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A Escultura
Grega
Período Clássico ( 2ª metade séc. V a. C.):
A idealização da figura humana atinge o seu
apogeu. Perfeito equilíbrio entre expressão,
proporção e movimento. Idealismo,
espiritualidade e delicadeza. As obras
ganharam maior realismo e dinamismo,
procurando reflectir a perfeição das formas e a
beleza do corpo humano.
Policleto
Diadoumenos
Cópia romana do original de c. 450 a. C.
De Policleto de Argos não se conhece
nenhuma obra original. É autor de um cânone
(sistema de relações matemáticas
estabelecidas entre as partes do corpo): «É
necessário que a cabeça seja 1/7 da altura
total da figura, o pé 3 vezes o comprimento da
palma da mão, enquanto que a perna, desde o
pé ao joelho, deverá medir 6 palmos, e a
mesma medida entre o joelho e o abdómen.»
Dorífero
Cópia romana do original de Policleto
Meados séc. V a. C.
O tórax e a anca balançam-se desencontradamente
acentuando um contraste rítmico que realça a
musculatura. A posição dos pés sugere um movimento
indefinido entre a marcha e a pose, rigorosamente
calculado, um equilíbrio instável, um peso balanceado que
se tornou uma marca deste escultor: o ritmo
deambulatório.
Perfil grego: o nariz prolongando a linha da
testa.
Fídias (490 a. C. – 430 a. C.) foi o mais genial escultor do período clássico.
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Atelier de Fídias
Todas as suas estátuas desapareceram. Conhecem-se as descrições literárias de
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Fídias para o Partenon.
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1954
Fídias foi escolhido por Péricles para dirigir os trabalhos escultóricos do Partenon.
Clássico por excelência. Primor técnico, harmonia grandiosa e serenidade «olímpica» nos
conjuntos. Amplas roupagens drapejadas com naturalidade, sinuosidade, transparência,
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Frontão ocidental
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Disputa de Atena e Poseidon pelo domínio da Ática. A vitória de Atena torno-a protectora da cidade de Atenas.
Frontão oriental
Nascimento de Atena, da cabeça de Zeus, diante das divindades olímpicas
Museu Britânico
Londres
As 92 métopas do friso exterior representam
a) A este: a luta dos deuses contra os gigantes.
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Quando o Partenon foi consagrado ao culto cristão e dedicado à Virgem Maria, as métopas
foram severamente danificadas, estas particularmente.
c) As métopas do lado sul mostravam a centauromaquia, a luta entre os lápitas, povo lendário da Tessália,
e os centauros, quando estes, ofendidos por haverem sido excluídos de uma boda, tentaram o rapto das
mulheres lápitas.
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e) A Norte, representavam-se cenas da guerra contra os troianos.
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tradição e o cânone, é à maneira jónica, isto
é, contínuo. O tema é a procissão das
Grandes Panateneias, a festa dos atenienses
em honra de Atena, de quatro em quatro
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Cavaleiros do friso Norte
Museu Britânico
Friso das Panateneias
Sul
Museu Britânico
Londres
Friso das Panateneias
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Museu Britânico
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Este
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Hermes, Dionísio, Deméter e ?
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Vitória Desapertando a Sandália (1,07 m)
Museu da Acrópole
Proveniente do Templo de Atena Niké; Acrópole
c. 410 – 407 a. C.
Século IV a. C. : «À beleza impessoal do séc. V,
segue-se a graciosa delicadeza, típica do IV.»
Três grandes nomes: Praxíteles, Escopas e
Lisipo.
Praxíteles (390 – 330 a. C.) criou um novo
cânone celebrizado pela graciosidade, pose
lânguida em S, corpo como que abandonado,
cabeça suavemente reclinada, olhar sereno e
desviado. Naturalidade, espontaneidade,
proporção perfeita. Uma luz parece derramar-se
da cabeça, escorrendo pelo corpo.
Este Hermes e Dionísio (2,16 m) é o único
original do período clássico. Foi descrito por
Pausânias (séc. II), como estando no Templo de
Hera em Olímpia. Está hoje no Museu
Arqueológico de Olímpia.
Ambos filhos de Zeus, Hermes segurava um
cacho na mão.
O Apólo Sauróctono é uma cópia de um
original em bronze. Napoleão levou–o para
o Louvre em 1807.
Praxíteles foi o primeiro escultor a representar
um nu feminino integral. A sua Afrodite de
Cnido foi inúmeras vezes copiada e teve uma
influência enorme na história da arte
ocidental. Este exemplar é uma cópia romana,
posteriormente restaurada.
