Finanças em
Projetos de TI
Profa. Liliam Sakamoto
Aula 2
Finanças em Projetos de TI- Aula 2



Análise de Risco e Financiamento

• Trabalhar em um projeto de TI;
• Projetos diversos;
• Dificuldades podem surgir: novas tecnologias,
  novos concorrentes, atrasos, greves, falta de
  materiais, falta de recursos, catástrofes, etc...
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Risco

• “É fundamental às sociedades
  contemporâneas. A administração do risco é o
  guia que conduz a uma ampla gama de toma
  de decisões. A forma de administrar o risco e a
  vontade de com ele fazer ou não opções
  ousadas são elementos-chaves da energia que
  impulsiona o sistema econômico. Não são
  poucas as dificuldades e controvérsias que
  envolvem a mensuração de risco e retorno”,
  Minussi (2002).
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Fundamentos de risco e retorno

• Se todos soubessem com antecedência qual seria o preço
  futuro de uma ação, o investimento seria uma tarefa
  simples.
• Infelizmente, é difícil – se não impossível – fazer tais
  predições com qualquer grau de certeza.
• Em conseqüência, os investidores muitas vezes usam o
  passado para fazer predições futuras.
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                     Definição de risco
• Em administração e finanças, risco é a possibilidade de perda
  financeira.

• Os ativos (reais ou financeiros) que apresentam maior probabilidade
  de perda são considerados mais arriscados do que os ativos com
  probabilidades menores de perda.

• Risco e incerteza podem ser usados como sinônimos em relação à
  variabilidade de retornos associada a um ativo.

