Fenomenologia Profa. Dra. Lucila Pesce PUC/SP – COGEAE - Met. Pesq.
Fenomenologia Ênfase no mundo da vida cotidiana. Volta ao mundo da vida, no confronto com o mundo de valores, crenças, ações conjuntas...
Fenomenologia Husserl :  Fundador da Fenomenologia Moderna. Nascido em 08/04/1859, atual República Tcheca e falecido em 27/04/1938, na Alemanha.  Escritor e filósofo de grande influência sobre o Existencialismo e as ciências sociais.  Funda a Fenomenologia: a base filosófica para a lógica e a matemática precisa começar com uma análise da experiência que está antes de todo o pensamento formal.
Fenomenologia Merleau-Ponty :  Filósofo francês nascido em 1908. Desenvolveu suas teorias a partir da Fenomenologia.  Segundo ele, quando o ser humano se depara com algo que se apresenta diante de sua consciência, primeiro o nota e o percebe em total harmonia com sua forma, a partir de sua consciência perceptiva.  Após perceber o objeto, esse entra na sua consciência e passa a ser um fenômeno. Com a intenção de percebê-lo, o ser humano intui sobre ele, imagina-o em toda sua plenitude, e será capaz de descrever o que ele realmente é. Dessa forma, o conhecimento do fenômeno é gerado em torno do próprio fenômeno.  Para ele, o ser humano é o centro da discussão sobre o conhecimento. O conhecimento nasce e faz-se sensível em sua corporeidade.
Fenomenologia A Fenomenologia questiona a pretensão do positivismo à neutralidade do pesquisador, por desconsiderar as crenças, os valores presentes nos seus atos e pensamentos.
Pesquisa fenomenológica Propõe um retorno à totalidade do mundo vivido. Apresenta-se como  pesquisa exploratória , na medida em que se entende como interpretação aberta a outras interpretações; portanto, como trabalho ainda por se completar. O pesquisador está no mundo, interrogando-o.
Método fenomenológico Cunhado na  atitude fenomenológica  de abertura para compreender o fenômeno em um status de suspensão ( epoqué ). Na  epoqué , a apreensão do fenômeno não deve partir de idéias preconcebidas sobre o fenômeno em estudo, de definições ou conceitos apriorísticos, mas sim partir da compreensão do nosso viver.  Por isso, o  pesquisador fenomenólogo  busca colocar entre parênteses todas as suas pressuposições.
Método fenomenológico Indicado nos casos em que o método científico clássico não dá conta de apreender o fenômeno, em sua complexidade.  Por exemplo, na análise de  fenômenos subjetivos , a partir do pressuposto de que as verdades essenciais acerca da realidade baseiam-se na experiência vivida (o que interessa é a experiência vivida no cotidiano).
Método fenomenológico Destina-se a empreender pesquisas sobre fenômenos humanos, com ênfase sobre os vividos e experienciados. Daí voltar-se à análise dos relatos / descrições dos sujeitos que vivenciaram o fenômeno em questão.
Método fenomenológico Na pesquisa fenomenológica, não há hipóteses a serem verificadas, mas sim dúvidas / suposições a serem respondidas, por intermédio dos relatos dos sujeitos de pesquisa.
Método fenomenológico Todo e qualquer fenômeno humano contém: o  lado externo:  afeito ao pólo objetivo, do comportamento - o que os sujeitos de pesquisa fazem e dizem - que é passível de ser identificável por mais de um observador; o  lado interno:  afeito ao pólo subjetivo, da experiência - emoções, pensamentos, sensações... - que não é observável pelo observador externo.
Método fenomenológico Apreensão do fenômeno de segunda mão, por meio de relato do sujeito de pesquisa. Propõe-se a desvendar o fenômeno, para além das aparências.
Método fenomenológico Vale-se da descrição / interpretação hermenêutica. A  interpretação hermenêutica  pretende pôr a descoberto os sentidos menos aparentes (incluso o silêncio), situados como aqueles que o fenômeno tem de mais fundamental.