Há quem atribua a Praxíteles, o que não é pacífico,
pois há quem aponte Leócares, seu discípulo, a
autoria da Deméter de Cnido.
Deméter é a deusa da fertilidade, propiciava boas
colheitas agrícolas, nomeadamente cereais, culto
que provavelmente se filia no da deusa-mãe.
Surge aqui sentada no trono, serena, madura e
maternal com a cabeça coberta.
Demeter de Cnido
c. 350 a. C.
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Proveniente de Cnido, na Anatólia (Turquia).
A cabeça foi esculpida em separado e
cravada no corpo
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Esta cópia foi descoberta no Renascimento e exposta no
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neoclacissismo, considerou-a o exemplo de beleza.
Escopas (420 – 350 a. C.) é o
grande artista do Mausoléu de
Halicarnasso.
Halicarnasso (Bodrum, Turquia): uma das 7 maravilhas da
Antiguidade, edificado por Mausolo como monumento
funerário para si e Artemísia, sua esposa e irmã. Foi
destruído por um terramoto e as peças usadas pelos
cruzados para uma fortaleza
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c. 350 a. C.
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displicente. Cria um novo cânone, vigoroso e
robusto, tomando atletas como modelos, com uma
cabeça mais pequena, corpo mais esbelto e alto,
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Grécia escultura 2

  • 2. Período Clássico ( 2ª metade séc. V a. C.): A idealização da figura humana atinge o seu apogeu. Perfeito equilíbrio entre expressão, proporção e movimento. Idealismo, espiritualidade e delicadeza. As obras ganharam maior realismo e dinamismo, procurando reflectir a perfeição das formas e a beleza do corpo humano. Policleto Diadoumenos Cópia romana do original de c. 450 a. C.
  • 3. De Policleto de Argos não se conhece nenhuma obra original. É autor de um cânone (sistema de relações matemáticas estabelecidas entre as partes do corpo): «É necessário que a cabeça seja 1/7 da altura total da figura, o pé 3 vezes o comprimento da palma da mão, enquanto que a perna, desde o pé ao joelho, deverá medir 6 palmos, e a mesma medida entre o joelho e o abdómen.» Dorífero Cópia romana do original de Policleto Meados séc. V a. C.
  • 4. O tórax e a anca balançam-se desencontradamente acentuando um contraste rítmico que realça a musculatura. A posição dos pés sugere um movimento indefinido entre a marcha e a pose, rigorosamente calculado, um equilíbrio instável, um peso balanceado que se tornou uma marca deste escultor: o ritmo deambulatório.
  • 5. Perfil grego: o nariz prolongando a linha da testa.
  • 6. Fídias (490 a. C. – 430 a. C.) foi o mais genial escultor do período clássico. Olímpia Atelier de Fídias Todas as suas estátuas desapareceram. Conhecem-se as descrições literárias de Pausânias, autor romano do séc. II , além de cópias dos seus trabalhos mais célebres.
  • 7. Cópia romana da Atena Parteno, estátua criselefantina, feita por Fídias para o Partenon. Salvador Dali Estátua de Zeus em Olimpia 1954
  • 8. Fídias foi escolhido por Péricles para dirigir os trabalhos escultóricos do Partenon. Clássico por excelência. Primor técnico, harmonia grandiosa e serenidade «olímpica» nos conjuntos. Amplas roupagens drapejadas com naturalidade, sinuosidade, transparência, nudez sugerida e adivinhada.
  • 9. Frontão ocidental (437-432 B.C.) Disputa de Atena e Poseidon pelo domínio da Ática. A vitória de Atena torno-a protectora da cidade de Atenas.
  • 10. Frontão oriental Nascimento de Atena, da cabeça de Zeus, diante das divindades olímpicas Museu Britânico Londres
  • 11. As 92 métopas do friso exterior representam a) A este: a luta dos deuses contra os gigantes.
  • 12. b) A Oeste, as lutas lendárias entre os atenienses e as amazonas Quando o Partenon foi consagrado ao culto cristão e dedicado à Virgem Maria, as métopas foram severamente danificadas, estas particularmente.
  • 13. c) As métopas do lado sul mostravam a centauromaquia, a luta entre os lápitas, povo lendário da Tessália, e os centauros, quando estes, ofendidos por haverem sido excluídos de uma boda, tentaram o rapto das mulheres lápitas. As 32 métopas estão dispersas por museus de Paris, Londres e Atenas.