• Outras fontes de risco são indicadas no próximo slide.
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Risco é
   A propabilidade de acontecer uma
    situação adversa, problema ou dano e as
    consequencia destes.
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Gerência de Riscos – PMBOK(Rouiller,2003)
     “Objetiva maximizar os resultados de
      ocorrências positivas e minimizar as
      consequências de ocorrências negativas.
      Consiste na identificação, quantificação,
      tratamento e controle dos riscos de projeto...
      Inclui os seguintes processos principais:
       Identificação dos riscos;
       Quantificação dos riscos;
       Desenvolvimento de respostas aos riscos;
       Controle das respostas aos riscos.
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   Identificação dos riscos
     Determinar quais os riscos são mais prováveis de
      afetar o projeto e documentar as características
      de cada um.
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   Quantificação dos riscos:
     Avaliar os riscos, suas interações e possíveis
      consequencias.
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   Desenvolvimento de respostas aos riscos:
     Definir as melhorias necessárias para o
      aproveitamento de oportunidades e respostas às
      ameaças.
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   Controle das respostas aos riscos:
     Responder às mudanças nos riscos do decorrer do
      projeto.
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 PMBOK orienta que designe um ou mais
  gestores de risco do projeto;
 Estes gestores conduzem a análise de risco:
     Decidem se a avaliação de risco é necessária para
      resolver um problema e ajudam os avaliadores de
      riscos a realizarem seu trabalho.
   Para administrar os riscos é preciso primeiro
    saber identificá-los.
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   Avaliação dos Riscos
     Estima o risco e compreende os fatores que
      intervêm de forma positiva ou negativa sobre o
      risco;
     Um risco pode estimar se em termos absolutos e
      não relativos e esta avaliação segue uma
      abordagem estruturada.
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 Para se avaliar riscos, principalmente no
  financiamento de projetos de TI, isto é, recursos
  financeiros para a realização dos projetos;
 Possuir a análise de riscos para decisões de
  investimentos alinhados com o negócio;
 Avaliação geralmente é realizada por meio de
  um checklist:
     Criado conforme as necessidades de cada empresa
      ou projeto, objetos da tomada de decisão.
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   Muitas vezes a avaliação do risco é realizada
    com referência no mercado, por esse motivo
    vamos conhecer um pouco sobre este assunto.
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   Todos os dias estamos atuando em algum
    mercado:
     Profissional (no trabalho);
     Educacional (na faculdade);
     Nacional (dentro do país);
     Internacional (fora do país);
     Entre outros...
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   Mercado
     é o ambiente no qual ocorrem as trocas
      comerciais;
     Nele ocorre a oferta de bens ou serviços e a
      procura ou demanda pelos mesmos.
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   Mercado
     é o ambiente no qual ocorrem as trocas
      comerciais;
     Nele ocorre a oferta de bens ou serviços e a
      procura ou demanda pelos mesmos;
     É por meio dele que contratamos profissionais,
      buscamos cotações de preços de fornecedores,
      buscamos recursos de financiamento de projetos,
      compramos e vendemos produtos e serviços.
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   Teoria do Mercado Eficiente
     Ensina que os agentes financeiros tem o mesmo
      conjunto de informações disponíveis simultaneamente,
      ou seja, as informações e expectativas se refletem
      corretamente e imediatamente nos preços dos ativos;
     Para esta teoria, não existem distorções nos preços de
      ativos, já que estes preços refletem todas as variáveis
      disponíveis, e nenhum investidor é capaz de obter
      rendimentos acima da média de mercado;
     Observações práticas, reais ou empíricas, porém tendem
      a confirmar que o mercado não age de forma eficiente.
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   O conceito de mercado perfeito baseia-se em
    quatro condições:
     Atomicidade;
     Homogeniedade;
     Fluidez;
     transparência.
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   Atomicidade:
     Cada agente econômico age como se o preço fosse
      fixo, ou seja, nenhum comprador ou vendedor é
      suficientemente forte para exercer uma influência
      significativa nos preços.
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   Homogeneidade:
     O produto é homogêneo, ou seja tem o mesmo
      significado para todos envolvidos, e deve ser
      identificável na ausência do vendedor.
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   Fluidez :
     Liberdade para compradores e vendedores
      entrarem ou saírem do mercado.
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   Transparência :
     Os agentes econômicos têm perfeito
      conhecimento da quantidade, qualidade e preço
      dos produtos em oferta.
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   Mercado imperfeito:
     É aquele no qual um dos “players” consegue de alguma
      forma manipular os preços a seu favor.
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   Fontes de financiamento:
     Capital de giro (ativo circulante);
     Capital próprio se refere às fontes e financiamentos de
      projetos, com o dinheiro ou recursos da própria
      empresa. Consiste no capital dos sócios (Patrimônio
      líquido, lucros acumulados e reservas);
     Capital de terceiros representa recursos originários de
      terceiros que são usados para aquisição de ativos de
      propriedade da entidade.
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   Custo Médio Ponderado de Capital – CMPC
     Quando proprietários ou terceiros investem ou aplicam
      recursos numa organização, empresa, instituição ou
      entidade, em geral, exigem um retorno mínimo a título
      de remuneração do seu capital;
     A remuneração gera o custo do capital, e este gera um
      efeito sobre as operações da empresa que,
      subsequentemente, afeta a sua lucratividade;
     Este custo também é obtido considerando-se todas as
      fontes dos recursos postos à disposição da empresa, de
      acordo com a participação percentual do capital próprio
      e de terceiros.
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   Custo Médio Ponderado de Capital (CMPC)
     É calculado pelo custo de cada fonte de capital
      ponderado pela sua respectiva participação na estrutura
      de financiamento da empresa.
                                                       Proporção do capital próprio no
                                                              capital investido
        Custo do Capital Próprio                   X


                                                                                           =   CMPC

      Custo do Capital de Terceiros
                                                       Proporção do capital de terceiros
                                                             no capital investido
      (considerar o benefício fiscal do IR sobre
          as juros e encargos financeiros)
                                                   X
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   Custo Médio Ponderado de Capital (CMPC)
                                              Proporção do capital próprio no
                                                     capital investido
       Custo do Capital Próprio      X
              20%                                         0,6
                                                                                  =           CMPC
     Custo do Capital de Terceiros
                                              Proporção do capital de terceiros                16%
                                                    no capital investido
                                     X
              10%                                         0,4


