PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA  PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA
Eliane Lemos Graduada em Psicologia Especialista no atendimento da pessoa com deficiência Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento Professora universitária da disciplina Educação Física Adaptada no curso de EF.
Agenda Diversidade humana Educação Física (FEF/EFA/AMA) Deficiência Deficiência Física Origens da deficiência física Neurológica e ortopédica Implicações no programa de AF Papel do educador  Educação inclusiva Parte prática
Somos diferentes? Quem sou eu? Quem é você? Quem é a pessoa com deficiência? As semelhanças nos atraem,  as diferenças nos fortalecem.
Educação Física EF Especial Os alunos com deficiência não podem se engajar de modo irrestrito, de forma segura e com sucesso EF Adaptada Ações que visam encorajar e promover a atividade física autodeterminada para todos os cidadãos durante a vida, oferecendo assistência e apoio profissional quando requerido. Diferença básica entre EFE e EFA:  constituição dos grupos.
Por que AMA? Educação Física Adaptada – Atividade Motora Adaptada. Atividade motora  enfatiza as necessidades de vivências relacionadas ao movimento corporal em todo tipo de ambiente. A palavra  educação  é freqüentemente usada para enfocar indivíduos na idade escolar, em ambientes de instrução. A  Atividade Motora Adaptada  corresponde ao conjunto de atos intencionais que visam melhorar e  promover a capacidade   para o movimento  considerando-se as diferenças individuais e as discapacidades em contextos inclusivos ou não.  Desafio: Lidar com as múltiplas potencialidades. Fonte: Sobama
+  FORTE +  HABILIDOSO O MELHOR Conceitos de Performance +  RÁPIDO ATLETA DO SÉCULO UNIVERSO DE POTENCIALIDADES ESPORTE PRÁTICA DA EDUCAÇÃO FÍSICA
Seja bem vindo ... ... ao universo de possibilidades. Fonte: CPB
Direção do olhar … Antes a deficiência direcionava o olhar para: Limitação Déficit Incapacidade Invalidez Morte Você não consegue!
Classificação Internacional de Funcionalidade Organização Mundial de Saúde (1980)  Deficiência  Mudança funcional no órgão Incapacidade  Alterações das habilidades da pessoa Impedimento  Conseqüências econômicas e sociais
DIFERENÇAS INDIVIDUAIS: Lidar com a diversidade Limitação Desvantagem Capacidade Possibilidades Potencialidades Essência do indivíduo Efetivo processo para assegurar  Direitos humanos Direitos sociais Melhorar a qualidade de vida
Um novo modelo - OMS O que existe de potência para que você seja membro ativo em todos os sentidos e nas diversas atividades da sociedade? Você pode!
Classificação DEFICIÊNCIA Perda ou anomalia de uma  estrutura ou função psicológica,  fisiológica ou anatômica. Pode ser: Natureza  Inata  Adquirida   Caráter Temporário Permanente
Onde estão? Crianças, adolescentes, adultos e idosos (Dados do IBGE) 1,14%  em 1990  14,5% em 2000
Deficiência Física O Aparelho locomotor é composto pelos sistemas: Ósteo-articular Muscular Nervoso Central COMPROMETIMENTO
Origem da deficiência física Origem  Neurológica Referem-se às deteriorações ou lesões do SNC : Cerebral PC AVC ou AVE TCE Medular Poliomielite Espinha Bífida Lesões medulares  degenerativas Traumatismos medulares
Origem Ortopédica Referem-se  aos  problemas dos  músculos, ossos  e/ou articulações   Origem da deficiência física Muscular Distrofia muscular  de Duchene Ósseo-articular Malformações Amputação
Acidentes de trânsito Brasil 1/410 Suécia 1/21.400 Ferimentos por arma de fogo Doenças Outros Causas deficiência física
Traumas (50% - acidentes de trânsito) Lesão cerebral  Paralisia cerebral Lesão medular Distrofias musculares  Esclerose múltipla Amputações Malformações congênitas Distúrbios posturais da coluna Seqüelas de queimaduras Causas da deficiência física
Antes de preparar sua próxima aula ... Desconhecer o quadro clínico pode levar ao engano . (PC/DM) Conhecer  o quadro clínico te auxiliará na escolha de atividades adequadas, levando-se em consideração: Potencial remanescente Eficiência (dependem da força de vontade e autonomia)
Origem cerebral
Lesão cerebral Destruição ou degeneração das células cerebrais que afetam o Sistema Nervoso Central, pode ocorrer por: Doenças Traumas
Lesão cerebral Tipos de lesão cerebral Paralisia cerebral Acidente vascular cerebral ou encefálico Trauma crânio-encefálico
Paralisia cerebral
Paralisia cerebral Lesão provocada, muitas vezes, pela falta de  oxigenação das células cerebrais .  Acontece durante a gestação, durante o parto  ou após o nascimento, ainda no processo de  amadurecimento do cérebro da criança
PC – Causas Pré-natal Ameaça de aborto, choque direto no abdômen da mãe; Exposição ao raio X nos primeiros meses de gravidez ; Incompatibilidade entre Rh da mãe e do pai ; Infecções contraídas pela mãe durante a gravidez (rubéola ,  sífilis, toxicoplasmose ); Mãe portadora de diabetes ou com toxemia de gravidez; Pressão alta da gestante.
