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Exercícios comentados de
  Interpretação textual
Texto 1:
  O que podemos experimentar de mais belo é o mistério.
     Ele é a fonte de toda a arte e ciência verdadeira.
     Aquele que for alheio a essa emoção, aquele que não
     se detém a admirar as coisas, sentindo-se cheio de
     surpresa, esse já está, por assim dizer, morto e tem os
     olhos extintos. O que fez nascer a religião foi essa
     vivência do misterioso – embora mesclado de terror.
     Saber que existe algo insondável, sentir a presença de
     algo profundamente racional e radiantemente
     belo, algo que compreendemos apenas em forma
     muito rudimentar – é esta a experiência que constitui a
     atitude genuinamente religiosa. Neste sentido, e
     unicamente neste sentido pertenço aps homens
     profundamente religiosos.
  (Albert Einstein – Como vejo o mundo)
Texto 1:(Albert Einstein – Como vejo o mundo)
Exemplos de erros no entendimento do texto:

 Extrapolação: o texto fala sobre a importância de
  Deus e da religião, e sobre o mistério e a criação
  do universo.
 Redução: o texto afirma que o terror fez nascer a
  religião. O texto também afirma que a nossa
  compreensão dos fenômenos é ainda muito
  rudimentar.
 Contradição: o texto afirma que quem
  experimenta o mistério está com os olhos
  fechados e não consegue compreender a
  natureza. O texto ainda afirma que a experiência
  do mistério é um elemento importante para a
  arte, não para a ciência.
Texto 1:(Albert Einstein – Como vejo o mundo)
Exemplos de interpretação correta do texto:
 O texto apresenta, na verdade, diversas ideias
  básicas:
• A beleza da experiência do mistério;
• A emoção do mistério como raiz da ciência e da
  arte;
• A homem incapaz de sentir essa emoção está
  com os olhos mortos;
• A caracterização dessa vivência: saber e sentir
  que existe algo – belo e racional – que
  compreendemos apenas rudemente;
• O sentido em que o autor se considera uma
  pessoa religiosa (e unicamente neste sentido).
Texto 2:
  Mãos dadas
  Não serei o poeta de um mundo caduco.
    Também não cantarei o mundo futuro.
    Estou preso à vida e olho meus companheiros.
    Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
    Entre eles, considero a enorme realidade.
    O presente é tão grande, não nos afastemos.
    Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
     Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
     não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da
     janela,
     não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
     não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
     O tempo é a minha matéria, do tempo presente, os
     homens presentes,
     a vida presente.
  (Carlos Drummond de Andrade – Sentimento do mundo)
Texto 2 (Carlos Drummond de Andrade – Sentimento do mundo)
Exemplos de erros no entendimento do texto:

Extrapolação: o texto afirma a desilusão do
 autor com os amores românticos, que não são
 correspondidos,      e     que     levam      à
 autodestruição.
Redução: o texto afirma que o autor não
 pretende viver numa ilha.
Contradição: o texto afirma que o autor sente-
 se preso à vida presente, à passada e à futura.
Texto 1: (Carlos Drummond de Andrade – Sentimento do mundo)
  Exemplos de interpretação correta do texto:
   Observe como o poema de Drummond apresenta
    muitas ideias relevantes:
  • A negação de ser um poeta do passado (mundo
    caduco) e do futuro;
  • O estar preso à vida, com os companheiros, na
    realidade presente;
  • O chamado para viver o presente, juntos;
  • A negação de várias atitudes que o tirariam de
    viver a realidade presente (as várias fugas: o
    amor romântico, o sentimentalismo, as drogas, o
    suicídio, a solidão, a religião alienante);
  • Reafirmação, no fim do texto, do presente: o
    tempo, a vida presente.
Treinando a interpretação
1. (FUVEST / GV) O meu fim evidente era atar as duas pontas
   da vida, e restaurar na velhice a adolescência.
   Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que
                              fui.
   É o que diz o narrador no segundo capítulo do
   romance Dom Casmurro. Afinal por que não teria ele
   alcançado o seu intento?

