Litíase Urinária Edson Paschoalin
Doença mais freqüente no trato urinário  Há 7.000 anos, estudos antropológicos (múmias egípcias) Desenvolver cálculo urinário decurso da vida = 5,4%
Epidemiologia
Hereditariedade Caráter familiar Alteração poligênica de penetrância variável Rara entre negros e índios Idade e Sexo Prevalência aumenta com a idade até 70 anos Homem > Mulher (3:1) Brancos > Negros Pico máximo entre 30-50 anos
Fatores Extrínsecos Geografia Regiões montanhosas e tropicais Clima Meses quentes Dieta Proteína animal; desnutrição Ingestão hídrica Aumento de ingestão hídrica Ocupação Ambientes quentes (5 vezes mais) Condição sócio-econômica / nível educacional
Etiologia
Cálculos de Ácido Úrico 8% dos cálculos em países industrializados 25% pac. cálculos Ac Ur apresentam gota Não gota, não hiperuricemia cálculo Acido úrico Doenças mieloproliferativas, tratamento quimioterápico Diarréia crônica, ileostomia, desidratação Urina muito ácida Precipitação Acido úrico
Cálculos de Cistina Ocorrem na cistinúria (alteração hereditária do metabolismo de amino-ácidos)  Característica autossômica recessiva 15% de todos os cálculos Pouco solúveis na urina
Cálculos de Fosfato Amoníaco Magnesiano (estruvita) Presença estruvita Infecção prévia desdobrada de uréia, produzindo amônia e alcalinizando a urina Fator primário de gênese é a enzima bacteriana urease, hidrolisa a uréia CO2 e amônia Proteus, Pseudomonas, Klebsiella Mais freqüência em mulheres (+infecção trato urinário) Cálculo coraliforme (estrutiva e carbonato de cálcio)
Cálculos de Oxalato de  Cálcio e de Fosfato de Cálcio Decorrentes de alterações do metabolismo de cálcio São os mais freqüentes Hipercalciúria idiopática Hipercalciúria reabsortiva  Hiperparatireóide primário Hipercalciúria absortiva  Aumento da absorção intestinal de cálcio Forma mais freqüente Hipercalciúria renal  Deficiência na reabsorção tubular de cálcio
“  O segredo da felicidade é fazer  do seu dever o seu prazer” Ulisses Guimarães
Patologia Decorrente da obstrução e  da infecção urinária Tamanho e localização do cálculo
 
 
Quadro Clínico  Sintomas Cálculos pequenos Geralmente assintomáticos Obstrução Dor lombar Distensão parênquima, cápsula Cólicas Hiperperistaltismo, espasmo musculatura lisa Cálculos pequenos Náuseas e vômitos Distensão abdominal   Íleo paralítico Hematúria macro/macroscópica Febre, calafrios Infecção associada Coraliformes Características persistente  ou recorrente Ureter depende localização
Quadro Clínico –  Sinais Ansioso e inquieto Dif. paciente com irritação peritoneal Sinal de Giordano Percussão do punho lombar Testículo homolateral “hipersensível” Geralmente, distensão abdominal
Exames Subsidiários Urina Proteinúria discreta (hematúria) ph > 7,6 (sugere infecção) Leucocitúria, hematúria, cristalúria
Rx Simples do Abdômen 90% radiopacos 10% radiotransparentes, muito pequenos  (-2mm), sobrepostos a estruturas ósseas A radiodensidade varia com a composição Diagnóstico diferencial Gg mesentéricos calcificados Flebolitos Cálculos biliares Calcificações de cartilagens costais Comprimidos no trato intestinal
Composição Química e  Aspecto Radiológico do Cálculo Composição Radiopacidade Fosfato de cálcio Muito radiopaco Oxalato de cálcio radiopaco Fosfato amoníaco Moderadamente  magnesiano  radiopaco Cistina Levemente radiopaco Ácido úrico radiotransparente
Ultra-sonografia Avaliar tamanho Localização Presença de dilatação da via excretora Espessura parênquima Pacientes com alergia ao contraste iodado  Na gestação
Urografia Excretora Não solicitada na fase de urgência Diagnóstico de cálculo, localização, grau de dilatação Função renal preservada (nefrotoxicidade) Retardo na excreção do contraste JUP (estreitamento fisiológico) Gestantes: Urografia simplificada Cálculos radiotransparentes CT Helicoidal ou espiral
Conduta nos  Cálculos Recidivantes
Perfil Metabólico Urina Cálcio Fósfato Ácido úrico Citrato Sumário Cultura Plasma Cálcio Fósfato Magnésio Ácido úrico Sódio Potássio Creatinina
Análise do Cálculo Diagnóstico etiológico e profilaxia Análise qualitativa Cristalografia (núcleo, elementos periféricos)
 
