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Evolução e aspeto atual
CARATERÍSTICAS GEOGRÁFICAS
A dinâmica marinha está intimamente relacionada com o interface Litosfera-
Hidrosfera-Atmosfera. As variações do nível do mar, os processos de erosão
e a deposição de sedimentos no litoral traduzem, por isso, a evolução da
linha de costa.
Pela sua localização, entre os 37º N e os 42º N, Portugal sofre duas
influências principais, a:
 Atlântica, predominante na parte Norte do território continental;
 Mediterrânea, predominante na parte Sul do país.
Esta posição em latitude justifica o contraste entre a circulação das:
 Perturbações da Frente Polar de Oeste (fluxo zonal), principalmente, no
inverno e mais frequentes na parte Norte;
 Altas pressões subtropicais (anticiclone dos Açores e anticiclone
Subsaariano), principalmente, no verão e em todo o país.
2
Em termos de relevo, a dualidade persiste. A …
 N do vale do Tejo, 95,4% do território está acima dos 400 metros e com
várias elevações acima dos 1 000 metros;
 Sul do vale do Tejo, 61,5% do território encontram-se abaixo dos 200
metros (peneplanície alentejana, planícies …).
Já no que respeita à linha de costa – 850 Km da foz do Rio Minho à foz do
Rio Guadiana – encontram-se:
 Arribas e cabos (rochas duras e resistentes à erosão)
 Areais e alguns acidentes associadas a forte sedimentação:
 Laguna de Aveiro e sistema de ilhas-barreira de Faro.
 Estuários dos rios Tejo e Sado
 Lagoas
3
clima temperado com Verão seco e suave
clima temperado com Verão quente e seco
clima de estepe fria da latitude média
Formas de relevo
litoral resultantes da :
 Erosão
marinha/abrasão:
 Plataforma de
abrasão
 Arriba
 Arriba Fóssil
 Baías/Enseadas
 Acumulação de
sedimentos:
 Praia
 Cordão
litoral/Restinga
 Laguna
 Tômbolo
4
Costa baixa e arenosa
predominante
Costa alta e rochosa
predominante
Como é notório pela análise dos
mapas dos diapositivos 4 e 5, à
escala local, o tipo de costa é o
resultado do tipo de rocha com que
o mar contacta. Tal implica lembrar
a unidade geológica a que
pertence a rocha e a sua idade de
formação. Daqui, depende o grau
resistência à
abrasão.
Acrescem os
movimentos de
oscilação do
nível do mar
como, também,
os movimentos
de subida e
descida dos
continentes.5
De acordo com a reconstituição feita
por João Alveirinha Dias et al. (1997),
em relação ao atual nível médio do
mar na nossa costa, o nível do mar
estava, há …
 18 000 anos B.P. a -120 a -140 m
 16 000 anos B.P. a -100m
 12 000 anos B.P. a -40m
 11 000 anos B.P. a -60m
 8 000 anos B.P. a -30m.
Nos últimos 3 500 anos, o nível do
mar tem-se mantido praticamente
estável.
Estas variações são o reflexo das
glaciações ocorridas no período
Quaternário e as interglaciações a
que correspondem, respetivamente,
descidas e subidas do nível do mar.
Extraído de “Variações do Nível Médio do Mar no Algarve ao
longo do Quaternário Superior. (…)” de Luís José de Sousa
AlbardeiroExtraído e adaptado da obra citada 6
7
Início da
fronteira
natural, a
Noroeste , entre
Portugal e
Espanha.
A Sul da foz,
uma plataforma
litoral já
colonizada por
uma densa
mata.
Ao longo do
mar, uma
estreita faixa
arenosa de
direção N/S.
8
Rio Minho - foz
Caminha – foz do rio Minho, vista de Norte para Sul
9
Uma situação
que se repete ao
longo do litoral
norte. Fruto do
recuo do mar, há
estreitas faixas
arenosas e o
testemunho das
arribas fósseis.
Entre estas e o
atual nível do
mar a ocupação
do território é
notória.
Forte da Ínsua
10
Uma ilhota de
rochas e areias
no estuário do
rio Minho que,
por diversas
ocasiões, já
pode ser
alcançado a
pé.
As rochas são
de origem
paleozoica.
É um antigo
convento.
Praia de Moledo
11
Localizada a
Sul da foz do
Rio Minho, a
praia de
Moledo tem
um areal que,
nos últimos
anos, tem
sofrido uma
redução.
Em dois
decénios, a
linha de costa
terá recuado
200 metros.
Viana do Castelo
Vista do Monte de
Stª Luzia (uma
arriba fóssil) e da
plataforma litoral
atual, uma
superfície plana
que se estende até
ao nível da maré
baixa.
Em primeiro plano,
o curso terminal do
Rio Lima
(discordante com a
linha de costa) e a
cidade localizada
na margem Norte.
12
Esposende - Foz do Rio Cávado.
13
A mistura das
águas fluviais
com o mar
faz-se depois
da restinga de
areia.
A Norte, a
estreita faixa
arenosa.
A Este, a
arriba fóssil de
direção
paralela à
costa.
Aguçadora – município da Póvoa de Varzim
14
Um relevo plano
a testemunhar
de novo o recuo
do mar. Um
extenso areal
condenado a
desaparecer se
o nível do mar
persistir. Forte
presença
humana.
Ao fundo, a
arriba fóssil.
Espinho – contacto com a Orla Sedimentar Ocidental
15
Um areal
que
“emagrece”
de ano para
ano
refletindo
um
desequilíbrio
dinâmico
fruto da
interação
dos fatores
físicos e
antrópicos
A INTERAÇÃO LITORAL NAS COSTAS BAIXAS E
ARENOSAS
16
Os areais, devido à movimentação dos seus sedimentos soltos, as areias, podem ser considerados
sistemas. Como qualquer sistema, um areal está sujeito a um processo evolutivo dependente da
interação de diversos fatores. No caso de haver uma redução do areal, pode-se falar de fatores:
 Físicos, tais como:
 Vento, predominante do quadrante Oeste ao longo da costa ocidental
 Ondulação, dependente do vento e originando agitação marinha mais ou menos
intensa
 Transgressão marinha por força da elevação do nível médio das águas oceânicas
 Humanos, tais como:
 Construção de barragens, com consequente diminuição da quantidade de
sedimentos que chegam à foz dos rios
 Construção de obras de defesa local do litoral, com alterações no litoral
 Degradação das defesas naturais pelo homem, por exemplo, das dunas.
Esmoriz
17
A deriva litoral é a
quantidade de
sedimentos que as
ondas podem
transportar. Quando
há deficiências de
abastecimento, as
ondas só
transportam uma
parte da quantidade
que poderiam
transportar
verificando-se
erosão costeira. A
construção de um
esporão é uma
solução adotada
para combater a
erosão.
Nesta imagem vê-se a retenção de areias a barlamar e o
avanço da erosão a sotomar.
Litoral de Espinho – campo de esporões
Os esporões são estruturas rígidas construídas
para impedir a erosão costeira através da
retenção da deriva litoral, a barlamar do esporão.
Numa fase inicial, a proteção consegue-se mas, a
sotomar, o processo erosivo é agravado. Para
combater esse efeito negativo, constrói-se novo
esporão. Estes campos de esporões têm motivado
diversas críticas, tanto por razões estéticas como
pelos custos de construção e manutenção. Muitos
desses críticos defendem a aplicação de técnicas
menos agressivas para a paisagem como, por
exemplo, os processos de reposição de areia
através de realimentações, uma solução
igualmente custosa financeiramente e temporária.