  (A) Pelas dificuldades inerentes à estrutura do romance, na
  recuperação de outros tempos.
  (B) Pelo receio de confessar suas fraquezas e a traição
  sofrida.
  (C) Porque era impossível recuperar o sentido daquele
  período, pois ele já não era a mesma pessoa.
  (D) Pela falta de bom senso e de clareza na apreensão das
  lembranças.
  (E) Porque o tempo, impiedoso, apaga todos os
  acontecimentos e transforma as pessoas.
2. (ENEM 2007, adaptado) Sobre a exposição de Anita Malfatti, em
   1917, que muito influenciaria a Semana de Arte Moderna, Monteiro
   Lobato escreveu, em artigo intitulado Paranóia ou Mistificação:
Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que vêem as coisas e
   em conseqüência fazem arte pura, guardados os eternos ritmos da
   vida, e adotados, para a concretização das emoções estéticas, os
   processos clássicos dos grandes mestres. (...) A outra espécie é
   formada dos que vêem anormalmente a natureza e a interpretam à
   luz das teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica das escolas
   rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura excessiva. (...).
   Estas considerações são provocadas pela exposição da sra.
   Malfatti, onde se notam acentuadíssimas tendências para uma
   atitude estética forçada no sentido das extravagâncias de Picasso &
   cia. O Diário de São Paulo, dez./1917.

Em qual das obras A SEGUIR identifica-se o estilo de Anita
Malfatti criticado por Monteiro Lobato no artigo?
Vaso de Flores
Acesso ao Monte   Nossa Senhora da
Serrat - Santos   Auxiliadora e Dom
                  Bosco




                      A Santa Ceia
A boba
3. (ENEM 2008, adaptado) Texto para as questões 12 e 13
Torno a ver-vos, ó montes; o destino
Aqui me torna a pôr nestes outeiros,
Onde um tempo os gabões deixei grosseiros
Pelo traje da Corte, rico e fino.
Aqui estou entre Almendro, entre Corino,
Os meus fiéis, meus doces companheiros,
Vendo correr os míseros vaqueiros
Atrás de seu cansado desatino.
Se o bem desta choupana pode tanto,
Que chega a ter mais preço, e mais valia
Que, da Cidade, o lisonjeiro encanto,
Aqui descanse a louca fantasia,
E o que até agora se tornava em pranto
Se converta em afetos de alegria.
Cláudio Manoel da Costa.
(In: Domício Proença Filho. A poesia
dos inconfidentes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 78-9.)
Considerando o soneto de Cláudio Manoel da Costa e os elementos constitutivos
   do Arcadismo brasileiro, assinale a opção correta acerca da relação entre o
   poema e o momento histórico de sua produção.

a) Os “montes” e “outeiros”, mencionados na primeira estrofe, são imagens
   relacionadas à Metrópole, ou seja, ao lugar onde o poeta se vestiu com traje
   “rico e fino”.
b) A oposição entre a Colônia e a Metrópole, com o núcleo do poema, revela uma
   contradição vivenciada pelo poeta, dividido entre a civilidade do mundo
   urbano da Metrópole e a rusticidade da terra da Colônia.
c) O bucolismo presente nas imagens do poema é elemento estético do
   Arcadismo que evidencia a preocupação do poeta árcade em realizar uma
   representação literária realista da vida nacional.
d) A relação de vantagem da “choupana” sobre a “Cidade”, na terceira estrofe, é
   formulação literária que reproduz a condição histórica paradoxalmente
   vantajosa da Colônia sobre a Metrópole.
e) A realidade de atraso social, político e econômico do Brasil Colônia está
   representada esteticamente no poema pela referência, na última estrofe, à
   transformação do pranto em alegria.
4. Assinale a opção que apresenta um verso do
  soneto de Cláudio Manoel da Costa em que o
  poeta se dirige ao seu interlocutor:

a) “Torno a ver-vos, ó montes; o destino” (v.1)
b) “Aqui estou entre Almendro, entre Corino,”
   (v.5)
c) “Os meus fiéis, meus doces companheiros,”
   (v.6)
d) “Vendo correr os míseros vaqueiros” (v.7)
e) “Que, da Cidade, o lisonjeiro encanto,” (v.11)
5. Texto para as questões 6 e 7:
6. O texto tem o objetivo de solucionar um
problema social,
a) descrevendo a situação do país em relação à gripe
suína.
b) alertando a população para o risco de morte pela
• Influenza A.
c) informando a população sobre a iminência de uma
• pandemia de Influenza A.
d) orientando a população sobre os sintomas da gripe
• suína e procedimentos para evitar a contaminação.
e) convocando toda a população para se submeter a
• exames de detecção da gripe suína.
7. Os principais recursos utilizados para envolvimento
e adesão do leitor à campanha institucional incluem:

a) o emprego de enumeração de itens e apresentação
de títulos expressivos.
b) o uso de orações subordinadas condicionais e
temporais.
c) o emprego de pronomes como “você” e “sua” e o
uso do imperativo.
d) a construção de figuras metafóricas e o uso de
repetição.
e) o fornecimento de número de telefone gratuito
para contato.
Questão 8

