são de seu interesse, o site oferece resultados relacionados aos termos introduzidos. Ou seja, os sites devem se moldar ao usuário. Conteúdo Customização Comunicação Sete Cs Conectividade Conveniência Cuidado Comunidade Portanto, uma gestão ideal do composto de Marketing por parte das empresas em ambiente on-line seria uma continuidade entre os “Quatro Ps” convencionais do Marketing e os “Sete Cs” do Marketing Digital, adaptando e aprimorando suas
  • 14. 13 estratégias do mundo real ao mundo virtual. Isto porque, continuamente, a Internet está se tornando mais coletiva; sendo um palco no qual o cliente não somente adquire um produto ou serviço, como também opina e compartilha informações sobre estes e a empresa que os produz. Com o surgimento de blogs, sites colaborativos e redes sociais na Internet, o Marketing Digital passou a ter uma importância ainda maior no cenário virtual. Em acréscimo, foi a partir do surgimento de tais canais comunicacionais virtuais que as empresas passaram a enxergar a Internet como uma nova e inovadora ferramenta de interação com clientes atuais e em potencial, além de se constituir de uma fonte de negócios em geral. As redes sociais, devido às suas premissas interativas e suas funcionalidades cada vez mais engajadoras, são canais perfeitos para o Marketing Digital - sejam para divulgação de marcas, produtos ou serviços; relacionamento com clientes de forma instantânea ou obtenção de vendas on-line. Como estruturações do Marketing Digital, os aplicativos atuam como componentes importantes de campanhas mercadológicas na Internet - aglutinando visitas aos websites empresariais, servindo como ferramentas de marketing direto.
  • 15. 14 3- PUBLICIDADE E MARKETING MÓVEL Para entendermos o marketing para dispositivos móveis, devemos olhar para o passado e entender como a mobilidade e o marketing caminharam juntos e como podem exercer influência na vida das pessoas. Há quase 200 anos atrás, um senhor chamado Joshua Pusey, advogado de patentes e fascinado pelo fogo, inventou e patenteou o que conhecemos hoje como “caixa de fósforos”. As caixas de fósforos eram vendidas a um centavo de dólar na época, sem grandes pretensões. Porém um senhor chamado Mendelson Opera, sem dinheiro para divulgar seus shows, ordenou 200 caixas de fósforos personalizadas, prometendo “lindas garotas, incrível figurino e muita diversão”. Entra em cena depois de alguns anos, um vendedor do fabricante das caixas de fósforo, Henry C. Traute. Inspirado pelo sucesso da Opera Hall, Traute foi direto aos fabricantes chamando aquele pequeno pedaço de espaço em branco de “mini-outdoor” e ofereceu um pacote de 2.500 caixas de fósforos personalizados por seis dólares. Vale lembrar que, antigamente, fumar era símbolo de prestígio na sociedade, hábito comum entre pessoas inteligentes e inovadoras,
  • 16. 15 fumava-se em quase todos os lugares como hospitais, aviões, ônibus e etc. Ao contrário do que acontece hoje em dia em que as pessoas que fumam são excluídas socialmente e o espaço permitido para este hábito é estritamente limitado. Se pensarmos nos dias de hoje, você é levado a achar que o alcance de uma caixa de fósforo não é relevante mas antigamente todos tinham uma guardada dentro do seu bolso, andando com ela 24 horas por dia. Podemos dizer que este fato foi aonde surge o primeiro contato com a publicidade móvel no mundo e que não podemos esquecer a semelhança da caixa de fósforo com os dispositivos móveis que hoje carregamos em nossos bolsos e mochilas. Esta tecnologia surge como um instrumento na qual o homem obtém o seu sucesso profissional e desenvolve sua qualidade de vida, cada vez mais utilizamos as novas tendências para se comunicar e se expressar com o mundo. A sociedade da informação do século XXI está conectada a todo o momento, seja por meio de celulares, smartphones ou tablets e esses indivíduos estão cada vez mais apropriando dessas tecnologias móveis, compartilhando informação a nível profissional e também para seu próprio entretenimento. A mobilidade se enquadra em um padrão de vida com características relacionadas à conveniência da informação em níveis de inovação, acessibilidade, agilidade e segurança. A necessidade de entender o mercado comparado a tecnologia tem por objetivo a otimização dos
  • 17. 16 processos de comunicação com a importância de entender este público e suas necessidades em ambientes digitais. O profissional de marketing deve estar atento as principais tendências de comunicação e para isso deve se antecipar à tecnologia e suas fronteiras. O marketing para dispositivos móveis ou “mobile marketing” surge como ferramenta de apoio a mídias tradicionais e também a campanhas de publicidade digitais. É um novo canal de marketing para as empresas se conectarem aos seus consumidores e desenvolver estratégias para atingir seus objetivos mercadológicos. 4- O CONCEITO DE “APPS” O "Apps" é uma abreviação para “application”, do inglês, que significa aplicativo, programa ou software. Esta é uma definição genérica e comum em dispositivos móveis que se referem a aplicações móveis (softwares sem necessidade de instalação). Os Apps basicamente são softwares que têm as mais variadas funções e tem como objetivo a maior interação e integração entre dispositivo móvel e usuário.
  • 18. 17 Cada plataforma possui um tipo de "apps" sendo que alguns são gratuitos e outros comercializados por desenvolvedores independentes ou empresas. Os apps podem ser utilizados como ferramenta de marketing para divulgação de produtos, marcas e serviços e também para campanhas promocionais, institucionais e ações de marketing. 5- PANORAMA DO MERCADO MOBILE O mercado de dispositivos móveis vem crescendo no Brasil e no Mundo e chama atenção dos brasileiros; segundo o IBOPE Nielsen Online estima que 13% dos brasileiros, isto é, 25 milhões de pessoas, possuem smartphones. Atualmente, são quatro as principais categorias de comércio de aplicativos:  B2C (do inglês Business to Consumer), na qual são realizados negócios entre uma pessoa jurídica fornecedora e uma pessoa física consumidora;
  • 19. 18  B2B (do inglês Business to Business), na qual são realizados negócios entre duas pessoas jurídicas;  C2B (do inglês Consumer to Business), na qual são feitas transações entre uma pessoa física fornecedora e uma pessoa jurídica consumidora;  C2C (do inglês Consumer to Consumer), na qual são feitas transações entre duas pessoas físicas. Por estarem em constante ascensão, as diferentes categorias do mercado mobile impulsionam a venda e troca de produtos e serviços na Internet; sendo que, atualmente, existem inúmeros sites exclusivos para a utilização de tais modalidades específicas. Em suma, o comércio mobile é um importante fator da Internet atual, caracterizado por bilhões de negociantes na rede.
  • 20. 19 A utilização das diversas possibilidades de comunicação disponíveis no ambiente virtual passou a ser um diferencial para as empresas, que ao notarem o potencial de tais possibilidades, passaram a utilizá-las como base para inúmeras campanhas organizacionais. Em relação ao ecommerce, o processo de vendas pela Internet passou a ser algo promissor e cotidiano, proporcionando comodidade a quem compra, e ótimos resultados a quem vende. Portanto, independentemente de sua categoria ou finalidade, é possível afirmar que o e-commerce possui quatro funções principais: a) Comunicação: com o intuito de obter maior agilidade no desenvolvimento do relacionamento entre vendedor e comprador e de facilitar transações comerciais, é preciso que haja a transferência de informações e/ou documentos eletrônicos; b) Melhoria de processos de negócios: para que os vendedores obtenham um melhor desempenho nos seus processos de vendas, é necessário que as facilidades envolventes do ecommerce sejam canalizadas para melhor atender aos seus clientes e parceiros, assim como seu canal de vendas e seus fornecedores primários. Tal função também significa vantagem competitiva, uma vez que a utilização da Internet para organização da realidade externa de uma empresa, por exemplo, pode auxiliar em seus processos internos;
  • 21. 20 c) Gerenciamento de serviços: trata-se da função do e-commerce que possibilita a utilização da Internet para a fidelização da clientela da empresa ou vendedor, atendendo às suas necessidades relacionadas a produtos e/ou serviços. Torna-se fundamental, portanto, que sites disponibilizem uma seção de ajuda e conteúdos que sanem as dúvidas dos seus internautas; d) Capacitação de transações: esta é a função que melhor representa a essência do comércio eletrônico, a qual garante a disponibilização de recursos que possibilitem a compra e venda de produtos e/ou serviços por meio da Internet. Deve-se ainda complementar que, ao participar do cenário mobile, uma empresa ou vendedor deve estar presente on-line de maneira a atender a todas as quatro funções do e-commerce da forma mais abrangente e eficaz possível. É somente a partir da abrangência de tais funções que será possível otimizar o uso da Internet e dos investimentos realizados na mesma. Em acréscimo, é necessário que uma empresa ou vendedor fiquem atentos à diversidade de possíveis consumidores de seus produtos e/ou serviços: da mesma maneira que existem pessoas que fazem compras pessoalmente e pela Internet, existem outras que preferem comprar somente pessoalmente ou somente pela Internet.
