SlideShare uma empresa Scribd logo
A
posição
de

Portugalna

Europa e no
mundo
Rosa dos ventos
Pontos cardeais
N

Norte; Setentrião; Setentrional; Boreal

E

Este; Leste; Oriente; Nascente; Levante

S

Sul; Meredião; Meridional; Austral

O/W

Oeste; Ocidente; Poente; Ocaso
Pontos colaterais

NE

Nordeste

SE

Sudeste

SO

Sudoeste

NO

Noroeste
Pontos intermédios

NNE

Nor-nordeste

ENE

És-nordeste

ESE

És-sudeste

SSE

Sussudeste

SSO

Sussudoeste

OSO

Oés-sudoeste

ONO

Oés-noroeste

Notas:
Escalas:Para uma região pequena – escala grande;
Para uma região grande – escala pequena.
Escala numérica
1:50000

Escala gráfica
0

20Km

Noções
Latitude

Distância em graus de um determinando ponto ao equador. Varia entre 0 e 90º

Longitude

Distância em graus de um determinando ponto ao meridiano de Greenwich.
Varia entre 0 e 180º
Constituição do território português
Portugal continental
Portugal Insular (Arquipélago dos Açores e Arquipélago da Madeira).

Localização geográfica do território português
Localização relativa (rosa dos ventos)
Localização absoluta. (latitude e longitude)

A organização administrativa do território nacional.
18 Distritos e 2 Regiões autónomas (região autónoma da Madeira e dos Açores) que
por sua vez são subdivididos em conselhos e freguesias.
No entanto ainda se faz uma divisão do território para fins estatísticos:
NUT (Nomenclatura das Unidades Territoriais) - trata-se de uma divisão regional do
país feita após a entrada na EU.
A divisão do território português em NUT é feita tendo em conta as características físicas,
históricas e funcionais do território, constituindo a base de recolha, tratamento e análise de
dados estatísticos.

Distritos
NUT I
Portugal continental e ilhas

NUT II

NUT III
Minho
Lima
Cávado
Entre
Ave
Douro e Grande
Vouga
porto
Tâmega

Região Norte

Baixo Vouga

Região Centro

Alto trás-os-montes

Douro

Dão-Lafões

Beira interior Serra da
norte
estrela

Baixo Mondego Pinhal Cova da beira
interior norte
Beira
Pinhal litoral
Pinhal
interior sul
interior sul
Médio tejo
Oeste

Região

Lezíria

Lisboa

Alto Alentejo

do Tejo

do

Grande Lisboa

Alentejo

Alentejo central

Península
de Setúbal
Alentejo
litoral

Região do Algarve

Regiões autónomas

Baixo Alentejo

Algarve

Açores
Grupo central

Grupo Ocidental
Horta

Angra do heroísmo
Pico
Ponta delgada
Grupo Oriental

Madeira

Porto Santo

Funchal
Existem ainda outras divisões do território nacional, por exemplo:
Regiões agrárias
Regiões turísticas
Distritos judiciais
Etc.

A influência da posição geográfica de Portugal nas características físicas.

66º 3’

Círculo Polar Ártico*

23º
º0º

Trópico de Câncer**

23º
º
66º 3’

Trópico de Capricórnio***
Círculo Polar Antártico****

Zona intertropical ou Zona Quente/Tórrida
Zona Temperada do Norte ou Sul
Zona Fria do Note ou Sul
Portugal
Portugal está na zona temperada no Norte com um clima temperado mediterrâneo.

Portugal sofre várias influências:
Atlântica
Mediterrânea
Africana
Continental
Dessas influências, resulta uma diversidade de características físicas (clima, vegetação natural,
relevo…) podendo levar a uma divisão de Portugal Continental em 3 regiões:

Norte
Atlântico

Sul

Norte
Transmontano
Influência da posição geográfica de Portugal nas características humanas
A posição de Portugal na Europa é periférica ou até mesmo ultraperiférica, tendo em
conta os arquipélagos da madeira e dos Açores.
Vantagens desta posição:
Espaço de charneira (no meio) entre a Europa a África e as Américas.
Centralidade no espaço atlântico
Porta de entrada na Europa – abertura ao mundo.
Inconvenientes desta posição:
Longe do centro da EU (dorsal)
Longe dos centros de decisão
Longe dos grandes mercados consumidores
Região europeia menos desenvolvida (faz parte do arco atlântico)
Parte de Portugal encontra-se na região sul da Europa (outra região europeia pouco
desenvolvida)
Fraca acessibilidade por via terrestre
Afastado faz principais vias de comunicação europeias e mundiais.
Nota: com o alargamento da EU a leste, Portugal fica numa posição ainda mais periférica.
Com a adesão a adesão de Portugal à UE vem
redefinir a sua posição geográfica. A esta escala,
Portugal é uma região periférica, ou até mesmo
ultraperiférica. Portugal continental está
incluído no designado Arco Atlântico, região
menos desenvolvida, do que o centro da UE
(região designado como Dorsal). A parte mais
meridional designa-se como Sul, a menos
desenvolvida da UE.
Espaço Lusófono
CPLP – Promoção da Língua Portuguesa
A CPLP pretende:
Consolidar a identidade cultural nacional e plurinacional dos países de língua
portuguesa
Incentivar a cooperação económica, social, cultural, jurídica e tecnocientífica
Promover e enriquecer a língua portuguesa
Melhor intercâmbio cultural e a difusão da criação intelectual e artística.
Aprofundar a concertação política diplomática em termos de relações internacionais.
Comunidades portuguesas

Emigrantes instalados por todo o mundo. Difusão da cultura
portuguesa através da gastronomia, música, língua, etc…

PALOP (países de língua oficial portuguesa)

CPLP(Comunidade de países de língua portuguesa)

Moçambique

Brasil

Angola

Portugal

Guiné-Bissau

Timor-Leste

São Tomé e Príncipe
Cabo Verde

Os espaços económicos em que Portugal se integra
UE (União Europeia) – desde 1986

Entrada de Portugal para a UE:
Portugal não entrou mais cedo porque estava num regime ditatorial;
Essa entrada trouxe vantagens:
Trocas comerciais;
Países vizinhos;
Portugal recebe dinheiro para igualar o seu desenvolvimento as resto dos países.
OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento económico) – desde 1948
Principais organizações mundiais que Portugal participa
ONU; OCDE; OMC; NATO; PALOP; EU.
O processo de construção europeia
1939-45 – 2º Guerra Mundial
1948 – Plano de Marshall
Plano proposto pelos americanos para o auxílio económico à Europa na
sua reconstrução.
Este plano deu origem à OECE (Organização Europeia de Cooperação
Económica), tendo como objetivo coordenar a ajuda dos EUA para
acelerar a reconstrução e promover a cooperação económica.
Nota: A OECE veio dar lugar a OCDE em 1961 passando a integrar também países fora da
Europa como o Canadá; a Nova Zelândia, a Austrália e o Japão, para além dos 30
europeus. A OCDE é conhecida pelo grupo dos Países Desenvolvidos e o seu principal
objetivo é a cooperação entre os países membros e a ajuda aos países mais pobres do
mundo.
1951 – Tratado de Paris
Para vencer as rivalidades entre a França e a Alemanha e ultrapassar problemas
económicos, foi criada a CECA (Comunidades Económica do Carvão e doo Aço). Para além
destes países aderiram também a Itália, a Bélgica, a Holanda e o Luxemburgo.

1957 – Tratado de Roma
Com este tratado é criada a CEE (Comunidade Económica Europeia) e a EURATOM
(Comunidade Europeia de Energia Atómica) pelos 6 países fundadores a CECA.
Nota: Em 1960 o Reino Unido que não integrou a CEE não quis “ficar sozinho” e em conjunto
com a Suécia, a Noruega, a Dinamarca, a Áustria, a Suíça e Portugal formam a EFTA
(Associação europeia de Comércio Livre.
1968 – União Aduaneira
São abolidas as taxas alfandegárias entre os estados da CEE.
1986 – Assinatura do ato económico europeu
Este tratado introduz grandes alterações aos tratados iniciais. Pretende reforçar a
cooperação entre os estados membros e criar um mercado.
1992 – Tratado de Maastricht
Aspetos mais importantes:
As novas competências para a atuação da EU, tendo em vista a coesão económica e
social e a criação de um fundo de coesão – doação de dinheiro aos PED para se
autodesenvolverem.
Institucionalização da cidadania europeia definindo s direitos dos cidadãos.
Criação de uma união económica e monetária incluindo a moeda única o €
Início do processo para uma união política, com a criação de uma política externa de
segurança comum e o esforço da cooperação nos domínios da justiça e dos assuntos
internos.
A CEE muda a sua designação para EU
1997 - Tratado de Amesterdão
Aumenta a coesão interna para reforçar a posição da EU no mundo e preparar o
próximo alargamento
2001 – Tratado de Nice
Redefine a participação de cada estado-membro nas instituições comunitárias, face ao
alargamento da UE aos países de leste
2007 – Tratado de Lisboa
É criado o alto representante para os negócios estrangeiros e política de segurança
Surge o cargo de presidente da EU, eleito pelo conselho Europeu.

UE após Maastricht
Criação de um espaço
Económico

Político

Cultural

Criação de…
Mercado Interno

Acordos comerciais com PD

Aproximação da EU como centro de Poder Mundial
Centros de Poder Mundial
UE – Japão – EUA
Acordo de Shengen
Assinado em junho 1985 pelos 5 países fundadores.
O espaço shengen consistia na eliminação dos controlos nas fronteiras internas e na criação de
controlos eficazes nas fronteiras externas da EU.
Os países que aderiram ao espaço Shengen foram:
Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Letónia, estónia e
lituânia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Itália, Luxemburgo, Malta, Holanda, Polónia,
Portugal, República Checa e Suécia.

Evolução da UE
Fases
Europa dos 6

Ano
1957

Europa dos 9
Europa dos 10
Europa dos 12
Europa dos 15
Europa dos 25

1973
1981
1986
1995
2004

Europa dos 27

2007

Países que aderiram
Alemanha federal, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e países
baixos.
Dinamarca, Reino Unido e Irlanda
Grécia
Portugal e Espanha
Áustria, Finlândia e Suécia
Chipre, Eslováquia Eslovénia, Estónia, Letónia, Hungria, Lituânia,
Malta, polónia e República Checa
Roménia e Bulgária

Evolução da população portuguesa
1950 – Apresentava um número reduzido de habitantes, mas com uma população
jovem.
1950-1960 – Apresentou um crescimento significativo. Sendo que os valores negativos
de saldo migratória são atenuados pelos valores elevados de crescimento natural.
1960-1970 – A população sofreu uma quebra devida:
o Redução da taxa de crescimento natural;
o Intensificação da emigração ara a Europa;
Tudo isto provocou um crescimento efetivo negativo
1970-1981 – Verificou-se um aumento demográfico, consequência da redução da
emigração.
1981-1991 - A população portuguesa estagnou, devido à reduzida natalidade.
1991-2001 – Ligeiro aumento (ultrapassa os 10 milhões), As baixas taxas de
crescimento natural são compensadas pelo surto imigratório, provenientes e África e
dos países da Europa do leste.
2001-2004 – Aumento ligeiro da população
Fases do modelo de transição

Fase 1
Revolução
industrial
Fase 2

Fase 3

Fase 4

→ Própria das sociedades mais primitivas
→ A população estabiliza, com valores elevados de
natalidade e mortalidade
→ Valores de natalidade muito constantes
→ Valores de mortalidade muito irregulares
→ Característica de países com início de desenvolvimento
→ Manutenção dos valores elevados de natalidade
→ Declínio acentuado da mortalidade
→ Crescimento da população a um ritmo acelerado
→ Próprio de países em plena fase de desenvolvimento
→ Declínio acentuado na natalidade
→ Manutenção dos valores baixos de mortalidade
→ Estabilização do crescimento natural
→ Própria de países que iniciaram muito cedo este processo
de transição demográfica
→ Valores muito baixos de natalidade
→ Valores muito baixos de mortalidade
→ Estagnação ou redução da população

Principais variáveis demográficas que condicionam a evolução da população
Natalidade
Crescimento natural
Mortalidade
Emigração
Saldo migratório
Imigração

Diferentes ritmos de crescimento da população portuguesa
Fatores explicativos
1960-1970 – Decréscimo da população
o Guerra colonial
o Consequências da ditadura,
o Maior surto migratório,
o Apesar do crescimento natural ser positivo o saldo migratório foi muito
negativo,
o A TN teve uma redução devido à divulgação dos métodos e devido à entrada
da mulher no mercado de trabalho.
1970-1980 – Evolução significativa (positiva) da população.
o Diminuição da emigração, em resultado da crise económica
o Fim da guerra colonial
o Regresso dos emigrantes das ex-colónias, após o 25 de Baril de 1974.
o Regresso de muitos emigrantes
Evolução da população portuguesa
Natalidade
A taxa de natalidade de 1960 até a atualidade desceu significativamente.
Esta evolução deveu-se a:
Emancipação da mulher
Entrada da mulher para o mercado de trabalho
Acesso ao planeamento familiar
Generalização do controlo da natalidade
Mudança de mentalidades
Aumento do nível de instrução
Aumento da idade do casamento
Alargamento do período de escolaridade obrigatória
Diferenças regionais
Portugal apresenta contrastes a nível nacional. Por isso existem diferenças entre o
litoral e o interior entre o norte e o sul e as regiões autónomas e o continente.

Mortalidade
A taxa de mortalidade entre 1960 e 2004 não evidenciou alterações significativas tendo
atingido os 10,5‰ em 1991.

A descida da TM deveu-se a:
Melhoria dos hábitos alimentares
Melhoria dos cuidados de saúde e cuidados de higiene
Melhoria nas condições de trabalho (segurança no trabalho)

Porque se morre em Portugal?
Doenças do aparelho circulatório
Tumores malignos
Sinistralidade rodoviária
Taxa de mortalidade infantil
A TMI diminui drasticamente entre 1950 e 2004.
Isso deve-se:
Generalização de uma rede de assistência materno-infantil (acompanhamento das
grávidas)
Realização dos partos em hospitais
Generalização da vacina infantil
Melhoramentos nas condições de vida.
Contrastes
A TMI evidência contrastes entre o litoral e o interior e entre o norte e sul.

Crescimento natural
O crescimento natural diminui significativamente entre 1960 e 2004.
Numa primeira fase deveu-se à descida da taxa de natalidade. Como a taxa de mortalidade já
se encontrava baixa não influenciou muito esta descida.
Numa segunda fase, para além da taxa de natalidade observou-se uma ligeira subida na taxa
de mortalidade o que agravou a redução no crescimento natural.
A média do crescimento natural em Portugal é idêntica à média da UE, existindo países em
situações mais graves uma vez que apresentam um crescimento natural negativo, como a
Bulgária e a Hungria.
Estes valores devem-se ao envelhecimento da população.
Movimentos Migratórios
Durante muitos anos Portugal foi um país de Emigração, atingindo valores bastante altos na
década de 60. Os portugueses dirigiam-se sobretudo para a França e Alemanha, devido ao
facto de estes países necessitarem de mão de obra após a destruição provocada pela II Guerra
Mundial.
Na década de 70, registou-se uma inversão dos valores até ai registados. E Portugal deixa de
ser um país de emigração para ser um país de imigração. Esta tendência ficou a devera à queda
da ditadura em 1974.
Atualmente devido ao aumento do desemprego, regista-se um aumento do fluxo emigratório.
Estrutura etária da população
Estrutura etária

Repartição dos indivíduos por idades e sexo.

Esta está dividida em 3 grupos:
Jovens ( ≤ 15 anos)
Adultos (15-64 anos)
Idosos (≥ 65 anos)
A análise da estrutura etária é importante para caracterizar a população, uma vez que reflete
variáveis demográficas como:
Natalidade
Fecundidade
Mortalidade
Mortalidade infantil
Movimentos migratórios

Tipos de pirâmide
Jovem/Crescente
Adulta/Transição
Idosa/Crescente
Rejuvenescente
Evolução da estrutura etária da população portuguesa
1960
População predominantemente jovem
Taxa de mortalidade infantil elevada
Esperança média de vida relativamente baixa
1981
Redução do número de jovens e por isso um ligeiro envelhecimento da população
Redução da natalidade e da mortalidade (alargamento da faixa da população adulta e idosa).
Traduz-se num aumento da esperança média de vida e portanto inicia-se um processo de
envelhecimento
1981-2001
Acentuou-se o processo de envelhecimento
Estreitamento da base (população jovem)
2050
Prevê-se uma continuação do que já acontece, portanto um envelhecimento da população.

Setores de atividade predominantes
Redução da população no setor I à medida que o país se desenvolve e se mecaniza em
relação à agricultura;
Aumento da população ativa no setor II, como o decorrer do processo de
industrialização
Redução gradual da população ativa no setor II, devido ao desenvolvimento
tecnológico aplicado à indústria e ao crescimento do setor III
Aumento gradual da população ativa no setor III, à medida que o outros setores se vão
modernizando e incorporando mais serviços

Nível de instrução e qualificação profissional da população portuguesa
O nível de instrução da população mede-se pelo grau de analfabetismo.
Apesar das diminuições verificadas. Este problema ainda afeta 9% da população
portuguesa.
Outra diferença importante ao nível de escolaridade da população portuguesa reside
no género, onde os valores de analfabetismo são superiores nas mulheres. No entanto com a
escolaridade obrigatória, a taxa de analfabetismo tende a diminuir ou mesmo a desaparecer.
Em suma, a população apresenta um baixo nível de escolaridade uma baixa
qualificação profissional. Isto traduz-se em consequência graves para a economia portuguesa.

Que problemas caracterizam a evolução da população portuguesa?
Envelhecimento
Declínio da fecundidade
Baixo nível educacional
Desemprego
ENVELHECIMENTO
Consequência do envelhecimento da população
O Aumento do índice de dependência dos idosos faz com que a população ativa tenha
cada vez mais encargos com a população idosa.
A diminuição da população ativa conduz a uma redução na produtividade no país
A diminuição do espirito de dinamização e inovação, que em geral são características
da população jovem
Aumento dos encargos sociais com a as reformas e com a assistência medica aos
idosos
Redução da natalidade, uma vez que estão a reduzir os escalões etários conde a
fecundidade é mais elevada.
DECLÍNIO DA FECUNDIADE
Outro problema com que Portugal se depara é o declínio da fecundidade, que está associado à
redução da natalidade.
O problema é que Portugal não consegue assegurar a renovação das gerações, uma vez que
está abaixo do limite mínimo de 2,1 filhos por mulher, apresentando cerca de 1,5 filhos.
O declínio da fecundidade está sobretudo relacionado com a emancipação da mulher, que
passou a ter uma carreira profissional mais ativa, adiando ou até mesmo excluindo a
maternidade nos seus planos de vida.
BAIXO NÍVEL EDUCACIONAL
Portugal apresenta um baixo nível educacional que se encontra abaixo da média da U.E.
Este indicador reflete-se na taxa de alfabetismo que afetava cerca de 9% da população em
2001.
Quanto à escolarização da população ativa, um fator primordial para a produtividade, a
competitividade da economia e o desenvolvimento do país, o panorama é mau.
DESMEMPREGO
O desemprego afeta a qualidade de vida da população.
Portugal apresenta uma taxa de desemprego superior à média comunitária e tem
vindo a aumentar.
As baixas taxas de desempego escondem por vezes situações de precariedade, com
reflexos na qualidade de vida da população. São os casos do subemprego e do emprego
temporário, frequentes na economia portuguesa, que, quando não são uma opção dos
trabalhadores, geram situações de grande instabilidade.
A instabilidade do emprego deve-se a fatores como:
Baixa qualificação
Fraco investimento em I&D
Solucionar os problemas
Como incentivar a natalidade?
Políticas demográficas
Antinatalistas
Natalistas
Predomina nos países menos desenvolvidos
Predomina nos países desenvolvidos
Tenta reduzir a natalidade de um país
Tenta aumentar a natalidade de um país
Utiliza medidas de sensibilização ou de
Utiliza medidas de sensibilização e incentivos
coação
económicos e fiscais

Portugal como país envelhecido que é, deveria adotar medidas que incentivassem a
natalidade.
Para rejuvenescer a população portuguesa, o governo deveria dotar medidas concretas, tais
como:
O criação de uma legislação de trabalho que proteja mais a mulher durante e pós a
gravidez
Criação de benefícios fiscais para as famílias com vários filhos
Aumento da duração da licença de parto para a mãe e para o pai
Melhoramento e a gratuitidade de todos os serviços de assistência materno-infantil
Como qualificar a mão de obra portuguesa?
1. Reduzir o abandono escolar
2. Valorização das pessoas pelas empresas e estado
Para alcançar estes objetivos, torna-se importante:
Aumentar o investimento na investigação
Aumentar a qualificação da população
o Mais novos
 Prosseguir os estudos
 Envergar por cursos superiores
o Mais velhos
 Incentivos às novas oportunidades
 As próprias empresas podem dar formação aos trabalhadores
Noções
População absoluta – Número de habitantes de um determinado país ou região,.
Densidade populacional – Número médio de habitantes de um determinado país ou região
por Km₂ DP=Pop. AbsolutaÁrea…Hab/km₂
Natalidade – Números de nascimentos num determinado país ou região por ano.
Mortalidade - Números de óbitos num determinado país ou região por ano.
Taxa de natalidade – Número de nascimento por cada 1000 habitantes, num determinado
tempo
TN=Nº de nascimentosPop.Totalx 1000

Taxa de mortalidade - Número de óbitos por cada 1000 habitantes, num determinado tempo.
TM=Nº de óbitosPop.Total x 1000
Crescimento natural – Diferença entre os nascimentos e os óbitos.
CN ≥ 0 - crescimento positivo
CN ≤ 0 - crescimentos negativo
CN = 0 – crescimento nulo
Emigração – Saída de +pessoas de um país estrangeiro por motivos naturais, sociais,
económicos, político…
Imigração - Entrada de pessoas para um país estrangeiro de forma legal ou clandestina, mas
com fixação de residência.
Saldo migratório – Diferença entre Emigração e Imigração ( SM = E – I)
Crescimento efetivo – Soma do crescimento natural com saldo migratório
Taxa de crescimento natural – Variação populacional observada durante um determinado
período de tempo, normalmente um ano civil referido à população média desse período
(expressa por 100 ou 1000 habitantes)
TCN=Cres.natural+Saldo migratórioPo.Totalx 1000 ou 100
Taxa de mortalidade infantil – Número de crianças que morrem antes de atingirem o 1º ano
de vida por cada a1000 nascimentos.
TMI=Nº de crianças que morrem antes de atingirem o 1º ano de vidanatalidade x 1000
Taxa de fecundidade
TF=Nascimentos2aTotal de mulheres dos1549anos x 1000
Índice sintético de fecundidade – número médio de filhos que cada mulher tem na idade
fértil.
Índice de renovação de gerações – Número médio de filhos que cada mulher devia ter (2,1
filhos)
Esperança média de vida – Número médio de anos que o Homem vive num determinado país
ou região.
A
distribuição

população

da

Distribuição da população
MUNDO (distribuição muito irregular)
Principais focos demográficos (zonas de maior concentração demográfica)
o Sul e Sudeste Asiático
o
o

Europa central e ocidental
Costa atlântica dos EUA

Vazios Humanos (zonas desabitadas ou onde a população é escassa)
1. Antártica; Gronelândia; Norte do Canadá; Norte da Rússia; Sibéria
2. Saara
3. Himalaias
4. Amazónia

Vazios Humanos
1
2
3
4

Causas
Temperaturas muito baixas
Temperaturas muito altas
(secura)
Grandes Amplitudes
Vegetação muito densa

EUROPA (distribuição irregulares)
Áreas de grande concentração
o Europa Central e Ocidental (Reino-Unido; Alemanha; Bélgica; França e
Holanda)
Fatores atrativos:
Naturais – Climas temperados e húmidos; Relevo geralmente plano e de baixa altitude
e o predomínio de solos férteis
Humanos – Agricultura próspera; Grande industrialização e desenvolvimento do setor
d comércio e dos serviços. O que tornou estes países ricos.
Áreas de pequena concentração
Norte da Europa (Península da Escandinávia)
Fatores repulsivos
Naturais – Clima frio, solos cobertos de neve em grande parte do ano a existência de
áreas de relevo mais acidentado.

PORTUGAL
Portugal também apresenta contrastes demográficos, a nível de distribuição da população.
Se dividirmos Portugal por NUT III, verificamos que:
Maior concentração da população na faixa litoral ocidental, entre o Minho e a
Península de Setúbal
Contraste entre o Litoral e o Interior
Saliência entre dois pólos de atracão: Lisboa e Porto constituindo assim a
bipolarização* da concentração da população.
Concentrações importantes em torno dos pólos do Porto (Cávado, Ave, Tâmega, entre
Douro e Vouga e Baixo Vouga) e de Lisboa (Península de Setúbal).
Em relação a Portugal Insular, verifica-se uma maior concentração na faixa litoral de ambos os
arquipélagos, salientando-se a Madeira com maior densidade populacional do que os Açores.
O território insular apresenta também alguns contrastes:
Maior densidade nalguns conselhos da ilha de S. Miguel em relação às restantes ilhas.
Grande densidade dos conselhos na parte sul/sueste da ilha em oposição à parte norte
e extremidade oeste.

Em redor dos conselhos de Lisboa e Porto existem regiões que acabam também (por relação
de proximidade) por se tornar atrativas. A este processo chamamos de urbanização, que se
estende para lá do limite daquelas cidades e abrange os seus subúrbios. Assim a concentração
da população em redor dos polos atrativos originou as áreas metropolitanas.
Assim a grande concentração de população em torno das duas metrópoles levou à constituição
das Áreas Metropolitanas*.

Noções
Bipolarização

Designação dada à enorme força atrativa que as Áreas metropolitanas
exercem sobre a população e as atividades do país

Urbanização

Processo de desenvolvimento das cidades que engloba o número de
habitantes, a superfície construída e o modo de vida

Áreas metropolitanas Unidade espacial que define um aglomerado, constituído por uma
metrópole e pelos seus subúrbios.