Gênero dramático é aquele em que o artista usa como intermediária
  entre si e o público a representação. A palavra vem do grego drao
  (fazer) e quer dizer ação. A peça teatral é, pois, uma composição
  literária destinada à apresentação por atores em um palco, atuando
  e dialogando entre si. O texto dramático é complementado pela
  atuação dos atores no espetáculo teatral e possui uma estrutura
  específica, caracterizada: 1) pela presença de personagens que
  devem estar ligados com lógica uns aos outros e à ação; 2) pela
  ação dramática (trama, enredo), que é o conjunto de atos
  dramáticos, maneiras de ser e de agir das personagens encadeadas
  à unidade do efeito e segundo uma ordem composta de
  exposição, conflito, complicação, clímax e desfecho; 3) pela situação
  ou ambiente, que é o conjunto de circunstâncias
  físicas, sociais, espirituais em que se situa a ação; 4) pelo tema,ou
  seja, a ideia que o autor (dramaturgo) deseja expor, ou sua
  interpretação real por meio da representação.
COUTINHO, A. Notas de teoria literária. Rio de Janeiro: Civilização
  Brasileira, 1973 (adaptado).
Considerando o texto e analisando os elementos que constituem um
espetáculo teatral, conclui-se que

a) a criação do espetáculo teatral apresenta-se como um fenômeno de ordem
individual, pois não é possível sua concepção de forma coletiva.
b) o cenário onde se desenrola a ação cênica é concebido e construído pelo
cenógrafo de modo autônomo e independente do tema da peça e do trabalho
interpretativo dos atores.
c) o texto cênico pode originar-se dos mais variados gêneros textuais, como
contos, lendas, romances, poesias, crônicas, notícias, imagens e fragmentos
textuais, entre outros.
d) o corpo do ator na cena tem pouca importância na comunicação
teatral, visto que o mais importante é a expressão verbal, base da
comunicação cênica em toda a trajetória do teatro até os dias atuais.
e) a iluminação e o som de um espetáculo cênico independem do processo de
produção/recepção do espetáculo teatral, já que se trata de linguagens
artísticas diferentes, agregadas posteriormente à cena teatral.
Questão 9 (PSC 3 2008): Assinale a opção falsa a respeito do que se deduz
do texto de Othon M. Garcia, abaixo transcrito:


Há alguns anos, o Dr. Johnson O’Connor, do Laboratório de
   Engenharia Humana, de Boston, e do Instituto de
   Tecnologia, de Hoboken, Nova Jersey, submeteu a um teste de
   vocabulário cem alunos de um curso de formação de
   dirigentes de empresas industriais (industrial executives), os
   executivos. Cinco anos mais tarde, verificou que os dez por
   cento que haviam revelado maior conhecimento ocupavam
   cargos de direção, ao passo que dos vinte e cinco por cento
   mais “fracos” nenhum alcançara igual posição.
Isso não prova, entretanto, que, para vencer na vida, basta ter
   um       bom     vocabulário;      outras    qualidades     se
   fazem, evidentemente, necessárias. Mas parece não restar
   dúvida de que, dispondo de palavras suficientes e adequadas
   à expressão do pensamento de maneira clara, fiel e
   precisa, estamos em melhores condições de assimilar
   conceitos, de refletir, de escolher, de julgar, do que outros
   cujo acervo léxico seja insuficiente ou medíocre para a tarefa
   vital da comunicação.
a) Ser dotado de considerável acervo léxico é condição necessária, mas
    não suficiente, para ascender no mercado de trabalho.
b) Teste de vocabulário aplicado a alunos de um curso para formação
    de executivos provou, depois de tempo razoável, que os mais bem
    sucedidos da turma ocupavam cargos de direção nas empresas em
    que atuavam, o que, por si só, demonstrou que basta o domínio de
    amplo léxico para vencer no mercado de trabalho.
c) Bagagem léxica exígua dificulta a assimilação de conceitos e diminui
    a capacidade de refletir, escolher e julgar, o que torna insuficiente e
    muito limitado o desempenho do indivíduo nos atos diários de
    comunicação.
d) Dispor de um bom vocabulário constitui certamente uma das mais
    importantes ferramentas para disputar posições no mercado de
    trabalho.
e) Decorrido algum tempo, verificou-se que, dos alunos menos bem
    sucedidos em um teste de vocabulário aplicado em um curso para
    formação de executivos, nenhum ascendeu a cargo de direção na
    empresa em que trabalhava, o que deixou evidente que, se não é
    decisivo, é com certeza importante dispor de apreciável acervo
    léxico para crescer profissionalmente.
10. O texto II é uma tirinha do cartunista argentino
Quino que traz a personagem Mafalda, sua criação
mais famosa.
10 –A) “Mas daqui a trinta anos nós é que vamos fazer coisas e ocupar cargos.
   Nós, as crianças, vamos ter o mundo nas mãos.” (segundo quadrinho).
   Assinale a alternativa em que, alterando-se a redação do trecho acima, ficam
   mantidas a correção gramatical e a correspondência semântica ao original.

(A) Mas, uma vez que daqui a trinta anos nós, as crianças, vamos ter
o mundo nas mãos, vamos fazer coisas e ocupar cargos.
(B) Nós, as crianças, daqui a trinta anos, vamos fazer coisas e
ocuparemos cargos porquanto teremos o mundo nas mãos.
(C) Conquanto, já que daqui a trinta anos nós, as crianças, vamos
fazer coisas e ocupar cargos, teremos o mundo nas mãos.
(D) Entretanto, como daqui a trinta anos nós, as crianças, faremos
coisas e ocuparemos cargos, teremos o mundo nas mãos.
(E) Daqui há trinta anos, porque teremos o mundo nas mãos, nós,
as crianças, vamos fazer coisas e ocupar cargos.
10 –B) No primeiro quadrinho, ocorre
 exemplo de:

(A) pleonasmo.
(B) anacoluto.
(C) silepse de pessoa.
(D) zegma.
(E) silepse de gênero.
Referências
AMARAL, Emília; ANTÔNIO, Severino;
 PATROCÍNIO, Mauro Ferreira do.
 Português:
 redação, gramática, literatura, interpretação
 de texto. São Paulo: Nova Cultural, 1999.

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Exercícios comentados de interpretação textual