PC – Causas Peri-natal Falta de oxigênio ao nascer Lesão causada por partos difíceis, principalmente os dos fetos  muito grandes de mães pequenas ou muito jovens  Trabalho de parto demorado;  Mau uso do Fórceps , manobras obstétricas violentas; Os bebês que nascem prematuramente (antes dos 9 meses e  pesando menos de 2 quilos ) tem mais chances de apresentar  paralisia cerebral .
PC – Causas Pós-natal Febre prolongada e muito alta ; Desidratação com perda significativa de líquidos ;  Infecções cerebrais causadas por meningite ou encefalite;  Ferimento ou traumatismo na cabeça;  Falta de oxigênio por afogamento ou outras causas; Envenenamento por gás, por chumbo (utilizado no esmalte  cerâmico, nos pesticidas agrícolas ou outros venenos ) ; Sarampo ; Traumatismo crânio-encefálico até os três anos de idade
PC - Classificação Fisiológica (ou quanto ao tônus muscular) Topográfica
Tipos mais comuns:  Espástica Atetóica Atáxica Classificação Fisiológica
PC - Espástica Quando há uma desordem no movimento voluntário, o que faz com que todo o corpo participe de um movimento que, normalmente, envolveria apenas uma parte do corpo. Pode agravar-se conforme o estado emocional. Tônus muscular muito alto (tenso)
PC - Atetóica Reflexo que causa um movimento involuntário do corpo, até mesmo quando em repouso. Tônus muscular variante (às vezes mais alto – às vezes mais baixo)
Distúrbio motor que causa problemas na postura e na coordenação motora, causando dificuldades no equilíbrio e na percepção tátil.  Apresenta tônus muscular baixo e dificuldade de coordenação de movimentos. PC - Atáxica
Classificação Topográfica Monoplegia/monoparesia Acometimento de um único membro Hemiplegia/hemiparesia Acometimento de um lado do corpo Paraplegia/paraparesia Acometimento do tronco e membros inferiores
Classificação Topográfica Diplegia/diparesia Membros inferiores mais afetados que os superiores Quadriplegia/quadriparesia Quatro membros afetados de forma semelhante Dupla hemiplegia/dupla hemiparesia Quatro membros afetados, um lado mais comprometido
Conceitos Os sufixos  “plegia ” e  “paresia”  geralmente  indicam o nível de funcionalidade. Plegia   é a não-funcionalidade nos movimentos Paresia   é a possibilidade de realizar movimentos funcionais
Implicações no programa de AF Experiências de movimento são fundamentais Estimulação precoce  Descoberta do próprio corpo  Descoberta do outro  AMA deve conter atividades que envolvam jogos  e estímulos sensório-motores.
Implicações no programa de AF Jogos com bola devem ser estruturados passo a  passo, desenvolvendo as habilidades de  arremessar, lançar, receber – estático depois em  movimento) Chutar é importante – deambular Utilizar o critério de progressão individualizada  estática e depois dinâmica, para introduzir jogos  coletivos
Acidente Vascular Cerebral
Acidente vascular cerebral - AVC Lesão de uma área cerebral causada pela interrupção  da circulação sangüínea.   Afeta:   Capacidade e o controle motor Sensação e percepção Comunicação Emoções Estado de consciência
Causas do AVC Isquêmica Tumor Mal-formação Trauma Trombose ou êmbolo Arterosclerose Hemorrágica Hipertensão Mal-formação Aneurisma
Quem pode sofre um AVC? Pode ocorrer em qualquer faixa etária Maior freqüência nas pessoas acima dos sessenta anos de idade Hipertensão é um fator de risco que deve ser observado com muita atenção. Prevenção é o melhor remédio!
Motricidade Após o AVC, os quadros motores se assemelham ao da paralisia cerebral na classificação topográfica. Quadro mais comum: Hemiplegia em graus variados
Motricidade Situações secundárias : Incontinência urinária e intestinal Perda parcial da memória Problemas psicológicos (depressão e instabilidade  emocional) Hemianopsia – perda de campos visuais Problemas perceptivos e proprioceptivos do lado  afetado
Implicações no programa de AF Tratamento de recuperação de seqüelas motoras  é baseado na cinesioterapia. A participação ajuda a minimizar sintomas  secundários como a depressão Manter contato com o fisioterapeuta para auxiliar  na  organização do programa de atividades físicas
Atividades esportivas individualizadas são as  mais indicadas no início. Natação Bocha Boliche adaptado Lançamentos e arremessos Implicações no programa de AF
Traumatismo crânio-encefálico
Traumatismo crânio-encefálico  - TCE Trata-se de um problema cerebral causado por  traumatismo corrido na cabeça (crânio) Pode produzir : Diminuição ou alteração do estado de consciência Resulta em limitações do funcionamento: Motor , cognitivo, social, comportamental, emocional
Limitações motoras - TCE Falta de coordenação Falta de planejamento e seqüênciamento  dos movimentos Espasticidade muscular Problemas de fala Paralisias Convulsões Alterações perceptivas e sensoriais
Epidemia silenciosa Devido aos acidentes e a outros eventos que ocorrem e não podemos prever Resultados de acidentes automotivos, esportivos, quedas, violência, etc. Nas crianças, uma alta porcentagem de morte por lesões  é decorrente de traumatismos crânio- encefálicos e de suas complicações.
