Estenose de JUP Rodrigo Pastor – R1 Residência de Urologia HC - UFG Goiânia, 01 de Março de 2011.
Aspectos gerais Causa mais comum de hidronefrose fetal 1 a cada 1000 a 1500 recém-nascidos 25% dos casos são descobertos no 1º ano de vida ( lado E – neonatos ) Mais comuns no sexo masculino 2:1 5 – 10% são bilaterais Estenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3359.
Etiologia Ainda está em discussão Várias etiologias foram observadas Estenose intrínseca Estenose extrínseca Estenose secundária a RVU Estenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3360 e 3361.
Etiologia Estenose intrínseca Interrupção do desenvolvimento da musculatura circular da JUP Alteração no colágeno e nas fibras musculares do ureter proximal Estenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3360.
Etiologia Estenose extrínseca Vaso aberrante Passa anterior a pelve Acotovelamento do ureter proximal Estenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3361.
Anomalias associadas Anomalias urológicas são encontradas em cerca de 50% dos casos Estenose de JUP contra lateral – mais comum Displasia renal Rim policístico RVU (40%) Estenose de JUP 2ª mais comum Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3362.
Quadro clínico Maioria assintomáticos (neonato) USG ITU de repetição (30%); Pielonefrite(16%) Crianças mais velhas: Cólica renal Dor em andar superior de abdome Vômitos Hematúria (25%) Cálculo Renal (20%) Estenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3362 e 3363.
Diagnóstico Quadro clínico Exames complementares Laboratório Imagem Estenose de JUP
Diagnóstico USG Diagnóstico pré-natal Avaliação do diâmetro pélvico pré e pós-natal Presença de hidronefrose Estenose de JUP imagem de oradiologista.blogspot.com/2008
Diagnóstico Cintilografia renal Com ou sem diurético DTPA – em maiores que 30 dias MAG3 – em menores que 30 dias Fase parenquimatosa Calcula a função glomerular Fase excreção Avalia o clearance do radioisótopo < 10 minutos – não obstrutivo 10 – 20 minutos – indeterminado > 20 minutos - obstrutivo Estenose de JUP Guia prático de urologia – 2004, seção 4; p. 194.
Diagnóstico Ressonância Magnética Sensibilidade similar da cintilografia Localização anatômica precisa Definição do tipo de obstrução  Estenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3368.
Tratamento Avaliação da função renal Tratamento conservador – 15 a 33% dos pacientes evoluem com deterioração da função renal Tratamento cirúrgico Indicações absolutas Indicações relativas Estenose de JUP
Tratamento Indicações absolutas Pacientes sintomáticos (infecção urinária ou dor tipo cólica) Massa abdominal palpável Rim único Comprometimento bilateral Estenose de JUP Guia prático de urologia – 2004, seção 4; p. 194.
Tratamento Indicações relativas Função renal diminuída ou em queda durante o seguimento Dilatação persistente na avaliação USG nos graus IV de dilatação Dilatação persistente na avaliação USG nos graus III de dilatação, e que apresenta curva tipo obstrutiva ou indeterminada na cintilografia com diurético, no seguimento de seis a 12 meses Dilatação progressiva no seguimento por USG, desde que confirmada por outros métodos Estenose de JUP Guia prático de urologia – 2004, seção 4; p. 196.
Tratamento Técnicas Pieloplastia não-desmembrada Pelve redundante Inserção alta do ureter Pieloplastia desmembrada Ressecção de pelve redundante ou estenótica Preservação dos vasos anômalos Estenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3370.
Tratamento Pieloplastia não-desmembrada Y-V plastia a Foley Estenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3370.
Tratamento Pieloplastia desmembrada Estenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3372.
Tratamento Pieloplastia desmembrada Estenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3374.
Tratamento Vias Aberta Laparoscópica Endoscópica Estenose de JUP
Tratamento Aberta Estenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3373.
