ESCOLA EB2,3 JACINTO CORREIA
Trabalho de Geografia
Professora:Maria João
Aluno:Alexandre LouzeiroRamalho
Turma A, 7ºano, Nº1
Estuário do Tejo
Lagoa, 30 de maio de 2018
2
Índice
Índice...................................................................................................................... 2
Introdução .............................................................................................................. 3
Litoral e Linha de Costa............................................................................................ 4
Tipos de Costa......................................................................................................... 5
Formas da Costa...................................................................................................... 6
Principais acidentes da costa portuguesa ........................................................................ 7
O Estuário do Tejo ..................................................................................................10
Conclusão...............................................................................................................12
Bibliografia.............................................................................................................13
Webgrafia..............................................................................................................13
3
Introdução
Portugal continental tem de litoral cerca de 845 km na sua extensão e grande
diversidade de paisagens. O estuário do Tejo faz parte da costa baixa do litoral
português.
Este trabalho pretende caracterizar os diversos tipos de formas do litoral, assim
como os acidentes do litoral. Destes acidentes o que é analisado em pormenor neste
trabalho é o do Estuário do Tejo.
Com este trabalho pretendo dar a conhecer a diversidade de espécies que
habitam o estuário, assim como as diferentes atividades desenvolvidas em torno dele.
Iniciei este trabalho com uma pesquisa no manual e por diversas páginas da internet,
onde recolhi a informação necessária para a elaboração do mesmo.
O Estuário do Tejo é um ambiente aquático de transição entre o rio Tejo e
o oceano Atlântico, apresenta um elevado número de espécies, nomeadamente,
gaivotas, flamingos, patos, várias espécies de moluscos e por vezes golfinhos.
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Litoral e Linha de Costa
Litoral é a área de contacto entre a terra (costa) e o mar, onde ocorrem processos
constantes de erosão, marinha e continental, por ação do mar.
Ai ocorrem fenómenos que levam a alterações da paisagem litoral, como situações de
avanço (transgressões marinhas) ou de recuo (regressões marinhas) do mar, em
consequência de movimento da crosta terreste e de alterações climáticas.
Linha da Costa é a linha que separa o oceano do continente.
A ação do mar sobre a linha de costa
Erosão (recuo) das arribas.
1- Arriba viva (o oceano tem uma ação sobre a rocha, existe erosão).
O mar, sendo um poderoso agente erosivo, exerce sobre a linha de costa uma
ação que envolve os processos de desgaste, transporte e acumulação de materiais
rochosos, designada por erosão marinha.
O desgaste é provocado pela força das ondas (energia cinética) que, com o seu
movimento, provocam a fragmentação das rochas.
5
Esta ação é, geralmente, reforçada pela areia e por fragmentos rochosos arrancados às
rochas do litoral ou transportados pelas correntes marinhas ou pelos rios até ao
mar. Estes materiais, pela ação das ondas, são projetados contra as formações rochosas
do litoral que sofrem, assim, uma intensa erosão mecânica, à qual se dá o nome de
abrasão marinha.
Esta contínua ação de desgaste é intensa na base das arribas, fazendo com que a parte
superior fique sem apoio e se desmorone, o que conduz ao seu progressivo recuo.
Muitas das praias foram criadas com este processo, a isto chamamos de arriba
morta (a arriba já não se encontra exposta à abrasão marinha devido ao seu recuo, ou
abaixo do nível do mar ou ao levantamento da superfície continental).
Tipos de Costa
Portugal usufrui de uma extensa linha de costa possuindo uma das linhas de costa
mais extensas da União Europeia, com 1633 km de ocupação entre os arquipélagos e o
continente. O litoral continental apesar de privilegiado com um contorno praticamente
retilíneo, apresenta algumas formas de relevo particulares, que resultam da
constituição geológica e da ação erosiva do mar através dos processos de erosão,
transporte e acumulação. Assim o litoral português divide-se em dois tipos de costa:
Costa de arriba – costa alta e
habitualmente escarpada, resulta da abrasão
marinha sobre rochas de grande dureza e
resistência (granitos, xistos, calcários e etc.)