Fatores que influenciam a distribuição da população
Clima
O clima é um facto importante na distribuição da população. De entre os fatores naturais
destaca-se:
o
o

o

Relevo – As planícies são mais atrativas à fixação da população ao invés das
áreas montanhosa.
Clima – A maior disponibilidade de água e a ocorrência de calor ou frio, podem
influenciar a distribuição territorial da população. Temperaturas amenas
(litoral)
Fertilidade dos solos - Fundamental na distribuição da população, uma vez que
influencia o rendimento agrícola e a produção de alimentos.

Movimentos migratórios
A evolução da população em Portugal, tem apresentado períodos de crescimento positivo
(dec.70) e também períodos de crescimento negativo (dec.60).
Contudo esta irregularidade na evolução da população não é comum em todo o território
nacional.
Podemos dizer que os concelhos com taxa de variação positiva, ou seja, com o saldo
migratório e fisiológico positivos, localizam-se em redor de Lisboa e Porto, Noroeste, Algarve e
em algumas regiões autónomas
Contrariamente, os concelhos com taxa de variação negativa, ou seja, resultantes de um
saldo migratório positivo e de um saldo fisiológico negativo, ou ambos negativos, localizam-se
sobretudo no interior.
Já desde o século XIX que se verificava uma maior preferência por Lisboa e Porto, seguidos
de Aveiro, Viena do Castelo, Braga, Coimbra, Leiria e Setúbal. Por sua vez, as regiões próximas
da fronteira com Espanha, e de um modo geral todo o Alentejo, forma-se esvaziando,
acentuando-se assim as grandes Assimetrias Regionais*
A litoralização da população resulta de dois processos migratórios:
Êxodo Rural* - população que abandona os campos e as aldeias, de economia agrícola,
do interior para se fixar nas cidades do litoral. Acentuas as assimetrias regionais.
Emigração – Intensificação da saída de população Jovem-Adulta para o estrangeiro
(Europa central e ocidental)

Noções
Êxodo Rural

Assimetrias regionais

Expressão que evoca a partida
em massa das populações rurais
para as cidades

Situação de desequilíbrio espacial num
território, a nível de qualidade de vida; de
riqueza económica; ect.

Consequências do Êxodo rural
Principais regiões de perdade população
Regiões do interior sul
Região auntónoma dos Açores
Região auntónoma da Madeira
Problemas das regiões interiores
Envelhecimento da população
Decrescimo da natalidade e d n+umero de jovens
Insuficiência da população ativa, nomeadamente a falta de mão de obra qualificada
Perda de importância da atividade agrícola, hoje praticada sobretudo por idosos,
acentuado o seu caráter de sbsistência
A degradação ambiental por abandono de muitas terras agrícolas e expansão das áreas
de matos e baldios, mais suscepiveos à ocorrência de incêndios
A fragilidade de tecido económico, com repercurssões no aumento da população
desempregada
A alteração da estrutura de procura de serviços coletivos sociais e culturais , devido à
mudanças demográfias, que se refelctem, diretamente na carência de sercços de apoio
á população idosa
A insuficiência de infraestruturas e de equipamentos (água, saneamento…)

Para se explicar o contaste geográfico entre litoral e interior, também é importante falar
na imigração. Esta beneficia sobretudo as áreas urbanas do litoral, em particular a área
metropolitana de Lisboa.
o

o

1º Surto migratório – ocorreu na segunda metade da década de 70 do século XX, com
o regresso dos ex-colonos africanos, na sequência da descolonização e também do
regresso de muitos emigrantes europeus.
2º Surto migratório – desenvolveu-se sobretudo a partir da década de 80 e estendesse
pela atualidade. Primeiro, é formado pelos contingentes de imigrantes dos PLAOP e,
mais recentemente a este vieram juntar-se emigrantes do Brasil e de algun países da
Europa de Leste.

Em conjunto, as populações emigrantes, na busca de melhores condições de vida,
respondem a uma oferta de emprego, que se encontra mais facilmente na Áreas
metropolitana de Lisboa. Nos últimos anos, tem-se vindo a verificar, também, uma maior
dispersão geografia, abrangendo alguns concelhos interiores, devido à escassez de mão de
obra por falta de população jovem.
Densidade populacional
A densidade populacional* média de Portugal é de → 114 hab/km₂

Litoralização

Intensidade do povoamento
expressa pela relação entre o nº
de habitantes e de uma área
territorial e a superfície desse
território.
CARACTERÍSTICAS DASREGIÕES LITORAIS
Fatores Naturais
Clima
No litoral o clima é: Ameno; Mais húmido e ocorre mais precipitação.
O facto de o clima ser Ameno e mais húmido → Solo Fértil →
Atividades Agropecuárias
Relevo
Quanto ao relevo Portugal apresenta um relevo pouco acidentado

Litoralização
Grande concentração de
população e das atividades
económicas no litoral

Proximidade do mar
A proximidade com o mar e o relevo pouco acidentado provocam boas e mais acessibilidades
Fatores Humanos
Concentração das principais indústrias
Concentrado dos centros urbanos
Boas vias de comunicação e acessibilidades
Grande diversidade de equipamentos sociais
Grande concentração de mercados consumidores
Mão de obra especializada
Maior capacidade de atracão de investimentos
O litoral apresenta características para um melhor e mais elevado nível de vida, pois:
A população do litoral tem maiores rendimentos e mais acessos aos bens do que a população
do interior
Leva a
Êxodo rural e emigração das regiões interiores
Provoca

Despovoamento de interior
Envelhecimento da população - Diminuição da natalidade
Maior pobreza e atraso
LITORAL → Sobrepovoamento
↓
Forte pressão sobre as infraestruturas e os recursos
↓
Diminuição da qualidade de vida e degradação dos territórios

Subaproveitamento dos
recursos

INTERIOR → Despovoamento
O que é necessário fazer? = SOLUÇÕES
É necessário planear os recursos humanos e naturais
Definir estratégias e modelos de desenvolvimento do território
Deve haver equilíbrio entre as atividades humanas, os recursos naturais e as
infraestruturas.
CARACTERÍSTICAS DASREGIÕES INTERIORES
Fatores Naturais
Fatores repulsivos à fixação de população e das atividades económicas nas regiões interiores
Invernos rigorosos
Verãos quentes e secos
Grandes Amplitudes Térmicas
Solos pouco férteis
Humidade e precipitação fracas.

Em síntese, as disparidades regionais da distribuição da população resultam da convergência
de um conjunto de fatores:
Dinâmicas geográficas – refletem, por um lado, a evolução da natalidade, da
fecundidade e da EMV, e por ouro lado, os movimentos migratórios (êxodo ,
emigração, imigração)
Dinâmicas económicas – relacionadas com o padrão de distribuição, do
investimento público e privado, na indústria e nos serviços na faixa litoral.
Padrão de crescimento da urbanização, das áreas metropolitanas e das cidades
médias

Processo de litoralização
Áreas urbanas do litora
Regresso dos emigrantes 1º Surto
2º Surto
Regresso dos ex-colonos
Imigração
Pequenas cidades do interior
Áreas rurais

Capacidade de Carga Humana

Consequências do crescimento populacional das áreas urbanas
Problemas em que ultrapassou o limite de carga humana

O número limite de pessoas que
se podem fixar numa região sem
por em causa a sua
sustentabilidade
A expansão de espaços com excessos de construção de edifícios
A degradação de muitos bairros nas periferias e nos centros históricos das cidades
O aparecimento de estratos da população sem meios para obter uma habitação
condigna, levando à construção de bairros de barracas.
A insuficiência equipamentos escolares, de saúde e outros de apoio à população
A incapacidade de algumas infraestruturas (saneamento básico; acessibilidade; etc) a
responderem às necessidades da população
A insuficiência de espaços verdes e equipamentos de lazer
Aumento de riscos de inundação

Medidas para atenuar as assimetrias regionais
Incentivar a localização de novas empresas no interior, através de incentivos fiscais
ou da atribuição de subsídios.
Investimentos em infraestruturas de transportes que melhorem a acessibilidade
das regiões mais isoladas do interior
Construção das infraestruturas de captação e distribuição de água e de energia
Instalação de pólos universitários em cidades do interior para travar a saída de
jovens para estudar nas grandes cidades
Instalação de centros de formação profissional procurando aumentar o nível de
qualificação

Papel do ordenamento do território na resolução das assimetrias regionais
O ordenamento do território diz respeito às ações que o Estado leva a cabo com os
objetivos de melhorar a distribuição da população e as atividades económica. Possibilitando
assim:
Melhor organização
Resposta às necessidades da população
Correta gestão dos recursos naturais
Proteção ambiental
O ordenamento do território envolve a elaboração prévia, de planos por equipas
multidisciplinares (economistas; geógrafos; ect).
Estes planos podem ser de:
Âmbito nacional, como os PNOT (Plano Nacional para a Política de Ordenamento do
Território)
Caráter regional, como mo PROTA (Plano Regional de Ordenamento do Território dos
Açores)
Âmbito municipal, como o PDM (Plano Diretor Municipal)
Planos de pormenor – planos elaborados para áreas específicas da cidade.
Recursos
do

subsolo

RECURSOS
Recursos Naturais – Riquezas disponíveis na Terra que podem ser utilizadas em diversas
atividades humanas
Tendo em conta as características dos recursos naturais, este podem ser divididos em:
Geológicos ou do subsolo (minérios; rochas; água)
Climáticos
Hídricos
Biológicos
Os recursos naturais, também por ser classificados em:
Recursos renováveis ou Recursos não-renováveis, em função do tempo necessário
para serem repostos.
Recursos Renováveis
Recursos que se repõem continuamente na Natureza, por isso, não se esgotam: água;
sol; vento; calor interior da Terra…
Recursos não-renováveis
Recursos que não se repõem na Natureza à mesma velocidade com que são
consumidos e por isso podem-se esgotar: carvão; petróleo; gás natural…
Os recursos do subsolo podem ser classificados em:
Minerais Energéticos – Minerais que se destinam à produção de energia (petróleo; carvão; gás
natural; urânio)
Minerais Metálicos – Minerais formados por substâncias metálicas (ferro; zinco; ouro; prata;
estanho; cobre e tungsténio/volfrâmio)
Minerais não metálicos – Minerais cuja constituição é formada por substância não metálicas
(sal gema; quartzo; talco; caulino e feldspato)
Rochas industriais – rochas utilizadas na construção civil (calcário; granito; areias e argilas)
Rochas ornamentais – rochas utilizadas para fins decorativos ( mármore; granito e calcário)
Água
o
o
o

Minerais – detêm propriedades terapêuticas
Nascente – águas subterrâneas com propriedade, consideradas, próprias para beber
Termal – águas subterrâneas cuja temperatura é superior a 20ºC

PORTUGAL
Em Portugal há muitas jazidas (locais onde se verifica uma concentração de minérios
suscetíveis de serem explorados)
↓
A extração de recursos minerais é de grande tradição em Portugal
↓
Conheceu um crescimento acentuado na última década do século XX
↓
Mas continuou a ter uma reduzida importância na economia nacional (destaca-se apenas a
extração de rochas)
↓
A indústria extrativa contribui apenas com 1% do PIB

História da Terra
Pré-Câmbrico
o Período de formação da Terra
o Eclosão da vida
Era Primária / Paleozoico
o Desenvolvimento da vida
Era secundária / Mesozoico
o Era dos dinossauros
o Desaparecimento dos dinossauros no final desta era
Era Terciária / Cenozoico
o Era dos mamíferos
o Aparecimento dos 1º hominídeos (australopitecos)
Era quaternária / Atropozoico
o Desenvolvimento do homem

As unidades morfoestruturais de Portugal
Maciço Antigo – Formado na era paleozoica /era primária, constituindo cerca de 2/3
do território nacional, correspondendo à parte Norte e a grande parte do Centro e do Alentejo.
Rochas locais: Granitos e Xistos
Orlas mesocenozoicas – Formadas durante o mesozoico e o cenozoico,
correspondendo à parte sul do Algarve e à faixa compreendida entre Aveiro e Lisboa
Rochas locais: calcários; arenitos e argilas
Bacias sedimentares do Tejo e do Sado – Datadas da era Cenozoica. Formaram-se a
partir da acumulação de sedimentos na Bacia do Tejo e do Sado que mais tarde emergiram
Rochas locais: Areias, arenitos; e argilas

Concluindo
Maciço Antigo

Unidades morfoestruturais
Orlas mesocenozoicas Bacia do Tejo e do Sado
Era em que foi
formado
Área do país
abrangida
Rochas constituintes
Formas de relevo

Minérios
predominantes

Paleozoico
Norte
Interior Centro
Alentejo
Granito; xisto;
quartzito;
Norte/centro –
serras, vales e
planaltos
Alentejo - pene
planícies
Feldspato;
quartzito;
tungsténio;
talco; cobre;
estanho

Mesozoico e
Cenozoico
Litoral algarvio e
litoral centro (Aveiro a
Lisboa)
Calcário; argilas;
arenítos

Cenozoico
Bacias do Tejo e do Sado

Areais; argilas; arenitos
Planíceis

Serras de cume
arredondado e
planícies

Caulino e sal-gema

Distribuição das principais explorações de rochas
O subsetor das pedreiras explora uma grande variedade de matérias-primas, Tendo em
conta o destino que é dado às rochas, este subsetor divide-se em dois grupos: extração de
rochas ornamentais e a extração de rochas industrias.
A distribuição de pedreiras pelo território é irregular e a sua localização faz-se de
acordo com os afloramentos rochosos de cada região. Os distritos de Leiria; Évora; Porto;
Santarém são os distritos que detêm maior número de pedreiras.

Tipos de Rochas
Tipos
Magmáticas ou eruptivas

Sedimentares

Metamórficas

Formação
Resulta da solidificação do
magma

Resulta da acumulação de
sedimentos provenientes da
erosão de outras rochas
Resultam da alteração de
outras rochas, devido a altas
pressões e temperaturas

Exemplos
Plutónicas (intrusivas) –
Granito, diorito e gabro
Vulcânicas (extrusivas) –
basalto e pedra-pome
Arenitos, areias, argilas
(origina o xisto),
conglomerados e calcário
Ardósia, xisto (origina a
ardósia), quartzito, mármore
(resulta do calcário a altas
temperaturas.), gnaisse

Intrusivas – solidificam no interior da terra
Extrusivas – Solidificam no exterior da terra

Rochas ornamentais
Rochas ornamentais
Calcário

Local de extração
Maciço calcário estremenho

Utilização
Granito
Mármore (metamórfica)

e Algarve
Norte
Interior Centro
Região de Estremoz
Borba de Vila Viçosa (distrito
de Évora com 90%) - Sul

Pavimentos
Calçadas
Revestimentos
Mobiliários

Rochas Industriais
Rochas industriais
Granito

Calcário
Areias – mais utilizada para
fins industriais
Argilas

Tipos

Local de extração
Norte
Interior Centro
Maciço calcário estremenho
e Algarve - Orlas
Bacia do Tejo e do Sado
Distritos do litoral - Orlas

Utilização
Britas;
Alvenaria (construção de
pedras)
Cimento; cal; cerâmica; e
agricultura
Construção civil e indústria
do vidro
Cerâmica e cimento

Exploração de minérios em Portugal
Exemplos
Utilização
Cobre
Indústria elétrica

Principais minas
Neves corvo –
Alentejo
Estanho

Minérios
Metálicos

Volfrâmio
Ferro

Ouro e prata

Sal-gema
Minerais não
metálicos
Quartzo e
feldspato
Talco e
Caulino
Carvão
Minérios
energéticos
Urânio
Petróleo

Ligas metálicas e soldaduras
Fabrico de aço extra duro e de
filamentos de lâmpadas elétricas
incandescentes
Indústria siderúrgica e metalúrgica
e metalomecânica
Joalharia

Neves corvo Alentejo
Panasqueira

Não há minas em
atividade
Minas inativas, mas
há empresas
estrangeiras
interessadas
Indústria-química, agroalimentar e
Matacão, carriço e
rações
Campina de Cima
(orla meridional e
ocidental)
Indústria cerâmica e de vidro
Região Norte e
Centro
Indústria cerâmica, de papel e de
Distrito de Bragança
tinta
Entre Viena e Aveiro
Energia e indústria química
Região centro
(urgeiriça) –
atualmente não é
explorado, pois a
qualidade do carvão
não é rentável
Produção de energia nuclear
EM Portugal é de
fraca qualidade
Total dependência do exterior, apesar de terem sido
realizadas algumas prospeções no nosso país

Distribuição de recursos hídricos
No subsetor das águas consideram-se:
Águas de nascente
Águas minerais
o Águas minerais naturais
o Águas minero-industriais

Recursos Endógenos
Recurso da região/ do local/ do
interior
Recursos Exógeno

Portugal continental apresenta um subsolo com
Recurso de outra região/ país/ do
grande diversidade de águas de nascente e de águas
exterior
minerais, embora a sua distribuição seja irregular pelo
território. Grande parte da exploração encontra-se realizada no Norte e Centro, fato que se
verifica devido às características do maciço antigo.
Pela sua composição química, as águas minerais também são exploradas para o
termalismo, o que constitui um importante fator de desenvolvimento para as regiões, uma vez
que as estâncias termais funcionam como polos de dinamismo económico local.
CLASSIFICAÇÃO DA ÁGUA SEGUNDO A TEMPERATURA DE SURGIMENTO
Designação
Temperatura
Hipotermal
≤ 25ºC
Mesotermal
25ºC – 35ºC
Termal
35ºC – 45ºC
Hipertermal
≥ 45ºC

Papel do termalismo no desenvolvimento das regiões
O termalismo é visto, tradicionalmente, como uma atividade que tem como principal
função o tratamento de doenças.
Atualmente, esta atividade é também vista como potencializadora dos recursos
termais das regiões onde ocorre, visto que esta atividade foi alargada para o setor turístico
A estratégia de desenvolvimento das 4 vertentes (tratamento; prevenção; bem-estar e
lazer) procura captar mais quantidade de frequentadores, para além dos “termalistas
clássicos”. Para isso é necessário por em prática o chamado marketing termal. Portanto, é
necessário:
Proporcionar um tipo de oferta turística diferente daquelas que podem ser oferecidas
por ouros tipos de turismo concorrentes, de forma a atrair determinados segmentos
do mercado às estâncias termais
Oferecer produtos e serviços de acordo com as estruturas existentes nas estâncias
termais e adequadas às características diferenciadoras de cada publico alvo
Implementar programas de divulgação e promoção das unidades termais nos
mercados nacional e internacional
Atuar sobre a vertente da formação profissional

Recursos Endógenos
A nível energético, Portugal apresenta uma grande dependência do exterior, por isso é
necessário aumentar a produção através de formas já existentes e desenvolver projetos de
modo a aproveitar os recursos abundantes no nosso território.

Noções
Energia primária

Recursos energético que se encontra na Natureza (sol, vento, petróleo,
gás natural, etc.)

Energia Secundária

Energia disponibilizada aos utilizadores (eletricidade, gás natural, gás
butano, etc.)

Energias alternativas ao subsolo
Energia Geotérmica – Energia aproveitada através da temperatura, elevada, da água
em todo o continente (insular, incluído). Esta é uma fonte rentável de captação de
energia porque a temperatura das águas no continente varia entre 20 – 40ºC não
excedendo os 80ºC sendo, não só utilizada para fins terapêuticos, mas também para
aquecimento doméstico, industrial, agrícola e de algumas infraestruturas. Contudo
está limitado a um número restrito de lugares (caudal geotérmico suficiente; baixa
salinidade; temperatura da água elevada).
Energia hídrica – Inclui eletricidade produzida pelas grandes centrais hidroelétrica
A implementação destes projetos enfrenta vários problemas:
o Custo elevado na construção de barragens;
o Clima, em épocas de clima seco, a quantidade de energia produzida diminui
o Impacto ambiental, não aprovado por nenhum ambientalista
Nos anos de precipitação mais abundante, produz-se 40% da energia elétrica e nos
anos mais secos, cerca de 20%
Cerca de 10 novas barragens irão ser construídas
Portugal é o país cm maior percentagem de energia elétrica produzida por via hídrica
Biomassa – O único exemplo de produção de energia elétrica a a partir de biomassa
(provém de matérias biodegradáveis, produtos e resíduos agrícolas, substâncias
florestais e industriais, resíduos industriais e urbanos), situa-se em Mortágua.
Visto que maior parte do território é coberto por floresta (38%) este tipo de captação
de energia torna-se fácil.

Biogás – Gás combustível composto por 60% de metano e 40% de dióxido de carbono.
Este gás é obtido pela degradação biológica dos resíduos orgânicos, produzidos a
partir de várias origens:
1ª – Aterros sanitários
Provém dos efluentes (esgotos)
2ª – Atividade agropecuária
3ª – ETARs
Vantagem
o

Reduz a energia consumida no tratamento dos resíduos

Desvantagens
o A queima do metano tem um efeito nocivo na atmosfera
o Representa apenas 3% do consumo de energia nacional

Energia solar – Energia proveniente do sol, sendo aproveitada através das
componentes fotovoltaícas (conversão em energia elétrica) e térmica (conversão em
energia térmica).
Este tipo de energia detém a maior potencial no sul do país: Central de Serpa e Central
da Amareleja, sendo esta a maior dom Mundo.
Vantagens
o
o

Baixa manutenção
Provoca um impacto social positivo, uma vez que contribui para a criação de emprego

Energia eólica
Maior exploração nas áreas do litoral Norte e de maior altitude, devido às condições favoráveis
– vento
Obstáculos com que se depara:
Aspetos administrativos e burocráticos, necessários à implementação destes projetos
Difícil escoamento de energia
As áreas de maior potencial eólico situam-se em áreas de difícil acesso devido às fracas
redes de acessibilidades
Cruzamentos de interesses, sobretudo se estiverem em causa questões ambientais
↓
Provoca o aumento do custo dos projetos pondo em causa a viabilidade dos projetos

Energia das ondas
O seu aproveitamento depende de um conjunto de fatores existentes nas áreas costeiras que
permitem resolver facilmente os problemas de transporte e de energia para terra e de acesso
para a sua manutenção. Em Portugal, a costa ocidental e as ilhas dos açores têm condições
favoráveis para a localização de unidades de conversão.
Como entrave à instalação destas mesmas unidades, está a agressividade do meio, o que
explica o atraso tecnológico para o aproveitamento da energia das ondas

Razões explicativas entre a produção e o consumo de energia
Devido à ausência de exploração de recursos energéticos do subsolo, em Portugal fazse exclusivamente a partir de recursos renováveis que estão disponíveis no território
continental e insular.
Devido ao desenvolvimento do país, traduzido no crescimento dos diversos setores de
atividade económica dos diversos setores de atividade económica e na melhoria da qualidade
de vida da população, obriga a gastos de energia cada vez maiores, em que os gastos maiores
concentram-se nos locais de maior abundância de população e de atividades económicas.
Visto que a produção de energia é inferior à necessária para satisfazer a população é
necessário recorrer ao exterior, importando na maioria petróleo.

Eficiência Energética
Atividade que procura otimizar o uso de fontes de energia; fazer uma utilização
racional da energia; usar menos energia para fornecer a mesma quantidade de valor
energético.
A eficiência energética engloba a implementação de estratégias e medidas para combater o
desperdício de energia ao longo do processo de produção, distribuição e utilização da energia
Radiação
Solar

Noções
Radiação solar

Quantidade de energia de intensidade e natureza variáveis, emitida
pelo sol, que se propaga sob a forma de ondas eletromagnéticas, e da
qual só uma pequena parte é recebida pela superfície terrestre.
nota: Sem radiação solar, a temperatura média da Terra seria de
-239ºC.
A radiação solar demora cerca de 8min a atingir a Terra.
Constante Solar

Total de energia que atinge o limite superior da atmosfera, numa
superfície de 1cm₂, perpendicularmente aos raios solares e durante um
minuto. Exprime-se em caloria e tem um valor médio de 2cal/cm₂/min.

Radiação terrestre

Radiação de grande comprimento de onda irradiada pela Terra

Radiação global

Total de radiação do sol que atinge a superfície do globo (radiação
direta + radiação difusa)

Espectro solar

Radiação solar que chega até nós sob a forma de ondas
eletromagnéticas com diferentes comprimentos de onda.

Atmosfera
Composição química
Azoto 78%
Oxigénio 21%
Argón 0,9%
CO₂ 0,03%
Outros 0,07

Ex: vapor de água

Estrutura da atmosfera
Troposfera
o Espessura – 11 a 12km
o A espessura é maior no equador (16-18km) e menor nos pólos (6-8km), isto
porque nos pólos, o frio comprime as partículas de ar e no equador as altas
temperaturas dilatam as mesmas, outro motivo é o movimento da Terra
o A temperatura diminui com a latitude: Cerca de 6,5ºC a cada 1km – Gradiente
térmico negativo)
o É nesta camada que ocorrem a maioria dos fenómenos
atmosféricos/meteorológicos
o O limite superior desta camada é a tropopausa.
Estratosfera
o Localização – 11 a 50km
o É nesta camada que se encontra o Ozono, absorvendo grande parte dos raios
Ultra Violeta, por isso a temperatura aumenta, logo o gradiente térmico e
positivo
o O limite superior desta camada é a estratopausa
Mesosfera
o Localização – 50 a 80km
o O gradiente térmico é negativo (inexistência de ozono e fraca existência de
gases)
o O limite superior desta camada é a mesopausa
Termosfera
o Localização – 60 a 600km
o O gradiente térmico é positivo
o A densidade do ar é baixa
o O limite superior desta camada é a termopausa
o Começa a ocorrer a ionosfera – as partículas sofrem a ionização, ou seja,
tornam-se partículas elétricas. Existem mais partículas no interior da ionosfera
em relação ao seu interior, sendo que esta camada é utilizada nas
comunicações

Exosfera
o Localização – 600 até ao limite da atmosfera
o Faz contacto com o espaço
Noções
Gradiente Térmico Vertical

Variação da temperatura com a altitude

Funções da Atmosfera
Protege a Terra, apresentando-se com uma concha protetora
o Protege de meteoritos, isto porque, devido a atrito criado pelo ar, estes
encandeiam-se e reduzem-se a “pó”.
o Absorve/filtra grande parte da radiação solar
Controla a temperatura
o Não permite que uma parte significativa das radiações atinjam a superfície
terrestre
o Provoca o efeito de estufa
É fonte de vida
o Concentra na sua composição elementos fundamentais à vida, nomeadamente
o oxigénio.