18
Google
Earth
Barlamar
Sotomar
Laguna de Aveiro
Formou-se pela acumulação de sedimentos
- de origem marinha, depositados por correntes
marítimas
- de origem fluvial, transportados pelo rio Vouga
os quais formaram um cordão litoral (restinga) paralelo
à costa, impedindo o contacto do rio com o mar e
acelerando o seu assoreamento (depósito de areia).
O assoreamento, muito intenso e rápido, acabou por
aproximar as duas restingas (de sentido norte-sul e sul-
norte); a comunicação das águas da laguna e do
Atlântico fazia-se por uma passagem estreita – a
BARRA - que acabou por se fechar no século XVIII.
Para evitar prejuízos decorrentes desta situação,
rasgou-se uma abertura definitiva para facilitar o
desassoreamento.
“Ria” ou “Haff-delta” designações cientificamente erradas. Na realidade, atualmente, trata-se de uma LAGUNA que reúne
três características:
 O sistema de ilhas entrecortadas por canais na zona central, associado à foz do rio Vouga;
 Os canais de Mira, de Ílhavo e de S. Jacinto/Ovar, que divergem a partir da zona central para sul e para
norte, paralelos à linha de costa;
 Comunicação com o mar (através de uma única barra, mantida artificialmente).
Há 5 000 BP Finais do
séc. XIV
Hoje
Laguna de Aveiro – ao fundo o Maciço Antigo O resultado de um
recuo do mar e a
acumulação numa
baía pouco profunda.
Não é uma ria pois
não se trata de um
braço de mar.
Tradicionalmente, as
populações
ribeirinhas usavam
os moliceiros para
transportarem o
moliço (espécie e
algas) recolhido das
águas e usado como
fertilizante das terras
agrícolas.
Pormenor dos molhes construídos na
Barra. Em 2012 foram
intervencionados para melhorarem a
navegabilidade do canal da barra e o
acesso ao porto. O porto de Aveiro
tem uma implantação importante nas
atividades e na economia da região
e do país. Foto aérea de 1995
http://www.lnec.pt/organizacao/dha/nec/estudos_id/emera
Praia da Barra
23
Paisagem
lagunar de
Aveiro.
A praia da
Barra localiza-
se na restinga a
Sul.
Na imagem vê-
se o extenso
cordão a Norte.
Buarcos, a N da Figueira da Foz
24
O extenso areal
da Figueira da
Foz formou-se a
Sul do Cabo
Mondego.
Está-se perante
o contacto do
mar com a Orla
Sedimentar
Ocidental
(mesocenozóica)
25
Praia da Nazaré
Promontório da Nazaré (arriba)
O resultado da
erosão diferencial:
costa baixa e
arenosa a Norte e
a Sul do
promontório da
Nazaré.
Constituída por
argilas, arenitos, e
calcários, a arriba
é uma costa alta e
escarpada
fortemente
atacada pela
abrasão. Daí, a
instabilidade da
escarpa e o perigo
de derrocada.
Litoral da Nazaré
Promontório da Nazaré
Entre S. Pedro de Muel e a Nazaré, as
arribas vivas talhadas em rochas
mesozóicas são frequentes apresentando
… na base, acumulações de blocos
provenientes do desmantelamento das
arribas.
Como exemplos destas arribas podem
referir-se as de S. Pedro de Muel … e as
do promontório da Nazaré. A acumulação
de areias de encontro a este promontório
promove a existência de praia
relativamente larga, a norte da Nazaré,
denominada por Praia do Norte
http://w3.ualg.pt/~jdias/JAD/ebooks/EsaminAveiro/3_Caract.pdf
Concha de S. Martinho do Porto
O que resta de uma
vasta laguna
costeira, que, há
apenas alguns
milénios, se estendia
muito para o interior.
São as
consequências das
fases transgressivas
e regressivas …
causadas,
respetivamente, por
aumentos e
descidas da
temperatura do ar.
Acresce a
intensidade dos
assoreamentos.
28
Depois da última grande glaciação, que terminou há
cerca de 20.000 anos, o mar subiu entre 120 a 140 m,
invadindo uma grande parte do vale (vale … das Caldas da
Rainha), formando vastas lagunas com máxima
extensão há cerca de 7.000 anos … Depois do mar
estabilizado, as lagunas foram sendo assoreadas pelos
sedimentos trazidos pelos rios, mas em quantidades
que refletem as atividades humanas nas bacias de
drenagem – de notar que a deflorestação e a
agricultura aumentam imenso a erosão dos solos. A
laguna de S. Martinho do Porto é um destes casos
sendo a “concha” atual o remanescente de uma vasta
laguna que se estendia ainda na Idade Média por mais
5 km até Alfeizerão. Já a várzea a sul de Nazaré e
Valado dos Frades corresponde à colmatação total da
antiga laguna da Pederneira. Parte da Laguna de
Óbidos também ocupava espaços deste vale …
Texto e figura extraídos de “Há mares e mares: antigos e
dobrados, modernos e espraiados”, de Jorge L. Dinis (27 de
julho de 2013)
Uma zona húmida
de:
valor económico
local significativo,
ambiental e
paisagístico -
apanha de marisco
e pesca,
abastecimento de
água e praias
são algumas das
ofertas disponíveis.
As suas
potencialidades têm
atraído uma
população
crescente que se
tem fixado na área
da bacia
hidrográfica29
Lagoa de Óbidos
Tômbolo de Peniche
30
O Tômbolo visto
de Oeste para
Este.
Observa-se o
istmo arenoso
que liga a antiga
ilha ao
continente.
Um formação
resultante da
forte
sedimentação.
O Tômbolo de Peniche
fotografado do mar em
toda a sua extensão
31
Cabo Carvoeiro e
Berlengas ao fundo
O arquipélago das
Berlengas (cerca de 15
km de Peniche) inclui a
Berlenga Grande, as
Estelas e os Farilhões. A
Berlenga Grande ocupa
2/3 da superfície do
arquipélago, sendo a
única ilha habitada.
A Berlenga Grande e as
Estelas são constituídas
basicamente por granitos
enquanto os Farilhões
são constituídos por
rochas metamórficas,
nomeadamente,
gnaisses e xistos (Era
Paleozóica).
32
Ilhéus das Berlengas
Formação do Tômbolo de Peniche
Século XII Século XIV Século XV
Século XVI Século XXI
Peniche
Peniche
Peniche
PenichePeniche
Baleal
Peniche
Baleal
Peniche
Peniche
Atouguia
Atouguia
Atouguia
Atouguia
Atouguiaa
Embora haja contributo de
sedimentos de origem fluvial e
continental, são os sedimentos
marinhos os principais
responsáveis pela formação do
istmo que ligou a antiga ilha de
Peniche ao continente.
Atouguia já não é porto marítimo
As Berlengas e os Farilhões são a prova de que, o
Maciço Antigo, se estendia mais para Oeste do que
hoje se observa.
Os geólogos falam de uma bacia sedimentar – Bacia
Lusitaniana – que se terá desenvolvido na Margem
Ocidental Ibérica, no Mesozóico, quando da
fragmentação da Pangeia e da abertura do Oceano
Atlântico. Os sedimentos depositados nesta bacia
vieram a submergir com o enrugamento alpino dando
origem à Orla mesocenozóica ocidental.
A Bacia Lusitaniana está separada de uma zona
externa pelo horst da Berlenga (ver esquema). Um
horst é uma estrutura geológica resultante de um
processo de fratura e falha a que corresponde uma
morfologia de relevo elevado.
A grande maioria das nossas serras localizadas no
Maciço Antigo são estruturas de fratura e falha tal
como sucede com o horst da Berlenga. Nesta
estrutura geológica têm-se realizado vários trabalhos
de investigação, muitos deles ligados à indústria do
petróleo.