Costa baixa – costa baixa, resulta da
acumulação de areias pelo mar,
transportadas ao longo da costa pela corrente
de deriva litoral.
6
Formas da Costa
Arriba: Forma litoral de grande altitude, com vertentes abruptas voltadas
para o mar.
Cabo: As rochas que conseguem suportar o constante baterem das ondas
projetam se como cabos, ou promontórios, protegendo o resto da costa
Tômbolo: Um cordão de areia ou de seixos liga uma ilha rochosa ao
continente, por acumulação de sedimentos.
Restinga: A deriva litoral transporta areia e seixos ao longo da costa,
depositando-os numa barra que prolonga a linha de costa adjacente.
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Laguna: Cordões de areia e seixos deslocados pela ação do mar.
Estuário: Forma-se nos locais onde o rio desagua e onde se fazem sentir
os efeitos das marés.
Principais acidentes da costa portuguesa
Portugal tem uma costa
extensa e frágil. Sempre que o
inverno é mais vigoroso o impacto é
sentido no litoral onde as estruturas
construídas pelo homem são muitas
vezes atingidas resultando em
prejuízos muito elevados.
Um quarto da costa
portuguesa sofre uma erosão
constante, mais de sessenta por
cento está em risco e em algumas
praias o areal recuou uma centena
de metros nas últimas décadas. Estes
são apenas alguns dados sobre este
problema que atinge o litoral
português.
Mas não é só a subida do nível médio do mar ou as tempestades que estão a
destruir as praias. A intervenção humana também contribui para a situação. Para além
de acelerar a fragilização de arribas e do cordão dunar, o homem também tem
impedido a normal circulação das areias entre as montanhas e o mar.
8
“Haff-delta” de Aveiro
É uma laguna interior, onde existe um cordão de areia (haff) , formado pela
deposição de sedimentos marinhos e fluviais, que dificulta o contacto com o mar.
Frequentemente esse contacto faz-se através de um canal aberto artificialmente. O
interior da laguna encontra-se
preenchido com sedimentos fluviais dos
rios que aí desaguam, com especial
destaque para o rio Vouga. A acumulação
desses sedimentos deu origem a um
conjunto de pequenas ilhas, separadas
por canais pouco profundos que
constituem um delta interior, dividindo em quatro braços principais.
Tômbolo de Peniche
Resulta da acumulação de sedimentos marinhos, devido à perda de energia de
correntes marítimas, no transporte de sedimentos. Da deposição de sedimentos surgiu
um istmo (tômbolo), acabando por ligar uma antiga ilha ao território continental.
9
Lido de Faro
Constitui um sistema lagunar de grande
extensão, limitado por um cordão de areia, formado
pela acumulação de sedimentos transportados por
correntes marítimas que se deslocam de oeste para
leste. Da deposição desses sedimentos resultou a
construção de uma série de ilhas-barreiras e
cordões arenosos que se desenvolveram
paralelamente à costa e que separam o mar aberto
da zona lagunar.
Estuários do Tejo e do Sado
Os estuários constituem o sector terminal dos rios, até onde o canal fluvial é
percorrido pelas correntes de maré. Muitas vezes os estuários correspondem a sectores
alargados dos cursos de água e são formas de litoral de submersão, escavados em
períodos glaciários anteriores. Caracterizam-se por serem zonas pantanosas e por
conterem água doce ou salobra na proximidade do litoral. Destacam-se pela riqueza de
biodiversidade, pela produtividade e pelos recursos de pesa que albergam.
10
Concha de S. Martinho
Este abrigo natural tem grande tradição náutica, com papel relevante na saga
dos descobrimentos portugueses. Em relação à laguna, consegue ver-se a invasão
do mar e o seu recuo por
um assoreamento. Este facto
reflete a erosão que afeta a
zona costeira de Portugal. A
concha de São Martinho do
Porto era um
antigo golfo que com
a sedimentação marinha, foi
transformando numa
pequena baía.