  • 22. 21 No início da Internet, as pessoas acreditavam que poderia existir uma “velha” e uma “nova” economia - sendo a primeira nos moldes tradicionais e, consequentemente, fadada à obsolescência; e a segunda, uma promessa de lucros milionários. Porém, com o passar dos anos, comprovou-se que os negócios virtuais convivem perfeitamente com os negócios tradicionais, existindo somente uma economia em mutação e renovação constantes. A nova economia não poderia ser considerada como um grande pote de ouro no fim do arco-íris como se acreditava, mas sim como uma agregadora de componentes importantes à velha economia, que mostrou ser sólida e estabelecida suficientemente para não se deixar derrubar e continuar existindo. Hoje em dia, a diferença entre as duas é cada vez menor: todos os tipos e portes de negócios já percebem que a combinação das duas estratégias - a velha e a nova economia - é a melhor opção para o mercado atual. Assim, percebe-se que, independentemente da predominância de determinada forma de comércio - seja convencional ou virtual -, as duas sempre existirão em conjunto; sendo que uma tem a capacidade de complementar a outra em diversos aspectos. Em relação às vantagens do mobile oferecidas ao comprador ou consumidor final, é importante observar que, nos últimos anos, os negócios pela Internet estão ganhando cada vez mais força, ocasionando que uma importante parcela da população prefira realizar compras por meio da mobilidade. Os principais fatores que atraem o consumidor para o cenário de compras on-line são:
  • 23. 22  Acesso direto e imediato a lojas virtuais sem sair de casa, além de visão detalhada de produtos e preços;  Obtenção simples de produtos conhecidos e/ou de conveniência, como livros, carros, peças de vestuário, entre outros, em qualquer horário do dia e em qualquer dia da semana;  Atendimento imediato e entregas rápidas em domicílio, sendo que a comum garantia de pontualidade nas entregas é assegurada por sofisticados recursos de informática, automação e logística disponíveis por meio do e-commerce. Em geral, os serviços de entrega dos produtos adquiridos pela Internet são bastante satisfatórios, cumprindo prazos curtos e garantindo a integridade dos produtos obtidos.  Redução de visitas a lojas convencionais e, consequentemente, diminuição de frustrações com lojas lotadas, atendimento insatisfatório, cansativa busca por produtos; além de evitar trânsitos congestionados e viagens perdidas a lojas com produtos desejados esgotados;  Atendimento e produtos personalizados, além de seleção de fornecedores com melhores preços e melhores condições de compra; Os aplicativos móveis atuais oferecem aos seus clientes inúmeras opções de pagamento, com favoráveis descontos em compras pagas à vista e grande quantidade de parcelas em
  • 24. 23 compras feitas a prazo. Os visitantes também obtêm informações detalhadas sobre cada forma de pagamento disponível, visualizando facilmente os valores de compras à vista ou parceladas, além de informações a respeito dos prazos de confirmação do pagamento. Possibilidade de visões detalhadas e profundas dos produtos a serem adquiridos, assim como, em alguns casos, simular a sua utilização por meio de recursos virtuais; Possibilidade de interatividade com outros clientes ou consumidores on-line, para compartilhamento de opiniões e experiências de compra de determinados produtos ou serviços desejados. Portanto, o fato da consagração das compras por meio da Internet pode ser justificado pelas inúmeras vantagens que este âmbito oferece - muitas vezes indisponíveis nos métodos de comércio convencionais. Assim, no caso de desenvolvimento de estratégias para obtenção de vendas online, é preciso, além de oferecer significativas vantagens para atrair clientes que já compram pela Internet, oferecer diferenciais para que clientes adeptos de compras convencionais experimentem o cenário do e-commerce. O fato é que o poder de barganha do cliente que realiza compras pela Internet é significativamente maior do que quando as compras são realizadas em locais físicos. As informações disponíveis para o cliente em ambiente on-line são muito maiores e mais abrangentes, possibilitando uma
  • 25. 24 pesquisa mais detalhada dos produtos e ofertas da concorrência, recomendações e opiniões sobre o produto ou serviço e mais detalhada comparação de preços por meio de ferramentas gratuitas on-line. O cliente on-line pode decidir, com somente um clique do mouse, pela compra ou pela rejeição de um produto ou serviço de determinada empresa, enquanto em uma situação em uma loja física, o fornecedor ou vendedor poderá contar e apelar para o contato ou a persuasão pessoal. Além disso, o cliente não conta com a possibilidade de testar o produto em mãos antes de adquiri-lo on-line e, para que os produtos de determinada empresa sejam eleitos preferidos frente aos da concorrência, eles precisam oferecer maiores vantagens e valor agregado para os clientes - seja por meio de preços mais baixos ou promoções, maior conveniência e facilidade de aquisição, características adicionais, diferenciais com valor agregado ou outras vantagens. Além disso, é necessário apontar que ainda há uma grande variedade de opiniões dos clientes a respeito da credibilidade em compras online. Um dos fatores mais considerados na ainda existente relutância de alguns consumidores em relação ao comércio eletrônico é a impossibilidade de testar o produto desejado em mãos - uma vez que todo o processo de compra é realizado através de máquinas como o computador. Assim, o cliente somente poderá sentir o produto no momento de recebimento do mesmo em seu próprio domicílio, sendo esse o momento no qual poderá comprovar que o bem adquirido realmente atende às suas necessidades pessoais e/ou cumpre tudo o que promete conforme as informações disponibilizadas no site do vendedor.
  • 26. 25 Além da questão de não poder testar o produto em mãos, muitos consumidores em potencial ainda têm certa desconfiança em relação à segurança das transações on-line. A questão da segurança na Internet era, há alguns anos, um dos principais problemas encontrados pelas empresas que utilizavam o comércio eletrônico. Porém, com o desenvolvimento de sistemas aprimorados de logística, criação de certificados de segurança, proteções aprimoradas contra ataques de hackers, entre outros fatores, a confiabilidade por parte dos usuários e clientes de lojas virtuais aumentou satisfatoriamente. Nos dias atuais, a Internet já tem maturidade suficiente para ser considerada como uma das mais importantes estratégias do comércio mundial. Os principais sites de compras on-line já são facilmente identificáveis por selos de segurança emitidos por entidades internacionalmente reconhecidas; e as compras realizadas são prontamente confirmadas através de e-mails com os números e todas as demais informações e características do pedido efetuado. Assim, o e-mail se torna o instrumento principal para qualquer reclamação necessária junto aos órgãos de defesa do consumidor, que já possuem as transações de comércio eletrônico entre as que estão sob sua autoridade e proteção. Atualmente, a grande maioria dos internautas acredita que ainda existem sites não confiáveis e, por isso, somente compram pela
  • 27. 26 Internet dependendo do site em questão. Portanto, o comprador precisa se sentir seguro de que suas informações de cartão de crédito, informações pessoais e detalhes das suas transações estão protegidas de acessos não autorizados ou mal intencionados. Além disso, tem de sentir que está fazendo negócios com uma empresa confiável, cujos produtos ou serviços e informações do site ou loja virtual são realmente o que parecem e dizem ser. Por fim, todo consumidor online deve ter seus pedidos preenchidos e enviados conforme solicitado, dentro do prazo de entrega informado e com bom atendimento ao consumidor, pois são esses os elementos que constituem um comércio eletrônico sério e de confiabilidade. É possível perceber que há uma ligação entre a confiabilidade em compras pela Internet e sites renomados, conhecidos e específicos. O fato é que o usuário busca por lojas virtuais em sites especializados quando não é remetido a uma empresa capaz de atender às suas necessidades imediatas; e prefere realizar compras on-line somente através de lojas que já conhece do mundo real ou que já ofereceram boas experiências de compras próprias ou a pessoas próximas. Portanto, as empresas que atuam ou desejam atuar na Internet devem desenvolver e colocar em prática estratégias objetivando a retenção da marca na mente dos consumidores on-line; estimulando o acesso ao seu site e o usufruto de seus produtos e serviços.