34
Baleal, um outro tômbolo
35
Localizada a
norte de
Peniche, a
península do
Baleal
formou-se pela
deposição de
sedimentos que
originaram um
“corredor” de
areias que une
a antiga ilha ao
continente,
Azenhas do
Mar - Sintra
36
Uma arriba
fortemente atacada
na sua base onde
se acumulam os
produtos da
abrasão.
A ação do mar
degradou a piscina
natural que se
observa junto ao
mar, entretanto,
alvo de
reabilitação.
Cabo da Roca
37
A ponta mais
ocidental do
continente
europeu –
38º 47´ Norte,
9º 30´ Oeste.
“Onde a terra
se acaba e o
mar começa”
(in Os
Lusíadas,
Canto III),
assim o
imortalizou Luís
Vaz de Camões
38
gere a navegação
dento da área de
jurisdição da
Administração do
Porto de Lisboa,
tendo como limite
montante a Ponte
Vasco da Gama.
Fornece informação
e aconselha os
navios que
naveguem no
estuário do Tejo e na
aproximação a este,
até um raio de 16,5
milhas náuticas
Torre do Centro de Controlo de Tráfego Marítimo, VTS – Lisboa …
Estuário do Rio Tejo – Farol do Bugio
39
Aqui se
encontram as
águas do Tejo
com as do
Oceano.
Dada a
extensão do
estuário, esta
pequena ilhota
é usada como
limite da foz do
Rio Tejo
Costa Caparica e arriba fóssil …
40
… insere-se na unidade
morfoestrutural da Bacia
Sedimentar do Tejo e
Sado. No início do
Terciário, aquela unidade
foi uma vasta depressão
tectónica, aberta às
influências oceânicas,
sendo, progressivamente,
preenchida por estratos
sedimentares Os
sedimentos tiveram
origem nas sucessivas e
alternadas transgressões
e regressões marinhas,
com uma idade de cerca
de 15 milhões de anos
(MA).http://www.icnf.pt/portal/ap/p-prot/ppafcc/geo
Sª da Arrábida - Cabo Espichel visto do lado Norte
41
Pertencente à
Orla
Ocidental, a
Arrábida é
uma dobra
alpina deitada
sobre o mar.
Os estratos
sedimentares
são bem
evidentes.
Sª da Arrábida
42
As formações geológicas que constituem esta serra tiveram
origem entre o Mesozóico e o Cenozóico.
Os sedimentos que as
compõem depositaram-se na
designada Bacia
Lusitaniana, sobre o soco do
Maciço Antigo, quando
ocorreu um
primeiro impulso tectónico de
abertura do Atlântico Norte.
Sucedeu, então, um
alongamento da crusta, uma
fragmentação da Pangea, e
a constituição da bacia
sedimentar na margem
ocidental ibérica que serviu
de recetáculo à deposição
dos sedimentos entre o início
e o fim do Mesozóico.
43
Estuário do Rio Sado
Em primeiro
plano, a forte
sedimentação
no contacto
das águas do
rio com as do
oceano. Em
segundo plano,
a península de
Tróia e, ao
fundo, a cidade
de Setúbal,
cujo porto é um
dos principais
portos do país.
Alimentada pela
água doce de
ribeiras que nela
desaguam e pela
água salgada do
mar, quando o
cordão dunar é
aberto oficialmente
na primavera, a
lagoa de Albufeira é
constítuida por três
lagoas: a Grande, a
Pequena e a da
Estacada.
Localizada em
Sesimbra, é
considerada a
lagoa mais funda
das existentes no
país, cerca de 15 m
de profundidade.44
Lagoa de Albufeira
LAGOA DE ALBUFEIRA É HOJE
REABERTA AO MAR
A reabertura da ligação ao mar da
Lagoa de Albufeira … para garantir a
qualidade da água … "deverá ter lugar
hoje à tarde cerca das 16h00“ ...
Este ano é já a terceira vez que a
autarquia procede à reabertura da
ligação ao mar devido ao assoreamento
cada vez maior …
No passado dia 23 de Junho, o
delegado de saúde proibiu a prática
balnear no local, mas a interdição foi
levantada quatro dias depois, após a
realização de novas análises que
revelaram já não haver qualquer perigo
para a saúde pública.
A Câmara ... defende a necessidade de
uma grande obra de desassoreamento
da lagoa para garantir uma abertura
prolongada às águas do mar, de forma
a evitar novas interdições …
45
http://www.publico.pt/local/noticia/lagoa-de-albufeira-e-hoje-reaberta-ao-
mar-1662353
10/07/2014
46
Lagoa de Melides, Grândola, costa alentejana As lagunas surgem em
costas baixas de forte
acumulação de
sedimentos. Têm forma
alongada, concordantes
com o litoral e são
isoladas do mar por
cordões litorais ou por
restingas.
A comunicação com o mar
pode exigir, como sucede
com a laguna de Aveiro, a
construção de uma saída
definitiva. Noutros casos,
aproveitam-se as datas
equinociais e a ocorrência
das marés vivas e abre-se
a saída para o mar.
O litoral português é muito … resultado de
diversos fatores, naturais e antrópicos, e
inclui arribas e plataformas de abrasão,
praias, tômbolos, restingas e ilhas-barreira,
formações dunares, estuários e lagunas …
Os sistemas lagunares ocorrem em
Portugal nas fachadas ocidental e sul, nos
troços correspondentes às bacias meso-
cenozóicas.
As lagunas … possuem uma barreira,
construída por ação das ondas e das
correntes de deriva litoral que as isola do
oceano … Lagoa de Óbidos, S. Martinho
do Porto (com barreira rochosa), lagoas de
Albufeira, de Melides e de Sto. André.
Algumas delas funcionam como lagunas
fechadas, sem contacto com o mar
durante uma boa parte do tempo. À
exceção de S. Martinho do Porto, tiveram
origem em estuários formados durante a
última transgressão … http://omelhoralentejodomundo.blogspot.pt/search/label/Melides
47
A maior lagoa do
litoral alentejano,
tem uma relevante
importância
biológica
A área envolvente à
lagoa encontra-se
sujeita a múltiplos
fatores de pressão
sobre o meio
natural, sob a forma
da emissão de
efluentes, caça,
pesca, turismo e
construção, que
impõem medidas de
conservação
adequadas
48
Lagoa de Stº André, costa alentejana, a norte de Sines
Sendo historicamente referenciada desde tempos
remotos, primeiro como porto natural … e
posteriormente como lagoa, após a formação do
cordão dunar que a separa do Oceano Atlântico, a
lagoa de Santo André é alimentada por seis ribeiras
…, a ligação com o mar é temporária e permite a
limpeza dos sedimentos, renovação da sua de massa
de água e a entrada de espécies piscícolas oriundas
do Oceano … As enguias da Lagoa de Santo André
são ainda hoje consideradas das melhores do país …
A Lagoa de Santo André constitui um ponto
estratégico para a estadia, passagem e nidificação de
muitas espécies de aves migratórias tendo sido
declarada pela Comunidade Europeia como Zona de
Proteção Especial para a avifauna e sítio RAMSAR
sobre zonas húmidas de importância internacional,
integrando também a Rede Natura 2000.
Devido à sua excecional importância ornitológica,
faunística e florística foi declarada pelo estado
Português a Reserva Natural das Lagoas de Santo
André e da Sancha pelo Decreto Regulamentar
10/2000 de 22 de Agosto. http://litoral-alentejano.com/pt/patrimonio-natural/lagoa-de-santo-andre/lagoa-de-st-andre-ocupacao-humana/
https://youtu.be/PA-ag4srq84
http://mw2.google.com/mw-panoramio/photos/medium/11687729.jpg
Zambujeira do Mar - Azenha do mar (costa alentejana)
50
“Quem chega ao
Sw de Portugal
pelo mar, encontra
uma falésia
elevada, de rocha
muito antiga,
escura na costa
alentejana (xisto e
grauvaque) e clara
na costa algarvia
(calcário). Sobre
esta rocha do
planalto costeiro,
descansa uma fina
camada de
sedimentos,
repleta de habitats
e espécies
singulares …
Cabo S. Vicente, ponta SW
51
Do Cabo de S. Vicente
para Norte, a costa é
talhada em rochas
paleozoicas. Para Este
do cabo, a costa
apresenta rochas meso-
cenozoicas e
quaternárias atuais.