Motricidade Quadro motor Descritos conforme a classificação  topográfica da PC Mesmas indicações terapêuticas – PC e AVC
Origem medular
“  Após o acidente que me paralisou, tive que re-aprender a ter uma vida normal e conviver com essa deficiência e com a ajuda da minha família  e apoio de alguns amigos cheguei onde estou.  O principal problema que me deparei após o acidente, não foi a deficiência, e sim o meu estado mental  para viver assim.  Um acidente desse gênero realmente afeta qualquer ser humano.”  F.B. - tetraplégico Lesão medular
Lesão medular Uma das formas mais graves entre as síndromes incapacitantes, constituindo-se em verdadeiro desafio à reabilitação (física e psicológica) Dificuldade decorre da importância da medula espinhal, que não é apenas uma via de comunicação entre as diversas partes do corpo  e o cérebro
Lesão medular Centro regulador que controla importantes funções: Respiração Circulação Bexiga Intestino Controle térmico Atividade sexual
Causas LESÕES TRAUMÁTICAS Fraturas-luxações Acidentes de trânsito Esportes Quedas Acidentes de trabalho Ferimentos Armas de fogo Armas brancas
Causas LESÕES NÃO TRAUMÁTICAS Degenerativas Enfermidades e síndromes Malformações Mielomeningocele Outros Poliomielite
POLIOMIELITE Profa. Ms. Eliane Lemos Foto de Sebastião Salgado - Somália
Poliomielite Doença aguda provocada por um vírus (poliovírus) que se aloja na medula e destrói as células motoras. Seqüela: Paralisia das áreas motoras afetadas com preservação da sensibilidade. Também conhecida como Paralisia Infantil
Ásia e África Atualmente,  o mundo  registra 1163  casos confirmados,  o que representa um importante  risco de disseminação do  poliovírus frente à vulnerabilidade  promovida pela intensa  mobilização das populações.
Transmissão A transmissão   pode ocorrer de pessoa-a-pessoa, por meio de secreções nasofaríngeas, ou de objetos, alimentos e água, contaminados com fezes de doentes ou portadores.
Medidas de prevenção
SPP – manifesta-se em indivíduos que tiveram poliomielite,  em média, após 15 anos ou mais, com um novo quadro sintomatológico:  Fraqueza muscular e progressiva, fadiga, fores musculares e nas articulações (diminuição da capacidade funcional  e/ou no surgimento de novas incapacidades)  Alguns podem desenvolver dificuldade de deglutição e respiração.   Abraspp - Associação Brasileira de Síndrome Pós-Poliomielite  www.abraspp.org.br Síndrome pós-polio
Países em risco
Países em risco
Países em risco
Países em risco
Países em risco
Espinha bífida
Espinha bífida Lesão que ocorre na medula, provocando paralisia, que pode variar de uma ligeira seqüela até a perda total da sensibilidade  e do controle abaixo da lesão.
Espinha bífida Tipos mais comuns: Meningocele Mielomeningocele
Meningocele Protusão da bolsa  subcutânea contendo  principalmente  meninges e líquido;  pode conter raízes  nervosas
Mielomeningocele A bolsa contém tecido  nervoso central, o que  representa medula  espinhal lesada com  raízes nervosas.