  • 28. 27 6- DADOS SOBRE O MERCADO DE MOBILE Segundo outra empresa especializada, a IDC, o Brasil é o quinto maior mercado para esses produtos, e, até 2016, ocupará o quarto lugar. No relatório da Nielsen de 2012 o número de linhas ativas totalizaram 250,8 milhões. O brasileiro está apto a novidades e principalmente ao charme dos tablets e suas funcionalidade, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) prevê que a fabricação desse tipo de dispositivo salte de 2,8 milhões de unidades para 5,4 milhões até o fim de 2013. Em 2012, anunciantes investiram US$ 24,6 milhões em anúncios móveis no país, em torno de 1,2% de todos os gastos com anúncios digitais registrados no Brasil. Segundo as projeções da eMarketer, a parcela desses investimentos no mercado móvel chegará a 4,9% até 2016, totalizando US$ 198 milhões. Muito destes números são advento do acesso a internet móvel pelo usuário em busca de informação e sites de entretenimentos. Os
  • 29. 28 usuários estão cada vez mais interagindo através dos dispositivos móveis. Segunda a pesquisa da Hi-Mídia de 2013 o mercado mobile e de ecommerce no Brasil aponta que um em cada três usuários de smartphone ou tablet já realizou compras usando seus dispositivos móveis, número bastante significativo se levarmos em conta que se trata de um mercado bastante jovem. Do total de entrevistados, 93% disseram buscar informações e indicações sobre produtos e serviços via dispositivos móveis. Além disso, 87% dos entrevistados já desistiram de uma compra dentro de uma loja física por causa de uma informação buscada via dispositivo. Há pesquisa da dados interessantes sobre o comércio eletrônico móvel, as vendas online feitas por meio de aparelhos móveis devem apresentar um crescimento expressivo no país nos próximos meses – a estimativa é que esse segmento movimente cerca de R$ 2 bilhões de reais em 2013, contra os R$ 132 milhões alcançados no primeiro semestre de 2012, segundo a Câmara Brasileira de Comércio Ele
  • 30. 29 GENERALIDADES E PARTICULARIDADES DO MERCADO DE APLICATIVOS Em geral, o segredo da venda de um produto ou serviço está no fato de o mesmo atender às expectativas e necessidades do consumidor final; tanto no comércio tradicional quanto no comércio eletrônico. No princípio da instauração da rede virtual em todo o mundo, normalmente a Internet era somente utilizada como uma espécie de vitrine ou catálogo virtual de determinada empresa ou loja, incentivando a presença física do cliente ou consumidor final no estabelecimento comercial para que fosse realizada a transação propriamente dita.
  • 31. 30 Aos poucos, as lojas virtuais de aplicativos foram ganhando espaço no cotidiano dos internautas e foram possibilitando cada vez mais a venda de qualquer tipo de produto ou serviço on-line - sendo que, ainda no início da implantação do comércio eletrônico, já imperavam as vendas de produtos tangíveis de fácil escolha e transporte, incluindo CDs de música e jogos eletrônicos (ainda fazendo parte dos produtos mais vendidos em ambiente on-line). Paralelamente, outras iniciativas de transações virtuais foram ganhando espaço ao lado do e-commerce, incluindo leilões, aplicações bancárias e até mesmo integrações de cadeias de fornecedores de empresas, aumentando ainda mais as possibilidades de compra e venda de produtos e serviços na Internet. Nos dias atuais, não há mais limites em relação ao que pode ser comercializado pela Internet. Os bens tangíveis, cujas características são imediatamente reconhecidas pelo consumidor através das
  • 32. 31 embalagens, cores, formas, entre outros fatores, são adquiridos em larga escala no ambiente on-line e batem novos recordes de vendas a cada ano. Além disso, os bens intangíveis também têm ganhado seu espaço no comércio eletrônico e já fazem sucesso entre os consumidores, mesmo não tendo características explícitas ou imediatamente visualizáveis. Como exemplos, podemos citar aparelhos eletrônicos, artigos de decoração e livros como bens tangíveis; assim como softwares, cursos de ensino a distância e prestações de serviços em geral como bens intangíveis. O que se pode constatar a respeito da preferência dos consumidores on-line pela aquisição de bens tangíveis em níveis recordes é que estes possuem, em geral, características semelhantes. Assim, é possível fazer uma comparação entre os produtos líderes de vendas no comércio eletrônico e aqueles que serão comercializados na loja virtual a ser criada, levando em consideração algumas características preferenciais por parte dos consumidores on-line. Portabilidade: Em geral, produtos menores e de fácil transporte são os mais comprados pelos internautas, sendo este fator influenciado diretamente pelo custo do frete em determinadas lojas virtuais. Alguns produtos, por serem maiores, mais pesados ou de difícil transporte exigem uma cobrança de frete mais elevada e, muitas
  • 33. 32 vezes, esta cobrança acaba pesando demais no bolso do consumidor fazendo com que, inevitavelmente, a compra seja descartada ou cancelada. Padronização: Uma das coisas mais observadas no comércio eletrônico é a padronização das vendas, ou seja, o fato de um mesmo consumidor adquirir repetidamente o mesmo produto on-line. Isso ocorre porque, uma vez adquirindo determinado produto de sua preferência, o comprador já terá uma noção referente às dimensões, desempenho e funcionalidades do mesmo; o que acaba incentivando a sua compra constante do mesmo produto ou similares em ambiente on-line. Preço: Normalmente, produtos mais baratos são infinitamente mais vendidos do que produtos mais caros em ambiente on-line principalmente, ainda nos dias atuais, devido ao fator da segurança no comércio eletrônico. Produtos ou serviços com custos mais baixos reduzem a sensação de risco por parte dos consumidores e, assim, os menores gastos são muito mais realizados do que os altos gastos em ambiente virtual. Tecnologia: Principalmente nos últimos anos, o perfil do comprador de produtos ou serviços através do e-commerce passou a ser comparado ao de quem possui uma média ou grande afinidade com a Internet; além de possuir, em geral, ensino superior e buscar sempre pelo que lhe fornecer maior comodidade. Esse é um dos principais fatores para que as assinaturas de jornais e revistas on-line, por exemplo, tenham aumentado tanto no cenário virtual dos últimos anos; assim como a aquisição de produtos através de downloads, como livros, softwares e cursos on-line.
  • 34. 33 No entanto, vale apontar que qualquer esforço de recursos móveis online pode não render bons resultados se não despertar o interesse do consumidor final. É possível que uma aplicativo tenha um portfólio completo de recursos, ainda assim, não obter sucesso com suas vendas somente pelo fato de não atrair a atenção do público final ou não passar segurança e legitimidade ao mesmo. Em suma, um produto ou serviço só pode ser vendido no caso de despertar o interesse do consumidor final e satisfizer os seus desejos e necessidades; sendo o principal desafio do profissional de marketing, detectar onde estão os internautas dispostos a comprar na Internet. Portanto, é neste ponto em que se encontra a importância de uma pesquisa prévia à criação de um plano de negócios e do aplicativo propriamente dito: é preciso conversar com consumidores em potencial e descobrir quais são seus verdadeiros interesses do aplicativo a ser criado.
  • 35. 34 7- INTRODUÇÃO AO MOBILE MARKETING O termo "mobile" tem como tradução a palavra "móvel" e pode se referir a dispositivos eletrônicos móveis como: celulares, smartphones, netbooks e tablets. Mobile marketing é um termo utilizado para definir ações de marketing e comunicação realizadas por meio de dispositivos móveis. Os dispositivos móveis ampliam as principais características que um computador tradicional e estão aptos à compras e serviços via internet.