Exposta à abrasão , a
costa a barlavento sofre
intensa erosão
originando sedimentos
que se vão depositar na
costa a sotavento
contribuindo para a
formação do sistema de
ilhas-barreira.
Cabo S. Vicente
Destruição da
base da arriba: são
notórias as
entradas já
cavadas no
contacto do mar
com a rocha. A
ondulação é forte
impulsionada pela
orientação
dominante do
vento do
quadrante oeste
(NW, W e SW).
52
Ponta de Sagres
é notório o
resultado da
abrasão: destruição
da arriba, recuo e
formação de praia
entre parte da arriba
e o mar. Dada a
natureza geológica
das rochas
dominantes, as
arribas são muito
instáveis ruindo
com facilidade.
O avanço do mar
não se faz sentir
somente no litoral
entre a foz do Douro
e até à Marinha
Grande . A forte
erosão marca,
também, a costa sul
onde as falésias
predominam. as
rochas sedimentares
pouco resistentes à
abrasão conduz à
sua fácil destruição
Algarve - Barlavento
Praia do Lourenço. Foto de Ricardo Neves - http://miseenplace7.blogspot.pt/
A instabilidade das falésias tem obrigado a intervenções locais onde o seu
desmoronamento pode ocasionar perigo letal para os frequentadores das praias.
BP = before present, escala de tempo usada em geologia para datar o tempo em que determinado acontecimento
teve lugar na escala geológica. O início desta escala é o dia 1 de janeiro de 1950, ano em que se passou a usar a
datação por radiocarbono
Reconstituição da linha de costa de Portugal a partir
de 18.000 BP, o último máximo glaciar (adaptado de Dias et al.,
1997)
Extraído de
“Variações do Nível
Médio do Mar no
Algarve ao longo do
Quaternário Superior.
O Sector Praia da
Galé – Praia de S.
Rafael” de Luís José
de Sousa Albardeiro
55
56
Abundam os
exemplos do
desrespeito pelo
ambiente, fruto de
uma ausência de
políticas efetivas
de ordenamento
do território
durante décadas.
A ocupação
desenfreada da
faixa litoral
contribui para a
destruição das
arribas. Com o
avanço do mar, o
problema é cada
vez mais grave.
Costa algarvia
Albufeira
57
Localizada no
Barlavento, esta
região do litoral
meridional
apresenta uma
paisagem
rochosa de
falésias de
arenitos e
diversas
variedades de
calcário e praias
“escondidas” em
pequenas baías.
Albufeira
58
Uma imagem bem
expressiva da
apetência
humana pelo
litoral onde vive a
maioria da
população
mundial.
O número de
habitantes nas
freguesias do país que
confinam com a costa
aumentou cerca de
68% entre 1970 e
2011 … Na prática,
um em cada nove
portugueses vive na
costa.
.
PORTUGUESES VIVEM CADA VEZ MAIS PERTO DO MAR …
 Portugal tem cada vez mais pessoas e edifícios junto ao mar, apesar dos problemas atuais
de erosão costeira e dos riscos futuros das alterações climáticas. O número de habitantes
nas freguesias do país que confinam com a costa aumentou cerca 68% entre 1970 e 2011,
de 738 mil para 1,2 milhões de habitantes. Na prática, um em cada nove portugueses vive na
costa.
 A presença de edifícios saltou de 254 mil unidades em 1970 para 855 mil em 2011. Mais da
metade – 490 mil – está desocupada.
 É o fenómeno da “costerização” (Luísa Schmidt)… Esta tendência vem do passado,
acentuou-se a partir da década de 1970 e não dá sinais de abrandar. Entre os dois últimos
censos – 2001 e 2011 – a população junto à costa aumentou 10%.
 Para exemplificar o que é que este movimento significa, em termos de riscos, o estudo
abordou três situações particulares: Vagueira, na região de Aveiro; Costa da Caparica, na
Área Metropolitana de Lisboa; e Quarteira, no Algarve. Todas enfrentam fortes problemas de
erosão. Na Vagueira, o mar avançou 26 metros entre 2002 e 2010. Ainda assim, a população
cresceu 20% desde 1991 e o número de edifícios subiu 28%.
59
Extraído e adaptado de “Portugueses vivem cada vez mais perto do mar”, de Ricardo Garcia, no jornal Público
Cabanas de
Tavira
Sotavento, a
parte mais a
leste da faixa
meridional, onde
o trabalho da
acumulação se
evidencia com a
criação das
ilhas-barreira.
Na imagem
identificam-se as
três áreas da
região do
Algarve – serra,
barrocal e
planície60
Cacela Velha
Cordões
dunares no
limite oriental do
sistema de
ilhas-barreira
da Ria Formosa.
É visível a
reduzida largura
das ilhas e a
fragilidade da
sua existência
se se agravar o
processo de
transgressão
marinha.
61
As areias que constituem as ilhas-
barreira são transportadas, ao longo
da costa, de Oeste para Leste de
acordo com o sentido imprimido pela
deriva litoral. As características do
sistema de ilhas-barreira são, por
força das migrações das areias,
incompatíveis com uma ocupação
intensa e permanente. Contudo,
desde a década de 60 do séc.XX,
tem-se assistido a uma ocupação
com tendência para se intensificar,
tornar-se permanente e localizar-se
nas zonas mais frágeis e de maior
risco. Tal situação fragiliza amplas
áreas e induz impactes negativos na
globalidade do sistema, podendo
mesmo pôr em causa a existência
das ilhas-barreira. 62
Adaptado de “O SISTEMA DE ILHAS – BARREIRA DA RIA FORMOSA”
J. A. DIAS, Ó. FERREIRA e D. MOURA (2004)
O sistema de ilhas-barreira da Ria
Formosa é constituído por:
 duas penínsulas (Ancão e Cacela)
que constituem, respecivamente, os
limites ocidental e oriental do
sistema
 cinco ilhas-barreira (de Oeste para
Este: Barreta ou Deserta, Culatra,
Armona, Tavira e Cabanas), e por
um vasto corpo lagunar.
 As ilhas e penínsulas são
separadas por 6 canais de maré,
também designados barras (Ancão,
Faro-Olhão, Armona, Fuzeta,
Tavira e Cacela), que viabilizam
trocas hídricas, sedimentares,
químicas e de nutrientes entre o
meio lagunar e o oceano. 63
Imagem de satélite da Ria Formosa. Penínsulas, ilhas-barreira e barras que a
constituem (adaptado de Google Earth 4.2, 2007)
Filipe Ceia - http://www.aprh.pt/rgci/pdf/rgci-159_Ceia.pdf
“Como a maioria dos sistemas deste tipo, a Ria Formosa
apresenta um carácter extremamente dinâmico, tanto na
evolução das ilhas como das barras. A ocorrência de
temporais e a elevação do nível médio do mar são os
principais fatores que conduzem a uma elevada
suscetibilidade a galgamentos oceânicos, neste sistema”.
Castro Marim – salinas, o resultado de uma simbiose
perfeita entre o rio (Guadiana), o oceano e o homem
64
O Algarve é a principal
fonte de produção de
sal marinho, 95% do
total nacional segundo
as “Estatísticas das
Pescas 2013”. Uma
produção
essencialmente
artesanal para manter a
qualidade do produto.