A atmosfera – Balanço Térmico
O globo perde uma grande quantidade de energia equivalente à que recebe, mantendo assim
o equilíbrio térmico
Noções
Absorção

Processo de transformação da energia luminosa em energia térmica
que ocorre quando a radiação incide num objeto e é absorvia
É feita principalmente, pelo vapor de água, CO₂ e Ozono

Reflexão

Mudança de direção dos raios solares ao incidirem em qualquer corpo

Difusão

Dispersão da radiação solar em todas as direções.
Uma parte perde-se para o espaço
Outra parte atinge a superfície terrestre (é a radiação difusa)
Raio solar

Molécula
de ar

Radiação solar direta

Radiação solar que atinge diretamente a superfície do globo.
Desde que o sol nasce até quando o sol se põe
Radiação solar difusa

Radiação solar dispersa e difundida pela atmosfera pelas
nuvens, etc (radiação indireta recebida)

Albedo terrestre

É a razão entre a quantidade de radiação refletida pela
superfície terrestre e a quantidade de radiação que nela incide

Energia refletida
Pelas nuvens 20%
Pela atmosfera 6%
Pela superfície terrestre 4%

ALBEDO →

Percentagem de energia solar refletida
em, relação à energia recebida

O albedo é maior nas superfícies cobertas de neve e menor nas florestas

Radiação solar 100%

Refletida pela atmosfera 6%
Absorvida pela atmosfera 16%
Atmosfera
Refletida pelas nuvens 20%
Absorvida pelas nuvens 3%

Refletida pela Terra 4%

Absorvida pela Terra 51%

Efeito de Estufa
Fenómeno natural que regula a temperatura da Terra. É o das baixas camadas da atmosfera
Aquecimento das baixas camadas
da
atmosfera,
devido
à
interseção feita pelos gases que
compõem a atmosfera, das
radiações imitidas pela Terra
c
b
a

aA radiação solar atravessa a atmosfera. A maior parte da radiação é
absorvida pela superfície terrestre e aquece-a

bAlguma da radiação solar é refletida pela Terra e pela a atmosfera de volta para ao espaço
cParte da radiação infravermelha (calor) é refletida pela superfície terrestre mas não regressa
ao espaço pois é refletida de novo e absorvida pela camada de gases de estufa que envolve o
planeta. O efeito é o aquecimento da superfície terrestre e da atmosfera.

Consequências do aumento do Efeito de Estufa
Aumento da temperatura que provocará:
Degelo, levando à subida do nível de oceanos, que tem por consequência a submersão de
vastas zonas costeiras, provocando a migração de pessoas, redução das áreas de cultivo, etc.
Modificação no regime de precipitação
Alteração na fauna e na flora

Consequências do aquecimento global para o território nacional
Ondas de calor
Períodos de seca
Chuvas intensas
Doenças transmitidas por insetos
Doenças relacionadas com a comida e água (aumento das salmonetas)
Aumento das alergias
Submersão de regiões costeiras devido à subida do nível da água.

Efeito de estufa

Radiação solar
Radiação solar
Fatores de variação da Radiação Solar
A latitude e a forma arredondada da Terra
O movimento de rotação da Terra
O movimento de translação da Terra e a inclinação do eixo da Terra em relação ao
plano de órbita
Outras condições locais (nebulosidade; exposição geográfica; ect)
PN
C

c
B

Equa.

A

PS

b

a

A forma arredondada da Terra vai
fazer com que a inclinação dos raios
solares e o ângulo de incidência
variem com a altitude. Assim os
lugares de menor latitude recebem
maior radiação solar. Nos pólos
aumentam as perdas por reflexão,
difusão e a quantidade de radiação
solar é menor devido amassa
atmosférica atravessada.

O lugar que recebe os raios solares com menor ângulo de incidência é o lugar C e com
maior é o lugar A.
O lugar que recebe os raios solares com menor inclinação é o lugar A e com maior é o
lugar C.
Os raios que chegam ao lugar C atravessam maior massa atmosférica sofrendo maiores
perdas por absorção e reflexão

Noções
Ângulo de Incidência

Ângulo que os raios solares fazem com o plano tangente à
superfície da Terra no lugar do observador

O menor ângulo de incidência corresponde à maior inclinação dos raios solares e à maior
massa atmosférica atravessada

Massa atmosférica
atravessada
Ângulo de
incidência

Massa atmosférica
atravessada

A

Limite da atmosfera
Ângulo de
incidência

B

Superfície terrestre

O lugar mais aquecido é o lugar A. Apesar da área atingida ser maior em B do que em A, a
superfície A é mais aquecida

A variação da radiação solar e o movimento de rotação da Terra
Ao longo do dia, varia:
A inclinação/obliquidade dos raios solares
O ângulo de incidência
A massa atmosférica atravessada
A superfície aquecida

Quando o sol nasce a radiação solar é menor, pois:
A inclinação doa raios solares é maior
O ângulo de incidência é menor
A massa atmosférica atravessada é maior
A superfície atmosférica recetora é maior
Ao meio-dia a radiação solar é maior, pois
A inclinação doa raios solares é menor
O ângulo de incidência é maior
A massa atmosférica atravessada é menor
A superfície atmosférica recetora é menor

Ao pôr do sol a radiação solar é menor, pois
A inclinação doa raios solares é maior
O ângulo de incidência é menor
A massa atmosférica atravessada é maior
A superfície atmosférica recetora é maior
De noite – Não há radiação solar

A variação da radiação solar e o movimento de translação da Terra
O movimento de translação da Terra:
Dá origem às estações do ano
Determina a duração dos dias e das noites
Faz variar a inclinação dos raios solares

Equinócio de março e setembro

Em todos os lugares da Terra, os dias são iguais às noites

Solstício de junho
PN

Solstício de dezembro
PN
Trop. Câncer Dia ≥ Noite
Equa. Dia = noite
Trop. Câncer Dia ≤ Noite

Trop. Crapicórnio Dia ≤ noite

Equa. Dia = noite
Trop. Crapicórnio Dia ≥ noite
PS

Movimento de traslação da Terra

PS
Portugal, localizado entre os 32º e os 42 do hemisfério norte recebe maior quantidade de
energia solar no solstício de junho, quando se inicia o verão. Nesta época, os raios solares
atingem Portugal com menor inclinação e os dias têm maior duração, por isso a temperatura é
mais elevada.
No solstício de dezembro, quando se inicia o inverno o sol está a incidir no trópico de
Capricórnio pelo que, no território português, a inclinação dos raios solares é maior, a duração
do dia é menor e em consequência disso as temperaturas são mais baixas.
Nos Equinócios os dias têm a mesma duração das noites em todo o globo. Nesta altura, a
radiação solar incide na vertical sobre o equador. Em Portugal têm inicio as estações
intermédias (primavera e outono)
Noções
Isotérmicas

Linhas que unem pontos de igual temperatura.

Amplitude Térmica Diurna

Diferença entre a temperatura máxima e a temperatura
mínima do dia

Amplitude Térmica Anual

Diferença entre a temperatura mais quente e a temperatura
mais baixa de um mês

Distribuição das temperaturas em Portugal Continental
No inverno
É mais notório o contraste NE/SE, devido a:
o Latitude
o Altitude
o Nebulosidade
o Proximidade do mar ou continentalidade
o Disposição do relevo
No verão
É mais notório o contraste litoral/interior

Contraste NW/SE da radiação solar e da insolação
Este contraste resulta de fatores, tais como:
o
o
o
o
o

Latitude (menor latitude → maior insolação e radiação solar)
Altitude (maior altitude → maior insolação e radiação solar)
Nebulosidade (menor nebulosidade → menor maior insolação e radiação solar
Proximidade do mar ou continentalidade (maior proximidade = maior
nebulosidade → menor radiação solar
Disposição do relevo

Distribuição das temperaturas em todo o planeta
Os valores mais altos de radiação solar, não se registam no equador mas sim nos trópicos
devido à maior nebulosidade das regiões equatoriais que fazem diminui os valores de radiação
solar, comparativamente à regiões tropicais.

Distribuição da temperatura em Portugal

Barlavento
algarvio
Sotavento
algarvio

Inverno
Verão
Em Portugal continental, durante o inverno desenhe-se um contraste NE/SW dm que o norte
interior é a região claramente mais fria. Por outro lado o Algarve em particular o barlavento,
regista as temperaturas mínimas mais elevadas.
No verão há um claro contraste Litoral/Interior, com o litoral claramente mais fresco e o
interior muito quente, em particular o interior trasmontano e o alentejano
Nas ilhas matem-se sempre um contraste interior/litoral, pois o vigor do relevo é o principal
fator para baixar as temperaturas mínimas no inverno e máximas no verão

Em Portugal continental, o contraste entre o litoral e o interior é
notório. A proximidade do mar parece ser preponderante, e a latitude
não se afirma como o fator fundamental. Mesmo o relevo tem pouco
impacto na amplitude térmica anual.
No inverno é bem visível o contraste nordeste/sudoeste, com as
temperaturas a aumentar para sudoeste. O Nordeste transmontano é
a região mais fria.
Os fatores condicionantes da temperatura são:
- Latitude
- Continentalidade e proximidade do mar

Inverno

As temperaturas mais elevadas
entram pelo vale do Douro
vindas de Espanha

Entrada de ventos
frescos no vale do
Mondego vindas
do mar

No verão, o contraste é entre oeste/este, ou seja,
litoral/interior.
O gradiente diminui com a continentalidade.
Os fatores condicionantes da temperatura são:
- continentalidade e proximidade do mar

Verão

- Relevo (as regiões montanhosas aquecem – falta de
nebulosidade)

Porque é que os ventos que entram no Mondego na entram no Douro?
Pois existem serras concordantes à costa que impedem a passagem desses ventos

Que fatores influenciam a distribuição da temperatura
Latitude (norte-sul)
As temperaturas mais baixas a Norte, ficam a dever-se à inclinação aos raios solares, à
precipitação e à maior nebulosidade
Altitude
O relevo e a sua disposição
Encontram-se diferenças de temperatura entre as vertentes expostas a sul (vertentes
soalheiras) que recebem grande quantidade de radiação solar e vertentes viradas a norte
(vertentes umbrias) que podem estar longos períodos de tempo sem radiação solar direta.
As depressões são também normalmente mais quentes do que as áreas topograficamente
mais elevadas.
As correntes marítimas
No hemisfério norte as correntes provenientes do norte são frias e do sul são quentes.
Nova York está à mesma latitude que Lisboa e o que explica as baixas temperaturas em NY e
mais altas em Lisboa são as correntes marítimas quentes.
A continentalidade
A continentalidade influencia a distribuição das temperaturas, principalmente no verão. O ar
marítimo que afeta o litoral tem a capacidade de amenizar o clima, tornando os Verãos mais
secos e os Invernos mais suaves. O oceano devido ter maior inércia térmica, é mais quente que
o continente durante o inverno e mais frio que o continente que o verão.

A energia solar
É renovável
É limpa, ou seja, não polui
É utilizada para:
Aquecimento (energia solar térmica) – através de painéis solares – sistemas térmicos
Produção de eletricidade (através de células/sistemas fotovoltaicas que convertem a
radiação solar em eletricidade) – sistemas fotovoltaicos
A energia solar térmica está completamente dependente da insolação utilizando apenas a
radiação solar direta.
OS sistemas fotovoltaicos para além da radiação solar direta também aproveitam a radiação
solar difusa
Portugal tem boas condições a nível de aproveitamento da radiação solar, sendo
muito elevada no interior sul. Contudo esse facto não tem sido aproveitado da melhor forma,
o que agrava a dependência energética pelo exterior.
A nível europeu Portugal apresenta uma insolação mais elevada do que muitos países
nórdicos, contudo apresenta um nível de produção elétrica muito inferior aos outros países
apesar de possuir recursos mais favoráveis.
Concluindo podemos dizer que a energia solar existe em Portugal em grande
quantidade, além disso é geradora de emprego Portugal possui equipamento tecnológico
suficiente para obter um grande aproveitamento desta fonte de energia. Por isso não há
razões para que Portugal não aposte na implementação d estações para a obtenção de energia
solar.

Importância da insolação no turismo
O turismo em Portugal representa uma “fatia” grande no que diz respeito ao PIB e ao
emprego. Para esta realidade contribui a situação ambiental portuguesa, em particular o clima
e a insolação. Prova disso são os destinos dos turistas.
O ambiente mais escolhido pelos turistas situa-se no litoral (praias), sendo que os
restantes se podem considerar insignificantes à exceção das férias no campo. De qualquer
forma os ambientes escolhidos pelos turistas estão relacionados com a insolação.
A entrada de turistas mostra a importância da insolação em Portugal, a julgar pela
quantidade de turistas nos meses de verão. Havendo também uma afluência em abril devido à
Páscoa. Também no inverno a entrada de turistas é significante, nesta época Portugal, mais
propriamente o Algarve é procurado pela população mais idosa, que procuram calor durante a
estação fria.
Os principais turistas, são provenientes do Reino-Unido, Alemanha, Países-Baixos e
Irlanda, pois as condições de radiação solar são piores do que em Portugal, tornando-se este
num destino de férias.
Há um contraste a nível da insolação entre o sul (maiores níveos) e norte (com
menores níveis), para além de ter menores níveis de insolação, o norte possui um clima mais
fresco e ventosa, tornando-se num destino menos procurado pelos turistas.
Utilização da Energia Solar
De forma ativa
o Para aquecimento (energia térmica)
o Para a produção de eletricidade (eletricidade fotovoltaica)
De forma passiva
Aproveitamento da energia para aquecimento de edifícios e habitações, onde a construção
deve ser baseada na eficiência energética (permitam ganhos de energia solar e diminuição
de ganhos excessivos de calor no verão)
Isto é possível através da orientação dos edifícios (para sul) e do isolamento térmico dos
mesmos

Problemas na Produção de Energia
Grande investimento inicial
Grandes áreas para a sua instalação
Dificuldades no armazenamento e no transporte
Sobrepovoamento do litoral (grande consumidor de energia elétrica), em relação ao
interior sul (local onde há maior aproveitamento de radiação solar
Recursos
hídricos
Recursos hídricos
A água é um bem precioso. É ela que possibilita a existência humana.
A água é essencial porque precisamos dela para beber, produzir eletricidade e regar os
campos agrícolas. Mas coloca-se uma questão: Será que teremos água suficiente (qualidade e
quantidade) para satisfazer as necessidades da população? Esta questão coloca-se pois apesar
do Planeta Terra ser, maioritariamente constituído por água, grande parte dela não é dirigida
para o nosso consumo.

Disponibilidade hídrica da Terra
Água na Terra

Água doce

Curiosidade
Os recursos hídricos veem a escassear devido à poluição da água
Existe uma grande disparidade a nível de acesso a água potável
Ciclo da água – Sistema fechado
A água é um recurso renovável que se encontra em movimento, e pode ser encontrada
em 3 estados físicos da matéria: Sólido (neves, gelos); Líquido (rios, lagos, oceanos e águas
subterrâneas) e Gasoso (vapor de água).
Tendo em conta que a maior parte da água existente (≈98%) se encontra nos oceanos,
iniciamos o ciclo no mesmo. Podemos então por começar por dizer que o responsável pelos
início deste ciclo é o sol, como estudámos este irradia calor aquecendo assim a água dos
oceanos o que leva à sua posterior evaporação para a atmosfera. É também de suma
importância saber que o vapor de água pode também chegar à atmosfera através do
fenómeno de sublimação dos gelos e das neves e/ou da evapotranspiração.
O vapor de água vai para atmosfera e as massas de ar ao arrefecerem condensam. A
condensação é um fenómeno que se torna visível quando se dá a formação de nuvens. Estas
são formadas por água no estado líquido sob a forma de pequenas gotículas em suspensão. As
correntes de ar movem as nuvens ao longo do globo e, nesse movimento, as gotículas que
formam as nuvens colidem e crescem, quando se tornam suficientemente pesadas, caem sob a
forma de precipitação, no estado líquido (chuva) ou sólida (neve ou granizo). Ao precipitar sob
a forma sólida vai alimentar, entre outros, as calotes de gelo e os glaciares.

Grande parte da precipitação cai diretamente nos oceanos, reiniciando-se o ciclo
hídrico.
Outra parte cai sobre os continentes, onde, por ação da gravidade vai escoar à
superfície (água de escorrência)
Parte dessa água é drenada pelos rios e levado até ao oceano;
A outra parte “alimenta” os lagos, e por infiltração, os lençóis de água.

Noções
Evaporação

Passagem da água no estado líquido para o estado gasoso

Sublimação

Passagem da água do estado sólido para o estão gasoso, sem passar
pelo estado líquido, ou vice-versa

Evapotranspiração

Transpiração das plantas e de todos os seres vivos, que vai para a
atmosfera sob a forma gasosa

Condensação

Passagem da água no estado gasoso para o estado líquido.

Precipitação

Queda de gotículas de água provenientes das nuvens que colidem. Esta
pode sob a forma de chuva (estado líquido), neve ou granizo (estado
sólido).

Escorrência

Água que escoa à superfície (escorrência superficial) ou no subsolo
(escorrência subterrânea)
Infiltração

A água das chuvas é intercetada pelo solo e, por ação da gravidade,
desloca-se para o interior do solo as várias profundidades

Aquíferos

Extensos canais de água subterrâneos resultantes da infiltração.

Humidade Atmosférica
Humidade absoluta

Quantidade de vapor de água existente numa unidade de volume de
ar. Exprime-se em gr/m₃

Ponto de saturação

Quantidade máxima de vapor de +agua que o ar pode conter a uma
determinada temperatura. Exprime-se em gr/m₃

Humidade relativa

Relação entre a quantidade de vapor de existente num dado volume
de ar e a quantidade máxima de vapor de água que esse ar pode
conter. Exprime-se em %
Relação entre a humidade absoluta e o ponto de saturação

H.R=H.AP.S x 100
Exercício
Um dado volume de ar a uma certa temperatura possui:
H.A = 5 gr/m₃
P.S = 10 gr/m₃
H.R = ?

H.R=510x 100
H.R=0,5 x 100
H.R=50% → Neste caso, o ar contém metade
do vapor de água que pode
conter

Caso haja:
Aumento da Temperatura → o Ponto de Saturação aumenta → a Humidade Relativa diminui.
Diminuição da Temperatura → o Ponto de Saturação diminui → a Humidade Relativa aumenta,
ficando-se mais próximo da ocorrência de precipitação.

Noções
Higrómetros

Medem a humidade absoluta e a humidade relativa

Termo-higrómetros

Medem a temperatura e a humidade relativa

Condições
Dd
atmosféricas
Variação da
temperatura
Subida da
temperatura
Descida da
temperatura

Ponto de
saturação

Humidade
relativa

Aumenta

Diminui

Diminui

Aumenta

A circulação geral na atmosfera
A atmosfera da Terra exerce uma pressão à superfície (pressão atmosférica) que ´+e fruto da
força exercida pelo ar. Essa pressão não é sempre constante e varia com:
Altitude
Quanto maior for a altitude, menor é a pressão em virtude da
menor espessura da atmosfera que está por cima e vice-versa.
Temperatura
Quanto maior é a temperatura menor é a pressão e vice-versa.
Densidade do ar
Quanto maior é a densidade maior é a pressão isto porque:
ar + denso → + partículas → + pesado → - altitude → + pressão
Espaço e Tempo
Isto porque os fatores anteriormente descritos não se
observam de igual modo em todo o Planeta.
Pressão
Alta pressão ≥ 1013hPa
Pressão normal = 1013hPa →
Baixa pressão ≤ 1013hPa

Traduz a pressão exercida pela
atmosfera num determinado ponto
da superfície.
Circulação em altitude; na Vertical
Convergente

Divergente

Divergente

Convergente

O ar é descendente em espiral e
diverge à superfície e converge em
altitude
Durante a descida o ar torna-se
quente e seco
Nas regiões afetadas por
anticiclones o céu estará limpo e
com fraca nebulosidade

D

O ar ascende em espiral, mas
converge à superfície e diverge em
altitude
Durante a subida o ar torna-se
mais frio e húmido
Nas regiões afetadas por
depressões, como a pressão é
baixa no centro, o ar ascende e
arrefece, logo condensa mais
facilmente dando origem a nuvens
O ar desloca-se da pressão maior
para a menor

Circulação à superfície; na Horizontal

1015hPA

1020hPA
1025hPA
1015hPA

Centro de altas
pressões ou
Anticiclone

1005hPA
1010hPA
O valor mais alto tem que
estar no meio e diminuir
para fora

O valor mais baixo tem
que estar no meio e
aumentar para fora

Nota
A ascendência do ar ou a sua subsidência está relacionada com o Efeito de
Coriolis, que designa o desvio dos ventos consoante o hemisfério.
Portanto, os ventos deslocam-se das altas para as baixas pressões, sendo
que no hemisfério norte, o desvio dos ventos é para a direito e no hemisfério sul
para a esquerda (relacionado com o movimento da Terra).

Centro de
baixas pressões
ou Depressão
Distribuição em latitude dos centros de pressão
P.N
Altas pressões polares

Circulo Polar Ártico

Baixas Pressões Subpolares
Altas Pressões Subtropicais
Baixas Pressões Equatoriais

Trop. Cancer
Equador
Trop. Capricórnio
Circulo Polar Ántartico

P.S
Portugal encontra-se entre as altas pressões subtropicais e as baixas pressões subpolares

Origem dos anticiclones e das depressões barométricas
A existência destes centros poder ser de origem térmica ou de origem dinâmica.
As baixas pressões equatoriais têm origem térmica (altas temperaturas) e origem
dinâmica (ascensão do ar no encontro dos ventos alísios)
As altas pressões subtropicais são de origem dinâmica (o ar que foi obrigado a subir
nas regiões do equador, desce sobre os trópicos).
As baixas pressões subpolares são de origem dinâmica (a ascendência do ar resulta
do encontro entre os ventos de Oeste com os ventos de Leste)
As altas pressões polares são de origem térmica (resultam das baixas temperaturas)
Circulação geral da atmosfera: à superfície - ventos (1) e em altitude - células (2)

2 1

Frente polar
CIT

A intensa radiação solar nas regiões equatoriais aquece o ar, o que provoca a sua
ascendência, pois o ar aquecido é mais leve. O ar ao ascender arrefece e condensa, o que
confere às regiões equatoriais um cariz extremamente chuvoso. Esta zona designa-se por CIT
(Convergência Intertropical). O ar termina a sua ascendência na estratosfera e dirige-se para os
pólos sofrendo um desvio para a direito devido ao Efeitos de Coriolis.
Aos, aproximadamente, 30ºN o ar inicia a sua subsidência, criando uma zona de altas
pressões, designada por zona de altas pressões subtropicais. Esta subsidência inibe a existência
de nuvens e por consequência de precipitação, é por esta razão a razão pela qual os grandes
desertos quentes se localizam nesta baixa (Deserto do Saara e do Calaári).
O ar subsidente ao atingir a superfície dirige-se:
Em direção ao equador (virando para oeste). Neste caso temos os ventos alísios
(grande regularidade em termos de velocidade e direção)
Em direção aos pólos (virando para este). O ar tropical vindo os anticiclones encontra o
ar frio polar vindo das depressões subpolares. O ar quente e o ar frio não se misturam,
por isso o ar frio desloca-se sob o ar quente, formando-se a frente polar (entre
40º→inverno e 60º→verão). O ar muito frio e muito denso das regiões polares dá
origem a altas pressões polares.
Massas de ar que afetam Portugal
O desigual aquecimento ao longo do ano dos dois hemisférios faz com que a circulação da
atmosfera se altere significativamente, conforme a época do ano.
No verão do hemisfério norte, os raios solares atingem o norte do equador com
menor obliquidade. Isto faz com que a CIT se situe mais a norte. A subida de CIT faz com que,
por sua vez, os anticiclones subtropicais se desloquem também mais para norte, assim como a
frente polar. Desta forma Portugal fica sob a influência do anticiclone dos Açores, responsável
por Verãos quentes e secos.
No inverno, o hemisfério norte recebe menos radiação solar, Em virtude disso, o ar
arrefece, e os anticiclones polares ganham intensidade e exercem a sua força sob as regiões
meridionais “empurrando” as perturbações da frente polar mais para sul. Ao mesmo tempo, a
CIT desloca-se para sul do equador. Nesta época, a frente polar exerce a sua influência sob o
território português, responsável por Invernos frescos e chuvosos.

As massas de ar –

Porção de ar de grande dimensão com características de
temperatura, humidade e densidade homogéneas

Polar Marítima – fresco e chuvoso
Polar Continental – fresco e seco
Tropical Marítima – quente e
chuvoso
Tropical Continental – quente se
seco

Massas de ar que afetam Portugal
As massas de ar geram combinações diferentes de tipos de tempo que, em Portugal
podem ser muito contrastados entre o verão e o inverno e, mesmo entre Verãos e Invernos
diferentes.
Assim no verão há um predomínio de massas de ar tropical marítimo, originárias do
Atlântico na área de influência do Anticiclone dos Açores. Esta massa de ar dá origem a um
tipo de tempo, cuja temperatura apesar de elevada é agradável.
Pelo contrário, as massas de ar tropical continental, oriundas do norte de África,
geram grandes ondas de calor no território nacional. As temperaturas sobem normalmente
acima do 35ºC.
No inverno, e em especial no outono, as massas de ar tropical marítimo podem
exercer a sua influência, dando origem a um tempo mais quente e chuvoso.
As massas de ar polar marítimo, são mais típicas no inverno e estão na origem de um
tempo fresco e chuvoso, associado à passagem sucessiva de perturbações frontais. Igualmente
comuns são as massas de ar polar continental, que estão associadas a tipos de tempo muito
frio e seco. São a típicas situações anticiclónicas de inverno, com acentuado arrefecimento
noturno.