  • 36. 35 Os benefícios dos dispositivos móveis em nível de marketing e mercado são: • Possui mais interatividade que outras mídias; • Recursos ilimitados em nível de desenvolvimento; • É uma ferramenta de produção de conteúdo imediato; • Extremamente segmentável e mensurável. O marketing para dispositivos móveis consiste em uma comunicação bidirecional iniciada tanto pelo cliente como pela marca e tem como características ações de relacionamento e interação com um alto impacto pelos usuários em mensagens e aplicativos. O marketing para dispositivos móveis surge como um canal de comunicação e tem como benefício o relacionamento direto entre cliente e empresa. O profissional de marketing deve utilizar este canal como ferramenta de apoio a ações de marketing e de comunicação e também para interação com o consumidor/cliente por intermédio de aplicativos, mensagens por foto e vídeo. O mobile marketing se torna uma grande ferramenta para o profissional de marketing pelo seu baixo custo e a facilidade de atingir mais pessoas comparadas a mídias tradicionais e também digitais (Links Patrocinados, Anúncio em Redes Sociais, E-mail Marketing e etc). Esta prática acaba se tornando mais eficiente, pelo fato de as pessoas carregarem em seus celulares aonde vão e também por estar propício a lerem mensagem de textos ou interagirem por meio de
  • 37. 36 aplicativos. Essa interação entre emissor e receptor acaba se tornando uma experiência única ao usuário de dispositivos móveis. Para ser considerado móvel, um dispositivo deve possuir determinadas características, como a portabilidade, usabilidade, funcionalidade e conectividade: • Portabilidade: quando um dispositivo pode ser facilmente transportado. • Atualmente, um dispositivo pode ser considerado portátil quando tem a capacidade de ser transportado na palma da mão; • Usabilidade: quando um dispositivo pode ser usado em qualquer ambiente e por qualquer pessoa; • Funcionalidade: quando um dispositivo pode ser usado para várias aplicações. • Atualmente, dispositivos têm vários aplicativos móveis instalados. Em geral, essas aplicações se encaixam em duas categorias: dependentes, quando necessitam conectar-se a outros usuários ou aplicações, como, por exemplo, calendários, notícias ou GPS; independentes, ou seja, sem a necessidade de conectar-se a outros usuários ou aplicações, por exemplo, relógio, jogos ou calculadora. • Conectividade: é a capacidade de um dispositivo conectar-se com outros dispositivos ou usuários. Uma conexão não necessariamente se faz com conexões sem fio. Qualquer interatividade com outro usuário ou dispositivo através de qualquer meio, pode ser considerado uma conexão.
  • 38. 37 8- RECURSOS MÓVEIS COMO FERRAMENTA DE MARKETING DIRETO Os recursos disponíveis nas plataformas móveis podem ser utilizadas como ferramentas de marketing direto. Estes recursos tem como objetivo serem complementos em ações de marketing digital para cativar e se interagir com um determinado público que de fato tem interesse em determinado produto ou serviço, sem intermediários. Ele reforça o relacionamento com os clientes e é utilizado dentre outras coisas para fazer com que este seja duradouro. Os principais objetivos da utilização de recursos Móveis são:  Pesquisa mercado;
  • 39. 38        Identificação de clientes potenciais; Conquistar novos clientes; Fidelização de clientes; Divulgação da marca e dos seus produtos ao público alvo definido; Rentabilização da Força de Vendas Obtenção de resultados mensuráveis; Maximização do lucro. Entre os principais meios utilizados para a construção de um marketing direto com qualidade, estão a inteligência de banco de dados, impressão, criação de URLs personalizadas e acompanhamento e análise de retorno de investimento em marketing, como também aplicações de tecnologias como realidade aumentada, QR Codes variáveis e personalizados, geotagging e desenvolvimento de mapas variáveis ponto a ponto. Mas o marketing direto não se concretiza num único momento, pois permite uma continuidade da relação uma entidade e cada um dos Clientes, sendo esta alimentada com a informação que vai recolhendo nos contactos estabelecidos. Este conhecimento será guardado numa base de dados - o suporte estratégico desta técnica, sendo reutilizado para gerar novos momentos de contacto e de interação com o Cliente e, assim construir uma relação duradoura. Este conhecimento é a chave do sucesso do marketing direto. O consumidor de hoje é muito exigente, quer ser tratado de acordo
  • 40. 39 9- PLATAFORMAS DE DISPOSITIVOS MÓVEIS Hoje existe diversas plataformas para dispositivos móveis que podem ser considerados ambientes na qual envolvem a interatividade entre usuário e tecnologias. Essas plataformas móveis constituem uma série de aplicativos que são softwares com características individuais e recursos. As principais aplicações do mercado são o iOS da Apple, Android da Google e o Windows Mobile da Microsoft. Essas plataformas estão disponíveis em celulares, tablets e smartphones e incluem conversação, convergência, portabilidade, entretenimento, personalização, conexão com múltiplas redes, além de produção de informação. Hoje existem diversas plataformas aonde esses apps são desenvolvidos, sendo as mais famosas o Windowns Phone, iOS e Android.
  • 41. 40 O Bugdroid Android é um sistema operacional criado em 2005, baseado no núcleo Linux para dispositivos móveis e tem como características o armazenamento de dados por meio de um banco de dados SQLITE, mensagens via SMS como MMS (Multimedia Message System) e um sistema multimídia com extensão para MPEG-4, H.264, MP3, e AAC (Advanced Audio Coding). O Android é um sistema bancado pela empresa Google e tem como diferencial a abertura do seu código para outros desenvolvedores criarem e desenvolverem melhorias e também para a popularização de aplicativos. “O Android tem como ícone e mascote o Bugdroid", toda sua aplicação é escrita em linguagem de programação java, são compiladas em
  • 42. 41 bytecodes Dalvik e executadas usando a Máquina virtual Dalvik, uma máquina virtual especializada desenvolvida para uso em dispositivos móveis. O espaço de comercialização dos aplicativos Android é o Market Place da Google aonde desenvolvedores e empresas disponibilizam o seus aplicativos de forma gratuita e também paga. Muitos desses aplicativos são encomendados por usuários e classificados conforme os usuários e o número de downloads. iOs
  • 43. 42 iOS (antes chamado de iPhone OS) é um sistema operacional móvel da Apple Inc lançando em 2004, desenvolvido originalmente para o iPhone, também é usado em iPod Touch, iPad e Apple TV. A Apple não permite que o iOS seja executado em hardware de terceiros. A interação com o sistema operacional inclui gestos como apenas tocar na tela, deslizar o dedo, e o movimento de "pinça" utilizado para se ampliar ou reduzir a imagem. Acelerômetros internos são usados por alguns aplicativos para responder à agitação do aparelho (um resultado comum é o comando de desfazer) ou rodá-la em três dimensões (um resultado comum é a mudança do modo retrato para modo paisagem). Diferente do Android é um sistema operacional fechado aonde a própria Apple disponibiliza passos para desenvolvedores independentes e empresas criarem seus aplicativos. Todo aplicativo é submetido a Apple Store, na qual existe uma taxa para sua publicação (essa política interna da Apple desestimula o crescimento de aplicativos e também sua popularização), os mesmos podem ser baixados de forma gratuita ou paga na própria Apple Store. O iOS consiste em quatro camadas de abstração: a camada Core OS, a camada Core Services, a camada mídia e a camada Cocoa Touch . O sistema operacional usa aproximadamente 900 MB de armazenamento do dispositivo que varia para cada modelo.
  • 44. 43 Windows Mobile O Windows Mobile é um sistema operacional para dispositivos móveis, projetado para ser capaz de realizar boa parte do que é possível em uma versão PC (personal computer) do Windows, o sistema vem com um conjunto de aplicações básicas bem conhecidas no mundo dos PCs, tais como o Word, Excel, PowerPoint, Windows Media Player Pocket. A maioria dos seus recursos remetem ao próprio sistema operacional presente na maioria dos computadores desktop.
  • 45. 44 10- EMPREENDEDORISMO EM APPS O conceito de empreendedorismo remete à iniciativa primária de organização, liderança, operação e assumo de riscos por parte de uma pessoa; tendo como objetivo o alcance do sucesso de um princípio mercadológico. Assim, em outras palavras, o empreendedorismo é uma ação realizada por qualquer pessoa que esteja disposta a assumir riscos para começar algo novo; criando a sua própria alternativa e desenvolvimento de ideias para consagração do que atribui como “novo”. Ser um empreendedor é diferente de ser um empresário, por exemplo, pois um empresário é aquele que tem posse total ou parcial de alguma empresa; enquanto o empreendedor geralmente tem a ideia e cria a sua própria empresa ou negócio para inserção no mercado. Porém, vale apontar que um empreendedor não precisa criar a sua própria empresa ou negócio para ser, de fato, um empreendedor: ele pode se intitular um a partir do momento em que assuma riscos e busque agregar valor a qualquer tipo de negócio, existente ou não. Sensibilidade e conhecimento de mercado; conhecimento sobre finanças; capacitação para identificação de oportunidades e direcionamento para aproveitar ao máximo as chances mercadológicas são as características básicas de qualquer empreendedor. Além disso, muitos empreendedores conseguem aliar a sua criatividade e força de vontade para transformar algo que não está mais rendendo bons resultados em um ótimo modelo de negócios a ser seguido.