65
http://cafecomfoto22.blogspot.pt/2013/09/salinas-de-castro-marim.html#.VWHu7U9Viko
S
a
l
i
n
a
s
C
a
s
t
r
o
M
a
r
i
m
Estruturas geradas por fenómenos de ABRASÃO MARINHA
Arriba
Plataforma
de abrasão
Recuo da arriba por desgaste da base de sustentação: a abrasão é
acelerada pelo choque dos sedimentos transportados pelas ondas contra o
substrato rochoso fazendo aumentar o seu desgaste ao atuarem como lixas.
Pm – preia-mar
Bm – baixa-mar
Ar – arriba;
Pam – plataforma de abrasão
B - blocos;
C - calhaus;
A - areias
Recuo da linha de costa
(1 →2 →3)
Aumento da plataforma
de abrasão
(forma-se uma praia entre a arriba fóssil e
o mar)

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Litoral de Portugal Continental, evolução e aspeto atual

  • 2. CARATERÍSTICAS GEOGRÁFICAS A dinâmica marinha está intimamente relacionada com o interface Litosfera- Hidrosfera-Atmosfera. As variações do nível do mar, os processos de erosão e a deposição de sedimentos no litoral traduzem, por isso, a evolução da linha de costa. Pela sua localização, entre os 37º N e os 42º N, Portugal sofre duas influências principais, a:  Atlântica, predominante na parte Norte do território continental;  Mediterrânea, predominante na parte Sul do país. Esta posição em latitude justifica o contraste entre a circulação das:  Perturbações da Frente Polar de Oeste (fluxo zonal), principalmente, no inverno e mais frequentes na parte Norte;  Altas pressões subtropicais (anticiclone dos Açores e anticiclone Subsaariano), principalmente, no verão e em todo o país. 2
  • 3. Em termos de relevo, a dualidade persiste. A …  N do vale do Tejo, 95,4% do território está acima dos 400 metros e com várias elevações acima dos 1 000 metros;  Sul do vale do Tejo, 61,5% do território encontram-se abaixo dos 200 metros (peneplanície alentejana, planícies …). Já no que respeita à linha de costa – 850 Km da foz do Rio Minho à foz do Rio Guadiana – encontram-se:  Arribas e cabos (rochas duras e resistentes à erosão)  Areais e alguns acidentes associadas a forte sedimentação:  Laguna de Aveiro e sistema de ilhas-barreira de Faro.  Estuários dos rios Tejo e Sado  Lagoas 3
  • 4. clima temperado com Verão seco e suave clima temperado com Verão quente e seco clima de estepe fria da latitude média Formas de relevo litoral resultantes da :  Erosão marinha/abrasão:  Plataforma de abrasão  Arriba  Arriba Fóssil  Baías/Enseadas  Acumulação de sedimentos:  Praia  Cordão litoral/Restinga  Laguna  Tômbolo 4
  • 5. Costa baixa e arenosa predominante Costa alta e rochosa predominante Como é notório pela análise dos mapas dos diapositivos 4 e 5, à escala local, o tipo de costa é o resultado do tipo de rocha com que o mar contacta. Tal implica lembrar a unidade geológica a que pertence a rocha e a sua idade de formação. Daqui, depende o grau resistência à abrasão. Acrescem os movimentos de oscilação do nível do mar como, também, os movimentos de subida e descida dos continentes.5
  • 6. De acordo com a reconstituição feita por João Alveirinha Dias et al. (1997), em relação ao atual nível médio do mar na nossa costa, o nível do mar estava, há …  18 000 anos B.P. a -120 a -140 m  16 000 anos B.P. a -100m  12 000 anos B.P. a -40m  11 000 anos B.P. a -60m  8 000 anos B.P. a -30m. Nos últimos 3 500 anos, o nível do mar tem-se mantido praticamente estável. Estas variações são o reflexo das glaciações ocorridas no período Quaternário e as interglaciações a que correspondem, respetivamente, descidas e subidas do nível do mar. Extraído de “Variações do Nível Médio do Mar no Algarve ao longo do Quaternário Superior. (…)” de Luís José de Sousa AlbardeiroExtraído e adaptado da obra citada 6
  • 7. 7
  • 8. Início da fronteira natural, a Noroeste , entre Portugal e Espanha. A Sul da foz, uma plataforma litoral já colonizada por uma densa mata. Ao longo do mar, uma estreita faixa arenosa de direção N/S. 8 Rio Minho - foz
  • 9. Caminha – foz do rio Minho, vista de Norte para Sul 9 Uma situação que se repete ao longo do litoral norte. Fruto do recuo do mar, há estreitas faixas arenosas e o testemunho das arribas fósseis. Entre estas e o atual nível do mar a ocupação do território é notória.
  • 10. Forte da Ínsua 10 Uma ilhota de rochas e areias no estuário do rio Minho que, por diversas ocasiões, já pode ser alcançado a pé. As rochas são de origem paleozoica. É um antigo convento.
  • 11. Praia de Moledo 11 Localizada a Sul da foz do Rio Minho, a praia de Moledo tem um areal que, nos últimos anos, tem sofrido uma redução. Em dois decénios, a linha de costa terá recuado 200 metros.
  • 12. Viana do Castelo Vista do Monte de Stª Luzia (uma arriba fóssil) e da plataforma litoral atual, uma superfície plana que se estende até ao nível da maré baixa. Em primeiro plano, o curso terminal do Rio Lima (discordante com a linha de costa) e a cidade localizada na margem Norte. 12
  • 13. Esposende - Foz do Rio Cávado. 13 A mistura das águas fluviais com o mar faz-se depois da restinga de areia. A Norte, a estreita faixa arenosa. A Este, a arriba fóssil de direção paralela à costa.
  • 14. Aguçadora – município da Póvoa de Varzim 14 Um relevo plano a testemunhar de novo o recuo do mar. Um extenso areal condenado a desaparecer se o nível do mar persistir. Forte presença humana. Ao fundo, a arriba fóssil.
  • 15. Espinho – contacto com a Orla Sedimentar Ocidental 15 Um areal que “emagrece” de ano para ano refletindo um desequilíbrio dinâmico fruto da interação dos fatores físicos e antrópicos
  • 16. A INTERAÇÃO LITORAL NAS COSTAS BAIXAS E ARENOSAS 16 Os areais, devido à movimentação dos seus sedimentos soltos, as areias, podem ser considerados sistemas. Como qualquer sistema, um areal está sujeito a um processo evolutivo dependente da interação de diversos fatores. No caso de haver uma redução do areal, pode-se falar de fatores:  Físicos, tais como:  Vento, predominante do quadrante Oeste ao longo da costa ocidental  Ondulação, dependente do vento e originando agitação marinha mais ou menos intensa  Transgressão marinha por força da elevação do nível médio das águas oceânicas  Humanos, tais como:  Construção de barragens, com consequente diminuição da quantidade de sedimentos que chegam à foz dos rios  Construção de obras de defesa local do litoral, com alterações no litoral  Degradação das defesas naturais pelo homem, por exemplo, das dunas.
  • 17. Esmoriz 17 A deriva litoral é a quantidade de sedimentos que as ondas podem transportar. Quando há deficiências de abastecimento, as ondas só transportam uma parte da quantidade que poderiam transportar verificando-se erosão costeira. A construção de um esporão é uma solução adotada para combater a erosão. Nesta imagem vê-se a retenção de areias a barlamar e o avanço da erosão a sotomar.