     Exemplo para forma de cálculo: vamos calcular o valor do CMPC da empresa, financiada pelo
     Patrimônio Líquido (PL) de R$ 600.000 e dívidas de R$ 400.000. Portanto, há 60% de capital
     próprio e 40% de capital de terceiros. A remuneração requerida pelos acionistas é de 20% e o
     custo da dívida é de 10%.
     CMPC = (20% x 0,6) + (10% x 0,4) = 16%
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   Representação Gráfica da Estrutura Ótima de Capital,
    baseada no Máximo Valor da Empresa
          VALOR DA EMPRESA ALAVANCADA




                                                       Incerteza na
                                                         estrutura
                                                          ótima
                                              Custo de
                                        rebalanceamento da
                                         estrutura de capital




                                                         Faixa da
                                                      estrutura ótima
                                                        de capital




                                                                        ENDIVIDAMENTO .
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   Endividamento e Benefício Fiscal
     Endividamento:
        É o nível de uso de recursos de terceiros
        Tem como objetivo o aumento das possibilidades de lucro,
         entretanto, por outro lado aumento o grau de risco da
         operação;
        No setor empresarial, grau de endividamento identifica
         também o grau de alavancagem de um negócio.
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    Exercícios:
1.   Calcular o valor do CMPC da empresa ABC, que possui financiamento pelo Patrimônio
     Líquido de R$ 1.000.000,00 e dívidas no valor de R$ 200.000,00. Calculando-se que possui
     80% de capital próprio e 20% de capital de terceiros. A remuneração requerida pelos
     acionistas é de 30% e o custo da dívida é de 20%.

2.   Observamos que existe uma empresa XYZ que possui 50% de capital próprio e 50% de
     capital de terceiros. Verificar qual o valor do CMPC sendo que esta apresenta remuneração
     pelos acionistas de 15% e o custo da dívida é de 30%. Calcular também quanto é o valor
     das dívidas se o Patrimônio Líquido é de R$ 300.000,00.

3.   Qual o valor da dívida de uma empresa CCC que possui CMPC de 20%, sabendo-se que
     possui um Patrimônio Líquido de R$ 800.000 e que o capital de terceiros refere-se à 30%.

4.   Qual o valor do Patrimônio Líquido da empresa VVV se o valor do capital de terceiro é
     avaliado em 40% e perfaz o montante de R$400.000,00.