  • 46. 45 Para ser um empreendedor não somente na Internet, como em qualquer tipo de mercado, é preciso ter em mente as definições genéricas a respeito da mercadologia e, acima de tudo, buscar o maior número possível de informações envolvendo o seu ambiente. Em linhas gerais, um mercado é todo local no qual as pessoas vendem e compram produtos ou serviços - sempre havendo a tendência de oferta e procura. Independentemente da área específica do mercado - podendo se referir ao mercado de trabalho, monetário, financeiro, entre outras -, a lei de oferta e procura é sempre constante; ou seja, há sempre alguém oferecendo produtos ou serviços e há sempre alguém necessitando ou desejando a aquisição dos mesmos. Portanto, os primeiros fatores a serem analisados em um mercado, independentemente de seu ambiente, são as suas variáveis envolvendo o mercado consumidor (pessoas ou empresas que desejam adquirir produtos ou serviços) e o mercado concorrente (pessoas ou empresas que oferecem ao mercado consumidor produtos ou serviços similares aos que se deseja comercializar). Em outras palavras, é muito difícil inserir um produto ou serviço em um ambiente no qual não existe um público que deseje adquiri-lo ou que possua um monopólio de mercado; portanto, é preciso conhecer o mercado para evitar dar tiros no escuro. O fato é que, especificamente no caso da Internet, o ato de criar um aplicativo não é sinônimo imediato de vendas, lucro e sucesso incontestável: assim como em qualquer outro mercado, os negócios on-line podem não render bons frutos a qualquer segmento. Assim, antes de investir montantes de dinheiro em uma loja virtual, é preciso se certificar de que a oferta a ser realizada terá procura e aceitação mínimas para que haja retorno sobre o investimento. Para isso, o ideal é realizar uma pesquisa a respeito dos hábitos de compra do público
  • 47. 46 em potencial na Internet; envolvendo perguntas e respostas sobre suas preferências de produtos, condições de pagamento, entrega, atendimento, entre outras. O questionário pode ser aplicado integralmente on-line e, quanto mais respostas forem obtidas, mais sucesso o negócio on-line estará inclinado a ter. Em seguida, é necessário elaborar um Plano de Negócios para a criação efetiva da loja virtual. O conceito central do plano de negócios é reunir, em um só documento, todas as caracterizações possíveis de uma empresa ou negócio que se queira lançar ou reestruturar; organizando suas definições, modo de operação, estratégias, estimativas de alcance de mercado e projeções financeiras envolvendo custos e lucros. Em outras palavras, um plano de negócios é equivalente a um projeto empresarial, objetivando minimizar os possíveis erros executados e o alcance das melhores tomadas de decisões para o negócio . Para que um bom plano de negócios seja realizado, é preciso considerar a elaboração de diversas questões para obtenção de respostas em relação à loja virtual. ( Quais são os diferenciais a serem oferecidos pelo seu aplicativo? Uma vez tendo realizado a análise da concorrência na Internet, já é possível determinar quais são os seus pontos fortes e quais são os produtos ou diferenciais que as mesmas oferecem e que podem ser seus maiores trunfos. Assim, para que o aplicativo esteja à altura da concorrência - e até mesmo melhor -, é preciso estipular os principais aspectos que garantam a compra do público-alvo na mesma em vez de na loja concorrente. É preciso definir um ou mais fatores que superem
  • 48. 47 os esforços realizados pelos concorrentes; sejam vantagens, estrutura e recursos do aplicativo. Quem faz parte do público final do aplicativo a ser criado? Onde ele está? Para responder esta pergunta, a pesquisa realizada a respeito do mercado consumidor anteriormente ao plano de negócios será de suma importância. É óbvio o fato de que, para comercializar qualquer tipo de produto ou serviço, é preciso ter ao menos uma noção básica referente a quem o estará adquirindo; principalmente para que os esforços comunicacionais sejam efetuados da maneira mais eficaz possível. Assim, é preciso estabelecer quem realizará o download do aplicativo, qual é a média de clientes a ser atingida, qual será o seu ponto de origem principal, como alcançá-los e quantos clientes serão necessários para tornar todo o esforço do aplicativo Como será o processo de atração e aquisição de clientes o seu aplicativo? Nesta etapa do plano de negócios, já é possível traçar quais seriam os mais eficientes métodos de atração e aquisição de clientes constantemente para o negócio. Para iniciar o processo de captação de clientes, é possível determinar quais fatores devem ser considerados para facilitar tal processo - podendo envolver o relacionamento direto com clientes através de redes sociais, divulgação em sites especializados, anúncios personalizados, entre outros exemplos. Qual é o nível de especialização tecnológica necessário para o bom desempenho de um aplicativo? No que diz respeito à criação, manutenção e atuação aplicativo, é preciso estabelecer anteriormente à sua inserção em ambiente on-line quem será a equipe responsável por gerenciá-la. Esta questão é de suma importância para o plano de negócios, visto que, assim que uma
  • 49. 48 loja passar a captar centenas ou milhares de visitantes e clientes diários, as particularidades tecnológicas da mesma já deverão estar completamente definidas e funcionando perfeitamente. E em relação aos demais setores empresariais: quem será responsável por cada um? É claro que não somente a parte tecnológica do aplicativo deve ser gerenciado, mas cada elemento da mesma deve ser monitorado e seus possíveis problemas devem ser prontamente solucionados. Assim, é preciso determinar quem serão os profissionais responsáveis pelo setor de cadastramento de novos produtos ou serviços no sistema, processamento de pedidos, setor financeiro, entregas, trocas ou devoluções, atendimento e quaisquer outros setores específicos. O principal objetivo desta etapa é a definição de uma sistemática de integração de cada função com a melhor agilidade e economicidade possível para o aplicativo Quais tipos de resultados são esperados com aplicativo? Uma das principais questões relacionadas a dispositivos móveis é em relação aos seus possíveis resultados obtidos. Primeiramente, é preciso ter em mente e claramente estabelecido no plano de negócios qual é o objetivo primário central do aplicativo a ser criado, para que a partir do momento de sua criação seja possível direcionar todos os esforços para o alcance de tal objetivo. Em segundo lugar, com as determinações do plano de negócios, será possível garantir que a loja gere lucros a curto ou médio prazo? Caso não sejam obtidos os resultados esperados, quais seriam possíveis alternativas para o seu aplicativo? Esta é uma das respostas que proporcionam um nível maior
  • 50. 49 de segurança no plano de negócios, viabilizando-o e assegurando a sua realização. Quais tipos e valores de investimento são necessários para a criação, manutenção e atuação de um aplicativo A partir de qual momento elae deverá demonstrar resultados? As questões financeiras são sempre as mais complicadas de se responder, porém são as mais fundamentais para que o negócio seja inserido com sucesso na Internet e possa passar a gerar resultados. É preciso definir, pelo menos grosseiramente, qual é a previsão de gasto inicial, qual é a disponibilidade financeira, opções de aumento de capital, opções de sociedade, entre outras. O objetivo de tais respostas é determinar todas as opções possíveis de administração de finanças do negócio, estabelecendo a origem dos primeiros investimentos e como será realizada a constante estipulação e determinação de custos e lucros do seu aplicativo. Durante a elaboração do plano de negócios, é possível que surjam mais questões que exijam uma atenção especial para a criação da loja virtual. Porém, é necessário sempre valorizar as respostas para as questões envolvendo os gastos da loja (incluindo o investimento inicial, custos gerais e despesas específicas), o preço de cada produto, opções para evitar prejuízos financeiros e projeções de retorno sobre todo o investimento realizado com o projeto. Somente quando tais questões obtiverem respostas coerentes e convincentes para a criação e implantação da loja virtual é que a mesma se tornará viável. Para fins de complementação do plano de negócios traçado para a loja virtual, torna-se interessante e proveitosa a Análise SWOT do ambiente da mesma. A análise SWOT é uma ferramenta utilizada como