  • 18. Litoral de Espinho – campo de esporões Os esporões são estruturas rígidas construídas para impedir a erosão costeira através da retenção da deriva litoral, a barlamar do esporão. Numa fase inicial, a proteção consegue-se mas, a sotomar, o processo erosivo é agravado. Para combater esse efeito negativo, constrói-se novo esporão. Estes campos de esporões têm motivado diversas críticas, tanto por razões estéticas como pelos custos de construção e manutenção. Muitos desses críticos defendem a aplicação de técnicas menos agressivas para a paisagem como, por exemplo, os processos de reposição de areia através de realimentações, uma solução igualmente custosa financeiramente e temporária. 18 Google Earth Barlamar Sotomar
  • 19. Laguna de Aveiro Formou-se pela acumulação de sedimentos - de origem marinha, depositados por correntes marítimas - de origem fluvial, transportados pelo rio Vouga os quais formaram um cordão litoral (restinga) paralelo à costa, impedindo o contacto do rio com o mar e acelerando o seu assoreamento (depósito de areia). O assoreamento, muito intenso e rápido, acabou por aproximar as duas restingas (de sentido norte-sul e sul- norte); a comunicação das águas da laguna e do Atlântico fazia-se por uma passagem estreita – a BARRA - que acabou por se fechar no século XVIII. Para evitar prejuízos decorrentes desta situação, rasgou-se uma abertura definitiva para facilitar o desassoreamento.
  • 20. “Ria” ou “Haff-delta” designações cientificamente erradas. Na realidade, atualmente, trata-se de uma LAGUNA que reúne três características:  O sistema de ilhas entrecortadas por canais na zona central, associado à foz do rio Vouga;  Os canais de Mira, de Ílhavo e de S. Jacinto/Ovar, que divergem a partir da zona central para sul e para norte, paralelos à linha de costa;  Comunicação com o mar (através de uma única barra, mantida artificialmente). Há 5 000 BP Finais do séc. XIV Hoje
  • 21. Laguna de Aveiro – ao fundo o Maciço Antigo O resultado de um recuo do mar e a acumulação numa baía pouco profunda. Não é uma ria pois não se trata de um braço de mar. Tradicionalmente, as populações ribeirinhas usavam os moliceiros para transportarem o moliço (espécie e algas) recolhido das águas e usado como fertilizante das terras agrícolas.
  • 22. Pormenor dos molhes construídos na Barra. Em 2012 foram intervencionados para melhorarem a navegabilidade do canal da barra e o acesso ao porto. O porto de Aveiro tem uma implantação importante nas atividades e na economia da região e do país. Foto aérea de 1995 http://www.lnec.pt/organizacao/dha/nec/estudos_id/emera
  • 23. Praia da Barra 23 Paisagem lagunar de Aveiro. A praia da Barra localiza- se na restinga a Sul. Na imagem vê- se o extenso cordão a Norte.
  • 24. Buarcos, a N da Figueira da Foz 24 O extenso areal da Figueira da Foz formou-se a Sul do Cabo Mondego. Está-se perante o contacto do mar com a Orla Sedimentar Ocidental (mesocenozóica)
  • 25. 25 Praia da Nazaré Promontório da Nazaré (arriba) O resultado da erosão diferencial: costa baixa e arenosa a Norte e a Sul do promontório da Nazaré. Constituída por argilas, arenitos, e calcários, a arriba é uma costa alta e escarpada fortemente atacada pela abrasão. Daí, a instabilidade da escarpa e o perigo de derrocada. Litoral da Nazaré
  • 26. Promontório da Nazaré Entre S. Pedro de Muel e a Nazaré, as arribas vivas talhadas em rochas mesozóicas são frequentes apresentando … na base, acumulações de blocos provenientes do desmantelamento das arribas. Como exemplos destas arribas podem referir-se as de S. Pedro de Muel … e as do promontório da Nazaré. A acumulação de areias de encontro a este promontório promove a existência de praia relativamente larga, a norte da Nazaré, denominada por Praia do Norte http://w3.ualg.pt/~jdias/JAD/ebooks/EsaminAveiro/3_Caract.pdf
  • 27. Concha de S. Martinho do Porto O que resta de uma vasta laguna costeira, que, há apenas alguns milénios, se estendia muito para o interior. São as consequências das fases transgressivas e regressivas … causadas, respetivamente, por aumentos e descidas da temperatura do ar. Acresce a intensidade dos assoreamentos.
  • 28. 28 Depois da última grande glaciação, que terminou há cerca de 20.000 anos, o mar subiu entre 120 a 140 m, invadindo uma grande parte do vale (vale … das Caldas da Rainha), formando vastas lagunas com máxima extensão há cerca de 7.000 anos … Depois do mar estabilizado, as lagunas foram sendo assoreadas pelos sedimentos trazidos pelos rios, mas em quantidades que refletem as atividades humanas nas bacias de drenagem – de notar que a deflorestação e a agricultura aumentam imenso a erosão dos solos. A laguna de S. Martinho do Porto é um destes casos sendo a “concha” atual o remanescente de uma vasta laguna que se estendia ainda na Idade Média por mais 5 km até Alfeizerão. Já a várzea a sul de Nazaré e Valado dos Frades corresponde à colmatação total da antiga laguna da Pederneira. Parte da Laguna de Óbidos também ocupava espaços deste vale … Texto e figura extraídos de “Há mares e mares: antigos e dobrados, modernos e espraiados”, de Jorge L. Dinis (27 de julho de 2013)
  • 29. Uma zona húmida de: valor económico local significativo, ambiental e paisagístico - apanha de marisco e pesca, abastecimento de água e praias são algumas das ofertas disponíveis. As suas potencialidades têm atraído uma população crescente que se tem fixado na área da bacia hidrográfica29 Lagoa de Óbidos
  • 30. Tômbolo de Peniche 30 O Tômbolo visto de Oeste para Este. Observa-se o istmo arenoso que liga a antiga ilha ao continente. Um formação resultante da forte sedimentação.
  • 31. O Tômbolo de Peniche fotografado do mar em toda a sua extensão 31 Cabo Carvoeiro e Berlengas ao fundo
  • 32. O arquipélago das Berlengas (cerca de 15 km de Peniche) inclui a Berlenga Grande, as Estelas e os Farilhões. A Berlenga Grande ocupa 2/3 da superfície do arquipélago, sendo a única ilha habitada. A Berlenga Grande e as Estelas são constituídas basicamente por granitos enquanto os Farilhões são constituídos por rochas metamórficas, nomeadamente, gnaisses e xistos (Era Paleozóica). 32 Ilhéus das Berlengas
  • 33. Formação do Tômbolo de Peniche Século XII Século XIV Século XV Século XVI Século XXI Peniche Peniche Peniche PenichePeniche Baleal Peniche Baleal Peniche Peniche Atouguia Atouguia Atouguia Atouguia Atouguiaa Embora haja contributo de sedimentos de origem fluvial e continental, são os sedimentos marinhos os principais responsáveis pela formação do istmo que ligou a antiga ilha de Peniche ao continente. Atouguia já não é porto marítimo
  • 34. As Berlengas e os Farilhões são a prova de que, o Maciço Antigo, se estendia mais para Oeste do que hoje se observa. Os geólogos falam de uma bacia sedimentar – Bacia Lusitaniana – que se terá desenvolvido na Margem Ocidental Ibérica, no Mesozóico, quando da fragmentação da Pangeia e da abertura do Oceano Atlântico. Os sedimentos depositados nesta bacia vieram a submergir com o enrugamento alpino dando origem à Orla mesocenozóica ocidental. A Bacia Lusitaniana está separada de uma zona externa pelo horst da Berlenga (ver esquema). Um horst é uma estrutura geológica resultante de um processo de fratura e falha a que corresponde uma morfologia de relevo elevado. A grande maioria das nossas serras localizadas no Maciço Antigo são estruturas de fratura e falha tal como sucede com o horst da Berlenga. Nesta estrutura geológica têm-se realizado vários trabalhos de investigação, muitos deles ligados à indústria do petróleo. 34
  • 35. Baleal, um outro tômbolo 35 Localizada a norte de Peniche, a península do Baleal formou-se pela deposição de sedimentos que originaram um “corredor” de areias que une a antiga ilha ao continente,
  • 36. Azenhas do Mar - Sintra 36 Uma arriba fortemente atacada na sua base onde se acumulam os produtos da abrasão. A ação do mar degradou a piscina natural que se observa junto ao mar, entretanto, alvo de reabilitação.