  • 1. Exercícios comentados de Interpretação textual
  • 2. Texto 1: O que podemos experimentar de mais belo é o mistério. Ele é a fonte de toda a arte e ciência verdadeira. Aquele que for alheio a essa emoção, aquele que não se detém a admirar as coisas, sentindo-se cheio de surpresa, esse já está, por assim dizer, morto e tem os olhos extintos. O que fez nascer a religião foi essa vivência do misterioso – embora mesclado de terror. Saber que existe algo insondável, sentir a presença de algo profundamente racional e radiantemente belo, algo que compreendemos apenas em forma muito rudimentar – é esta a experiência que constitui a atitude genuinamente religiosa. Neste sentido, e unicamente neste sentido pertenço aps homens profundamente religiosos. (Albert Einstein – Como vejo o mundo)
  • 3. Texto 1:(Albert Einstein – Como vejo o mundo) Exemplos de erros no entendimento do texto:  Extrapolação: o texto fala sobre a importância de Deus e da religião, e sobre o mistério e a criação do universo.  Redução: o texto afirma que o terror fez nascer a religião. O texto também afirma que a nossa compreensão dos fenômenos é ainda muito rudimentar.  Contradição: o texto afirma que quem experimenta o mistério está com os olhos fechados e não consegue compreender a natureza. O texto ainda afirma que a experiência do mistério é um elemento importante para a arte, não para a ciência.
  • 4. Texto 1:(Albert Einstein – Como vejo o mundo) Exemplos de interpretação correta do texto:  O texto apresenta, na verdade, diversas ideias básicas: • A beleza da experiência do mistério; • A emoção do mistério como raiz da ciência e da arte; • A homem incapaz de sentir essa emoção está com os olhos mortos; • A caracterização dessa vivência: saber e sentir que existe algo – belo e racional – que compreendemos apenas rudemente; • O sentido em que o autor se considera uma pessoa religiosa (e unicamente neste sentido).
  • 5. Texto 2: Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. Também não cantarei o mundo futuro. Estou preso à vida e olho meus companheiros. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. Entre eles, considero a enorme realidade. O presente é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas. Não serei o cantor de uma mulher, de uma história, não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela, não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida, não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. O tempo é a minha matéria, do tempo presente, os homens presentes, a vida presente. (Carlos Drummond de Andrade – Sentimento do mundo)
  • 6. Texto 2 (Carlos Drummond de Andrade – Sentimento do mundo) Exemplos de erros no entendimento do texto: Extrapolação: o texto afirma a desilusão do autor com os amores românticos, que não são correspondidos, e que levam à autodestruição. Redução: o texto afirma que o autor não pretende viver numa ilha. Contradição: o texto afirma que o autor sente- se preso à vida presente, à passada e à futura.
  • 7. Texto 1: (Carlos Drummond de Andrade – Sentimento do mundo) Exemplos de interpretação correta do texto:  Observe como o poema de Drummond apresenta muitas ideias relevantes: • A negação de ser um poeta do passado (mundo caduco) e do futuro; • O estar preso à vida, com os companheiros, na realidade presente; • O chamado para viver o presente, juntos; • A negação de várias atitudes que o tirariam de viver a realidade presente (as várias fugas: o amor romântico, o sentimentalismo, as drogas, o suicídio, a solidão, a religião alienante); • Reafirmação, no fim do texto, do presente: o tempo, a vida presente.
  • 9. 1. (FUVEST / GV) O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. É o que diz o narrador no segundo capítulo do romance Dom Casmurro. Afinal por que não teria ele alcançado o seu intento? (A) Pelas dificuldades inerentes à estrutura do romance, na recuperação de outros tempos. (B) Pelo receio de confessar suas fraquezas e a traição sofrida. (C) Porque era impossível recuperar o sentido daquele período, pois ele já não era a mesma pessoa. (D) Pela falta de bom senso e de clareza na apreensão das lembranças. (E) Porque o tempo, impiedoso, apaga todos os acontecimentos e transforma as pessoas.
  • 10. 2. (ENEM 2007, adaptado) Sobre a exposição de Anita Malfatti, em 1917, que muito influenciaria a Semana de Arte Moderna, Monteiro Lobato escreveu, em artigo intitulado Paranóia ou Mistificação: Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que vêem as coisas e em conseqüência fazem arte pura, guardados os eternos ritmos da vida, e adotados, para a concretização das emoções estéticas, os processos clássicos dos grandes mestres. (...) A outra espécie é formada dos que vêem anormalmente a natureza e a interpretam à luz das teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica das escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura excessiva. (...). Estas considerações são provocadas pela exposição da sra. Malfatti, onde se notam acentuadíssimas tendências para uma atitude estética forçada no sentido das extravagâncias de Picasso & cia. O Diário de São Paulo, dez./1917. Em qual das obras A SEGUIR identifica-se o estilo de Anita Malfatti criticado por Monteiro Lobato no artigo?