Diagnóstico Diferencial Tumor Renal Coágulo obstrui o ureter Citologia oncótica do sedimento urinário Pielonefrite aguda Cálculo de JUP
“ Feliz o pai que aprende a  ver através dos olhos dos seus filhos.”. Henry Miller .
Tratamento Clínico Aspectos gerais imediatos Aspectos específicos de acordo tipo cálculo Cirúrgico
Tratamento Clínico
Medidas Gerais Tratamento a cólica renal Combate a dor Analgésicos Antiinflamatórios não-hormonais Antiespasmódicos Opiáceos Hidratação não hiper    maior distensão   aumento da dor Conservador Cálculos assintomáticos nos cálices Cálculos ureterais < 5 mm Cálculos coraliformes em pacientes de auto risco
Tratamento Cirúrgico da Urolitíase Dor Infecção Obstrução LECO Endourologia Cirurgia Aberta Cálculo obstrutivo em rim infectado = cirurgia emergência
LECO (LEOC) Litotripsia Extra Corpórea
 
 
 
 
“ Quanto menos tempo se tem, mais tempo se encontra.”. Angelo Vilana .
 
 
Endourologia Técnica de acesso ao T.U. íntegro diagnóstico ou tratamento de diversas enfermidades, como a remoção de cálculos urinários
Nefrolitotomia Percutânea (NPC) Discrasias hematológicas
 
 
 
 
Cirurgias Abertas Pielolitotomia Pielolitotomia ampliada Nefrolitotomia anatrófica Nefrectomia parcial Nefrectomia Grandes cálculos coraliformes unilaterais, com perda da função renal e/ou componente infeccioso grave.
 
 
 
 
Tratamento do Cálculo Ureteral Cálculos maiores que 5mm grande possibilidade de cirurgia Cirurgia aberta Excepcionalmente Abordagem Cálculo terço  médio/superior Lombotomia Cálculo terço inferior Incisão inguinal LECO 85% sucesso Ureterolitripsia transureteral 97% sucesso (abaixo vasos ilíacos)
“ Brincar é condição fundamental para  ser sério.” Arquimedes .
Cálculo Vesical Cálculos vesicais primários Cálculos vesicais secundários
Cálculos Vesical Primário Calculose vesical endêmica Países subdesenvolvidos Sexo masculino Baixo nível sócio-econômico (desnutrição) Deficiência vitaminas A e B6
Cálculo Vesical Secundário Estenose uretral Hiperplasia nodular da próstata Divertículo da bexiga Cistocele Bexiga neurogênica Corpos estranhos
Quadro Clínico Interrupção súbita jato urinário Dor uretral, glande “ sinal do pênis” (dermatite amoniacal) Disúria, polaciúria (infecção) enurese, priapismo Hematúria terminal
Diagnóstico   História clínica Exame físico inconclusivo (exceto cálculos volumosos) Sumário urina / urocultura Ultra-som Rx simples abdômen Urografia excretora Uretrocistografia retrógrada e miccional
Tratamento   Retirada cálculo e correção da causa Aberta Cistolitotomia Endoscópica Litotrípsia mecânica Litotripsia elétrica Cirurgia laparoscópica
O conhecimento é, em si mesmo, um poder Bacon