  • 51. 50 base para o planejamento estratégico e gestão de uma empresa, possuindo uma estrutura simplificada e flexível para a análise do ambiente no qual qualquer tipo de negócio esteja inserido. A sigla SWOT provém da língua inglesa e remete às palavras Strengths (Forças), Weaknesses (Fraquezas), Opportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças), sendo que as forças e fraquezas são analisadas em meio ao ambiente interno da empresa e, por outro lado, as oportunidades e ameaças são analisadas em ambiente externo à mesma. (Clique para visualizar como cada elemento da análise SWOT pode ser avaliado). Forças: Quais são as vantagens internas do aplicativo em relação aos concorrentes? Como exemplos, pode-se citar uma equipe de colaboradores altamente qualificada e grande qualidade dos produtos comercializados. Fraquezas: Quais são as desvantagens internas do aplicativo em relação aos concorrentes? Como exemplos, pode-se citar profissionais responsáveis por mais de um setor interno ou alto custo de fornecimento dos produtos e no desenvolvimento. Oportunidades: Quais são as oportunidades do ambiente externo que o aplicativo está inserido? Por exemplo, pode-se citar uma possível explosão na demanda por determinado produto comercializado e, consequentemente, grande número de vendas. Ameaças: Quais são as ameaças do ambiente externo que o aplicativo está inserido? Vale apontar, aqui, que as forças e fraquezas da análise SWOT geralmente são determinadas a partir da posição atual de um negócio, enquanto as oportunidades e ameaças são eventos possíveis de ocorrer uma vez que, no caso, o aplicativo quando for lançado. Com o
  • 52. 51 plano de negócios traçado anteriormente, já é possível determinar quais são as forças e fraquezas do aplicativo, enquanto as oportunidades e ameaças só podem ser estimadas. Além disso, todo o ambiente interno do negócio pode ser administrado e aprimorado pelos dirigentes do mesmo, enquanto o ambiente externo somente pode ser observado e monitorado frequentemente para garantir a adaptação do negócio ao mesmo. Uma vez elaborado o Plano de Negócios e realizada a Análise SWOT do aplicativo a ser criado, é preciso atentar para os aspectos legais do ecommerce no Brasil. Não há leis específicas a respeito do comércio eletrônico propriamente dito na legislação brasileira, então as normas gerais do Direito são aplicadas às atividades de comércio físico e virtual de igual maneira - exigindo algumas particularidades para validação dos processos de compra e venda. Em primeiro lugar, é necessário que ocorra uma contratação prévia entre as partes envolvidas em situações de compra e venda de produtos ou prestação de serviços; sendo necessários os seguintes quesitos para a sua validação: Agente capaz: Pessoa física ou jurídica capaz de exercer seus direitos e obrigações, ou seja, praticante de atos da vida civil. Objeto lícito: Qualquer produto ou serviço comercializado que esteja de acordo com a lei, sendo que quaisquer irregularidades para com a mesma tornarão inválido qualquer tipo de contrato entre duas partes. Objeto possível: Todas as condições e ofertas do contrato devem ser possíveis de serem realizadas, para que tornem as contratações válidas e viáveis perante a lei. Forma contratual prevista em lei: Para contratações particulares, a utilização contratual recomendada é a escrita, não sendo necessários formatos padrão de documentação.
  • 53. 52 Normalmente, os processos de contratações realizadas através do comércio eletrônico envolvem duas partes que estejam conectadas em ambiente on-line, simultaneamente. Assim, a simples aceitação da proposta comercial exibida nas condições do aplicativo por parte do comprador já é suficiente para concretização da contratação. Porém, em casos nos quais não haja a simultaneidade na conexão em ambiente on-line, é preciso que haja uma confirmação por e-mail sobre qualquer proposta de venda por parte do comprador (condições previstas no Novo Código Civil, artigos 428, itens 1 e 434). Por fim, há ainda os casos nos quais as contratações são realizadas com o envolvimento de uma das partes que não resida em território nacional - valendo, assim, as condições legais do país de sede da empresa desenvolvedora do aplicativo. Os próximos cuidados a serem tomados em relação aos aspectos legais do comércio eletrônico envolvem os direitos do consumidor, conforme previstos no Código de Defesa do Consumidor (CDC), levando em consideração alguns quesitos principais. (Clique para visualizar os principais direitos do consumidor conforme o CDC) Informação: O consumidor tem direito de obtenção da maior quantidade possível de informações a respeito dos produtos ou serviços a serem adquiridos, assim como informações a respeito do vendedor, loja ou empresa fornecedora dos mesmos. Assim, em casos de lojas que comercializem produtos ou serviços de terceiros, é preciso constar informações relacionadas à origem dos mesmos, seus atributos e especificações detalhadas. A mesma coisa ocorre em casos de lojas que comercializem seus próprios produtos ou serviços, sendo que as mesmas devem fornecer o maior número possível de informações a respeito de seus bens ou serviços comercializados. Também são necessárias as informações referentes à logística da
  • 54. 53 compra de cada produto ou serviço, iniciando por todas as opções de pagamento até todos os prazos de entrega e possibilidades de troca. Proteção: Quaisquer cláusulas contratuais que sejam de difícil entendimento ou duvidosas serão sempre interpretadas do modo que mais convir ao consumidor; assim como cláusulas que determinem vantagens excessivas a favor da empresa ou loja virtual, resultando ou não em prejuízo ao consumidor, poderão ser descartadas ou invalidadas perante a lei. Porém, a proteção mais exigida pela lei em relação ao consumidor diz respeito às práticas abusivas de comércio: quaisquer propagandas enganosas ou que induzam o consumidor ao erro (podendo se referir às características gerais do produto ou serviço comercializado; às condições de pagamento; aos prazos para entrega em domicílio, entre outros) são inegavelmente condenadas pela lei, normalmente resultando em sanções contra a empresa ofertante e obrigação de reparação dos danos causados ao consumidor. Sigilo e Segurança: Todas as informações pessoais dos consumidores, fornecidas durante o processo de compra em ambiente on-line, somente poderão ser repassadas a terceiros com autorização expressa dos próprios consumidores. A responsabilidade pelas informações pessoais dos compradores são sempre da empresa ofertante do produto ou serviço adquirido, estando esta responsabilizada por quaisquer danos causados ao consumidor em virtude do mau uso de suas informações. Já o quesito segurança se refere ao ambiente da loja virtual, ao processamento dos pedidos e pagamentos realizados online e à toda a experiência do consumidor no mesmo ambiente: tratase de um dos principais elementos de todo e qualquer negócio on-line, sendo fundamental não só para os consumidores como para toda a empresa ou loja virtual. Arrependimento: Ao consumidor é concedido o período de sete dias corridos após a efetivação de sua compra (podendo ser contados a partir da assinatura de contrato, confirmação de pagamento ou a
  • 55. 54 partir da entrega do produto) para arrependimento pela aquisição de produtos ou serviços que não forem obtidos em lojas físicas. Assim, é possível que o consumidor solicite a devolução do produto ou serviço e restituição dos valores pagos, sem quaisquer taxas ou penalidades, dentro do período de sete dias contados a partir da efetivação da operação realizada on-line. Condições Imutáveis de Compra: Todos os termos, condições, opções de pagamento, prazos de confirmação e entrega, entre outros, devem ser rigorosamente cumpridos pela empresa ou loja virtual ofertante de produtos ou serviços on-line. Em caso de não cumprimento das condições impostas pelo próprio vendedor ou loja virtual, caberá a estes responder perante a lei, resultando no cancelamento da transação ou até mesmo em sanções legais para o negócio envolvendo o pagamento de perdas e danos causados ao consumidor. Em relação à tributação nas atividades de comércio eletrônico, existem algumas particularidades da lei para a prática da venda de determinados produtos ou serviços on-line. Primeiramente, será exigido o pagamento de todo e qualquer tributo relacionado às operações realizadas on-line, tal como se fossem realizadas em lojas físicas. Além disso, no caso da comercialização de programas produzidos em série, o imposto a ser aplicado será o ICMS (tributo estadual); enquanto que programas desenvolvidos por encomendas terão o ISS (tributo municipal) aplicado. Reforçando a questão da segurança na empresa ou loja virtual a ser criada, é necessária uma precaução quanto à escolha de uma plataforma pronta que seja de confiança e tenha experiência de mercado, tendo boa reputação e seguindo os avanços tecnológicos na implantação e desenvolvimento de suas plataformas comercializadas. Além disso, é sempre vantajoso proteger os domínios do site