  • 11. Vaso de Flores Acesso ao Monte Nossa Senhora da Serrat - Santos Auxiliadora e Dom Bosco A Santa Ceia A boba
  • 12. 3. (ENEM 2008, adaptado) Texto para as questões 12 e 13 Torno a ver-vos, ó montes; o destino Aqui me torna a pôr nestes outeiros, Onde um tempo os gabões deixei grosseiros Pelo traje da Corte, rico e fino. Aqui estou entre Almendro, entre Corino, Os meus fiéis, meus doces companheiros, Vendo correr os míseros vaqueiros Atrás de seu cansado desatino. Se o bem desta choupana pode tanto, Que chega a ter mais preço, e mais valia Que, da Cidade, o lisonjeiro encanto, Aqui descanse a louca fantasia, E o que até agora se tornava em pranto Se converta em afetos de alegria. Cláudio Manoel da Costa. (In: Domício Proença Filho. A poesia dos inconfidentes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 78-9.)
  • 13. Considerando o soneto de Cláudio Manoel da Costa e os elementos constitutivos do Arcadismo brasileiro, assinale a opção correta acerca da relação entre o poema e o momento histórico de sua produção. a) Os “montes” e “outeiros”, mencionados na primeira estrofe, são imagens relacionadas à Metrópole, ou seja, ao lugar onde o poeta se vestiu com traje “rico e fino”. b) A oposição entre a Colônia e a Metrópole, com o núcleo do poema, revela uma contradição vivenciada pelo poeta, dividido entre a civilidade do mundo urbano da Metrópole e a rusticidade da terra da Colônia. c) O bucolismo presente nas imagens do poema é elemento estético do Arcadismo que evidencia a preocupação do poeta árcade em realizar uma representação literária realista da vida nacional. d) A relação de vantagem da “choupana” sobre a “Cidade”, na terceira estrofe, é formulação literária que reproduz a condição histórica paradoxalmente vantajosa da Colônia sobre a Metrópole. e) A realidade de atraso social, político e econômico do Brasil Colônia está representada esteticamente no poema pela referência, na última estrofe, à transformação do pranto em alegria.
  • 14. 4. Assinale a opção que apresenta um verso do soneto de Cláudio Manoel da Costa em que o poeta se dirige ao seu interlocutor: a) “Torno a ver-vos, ó montes; o destino” (v.1) b) “Aqui estou entre Almendro, entre Corino,” (v.5) c) “Os meus fiéis, meus doces companheiros,” (v.6) d) “Vendo correr os míseros vaqueiros” (v.7) e) “Que, da Cidade, o lisonjeiro encanto,” (v.11)
  • 15. 5. Texto para as questões 6 e 7:
  • 16. 6. O texto tem o objetivo de solucionar um problema social, a) descrevendo a situação do país em relação à gripe suína. b) alertando a população para o risco de morte pela • Influenza A. c) informando a população sobre a iminência de uma • pandemia de Influenza A. d) orientando a população sobre os sintomas da gripe • suína e procedimentos para evitar a contaminação. e) convocando toda a população para se submeter a • exames de detecção da gripe suína.
  • 17. 7. Os principais recursos utilizados para envolvimento e adesão do leitor à campanha institucional incluem: a) o emprego de enumeração de itens e apresentação de títulos expressivos. b) o uso de orações subordinadas condicionais e temporais. c) o emprego de pronomes como “você” e “sua” e o uso do imperativo. d) a construção de figuras metafóricas e o uso de repetição. e) o fornecimento de número de telefone gratuito para contato.
  • 18. Questão 8 Gênero dramático é aquele em que o artista usa como intermediária entre si e o público a representação. A palavra vem do grego drao (fazer) e quer dizer ação. A peça teatral é, pois, uma composição literária destinada à apresentação por atores em um palco, atuando e dialogando entre si. O texto dramático é complementado pela atuação dos atores no espetáculo teatral e possui uma estrutura específica, caracterizada: 1) pela presença de personagens que devem estar ligados com lógica uns aos outros e à ação; 2) pela ação dramática (trama, enredo), que é o conjunto de atos dramáticos, maneiras de ser e de agir das personagens encadeadas à unidade do efeito e segundo uma ordem composta de exposição, conflito, complicação, clímax e desfecho; 3) pela situação ou ambiente, que é o conjunto de circunstâncias físicas, sociais, espirituais em que se situa a ação; 4) pelo tema,ou seja, a ideia que o autor (dramaturgo) deseja expor, ou sua interpretação real por meio da representação. COUTINHO, A. Notas de teoria literária. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1973 (adaptado).