Hidrocefalia Anormalidade de absorção  do líquido cefalorraquidiano, causando o aumento do volume; Drenagem – válvula; Pode ocorrer atraso mental
Paraplegia Paralisia dos membros inferiores e todo ou uma porção do tronco Tetraplegia Quando os membros superiores também estão envolvidos Quanto mais alta é a lesão: Maior a perda das funções motoras, sensitiva  e autônoma Maiores as alterações metabólicas do organismo Nível da lesão medular
Seqüelas das lesões medulares Espasmos Redução da capacidade respiratória Maior probabilidade às infecções Disfunção do sistema de regulação térmica Úlceras de decúbito (escaras) Incontinência urinária Distúrbios de esfíncter retal Diminuição da massa óssea e muscular Aumento da porcentagem de gordura Perda da sensibilidade Prejuízos do retorno venoso
Lesões medulares degenerativas Ocorrem pela perda gradativa da função das células nervosas da medula, causada por infecções hereditárias. Enfermidade de Wendin  Síndrome Wohlfart-Kugelberg Enfermidade de Charcot-Marie-Tooth Ataxia de Friedreich
Traumatismos medulares Considerando que a coluna é parte integrante do SNC, qualquer lesão ocorrida nela causa danos irreparáveis. Medula é protegida por 24 vértebras C  - Sete cervicais – 8 pares de nervos T  - Doze torácicas – 12 pares de nervos L  - Cinco lombares – 5 pares de nervos S  - Cinco sacrais – 5 pares de nervos Coccígeas – um par de nervos
Nível da lesão medular Acima do segmento medular T1  tetra ou quadriplegia Abaixo da T1 causam  paraplegia 7 cervicais 12 torácicas 5 lombares 3 a 5 sacrais C1 C2 C3 C4 C5 C6 C7 T1 T2 T3 . . . L1 L2 . . .  S1 S2 Tetraplegia Paraplegia
Implicações no programa de AF Professor deve avaliar: Flexibilidade (falta) Capacidade de sustentar atividade aeróbica Força e resistência para: Erguer o corpo Transferir  Push up  (prevenção de escaras) Impulsionar a cadeira de rodas Porcentagem de gordura  Excessiva – incompatível com uma boa saúde
Atividades desenvolvidas  Início – pode ter dificuldades para se adaptar  ao equipamento Cadeira esportiva  versus  cadeira social Treinamento específico deve englobar a propulsão da cadeira de rodas em situações variadas Para frente, para trás, em curvas, com obstáculos, em terrenos acidentados, com possíveis inclinações e com superfícies diferentes Alternar os exercícios com velocidades diferentes, mais acelerado ou mais lento
Atividades de condicionamento físico Devem privilegiar o desenvolvimento das variáveis da  aptidão física relacionadas à saúde:  Força Exercícios que visem ao fortalecimento da musculatura não atingida pela lesão. Resistência Impulsionar a cadeira, durante um determinado tempo e a uma intensidade preestabelecida
Atividades de condicionamento físico Flexibilidade Deve ser desenvolvida em todas as articulações do corpo, independentemente  de a musculatura permanecer funcional  ou não Postura Manutenção da porcentagem de gordura dentro de níveis considerados compatíveis com a boa saúde
Atividades aquáticas na lesão medular Atividade esportiva mais procurada  Sensação de independência e liberdade Podem apresentar episódios de grande espasticidade ao entrar na água, especialmente se a temperatura for baixa. Relaxamento antes da aula com exercícios de alongamento passivo, puxando-o em sinuosa pela piscina, segurando na base de sua cabeça ou nos seus ombros, mantendo-o em decúbito dorsal.
Atividades aquáticas na lesão medular Não pode apresentar dermatites ou processos de escaras e nem infecções urinárias Os alunos devem evitar a ingestão de líquidos antes da natação e urinar e evacuar antes da entrada na piscina Possível dificuldade de regulação térmica do aluno.  A temperatura da água deve girar em torno dos 30ºC no caso de alunos tetraplégicos,a  fim de não oferecer riscos de hipotermia. Quanto mais baixo o nível de lesão e maior o grau de treinamento, esses valores podem ser alterados.
Aspectos de segurança Bordas da piscina não devem ser muito alta em relação ao nível da água Utilizar um tapete emborrachado para que o aluno se sente na borda da piscina Os alunos devem aprender a realizar flutuações  em ambos os decúbitos, com mudança de decúbito, respiração subaquática pelo nariz e/ou pela boca, propulsões básicas coordenadas com  a respiração e técnicas de salvamento
Benefícios da atividade aquática Prevenir escaras de decúbito devido a permanência fora da cadeira de rodas Estimular a circulação sangüínea de modo geral Ferramenta para condicionamento respiratório Relaxar o indivíduo Proporcionar experiências de lazer e  superação do medo
Considerações finais Academias e centros de atividades físicas – dirigentes devem ter a consciência de adaptar  as instalações para receber esses alunos: Construção de rampas Corredores mais largos Instalar corrimão nas escadas Reformar os pisos e calçadas que apresentem desníveis Treinar seus recursos humanos para o devido atendimento da pessoa com deficiência
Atletismo Arco e flecha Bocha Basquetebol sobre rodas Ciclismo Equitação Esgrima Futebol para paralisados cerebrais Futebol para amputados Modalidades esportivas Halterofilismo Iatismo Natação Remo adaptado Tênis de campo Tênis de mesa Voleibol
Origem Muscular
DOENÇAS NEUROMUSCULARES Profa. Ms. Eliane Lemos
CLASSIFICAÇÃO  As doenças neuromusculares podem ser divididas em: Miopatias - Distrofias Neuropatias Mielopatias O termo  miopatia  designa todos os estados patológicos que atuam primariamente na musculatura estriada.
Distrofia Muscular Degenerativa de Duchenne
DISTROFIA MUSCULAR Dentre as miopatias figuram as distrofias musculares, que possuem vários tipos de manifestações. São afecções de caráter hereditário  Distrofia Muscular de Duchenne – DMD:  Incidência: 1/3.500 nascimentos Distrofia Muscular de Becker – DMB:   Incidência: 1/30.000 nascimentos masculinos. Distrofia Muscular de Steinert – DMS: Incidência: 1/8.000 a 10.000 nascimentos de ambos os sexos. Distrofia Muscular Facio-Escápulo-Umeral – FSH:   Incidência: 1/20.000 nascimentos de ambos os sexos.