  • 37. Cabo da Roca 37 A ponta mais ocidental do continente europeu – 38º 47´ Norte, 9º 30´ Oeste. “Onde a terra se acaba e o mar começa” (in Os Lusíadas, Canto III), assim o imortalizou Luís Vaz de Camões
  • 38. 38 gere a navegação dento da área de jurisdição da Administração do Porto de Lisboa, tendo como limite montante a Ponte Vasco da Gama. Fornece informação e aconselha os navios que naveguem no estuário do Tejo e na aproximação a este, até um raio de 16,5 milhas náuticas Torre do Centro de Controlo de Tráfego Marítimo, VTS – Lisboa …
  • 39. Estuário do Rio Tejo – Farol do Bugio 39 Aqui se encontram as águas do Tejo com as do Oceano. Dada a extensão do estuário, esta pequena ilhota é usada como limite da foz do Rio Tejo
  • 40. Costa Caparica e arriba fóssil … 40 … insere-se na unidade morfoestrutural da Bacia Sedimentar do Tejo e Sado. No início do Terciário, aquela unidade foi uma vasta depressão tectónica, aberta às influências oceânicas, sendo, progressivamente, preenchida por estratos sedimentares Os sedimentos tiveram origem nas sucessivas e alternadas transgressões e regressões marinhas, com uma idade de cerca de 15 milhões de anos (MA).http://www.icnf.pt/portal/ap/p-prot/ppafcc/geo
  • 41. Sª da Arrábida - Cabo Espichel visto do lado Norte 41 Pertencente à Orla Ocidental, a Arrábida é uma dobra alpina deitada sobre o mar. Os estratos sedimentares são bem evidentes.
  • 42. Sª da Arrábida 42 As formações geológicas que constituem esta serra tiveram origem entre o Mesozóico e o Cenozóico. Os sedimentos que as compõem depositaram-se na designada Bacia Lusitaniana, sobre o soco do Maciço Antigo, quando ocorreu um primeiro impulso tectónico de abertura do Atlântico Norte. Sucedeu, então, um alongamento da crusta, uma fragmentação da Pangea, e a constituição da bacia sedimentar na margem ocidental ibérica que serviu de recetáculo à deposição dos sedimentos entre o início e o fim do Mesozóico.
  • 43. 43 Estuário do Rio Sado Em primeiro plano, a forte sedimentação no contacto das águas do rio com as do oceano. Em segundo plano, a península de Tróia e, ao fundo, a cidade de Setúbal, cujo porto é um dos principais portos do país.
  • 44. Alimentada pela água doce de ribeiras que nela desaguam e pela água salgada do mar, quando o cordão dunar é aberto oficialmente na primavera, a lagoa de Albufeira é constítuida por três lagoas: a Grande, a Pequena e a da Estacada. Localizada em Sesimbra, é considerada a lagoa mais funda das existentes no país, cerca de 15 m de profundidade.44 Lagoa de Albufeira
  • 45. LAGOA DE ALBUFEIRA É HOJE REABERTA AO MAR A reabertura da ligação ao mar da Lagoa de Albufeira … para garantir a qualidade da água … "deverá ter lugar hoje à tarde cerca das 16h00“ ... Este ano é já a terceira vez que a autarquia procede à reabertura da ligação ao mar devido ao assoreamento cada vez maior … No passado dia 23 de Junho, o delegado de saúde proibiu a prática balnear no local, mas a interdição foi levantada quatro dias depois, após a realização de novas análises que revelaram já não haver qualquer perigo para a saúde pública. A Câmara ... defende a necessidade de uma grande obra de desassoreamento da lagoa para garantir uma abertura prolongada às águas do mar, de forma a evitar novas interdições … 45 http://www.publico.pt/local/noticia/lagoa-de-albufeira-e-hoje-reaberta-ao- mar-1662353 10/07/2014
  • 46. 46 Lagoa de Melides, Grândola, costa alentejana As lagunas surgem em costas baixas de forte acumulação de sedimentos. Têm forma alongada, concordantes com o litoral e são isoladas do mar por cordões litorais ou por restingas. A comunicação com o mar pode exigir, como sucede com a laguna de Aveiro, a construção de uma saída definitiva. Noutros casos, aproveitam-se as datas equinociais e a ocorrência das marés vivas e abre-se a saída para o mar.
  • 47. O litoral português é muito … resultado de diversos fatores, naturais e antrópicos, e inclui arribas e plataformas de abrasão, praias, tômbolos, restingas e ilhas-barreira, formações dunares, estuários e lagunas … Os sistemas lagunares ocorrem em Portugal nas fachadas ocidental e sul, nos troços correspondentes às bacias meso- cenozóicas. As lagunas … possuem uma barreira, construída por ação das ondas e das correntes de deriva litoral que as isola do oceano … Lagoa de Óbidos, S. Martinho do Porto (com barreira rochosa), lagoas de Albufeira, de Melides e de Sto. André. Algumas delas funcionam como lagunas fechadas, sem contacto com o mar durante uma boa parte do tempo. À exceção de S. Martinho do Porto, tiveram origem em estuários formados durante a última transgressão … http://omelhoralentejodomundo.blogspot.pt/search/label/Melides 47
  • 48. A maior lagoa do litoral alentejano, tem uma relevante importância biológica A área envolvente à lagoa encontra-se sujeita a múltiplos fatores de pressão sobre o meio natural, sob a forma da emissão de efluentes, caça, pesca, turismo e construção, que impõem medidas de conservação adequadas 48 Lagoa de Stº André, costa alentejana, a norte de Sines
  • 49. Sendo historicamente referenciada desde tempos remotos, primeiro como porto natural … e posteriormente como lagoa, após a formação do cordão dunar que a separa do Oceano Atlântico, a lagoa de Santo André é alimentada por seis ribeiras …, a ligação com o mar é temporária e permite a limpeza dos sedimentos, renovação da sua de massa de água e a entrada de espécies piscícolas oriundas do Oceano … As enguias da Lagoa de Santo André são ainda hoje consideradas das melhores do país … A Lagoa de Santo André constitui um ponto estratégico para a estadia, passagem e nidificação de muitas espécies de aves migratórias tendo sido declarada pela Comunidade Europeia como Zona de Proteção Especial para a avifauna e sítio RAMSAR sobre zonas húmidas de importância internacional, integrando também a Rede Natura 2000. Devido à sua excecional importância ornitológica, faunística e florística foi declarada pelo estado Português a Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha pelo Decreto Regulamentar 10/2000 de 22 de Agosto. http://litoral-alentejano.com/pt/patrimonio-natural/lagoa-de-santo-andre/lagoa-de-st-andre-ocupacao-humana/ https://youtu.be/PA-ag4srq84 http://mw2.google.com/mw-panoramio/photos/medium/11687729.jpg
  • 50. Zambujeira do Mar - Azenha do mar (costa alentejana) 50 “Quem chega ao Sw de Portugal pelo mar, encontra uma falésia elevada, de rocha muito antiga, escura na costa alentejana (xisto e grauvaque) e clara na costa algarvia (calcário). Sobre esta rocha do planalto costeiro, descansa uma fina camada de sedimentos, repleta de habitats e espécies singulares …
  • 51. Cabo S. Vicente, ponta SW 51 Do Cabo de S. Vicente para Norte, a costa é talhada em rochas paleozoicas. Para Este do cabo, a costa apresenta rochas meso- cenozoicas e quaternárias atuais. Exposta à abrasão , a costa a barlavento sofre intensa erosão originando sedimentos que se vão depositar na costa a sotavento contribuindo para a formação do sistema de ilhas-barreira.