  • 19. Considerando o texto e analisando os elementos que constituem um espetáculo teatral, conclui-se que a) a criação do espetáculo teatral apresenta-se como um fenômeno de ordem individual, pois não é possível sua concepção de forma coletiva. b) o cenário onde se desenrola a ação cênica é concebido e construído pelo cenógrafo de modo autônomo e independente do tema da peça e do trabalho interpretativo dos atores. c) o texto cênico pode originar-se dos mais variados gêneros textuais, como contos, lendas, romances, poesias, crônicas, notícias, imagens e fragmentos textuais, entre outros. d) o corpo do ator na cena tem pouca importância na comunicação teatral, visto que o mais importante é a expressão verbal, base da comunicação cênica em toda a trajetória do teatro até os dias atuais. e) a iluminação e o som de um espetáculo cênico independem do processo de produção/recepção do espetáculo teatral, já que se trata de linguagens artísticas diferentes, agregadas posteriormente à cena teatral.
  • 20. Questão 9 (PSC 3 2008): Assinale a opção falsa a respeito do que se deduz do texto de Othon M. Garcia, abaixo transcrito: Há alguns anos, o Dr. Johnson O’Connor, do Laboratório de Engenharia Humana, de Boston, e do Instituto de Tecnologia, de Hoboken, Nova Jersey, submeteu a um teste de vocabulário cem alunos de um curso de formação de dirigentes de empresas industriais (industrial executives), os executivos. Cinco anos mais tarde, verificou que os dez por cento que haviam revelado maior conhecimento ocupavam cargos de direção, ao passo que dos vinte e cinco por cento mais “fracos” nenhum alcançara igual posição. Isso não prova, entretanto, que, para vencer na vida, basta ter um bom vocabulário; outras qualidades se fazem, evidentemente, necessárias. Mas parece não restar dúvida de que, dispondo de palavras suficientes e adequadas à expressão do pensamento de maneira clara, fiel e precisa, estamos em melhores condições de assimilar conceitos, de refletir, de escolher, de julgar, do que outros cujo acervo léxico seja insuficiente ou medíocre para a tarefa vital da comunicação.
  • 21. a) Ser dotado de considerável acervo léxico é condição necessária, mas não suficiente, para ascender no mercado de trabalho. b) Teste de vocabulário aplicado a alunos de um curso para formação de executivos provou, depois de tempo razoável, que os mais bem sucedidos da turma ocupavam cargos de direção nas empresas em que atuavam, o que, por si só, demonstrou que basta o domínio de amplo léxico para vencer no mercado de trabalho. c) Bagagem léxica exígua dificulta a assimilação de conceitos e diminui a capacidade de refletir, escolher e julgar, o que torna insuficiente e muito limitado o desempenho do indivíduo nos atos diários de comunicação. d) Dispor de um bom vocabulário constitui certamente uma das mais importantes ferramentas para disputar posições no mercado de trabalho. e) Decorrido algum tempo, verificou-se que, dos alunos menos bem sucedidos em um teste de vocabulário aplicado em um curso para formação de executivos, nenhum ascendeu a cargo de direção na empresa em que trabalhava, o que deixou evidente que, se não é decisivo, é com certeza importante dispor de apreciável acervo léxico para crescer profissionalmente.
  • 22. 10. O texto II é uma tirinha do cartunista argentino Quino que traz a personagem Mafalda, sua criação mais famosa.
  • 23. 10 –A) “Mas daqui a trinta anos nós é que vamos fazer coisas e ocupar cargos. Nós, as crianças, vamos ter o mundo nas mãos.” (segundo quadrinho). Assinale a alternativa em que, alterando-se a redação do trecho acima, ficam mantidas a correção gramatical e a correspondência semântica ao original. (A) Mas, uma vez que daqui a trinta anos nós, as crianças, vamos ter o mundo nas mãos, vamos fazer coisas e ocupar cargos. (B) Nós, as crianças, daqui a trinta anos, vamos fazer coisas e ocuparemos cargos porquanto teremos o mundo nas mãos. (C) Conquanto, já que daqui a trinta anos nós, as crianças, vamos fazer coisas e ocupar cargos, teremos o mundo nas mãos. (D) Entretanto, como daqui a trinta anos nós, as crianças, faremos coisas e ocuparemos cargos, teremos o mundo nas mãos. (E) Daqui há trinta anos, porque teremos o mundo nas mãos, nós, as crianças, vamos fazer coisas e ocupar cargos.
  • 24. 10 –B) No primeiro quadrinho, ocorre exemplo de: (A) pleonasmo. (B) anacoluto. (C) silepse de pessoa. (D) zegma. (E) silepse de gênero.
  • 25. Referências AMARAL, Emília; ANTÔNIO, Severino; PATROCÍNIO, Mauro Ferreira do. Português: redação, gramática, literatura, interpretação de texto. São Paulo: Nova Cultural, 1999.