Tratamento Laparoscópica Transperitoneal Estenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3378.
Tratamento Laparoscópica Retroperitoneal Estenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3377.
Tratamento Endoscópica Estenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3375.
Tratamento Endoscópica Endopielotomia:  sucesso de 79% nas primárias e 84% nas secundárias  Crianças > 1 ano Obstrução secundária em todas as idades Rins com função preservada Mínima ou moderada hidronefrose Estenoses < 2 cm Estenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3374 e 3375 http://www.uronline.unifesp.br/uronline/ed1000/tratamento.htm .
Tratamento Endoscópica Dilatação da JUP por balão Validade incerta Complicações: Obstrução aguda da JUP Migração do stent Hemorragia  Infecção Estenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3374 e 3375.
Tratamento Endopielotomia com balão &quot;Acucise”  (Applied Medical Technologies, Laguna Hilis, CA) Balão de Baixa Pressão acoplado com uma alça eletrocortante monopolar de aproximadamente 3,0 cm  Dilatação e Incisão  Fluoroscopia e um Cistoscópio básico  Taxa de Sucesso de 79% em obstruções primárias e 94% em obstruções secundárias   http://www.uronline.unifesp.br/uronline/ed1000/tratamento.htm
Complicações Causas: Extravasamento urinário Tensão na anastomose Uso de stent Infecção Fibrose Não reconhecimento de estenose distal Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3380. Estenose de JUP
Complicações Tratamento: Nova pieloplastia Ureterocalicostomia Endopielotomia Nefrectomia Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3380. Estenose de JUP
Complicações Tratamento Ureterocalicostomia Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3381. Estenose de JUP
OBRIGADO

Estenose de jup

  • 1.
    Estenose de JUPRodrigo Pastor – R1 Residência de Urologia HC - UFG Goiânia, 01 de Março de 2011.
  • 2.
    Aspectos gerais Causamais comum de hidronefrose fetal 1 a cada 1000 a 1500 recém-nascidos 25% dos casos são descobertos no 1º ano de vida ( lado E – neonatos ) Mais comuns no sexo masculino 2:1 5 – 10% são bilaterais Estenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3359.
  • 3.
    Etiologia Ainda estáem discussão Várias etiologias foram observadas Estenose intrínseca Estenose extrínseca Estenose secundária a RVU Estenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3360 e 3361.
  • 4.
    Etiologia Estenose intrínsecaInterrupção do desenvolvimento da musculatura circular da JUP Alteração no colágeno e nas fibras musculares do ureter proximal Estenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3360.
  • 5.
    Etiologia Estenose extrínsecaVaso aberrante Passa anterior a pelve Acotovelamento do ureter proximal Estenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3361.
  • 6.
    Anomalias associadas Anomaliasurológicas são encontradas em cerca de 50% dos casos Estenose de JUP contra lateral – mais comum Displasia renal Rim policístico RVU (40%) Estenose de JUP 2ª mais comum Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3362.
  • 7.
    Quadro clínico Maioriaassintomáticos (neonato) USG ITU de repetição (30%); Pielonefrite(16%) Crianças mais velhas: Cólica renal Dor em andar superior de abdome Vômitos Hematúria (25%) Cálculo Renal (20%) Estenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3362 e 3363.
  • 8.
    Diagnóstico Quadro clínicoExames complementares Laboratório Imagem Estenose de JUP
  • 9.
    Diagnóstico USG Diagnósticopré-natal Avaliação do diâmetro pélvico pré e pós-natal Presença de hidronefrose Estenose de JUP imagem de oradiologista.blogspot.com/2008
  • 10.
    Diagnóstico Cintilografia renalCom ou sem diurético DTPA – em maiores que 30 dias MAG3 – em menores que 30 dias Fase parenquimatosa Calcula a função glomerular Fase excreção Avalia o clearance do radioisótopo < 10 minutos – não obstrutivo 10 – 20 minutos – indeterminado > 20 minutos - obstrutivo Estenose de JUP Guia prático de urologia – 2004, seção 4; p. 194.