Distrofia muscular de Duchenne Uma das mais comuns formas da doença,  é também a mais severa. As células musculares se degeneram e são substituídas por tecido conjuntivo e adiposo. Quem tem DMD geralmente não chega à terceira década de vida, pois morre em decorrência das complicações respiratórias
DMD - Transmissão Acontece por um defeito no gene localizado no braço curto do no cromossomo X.  A mulher tem dois cromossomos X O homem tem um cromossomo Y, herdado do pai, e um cromossomo X, que recebe da mãe.
DMD – Sintomas e prognóstico Primeiros sintomas: Marcha alargada Dificuldade para subir escadas Tendência a quedas freqüentes Exames laboratorias: presença de altos níveis de creatino fosfoquinase (CPK) no sangue Lordose e obesidade são desenvolvidas em virtude da fraqueza da musculatura e de acúmulo de tecido adiposo Podem aparecer contraturas nas articulações do tornozelo, joelho e quadril
Implicações  no programa de AF A EF exerce um papel importante na  manutenção  da qualidade de vida , principalmente nos primeiros estágios da doença com a finalidade de: Preservar a marcha Prevenir contraturas  Prevenir atrofias musculares Um programa com atividades que visem a  promoção da força e da resistência muscular  têm influência positiva no desenvolvimento muscular. Podendo retardar o surgimento de atrofias e contraturas.
Sinal de  Gowers
Implicações  no programa de AF Atenção particular deve ser dada à  musculatura dos MMII, abdome e quadris,  responsáveis pela locomoção. Para aqueles que já se encontram dependentes de cadeira de rodas, os  exercícios respiratórios  devem ser priorizados e executados diariamente. As atividades aquáticas são extremamente benéficas. A  preservação da flexibilidade articular  também deve ser incluída em atividades de todos os programas.
Implicações  no programa de AF A distrofia diminui a  força e a resistência muscular  e, conseqüentemente, também a potência aeróbica. As atividades  aeróbicas de baixa intensidade  auxiliam a prevenir e a combater a obesidade. A dança e as atividades rítmica podem ser motivadoras para desenvolver essas capacidades.
Lembrete "Não existe doença sem cura, existe doença cujo tratamento ainda não foi encontrado"  Profª Drª Mayana Zatz  - Fundadora e Diretora  Presidente da Associação Brasileira  de Distrofia Muscular.
Esclerose Múltipla
ESCLEROSE MÚLTIPLA Entre as mielopatias existe a esclerose múltipla, doença neurológica progressiva desmielinizante. Cerca de dois terços dos indivíduos que apresentam essa doença relatam o aparecimento de suas primeiras manifestações entre o 20º e 40º ano de vida, embora possa se manifestar também em crianças e idosos. As mulheres em geral são mais acometidas por esta doença, havendo predominância nos indivíduos da raça branca
Sintomas EM Os indivíduos acometidos por esta doença costumam apresentar sintomas diversos, dependendo da região afetada. Os mais comuns são: Fraqueza generalizada Visão dupla Fala com pronúncia alterada Murmúrios Marcha cambaleante Paralisia parcial ou completa
Importância da atividade física A EM traz fraqueza muscular. Conforme evolui, o indivíduo se torna pouco tolerante a esforços extenuantes. A prática de AF de baixa intensidade pode colaborar para a promoção da capacidade aeróbica, dando condições para o indivíduo suportar com maior segurança as atividades mais extenuantes. Natação e outras atividades aquáticas são indicadas, sobretudo se não forem realizadas em água muito quente, pois o calor lhe dará a sensação de fadiga mais precoce, em virtude do relaxamento oferecido pelo calor da água.
Origem ósseo-articular
Distúrbios ósseos e articulares
Estruturas do aparelho locomotor Ossos Cartilagens Músculos Tendões Ligamentos Bursas
Osteogênese Imperfeita
Osteogêne Imperfecta Malformação óssea causada por herança genética Deficiência do colágeno Compromete a estrutura óssea, tornando-a quebradiça e com densidade diminuída 1:21.000 Brasil – 12.000
Conseqüências Fraturas e micro-fraturas; Encurvamento dos ossos das pernas, braços e coluna; Baixa estatura; Escoliose ( desvios na coluna );  Defeitos na formação dos dentes; Problemas na audição.
Brincadeira de criança Futebol, pega-pega, amarelinha, esconde-esconde. Impossível imaginar uma criança sem associar às brincadeiras. Para a criança com OI, isso representa grandes riscos.
Atividade física Movimentação muscular - estimular a vitalidade dos músculos e ossos e assim evitar a perda de cálcio. Atividade: Caminhada Além de independência e liberdade: estimular a circulação e fortalecer os ossos. Dieta rica em cálcio, fósforo, magnésio e vitaminas.