Frente polar e os tipos de tempo associados
Quando diferentes massas de ar se encontram, não se misturam pois têm densidades
diferentes. O ar quente é mais leve e menos denso do que o ar frio, portanto o ar frio tende a
ficar sob o ar quente, que ascende quando entra em contacto com o ar frio.
Quando duas massas de ar se encontram, criam-se áreas de contacto que se designam
por superfícies frontais. O ponto de contacto entre a superfície frontal e o solo designa-se por
frente. As frentes podem ser:
Quentes – O ar quente avança sobre o ar frio
Frias – O ar frio avança em cunha sob o ar quente, obrigando este a subir, por vezes,
de forma intensa.

Noções
Estado de tempo

Situação meteorológica verificada num dado momento num
determinado lugar.

Estado de tempo = situação meteorológica = condições atmosféricas
Formação e evolução de uma perturbação frontal.
Formação
Ar frio polar

Ar quente tropical
Desenvolvimento

Corte vertical (ver
pagina seguinte)
Oclusão

Oclusão
Distribuição da precipitação em Portugal
Em Portugal continental, existe um contraste na distribuição da precipitação: norte/sul
e litoral/interior. A região mais chuvosa é o Noroeste, enquanto que as regiões interiores são
as regiões mais secas.
A noroeste do país é também visível uma vasta densidade de serras, que formam a
barreira de condensação. Nestes sistemas montanhosos, as vertentes ocidentais estão
expostas às massas de ar vindas do oceano, tornando-se estas nas vertentes mais chuvosas,
enquanto que as vertentes orientais estão mais abrigadas.
O norte é mais afetados pelas perturbações frontais, quanto que o sul é mais afetado
por anticiclones (fator latitude)
Outras razão de maior pluviosidade a norte está relacionado com o relevo mais
acidentado, comparativo com o sul (fator relevo)
Outro fator a ter em atenção está relacionado com a proximidade ou o afastamento do
mar.
Nas ilhas, o principal fator na distribuição da precipitação está relacionado com o
relevo, pois é nas altitudes mais elevados do interior das ilhas e nas vertentes expostas aos
fluxos pluviométricos que registam elevados níveis de precipitação.

Tipos de precipitação em Portugal
Precipitação frontal
A chuva nas superfícies frontais resulta do contacto entre massas de ar de temperatura
e densidade diferentes: massa de ar polar, vindas do norte, e massa de ar subtropical, vinda do
sul, originárias dos anticiclones subtropicais.
O ar quente ao ascender sobre o ar frio arrefece e condensa dando origem,
primeiramente, a nuvens e depois à queda de chuva.
Precipitação orográfica
As precipitações orográficas formam-se quando uma massa de ar húmida encontra
uma barreira montanhosa e é obrigado a subir.
Ao subir, amassa de ar arrefece, e o vapor de água condensa, em particular na
vertente mais exposta ao fluxo. Na vertente oposta, acontece o contrário, ou seja, o ar
subside, aquece e fica mais seco.
Este processo está relacionado com o contraste litoral/interior
Nas ilhas este tipo de precipitação também é evidente.
Precipitação convectiva
O aquecimento, a que por vezes, o solo está sujeito faz aquecer o ar pela base. Este
aquecimento torna o ar instável e pode levar à sua ascendência.
O ar ao subir, arrefece e o vapor de água condensa. Algumas precipitações convectivas podem
ser bastantes fortes e , por necessitarem do calor para se formarem são mais frequentes no
verão e no outono. Estes tipos de chuvas são mais frequentes no interior, longe da ação
moderadora do oceano.

Situações meteorológicas típicas em Portugal (ficha)

A irregularidade temporal e espacial da precipitação em Portugal.
Temporal
o Variação anual
 Períodos mais chuvosos
 Períodos mais secos
o Variação interanual
 Anos muito chuvosos
 Anos mais secos
Espacial
o Contrastes entre Norte/Sul
o Contraste entre Litoral/interior
Nota: No nosso país, regiões que necessitam de precipitação (água), quer para a agricultura
quer para outros fins, não a têm. Para agilizar tal situação têm sido tomadas medidas,
tais como:
Aproveitamento da água das chuvas através de barragens.
Recursos
hídricos
Clima de Portugal insular
Noções
Clima

Sucessão habitual, num dado lugar , dos estados de tempo observados
durante um longo período de tempo (30 anos).

Elementos do clima

Fenómenos atmosféricos que definem e caracterizam o clima
ex: Temperatura; vento; nebulosidade; pressão atmosférica

Fatores do clima

Tudo aquilo que faz variar os elementos do clima

ex: Altitude; Latitude; proximidade ou afastamento do mar; exposição
das vertentes; correntes marítimas.

Gráfico termopluviométrico

Gráfico que representa em simultâneo a variação da
temperatura e da precipitação ao longo do ano.

Mês seco

Mês em que a precipitação é igual ou inferior ao
dobro da temperatura.

Temperatura média:
o
o
o

Diurna
Mensal
Anual

Amplitude térmica
o
o
o

Diurna
Mensal
Anual

Classificação do clima
QENTES

Equatorial

Tropical

Desértico quente

TEMPERADOS

Marítimo

Mediterrâneo
FRIOS

Subpolares

Polares

Continental
Portugal tem um clima temperado mediterrâneo que vai perdendo as suas
características de um para norte e do litoral para o interior. Os contrastes climáticos que se
verificam no nosso país resultam da combinação de vários fatores, principalmente o relevo, a
latitude e a proximidade ou afastamento do mar.
O clima Açoriano e, em menor grau, o clima da Madeira têm características dos climas
temperados marítimos. A vertente sul da ilha da Madeira, por estar obrigada das massas de ar
húmidas vindas do Norte, é bastante mais seca, tendo a região do Funchal um clima
tipicamente mediterrâneo.
Os contrastes registados na distribuição da precipitação e da temperatura dão origem
aos seguintes climas:
Temperado mediterrâneo (sul e centro) - 1
Temperado mediterrâneo de influência marítima (norte litoral) - 2
Temperado mediterrâneo de influência continental (norte interior) - 3
Clima de montanha (áreas de maior altitude)

2

3

1

Temperado mediterrâneo (sul e centro)
Temperatura: Verãos quentes e Invernos amenos (Amplitude Térmica Anual Moderada) –
deve-se ao facto de receber os raios solares com maior ou menor obliquidade e ao facto
de se encontrar próximo ao Norte de África
Precipitação: Fraca – deve-se à proximidade dos anticiclones subtropicais
Fatores: Latitude e proximidade do mar.

Temperado mediterrâneo de influência marítima
Temperatura: Pequena Amplitude Térmica Anual (temperaturas amenas)
Precipitação: Abundante (concentrada no inverno e no outono)
Fatores: Latitude; disposição das vertentes e proximidade do mar

Temperado mediterrâneo de influência continental
Temperatura: Grande Amplitude Térmica – temperaturas baixas no Invernio e altas no
verão
Precipitação: Pouca precipitação, comparada com o temperado de influência marítima
Fatores: Relevo (disposição das vertentes); latitude; afastamento do mar

Clima de montanha
Temperatura: Grande diferença entre o verão e o inverno (Amplitude Térmica Grande)
Precipitação: Muito elevada
Fatores: Altitude – Existem serras que apesar de terem a mesma altitude, os níveis de
precipitação são diferentes (relacionado com a proximidade ou afastamento do mar)
Balanço Hídrico

Relação entre os ganhos e as perdas de água
Precipitação = Evapotranspiração + Infiltração + Escorrência

As disponibilidades hídricas de Portugal
Áreas mais húmidas – Norte litoral e áreas montanhosas
Áreas mais secas – Sul do Tejo

Os recursos hídricos
Águas superficiais – rios, lagos, lagoas, albufeiras
Águas subterrâneas – aquíferos e lençóis freáticos

Os rios
Rede hidrográfica

Rios e seus afluentes e subafluentes

Bacia hidrográfica

Áreas drenada por uma rede hidrográfica

Caudal

Quantidade de água que passa numa dada secção do rio
(aumento da nascente para a foz)

Montante

Nascente

Jusante

Foz

Regime

Variação do caudal

Perfil longitudinal

União dos pontos do talvegue

Talvegue

Pontos mais baixos de uma rio desde montante até jusante

Perfil transversal

Forma do vale

Perfil de equilíbrio

Perfil em que o declive diminuiu regularmente da nascente até
à foz
M

M
J

J
Balanço Hídrico

Superavit
hídrico

Défice
hídrico
Superavit
hídrico

Água cedida
Água
ao solo
restituída ao
solo

J

F

M A M J

J

A

S O

N D

Nos Superavit existe escoamento da água
Água cedida ao solo – Água que se infiltrou no solo e foi restituída durante
março – agosto.
Água restituída ao solo – Meses em que o solo esteve seco e agora recebe a água das
chuvas, recompondo-se.

Perfil longitudinal e transversal dos rios
Normalmente, os rios apresentam um maior declive de montante para jusante. A
representação gráfica do declive do leito do rio da nascente até à foz designa-se por perfil
longitudinal do rio.
Os rios modelam o seu perfil longitudinal através da erosão vertical exercida no fundo
do leito.
Quanto maior for o declive maior será a velocidade do escoamento e por
consequência maior erosão. Por sua vez a quantidade de água relaciona-se com a precipitação
Uma maior capacidade erosiva vai desgastando o leito dos rios, arrancando materiais
que serão transportando até à foz.
O perfil longitudinal de um rio depende do nível da base (local onde se encontra a foz)
que pode ser o mar ou outro rio.
Se o nível da base descer, o rio entalha o seu leito;
Se o nível da base aumentar, o rio tem tendência a assorear o seu leito. Este processo
desenvolve-se de jusante para montante levando ao perfil de equilíbrio.
Perto da nascente, o rio vais desgastar o
talvegue

A

No curso médio,
ocorre o
transporte de
sedimentos assim
como o desgaste
das vertentes

B

Vale em V fechado
(garganta)

Outro fator a ter em conta é o perfil transversal do rio, que
nos dá a forma do vale em determinadas secções do rio. A
montante, o vale tem a forma de “V”, é estreito e declivoso. À
medida que o escoamento aumenta, o vale vai alargando-se,
continuando a existir vertentes. Junto à foz (jusante), o vale
alarga-se significativamente e tem um fundo e plano. Aqui
pode mesmo ocorrer o fenómeno de meandrização

Vale em V
aberto/normal

Aluviões – sedimentos
que acabam por ser
depositados no curso
inferior do rio

C

→ A água ganha
velocidade

Vale em caleira
aluvial
ou
Vale de fundo largo e
plano

→ Desagua por
vários canais

A
DESGASTE*

B

Meandros
TRANSPORTE* abandonados

C

*Ação erosiva da água
ACUMULAÇÃO*

Fatores que influenciam o caudal do rio

Curiosidade
Estuário – Desagua por
um só canal.
Contrariamente aodelta

Clima
Caso se registem elevados níveis de precipitação, a quantidade de água que vai circular na
rede hidrográfica será maior me vice-versa
Relevo
Caso a rede hidrográfica se encontre numa região montanhosa, o declive vai ser maior,
contribuindo assim para maior escorrência, logo o caudal será maior.
Caso a rede hidrográfica se encontra numa zona plana, isso irá contribuir para a infiltração,
reduzindo a quantidade de água que circulará na rede hidrográfica.
Cobertura vegetal
Caso a rede hidrográfica se encontre numa região de floresta densa, isso contribuirá para a a
infiltração e por sua vez o causal será menor
Caso a floresta seja menos densa, ocorrerá maior escorrência e, o caudal do rio será maior
A constituição pedológica e geológica
A rede hidrográfica pode estar, ou não, situada sob rochas/solo premiáveis ou impermeáveis;
Premiáveis: Infiltração – menor quantidade de água na rede hidrográfica
Impermiáveis: Escorrência – maior quantidade de água na rede hidrográfica
Ação do Homem
- Na construção de barragens, a água fica retida e, o homem, domina então a
quantidade de água que vai descarregar a partir da barragem para jusante.
- Desflorestação
- Impermeabilização dos solos (plásticos, alcatrão, etc).

O regime dos rios
Perenes (permanetes) – Mantém o caudal constante ao longo do ano, ou seja, escoa
água durante todo o ano - Caudal constante
Intermitentes (irregulares) – Variam sazonalmente (típico dos rios portugueses), ou
seja, só escoam água na estação húmida - Caudal elevado na estação húmida e baixa
na seca
Efémeros (torrenciais) – Ao longo do ano variam continuamente (relacionado com o
clima e/ou dimensão dos rios). Só tem escoamento quando ocorrem grandes chuvadas
O regime dos rios portugueses é irregular e com caráter torrencial:
Irregular – caudais elevados no inverno e baixo ou nulo no verão
Torrencial – Grande influência das fortes chuvadas

Construção de Barragens
VANTAGENS
Regularizar o regime dos rios
Produzir eletricidade
Reservar a água para a rega e abastecimento da população
Desenvolvimento de outras atividades turísticas
Criação de novas áreas de agricultura de regadio
DESVANTAGENS
Alto investimento inicial
Retenção de sedimentos transportados pelo rio
Alteração do ecossistema (fauna e flora)
Alterações no clima da região
Perda de campos agrícolas
Possibilidade de algumas populações serem obrigadas a deslocar-se
Possibilidade de agravamento de cheias - O objetivo das barragens é reter a água mas,
caso o total de enchimento da barragem coincidir com dias de precipitação elevada, a
água em excesso vai ter de ser descarregada, o que pode agravar o risco de inundação
nas áreas mais a jusante da barragem, sendo que isto está também relacionado com a
capacidade de armazenamento de água de cada barragem.
Noções
Convénios

Acordos entre Portugal e Espanha em relação aos rios que cruzam
ambos os países
Ex:

Deixar chegar parte da água a Portugal
Avisar Portugal em relação *as descargas das barragens, etc.

Nota: Apesar de existirem convénios (Convenção Luso-espanhola 1998) entre Portugal e
Espanha, continuam a existir vários problemas de ordens diferentes:
A poluição das águas, o que vem refletir-se em Portugal
Contrição de novas barragens e a realização de transvases
Agravamento de cheias por descargas das barragens espanholas
Redução dos caudais em tempo de seca

Transvases

Desvio da água de um rio para outro ou irrigação.
Possibilita uma distribuição espacial da água

Leito de estiagem Zona ocupada por uma quantidade menor de água que acontece no
ou leito menor
verão. No inverno ocorre o leito de inundação.

Sentido do escoamento dos rios portugueses
Maioria

NE - SW

Douro

E-W

Sado

S-N

Guadiana N - S
Maiores bacias hidrográficas de Portugal
Mondego
Sado
Vouga

Maiores bacias hidrográficas Luso-espanholas
Tejo
Douro
Guadiana

Lagoas e albufeiras
Tanto as lagoas como as albufeiras, são importantes reservatórios de água doce.
Em Portugal, as lagoas existentes são pequenas e de pouca profundidade.
As albufeiras (lagos que se formam pelo enchimento de uma barragem) constituem os
mais importantes reservatórios de água superficial em Portugal, isso associado a todas as
vantagens de uma barragem.

Águas subterrâneas

Granito e
xisto
Calcário
Areias e
argilas

É na bacia do Tejo e do Sado e nalgumas eras das orlas
mesocenozóicas onde se registam maiores níveis de água no
subsolo. Isto devido ao facto de o tipo de rocha nestes locais
ser permeável (areias; argilas e calcário). Por sua vez, é no
maciço antigo, constituído por xisto e granito onde se
verificam menores níveis e água existente.

Calcário
Noções
Aquíferos

Reservatórios de água com grande capacidade de armazenamento,
resultante da infiltração das águas em áreas de rochas permeáveis.
Encontram-se a grandes profundidades (rochas impermeáveis.

Depende:
Características geológicas
Quantidade de precipitação

Lençóis freáticos

Reservatórios de água, mas que se encontram a uma menor
profundidade (rochas permeáveis)

Produtividade aquífera

Quantidade de água que é possível extrair continuamente em
condições normais, sem afetar a reserva e a qualidade de água
dos aquíferos.

Depende:
Precipitação ocorrida
Extração da água
Efeitos da maré nos aquíferos costeiros (maré alta – aquífero sobre e vice-versa)
Alteração do regime de escoamento de rios influentes (que recarregam os aquíferos)
Evapotranspiração, etc.

Os aquíferos em Portugal, podem ser de 3 tipos:

Aquífero poroso

Aquífero cársico

Aquífero constituindo
essencialmente por areias
(Bacia do Tejo e do Sado)
↓

Aquífero que contém
cavidades originadas pela
dissolução da rocha calcária

Bacia do Tejo e do
Sado

Aquífero fraturado ou
fissurado

↓

Aquífero relacionado com
fraturas na rocha granítica
↓

Orlas

Maciço antigo
O maciço antigo, é constituído por rochas poucos permeáveis: xistos e granitos. A água
só consegue infiltrar-se onde as rochas estão fissuradas.
A Bacia do Tejo e do Sado possui o maior sistema de aquíferos da península ibérica.
É uma região especialmente rica em reservas de água subterrânea, porque nela
convergem água das regiões envolventes, mais elevadas, e porque possui vários aquíferos
muito porosos.
As regiões das orlas, são também ricas e bastante exploradas. Na orla Meridional
existem situações de sobre-exploração dos aquíferos, em virtude das fracas precipitações e da
pressão turística que se exerce nesta região, particularmente no verão.
Na orla ocidental, os sistemas de aquíferos são também muito importantes e de
elevada produtividade. São regiões onde há grandes extensões de rocha calcária por vezes
muito carsificada, o que facilita a infiltração da água
Noções
Algar

Abertura/fratura aproveitada para a entrada de água

Exsurgência

Nascente de um rio que provém de um aquífero

Ressurgência

Rio que, devido ao facto de solo ser calcário, disparasse à superfície e
surge, novamente, uns quilómetros á frente.

Poluição dos recursos hídricos
AGRICULTURA
Excessiva e incorreta utilização de
químicos
Sistemas de rega inadequados
Efluentes das pecuárias
INDÚSTRIA
Utilização da água em sistemas de
arrefecimento e lavagem
Efluentes contaminados por diversos
químicos e matéria-orgânica
DOMÉSTICO
Grande consumo de água
Esgotos (vírus e bactérias)

Gestão da água segundo o setor de atividade
AGRICULTURA
Utilização de técnicas de irrigação pouco
consumidoras de água
Seleção de culturas mais adequadas as
condições climáticas da diferentes regiões
Reutilização da água previamente sujeita a
tratamento
INDÚSTRIA
Utilização de técnicas mais eficientes e
menos consumidoras de água
Utilização da mesma água para fins
diferentes
Tratamento de águas residuais e sua
reutilização
DOMÉSTICOS/ EMPRESAS DE CPMÉRCIO/SERVIÇOS
Utilização de máquinas de lavar roupa e loiça
com doseador de carga
Criação de hábitos que evitem desperdícios e
gastos desnecessários
Reutilização da água tratada dos autoclismos em
regas.
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia
Resumo matéria global - Geografia

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

A constituição do território nacional
A constituição do território nacional A constituição do território nacional
A constituição do território nacional
domplex123
 
União europeia alargamentos
União europeia   alargamentosUnião europeia   alargamentos
União europeia alargamentos
Pocarolas
 
A posição de Portugal na Europa e no Mundo
A posição de Portugal na Europa e no MundoA posição de Portugal na Europa e no Mundo
A posição de Portugal na Europa e no Mundo
Victor Veiga
 
Geografia A 10 ano - Recursos Marítimos
Geografia A 10 ano - Recursos MarítimosGeografia A 10 ano - Recursos Marítimos
Geografia A 10 ano - Recursos Marítimos
Raffaella Ergün
 
A Constituição do Território Nacional e a Posição Geográfica de Portugal
A Constituição do Território Nacional e a Posição Geográfica de PortugalA Constituição do Território Nacional e a Posição Geográfica de Portugal
A Constituição do Território Nacional e a Posição Geográfica de Portugal
Catarina Castro
 
Portugal na europa e no mundo
Portugal na europa e no mundoPortugal na europa e no mundo
Portugal na europa e no mundo
Tânia Baptista
 
MÓDULO II- 10º ANO- Idade média: reconquista
MÓDULO II- 10º ANO-  Idade média: reconquistaMÓDULO II- 10º ANO-  Idade média: reconquista
MÓDULO II- 10º ANO- Idade média: reconquista
Carina Vale
 
5 04 a implantação do liberalismo em portugal
5 04 a implantação do liberalismo em portugal5 04 a implantação do liberalismo em portugal
5 04 a implantação do liberalismo em portugal
Vítor Santos
 
Geografia A 10 ano - Recursos Hídricos
Geografia A 10 ano - Recursos HídricosGeografia A 10 ano - Recursos Hídricos
Geografia A 10 ano - Recursos Hídricos
Raffaella Ergün
 
1 recursos do-subsolo (1)
1 recursos do-subsolo (1)1 recursos do-subsolo (1)
1 recursos do-subsolo (1)
Ilda Bicacro
 
Apresentação | Alargamento da União Europeia e Critérios de adesão (atualizaç...
Apresentação | Alargamento da União Europeia e Critérios de adesão (atualizaç...Apresentação | Alargamento da União Europeia e Critérios de adesão (atualizaç...
Apresentação | Alargamento da União Europeia e Critérios de adesão (atualizaç...
Centro Jacques Delors
 
Modificador restritivo e apositivo do nome
Modificador restritivo e apositivo do nomeModificador restritivo e apositivo do nome
Modificador restritivo e apositivo do nome
António Fernandes
 
Regioes agrarias
Regioes agrariasRegioes agrarias
Regioes agrarias
Ilda Bicacro
 
2.1 estratificação social e poder político
2.1 estratificação social e poder político2.1 estratificação social e poder político
2.1 estratificação social e poder político
cattonia
 
Especificidade do clima português
Especificidade do clima portuguêsEspecificidade do clima português
Especificidade do clima português
Ilda Bicacro
 
A posição geográfica de portugal continental e insular
A posição geográfica de portugal continental e insularA posição geográfica de portugal continental e insular
A posição geográfica de portugal continental e insular
domplex123
 
Geografia11ºano
Geografia11ºanoGeografia11ºano
Geografia11ºano
Gonçalo Paiva
 
Filosofia 10º Ano - Os Valores
Filosofia 10º Ano - Os ValoresFilosofia 10º Ano - Os Valores
Filosofia 10º Ano - Os Valores
InesTeixeiraDuarte
 
Inserção de portugal em diferentes espaços
Inserção de portugal em diferentes espaçosInserção de portugal em diferentes espaços
Inserção de portugal em diferentes espaços
Ilda Bicacro
 
MACS - grafos, trajetos e circuitos eulerianos; circuitos eulerianos...
MACS - grafos, trajetos e circuitos eulerianos; circuitos eulerianos...MACS - grafos, trajetos e circuitos eulerianos; circuitos eulerianos...
MACS - grafos, trajetos e circuitos eulerianos; circuitos eulerianos...
Joana Pinto
 

Mais procurados (20)

A constituição do território nacional
A constituição do território nacional A constituição do território nacional
A constituição do território nacional
 
União europeia alargamentos
União europeia   alargamentosUnião europeia   alargamentos
União europeia alargamentos
 
A posição de Portugal na Europa e no Mundo
A posição de Portugal na Europa e no MundoA posição de Portugal na Europa e no Mundo
A posição de Portugal na Europa e no Mundo
 
Geografia A 10 ano - Recursos Marítimos
Geografia A 10 ano - Recursos MarítimosGeografia A 10 ano - Recursos Marítimos
Geografia A 10 ano - Recursos Marítimos
 
A Constituição do Território Nacional e a Posição Geográfica de Portugal
A Constituição do Território Nacional e a Posição Geográfica de PortugalA Constituição do Território Nacional e a Posição Geográfica de Portugal
A Constituição do Território Nacional e a Posição Geográfica de Portugal
 
Portugal na europa e no mundo
Portugal na europa e no mundoPortugal na europa e no mundo
Portugal na europa e no mundo
 
MÓDULO II- 10º ANO- Idade média: reconquista
MÓDULO II- 10º ANO-  Idade média: reconquistaMÓDULO II- 10º ANO-  Idade média: reconquista
MÓDULO II- 10º ANO- Idade média: reconquista
 
5 04 a implantação do liberalismo em portugal
5 04 a implantação do liberalismo em portugal5 04 a implantação do liberalismo em portugal
5 04 a implantação do liberalismo em portugal
 
Geografia A 10 ano - Recursos Hídricos
Geografia A 10 ano - Recursos HídricosGeografia A 10 ano - Recursos Hídricos
Geografia A 10 ano - Recursos Hídricos
 
1 recursos do-subsolo (1)
1 recursos do-subsolo (1)1 recursos do-subsolo (1)
1 recursos do-subsolo (1)
 
Apresentação | Alargamento da União Europeia e Critérios de adesão (atualizaç...
Apresentação | Alargamento da União Europeia e Critérios de adesão (atualizaç...Apresentação | Alargamento da União Europeia e Critérios de adesão (atualizaç...
Apresentação | Alargamento da União Europeia e Critérios de adesão (atualizaç...
 