Fi ti- aula 2

  • 1.
    Finanças em Projetos deTI Profa. Liliam Sakamoto Aula 2
  • 2.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2 Análise de Risco e Financiamento • Trabalhar em um projeto de TI; • Projetos diversos; • Dificuldades podem surgir: novas tecnologias, novos concorrentes, atrasos, greves, falta de materiais, falta de recursos, catástrofes, etc...
  • 3.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2 Risco • “É fundamental às sociedades contemporâneas. A administração do risco é o guia que conduz a uma ampla gama de toma de decisões. A forma de administrar o risco e a vontade de com ele fazer ou não opções ousadas são elementos-chaves da energia que impulsiona o sistema econômico. Não são poucas as dificuldades e controvérsias que envolvem a mensuração de risco e retorno”, Minussi (2002).
  • 4.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 1 Fundamentos de risco e retorno • Se todos soubessem com antecedência qual seria o preço futuro de uma ação, o investimento seria uma tarefa simples. • Infelizmente, é difícil – se não impossível – fazer tais predições com qualquer grau de certeza. • Em conseqüência, os investidores muitas vezes usam o passado para fazer predições futuras.
  • 5.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2 Definição de risco • Em administração e finanças, risco é a possibilidade de perda financeira. • Os ativos (reais ou financeiros) que apresentam maior probabilidade de perda são considerados mais arriscados do que os ativos com probabilidades menores de perda. • Risco e incerteza podem ser usados como sinônimos em relação à variabilidade de retornos associada a um ativo. • Outras fontes de risco são indicadas no próximo slide.
  • 6.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2
  • 7.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2 Risco é  A propabilidade de acontecer uma situação adversa, problema ou dano e as consequencia destes.
  • 8.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2 Gerência de Riscos – PMBOK(Rouiller,2003)  “Objetiva maximizar os resultados de ocorrências positivas e minimizar as consequências de ocorrências negativas. Consiste na identificação, quantificação, tratamento e controle dos riscos de projeto... Inclui os seguintes processos principais:  Identificação dos riscos;  Quantificação dos riscos;  Desenvolvimento de respostas aos riscos;  Controle das respostas aos riscos.
  • 9.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2  Identificação dos riscos  Determinar quais os riscos são mais prováveis de afetar o projeto e documentar as características de cada um.
  • 10.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2  Quantificação dos riscos:  Avaliar os riscos, suas interações e possíveis consequencias.
  • 11.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2  Desenvolvimento de respostas aos riscos:  Definir as melhorias necessárias para o aproveitamento de oportunidades e respostas às ameaças.
  • 12.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2  Controle das respostas aos riscos:  Responder às mudanças nos riscos do decorrer do projeto.
  • 13.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2  PMBOK orienta que designe um ou mais gestores de risco do projeto;  Estes gestores conduzem a análise de risco:  Decidem se a avaliação de risco é necessária para resolver um problema e ajudam os avaliadores de riscos a realizarem seu trabalho.  Para administrar os riscos é preciso primeiro saber identificá-los.
  • 14.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2  Avaliação dos Riscos  Estima o risco e compreende os fatores que intervêm de forma positiva ou negativa sobre o risco;  Um risco pode estimar se em termos absolutos e não relativos e esta avaliação segue uma abordagem estruturada.
  • 15.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2  Para se avaliar riscos, principalmente no financiamento de projetos de TI, isto é, recursos financeiros para a realização dos projetos;  Possuir a análise de riscos para decisões de investimentos alinhados com o negócio;  Avaliação geralmente é realizada por meio de um checklist:  Criado conforme as necessidades de cada empresa ou projeto, objetos da tomada de decisão.
  • 16.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2  Muitas vezes a avaliação do risco é realizada com referência no mercado, por esse motivo vamos conhecer um pouco sobre este assunto.
  • 17.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2  Todos os dias estamos atuando em algum mercado:  Profissional (no trabalho);  Educacional (na faculdade);  Nacional (dentro do país);  Internacional (fora do país);  Entre outros...
  • 18.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2  Mercado  é o ambiente no qual ocorrem as trocas comerciais;  Nele ocorre a oferta de bens ou serviços e a procura ou demanda pelos mesmos.
  • 19.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2  Mercado  é o ambiente no qual ocorrem as trocas comerciais;  Nele ocorre a oferta de bens ou serviços e a procura ou demanda pelos mesmos;  É por meio dele que contratamos profissionais, buscamos cotações de preços de fornecedores, buscamos recursos de financiamento de projetos, compramos e vendemos produtos e serviços.