O Estuário do Tejo
O Estuário do Tejo, Estuário do Rio Tejo, ou frequentemente conhecido
por apenas Tejo, é um ambiente aquático de transição entre o rio Tejo e o oceano
Atlântico. É em torno do atraente
ambiente ribeirinho
deste estuário que emerge a Área
Metropolitana de Lisboa, dividindo
a Grande Lisboa da Península de
Setúbal. É um dos maiores
estuários da Europa Ocidental.
O Estuário do Tejo é a maior
zona húmida do país e uma das
mais importantes da Europa, um
santuário
para peixes, moluscos, crustáceos e,
sobretudo, para aves, que nele se
detém quando de sua migração entre o Norte da Europa e a África. Sendo o maior
11
estuário da Europa Ocidental, alberga regularmente 50 mil aves aquáticas invernantes
(flamingos, patos, aves limícolas, entre outras). Devido às suas condições únicas foi
criada em 1976 uma reserva ecológica na zona superior do estuário, a Reserva Natural
do Estuário do Tejo (RNET), onde nidificam várias espécies de aves.
Todos os anos atracam centenas de paquetes de luxo em Lisboa. Devido à
grande poluição do estuário deixaram de existir golfinhos de forma permanente. Nos
últimos anos durante o Verão têm aparecido exemplares, mas que logo retornam ao
Atlântico.
É atravessado por duas pontes. A mais antiga é a Ponte 25 de Abril (inaugurada
em 1966, então Ponte Salazar), uma das maiores pontes suspensas da Europa. A outra
é a Ponte Vasco da Gama, de cerca de 17 km de comprimento e inaugurada em 1998,
fica numa grande parte da bacia do estuário do Tejo, a parte mais larga e mais afastada
do oceano Atlântico, que é chamada de mar da Palha.
A fragilidade do estuário do tejo deve-se essencialmente à morfologia do
estuário, que pode ser condicionado pelo comportamento das massas de água e dos
processos ecológicos e à utilização extrema dos portos existentes ao longo do rio Tejo,
tanto de carácter turístico, como de transportes ou de pesca.
No que se refere as pressões a que o estuário é sujeito estas podem ser de
origem antrópica ou resultantes de processos naturais sobre os quais não é possível
exercer controlo. Das pressões diretamente decorrentes das atividades antrópicas é de
referir as decorrentes da presença da grande Lisboa e de outras cidades nas margens
do estuário e de unidades industriais. Há a considerar, também, os processos de
sedimentação e de erosão e ainda as deposições de sedimentos contaminados.
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Conclusão
O estuário do Tejo é um dos principais acidentes da costa portuguesa. A sua
importância resulta: Da sua dimensão, que permitiu o desenvolvimento das atividades
portuárias; Da sua humidade e riqueza ecológica que permitem a constituição de
reservas naturais. É um ambiente único que serve de local de desova e crescimento de
espécies de peixe e marisco, habitat de aves aquáticas; Da sua capacidade de limpar
poluentes, contribuindo para a melhoria da qualidade da água.
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Bibliografia
C a r r a p a , E . ; R i b e i r o , I . - G e o s í t i o s , 7 º a n o , A r e a l
E d i t o r a
Webgrafia
http://www.geografia7.com/tipos-de-costa.html
https://pt.slideshare.net/jmirandas/geografia1-4130987
http://geografiaa10ano.blogspot.pt/2013/05/a-acao-do-mar-sobre-linha-de-
costa.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Estu%C3%A1rio_do_Tejo
https://pt.slideshare.net/TiagoLobao/formas-do-litoral
http://ensina.rtp.pt/artigo/um-litoral-ameacado/
https://pt.slideshare.net/Thepatriciamartins12/principais-acidentes-da-costa-
portuguesa
https://www.apambiente.pt/_zdata/Divulgacao/Publicacoes/Tagides/tagidespoe.pdf

Trabalho final

  • 1.