Modificador restritivo e apositivo do nome
Modificador restritivo e apositivo do nomeModificador restritivo e apositivo do nome
Modificador restritivo e apositivo do nome
 
Regioes agrarias
Regioes agrariasRegioes agrarias
Regioes agrarias
 
2.1 estratificação social e poder político
2.1 estratificação social e poder político2.1 estratificação social e poder político
2.1 estratificação social e poder político
 
Especificidade do clima português
Especificidade do clima portuguêsEspecificidade do clima português
Especificidade do clima português
 
A posição geográfica de portugal continental e insular
A posição geográfica de portugal continental e insularA posição geográfica de portugal continental e insular
A posição geográfica de portugal continental e insular
 
Geografia11ºano
Geografia11ºanoGeografia11ºano
Geografia11ºano
 
Filosofia 10º Ano - Os Valores
Filosofia 10º Ano - Os ValoresFilosofia 10º Ano - Os Valores
Filosofia 10º Ano - Os Valores
 
Inserção de portugal em diferentes espaços
Inserção de portugal em diferentes espaçosInserção de portugal em diferentes espaços
Inserção de portugal em diferentes espaços
 
MACS - grafos, trajetos e circuitos eulerianos; circuitos eulerianos...
MACS - grafos, trajetos e circuitos eulerianos; circuitos eulerianos...MACS - grafos, trajetos e circuitos eulerianos; circuitos eulerianos...
MACS - grafos, trajetos e circuitos eulerianos; circuitos eulerianos...
 

Destaque

Enem - Questões de biologia
Enem -  Questões de biologia Enem -  Questões de biologia
Enem - Questões de biologia
retimi
 
Análise da variabilidade da precipitação na bacia de incomáti e sua influênci...
Análise da variabilidade da precipitação na bacia de incomáti e sua influênci...Análise da variabilidade da precipitação na bacia de incomáti e sua influênci...
Análise da variabilidade da precipitação na bacia de incomáti e sua influênci...
Nilton Passe
 
Geografiaa resumoglobal10e11anos
Geografiaa resumoglobal10e11anosGeografiaa resumoglobal10e11anos
Geografiaa resumoglobal10e11anos
Silvia Pina
 
Fichamento
FichamentoFichamento
Fichamento
Lxa Alx
 
Itália
ItáliaItália
Itália
sidilusa
 
Geografia
GeografiaGeografia
Geografia
Ana Lopes
 
Ficha resumo - forcas e movimentos
Ficha resumo - forcas e movimentosFicha resumo - forcas e movimentos
Ficha resumo - forcas e movimentos
Fábio Lobo
 
resumo global de biologia 10º ano
resumo global de biologia 10º anoresumo global de biologia 10º ano
resumo global de biologia 10º ano
Rita Pereira
 
Como fazer fichas resumos e resenhas.doc (2)
Como fazer fichas resumos e resenhas.doc (2)Como fazer fichas resumos e resenhas.doc (2)
Como fazer fichas resumos e resenhas.doc (2)
Taii Amaral
 
Domínios Morfoclimátcos-Araucária
Domínios Morfoclimátcos-AraucáriaDomínios Morfoclimátcos-Araucária
Domínios Morfoclimátcos-Araucária
Icaro Oliveira
 
Os recursos do subsolo Apresentação
Os recursos do subsolo ApresentaçãoOs recursos do subsolo Apresentação
Os recursos do subsolo Apresentação
Victor Veiga
 
União europeia
União europeiaUnião europeia
União europeia
Pocarolas
 
O mundo unipolar
O mundo unipolarO mundo unipolar
O mundo unipolar
Escola Quinta Nova da Telha
 
Modelo de ficha de leitura
Modelo de ficha de leituraModelo de ficha de leitura
Modelo de ficha de leitura
Sérgio Lagoa
 
Atividade avaliativa de geografia
Atividade avaliativa de geografiaAtividade avaliativa de geografia
Atividade avaliativa de geografia
Katiuscia Soares
 
Fichamento de Texto
Fichamento de TextoFichamento de Texto
Fichamento de Texto
Portal do Vestibulando
 

Destaque (16)

Enem - Questões de biologia
Enem -  Questões de biologia Enem -  Questões de biologia
Enem - Questões de biologia
 
Análise da variabilidade da precipitação na bacia de incomáti e sua influênci...
Análise da variabilidade da precipitação na bacia de incomáti e sua influênci...Análise da variabilidade da precipitação na bacia de incomáti e sua influênci...
Análise da variabilidade da precipitação na bacia de incomáti e sua influênci...
 
Geografiaa resumoglobal10e11anos
Geografiaa resumoglobal10e11anosGeografiaa resumoglobal10e11anos
Geografiaa resumoglobal10e11anos
 
Fichamento
FichamentoFichamento
Fichamento
 
Itália
ItáliaItália
Itália
 
Geografia
GeografiaGeografia
Geografia
 
Ficha resumo - forcas e movimentos
Ficha resumo - forcas e movimentosFicha resumo - forcas e movimentos
Ficha resumo - forcas e movimentos
 
resumo global de biologia 10º ano
resumo global de biologia 10º anoresumo global de biologia 10º ano
resumo global de biologia 10º ano
 
Como fazer fichas resumos e resenhas.doc (2)
Como fazer fichas resumos e resenhas.doc (2)Como fazer fichas resumos e resenhas.doc (2)
Como fazer fichas resumos e resenhas.doc (2)
 
Domínios Morfoclimátcos-Araucária
Domínios Morfoclimátcos-AraucáriaDomínios Morfoclimátcos-Araucária
Domínios Morfoclimátcos-Araucária
 
Os recursos do subsolo Apresentação
Os recursos do subsolo ApresentaçãoOs recursos do subsolo Apresentação
Os recursos do subsolo Apresentação
 
União europeia
União europeiaUnião europeia
União europeia
 
O mundo unipolar
O mundo unipolarO mundo unipolar
O mundo unipolar
 
Modelo de ficha de leitura
Modelo de ficha de leituraModelo de ficha de leitura
Modelo de ficha de leitura
 
Atividade avaliativa de geografia
Atividade avaliativa de geografiaAtividade avaliativa de geografia
Atividade avaliativa de geografia
 
Fichamento de Texto
Fichamento de TextoFichamento de Texto
Fichamento de Texto
 

Semelhante a Resumo matéria global - Geografia

Resumo Global Geografia Matéria Exame.pdf
Resumo Global Geografia Matéria Exame.pdfResumo Global Geografia Matéria Exame.pdf
Resumo Global Geografia Matéria Exame.pdf
Guilherme20061
 
Ue
UeUe
Europa ocidental
Europa ocidentalEuropa ocidental
Europa ocidental
Sabrina Gualberto
 
Europa ocidental
Europa ocidentalEuropa ocidental
Europa ocidental
Sabrina Gualberto
 
União Europeia 11ºano
União Europeia 11ºanoUnião Europeia 11ºano
União Europeia 11ºano
Mariana Couto
 
Economia
EconomiaEconomia
Economia
Ciornei Cezar
 
Economia
EconomiaEconomia
Economia
Ciornei Cezar
 
Casa Comum Europa
Casa Comum EuropaCasa Comum Europa
Casa Comum Europa
Helena
 
Geografia
GeografiaGeografia
Cidadania europeia
Cidadania europeiaCidadania europeia
Cidadania europeia.
Cidadania europeia.Cidadania europeia.
Cidadania europeia.
Bruno Rafael Tavares Sousa
 
Portugal na ue e no mundo
Portugal na ue e no mundo Portugal na ue e no mundo
Portugal na ue e no mundo
Rodrigo Saraiva
 
A diversidade geográfica dos países da União Europeia (1).pptx
A diversidade geográfica dos países da União Europeia (1).pptxA diversidade geográfica dos países da União Europeia (1).pptx
A diversidade geográfica dos países da União Europeia (1).pptx
SoraiaFerreira55
 
Cidadania europeia.ppt; size
Cidadania europeia.ppt; sizeCidadania europeia.ppt; size
Cidadania europeia.ppt; size
jose oliveira
 
Ue
UeUe
Oficina De Geografia Norival
Oficina De Geografia   NorivalOficina De Geografia   Norival
Oficina De Geografia Norival
Edson Nascimento dos Santos
 
Area de Integração - Área II - A Sociedade_5.1) A Integração no Espaço Europeu
Area de Integração -  Área II - A Sociedade_5.1) A Integração no Espaço EuropeuArea de Integração -  Área II - A Sociedade_5.1) A Integração no Espaço Europeu
Area de Integração - Área II - A Sociedade_5.1) A Integração no Espaço Europeu
Andre Francisco
 
Geografia A - 10º ano (2).pdf
Geografia A - 10º ano (2).pdfGeografia A - 10º ano (2).pdf
Geografia A - 10º ano (2).pdf
Aida Cunha
 
Seminário de geografia
Seminário de geografiaSeminário de geografia
Seminário de geografia
Felipe Italo
 
3 sessão cidadania politica
3 sessão cidadania politica3 sessão cidadania politica
3 sessão cidadania politica
Elisabetedfm
 

Semelhante a Resumo matéria global - Geografia (20)

Resumo Global Geografia Matéria Exame.pdf
Resumo Global Geografia Matéria Exame.pdfResumo Global Geografia Matéria Exame.pdf
Resumo Global Geografia Matéria Exame.pdf
 
Ue
UeUe
Ue
 
Europa ocidental
Europa ocidentalEuropa ocidental
Europa ocidental
 
Europa ocidental
Europa ocidentalEuropa ocidental
Europa ocidental
 
União Europeia 11ºano
União Europeia 11ºanoUnião Europeia 11ºano
União Europeia 11ºano
 
Economia
EconomiaEconomia
Economia
 
Economia
EconomiaEconomia
Economia
 
Casa Comum Europa
Casa Comum EuropaCasa Comum Europa
Casa Comum Europa
 
Geografia
GeografiaGeografia
Geografia
 
Cidadania europeia
Cidadania europeiaCidadania europeia
Cidadania europeia
 
Cidadania europeia.
Cidadania europeia.Cidadania europeia.
Cidadania europeia.
 
Portugal na ue e no mundo
Portugal na ue e no mundo Portugal na ue e no mundo
Portugal na ue e no mundo
 
A diversidade geográfica dos países da União Europeia (1).pptx
A diversidade geográfica dos países da União Europeia (1).pptxA diversidade geográfica dos países da União Europeia (1).pptx
A diversidade geográfica dos países da União Europeia (1).pptx
 
Cidadania europeia.ppt; size
Cidadania europeia.ppt; sizeCidadania europeia.ppt; size
Cidadania europeia.ppt; size
 
Ue
UeUe
Ue
 
Oficina De Geografia Norival
Oficina De Geografia   NorivalOficina De Geografia   Norival
Oficina De Geografia Norival
 
Area de Integração - Área II - A Sociedade_5.1) A Integração no Espaço Europeu
Area de Integração -  Área II - A Sociedade_5.1) A Integração no Espaço EuropeuArea de Integração -  Área II - A Sociedade_5.1) A Integração no Espaço Europeu
Area de Integração - Área II - A Sociedade_5.1) A Integração no Espaço Europeu
 
Geografia A - 10º ano (2).pdf
Geografia A - 10º ano (2).pdfGeografia A - 10º ano (2).pdf
Geografia A - 10º ano (2).pdf
 
Seminário de geografia
Seminário de geografiaSeminário de geografia
Seminário de geografia
 
3 sessão cidadania politica
3 sessão cidadania politica3 sessão cidadania politica
3 sessão cidadania politica
 