Método fenomenológico Vale-se do  círculo hermenêutico : compreensão – interpretação – nova compreensão. Lança mão das  reduções fenomenológicas  presentes: na análise ideográfica  na matriz nomotética na rede de significados
Método fenomenológico A  redução fenomenológica  visa à maior aproximação possível da essência do fenômeno investigado, na apreensão da parcela invariável, da experiência vivida comum a todos os participantes. Não deixar de perceber as  idiossincrasias .  Da redução fenomenológica surgem as temáticas comuns aos participantes, que podem ser entendidas como  categorias de análise .
Pesquisa fenomenológica em Educação (Massini) Discussão e ação : coleta e reunião de dados do vivido. Reflexão : interpretação do relato vivido; recuo do pesquisador e busca do significados manifestos na situação em análise, sem quadro de referência (stauts de suspensão – epoqué). Ação : nova compreensão apresentada como proposta, em forma de nova pergunta.
Referências bibliográficas MASINI, Elcie. Enfoque fenomenológico de pesquisa em educação. In: FAZENDA, Ivani. (org.).  Metodologia da pesquisa educacional . 3ª. ed. São Paulo: Cortez, 1994. p. 59-67. MOREIRA, Daniel Augusto. Transporte da Fenomenologia para o domínio da pesquisa. In:  O método fenomenológico na pesquisa . São Paulo: Pioneira Thomson, 2002. p. 103-115.
Apêndice I: Protocolos de pesquisa - análise ideográfica (129)
Apêndice II
Apêndice III: análise nomotética - categorias abertas e idiossincrasias. - Articulação com a prática - Tempo - Autonomia profissional - Familiaridade com as TIC - Incorporação conceptual - Interação - Metodologia de intervenção - Reflexão - Sentimento Emergiram na  articulação  entre as asserções evidenciadas nos  discursos  dos sujeitos de pesquisa: A2  D14  As16

Fenomenologia

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    Fenomenologia Profa. Dra.Lucila Pesce PUC/SP – COGEAE - Met. Pesq.
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    Fenomenologia Ênfase nomundo da vida cotidiana. Volta ao mundo da vida, no confronto com o mundo de valores, crenças, ações conjuntas...
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    Fenomenologia Husserl : Fundador da Fenomenologia Moderna. Nascido em 08/04/1859, atual República Tcheca e falecido em 27/04/1938, na Alemanha. Escritor e filósofo de grande influência sobre o Existencialismo e as ciências sociais. Funda a Fenomenologia: a base filosófica para a lógica e a matemática precisa começar com uma análise da experiência que está antes de todo o pensamento formal.
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    Fenomenologia Merleau-Ponty : Filósofo francês nascido em 1908. Desenvolveu suas teorias a partir da Fenomenologia. Segundo ele, quando o ser humano se depara com algo que se apresenta diante de sua consciência, primeiro o nota e o percebe em total harmonia com sua forma, a partir de sua consciência perceptiva. Após perceber o objeto, esse entra na sua consciência e passa a ser um fenômeno. Com a intenção de percebê-lo, o ser humano intui sobre ele, imagina-o em toda sua plenitude, e será capaz de descrever o que ele realmente é. Dessa forma, o conhecimento do fenômeno é gerado em torno do próprio fenômeno. Para ele, o ser humano é o centro da discussão sobre o conhecimento. O conhecimento nasce e faz-se sensível em sua corporeidade.
  • 5.
    Fenomenologia A Fenomenologiaquestiona a pretensão do positivismo à neutralidade do pesquisador, por desconsiderar as crenças, os valores presentes nos seus atos e pensamentos.
  • 6.
    Pesquisa fenomenológica Propõeum retorno à totalidade do mundo vivido. Apresenta-se como pesquisa exploratória , na medida em que se entende como interpretação aberta a outras interpretações; portanto, como trabalho ainda por se completar. O pesquisador está no mundo, interrogando-o.
  • 7.