    ESCOLA EB2,3 JACINTOCORREIA Trabalho de Geografia Professora:Maria João Aluno:Alexandre LouzeiroRamalho Turma A, 7ºano, Nº1 Estuário do Tejo Lagoa, 30 de maio de 2018
  • 2.
    2 Índice Índice...................................................................................................................... 2 Introdução ..............................................................................................................3 Litoral e Linha de Costa............................................................................................ 4 Tipos de Costa......................................................................................................... 5 Formas da Costa...................................................................................................... 6 Principais acidentes da costa portuguesa ........................................................................ 7 O Estuário do Tejo ..................................................................................................10 Conclusão...............................................................................................................12 Bibliografia.............................................................................................................13 Webgrafia..............................................................................................................13
  • 3.
    3 Introdução Portugal continental temde litoral cerca de 845 km na sua extensão e grande diversidade de paisagens. O estuário do Tejo faz parte da costa baixa do litoral português. Este trabalho pretende caracterizar os diversos tipos de formas do litoral, assim como os acidentes do litoral. Destes acidentes o que é analisado em pormenor neste trabalho é o do Estuário do Tejo. Com este trabalho pretendo dar a conhecer a diversidade de espécies que habitam o estuário, assim como as diferentes atividades desenvolvidas em torno dele. Iniciei este trabalho com uma pesquisa no manual e por diversas páginas da internet, onde recolhi a informação necessária para a elaboração do mesmo. O Estuário do Tejo é um ambiente aquático de transição entre o rio Tejo e o oceano Atlântico, apresenta um elevado número de espécies, nomeadamente, gaivotas, flamingos, patos, várias espécies de moluscos e por vezes golfinhos.
  • 4.
    4 Litoral e Linhade Costa Litoral é a área de contacto entre a terra (costa) e o mar, onde ocorrem processos constantes de erosão, marinha e continental, por ação do mar. Ai ocorrem fenómenos que levam a alterações da paisagem litoral, como situações de avanço (transgressões marinhas) ou de recuo (regressões marinhas) do mar, em consequência de movimento da crosta terreste e de alterações climáticas. Linha da Costa é a linha que separa o oceano do continente. A ação do mar sobre a linha de costa Erosão (recuo) das arribas. 1- Arriba viva (o oceano tem uma ação sobre a rocha, existe erosão). O mar, sendo um poderoso agente erosivo, exerce sobre a linha de costa uma ação que envolve os processos de desgaste, transporte e acumulação de materiais rochosos, designada por erosão marinha. O desgaste é provocado pela força das ondas (energia cinética) que, com o seu movimento, provocam a fragmentação das rochas.
  • 5.
    5 Esta ação é,geralmente, reforçada pela areia e por fragmentos rochosos arrancados às rochas do litoral ou transportados pelas correntes marinhas ou pelos rios até ao mar. Estes materiais, pela ação das ondas, são projetados contra as formações rochosas do litoral que sofrem, assim, uma intensa erosão mecânica, à qual se dá o nome de abrasão marinha. Esta contínua ação de desgaste é intensa na base das arribas, fazendo com que a parte superior fique sem apoio e se desmorone, o que conduz ao seu progressivo recuo. Muitas das praias foram criadas com este processo, a isto chamamos de arriba morta (a arriba já não se encontra exposta à abrasão marinha devido ao seu recuo, ou abaixo do nível do mar ou ao levantamento da superfície continental). Tipos de Costa Portugal usufrui de uma extensa linha de costa possuindo uma das linhas de costa mais extensas da União Europeia, com 1633 km de ocupação entre os arquipélagos e o continente. O litoral continental apesar de privilegiado com um contorno praticamente retilíneo, apresenta algumas formas de relevo particulares, que resultam da constituição geológica e da ação erosiva do mar através dos processos de erosão, transporte e acumulação. Assim o litoral português divide-se em dois tipos de costa: Costa de arriba – costa alta e habitualmente escarpada, resulta da abrasão marinha sobre rochas de grande dureza e resistência (granitos, xistos, calcários e etc.) Costa baixa – costa baixa, resulta da acumulação de areias pelo mar, transportadas ao longo da costa pela corrente de deriva litoral.