Resumo matéria global - Geografia

  • 2. Rosa dos ventos Pontos cardeais N Norte; Setentrião; Setentrional; Boreal E Este; Leste; Oriente; Nascente; Levante S Sul; Meredião; Meridional; Austral O/W Oeste; Ocidente; Poente; Ocaso Pontos colaterais NE Nordeste SE Sudeste SO Sudoeste NO Noroeste Pontos intermédios NNE Nor-nordeste ENE És-nordeste ESE És-sudeste SSE Sussudeste SSO Sussudoeste OSO Oés-sudoeste ONO Oés-noroeste Notas: Escalas:Para uma região pequena – escala grande; Para uma região grande – escala pequena. Escala numérica 1:50000 Escala gráfica 0 20Km Noções Latitude Distância em graus de um determinando ponto ao equador. Varia entre 0 e 90º Longitude Distância em graus de um determinando ponto ao meridiano de Greenwich. Varia entre 0 e 180º
  • 3. Constituição do território português Portugal continental Portugal Insular (Arquipélago dos Açores e Arquipélago da Madeira). Localização geográfica do território português Localização relativa (rosa dos ventos) Localização absoluta. (latitude e longitude) A organização administrativa do território nacional. 18 Distritos e 2 Regiões autónomas (região autónoma da Madeira e dos Açores) que por sua vez são subdivididos em conselhos e freguesias. No entanto ainda se faz uma divisão do território para fins estatísticos: NUT (Nomenclatura das Unidades Territoriais) - trata-se de uma divisão regional do país feita após a entrada na EU. A divisão do território português em NUT é feita tendo em conta as características físicas, históricas e funcionais do território, constituindo a base de recolha, tratamento e análise de dados estatísticos. Distritos
  • 4. NUT I Portugal continental e ilhas NUT II NUT III Minho Lima Cávado Entre Ave Douro e Grande Vouga porto Tâmega Região Norte Baixo Vouga Região Centro Alto trás-os-montes Douro Dão-Lafões Beira interior Serra da norte estrela Baixo Mondego Pinhal Cova da beira interior norte Beira Pinhal litoral Pinhal interior sul interior sul Médio tejo Oeste Região Lezíria Lisboa Alto Alentejo do Tejo do Grande Lisboa Alentejo Alentejo central Península de Setúbal Alentejo litoral Região do Algarve Regiões autónomas Baixo Alentejo Algarve Açores Grupo central Grupo Ocidental Horta Angra do heroísmo Pico Ponta delgada Grupo Oriental Madeira Porto Santo Funchal
  • 5. Existem ainda outras divisões do território nacional, por exemplo: Regiões agrárias Regiões turísticas Distritos judiciais Etc. A influência da posição geográfica de Portugal nas características físicas. 66º 3’ Círculo Polar Ártico* 23º º0º Trópico de Câncer** 23º º 66º 3’ Trópico de Capricórnio*** Círculo Polar Antártico**** Zona intertropical ou Zona Quente/Tórrida Zona Temperada do Norte ou Sul Zona Fria do Note ou Sul Portugal Portugal está na zona temperada no Norte com um clima temperado mediterrâneo. Portugal sofre várias influências: Atlântica Mediterrânea Africana Continental Dessas influências, resulta uma diversidade de características físicas (clima, vegetação natural, relevo…) podendo levar a uma divisão de Portugal Continental em 3 regiões: Norte Atlântico Sul Norte Transmontano
  • 6. Influência da posição geográfica de Portugal nas características humanas A posição de Portugal na Europa é periférica ou até mesmo ultraperiférica, tendo em conta os arquipélagos da madeira e dos Açores. Vantagens desta posição: Espaço de charneira (no meio) entre a Europa a África e as Américas. Centralidade no espaço atlântico Porta de entrada na Europa – abertura ao mundo. Inconvenientes desta posição: Longe do centro da EU (dorsal) Longe dos centros de decisão Longe dos grandes mercados consumidores Região europeia menos desenvolvida (faz parte do arco atlântico) Parte de Portugal encontra-se na região sul da Europa (outra região europeia pouco desenvolvida) Fraca acessibilidade por via terrestre Afastado faz principais vias de comunicação europeias e mundiais. Nota: com o alargamento da EU a leste, Portugal fica numa posição ainda mais periférica. Com a adesão a adesão de Portugal à UE vem redefinir a sua posição geográfica. A esta escala, Portugal é uma região periférica, ou até mesmo ultraperiférica. Portugal continental está incluído no designado Arco Atlântico, região menos desenvolvida, do que o centro da UE (região designado como Dorsal). A parte mais meridional designa-se como Sul, a menos desenvolvida da UE.
  • 7. Espaço Lusófono CPLP – Promoção da Língua Portuguesa A CPLP pretende: Consolidar a identidade cultural nacional e plurinacional dos países de língua portuguesa Incentivar a cooperação económica, social, cultural, jurídica e tecnocientífica Promover e enriquecer a língua portuguesa Melhor intercâmbio cultural e a difusão da criação intelectual e artística. Aprofundar a concertação política diplomática em termos de relações internacionais. Comunidades portuguesas Emigrantes instalados por todo o mundo. Difusão da cultura portuguesa através da gastronomia, música, língua, etc… PALOP (países de língua oficial portuguesa) CPLP(Comunidade de países de língua portuguesa) Moçambique Brasil Angola Portugal Guiné-Bissau Timor-Leste São Tomé e Príncipe Cabo Verde Os espaços económicos em que Portugal se integra UE (União Europeia) – desde 1986 Entrada de Portugal para a UE: Portugal não entrou mais cedo porque estava num regime ditatorial; Essa entrada trouxe vantagens: Trocas comerciais; Países vizinhos; Portugal recebe dinheiro para igualar o seu desenvolvimento as resto dos países. OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento económico) – desde 1948 Principais organizações mundiais que Portugal participa ONU; OCDE; OMC; NATO; PALOP; EU.
  • 8. O processo de construção europeia 1939-45 – 2º Guerra Mundial 1948 – Plano de Marshall Plano proposto pelos americanos para o auxílio económico à Europa na sua reconstrução. Este plano deu origem à OECE (Organização Europeia de Cooperação Económica), tendo como objetivo coordenar a ajuda dos EUA para acelerar a reconstrução e promover a cooperação económica. Nota: A OECE veio dar lugar a OCDE em 1961 passando a integrar também países fora da Europa como o Canadá; a Nova Zelândia, a Austrália e o Japão, para além dos 30 europeus. A OCDE é conhecida pelo grupo dos Países Desenvolvidos e o seu principal objetivo é a cooperação entre os países membros e a ajuda aos países mais pobres do mundo. 1951 – Tratado de Paris Para vencer as rivalidades entre a França e a Alemanha e ultrapassar problemas económicos, foi criada a CECA (Comunidades Económica do Carvão e doo Aço). Para além destes países aderiram também a Itália, a Bélgica, a Holanda e o Luxemburgo. 1957 – Tratado de Roma Com este tratado é criada a CEE (Comunidade Económica Europeia) e a EURATOM (Comunidade Europeia de Energia Atómica) pelos 6 países fundadores a CECA. Nota: Em 1960 o Reino Unido que não integrou a CEE não quis “ficar sozinho” e em conjunto com a Suécia, a Noruega, a Dinamarca, a Áustria, a Suíça e Portugal formam a EFTA (Associação europeia de Comércio Livre. 1968 – União Aduaneira São abolidas as taxas alfandegárias entre os estados da CEE. 1986 – Assinatura do ato económico europeu Este tratado introduz grandes alterações aos tratados iniciais. Pretende reforçar a cooperação entre os estados membros e criar um mercado.
  • 9. 1992 – Tratado de Maastricht Aspetos mais importantes: As novas competências para a atuação da EU, tendo em vista a coesão económica e social e a criação de um fundo de coesão – doação de dinheiro aos PED para se autodesenvolverem. Institucionalização da cidadania europeia definindo s direitos dos cidadãos. Criação de uma união económica e monetária incluindo a moeda única o € Início do processo para uma união política, com a criação de uma política externa de segurança comum e o esforço da cooperação nos domínios da justiça e dos assuntos internos. A CEE muda a sua designação para EU 1997 - Tratado de Amesterdão Aumenta a coesão interna para reforçar a posição da EU no mundo e preparar o próximo alargamento 2001 – Tratado de Nice Redefine a participação de cada estado-membro nas instituições comunitárias, face ao alargamento da UE aos países de leste 2007 – Tratado de Lisboa É criado o alto representante para os negócios estrangeiros e política de segurança Surge o cargo de presidente da EU, eleito pelo conselho Europeu. UE após Maastricht Criação de um espaço Económico Político Cultural Criação de… Mercado Interno Acordos comerciais com PD Aproximação da EU como centro de Poder Mundial Centros de Poder Mundial UE – Japão – EUA
  • 10. Acordo de Shengen Assinado em junho 1985 pelos 5 países fundadores. O espaço shengen consistia na eliminação dos controlos nas fronteiras internas e na criação de controlos eficazes nas fronteiras externas da EU. Os países que aderiram ao espaço Shengen foram: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Letónia, estónia e lituânia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Itália, Luxemburgo, Malta, Holanda, Polónia, Portugal, República Checa e Suécia. Evolução da UE Fases Europa dos 6 Ano 1957 Europa dos 9 Europa dos 10 Europa dos 12 Europa dos 15 Europa dos 25 1973 1981 1986 1995 2004 Europa dos 27 2007 Países que aderiram Alemanha federal, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e países baixos. Dinamarca, Reino Unido e Irlanda Grécia Portugal e Espanha Áustria, Finlândia e Suécia Chipre, Eslováquia Eslovénia, Estónia, Letónia, Hungria, Lituânia, Malta, polónia e República Checa Roménia e Bulgária Evolução da população portuguesa 1950 – Apresentava um número reduzido de habitantes, mas com uma população jovem. 1950-1960 – Apresentou um crescimento significativo. Sendo que os valores negativos de saldo migratória são atenuados pelos valores elevados de crescimento natural. 1960-1970 – A população sofreu uma quebra devida: o Redução da taxa de crescimento natural; o Intensificação da emigração ara a Europa; Tudo isto provocou um crescimento efetivo negativo 1970-1981 – Verificou-se um aumento demográfico, consequência da redução da emigração. 1981-1991 - A população portuguesa estagnou, devido à reduzida natalidade. 1991-2001 – Ligeiro aumento (ultrapassa os 10 milhões), As baixas taxas de crescimento natural são compensadas pelo surto imigratório, provenientes e África e dos países da Europa do leste. 2001-2004 – Aumento ligeiro da população
  • 11. Fases do modelo de transição Fase 1 Revolução industrial Fase 2 Fase 3 Fase 4 → Própria das sociedades mais primitivas → A população estabiliza, com valores elevados de natalidade e mortalidade → Valores de natalidade muito constantes → Valores de mortalidade muito irregulares → Característica de países com início de desenvolvimento → Manutenção dos valores elevados de natalidade → Declínio acentuado da mortalidade → Crescimento da população a um ritmo acelerado → Próprio de países em plena fase de desenvolvimento → Declínio acentuado na natalidade → Manutenção dos valores baixos de mortalidade → Estabilização do crescimento natural → Própria de países que iniciaram muito cedo este processo de transição demográfica → Valores muito baixos de natalidade → Valores muito baixos de mortalidade → Estagnação ou redução da população Principais variáveis demográficas que condicionam a evolução da população Natalidade Crescimento natural Mortalidade Emigração Saldo migratório Imigração Diferentes ritmos de crescimento da população portuguesa Fatores explicativos 1960-1970 – Decréscimo da população o Guerra colonial o Consequências da ditadura, o Maior surto migratório, o Apesar do crescimento natural ser positivo o saldo migratório foi muito negativo, o A TN teve uma redução devido à divulgação dos métodos e devido à entrada da mulher no mercado de trabalho. 1970-1980 – Evolução significativa (positiva) da população. o Diminuição da emigração, em resultado da crise económica o Fim da guerra colonial o Regresso dos emigrantes das ex-colónias, após o 25 de Baril de 1974. o Regresso de muitos emigrantes
  • 12. Evolução da população portuguesa Natalidade A taxa de natalidade de 1960 até a atualidade desceu significativamente. Esta evolução deveu-se a: Emancipação da mulher Entrada da mulher para o mercado de trabalho Acesso ao planeamento familiar Generalização do controlo da natalidade Mudança de mentalidades Aumento do nível de instrução Aumento da idade do casamento Alargamento do período de escolaridade obrigatória Diferenças regionais Portugal apresenta contrastes a nível nacional. Por isso existem diferenças entre o litoral e o interior entre o norte e o sul e as regiões autónomas e o continente. Mortalidade A taxa de mortalidade entre 1960 e 2004 não evidenciou alterações significativas tendo atingido os 10,5‰ em 1991. A descida da TM deveu-se a: Melhoria dos hábitos alimentares Melhoria dos cuidados de saúde e cuidados de higiene Melhoria nas condições de trabalho (segurança no trabalho) Porque se morre em Portugal? Doenças do aparelho circulatório Tumores malignos Sinistralidade rodoviária
  • 13. Taxa de mortalidade infantil A TMI diminui drasticamente entre 1950 e 2004. Isso deve-se: Generalização de uma rede de assistência materno-infantil (acompanhamento das grávidas) Realização dos partos em hospitais Generalização da vacina infantil Melhoramentos nas condições de vida. Contrastes A TMI evidência contrastes entre o litoral e o interior e entre o norte e sul. Crescimento natural O crescimento natural diminui significativamente entre 1960 e 2004. Numa primeira fase deveu-se à descida da taxa de natalidade. Como a taxa de mortalidade já se encontrava baixa não influenciou muito esta descida. Numa segunda fase, para além da taxa de natalidade observou-se uma ligeira subida na taxa de mortalidade o que agravou a redução no crescimento natural. A média do crescimento natural em Portugal é idêntica à média da UE, existindo países em situações mais graves uma vez que apresentam um crescimento natural negativo, como a Bulgária e a Hungria. Estes valores devem-se ao envelhecimento da população. Movimentos Migratórios Durante muitos anos Portugal foi um país de Emigração, atingindo valores bastante altos na década de 60. Os portugueses dirigiam-se sobretudo para a França e Alemanha, devido ao facto de estes países necessitarem de mão de obra após a destruição provocada pela II Guerra Mundial. Na década de 70, registou-se uma inversão dos valores até ai registados. E Portugal deixa de ser um país de emigração para ser um país de imigração. Esta tendência ficou a devera à queda da ditadura em 1974. Atualmente devido ao aumento do desemprego, regista-se um aumento do fluxo emigratório.
  • 14. Estrutura etária da população Estrutura etária Repartição dos indivíduos por idades e sexo. Esta está dividida em 3 grupos: Jovens ( ≤ 15 anos) Adultos (15-64 anos) Idosos (≥ 65 anos) A análise da estrutura etária é importante para caracterizar a população, uma vez que reflete variáveis demográficas como: Natalidade Fecundidade Mortalidade Mortalidade infantil Movimentos migratórios Tipos de pirâmide Jovem/Crescente Adulta/Transição Idosa/Crescente Rejuvenescente Evolução da estrutura etária da população portuguesa 1960 População predominantemente jovem Taxa de mortalidade infantil elevada Esperança média de vida relativamente baixa 1981 Redução do número de jovens e por isso um ligeiro envelhecimento da população Redução da natalidade e da mortalidade (alargamento da faixa da população adulta e idosa). Traduz-se num aumento da esperança média de vida e portanto inicia-se um processo de envelhecimento 1981-2001 Acentuou-se o processo de envelhecimento Estreitamento da base (população jovem)
  • 15. 2050 Prevê-se uma continuação do que já acontece, portanto um envelhecimento da população. Setores de atividade predominantes Redução da população no setor I à medida que o país se desenvolve e se mecaniza em relação à agricultura; Aumento da população ativa no setor II, como o decorrer do processo de industrialização Redução gradual da população ativa no setor II, devido ao desenvolvimento tecnológico aplicado à indústria e ao crescimento do setor III Aumento gradual da população ativa no setor III, à medida que o outros setores se vão modernizando e incorporando mais serviços Nível de instrução e qualificação profissional da população portuguesa O nível de instrução da população mede-se pelo grau de analfabetismo. Apesar das diminuições verificadas. Este problema ainda afeta 9% da população portuguesa. Outra diferença importante ao nível de escolaridade da população portuguesa reside no género, onde os valores de analfabetismo são superiores nas mulheres. No entanto com a escolaridade obrigatória, a taxa de analfabetismo tende a diminuir ou mesmo a desaparecer. Em suma, a população apresenta um baixo nível de escolaridade uma baixa qualificação profissional. Isto traduz-se em consequência graves para a economia portuguesa. Que problemas caracterizam a evolução da população portuguesa? Envelhecimento Declínio da fecundidade Baixo nível educacional Desemprego ENVELHECIMENTO Consequência do envelhecimento da população O Aumento do índice de dependência dos idosos faz com que a população ativa tenha cada vez mais encargos com a população idosa. A diminuição da população ativa conduz a uma redução na produtividade no país A diminuição do espirito de dinamização e inovação, que em geral são características da população jovem Aumento dos encargos sociais com a as reformas e com a assistência medica aos idosos Redução da natalidade, uma vez que estão a reduzir os escalões etários conde a fecundidade é mais elevada.
  • 16. DECLÍNIO DA FECUNDIADE Outro problema com que Portugal se depara é o declínio da fecundidade, que está associado à redução da natalidade. O problema é que Portugal não consegue assegurar a renovação das gerações, uma vez que está abaixo do limite mínimo de 2,1 filhos por mulher, apresentando cerca de 1,5 filhos. O declínio da fecundidade está sobretudo relacionado com a emancipação da mulher, que passou a ter uma carreira profissional mais ativa, adiando ou até mesmo excluindo a maternidade nos seus planos de vida. BAIXO NÍVEL EDUCACIONAL Portugal apresenta um baixo nível educacional que se encontra abaixo da média da U.E. Este indicador reflete-se na taxa de alfabetismo que afetava cerca de 9% da população em 2001. Quanto à escolarização da população ativa, um fator primordial para a produtividade, a competitividade da economia e o desenvolvimento do país, o panorama é mau. DESMEMPREGO O desemprego afeta a qualidade de vida da população. Portugal apresenta uma taxa de desemprego superior à média comunitária e tem vindo a aumentar. As baixas taxas de desempego escondem por vezes situações de precariedade, com reflexos na qualidade de vida da população. São os casos do subemprego e do emprego temporário, frequentes na economia portuguesa, que, quando não são uma opção dos trabalhadores, geram situações de grande instabilidade. A instabilidade do emprego deve-se a fatores como: Baixa qualificação Fraco investimento em I&D
  • 17. Solucionar os problemas Como incentivar a natalidade? Políticas demográficas Antinatalistas Natalistas Predomina nos países menos desenvolvidos Predomina nos países desenvolvidos Tenta reduzir a natalidade de um país Tenta aumentar a natalidade de um país Utiliza medidas de sensibilização ou de Utiliza medidas de sensibilização e incentivos coação económicos e fiscais Portugal como país envelhecido que é, deveria adotar medidas que incentivassem a natalidade. Para rejuvenescer a população portuguesa, o governo deveria dotar medidas concretas, tais como: O criação de uma legislação de trabalho que proteja mais a mulher durante e pós a gravidez Criação de benefícios fiscais para as famílias com vários filhos Aumento da duração da licença de parto para a mãe e para o pai Melhoramento e a gratuitidade de todos os serviços de assistência materno-infantil Como qualificar a mão de obra portuguesa? 1. Reduzir o abandono escolar 2. Valorização das pessoas pelas empresas e estado Para alcançar estes objetivos, torna-se importante: Aumentar o investimento na investigação Aumentar a qualificação da população o Mais novos  Prosseguir os estudos  Envergar por cursos superiores o Mais velhos  Incentivos às novas oportunidades  As próprias empresas podem dar formação aos trabalhadores
  • 18. Noções População absoluta – Número de habitantes de um determinado país ou região,. Densidade populacional – Número médio de habitantes de um determinado país ou região por Km₂ DP=Pop. AbsolutaÁrea…Hab/km₂ Natalidade – Números de nascimentos num determinado país ou região por ano. Mortalidade - Números de óbitos num determinado país ou região por ano. Taxa de natalidade – Número de nascimento por cada 1000 habitantes, num determinado tempo TN=Nº de nascimentosPop.Totalx 1000 Taxa de mortalidade - Número de óbitos por cada 1000 habitantes, num determinado tempo. TM=Nº de óbitosPop.Total x 1000 Crescimento natural – Diferença entre os nascimentos e os óbitos. CN ≥ 0 - crescimento positivo CN ≤ 0 - crescimentos negativo CN = 0 – crescimento nulo Emigração – Saída de +pessoas de um país estrangeiro por motivos naturais, sociais, económicos, político… Imigração - Entrada de pessoas para um país estrangeiro de forma legal ou clandestina, mas com fixação de residência. Saldo migratório – Diferença entre Emigração e Imigração ( SM = E – I) Crescimento efetivo – Soma do crescimento natural com saldo migratório Taxa de crescimento natural – Variação populacional observada durante um determinado período de tempo, normalmente um ano civil referido à população média desse período (expressa por 100 ou 1000 habitantes) TCN=Cres.natural+Saldo migratórioPo.Totalx 1000 ou 100 Taxa de mortalidade infantil – Número de crianças que morrem antes de atingirem o 1º ano de vida por cada a1000 nascimentos. TMI=Nº de crianças que morrem antes de atingirem o 1º ano de vidanatalidade x 1000 Taxa de fecundidade
  • 19. TF=Nascimentos2aTotal de mulheres dos1549anos x 1000 Índice sintético de fecundidade – número médio de filhos que cada mulher tem na idade fértil. Índice de renovação de gerações – Número médio de filhos que cada mulher devia ter (2,1 filhos) Esperança média de vida – Número médio de anos que o Homem vive num determinado país ou região.
  • 20. A distribuição população da Distribuição da população MUNDO (distribuição muito irregular) Principais focos demográficos (zonas de maior concentração demográfica) o Sul e Sudeste Asiático
  • 21. o o Europa central e ocidental Costa atlântica dos EUA Vazios Humanos (zonas desabitadas ou onde a população é escassa) 1. Antártica; Gronelândia; Norte do Canadá; Norte da Rússia; Sibéria 2. Saara 3. Himalaias 4. Amazónia Vazios Humanos 1 2 3 4 Causas Temperaturas muito baixas Temperaturas muito altas (secura) Grandes Amplitudes Vegetação muito densa EUROPA (distribuição irregulares) Áreas de grande concentração o Europa Central e Ocidental (Reino-Unido; Alemanha; Bélgica; França e Holanda) Fatores atrativos: Naturais – Climas temperados e húmidos; Relevo geralmente plano e de baixa altitude e o predomínio de solos férteis Humanos – Agricultura próspera; Grande industrialização e desenvolvimento do setor d comércio e dos serviços. O que tornou estes países ricos. Áreas de pequena concentração Norte da Europa (Península da Escandinávia) Fatores repulsivos Naturais – Clima frio, solos cobertos de neve em grande parte do ano a existência de áreas de relevo mais acidentado. PORTUGAL Portugal também apresenta contrastes demográficos, a nível de distribuição da população. Se dividirmos Portugal por NUT III, verificamos que:
  • 22. Maior concentração da população na faixa litoral ocidental, entre o Minho e a Península de Setúbal Contraste entre o Litoral e o Interior Saliência entre dois pólos de atracão: Lisboa e Porto constituindo assim a bipolarização* da concentração da população. Concentrações importantes em torno dos pólos do Porto (Cávado, Ave, Tâmega, entre Douro e Vouga e Baixo Vouga) e de Lisboa (Península de Setúbal). Em relação a Portugal Insular, verifica-se uma maior concentração na faixa litoral de ambos os arquipélagos, salientando-se a Madeira com maior densidade populacional do que os Açores. O território insular apresenta também alguns contrastes: Maior densidade nalguns conselhos da ilha de S. Miguel em relação às restantes ilhas. Grande densidade dos conselhos na parte sul/sueste da ilha em oposição à parte norte e extremidade oeste. Em redor dos conselhos de Lisboa e Porto existem regiões que acabam também (por relação de proximidade) por se tornar atrativas. A este processo chamamos de urbanização, que se estende para lá do limite daquelas cidades e abrange os seus subúrbios. Assim a concentração da população em redor dos polos atrativos originou as áreas metropolitanas. Assim a grande concentração de população em torno das duas metrópoles levou à constituição das Áreas Metropolitanas*. Noções Bipolarização Designação dada à enorme força atrativa que as Áreas metropolitanas exercem sobre a população e as atividades do país Urbanização Processo de desenvolvimento das cidades que engloba o número de habitantes, a superfície construída e o modo de vida Áreas metropolitanas Unidade espacial que define um aglomerado, constituído por uma metrópole e pelos seus subúrbios. Fatores que influenciam a distribuição da população Clima
  • 23. O clima é um facto importante na distribuição da população. De entre os fatores naturais destaca-se: o o o Relevo – As planícies são mais atrativas à fixação da população ao invés das áreas montanhosa. Clima – A maior disponibilidade de água e a ocorrência de calor ou frio, podem influenciar a distribuição territorial da população. Temperaturas amenas (litoral) Fertilidade dos solos - Fundamental na distribuição da população, uma vez que influencia o rendimento agrícola e a produção de alimentos. Movimentos migratórios A evolução da população em Portugal, tem apresentado períodos de crescimento positivo (dec.70) e também períodos de crescimento negativo (dec.60). Contudo esta irregularidade na evolução da população não é comum em todo o território nacional. Podemos dizer que os concelhos com taxa de variação positiva, ou seja, com o saldo migratório e fisiológico positivos, localizam-se em redor de Lisboa e Porto, Noroeste, Algarve e em algumas regiões autónomas Contrariamente, os concelhos com taxa de variação negativa, ou seja, resultantes de um saldo migratório positivo e de um saldo fisiológico negativo, ou ambos negativos, localizam-se sobretudo no interior. Já desde o século XIX que se verificava uma maior preferência por Lisboa e Porto, seguidos de Aveiro, Viena do Castelo, Braga, Coimbra, Leiria e Setúbal. Por sua vez, as regiões próximas da fronteira com Espanha, e de um modo geral todo o Alentejo, forma-se esvaziando, acentuando-se assim as grandes Assimetrias Regionais* A litoralização da população resulta de dois processos migratórios: Êxodo Rural* - população que abandona os campos e as aldeias, de economia agrícola, do interior para se fixar nas cidades do litoral. Acentuas as assimetrias regionais. Emigração – Intensificação da saída de população Jovem-Adulta para o estrangeiro (Europa central e ocidental) Noções Êxodo Rural Assimetrias regionais Expressão que evoca a partida em massa das populações rurais para as cidades Situação de desequilíbrio espacial num território, a nível de qualidade de vida; de riqueza económica; ect. Consequências do Êxodo rural
  • 24. Principais regiões de perdade população Regiões do interior sul Região auntónoma dos Açores Região auntónoma da Madeira Problemas das regiões interiores Envelhecimento da população Decrescimo da natalidade e d n+umero de jovens Insuficiência da população ativa, nomeadamente a falta de mão de obra qualificada Perda de importância da atividade agrícola, hoje praticada sobretudo por idosos, acentuado o seu caráter de sbsistência A degradação ambiental por abandono de muitas terras agrícolas e expansão das áreas de matos e baldios, mais suscepiveos à ocorrência de incêndios A fragilidade de tecido económico, com repercurssões no aumento da população desempregada A alteração da estrutura de procura de serviços coletivos sociais e culturais , devido à mudanças demográfias, que se refelctem, diretamente na carência de sercços de apoio á população idosa A insuficiência de infraestruturas e de equipamentos (água, saneamento…) Para se explicar o contaste geográfico entre litoral e interior, também é importante falar na imigração. Esta beneficia sobretudo as áreas urbanas do litoral, em particular a área metropolitana de Lisboa. o o 1º Surto migratório – ocorreu na segunda metade da década de 70 do século XX, com o regresso dos ex-colonos africanos, na sequência da descolonização e também do regresso de muitos emigrantes europeus. 2º Surto migratório – desenvolveu-se sobretudo a partir da década de 80 e estendesse pela atualidade. Primeiro, é formado pelos contingentes de imigrantes dos PLAOP e, mais recentemente a este vieram juntar-se emigrantes do Brasil e de algun países da Europa de Leste. Em conjunto, as populações emigrantes, na busca de melhores condições de vida, respondem a uma oferta de emprego, que se encontra mais facilmente na Áreas metropolitana de Lisboa. Nos últimos anos, tem-se vindo a verificar, também, uma maior dispersão geografia, abrangendo alguns concelhos interiores, devido à escassez de mão de obra por falta de população jovem. Densidade populacional A densidade populacional* média de Portugal é de → 114 hab/km₂ Litoralização Intensidade do povoamento expressa pela relação entre o nº de habitantes e de uma área territorial e a superfície desse território.
  • 25. CARACTERÍSTICAS DASREGIÕES LITORAIS Fatores Naturais Clima No litoral o clima é: Ameno; Mais húmido e ocorre mais precipitação. O facto de o clima ser Ameno e mais húmido → Solo Fértil → Atividades Agropecuárias Relevo Quanto ao relevo Portugal apresenta um relevo pouco acidentado Litoralização Grande concentração de população e das atividades económicas no litoral Proximidade do mar A proximidade com o mar e o relevo pouco acidentado provocam boas e mais acessibilidades Fatores Humanos Concentração das principais indústrias Concentrado dos centros urbanos Boas vias de comunicação e acessibilidades Grande diversidade de equipamentos sociais Grande concentração de mercados consumidores Mão de obra especializada Maior capacidade de atracão de investimentos O litoral apresenta características para um melhor e mais elevado nível de vida, pois: A população do litoral tem maiores rendimentos e mais acessos aos bens do que a população do interior Leva a Êxodo rural e emigração das regiões interiores Provoca Despovoamento de interior Envelhecimento da população - Diminuição da natalidade Maior pobreza e atraso LITORAL → Sobrepovoamento ↓ Forte pressão sobre as infraestruturas e os recursos ↓ Diminuição da qualidade de vida e degradação dos territórios Subaproveitamento dos recursos INTERIOR → Despovoamento O que é necessário fazer? = SOLUÇÕES É necessário planear os recursos humanos e naturais Definir estratégias e modelos de desenvolvimento do território