  • 20.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2  Teoria do Mercado Eficiente  Ensina que os agentes financeiros tem o mesmo conjunto de informações disponíveis simultaneamente, ou seja, as informações e expectativas se refletem corretamente e imediatamente nos preços dos ativos;  Para esta teoria, não existem distorções nos preços de ativos, já que estes preços refletem todas as variáveis disponíveis, e nenhum investidor é capaz de obter rendimentos acima da média de mercado;  Observações práticas, reais ou empíricas, porém tendem a confirmar que o mercado não age de forma eficiente.
  • 21.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2  O conceito de mercado perfeito baseia-se em quatro condições:  Atomicidade;  Homogeniedade;  Fluidez;  transparência.
  • 22.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2  Atomicidade:  Cada agente econômico age como se o preço fosse fixo, ou seja, nenhum comprador ou vendedor é suficientemente forte para exercer uma influência significativa nos preços.
  • 23.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2  Homogeneidade:  O produto é homogêneo, ou seja tem o mesmo significado para todos envolvidos, e deve ser identificável na ausência do vendedor.
  • 24.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2  Fluidez :  Liberdade para compradores e vendedores entrarem ou saírem do mercado.
  • 25.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2  Transparência :  Os agentes econômicos têm perfeito conhecimento da quantidade, qualidade e preço dos produtos em oferta.
  • 26.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2  Mercado imperfeito:  É aquele no qual um dos “players” consegue de alguma forma manipular os preços a seu favor.
  • 27.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2  Fontes de financiamento:  Capital de giro (ativo circulante);  Capital próprio se refere às fontes e financiamentos de projetos, com o dinheiro ou recursos da própria empresa. Consiste no capital dos sócios (Patrimônio líquido, lucros acumulados e reservas);  Capital de terceiros representa recursos originários de terceiros que são usados para aquisição de ativos de propriedade da entidade.
  • 28.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2  Custo Médio Ponderado de Capital – CMPC  Quando proprietários ou terceiros investem ou aplicam recursos numa organização, empresa, instituição ou entidade, em geral, exigem um retorno mínimo a título de remuneração do seu capital;  A remuneração gera o custo do capital, e este gera um efeito sobre as operações da empresa que, subsequentemente, afeta a sua lucratividade;  Este custo também é obtido considerando-se todas as fontes dos recursos postos à disposição da empresa, de acordo com a participação percentual do capital próprio e de terceiros.
  • 29.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2  Custo Médio Ponderado de Capital (CMPC)  É calculado pelo custo de cada fonte de capital ponderado pela sua respectiva participação na estrutura de financiamento da empresa. Proporção do capital próprio no capital investido Custo do Capital Próprio X = CMPC Custo do Capital de Terceiros Proporção do capital de terceiros no capital investido (considerar o benefício fiscal do IR sobre as juros e encargos financeiros) X
  • 30.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2  Custo Médio Ponderado de Capital (CMPC) Proporção do capital próprio no capital investido Custo do Capital Próprio X 20% 0,6 = CMPC Custo do Capital de Terceiros Proporção do capital de terceiros 16% no capital investido X 10% 0,4 Exemplo para forma de cálculo: vamos calcular o valor do CMPC da empresa, financiada pelo Patrimônio Líquido (PL) de R$ 600.000 e dívidas de R$ 400.000. Portanto, há 60% de capital próprio e 40% de capital de terceiros. A remuneração requerida pelos acionistas é de 20% e o custo da dívida é de 10%. CMPC = (20% x 0,6) + (10% x 0,4) = 16%
  • 31.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2  Representação Gráfica da Estrutura Ótima de Capital, baseada no Máximo Valor da Empresa VALOR DA EMPRESA ALAVANCADA Incerteza na estrutura ótima Custo de rebalanceamento da estrutura de capital Faixa da estrutura ótima de capital ENDIVIDAMENTO .
  • 32.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2  Endividamento e Benefício Fiscal  Endividamento:  É o nível de uso de recursos de terceiros  Tem como objetivo o aumento das possibilidades de lucro, entretanto, por outro lado aumento o grau de risco da operação;  No setor empresarial, grau de endividamento identifica também o grau de alavancagem de um negócio.
  • 33.
    Finanças em Projetosde TI- Aula 2  Exercícios: 1. Calcular o valor do CMPC da empresa ABC, que possui financiamento pelo Patrimônio Líquido de R$ 1.000.000,00 e dívidas no valor de R$ 200.000,00. Calculando-se que possui 80% de capital próprio e 20% de capital de terceiros. A remuneração requerida pelos acionistas é de 30% e o custo da dívida é de 20%. 2. Observamos que existe uma empresa XYZ que possui 50% de capital próprio e 50% de capital de terceiros. Verificar qual o valor do CMPC sendo que esta apresenta remuneração pelos acionistas de 15% e o custo da dívida é de 30%. Calcular também quanto é o valor das dívidas se o Patrimônio Líquido é de R$ 300.000,00. 3. Qual o valor da dívida de uma empresa CCC que possui CMPC de 20%, sabendo-se que possui um Patrimônio Líquido de R$ 800.000 e que o capital de terceiros refere-se à 30%. 4. Qual o valor do Patrimônio Líquido da empresa VVV se o valor do capital de terceiro é avaliado em 40% e perfaz o montante de R$400.000,00.