  • 6.
    6 Formas da Costa Arriba:Forma litoral de grande altitude, com vertentes abruptas voltadas para o mar. Cabo: As rochas que conseguem suportar o constante baterem das ondas projetam se como cabos, ou promontórios, protegendo o resto da costa Tômbolo: Um cordão de areia ou de seixos liga uma ilha rochosa ao continente, por acumulação de sedimentos. Restinga: A deriva litoral transporta areia e seixos ao longo da costa, depositando-os numa barra que prolonga a linha de costa adjacente.
  • 7.
    7 Laguna: Cordões deareia e seixos deslocados pela ação do mar. Estuário: Forma-se nos locais onde o rio desagua e onde se fazem sentir os efeitos das marés. Principais acidentes da costa portuguesa Portugal tem uma costa extensa e frágil. Sempre que o inverno é mais vigoroso o impacto é sentido no litoral onde as estruturas construídas pelo homem são muitas vezes atingidas resultando em prejuízos muito elevados. Um quarto da costa portuguesa sofre uma erosão constante, mais de sessenta por cento está em risco e em algumas praias o areal recuou uma centena de metros nas últimas décadas. Estes são apenas alguns dados sobre este problema que atinge o litoral português. Mas não é só a subida do nível médio do mar ou as tempestades que estão a destruir as praias. A intervenção humana também contribui para a situação. Para além de acelerar a fragilização de arribas e do cordão dunar, o homem também tem impedido a normal circulação das areias entre as montanhas e o mar.
  • 8.
    8 “Haff-delta” de Aveiro Éuma laguna interior, onde existe um cordão de areia (haff) , formado pela deposição de sedimentos marinhos e fluviais, que dificulta o contacto com o mar. Frequentemente esse contacto faz-se através de um canal aberto artificialmente. O interior da laguna encontra-se preenchido com sedimentos fluviais dos rios que aí desaguam, com especial destaque para o rio Vouga. A acumulação desses sedimentos deu origem a um conjunto de pequenas ilhas, separadas por canais pouco profundos que constituem um delta interior, dividindo em quatro braços principais. Tômbolo de Peniche Resulta da acumulação de sedimentos marinhos, devido à perda de energia de correntes marítimas, no transporte de sedimentos. Da deposição de sedimentos surgiu um istmo (tômbolo), acabando por ligar uma antiga ilha ao território continental.
  • 9.
    9 Lido de Faro Constituium sistema lagunar de grande extensão, limitado por um cordão de areia, formado pela acumulação de sedimentos transportados por correntes marítimas que se deslocam de oeste para leste. Da deposição desses sedimentos resultou a construção de uma série de ilhas-barreiras e cordões arenosos que se desenvolveram paralelamente à costa e que separam o mar aberto da zona lagunar. Estuários do Tejo e do Sado Os estuários constituem o sector terminal dos rios, até onde o canal fluvial é percorrido pelas correntes de maré. Muitas vezes os estuários correspondem a sectores alargados dos cursos de água e são formas de litoral de submersão, escavados em períodos glaciários anteriores. Caracterizam-se por serem zonas pantanosas e por conterem água doce ou salobra na proximidade do litoral. Destacam-se pela riqueza de biodiversidade, pela produtividade e pelos recursos de pesa que albergam.
  • 10.