  • 26. Deve haver equilíbrio entre as atividades humanas, os recursos naturais e as infraestruturas. CARACTERÍSTICAS DASREGIÕES INTERIORES Fatores Naturais Fatores repulsivos à fixação de população e das atividades económicas nas regiões interiores Invernos rigorosos Verãos quentes e secos Grandes Amplitudes Térmicas Solos pouco férteis Humidade e precipitação fracas. Em síntese, as disparidades regionais da distribuição da população resultam da convergência de um conjunto de fatores: Dinâmicas geográficas – refletem, por um lado, a evolução da natalidade, da fecundidade e da EMV, e por ouro lado, os movimentos migratórios (êxodo , emigração, imigração) Dinâmicas económicas – relacionadas com o padrão de distribuição, do investimento público e privado, na indústria e nos serviços na faixa litoral. Padrão de crescimento da urbanização, das áreas metropolitanas e das cidades médias Processo de litoralização Áreas urbanas do litora Regresso dos emigrantes 1º Surto 2º Surto Regresso dos ex-colonos Imigração Pequenas cidades do interior Áreas rurais Capacidade de Carga Humana Consequências do crescimento populacional das áreas urbanas Problemas em que ultrapassou o limite de carga humana O número limite de pessoas que se podem fixar numa região sem por em causa a sua sustentabilidade
  • 27. A expansão de espaços com excessos de construção de edifícios A degradação de muitos bairros nas periferias e nos centros históricos das cidades O aparecimento de estratos da população sem meios para obter uma habitação condigna, levando à construção de bairros de barracas. A insuficiência equipamentos escolares, de saúde e outros de apoio à população A incapacidade de algumas infraestruturas (saneamento básico; acessibilidade; etc) a responderem às necessidades da população A insuficiência de espaços verdes e equipamentos de lazer Aumento de riscos de inundação Medidas para atenuar as assimetrias regionais Incentivar a localização de novas empresas no interior, através de incentivos fiscais ou da atribuição de subsídios. Investimentos em infraestruturas de transportes que melhorem a acessibilidade das regiões mais isoladas do interior Construção das infraestruturas de captação e distribuição de água e de energia Instalação de pólos universitários em cidades do interior para travar a saída de jovens para estudar nas grandes cidades Instalação de centros de formação profissional procurando aumentar o nível de qualificação Papel do ordenamento do território na resolução das assimetrias regionais O ordenamento do território diz respeito às ações que o Estado leva a cabo com os objetivos de melhorar a distribuição da população e as atividades económica. Possibilitando assim: Melhor organização Resposta às necessidades da população Correta gestão dos recursos naturais Proteção ambiental O ordenamento do território envolve a elaboração prévia, de planos por equipas multidisciplinares (economistas; geógrafos; ect). Estes planos podem ser de: Âmbito nacional, como os PNOT (Plano Nacional para a Política de Ordenamento do Território) Caráter regional, como mo PROTA (Plano Regional de Ordenamento do Território dos Açores) Âmbito municipal, como o PDM (Plano Diretor Municipal) Planos de pormenor – planos elaborados para áreas específicas da cidade.
  • 28. Recursos do subsolo RECURSOS Recursos Naturais – Riquezas disponíveis na Terra que podem ser utilizadas em diversas atividades humanas
  • 29. Tendo em conta as características dos recursos naturais, este podem ser divididos em: Geológicos ou do subsolo (minérios; rochas; água) Climáticos Hídricos Biológicos Os recursos naturais, também por ser classificados em: Recursos renováveis ou Recursos não-renováveis, em função do tempo necessário para serem repostos. Recursos Renováveis Recursos que se repõem continuamente na Natureza, por isso, não se esgotam: água; sol; vento; calor interior da Terra… Recursos não-renováveis Recursos que não se repõem na Natureza à mesma velocidade com que são consumidos e por isso podem-se esgotar: carvão; petróleo; gás natural… Os recursos do subsolo podem ser classificados em: Minerais Energéticos – Minerais que se destinam à produção de energia (petróleo; carvão; gás natural; urânio) Minerais Metálicos – Minerais formados por substâncias metálicas (ferro; zinco; ouro; prata; estanho; cobre e tungsténio/volfrâmio) Minerais não metálicos – Minerais cuja constituição é formada por substância não metálicas (sal gema; quartzo; talco; caulino e feldspato) Rochas industriais – rochas utilizadas na construção civil (calcário; granito; areias e argilas) Rochas ornamentais – rochas utilizadas para fins decorativos ( mármore; granito e calcário) Água o o o Minerais – detêm propriedades terapêuticas Nascente – águas subterrâneas com propriedade, consideradas, próprias para beber Termal – águas subterrâneas cuja temperatura é superior a 20ºC PORTUGAL Em Portugal há muitas jazidas (locais onde se verifica uma concentração de minérios suscetíveis de serem explorados)
  • 30. ↓ A extração de recursos minerais é de grande tradição em Portugal ↓ Conheceu um crescimento acentuado na última década do século XX ↓ Mas continuou a ter uma reduzida importância na economia nacional (destaca-se apenas a extração de rochas) ↓ A indústria extrativa contribui apenas com 1% do PIB História da Terra Pré-Câmbrico o Período de formação da Terra o Eclosão da vida Era Primária / Paleozoico o Desenvolvimento da vida Era secundária / Mesozoico o Era dos dinossauros o Desaparecimento dos dinossauros no final desta era Era Terciária / Cenozoico o Era dos mamíferos o Aparecimento dos 1º hominídeos (australopitecos) Era quaternária / Atropozoico o Desenvolvimento do homem As unidades morfoestruturais de Portugal Maciço Antigo – Formado na era paleozoica /era primária, constituindo cerca de 2/3 do território nacional, correspondendo à parte Norte e a grande parte do Centro e do Alentejo. Rochas locais: Granitos e Xistos Orlas mesocenozoicas – Formadas durante o mesozoico e o cenozoico, correspondendo à parte sul do Algarve e à faixa compreendida entre Aveiro e Lisboa Rochas locais: calcários; arenitos e argilas Bacias sedimentares do Tejo e do Sado – Datadas da era Cenozoica. Formaram-se a partir da acumulação de sedimentos na Bacia do Tejo e do Sado que mais tarde emergiram Rochas locais: Areias, arenitos; e argilas Concluindo Maciço Antigo Unidades morfoestruturais Orlas mesocenozoicas Bacia do Tejo e do Sado
  • 31. Era em que foi formado Área do país abrangida Rochas constituintes Formas de relevo Minérios predominantes Paleozoico Norte Interior Centro Alentejo Granito; xisto; quartzito; Norte/centro – serras, vales e planaltos Alentejo - pene planícies Feldspato; quartzito; tungsténio; talco; cobre; estanho Mesozoico e Cenozoico Litoral algarvio e litoral centro (Aveiro a Lisboa) Calcário; argilas; arenítos Cenozoico Bacias do Tejo e do Sado Areais; argilas; arenitos Planíceis Serras de cume arredondado e planícies Caulino e sal-gema Distribuição das principais explorações de rochas O subsetor das pedreiras explora uma grande variedade de matérias-primas, Tendo em conta o destino que é dado às rochas, este subsetor divide-se em dois grupos: extração de rochas ornamentais e a extração de rochas industrias. A distribuição de pedreiras pelo território é irregular e a sua localização faz-se de acordo com os afloramentos rochosos de cada região. Os distritos de Leiria; Évora; Porto; Santarém são os distritos que detêm maior número de pedreiras. Tipos de Rochas Tipos Magmáticas ou eruptivas Sedimentares Metamórficas Formação Resulta da solidificação do magma Resulta da acumulação de sedimentos provenientes da erosão de outras rochas Resultam da alteração de outras rochas, devido a altas pressões e temperaturas Exemplos Plutónicas (intrusivas) – Granito, diorito e gabro Vulcânicas (extrusivas) – basalto e pedra-pome Arenitos, areias, argilas (origina o xisto), conglomerados e calcário Ardósia, xisto (origina a ardósia), quartzito, mármore (resulta do calcário a altas temperaturas.), gnaisse Intrusivas – solidificam no interior da terra Extrusivas – Solidificam no exterior da terra Rochas ornamentais Rochas ornamentais Calcário Local de extração Maciço calcário estremenho Utilização
  • 32. Granito Mármore (metamórfica) e Algarve Norte Interior Centro Região de Estremoz Borba de Vila Viçosa (distrito de Évora com 90%) - Sul Pavimentos Calçadas Revestimentos Mobiliários Rochas Industriais Rochas industriais Granito Calcário Areias – mais utilizada para fins industriais Argilas Tipos Local de extração Norte Interior Centro Maciço calcário estremenho e Algarve - Orlas Bacia do Tejo e do Sado Distritos do litoral - Orlas Utilização Britas; Alvenaria (construção de pedras) Cimento; cal; cerâmica; e agricultura Construção civil e indústria do vidro Cerâmica e cimento Exploração de minérios em Portugal Exemplos Utilização Cobre Indústria elétrica Principais minas Neves corvo – Alentejo
  • 33. Estanho Minérios Metálicos Volfrâmio Ferro Ouro e prata Sal-gema Minerais não metálicos Quartzo e feldspato Talco e Caulino Carvão Minérios energéticos Urânio Petróleo Ligas metálicas e soldaduras Fabrico de aço extra duro e de filamentos de lâmpadas elétricas incandescentes Indústria siderúrgica e metalúrgica e metalomecânica Joalharia Neves corvo Alentejo Panasqueira Não há minas em atividade Minas inativas, mas há empresas estrangeiras interessadas Indústria-química, agroalimentar e Matacão, carriço e rações Campina de Cima (orla meridional e ocidental) Indústria cerâmica e de vidro Região Norte e Centro Indústria cerâmica, de papel e de Distrito de Bragança tinta Entre Viena e Aveiro Energia e indústria química Região centro (urgeiriça) – atualmente não é explorado, pois a qualidade do carvão não é rentável Produção de energia nuclear EM Portugal é de fraca qualidade Total dependência do exterior, apesar de terem sido realizadas algumas prospeções no nosso país Distribuição de recursos hídricos No subsetor das águas consideram-se:
  • 34. Águas de nascente Águas minerais o Águas minerais naturais o Águas minero-industriais Recursos Endógenos Recurso da região/ do local/ do interior Recursos Exógeno Portugal continental apresenta um subsolo com Recurso de outra região/ país/ do grande diversidade de águas de nascente e de águas exterior minerais, embora a sua distribuição seja irregular pelo território. Grande parte da exploração encontra-se realizada no Norte e Centro, fato que se verifica devido às características do maciço antigo. Pela sua composição química, as águas minerais também são exploradas para o termalismo, o que constitui um importante fator de desenvolvimento para as regiões, uma vez que as estâncias termais funcionam como polos de dinamismo económico local. CLASSIFICAÇÃO DA ÁGUA SEGUNDO A TEMPERATURA DE SURGIMENTO Designação Temperatura Hipotermal ≤ 25ºC Mesotermal 25ºC – 35ºC Termal 35ºC – 45ºC Hipertermal ≥ 45ºC Papel do termalismo no desenvolvimento das regiões O termalismo é visto, tradicionalmente, como uma atividade que tem como principal função o tratamento de doenças. Atualmente, esta atividade é também vista como potencializadora dos recursos termais das regiões onde ocorre, visto que esta atividade foi alargada para o setor turístico A estratégia de desenvolvimento das 4 vertentes (tratamento; prevenção; bem-estar e lazer) procura captar mais quantidade de frequentadores, para além dos “termalistas clássicos”. Para isso é necessário por em prática o chamado marketing termal. Portanto, é necessário: Proporcionar um tipo de oferta turística diferente daquelas que podem ser oferecidas por ouros tipos de turismo concorrentes, de forma a atrair determinados segmentos do mercado às estâncias termais Oferecer produtos e serviços de acordo com as estruturas existentes nas estâncias termais e adequadas às características diferenciadoras de cada publico alvo Implementar programas de divulgação e promoção das unidades termais nos mercados nacional e internacional Atuar sobre a vertente da formação profissional Recursos Endógenos
  • 35. A nível energético, Portugal apresenta uma grande dependência do exterior, por isso é necessário aumentar a produção através de formas já existentes e desenvolver projetos de modo a aproveitar os recursos abundantes no nosso território. Noções Energia primária Recursos energético que se encontra na Natureza (sol, vento, petróleo, gás natural, etc.) Energia Secundária Energia disponibilizada aos utilizadores (eletricidade, gás natural, gás butano, etc.) Energias alternativas ao subsolo Energia Geotérmica – Energia aproveitada através da temperatura, elevada, da água em todo o continente (insular, incluído). Esta é uma fonte rentável de captação de energia porque a temperatura das águas no continente varia entre 20 – 40ºC não excedendo os 80ºC sendo, não só utilizada para fins terapêuticos, mas também para aquecimento doméstico, industrial, agrícola e de algumas infraestruturas. Contudo está limitado a um número restrito de lugares (caudal geotérmico suficiente; baixa salinidade; temperatura da água elevada). Energia hídrica – Inclui eletricidade produzida pelas grandes centrais hidroelétrica A implementação destes projetos enfrenta vários problemas: o Custo elevado na construção de barragens; o Clima, em épocas de clima seco, a quantidade de energia produzida diminui o Impacto ambiental, não aprovado por nenhum ambientalista Nos anos de precipitação mais abundante, produz-se 40% da energia elétrica e nos anos mais secos, cerca de 20% Cerca de 10 novas barragens irão ser construídas Portugal é o país cm maior percentagem de energia elétrica produzida por via hídrica Biomassa – O único exemplo de produção de energia elétrica a a partir de biomassa (provém de matérias biodegradáveis, produtos e resíduos agrícolas, substâncias florestais e industriais, resíduos industriais e urbanos), situa-se em Mortágua. Visto que maior parte do território é coberto por floresta (38%) este tipo de captação de energia torna-se fácil. Biogás – Gás combustível composto por 60% de metano e 40% de dióxido de carbono. Este gás é obtido pela degradação biológica dos resíduos orgânicos, produzidos a partir de várias origens: 1ª – Aterros sanitários Provém dos efluentes (esgotos)
  • 36. 2ª – Atividade agropecuária 3ª – ETARs Vantagem o Reduz a energia consumida no tratamento dos resíduos Desvantagens o A queima do metano tem um efeito nocivo na atmosfera o Representa apenas 3% do consumo de energia nacional Energia solar – Energia proveniente do sol, sendo aproveitada através das componentes fotovoltaícas (conversão em energia elétrica) e térmica (conversão em energia térmica). Este tipo de energia detém a maior potencial no sul do país: Central de Serpa e Central da Amareleja, sendo esta a maior dom Mundo. Vantagens o o Baixa manutenção Provoca um impacto social positivo, uma vez que contribui para a criação de emprego Energia eólica Maior exploração nas áreas do litoral Norte e de maior altitude, devido às condições favoráveis – vento Obstáculos com que se depara: Aspetos administrativos e burocráticos, necessários à implementação destes projetos Difícil escoamento de energia As áreas de maior potencial eólico situam-se em áreas de difícil acesso devido às fracas redes de acessibilidades Cruzamentos de interesses, sobretudo se estiverem em causa questões ambientais ↓ Provoca o aumento do custo dos projetos pondo em causa a viabilidade dos projetos Energia das ondas O seu aproveitamento depende de um conjunto de fatores existentes nas áreas costeiras que permitem resolver facilmente os problemas de transporte e de energia para terra e de acesso
  • 37. para a sua manutenção. Em Portugal, a costa ocidental e as ilhas dos açores têm condições favoráveis para a localização de unidades de conversão. Como entrave à instalação destas mesmas unidades, está a agressividade do meio, o que explica o atraso tecnológico para o aproveitamento da energia das ondas Razões explicativas entre a produção e o consumo de energia Devido à ausência de exploração de recursos energéticos do subsolo, em Portugal fazse exclusivamente a partir de recursos renováveis que estão disponíveis no território continental e insular. Devido ao desenvolvimento do país, traduzido no crescimento dos diversos setores de atividade económica dos diversos setores de atividade económica e na melhoria da qualidade de vida da população, obriga a gastos de energia cada vez maiores, em que os gastos maiores concentram-se nos locais de maior abundância de população e de atividades económicas. Visto que a produção de energia é inferior à necessária para satisfazer a população é necessário recorrer ao exterior, importando na maioria petróleo. Eficiência Energética Atividade que procura otimizar o uso de fontes de energia; fazer uma utilização racional da energia; usar menos energia para fornecer a mesma quantidade de valor energético. A eficiência energética engloba a implementação de estratégias e medidas para combater o desperdício de energia ao longo do processo de produção, distribuição e utilização da energia
  • 38. Radiação Solar Noções Radiação solar Quantidade de energia de intensidade e natureza variáveis, emitida pelo sol, que se propaga sob a forma de ondas eletromagnéticas, e da qual só uma pequena parte é recebida pela superfície terrestre.
  • 39. nota: Sem radiação solar, a temperatura média da Terra seria de -239ºC. A radiação solar demora cerca de 8min a atingir a Terra. Constante Solar Total de energia que atinge o limite superior da atmosfera, numa superfície de 1cm₂, perpendicularmente aos raios solares e durante um minuto. Exprime-se em caloria e tem um valor médio de 2cal/cm₂/min. Radiação terrestre Radiação de grande comprimento de onda irradiada pela Terra Radiação global Total de radiação do sol que atinge a superfície do globo (radiação direta + radiação difusa) Espectro solar Radiação solar que chega até nós sob a forma de ondas eletromagnéticas com diferentes comprimentos de onda. Atmosfera Composição química Azoto 78%
  • 40. Oxigénio 21% Argón 0,9% CO₂ 0,03% Outros 0,07 Ex: vapor de água Estrutura da atmosfera Troposfera o Espessura – 11 a 12km o A espessura é maior no equador (16-18km) e menor nos pólos (6-8km), isto porque nos pólos, o frio comprime as partículas de ar e no equador as altas temperaturas dilatam as mesmas, outro motivo é o movimento da Terra o A temperatura diminui com a latitude: Cerca de 6,5ºC a cada 1km – Gradiente térmico negativo) o É nesta camada que ocorrem a maioria dos fenómenos atmosféricos/meteorológicos o O limite superior desta camada é a tropopausa. Estratosfera o Localização – 11 a 50km o É nesta camada que se encontra o Ozono, absorvendo grande parte dos raios Ultra Violeta, por isso a temperatura aumenta, logo o gradiente térmico e positivo o O limite superior desta camada é a estratopausa Mesosfera o Localização – 50 a 80km o O gradiente térmico é negativo (inexistência de ozono e fraca existência de gases) o O limite superior desta camada é a mesopausa Termosfera o Localização – 60 a 600km o O gradiente térmico é positivo o A densidade do ar é baixa o O limite superior desta camada é a termopausa o Começa a ocorrer a ionosfera – as partículas sofrem a ionização, ou seja, tornam-se partículas elétricas. Existem mais partículas no interior da ionosfera em relação ao seu interior, sendo que esta camada é utilizada nas comunicações Exosfera o Localização – 600 até ao limite da atmosfera o Faz contacto com o espaço
  • 41. Noções Gradiente Térmico Vertical Variação da temperatura com a altitude Funções da Atmosfera Protege a Terra, apresentando-se com uma concha protetora o Protege de meteoritos, isto porque, devido a atrito criado pelo ar, estes encandeiam-se e reduzem-se a “pó”. o Absorve/filtra grande parte da radiação solar Controla a temperatura o Não permite que uma parte significativa das radiações atinjam a superfície terrestre o Provoca o efeito de estufa É fonte de vida o Concentra na sua composição elementos fundamentais à vida, nomeadamente o oxigénio. A atmosfera – Balanço Térmico O globo perde uma grande quantidade de energia equivalente à que recebe, mantendo assim o equilíbrio térmico Noções Absorção Processo de transformação da energia luminosa em energia térmica que ocorre quando a radiação incide num objeto e é absorvia É feita principalmente, pelo vapor de água, CO₂ e Ozono Reflexão Mudança de direção dos raios solares ao incidirem em qualquer corpo Difusão Dispersão da radiação solar em todas as direções. Uma parte perde-se para o espaço Outra parte atinge a superfície terrestre (é a radiação difusa) Raio solar Molécula de ar Radiação solar direta Radiação solar que atinge diretamente a superfície do globo. Desde que o sol nasce até quando o sol se põe
  • 42. Radiação solar difusa Radiação solar dispersa e difundida pela atmosfera pelas nuvens, etc (radiação indireta recebida) Albedo terrestre É a razão entre a quantidade de radiação refletida pela superfície terrestre e a quantidade de radiação que nela incide Energia refletida Pelas nuvens 20% Pela atmosfera 6% Pela superfície terrestre 4% ALBEDO → Percentagem de energia solar refletida em, relação à energia recebida O albedo é maior nas superfícies cobertas de neve e menor nas florestas Radiação solar 100% Refletida pela atmosfera 6% Absorvida pela atmosfera 16% Atmosfera Refletida pelas nuvens 20% Absorvida pelas nuvens 3% Refletida pela Terra 4% Absorvida pela Terra 51% Efeito de Estufa Fenómeno natural que regula a temperatura da Terra. É o das baixas camadas da atmosfera Aquecimento das baixas camadas da atmosfera, devido à interseção feita pelos gases que compõem a atmosfera, das radiações imitidas pela Terra
  • 43. c b a aA radiação solar atravessa a atmosfera. A maior parte da radiação é absorvida pela superfície terrestre e aquece-a bAlguma da radiação solar é refletida pela Terra e pela a atmosfera de volta para ao espaço cParte da radiação infravermelha (calor) é refletida pela superfície terrestre mas não regressa ao espaço pois é refletida de novo e absorvida pela camada de gases de estufa que envolve o planeta. O efeito é o aquecimento da superfície terrestre e da atmosfera. Consequências do aumento do Efeito de Estufa Aumento da temperatura que provocará: Degelo, levando à subida do nível de oceanos, que tem por consequência a submersão de vastas zonas costeiras, provocando a migração de pessoas, redução das áreas de cultivo, etc. Modificação no regime de precipitação Alteração na fauna e na flora Consequências do aquecimento global para o território nacional Ondas de calor Períodos de seca Chuvas intensas Doenças transmitidas por insetos Doenças relacionadas com a comida e água (aumento das salmonetas) Aumento das alergias Submersão de regiões costeiras devido à subida do nível da água. Efeito de estufa Radiação solar Radiação solar
  • 44. Fatores de variação da Radiação Solar A latitude e a forma arredondada da Terra O movimento de rotação da Terra O movimento de translação da Terra e a inclinação do eixo da Terra em relação ao plano de órbita Outras condições locais (nebulosidade; exposição geográfica; ect) PN C c B Equa. A PS b a A forma arredondada da Terra vai fazer com que a inclinação dos raios solares e o ângulo de incidência variem com a altitude. Assim os lugares de menor latitude recebem maior radiação solar. Nos pólos aumentam as perdas por reflexão, difusão e a quantidade de radiação solar é menor devido amassa atmosférica atravessada. O lugar que recebe os raios solares com menor ângulo de incidência é o lugar C e com maior é o lugar A. O lugar que recebe os raios solares com menor inclinação é o lugar A e com maior é o lugar C. Os raios que chegam ao lugar C atravessam maior massa atmosférica sofrendo maiores perdas por absorção e reflexão Noções
  • 45. Ângulo de Incidência Ângulo que os raios solares fazem com o plano tangente à superfície da Terra no lugar do observador O menor ângulo de incidência corresponde à maior inclinação dos raios solares e à maior massa atmosférica atravessada Massa atmosférica atravessada Ângulo de incidência Massa atmosférica atravessada A Limite da atmosfera Ângulo de incidência B Superfície terrestre O lugar mais aquecido é o lugar A. Apesar da área atingida ser maior em B do que em A, a superfície A é mais aquecida A variação da radiação solar e o movimento de rotação da Terra Ao longo do dia, varia: A inclinação/obliquidade dos raios solares O ângulo de incidência A massa atmosférica atravessada A superfície aquecida Quando o sol nasce a radiação solar é menor, pois: A inclinação doa raios solares é maior O ângulo de incidência é menor A massa atmosférica atravessada é maior A superfície atmosférica recetora é maior Ao meio-dia a radiação solar é maior, pois A inclinação doa raios solares é menor O ângulo de incidência é maior A massa atmosférica atravessada é menor A superfície atmosférica recetora é menor Ao pôr do sol a radiação solar é menor, pois
  • 46. A inclinação doa raios solares é maior O ângulo de incidência é menor A massa atmosférica atravessada é maior A superfície atmosférica recetora é maior De noite – Não há radiação solar A variação da radiação solar e o movimento de translação da Terra O movimento de translação da Terra: Dá origem às estações do ano Determina a duração dos dias e das noites Faz variar a inclinação dos raios solares Equinócio de março e setembro Em todos os lugares da Terra, os dias são iguais às noites Solstício de junho PN Solstício de dezembro PN Trop. Câncer Dia ≥ Noite Equa. Dia = noite Trop. Câncer Dia ≤ Noite Trop. Crapicórnio Dia ≤ noite Equa. Dia = noite Trop. Crapicórnio Dia ≥ noite PS Movimento de traslação da Terra PS
  • 47. Portugal, localizado entre os 32º e os 42 do hemisfério norte recebe maior quantidade de energia solar no solstício de junho, quando se inicia o verão. Nesta época, os raios solares atingem Portugal com menor inclinação e os dias têm maior duração, por isso a temperatura é mais elevada. No solstício de dezembro, quando se inicia o inverno o sol está a incidir no trópico de Capricórnio pelo que, no território português, a inclinação dos raios solares é maior, a duração do dia é menor e em consequência disso as temperaturas são mais baixas. Nos Equinócios os dias têm a mesma duração das noites em todo o globo. Nesta altura, a radiação solar incide na vertical sobre o equador. Em Portugal têm inicio as estações intermédias (primavera e outono) Noções Isotérmicas Linhas que unem pontos de igual temperatura. Amplitude Térmica Diurna Diferença entre a temperatura máxima e a temperatura mínima do dia Amplitude Térmica Anual Diferença entre a temperatura mais quente e a temperatura mais baixa de um mês Distribuição das temperaturas em Portugal Continental No inverno É mais notório o contraste NE/SE, devido a: o Latitude o Altitude o Nebulosidade o Proximidade do mar ou continentalidade o Disposição do relevo No verão É mais notório o contraste litoral/interior Contraste NW/SE da radiação solar e da insolação Este contraste resulta de fatores, tais como: o o o o o Latitude (menor latitude → maior insolação e radiação solar) Altitude (maior altitude → maior insolação e radiação solar) Nebulosidade (menor nebulosidade → menor maior insolação e radiação solar Proximidade do mar ou continentalidade (maior proximidade = maior nebulosidade → menor radiação solar Disposição do relevo Distribuição das temperaturas em todo o planeta
  • 48. Os valores mais altos de radiação solar, não se registam no equador mas sim nos trópicos devido à maior nebulosidade das regiões equatoriais que fazem diminui os valores de radiação solar, comparativamente à regiões tropicais. Distribuição da temperatura em Portugal Barlavento algarvio Sotavento algarvio Inverno Verão Em Portugal continental, durante o inverno desenhe-se um contraste NE/SW dm que o norte interior é a região claramente mais fria. Por outro lado o Algarve em particular o barlavento, regista as temperaturas mínimas mais elevadas. No verão há um claro contraste Litoral/Interior, com o litoral claramente mais fresco e o interior muito quente, em particular o interior trasmontano e o alentejano Nas ilhas matem-se sempre um contraste interior/litoral, pois o vigor do relevo é o principal fator para baixar as temperaturas mínimas no inverno e máximas no verão Em Portugal continental, o contraste entre o litoral e o interior é notório. A proximidade do mar parece ser preponderante, e a latitude não se afirma como o fator fundamental. Mesmo o relevo tem pouco impacto na amplitude térmica anual.
  • 49. No inverno é bem visível o contraste nordeste/sudoeste, com as temperaturas a aumentar para sudoeste. O Nordeste transmontano é a região mais fria. Os fatores condicionantes da temperatura são: - Latitude - Continentalidade e proximidade do mar Inverno As temperaturas mais elevadas entram pelo vale do Douro vindas de Espanha Entrada de ventos frescos no vale do Mondego vindas do mar No verão, o contraste é entre oeste/este, ou seja, litoral/interior. O gradiente diminui com a continentalidade. Os fatores condicionantes da temperatura são: - continentalidade e proximidade do mar Verão - Relevo (as regiões montanhosas aquecem – falta de nebulosidade) Porque é que os ventos que entram no Mondego na entram no Douro? Pois existem serras concordantes à costa que impedem a passagem desses ventos Que fatores influenciam a distribuição da temperatura
  • 50. Latitude (norte-sul) As temperaturas mais baixas a Norte, ficam a dever-se à inclinação aos raios solares, à precipitação e à maior nebulosidade Altitude O relevo e a sua disposição Encontram-se diferenças de temperatura entre as vertentes expostas a sul (vertentes soalheiras) que recebem grande quantidade de radiação solar e vertentes viradas a norte (vertentes umbrias) que podem estar longos períodos de tempo sem radiação solar direta. As depressões são também normalmente mais quentes do que as áreas topograficamente mais elevadas. As correntes marítimas No hemisfério norte as correntes provenientes do norte são frias e do sul são quentes. Nova York está à mesma latitude que Lisboa e o que explica as baixas temperaturas em NY e mais altas em Lisboa são as correntes marítimas quentes. A continentalidade A continentalidade influencia a distribuição das temperaturas, principalmente no verão. O ar marítimo que afeta o litoral tem a capacidade de amenizar o clima, tornando os Verãos mais secos e os Invernos mais suaves. O oceano devido ter maior inércia térmica, é mais quente que o continente durante o inverno e mais frio que o continente que o verão. A energia solar É renovável É limpa, ou seja, não polui É utilizada para: Aquecimento (energia solar térmica) – através de painéis solares – sistemas térmicos Produção de eletricidade (através de células/sistemas fotovoltaicas que convertem a radiação solar em eletricidade) – sistemas fotovoltaicos A energia solar térmica está completamente dependente da insolação utilizando apenas a radiação solar direta. OS sistemas fotovoltaicos para além da radiação solar direta também aproveitam a radiação solar difusa