Atividade física As crianças sabem quanta força e que atividades podem realizar sem correr riscos; Restringir as AF aumentará o risco de fraturas; Importante que elas brinquem, isso faz parte do desenvolvimento; Para que ela participe: proteja o ambiente com cobertores, travesseiros ou almofadas.
Atenção Fiquem atentos para os sinais de fraturas: Inchaço Vermelhidão Calor Dor local Fonte:  www.aacd.org.br   Dr. Antonio Carlos Fernandes (médico ortopedista)
Nanismo
Nanismo Baixa estatura em relação à idade cronológica (adulto no máximo 132 cm) Existem mais de 100 tipos de displasias esqueléticas Acondroplasia  mais comum 1:25.000
Nanismo acondroplásico Cabeça de tamanho normal e os membros muito curtos em relação ao tronco (principalmente na parte superior dos braços e nas coxas) Causas: Distúrbios genéticos (não há tratamento) Deficiência do hormônio de crescimento e da tireóide (pode-se recorrer a medicamentos para amenizar o problema)
Atenção Possíveis lesões de menisco, tendência ao joelho varo; Sobrecarga na coluna cervical e lombar poderá aumentar a lordose; Desequilíbrio – desproporção; Possibilidade de malformação cardíaca; Aumento do peso
ATIVIDADE FÍSICA NAS AMPUTAÇÕES  E ANOMALIAS CONGÊNITAS
CAUSAS Nas crianças, as causas mais freqüentes  das amputações são as malformações congênitas. Outras causas importantes: Infecção Trauma Neoplasias Problemas vasculares são raros
Conceitos Prótese  Substitui o órgão Órtese   Ajuda o funcionamento
Implicações no programa de AF A atividade física, seja com fins recreativos  ou esportivos, colabora com o processo de reabilitação Exercícios físicos melhoram as condições de controle da prótese, porque diminuem a atrofia muscular e aprimoram a propriocepção.
Implicações no programa de AF Avanços tecnológicos - maior gama de possibilidades em relação à prática das atividades físicas e esportivas As atividades aquáticas - não traumatizam o membro residual (recomendadas) Nos casos de amputações unilaterais, podem ocorrer distúrbios no equilíbrio na água, em especial nas flutuações dorsais e ventrais. A adaptação nesse caso só é possível com o treinamento, cada um encontra formas diferentes para ajustar seu corpo na água
Implicações no programa de AF Também é possível o uso de nadadeiras ou de palmares nos cotos, para aumentar a força e a velocidade dos movimentos Essa reabilitação não diz apenas respeito às adaptações físicas, na atividade circulatória e na função muscular remanescente, mas também aos benefícios psicossociais advindos de tal prática.
Dicas gerais em AMA Procure entender as características individuais de cada um e descobrir como se relacionar com eles; Potencialize seu aluno Não subestime as possibilidades Evite superproteção, estimule a independência Esclareça suas dúvidas sobre as limitações. Dirija-se sempre que possível ao seu aluno e apenas quando necessário, peça informações às pessoas que o acompanham.
Papel do educador
O seu papel como educador Maximizar o potencial individual Focalizar o desenvolvimento das habilidades Selecionar atividades apropriadas Providenciar um ambiente favorável à aprendizagem Encorajar a auto-superação
Responsabilidade e Ética Profissionais que atuam no universo da EFA  assumem um  papel transformador  com  competência específica da área , sendo atores  vivos que  constroem, mantém e alteram  significados  sobre: Área Si próprios  Atividades pelas quais respondem.
Re-significar ... É preciso ressignificar a diferença, e para tanto há que se  des-adjetivar  o substantivo  diferença: Ser diferente não é ser melhor ou pior A diferença simplesmente é.
Mudar de ângulo A idéia do Caleidoscópio ... é aceitar a idéia de que todos  são importantes e significativos  e quanto maior a diversidade, mais complexa e rica será  a situação.  Carvalho
Processo de inclusão Passa obrigatoriamente pelo respeito  às diferenças individuais ...
Educação inclusiva Benefícios para os alunos: Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos outros Ganho nas habilidades acadêmicas e sociais Preparação para a vida em comunidade (convivência com a diversidade/diferença) Evitar efeitos prejudiciais da exclusão
Educação inclusiva Benefícios para a sociedade: Valor social da igualdade Superação dos padrões que imperavam no passado Quebra do estigma e acesso à informação
Educação inclusiva Benefícios para os professores: Melhoria das habilidades profissionais  e pessoais Capacitação profissional
E acontece naturalmente quando ... Considerarmos: Valores Experiências individuais Valorizamos a relação: Adulto-criança Adulto –adolescente Caracterizada pelo respeito  mútuo, afeto e confiança! Promovemos Autonomia Espírito crítico Criatividade Responsabilidade Cooperação
Uma pausa para a reflexão A inclusão é para todos?
Ponderação Quando não é favorável Extremamente destrutivo, desagregador e/ou perigoso para outros estudantes Não permite que os colegas alcancem suas metas por causa da inclusão Não alcança suas metas ou se dispersa por estar incluído na aula regular de educação física Não está recebendo um programa de educação física apropriado, orientado para suas necessidades únicas O ambiente não é seguro para este estudante
Pensar juntos Se chegarmos à conclusão de que  não é possível? Como responder à seguinte pergunta: “Se correr o bicho pega,  se ficar o bicho come”. O que fazer?