    Método fenomenológico Cunhadona atitude fenomenológica de abertura para compreender o fenômeno em um status de suspensão ( epoqué ). Na epoqué , a apreensão do fenômeno não deve partir de idéias preconcebidas sobre o fenômeno em estudo, de definições ou conceitos apriorísticos, mas sim partir da compreensão do nosso viver. Por isso, o pesquisador fenomenólogo busca colocar entre parênteses todas as suas pressuposições.
  • 8.
    Método fenomenológico Indicadonos casos em que o método científico clássico não dá conta de apreender o fenômeno, em sua complexidade. Por exemplo, na análise de fenômenos subjetivos , a partir do pressuposto de que as verdades essenciais acerca da realidade baseiam-se na experiência vivida (o que interessa é a experiência vivida no cotidiano).
  • 9.
    Método fenomenológico Destina-sea empreender pesquisas sobre fenômenos humanos, com ênfase sobre os vividos e experienciados. Daí voltar-se à análise dos relatos / descrições dos sujeitos que vivenciaram o fenômeno em questão.
  • 10.
    Método fenomenológico Napesquisa fenomenológica, não há hipóteses a serem verificadas, mas sim dúvidas / suposições a serem respondidas, por intermédio dos relatos dos sujeitos de pesquisa.
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    Método fenomenológico Todoe qualquer fenômeno humano contém: o lado externo: afeito ao pólo objetivo, do comportamento - o que os sujeitos de pesquisa fazem e dizem - que é passível de ser identificável por mais de um observador; o lado interno: afeito ao pólo subjetivo, da experiência - emoções, pensamentos, sensações... - que não é observável pelo observador externo.
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    Método fenomenológico Apreensãodo fenômeno de segunda mão, por meio de relato do sujeito de pesquisa. Propõe-se a desvendar o fenômeno, para além das aparências.
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    Método fenomenológico Vale-seda descrição / interpretação hermenêutica. A interpretação hermenêutica pretende pôr a descoberto os sentidos menos aparentes (incluso o silêncio), situados como aqueles que o fenômeno tem de mais fundamental.
  • 14.
    Método fenomenológico Vale-sedo círculo hermenêutico : compreensão – interpretação – nova compreensão. Lança mão das reduções fenomenológicas presentes: na análise ideográfica na matriz nomotética na rede de significados
  • 15.
    Método fenomenológico A redução fenomenológica visa à maior aproximação possível da essência do fenômeno investigado, na apreensão da parcela invariável, da experiência vivida comum a todos os participantes. Não deixar de perceber as idiossincrasias . Da redução fenomenológica surgem as temáticas comuns aos participantes, que podem ser entendidas como categorias de análise .
  • 16.
    Pesquisa fenomenológica emEducação (Massini) Discussão e ação : coleta e reunião de dados do vivido. Reflexão : interpretação do relato vivido; recuo do pesquisador e busca do significados manifestos na situação em análise, sem quadro de referência (stauts de suspensão – epoqué). Ação : nova compreensão apresentada como proposta, em forma de nova pergunta.
  • 17.
    Referências bibliográficas MASINI,Elcie. Enfoque fenomenológico de pesquisa em educação. In: FAZENDA, Ivani. (org.). Metodologia da pesquisa educacional . 3ª. ed. São Paulo: Cortez, 1994. p. 59-67. MOREIRA, Daniel Augusto. Transporte da Fenomenologia para o domínio da pesquisa. In: O método fenomenológico na pesquisa . São Paulo: Pioneira Thomson, 2002. p. 103-115.
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    Apêndice I: Protocolosde pesquisa - análise ideográfica (129)
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    Apêndice III: análisenomotética - categorias abertas e idiossincrasias. - Articulação com a prática - Tempo - Autonomia profissional - Familiaridade com as TIC - Incorporação conceptual - Interação - Metodologia de intervenção - Reflexão - Sentimento Emergiram na articulação entre as asserções evidenciadas nos discursos dos sujeitos de pesquisa: A2 D14 As16