  • 51. Portugal tem boas condições a nível de aproveitamento da radiação solar, sendo muito elevada no interior sul. Contudo esse facto não tem sido aproveitado da melhor forma, o que agrava a dependência energética pelo exterior. A nível europeu Portugal apresenta uma insolação mais elevada do que muitos países nórdicos, contudo apresenta um nível de produção elétrica muito inferior aos outros países apesar de possuir recursos mais favoráveis. Concluindo podemos dizer que a energia solar existe em Portugal em grande quantidade, além disso é geradora de emprego Portugal possui equipamento tecnológico suficiente para obter um grande aproveitamento desta fonte de energia. Por isso não há razões para que Portugal não aposte na implementação d estações para a obtenção de energia solar. Importância da insolação no turismo O turismo em Portugal representa uma “fatia” grande no que diz respeito ao PIB e ao emprego. Para esta realidade contribui a situação ambiental portuguesa, em particular o clima e a insolação. Prova disso são os destinos dos turistas. O ambiente mais escolhido pelos turistas situa-se no litoral (praias), sendo que os restantes se podem considerar insignificantes à exceção das férias no campo. De qualquer forma os ambientes escolhidos pelos turistas estão relacionados com a insolação. A entrada de turistas mostra a importância da insolação em Portugal, a julgar pela quantidade de turistas nos meses de verão. Havendo também uma afluência em abril devido à Páscoa. Também no inverno a entrada de turistas é significante, nesta época Portugal, mais propriamente o Algarve é procurado pela população mais idosa, que procuram calor durante a estação fria. Os principais turistas, são provenientes do Reino-Unido, Alemanha, Países-Baixos e Irlanda, pois as condições de radiação solar são piores do que em Portugal, tornando-se este num destino de férias. Há um contraste a nível da insolação entre o sul (maiores níveos) e norte (com menores níveis), para além de ter menores níveis de insolação, o norte possui um clima mais fresco e ventosa, tornando-se num destino menos procurado pelos turistas.
  • 52. Utilização da Energia Solar De forma ativa o Para aquecimento (energia térmica) o Para a produção de eletricidade (eletricidade fotovoltaica) De forma passiva Aproveitamento da energia para aquecimento de edifícios e habitações, onde a construção deve ser baseada na eficiência energética (permitam ganhos de energia solar e diminuição de ganhos excessivos de calor no verão) Isto é possível através da orientação dos edifícios (para sul) e do isolamento térmico dos mesmos Problemas na Produção de Energia Grande investimento inicial Grandes áreas para a sua instalação Dificuldades no armazenamento e no transporte Sobrepovoamento do litoral (grande consumidor de energia elétrica), em relação ao interior sul (local onde há maior aproveitamento de radiação solar
  • 54. Recursos hídricos A água é um bem precioso. É ela que possibilita a existência humana. A água é essencial porque precisamos dela para beber, produzir eletricidade e regar os campos agrícolas. Mas coloca-se uma questão: Será que teremos água suficiente (qualidade e quantidade) para satisfazer as necessidades da população? Esta questão coloca-se pois apesar do Planeta Terra ser, maioritariamente constituído por água, grande parte dela não é dirigida para o nosso consumo. Disponibilidade hídrica da Terra Água na Terra Água doce Curiosidade Os recursos hídricos veem a escassear devido à poluição da água Existe uma grande disparidade a nível de acesso a água potável
  • 55. Ciclo da água – Sistema fechado A água é um recurso renovável que se encontra em movimento, e pode ser encontrada em 3 estados físicos da matéria: Sólido (neves, gelos); Líquido (rios, lagos, oceanos e águas subterrâneas) e Gasoso (vapor de água). Tendo em conta que a maior parte da água existente (≈98%) se encontra nos oceanos, iniciamos o ciclo no mesmo. Podemos então por começar por dizer que o responsável pelos início deste ciclo é o sol, como estudámos este irradia calor aquecendo assim a água dos oceanos o que leva à sua posterior evaporação para a atmosfera. É também de suma importância saber que o vapor de água pode também chegar à atmosfera através do fenómeno de sublimação dos gelos e das neves e/ou da evapotranspiração. O vapor de água vai para atmosfera e as massas de ar ao arrefecerem condensam. A condensação é um fenómeno que se torna visível quando se dá a formação de nuvens. Estas são formadas por água no estado líquido sob a forma de pequenas gotículas em suspensão. As correntes de ar movem as nuvens ao longo do globo e, nesse movimento, as gotículas que formam as nuvens colidem e crescem, quando se tornam suficientemente pesadas, caem sob a forma de precipitação, no estado líquido (chuva) ou sólida (neve ou granizo). Ao precipitar sob a forma sólida vai alimentar, entre outros, as calotes de gelo e os glaciares. Grande parte da precipitação cai diretamente nos oceanos, reiniciando-se o ciclo hídrico. Outra parte cai sobre os continentes, onde, por ação da gravidade vai escoar à superfície (água de escorrência) Parte dessa água é drenada pelos rios e levado até ao oceano; A outra parte “alimenta” os lagos, e por infiltração, os lençóis de água. Noções Evaporação Passagem da água no estado líquido para o estado gasoso Sublimação Passagem da água do estado sólido para o estão gasoso, sem passar pelo estado líquido, ou vice-versa Evapotranspiração Transpiração das plantas e de todos os seres vivos, que vai para a atmosfera sob a forma gasosa Condensação Passagem da água no estado gasoso para o estado líquido. Precipitação Queda de gotículas de água provenientes das nuvens que colidem. Esta pode sob a forma de chuva (estado líquido), neve ou granizo (estado sólido). Escorrência Água que escoa à superfície (escorrência superficial) ou no subsolo (escorrência subterrânea)
  • 56. Infiltração A água das chuvas é intercetada pelo solo e, por ação da gravidade, desloca-se para o interior do solo as várias profundidades Aquíferos Extensos canais de água subterrâneos resultantes da infiltração. Humidade Atmosférica Humidade absoluta Quantidade de vapor de água existente numa unidade de volume de ar. Exprime-se em gr/m₃ Ponto de saturação Quantidade máxima de vapor de +agua que o ar pode conter a uma determinada temperatura. Exprime-se em gr/m₃ Humidade relativa Relação entre a quantidade de vapor de existente num dado volume de ar e a quantidade máxima de vapor de água que esse ar pode conter. Exprime-se em % Relação entre a humidade absoluta e o ponto de saturação H.R=H.AP.S x 100 Exercício Um dado volume de ar a uma certa temperatura possui: H.A = 5 gr/m₃ P.S = 10 gr/m₃ H.R = ? H.R=510x 100 H.R=0,5 x 100 H.R=50% → Neste caso, o ar contém metade do vapor de água que pode conter Caso haja: Aumento da Temperatura → o Ponto de Saturação aumenta → a Humidade Relativa diminui. Diminuição da Temperatura → o Ponto de Saturação diminui → a Humidade Relativa aumenta, ficando-se mais próximo da ocorrência de precipitação. Noções Higrómetros Medem a humidade absoluta e a humidade relativa Termo-higrómetros Medem a temperatura e a humidade relativa Condições
  • 57. Dd atmosféricas Variação da temperatura Subida da temperatura Descida da temperatura Ponto de saturação Humidade relativa Aumenta Diminui Diminui Aumenta A circulação geral na atmosfera A atmosfera da Terra exerce uma pressão à superfície (pressão atmosférica) que ´+e fruto da força exercida pelo ar. Essa pressão não é sempre constante e varia com: Altitude Quanto maior for a altitude, menor é a pressão em virtude da menor espessura da atmosfera que está por cima e vice-versa. Temperatura Quanto maior é a temperatura menor é a pressão e vice-versa. Densidade do ar Quanto maior é a densidade maior é a pressão isto porque: ar + denso → + partículas → + pesado → - altitude → + pressão Espaço e Tempo Isto porque os fatores anteriormente descritos não se observam de igual modo em todo o Planeta. Pressão Alta pressão ≥ 1013hPa Pressão normal = 1013hPa → Baixa pressão ≤ 1013hPa Traduz a pressão exercida pela atmosfera num determinado ponto da superfície.
  • 58. Circulação em altitude; na Vertical Convergente Divergente Divergente Convergente O ar é descendente em espiral e diverge à superfície e converge em altitude Durante a descida o ar torna-se quente e seco Nas regiões afetadas por anticiclones o céu estará limpo e com fraca nebulosidade D O ar ascende em espiral, mas converge à superfície e diverge em altitude Durante a subida o ar torna-se mais frio e húmido Nas regiões afetadas por depressões, como a pressão é baixa no centro, o ar ascende e arrefece, logo condensa mais facilmente dando origem a nuvens O ar desloca-se da pressão maior para a menor Circulação à superfície; na Horizontal 1015hPA 1020hPA 1025hPA 1015hPA Centro de altas pressões ou Anticiclone 1005hPA 1010hPA O valor mais alto tem que estar no meio e diminuir para fora O valor mais baixo tem que estar no meio e aumentar para fora Nota A ascendência do ar ou a sua subsidência está relacionada com o Efeito de Coriolis, que designa o desvio dos ventos consoante o hemisfério. Portanto, os ventos deslocam-se das altas para as baixas pressões, sendo que no hemisfério norte, o desvio dos ventos é para a direito e no hemisfério sul para a esquerda (relacionado com o movimento da Terra). Centro de baixas pressões ou Depressão
  • 59. Distribuição em latitude dos centros de pressão P.N Altas pressões polares Circulo Polar Ártico Baixas Pressões Subpolares Altas Pressões Subtropicais Baixas Pressões Equatoriais Trop. Cancer Equador Trop. Capricórnio Circulo Polar Ántartico P.S Portugal encontra-se entre as altas pressões subtropicais e as baixas pressões subpolares Origem dos anticiclones e das depressões barométricas A existência destes centros poder ser de origem térmica ou de origem dinâmica. As baixas pressões equatoriais têm origem térmica (altas temperaturas) e origem dinâmica (ascensão do ar no encontro dos ventos alísios) As altas pressões subtropicais são de origem dinâmica (o ar que foi obrigado a subir nas regiões do equador, desce sobre os trópicos). As baixas pressões subpolares são de origem dinâmica (a ascendência do ar resulta do encontro entre os ventos de Oeste com os ventos de Leste) As altas pressões polares são de origem térmica (resultam das baixas temperaturas)
  • 60. Circulação geral da atmosfera: à superfície - ventos (1) e em altitude - células (2) 2 1 Frente polar CIT A intensa radiação solar nas regiões equatoriais aquece o ar, o que provoca a sua ascendência, pois o ar aquecido é mais leve. O ar ao ascender arrefece e condensa, o que confere às regiões equatoriais um cariz extremamente chuvoso. Esta zona designa-se por CIT (Convergência Intertropical). O ar termina a sua ascendência na estratosfera e dirige-se para os pólos sofrendo um desvio para a direito devido ao Efeitos de Coriolis. Aos, aproximadamente, 30ºN o ar inicia a sua subsidência, criando uma zona de altas pressões, designada por zona de altas pressões subtropicais. Esta subsidência inibe a existência de nuvens e por consequência de precipitação, é por esta razão a razão pela qual os grandes desertos quentes se localizam nesta baixa (Deserto do Saara e do Calaári). O ar subsidente ao atingir a superfície dirige-se: Em direção ao equador (virando para oeste). Neste caso temos os ventos alísios (grande regularidade em termos de velocidade e direção) Em direção aos pólos (virando para este). O ar tropical vindo os anticiclones encontra o ar frio polar vindo das depressões subpolares. O ar quente e o ar frio não se misturam, por isso o ar frio desloca-se sob o ar quente, formando-se a frente polar (entre 40º→inverno e 60º→verão). O ar muito frio e muito denso das regiões polares dá origem a altas pressões polares.
  • 61. Massas de ar que afetam Portugal O desigual aquecimento ao longo do ano dos dois hemisférios faz com que a circulação da atmosfera se altere significativamente, conforme a época do ano. No verão do hemisfério norte, os raios solares atingem o norte do equador com menor obliquidade. Isto faz com que a CIT se situe mais a norte. A subida de CIT faz com que, por sua vez, os anticiclones subtropicais se desloquem também mais para norte, assim como a frente polar. Desta forma Portugal fica sob a influência do anticiclone dos Açores, responsável por Verãos quentes e secos. No inverno, o hemisfério norte recebe menos radiação solar, Em virtude disso, o ar arrefece, e os anticiclones polares ganham intensidade e exercem a sua força sob as regiões meridionais “empurrando” as perturbações da frente polar mais para sul. Ao mesmo tempo, a CIT desloca-se para sul do equador. Nesta época, a frente polar exerce a sua influência sob o território português, responsável por Invernos frescos e chuvosos. As massas de ar – Porção de ar de grande dimensão com características de temperatura, humidade e densidade homogéneas Polar Marítima – fresco e chuvoso Polar Continental – fresco e seco Tropical Marítima – quente e chuvoso Tropical Continental – quente se seco Massas de ar que afetam Portugal As massas de ar geram combinações diferentes de tipos de tempo que, em Portugal podem ser muito contrastados entre o verão e o inverno e, mesmo entre Verãos e Invernos diferentes. Assim no verão há um predomínio de massas de ar tropical marítimo, originárias do Atlântico na área de influência do Anticiclone dos Açores. Esta massa de ar dá origem a um tipo de tempo, cuja temperatura apesar de elevada é agradável.
  • 62. Pelo contrário, as massas de ar tropical continental, oriundas do norte de África, geram grandes ondas de calor no território nacional. As temperaturas sobem normalmente acima do 35ºC. No inverno, e em especial no outono, as massas de ar tropical marítimo podem exercer a sua influência, dando origem a um tempo mais quente e chuvoso. As massas de ar polar marítimo, são mais típicas no inverno e estão na origem de um tempo fresco e chuvoso, associado à passagem sucessiva de perturbações frontais. Igualmente comuns são as massas de ar polar continental, que estão associadas a tipos de tempo muito frio e seco. São a típicas situações anticiclónicas de inverno, com acentuado arrefecimento noturno. Frente polar e os tipos de tempo associados Quando diferentes massas de ar se encontram, não se misturam pois têm densidades diferentes. O ar quente é mais leve e menos denso do que o ar frio, portanto o ar frio tende a ficar sob o ar quente, que ascende quando entra em contacto com o ar frio. Quando duas massas de ar se encontram, criam-se áreas de contacto que se designam por superfícies frontais. O ponto de contacto entre a superfície frontal e o solo designa-se por frente. As frentes podem ser: Quentes – O ar quente avança sobre o ar frio Frias – O ar frio avança em cunha sob o ar quente, obrigando este a subir, por vezes, de forma intensa. Noções Estado de tempo Situação meteorológica verificada num dado momento num determinado lugar. Estado de tempo = situação meteorológica = condições atmosféricas
  • 63. Formação e evolução de uma perturbação frontal. Formação Ar frio polar Ar quente tropical Desenvolvimento Corte vertical (ver pagina seguinte) Oclusão Oclusão
  • 64. Distribuição da precipitação em Portugal Em Portugal continental, existe um contraste na distribuição da precipitação: norte/sul e litoral/interior. A região mais chuvosa é o Noroeste, enquanto que as regiões interiores são as regiões mais secas. A noroeste do país é também visível uma vasta densidade de serras, que formam a barreira de condensação. Nestes sistemas montanhosos, as vertentes ocidentais estão expostas às massas de ar vindas do oceano, tornando-se estas nas vertentes mais chuvosas, enquanto que as vertentes orientais estão mais abrigadas. O norte é mais afetados pelas perturbações frontais, quanto que o sul é mais afetado por anticiclones (fator latitude) Outras razão de maior pluviosidade a norte está relacionado com o relevo mais acidentado, comparativo com o sul (fator relevo) Outro fator a ter em atenção está relacionado com a proximidade ou o afastamento do mar. Nas ilhas, o principal fator na distribuição da precipitação está relacionado com o relevo, pois é nas altitudes mais elevados do interior das ilhas e nas vertentes expostas aos fluxos pluviométricos que registam elevados níveis de precipitação. Tipos de precipitação em Portugal Precipitação frontal A chuva nas superfícies frontais resulta do contacto entre massas de ar de temperatura e densidade diferentes: massa de ar polar, vindas do norte, e massa de ar subtropical, vinda do sul, originárias dos anticiclones subtropicais. O ar quente ao ascender sobre o ar frio arrefece e condensa dando origem, primeiramente, a nuvens e depois à queda de chuva. Precipitação orográfica As precipitações orográficas formam-se quando uma massa de ar húmida encontra uma barreira montanhosa e é obrigado a subir. Ao subir, amassa de ar arrefece, e o vapor de água condensa, em particular na vertente mais exposta ao fluxo. Na vertente oposta, acontece o contrário, ou seja, o ar subside, aquece e fica mais seco. Este processo está relacionado com o contraste litoral/interior Nas ilhas este tipo de precipitação também é evidente.
  • 65. Precipitação convectiva O aquecimento, a que por vezes, o solo está sujeito faz aquecer o ar pela base. Este aquecimento torna o ar instável e pode levar à sua ascendência. O ar ao subir, arrefece e o vapor de água condensa. Algumas precipitações convectivas podem ser bastantes fortes e , por necessitarem do calor para se formarem são mais frequentes no verão e no outono. Estes tipos de chuvas são mais frequentes no interior, longe da ação moderadora do oceano. Situações meteorológicas típicas em Portugal (ficha) A irregularidade temporal e espacial da precipitação em Portugal. Temporal o Variação anual  Períodos mais chuvosos  Períodos mais secos o Variação interanual  Anos muito chuvosos  Anos mais secos Espacial o Contrastes entre Norte/Sul o Contraste entre Litoral/interior Nota: No nosso país, regiões que necessitam de precipitação (água), quer para a agricultura quer para outros fins, não a têm. Para agilizar tal situação têm sido tomadas medidas, tais como: Aproveitamento da água das chuvas através de barragens.
  • 67. Clima de Portugal insular Noções Clima Sucessão habitual, num dado lugar , dos estados de tempo observados durante um longo período de tempo (30 anos). Elementos do clima Fenómenos atmosféricos que definem e caracterizam o clima ex: Temperatura; vento; nebulosidade; pressão atmosférica Fatores do clima Tudo aquilo que faz variar os elementos do clima ex: Altitude; Latitude; proximidade ou afastamento do mar; exposição das vertentes; correntes marítimas. Gráfico termopluviométrico Gráfico que representa em simultâneo a variação da temperatura e da precipitação ao longo do ano. Mês seco Mês em que a precipitação é igual ou inferior ao dobro da temperatura. Temperatura média: o o o Diurna Mensal Anual Amplitude térmica o o o Diurna Mensal Anual Classificação do clima QENTES Equatorial Tropical Desértico quente TEMPERADOS Marítimo Mediterrâneo FRIOS Subpolares Polares Continental
  • 68. Portugal tem um clima temperado mediterrâneo que vai perdendo as suas características de um para norte e do litoral para o interior. Os contrastes climáticos que se verificam no nosso país resultam da combinação de vários fatores, principalmente o relevo, a latitude e a proximidade ou afastamento do mar. O clima Açoriano e, em menor grau, o clima da Madeira têm características dos climas temperados marítimos. A vertente sul da ilha da Madeira, por estar obrigada das massas de ar húmidas vindas do Norte, é bastante mais seca, tendo a região do Funchal um clima tipicamente mediterrâneo. Os contrastes registados na distribuição da precipitação e da temperatura dão origem aos seguintes climas: Temperado mediterrâneo (sul e centro) - 1 Temperado mediterrâneo de influência marítima (norte litoral) - 2 Temperado mediterrâneo de influência continental (norte interior) - 3 Clima de montanha (áreas de maior altitude) 2 3 1 Temperado mediterrâneo (sul e centro) Temperatura: Verãos quentes e Invernos amenos (Amplitude Térmica Anual Moderada) – deve-se ao facto de receber os raios solares com maior ou menor obliquidade e ao facto de se encontrar próximo ao Norte de África Precipitação: Fraca – deve-se à proximidade dos anticiclones subtropicais Fatores: Latitude e proximidade do mar. Temperado mediterrâneo de influência marítima Temperatura: Pequena Amplitude Térmica Anual (temperaturas amenas) Precipitação: Abundante (concentrada no inverno e no outono) Fatores: Latitude; disposição das vertentes e proximidade do mar Temperado mediterrâneo de influência continental Temperatura: Grande Amplitude Térmica – temperaturas baixas no Invernio e altas no verão Precipitação: Pouca precipitação, comparada com o temperado de influência marítima Fatores: Relevo (disposição das vertentes); latitude; afastamento do mar Clima de montanha Temperatura: Grande diferença entre o verão e o inverno (Amplitude Térmica Grande) Precipitação: Muito elevada Fatores: Altitude – Existem serras que apesar de terem a mesma altitude, os níveis de precipitação são diferentes (relacionado com a proximidade ou afastamento do mar)
  • 69. Balanço Hídrico Relação entre os ganhos e as perdas de água Precipitação = Evapotranspiração + Infiltração + Escorrência As disponibilidades hídricas de Portugal Áreas mais húmidas – Norte litoral e áreas montanhosas Áreas mais secas – Sul do Tejo Os recursos hídricos Águas superficiais – rios, lagos, lagoas, albufeiras Águas subterrâneas – aquíferos e lençóis freáticos Os rios Rede hidrográfica Rios e seus afluentes e subafluentes Bacia hidrográfica Áreas drenada por uma rede hidrográfica Caudal Quantidade de água que passa numa dada secção do rio (aumento da nascente para a foz) Montante Nascente Jusante Foz Regime Variação do caudal Perfil longitudinal União dos pontos do talvegue Talvegue Pontos mais baixos de uma rio desde montante até jusante Perfil transversal Forma do vale Perfil de equilíbrio Perfil em que o declive diminuiu regularmente da nascente até à foz M M J J
  • 70. Balanço Hídrico Superavit hídrico Défice hídrico Superavit hídrico Água cedida Água ao solo restituída ao solo J F M A M J J A S O N D Nos Superavit existe escoamento da água Água cedida ao solo – Água que se infiltrou no solo e foi restituída durante março – agosto. Água restituída ao solo – Meses em que o solo esteve seco e agora recebe a água das chuvas, recompondo-se. Perfil longitudinal e transversal dos rios Normalmente, os rios apresentam um maior declive de montante para jusante. A representação gráfica do declive do leito do rio da nascente até à foz designa-se por perfil longitudinal do rio. Os rios modelam o seu perfil longitudinal através da erosão vertical exercida no fundo do leito. Quanto maior for o declive maior será a velocidade do escoamento e por consequência maior erosão. Por sua vez a quantidade de água relaciona-se com a precipitação Uma maior capacidade erosiva vai desgastando o leito dos rios, arrancando materiais que serão transportando até à foz. O perfil longitudinal de um rio depende do nível da base (local onde se encontra a foz) que pode ser o mar ou outro rio. Se o nível da base descer, o rio entalha o seu leito; Se o nível da base aumentar, o rio tem tendência a assorear o seu leito. Este processo desenvolve-se de jusante para montante levando ao perfil de equilíbrio.
  • 71. Perto da nascente, o rio vais desgastar o talvegue A No curso médio, ocorre o transporte de sedimentos assim como o desgaste das vertentes B Vale em V fechado (garganta) Outro fator a ter em conta é o perfil transversal do rio, que nos dá a forma do vale em determinadas secções do rio. A montante, o vale tem a forma de “V”, é estreito e declivoso. À medida que o escoamento aumenta, o vale vai alargando-se, continuando a existir vertentes. Junto à foz (jusante), o vale alarga-se significativamente e tem um fundo e plano. Aqui pode mesmo ocorrer o fenómeno de meandrização Vale em V aberto/normal Aluviões – sedimentos que acabam por ser depositados no curso inferior do rio C → A água ganha velocidade Vale em caleira aluvial ou Vale de fundo largo e plano → Desagua por vários canais A DESGASTE* B Meandros TRANSPORTE* abandonados C *Ação erosiva da água ACUMULAÇÃO* Fatores que influenciam o caudal do rio Curiosidade Estuário – Desagua por um só canal. Contrariamente aodelta Clima Caso se registem elevados níveis de precipitação, a quantidade de água que vai circular na rede hidrográfica será maior me vice-versa Relevo Caso a rede hidrográfica se encontre numa região montanhosa, o declive vai ser maior, contribuindo assim para maior escorrência, logo o caudal será maior. Caso a rede hidrográfica se encontra numa zona plana, isso irá contribuir para a infiltração, reduzindo a quantidade de água que circulará na rede hidrográfica. Cobertura vegetal Caso a rede hidrográfica se encontre numa região de floresta densa, isso contribuirá para a a infiltração e por sua vez o causal será menor Caso a floresta seja menos densa, ocorrerá maior escorrência e, o caudal do rio será maior
  • 72. A constituição pedológica e geológica A rede hidrográfica pode estar, ou não, situada sob rochas/solo premiáveis ou impermeáveis; Premiáveis: Infiltração – menor quantidade de água na rede hidrográfica Impermiáveis: Escorrência – maior quantidade de água na rede hidrográfica Ação do Homem - Na construção de barragens, a água fica retida e, o homem, domina então a quantidade de água que vai descarregar a partir da barragem para jusante. - Desflorestação - Impermeabilização dos solos (plásticos, alcatrão, etc). O regime dos rios Perenes (permanetes) – Mantém o caudal constante ao longo do ano, ou seja, escoa água durante todo o ano - Caudal constante Intermitentes (irregulares) – Variam sazonalmente (típico dos rios portugueses), ou seja, só escoam água na estação húmida - Caudal elevado na estação húmida e baixa na seca Efémeros (torrenciais) – Ao longo do ano variam continuamente (relacionado com o clima e/ou dimensão dos rios). Só tem escoamento quando ocorrem grandes chuvadas O regime dos rios portugueses é irregular e com caráter torrencial: Irregular – caudais elevados no inverno e baixo ou nulo no verão Torrencial – Grande influência das fortes chuvadas Construção de Barragens VANTAGENS Regularizar o regime dos rios Produzir eletricidade Reservar a água para a rega e abastecimento da população Desenvolvimento de outras atividades turísticas Criação de novas áreas de agricultura de regadio
  • 73. DESVANTAGENS Alto investimento inicial Retenção de sedimentos transportados pelo rio Alteração do ecossistema (fauna e flora) Alterações no clima da região Perda de campos agrícolas Possibilidade de algumas populações serem obrigadas a deslocar-se Possibilidade de agravamento de cheias - O objetivo das barragens é reter a água mas, caso o total de enchimento da barragem coincidir com dias de precipitação elevada, a água em excesso vai ter de ser descarregada, o que pode agravar o risco de inundação nas áreas mais a jusante da barragem, sendo que isto está também relacionado com a capacidade de armazenamento de água de cada barragem. Noções Convénios Acordos entre Portugal e Espanha em relação aos rios que cruzam ambos os países Ex: Deixar chegar parte da água a Portugal Avisar Portugal em relação *as descargas das barragens, etc. Nota: Apesar de existirem convénios (Convenção Luso-espanhola 1998) entre Portugal e Espanha, continuam a existir vários problemas de ordens diferentes: A poluição das águas, o que vem refletir-se em Portugal Contrição de novas barragens e a realização de transvases Agravamento de cheias por descargas das barragens espanholas Redução dos caudais em tempo de seca Transvases Desvio da água de um rio para outro ou irrigação. Possibilita uma distribuição espacial da água Leito de estiagem Zona ocupada por uma quantidade menor de água que acontece no ou leito menor verão. No inverno ocorre o leito de inundação. Sentido do escoamento dos rios portugueses Maioria NE - SW Douro E-W Sado S-N Guadiana N - S
  • 74. Maiores bacias hidrográficas de Portugal Mondego Sado Vouga Maiores bacias hidrográficas Luso-espanholas Tejo Douro Guadiana Lagoas e albufeiras Tanto as lagoas como as albufeiras, são importantes reservatórios de água doce. Em Portugal, as lagoas existentes são pequenas e de pouca profundidade. As albufeiras (lagos que se formam pelo enchimento de uma barragem) constituem os mais importantes reservatórios de água superficial em Portugal, isso associado a todas as vantagens de uma barragem. Águas subterrâneas Granito e xisto Calcário Areias e argilas É na bacia do Tejo e do Sado e nalgumas eras das orlas mesocenozóicas onde se registam maiores níveis de água no subsolo. Isto devido ao facto de o tipo de rocha nestes locais ser permeável (areias; argilas e calcário). Por sua vez, é no maciço antigo, constituído por xisto e granito onde se verificam menores níveis e água existente. Calcário
  • 75. Noções Aquíferos Reservatórios de água com grande capacidade de armazenamento, resultante da infiltração das águas em áreas de rochas permeáveis. Encontram-se a grandes profundidades (rochas impermeáveis. Depende: Características geológicas Quantidade de precipitação Lençóis freáticos Reservatórios de água, mas que se encontram a uma menor profundidade (rochas permeáveis) Produtividade aquífera Quantidade de água que é possível extrair continuamente em condições normais, sem afetar a reserva e a qualidade de água dos aquíferos. Depende: Precipitação ocorrida Extração da água Efeitos da maré nos aquíferos costeiros (maré alta – aquífero sobre e vice-versa) Alteração do regime de escoamento de rios influentes (que recarregam os aquíferos) Evapotranspiração, etc. Os aquíferos em Portugal, podem ser de 3 tipos: Aquífero poroso Aquífero cársico Aquífero constituindo essencialmente por areias (Bacia do Tejo e do Sado) ↓ Aquífero que contém cavidades originadas pela dissolução da rocha calcária Bacia do Tejo e do Sado Aquífero fraturado ou fissurado ↓ Aquífero relacionado com fraturas na rocha granítica ↓ Orlas Maciço antigo
  • 76. O maciço antigo, é constituído por rochas poucos permeáveis: xistos e granitos. A água só consegue infiltrar-se onde as rochas estão fissuradas. A Bacia do Tejo e do Sado possui o maior sistema de aquíferos da península ibérica. É uma região especialmente rica em reservas de água subterrânea, porque nela convergem água das regiões envolventes, mais elevadas, e porque possui vários aquíferos muito porosos. As regiões das orlas, são também ricas e bastante exploradas. Na orla Meridional existem situações de sobre-exploração dos aquíferos, em virtude das fracas precipitações e da pressão turística que se exerce nesta região, particularmente no verão. Na orla ocidental, os sistemas de aquíferos são também muito importantes e de elevada produtividade. São regiões onde há grandes extensões de rocha calcária por vezes muito carsificada, o que facilita a infiltração da água Noções Algar Abertura/fratura aproveitada para a entrada de água Exsurgência Nascente de um rio que provém de um aquífero Ressurgência Rio que, devido ao facto de solo ser calcário, disparasse à superfície e surge, novamente, uns quilómetros á frente. Poluição dos recursos hídricos AGRICULTURA Excessiva e incorreta utilização de químicos Sistemas de rega inadequados Efluentes das pecuárias INDÚSTRIA Utilização da água em sistemas de arrefecimento e lavagem Efluentes contaminados por diversos químicos e matéria-orgânica DOMÉSTICO Grande consumo de água Esgotos (vírus e bactérias) Gestão da água segundo o setor de atividade AGRICULTURA Utilização de técnicas de irrigação pouco consumidoras de água Seleção de culturas mais adequadas as condições climáticas da diferentes regiões Reutilização da água previamente sujeita a tratamento INDÚSTRIA Utilização de técnicas mais eficientes e menos consumidoras de água Utilização da mesma água para fins diferentes Tratamento de águas residuais e sua reutilização DOMÉSTICOS/ EMPRESAS DE CPMÉRCIO/SERVIÇOS Utilização de máquinas de lavar roupa e loiça com doseador de carga Criação de hábitos que evitem desperdícios e gastos desnecessários Reutilização da água tratada dos autoclismos em regas.