Referências bibliográficas Tese de dissertação de mestrado  Sintomatologia depressiva em adolescentes com  lesão medular Lemos, E – Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2000 Atividade Física Adaptada Gorgatti, M.G. e Costa, R.F. Barueri, SP: Manole, 2005
Imagens http://www.endofpolio.org/home.html  Fotos: Sebastião Salgado http.://www.ericohiller.com.br Fotos: Erico Hiller
Parabéns                 
 

Educação física pessoas com deficiência

  • 1.
    PRÁTICAS DE EDUCAÇÃOFÍSICA PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA
  • 2.
    Eliane Lemos Graduadaem Psicologia Especialista no atendimento da pessoa com deficiência Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento Professora universitária da disciplina Educação Física Adaptada no curso de EF.
  • 3.
    Agenda Diversidade humanaEducação Física (FEF/EFA/AMA) Deficiência Deficiência Física Origens da deficiência física Neurológica e ortopédica Implicações no programa de AF Papel do educador Educação inclusiva Parte prática
  • 4.
    Somos diferentes? Quemsou eu? Quem é você? Quem é a pessoa com deficiência? As semelhanças nos atraem, as diferenças nos fortalecem.
  • 5.
    Educação Física EFEspecial Os alunos com deficiência não podem se engajar de modo irrestrito, de forma segura e com sucesso EF Adaptada Ações que visam encorajar e promover a atividade física autodeterminada para todos os cidadãos durante a vida, oferecendo assistência e apoio profissional quando requerido. Diferença básica entre EFE e EFA: constituição dos grupos.
  • 6.
    Por que AMA?Educação Física Adaptada – Atividade Motora Adaptada. Atividade motora enfatiza as necessidades de vivências relacionadas ao movimento corporal em todo tipo de ambiente. A palavra educação é freqüentemente usada para enfocar indivíduos na idade escolar, em ambientes de instrução. A Atividade Motora Adaptada corresponde ao conjunto de atos intencionais que visam melhorar e promover a capacidade para o movimento considerando-se as diferenças individuais e as discapacidades em contextos inclusivos ou não. Desafio: Lidar com as múltiplas potencialidades. Fonte: Sobama
  • 7.
    + FORTE+ HABILIDOSO O MELHOR Conceitos de Performance + RÁPIDO ATLETA DO SÉCULO UNIVERSO DE POTENCIALIDADES ESPORTE PRÁTICA DA EDUCAÇÃO FÍSICA
  • 8.
    Seja bem vindo... ... ao universo de possibilidades. Fonte: CPB
  • 9.
    Direção do olhar… Antes a deficiência direcionava o olhar para: Limitação Déficit Incapacidade Invalidez Morte Você não consegue!
  • 10.
    Classificação Internacional deFuncionalidade Organização Mundial de Saúde (1980) Deficiência Mudança funcional no órgão Incapacidade Alterações das habilidades da pessoa Impedimento Conseqüências econômicas e sociais
  • 11.
    DIFERENÇAS INDIVIDUAIS: Lidarcom a diversidade Limitação Desvantagem Capacidade Possibilidades Potencialidades Essência do indivíduo Efetivo processo para assegurar Direitos humanos Direitos sociais Melhorar a qualidade de vida
  • 12.
    Um novo modelo- OMS O que existe de potência para que você seja membro ativo em todos os sentidos e nas diversas atividades da sociedade? Você pode!
  • 13.
    Classificação DEFICIÊNCIA Perdaou anomalia de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica. Pode ser: Natureza Inata Adquirida Caráter Temporário Permanente
  • 14.
    Onde estão? Crianças,adolescentes, adultos e idosos (Dados do IBGE) 1,14% em 1990 14,5% em 2000
  • 15.
    Deficiência Física OAparelho locomotor é composto pelos sistemas: Ósteo-articular Muscular Nervoso Central COMPROMETIMENTO
  • 16.
    Origem da deficiênciafísica Origem Neurológica Referem-se às deteriorações ou lesões do SNC : Cerebral PC AVC ou AVE TCE Medular Poliomielite Espinha Bífida Lesões medulares degenerativas Traumatismos medulares
  • 17.
    Origem Ortopédica Referem-se aos problemas dos músculos, ossos e/ou articulações Origem da deficiência física Muscular Distrofia muscular de Duchene Ósseo-articular Malformações Amputação
  • 18.
    Acidentes de trânsitoBrasil 1/410 Suécia 1/21.400 Ferimentos por arma de fogo Doenças Outros Causas deficiência física
  • 19.
    Traumas (50% -acidentes de trânsito) Lesão cerebral Paralisia cerebral Lesão medular Distrofias musculares Esclerose múltipla Amputações Malformações congênitas Distúrbios posturais da coluna Seqüelas de queimaduras Causas da deficiência física
  • 20.