Litíase Urinária

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    Doença mais freqüenteno trato urinário Há 7.000 anos, estudos antropológicos (múmias egípcias) Desenvolver cálculo urinário decurso da vida = 5,4%
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    Hereditariedade Caráter familiarAlteração poligênica de penetrância variável Rara entre negros e índios Idade e Sexo Prevalência aumenta com a idade até 70 anos Homem > Mulher (3:1) Brancos > Negros Pico máximo entre 30-50 anos
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    Fatores Extrínsecos GeografiaRegiões montanhosas e tropicais Clima Meses quentes Dieta Proteína animal; desnutrição Ingestão hídrica Aumento de ingestão hídrica Ocupação Ambientes quentes (5 vezes mais) Condição sócio-econômica / nível educacional
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    Cálculos de ÁcidoÚrico 8% dos cálculos em países industrializados 25% pac. cálculos Ac Ur apresentam gota Não gota, não hiperuricemia cálculo Acido úrico Doenças mieloproliferativas, tratamento quimioterápico Diarréia crônica, ileostomia, desidratação Urina muito ácida Precipitação Acido úrico
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    Cálculos de CistinaOcorrem na cistinúria (alteração hereditária do metabolismo de amino-ácidos) Característica autossômica recessiva 15% de todos os cálculos Pouco solúveis na urina
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    Cálculos de FosfatoAmoníaco Magnesiano (estruvita) Presença estruvita Infecção prévia desdobrada de uréia, produzindo amônia e alcalinizando a urina Fator primário de gênese é a enzima bacteriana urease, hidrolisa a uréia CO2 e amônia Proteus, Pseudomonas, Klebsiella Mais freqüência em mulheres (+infecção trato urinário) Cálculo coraliforme (estrutiva e carbonato de cálcio)
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    Cálculos de Oxalatode Cálcio e de Fosfato de Cálcio Decorrentes de alterações do metabolismo de cálcio São os mais freqüentes Hipercalciúria idiopática Hipercalciúria reabsortiva Hiperparatireóide primário Hipercalciúria absortiva Aumento da absorção intestinal de cálcio Forma mais freqüente Hipercalciúria renal Deficiência na reabsorção tubular de cálcio
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    “ Osegredo da felicidade é fazer do seu dever o seu prazer” Ulisses Guimarães
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    Patologia Decorrente daobstrução e da infecção urinária Tamanho e localização do cálculo
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    Quadro Clínico Sintomas Cálculos pequenos Geralmente assintomáticos Obstrução Dor lombar Distensão parênquima, cápsula Cólicas Hiperperistaltismo, espasmo musculatura lisa Cálculos pequenos Náuseas e vômitos Distensão abdominal Íleo paralítico Hematúria macro/macroscópica Febre, calafrios Infecção associada Coraliformes Características persistente ou recorrente Ureter depende localização
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    Quadro Clínico – Sinais Ansioso e inquieto Dif. paciente com irritação peritoneal Sinal de Giordano Percussão do punho lombar Testículo homolateral “hipersensível” Geralmente, distensão abdominal
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    Exames Subsidiários UrinaProteinúria discreta (hematúria) ph > 7,6 (sugere infecção) Leucocitúria, hematúria, cristalúria
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    Rx Simples doAbdômen 90% radiopacos 10% radiotransparentes, muito pequenos (-2mm), sobrepostos a estruturas ósseas A radiodensidade varia com a composição Diagnóstico diferencial Gg mesentéricos calcificados Flebolitos Cálculos biliares Calcificações de cartilagens costais Comprimidos no trato intestinal
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    Composição Química e Aspecto Radiológico do Cálculo Composição Radiopacidade Fosfato de cálcio Muito radiopaco Oxalato de cálcio radiopaco Fosfato amoníaco Moderadamente magnesiano radiopaco Cistina Levemente radiopaco Ácido úrico radiotransparente
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    Urografia Excretora Nãosolicitada na fase de urgência Diagnóstico de cálculo, localização, grau de dilatação Função renal preservada (nefrotoxicidade) Retardo na excreção do contraste JUP (estreitamento fisiológico) Gestantes: Urografia simplificada Cálculos radiotransparentes CT Helicoidal ou espiral
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    Perfil Metabólico UrinaCálcio Fósfato Ácido úrico Citrato Sumário Cultura Plasma Cálcio Fósfato Magnésio Ácido úrico Sódio Potássio Creatinina
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    Medidas Gerais Tratamentoa cólica renal Combate a dor Analgésicos Antiinflamatórios não-hormonais Antiespasmódicos Opiáceos Hidratação não hiper  maior distensão  aumento da dor Conservador Cálculos assintomáticos nos cálices Cálculos ureterais < 5 mm Cálculos coraliformes em pacientes de auto risco
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    Tratamento Cirúrgico daUrolitíase Dor Infecção Obstrução LECO Endourologia Cirurgia Aberta Cálculo obstrutivo em rim infectado = cirurgia emergência
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    Tratamento do CálculoUreteral Cálculos maiores que 5mm grande possibilidade de cirurgia Cirurgia aberta Excepcionalmente Abordagem Cálculo terço médio/superior Lombotomia Cálculo terço inferior Incisão inguinal LECO 85% sucesso Ureterolitripsia transureteral 97% sucesso (abaixo vasos ilíacos)
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    “ Brincar écondição fundamental para ser sério.” Arquimedes .
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    Quadro Clínico Interrupçãosúbita jato urinário Dor uretral, glande “ sinal do pênis” (dermatite amoniacal) Disúria, polaciúria (infecção) enurese, priapismo Hematúria terminal
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    Diagnóstico História clínica Exame físico inconclusivo (exceto cálculos volumosos) Sumário urina / urocultura Ultra-som Rx simples abdômen Urografia excretora Uretrocistografia retrógrada e miccional
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