    10 Concha de S.Martinho Este abrigo natural tem grande tradição náutica, com papel relevante na saga dos descobrimentos portugueses. Em relação à laguna, consegue ver-se a invasão do mar e o seu recuo por um assoreamento. Este facto reflete a erosão que afeta a zona costeira de Portugal. A concha de São Martinho do Porto era um antigo golfo que com a sedimentação marinha, foi transformando numa pequena baía. O Estuário do Tejo O Estuário do Tejo, Estuário do Rio Tejo, ou frequentemente conhecido por apenas Tejo, é um ambiente aquático de transição entre o rio Tejo e o oceano Atlântico. É em torno do atraente ambiente ribeirinho deste estuário que emerge a Área Metropolitana de Lisboa, dividindo a Grande Lisboa da Península de Setúbal. É um dos maiores estuários da Europa Ocidental. O Estuário do Tejo é a maior zona húmida do país e uma das mais importantes da Europa, um santuário para peixes, moluscos, crustáceos e, sobretudo, para aves, que nele se detém quando de sua migração entre o Norte da Europa e a África. Sendo o maior
  • 11.
    11 estuário da EuropaOcidental, alberga regularmente 50 mil aves aquáticas invernantes (flamingos, patos, aves limícolas, entre outras). Devido às suas condições únicas foi criada em 1976 uma reserva ecológica na zona superior do estuário, a Reserva Natural do Estuário do Tejo (RNET), onde nidificam várias espécies de aves. Todos os anos atracam centenas de paquetes de luxo em Lisboa. Devido à grande poluição do estuário deixaram de existir golfinhos de forma permanente. Nos últimos anos durante o Verão têm aparecido exemplares, mas que logo retornam ao Atlântico. É atravessado por duas pontes. A mais antiga é a Ponte 25 de Abril (inaugurada em 1966, então Ponte Salazar), uma das maiores pontes suspensas da Europa. A outra é a Ponte Vasco da Gama, de cerca de 17 km de comprimento e inaugurada em 1998, fica numa grande parte da bacia do estuário do Tejo, a parte mais larga e mais afastada do oceano Atlântico, que é chamada de mar da Palha. A fragilidade do estuário do tejo deve-se essencialmente à morfologia do estuário, que pode ser condicionado pelo comportamento das massas de água e dos processos ecológicos e à utilização extrema dos portos existentes ao longo do rio Tejo, tanto de carácter turístico, como de transportes ou de pesca. No que se refere as pressões a que o estuário é sujeito estas podem ser de origem antrópica ou resultantes de processos naturais sobre os quais não é possível exercer controlo. Das pressões diretamente decorrentes das atividades antrópicas é de referir as decorrentes da presença da grande Lisboa e de outras cidades nas margens do estuário e de unidades industriais. Há a considerar, também, os processos de sedimentação e de erosão e ainda as deposições de sedimentos contaminados.
  • 12.
    12 Conclusão O estuário doTejo é um dos principais acidentes da costa portuguesa. A sua importância resulta: Da sua dimensão, que permitiu o desenvolvimento das atividades portuárias; Da sua humidade e riqueza ecológica que permitem a constituição de reservas naturais. É um ambiente único que serve de local de desova e crescimento de espécies de peixe e marisco, habitat de aves aquáticas; Da sua capacidade de limpar poluentes, contribuindo para a melhoria da qualidade da água.
  • 13.
    13 Bibliografia C a rr a p a , E . ; R i b e i r o , I . - G e o s í t i o s , 7 º a n o , A r e a l E d i t o r a Webgrafia http://www.geografia7.com/tipos-de-costa.html https://pt.slideshare.net/jmirandas/geografia1-4130987 http://geografiaa10ano.blogspot.pt/2013/05/a-acao-do-mar-sobre-linha-de- costa.html https://pt.wikipedia.org/wiki/Estu%C3%A1rio_do_Tejo https://pt.slideshare.net/TiagoLobao/formas-do-litoral http://ensina.rtp.pt/artigo/um-litoral-ameacado/ https://pt.slideshare.net/Thepatriciamartins12/principais-acidentes-da-costa- portuguesa https://www.apambiente.pt/_zdata/Divulgacao/Publicacoes/Tagides/tagidespoe.pdf