  • 11.
    Diagnóstico Ressonância MagnéticaSensibilidade similar da cintilografia Localização anatômica precisa Definição do tipo de obstrução Estenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3368.
  • 12.
    Tratamento Avaliação dafunção renal Tratamento conservador – 15 a 33% dos pacientes evoluem com deterioração da função renal Tratamento cirúrgico Indicações absolutas Indicações relativas Estenose de JUP
  • 13.
    Tratamento Indicações absolutasPacientes sintomáticos (infecção urinária ou dor tipo cólica) Massa abdominal palpável Rim único Comprometimento bilateral Estenose de JUP Guia prático de urologia – 2004, seção 4; p. 194.
  • 14.
    Tratamento Indicações relativasFunção renal diminuída ou em queda durante o seguimento Dilatação persistente na avaliação USG nos graus IV de dilatação Dilatação persistente na avaliação USG nos graus III de dilatação, e que apresenta curva tipo obstrutiva ou indeterminada na cintilografia com diurético, no seguimento de seis a 12 meses Dilatação progressiva no seguimento por USG, desde que confirmada por outros métodos Estenose de JUP Guia prático de urologia – 2004, seção 4; p. 196.
  • 15.
    Tratamento Técnicas Pieloplastianão-desmembrada Pelve redundante Inserção alta do ureter Pieloplastia desmembrada Ressecção de pelve redundante ou estenótica Preservação dos vasos anômalos Estenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3370.
  • 16.
    Tratamento Pieloplastia não-desmembradaY-V plastia a Foley Estenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3370.
  • 17.
    Tratamento Pieloplastia desmembradaEstenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3372.
  • 18.
    Tratamento Pieloplastia desmembradaEstenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3374.
  • 19.
    Tratamento Vias AbertaLaparoscópica Endoscópica Estenose de JUP
  • 20.
    Tratamento Aberta Estenosede JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3373.
  • 21.
    Tratamento Laparoscópica TransperitonealEstenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3378.
  • 22.
    Tratamento Laparoscópica RetroperitonealEstenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3377.
  • 23.
    Tratamento Endoscópica Estenosede JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3375.
  • 24.
    Tratamento Endoscópica Endopielotomia: sucesso de 79% nas primárias e 84% nas secundárias Crianças > 1 ano Obstrução secundária em todas as idades Rins com função preservada Mínima ou moderada hidronefrose Estenoses < 2 cm Estenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3374 e 3375 http://www.uronline.unifesp.br/uronline/ed1000/tratamento.htm .
  • 25.
    Tratamento Endoscópica Dilataçãoda JUP por balão Validade incerta Complicações: Obstrução aguda da JUP Migração do stent Hemorragia Infecção Estenose de JUP Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3374 e 3375.
  • 26.
    Tratamento Endopielotomia combalão &quot;Acucise” (Applied Medical Technologies, Laguna Hilis, CA) Balão de Baixa Pressão acoplado com uma alça eletrocortante monopolar de aproximadamente 3,0 cm Dilatação e Incisão Fluoroscopia e um Cistoscópio básico Taxa de Sucesso de 79% em obstruções primárias e 94% em obstruções secundárias http://www.uronline.unifesp.br/uronline/ed1000/tratamento.htm
  • 27.
    Complicações Causas: Extravasamentourinário Tensão na anastomose Uso de stent Infecção Fibrose Não reconhecimento de estenose distal Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3380. Estenose de JUP
  • 28.
    Complicações Tratamento: Novapieloplastia Ureterocalicostomia Endopielotomia Nefrectomia Campbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3380. Estenose de JUP
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    Complicações Tratamento UreterocalicostomiaCampbell’s Urology – 9th Edition; vol. 4; p. 3381. Estenose de JUP
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