  • 56. 55 empresarial com certificados SSL e mecanismos direcionados contra malwares de todos os tipos, prevenindo ataques de hackers, vírus e outras ameaças virtuais. A empresa ou proprietário do aplicativo ainda poderá optar pelo registro de sua marca e de seus produtos ou serviços no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), evitando que quaisquer nomes representados pela mesma sejam utilizados por terceiros. Por fim, o registro do domínio da empresa também deve ser realizado junto ao CGI (Comitê Gestor da Internet no Brasil), garantindo a exclusividade de uso de seu respectivo endereço virtual. Levando em conta todas as obrigações legais e responsabilidades de uma empresa ou aplicativo de dispositivos móveis pode se transformar em uma excelente alternativa para qualquer tipo de negócio ou segmento; resultando em ótimos resultados para quem vende e para quem compra. 11- PLANEJAMENTO COMUNICACIONAL EM MOBILE MARKETING (CAMPANHAS) O amadurecimento da publicidade mundial fez com que as estratégias persuasivas passassem por um gradativo processo de aprimoramento e diversificação, tornando-se cada vez mais criativas e inovadoras para melhor chamar e manter a atenção do seu público-alvo. Porém, para que o resultado final possa ser obtido da maneira mais correta possível, é imprescindível que exista um planejamento ou uma abordagem completa das decisões mercadológicas e publicitárias, com
  • 57. 56 base na análise situacional da empresa no mercado, nos seus recursos característicos e na sua capacidade atual. A elaboração de planejamentos de comunicação e, consequentemente, da interação entre empresa e consumidor por meios convencionais é requerida para a criação de um posicionamento empresarial, fazendo com que a instituição obtenha e mantenha seu lugar no mercado. Contudo, em um cenário mais recente, a elaboração de um planejamento de comunicação com foco nas redes sociais virtuais atuais tem se caracterizado como um diferencial às organizações, devido à atualidade de tais veículos, à facilidade de utilização e ao constante desenvolvimento dos mesmos. Atualmente, uma empresa com número significativo de seguidores ou curtidores nas redes sociais é vista positivamente pela sociedade em
  • 58. 57 geral e, particularmente no âmbito empresarial, realça o seu posicionamento no mercado. Consequentemente, um planejamento de comunicação criado e desenvolvido exclusivamente para as redes sociais virtuais é uma iniciativa a ser valorizada por uma empresa, dada a sua análise positiva no cenário empresarial atual. No âmbito comunicacional, a essência de um planejamento de comunicação é a que o mesmo deve ser entendido como uma derivação do planejamento de marketing tradicional. Trata-se de um processo de administração e sistemática, com a função primária de coordenar os objetivos, estratégias determinadas e as diferentes etapas de uma campanha propagandística, divulgação e promoção de vendas ou de relações públicas, com as estipulações do planejamento de marketing, buscando alcançar o maior retorno possível sobre o investimento utilizado. Com o passar dos anos, as redes sociais virtuais foram ganhando cada vez mais usuários no mundo todo, sendo acessadas não só por meio de computadores pessoais, como também dos telefones móveis, tablets, videogames, entre outros eletrônicos. São ambientes nos quais o usuário pode unir a facilidade de uso em conjunto à vontade de se expressar e, assim, as discussões abrangendo diversos usuários se tornam possíveis e altamente participativas.
  • 59. 58 A imensidão nas possibilidades comunicacionais das novas ferramentas - desde a transformação de uma página da Internet em diário pessoal até discussões sobre política e demais assuntos em comunidades virtuais - fez com que as empresas passassem a prestar mais atenção nos acontecimentos dentro das redes sociais virtuais. Nelas, os consumidores de determinado produto ou clientes de determinado serviço, têm a liberdade de falar o que quiserem, além de obter respostas de outros participantes das mesmas redes - o que pode ser um ótimo meio de comunicação entre empresa e consumidor. Atualmente, algumas organizações já estão começando a desenvolver planejamentos de comunicação voltados exclusivamente para
  • 60. 59 dispositivos móveis e, como parte de suas estratégias comunicacionais, almejaram ou almejam fatores econômicos provenientes de tal capacidade comunicacional. Em seletas ocasiões, algumas empresas atuam neste tipo de mídia com as chamadas “promoções relâmpago” - havendo a total segmentação do públicoalvo e o objetivo final de conclusão de venda. Porém, a estratégia mais utilizada pelas empresas com este tipo de comunicação é a de manutenção da marca e constante relacionamento com clientes e colaboradores. As possibilidades de comunicação entre usuários com os aplicativos estão em processo de constante transformação e aprimoramento e, consequentemente, os departamentos de Marketing de várias corporações e empresas pertencentes à cadeia de comunicação mercadológica ainda estão estudando a melhor abordagem possível envolvendo estas redes. O fato é que o mercado de comunicação precisa se adaptar à comunicação entre consumidores, tendo a marca como suporte; e não somente com os consumidores, tendo a marca como veículo de interação entre a empresa e seus potenciais mercados.
  • 61. 60 O processo de desenvolvimento de um planejamento de comunicação é executado a partir do pressuposto de que já exista um planejamento de Marketing; ou seja, de que já exista uma análise profunda sobre o ambiente externo e interno da empresa em questão, constatações sobre o seu diagnóstico no âmbito mercadológico e a previsão de possíveis cenários decorrentes de tais fatores. Vale ressaltar, também, que o planejamento de Marketing apresenta toda e qualquer análise que tenha relação com o faturamento da empresa, uma vez que todas as ações propostas devem trabalhar em conjunto para que o maior lucro possível seja obtido. Por conseguinte, na fase de planejamento de comunicação, ocorre o afunilamento das informações do planejamento de Marketing, visando desenvolver a melhor estratégia de comunicação para a empresa no cenário em que está inserida considerando os já disponíveis fatores financeiros.
  • 62. 61 A efetividade do processo de comunicação envolve a compreensão do mesmo por parte dos profissionais envolvidos: o desenvolvimento de um processo que engloba os agentes emissor e receptor; os instrumentos mensagem e meios; e, por fim, as funções codificação, decodificação, resposta e feedback (retorno de respostas). O último elemento, o ruído, deve ser evitado como consequência do processo. Todo o desenvolvimento da transmissão da comunicação ocorre por meio das seguintes etapas: 1. O emissor envia a mensagem a outro elemento, sendo que a mesma passa pela função de codificação, ou seja, transformação do pensamento em símbolos; 2. O conjunto de símbolos (mensagem) é então transmitido através do meio de comunicação escolhido; 3. A mensagem passa então pela função de decodificação, ou seja, atribuição de significado aos símbolos codificados; 4. O receptor recebe a mensagem e desenvolve reações a respeito da mesma (respostas), enviando, eventualmente, o feedback (retorno de respostas) ao emissor.
  • 63. 62 Caso haja alguma distorção na mensagem utilizada no processo de comunicação, as informações enviadas serão diferentes das informações recebidas; resultando, então, no ruído comunicacional. O ruído pode ser ocasionado por um único ou uma série de fatores, porém, para minimizar ao máximo o risco de seu estabelecimento, os processos de codificação e decodificação devem ser similares - ou seja, o emissor deve utilizar em sua mensagem uma linguagem que o receptor esteja apto a compreender. 12- PLANEJAMENTO DE MARKETING PARA DISPOSITIVOS MÓVEIS
  • 64. 63 Um bom plano de marketing deve basear-se numa sólida estratégia de marketing, caso contrário este será de pouca utilidade.O Plano de Marketing deve ser entendido como um complemento ao Plano de negócios e como um instrumento indispensável ao desenvolvimento da empresa. Por linhas gerais, ao realizar um Plano de Marketing, primeiro deve-se fazer um planejamento iniciado por uma Análise de Mercado, levantando dados como a realidade da sua empresa, dos seus produtos, dos seus mercados e da concorrência. Ao sistematizar essas informações, já será possível identificar as ameaças e as oportunidades, potenciais ou reais, que vão determinar toda a execução das estratégias.
  • 65. 64 Portanto, para a possibilidade do desenvolvimento de um planejamento de mobile marketing eficaz, é preciso começar pelo entendimento do público-alvo e percorrer o caminho inverso até o emissor da mensagem, devendo-se: 1. Identificar quem realmente constitui o público-alvo; 2. Estabelecer os objetivos e metas da comunicação a ser transmitida; 3. Desenvolver um conteúdo para a mensagem; 4. Escolher os meios e canais midiáticos para veiculação dessa mensagem; 5. Selecionar a fonte das informações e obter a resposta dos receptores.