  • 52. Cabo S. Vicente Destruição da base da arriba: são notórias as entradas já cavadas no contacto do mar com a rocha. A ondulação é forte impulsionada pela orientação dominante do vento do quadrante oeste (NW, W e SW). 52
  • 53. Ponta de Sagres é notório o resultado da abrasão: destruição da arriba, recuo e formação de praia entre parte da arriba e o mar. Dada a natureza geológica das rochas dominantes, as arribas são muito instáveis ruindo com facilidade.
  • 54. O avanço do mar não se faz sentir somente no litoral entre a foz do Douro e até à Marinha Grande . A forte erosão marca, também, a costa sul onde as falésias predominam. as rochas sedimentares pouco resistentes à abrasão conduz à sua fácil destruição Algarve - Barlavento Praia do Lourenço. Foto de Ricardo Neves - http://miseenplace7.blogspot.pt/ A instabilidade das falésias tem obrigado a intervenções locais onde o seu desmoronamento pode ocasionar perigo letal para os frequentadores das praias.
  • 55. BP = before present, escala de tempo usada em geologia para datar o tempo em que determinado acontecimento teve lugar na escala geológica. O início desta escala é o dia 1 de janeiro de 1950, ano em que se passou a usar a datação por radiocarbono Reconstituição da linha de costa de Portugal a partir de 18.000 BP, o último máximo glaciar (adaptado de Dias et al., 1997) Extraído de “Variações do Nível Médio do Mar no Algarve ao longo do Quaternário Superior. O Sector Praia da Galé – Praia de S. Rafael” de Luís José de Sousa Albardeiro 55
  • 56. 56 Abundam os exemplos do desrespeito pelo ambiente, fruto de uma ausência de políticas efetivas de ordenamento do território durante décadas. A ocupação desenfreada da faixa litoral contribui para a destruição das arribas. Com o avanço do mar, o problema é cada vez mais grave. Costa algarvia
  • 57. Albufeira 57 Localizada no Barlavento, esta região do litoral meridional apresenta uma paisagem rochosa de falésias de arenitos e diversas variedades de calcário e praias “escondidas” em pequenas baías.
  • 58. Albufeira 58 Uma imagem bem expressiva da apetência humana pelo litoral onde vive a maioria da população mundial. O número de habitantes nas freguesias do país que confinam com a costa aumentou cerca de 68% entre 1970 e 2011 … Na prática, um em cada nove portugueses vive na costa. .
  • 59. PORTUGUESES VIVEM CADA VEZ MAIS PERTO DO MAR …  Portugal tem cada vez mais pessoas e edifícios junto ao mar, apesar dos problemas atuais de erosão costeira e dos riscos futuros das alterações climáticas. O número de habitantes nas freguesias do país que confinam com a costa aumentou cerca 68% entre 1970 e 2011, de 738 mil para 1,2 milhões de habitantes. Na prática, um em cada nove portugueses vive na costa.  A presença de edifícios saltou de 254 mil unidades em 1970 para 855 mil em 2011. Mais da metade – 490 mil – está desocupada.  É o fenómeno da “costerização” (Luísa Schmidt)… Esta tendência vem do passado, acentuou-se a partir da década de 1970 e não dá sinais de abrandar. Entre os dois últimos censos – 2001 e 2011 – a população junto à costa aumentou 10%.  Para exemplificar o que é que este movimento significa, em termos de riscos, o estudo abordou três situações particulares: Vagueira, na região de Aveiro; Costa da Caparica, na Área Metropolitana de Lisboa; e Quarteira, no Algarve. Todas enfrentam fortes problemas de erosão. Na Vagueira, o mar avançou 26 metros entre 2002 e 2010. Ainda assim, a população cresceu 20% desde 1991 e o número de edifícios subiu 28%. 59 Extraído e adaptado de “Portugueses vivem cada vez mais perto do mar”, de Ricardo Garcia, no jornal Público
  • 60. Cabanas de Tavira Sotavento, a parte mais a leste da faixa meridional, onde o trabalho da acumulação se evidencia com a criação das ilhas-barreira. Na imagem identificam-se as três áreas da região do Algarve – serra, barrocal e planície60
  • 61. Cacela Velha Cordões dunares no limite oriental do sistema de ilhas-barreira da Ria Formosa. É visível a reduzida largura das ilhas e a fragilidade da sua existência se se agravar o processo de transgressão marinha. 61
  • 62. As areias que constituem as ilhas- barreira são transportadas, ao longo da costa, de Oeste para Leste de acordo com o sentido imprimido pela deriva litoral. As características do sistema de ilhas-barreira são, por força das migrações das areias, incompatíveis com uma ocupação intensa e permanente. Contudo, desde a década de 60 do séc.XX, tem-se assistido a uma ocupação com tendência para se intensificar, tornar-se permanente e localizar-se nas zonas mais frágeis e de maior risco. Tal situação fragiliza amplas áreas e induz impactes negativos na globalidade do sistema, podendo mesmo pôr em causa a existência das ilhas-barreira. 62 Adaptado de “O SISTEMA DE ILHAS – BARREIRA DA RIA FORMOSA” J. A. DIAS, Ó. FERREIRA e D. MOURA (2004)
  • 63. O sistema de ilhas-barreira da Ria Formosa é constituído por:  duas penínsulas (Ancão e Cacela) que constituem, respecivamente, os limites ocidental e oriental do sistema  cinco ilhas-barreira (de Oeste para Este: Barreta ou Deserta, Culatra, Armona, Tavira e Cabanas), e por um vasto corpo lagunar.  As ilhas e penínsulas são separadas por 6 canais de maré, também designados barras (Ancão, Faro-Olhão, Armona, Fuzeta, Tavira e Cacela), que viabilizam trocas hídricas, sedimentares, químicas e de nutrientes entre o meio lagunar e o oceano. 63 Imagem de satélite da Ria Formosa. Penínsulas, ilhas-barreira e barras que a constituem (adaptado de Google Earth 4.2, 2007) Filipe Ceia - http://www.aprh.pt/rgci/pdf/rgci-159_Ceia.pdf “Como a maioria dos sistemas deste tipo, a Ria Formosa apresenta um carácter extremamente dinâmico, tanto na evolução das ilhas como das barras. A ocorrência de temporais e a elevação do nível médio do mar são os principais fatores que conduzem a uma elevada suscetibilidade a galgamentos oceânicos, neste sistema”.
  • 64. Castro Marim – salinas, o resultado de uma simbiose perfeita entre o rio (Guadiana), o oceano e o homem 64 O Algarve é a principal fonte de produção de sal marinho, 95% do total nacional segundo as “Estatísticas das Pescas 2013”. Uma produção essencialmente artesanal para manter a qualidade do produto.
  • 66. Estruturas geradas por fenómenos de ABRASÃO MARINHA
  • 67. Arriba Plataforma de abrasão Recuo da arriba por desgaste da base de sustentação: a abrasão é acelerada pelo choque dos sedimentos transportados pelas ondas contra o substrato rochoso fazendo aumentar o seu desgaste ao atuarem como lixas.
  • 68. Pm – preia-mar Bm – baixa-mar Ar – arriba; Pam – plataforma de abrasão B - blocos; C - calhaus; A - areias Recuo da linha de costa (1 →2 →3) Aumento da plataforma de abrasão (forma-se uma praia entre a arriba fóssil e o mar)