  • 14. e) A Norte, representavam-se cenas da guerra contra os troianos.
  • 15. O friso interior das paredes da cela, contra a tradição e o cânone, é à maneira jónica, isto é, contínuo. O tema é a procissão das Grandes Panateneias, a festa dos atenienses em honra de Atena, de quatro em quatro anos. Cavaleiros do friso Norte Museu Britânico
  • 16. Friso das Panateneias Sul Museu Britânico Londres
  • 17. Friso das Panateneias Sul Museu Britânico Londres
  • 19. Poseidon, Apolo e Artemis Museu da Acrópole; Atenas Friso das Panateneias; Este Hermes, Dionísio, Deméter e ? Museu Britânico; Londres Friso das Panateneias; Este
  • 20. Vitória Desapertando a Sandália (1,07 m) Museu da Acrópole Proveniente do Templo de Atena Niké; Acrópole c. 410 – 407 a. C.
  • 21. Século IV a. C. : «À beleza impessoal do séc. V, segue-se a graciosa delicadeza, típica do IV.» Três grandes nomes: Praxíteles, Escopas e Lisipo. Praxíteles (390 – 330 a. C.) criou um novo cânone celebrizado pela graciosidade, pose lânguida em S, corpo como que abandonado, cabeça suavemente reclinada, olhar sereno e desviado. Naturalidade, espontaneidade, proporção perfeita. Uma luz parece derramar-se da cabeça, escorrendo pelo corpo. Este Hermes e Dionísio (2,16 m) é o único original do período clássico. Foi descrito por Pausânias (séc. II), como estando no Templo de Hera em Olímpia. Está hoje no Museu Arqueológico de Olímpia. Ambos filhos de Zeus, Hermes segurava um cacho na mão.
  • 22. O Apólo Sauróctono é uma cópia de um original em bronze. Napoleão levou–o para o Louvre em 1807.
  • 23. Praxíteles foi o primeiro escultor a representar um nu feminino integral. A sua Afrodite de Cnido foi inúmeras vezes copiada e teve uma influência enorme na história da arte ocidental. Este exemplar é uma cópia romana, posteriormente restaurada.
  • 24. Há quem atribua a Praxíteles, o que não é pacífico, pois há quem aponte Leócares, seu discípulo, a autoria da Deméter de Cnido. Deméter é a deusa da fertilidade, propiciava boas colheitas agrícolas, nomeadamente cereais, culto que provavelmente se filia no da deusa-mãe. Surge aqui sentada no trono, serena, madura e maternal com a cabeça coberta. Demeter de Cnido c. 350 a. C. Museu Britânico Proveniente de Cnido, na Anatólia (Turquia). A cabeça foi esculpida em separado e cravada no corpo
  • 25. Leócares Apolo de Belvedere Cópia Romana 325 a. C. Museu do Vaticano Esta cópia foi descoberta no Renascimento e exposta no Cortile del Belvedere, tendo causado grande impacto. No séc. XVIII, Johann Joachim Winckelmann, fundador do neoclacissismo, considerou-a o exemplo de beleza.
  • 26. Escopas (420 – 350 a. C.) é o grande artista do Mausoléu de Halicarnasso. Halicarnasso (Bodrum, Turquia): uma das 7 maravilhas da Antiguidade, edificado por Mausolo como monumento funerário para si e Artemísia, sua esposa e irmã. Foi destruído por um terramoto e as peças usadas pelos cruzados para uma fortaleza Mausolo c. 350 a. C. Museu Britânico
  • 27. Escopas (atrib.) Combate dos gregos contra as amazonas Friso do Mausoléu de Halicarnasso 335 – 330 a. C. Museu Britânico
  • 28. Cabeças inclinadas, corpos torcidos, olhos encovados. Rostos expressivos, atormentados, agitação interior pathos. Escopas Hygeia, filha de Asclépio, Deusa da saúde Ménade, bacante seguidora de Dionísio c. 340 a. C.
  • 29. Lisipo reage ao cânone de Praxíteles, que considera displicente. Cria um novo cânone, vigoroso e robusto, tomando atletas como modelos, com uma cabeça mais pequena, corpo mais esbelto e alto, buscando uma verosimilhança na representação. «esculpir os homens tal como se vêem e não como são» Lisipo Apoxyomenos c. 320 a. C Cópia Romana Museu Pio-Clementino; Roma Lisipo Retrato de Alexandre, o Grande Museu Britânico