  • 66. 65 Identificar PúblicoAlvo Estabelecer Objetivos e Metas Planejamento de Comunicação Selecionar fonte e obter feedback Desenvolver Conteúdo Escolher Meios e Canais para veiculação Todo planejamento, independentemente de seu nível e especificidade, exige a definição de objetivos, estratégias e táticas. Para que possam ser compreendidos sem equívocos, as suas respectivas definições são: a) Objetivos: são fatores amplos que as empresas pretendem atingir e, assim, devem ser fixados de forma a atender os interesses das mesmas. Cada objetivo possui uma derivação: a meta, a qual pode ser entendida como o tempo total no qual a empresa pretende cumprir o citado objetivo, envolvendo
  • 67. 66 também os valores numéricos que ela almeja neste mesmo período; b) Estratégias: são os caminhos pelos quais a empresa pretende seguir para alcançar seus objetivos. Para ser traçada de maneira correta, a estratégia exige que sejam levadas em consideração as ações dos concorrentes no cenário mercadológico, de forma a encará-los de maneira inequívoca e proporcional; c) Táticas: são as ações que deverão ser utilizadas para que as estratégias sejam atendidas. Podem ser consideradas diversas táticas, desde que seja realizada uma completa análise situacional da empresa e, assim, constatadas as suas reais características e necessidades.
  • 68. 67 Objetivos Planejamento Mobile Táticas Estratégias É preciso, em algum momento em meio à definição de objetivos, estratégias e táticas, estipular qual será o tipo de campanha e as estratégias comunicacionais utilizadas na comunicação empresarial, visto que são duas informações cruciais para o planejamento de comunicação. Neste ponto, devem ser definidos os “como” da campanha: qual o melhor gênero de campanha para atingir o objetivo geral? Qual a melhor abordagem para que o tipo de campanha seja o mais satisfatório possível? Primeiramente, existem diversos tipos de campanha para empresas ou produtos/serviços. Alguns exemplos mais relevantes são:
  • 69. 68 Campanha de Propaganda •Tem como principal característica a divulgação de determinada empresa, produto ou serviço, tornando conhecidos seus diferenciais, benefícios, particularidades e atributos Campanha de Lançamento •É ideal quando a empresa for nova ou possuir algum produto/serviço novo no mercado. Com esta campanha, o apelo é feito na “novidade” em questão Campanha Promocional •É utilizada para divulgar a promoção de venda de produtos/serviços ou incentivar que pessoas conheçam uma empresa e suas atividades em troca de sorteios, entre outros Campanha Institucional •Utilizada normalmente com apelo emocional, realçando a importância de uma empresa ou marca para seus clientes e/ou ambiente no qual está inserida Campanha Industrial •Realizada por empresas que disponibilizam produtos ou serviços a outras empresas, sendo direcionada a profissionais que podem ter suas capacidades empresariais aprimoradas pela utilização dos recursos em questão. Portanto, devido à existência de diferentes tipos de campanha, é preciso estudar e escolher com cautela qual seria a mais indicada para que o objetivo geral seja alcançado. Uma escolha equivocada, aqui, pode não gerar resultados satisfatórios e acumular prejuízos à empresa.
  • 70. 69 Em conjunto com o tipo de campanha, devem ser escolhidas as estratégias da mesma, sendo as diretrizes para a escolha da melhor linguagem a ser veiculada. É preciso definir como as mensagens serão transmitidas aos clientes; sendo destacadas as seguintes estratégias: Estratégia de Informação •Visa especificar os componentes de destaque de uma empresa, produto ou serviço, além de suas vantagens frente às demais marcas Estratégia de Testemunho •É quando um cliente ou consumidor comprova a qualidade da empresa, produto ou serviço com suas próprias palavras após ter usufruído os mesmos Estratégia de Posicionamento •Aqui, deve ser utilizado o posicionamento da empresa traçado na primeira etapa, apelando para como a mesma quer ser vista pelo cliente Estratégia de Humor •Utiliza de linguagem humorística e visa fazer uma empresa, produto ou serviço serem lembrados pelos clientes de forma descontraída Estratégia de Comparação •É utilizada quando uma empresa, produto ou serviço se destaca frente à concorrência e, por isso, faz-se uma comparação amigável entre dois ou mais elementos Estratégia Ofensiva •Diferentemente da estratégia de comparação, a estratégia ofensiva faz uma comparação não amigável ou atinge a concorrência em seus pontos fracos. Normalmente, é utilizada para interromper a ação de concorrentes diretos A definição de todos os elementos citados é muito importante para o sucesso da campanha: se um ou mais fatores estiverem incoerentes
  • 71. 70 em relação ao restante do planejamento, a presença da empresa nas redes sociais pode não receber o feedback esperado e resultar em tempo e investimentos desnecessários. No ambiente virtual, a realidade do planejamento é basicamente a mesma do mundo real, mas devem ser consideradas algumas particularidades da virtualidade: o planejamento de comunicação voltado para aplicativos móveis em geral, as mesmas características de um planejamento convencional, porém com questões relacionadas ao posicionamento de determinada empresa em meio ao espaço on-line. A presença de uma empresa na Internet, nos dias atuais, é pré- requisito para formar e/ou fortalecer a sua imagem no mercado. No ambiente comercial dos dias atuais, o site da empresa é a sua mais importante presença ao seu público-alvo. Atualmente, o site é até mesmo mais importante do que o prédio da corporação, do que os seus documentos criados e mais importante do que toda a sua publicidade já realizada. O site é o que propicia e cria uma primeira impressão, representando uma verdadeira organização e abrindo uma gigantesca oportunidade
  • 72. 71 para oferecimento de informações; interação com clientes; obtenção e reunião de ideias e opiniões sobre produtos; oferecimento de serviços; promoção de produtos e, ainda mais importante, obtenção de vendas. O comércio mundial, de maneira histórica, nunca teve à sua disposição uma ferramenta tão versátil como o site. Assim, partindo do princípio de que o site é o ponto de partida para um planejamento de comunicação voltado para a Internet, é preciso adaptar os itens que compõem a estrutura deste para as capacidades e diversificações do ambiente on-line. É também necessário adaptar as mensagens utilizadas em uma campanha por meio da Internet, uma vez que esta apresenta características, em geral, mais informais quando comparada aos meios de comunicação convencionais. Por fim, a fase de criação, em especial, necessita de cuidados relacionados à acessibilidade e usabilidade por parte do público-alvo da campanha em questão. O desenvolvimento de um planejamento de comunicação voltado para aplicativos móveis deve considerar que o cenário das mesmas aborda não só a escolha por determinada marca; mas abrange também a organização de seus consumidores em torno da mesma. A empresa que souber investir neste novo tipo de mídia, seja para fins de comunicação ou vendas, pode ser capaz de atrair consumidores em potencial, torná-los fiéis e grandes divulgadores do produto ou serviço em questão.
  • 73. 72 O modelo de planejamento padrão (contendo objetivos, estratégias e táticas comunicacionais) pode ser até mesmo complementado ao serem levadas em conta algumas etapas fundamentais: antes de se traçar objetivos, estratégias e táticas, é necessário analisar a situação da empresa, ou seja, descrever os problemas a serem enfrentados e as oportunidades a serem aproveitadas. Também pode ser feito um levantamento dos motivos que levaram a empresa a fazer propaganda, uma breve análise da concorrência, do público-alvo e dos esforços publicitários anteriores. Por fim, depois de realizados todos os processos já citados, deve-se trabalhar as questões de criação, produção e ação; ou seja, a relação de tudo o que deve ser
  • 74. 73 desenvolvido para atender às definições estabelecidas, assim como os complementos de plano de organização da estrutura necessária, montagem de logística, fluxograma e, por fim, o cronograma de tarefas a serem desenvolvidas. Assim, para desenvolvimento o de planejamento um de comunicação com base em um modelo completo, podese considerar que o mesmo deve seguir estrutura: a seguinte cenário e posicionamento da empresa; promessa básica e justificativa da campanha, assim como seu tipo e estratégias; táticas (envolvendo período de campanha, análise do público-alvo, definição de ações e cronograma de ações); criação (envolvendo conceito, tom de voz, residual, tema e justificativa do tema da campanha); e, por fim, raciocínio criativo (envolvendo assinatura, slogan e layout básico). O que se comprova, a cada vez mais, é que quanto mais detalhes o planejamento de comunicação tiver estipulados, mais eficácia ele ficará inclinado a apresentar.