    Antes de prepararsua próxima aula ... Desconhecer o quadro clínico pode levar ao engano . (PC/DM) Conhecer o quadro clínico te auxiliará na escolha de atividades adequadas, levando-se em consideração: Potencial remanescente Eficiência (dependem da força de vontade e autonomia)
  • 21.
  • 22.
    Lesão cerebral Destruiçãoou degeneração das células cerebrais que afetam o Sistema Nervoso Central, pode ocorrer por: Doenças Traumas
  • 23.
    Lesão cerebral Tiposde lesão cerebral Paralisia cerebral Acidente vascular cerebral ou encefálico Trauma crânio-encefálico
  • 24.
  • 25.
    Paralisia cerebral Lesãoprovocada, muitas vezes, pela falta de oxigenação das células cerebrais . Acontece durante a gestação, durante o parto ou após o nascimento, ainda no processo de amadurecimento do cérebro da criança
  • 26.
    PC – CausasPré-natal Ameaça de aborto, choque direto no abdômen da mãe; Exposição ao raio X nos primeiros meses de gravidez ; Incompatibilidade entre Rh da mãe e do pai ; Infecções contraídas pela mãe durante a gravidez (rubéola , sífilis, toxicoplasmose ); Mãe portadora de diabetes ou com toxemia de gravidez; Pressão alta da gestante.
  • 27.
    PC – CausasPeri-natal Falta de oxigênio ao nascer Lesão causada por partos difíceis, principalmente os dos fetos muito grandes de mães pequenas ou muito jovens Trabalho de parto demorado; Mau uso do Fórceps , manobras obstétricas violentas; Os bebês que nascem prematuramente (antes dos 9 meses e pesando menos de 2 quilos ) tem mais chances de apresentar paralisia cerebral .
  • 28.
    PC – CausasPós-natal Febre prolongada e muito alta ; Desidratação com perda significativa de líquidos ; Infecções cerebrais causadas por meningite ou encefalite; Ferimento ou traumatismo na cabeça; Falta de oxigênio por afogamento ou outras causas; Envenenamento por gás, por chumbo (utilizado no esmalte cerâmico, nos pesticidas agrícolas ou outros venenos ) ; Sarampo ; Traumatismo crânio-encefálico até os três anos de idade
  • 29.
    PC - ClassificaçãoFisiológica (ou quanto ao tônus muscular) Topográfica
  • 30.
    Tipos mais comuns: Espástica Atetóica Atáxica Classificação Fisiológica
  • 31.
    PC - EspásticaQuando há uma desordem no movimento voluntário, o que faz com que todo o corpo participe de um movimento que, normalmente, envolveria apenas uma parte do corpo. Pode agravar-se conforme o estado emocional. Tônus muscular muito alto (tenso)
  • 32.
    PC - AtetóicaReflexo que causa um movimento involuntário do corpo, até mesmo quando em repouso. Tônus muscular variante (às vezes mais alto – às vezes mais baixo)
  • 33.
    Distúrbio motor quecausa problemas na postura e na coordenação motora, causando dificuldades no equilíbrio e na percepção tátil. Apresenta tônus muscular baixo e dificuldade de coordenação de movimentos. PC - Atáxica
  • 34.
    Classificação Topográfica Monoplegia/monoparesiaAcometimento de um único membro Hemiplegia/hemiparesia Acometimento de um lado do corpo Paraplegia/paraparesia Acometimento do tronco e membros inferiores
  • 35.
    Classificação Topográfica Diplegia/diparesiaMembros inferiores mais afetados que os superiores Quadriplegia/quadriparesia Quatro membros afetados de forma semelhante Dupla hemiplegia/dupla hemiparesia Quatro membros afetados, um lado mais comprometido
  • 36.
    Conceitos Os sufixos “plegia ” e “paresia” geralmente indicam o nível de funcionalidade. Plegia é a não-funcionalidade nos movimentos Paresia é a possibilidade de realizar movimentos funcionais
  • 37.
    Implicações no programade AF Experiências de movimento são fundamentais Estimulação precoce Descoberta do próprio corpo Descoberta do outro AMA deve conter atividades que envolvam jogos e estímulos sensório-motores.
  • 38.
    Implicações no programade AF Jogos com bola devem ser estruturados passo a passo, desenvolvendo as habilidades de arremessar, lançar, receber – estático depois em movimento) Chutar é importante – deambular Utilizar o critério de progressão individualizada estática e depois dinâmica, para introduzir jogos coletivos
  • 39.
  • 40.
    Acidente vascular cerebral- AVC Lesão de uma área cerebral causada pela interrupção da circulação sangüínea. Afeta: Capacidade e o controle motor Sensação e percepção Comunicação Emoções Estado de consciência
  • 41.
    Causas do AVCIsquêmica Tumor Mal-formação Trauma Trombose ou êmbolo Arterosclerose Hemorrágica Hipertensão Mal-formação Aneurisma
  • 42.
    Quem pode sofreum AVC? Pode ocorrer em qualquer faixa etária Maior freqüência nas pessoas acima dos sessenta anos de idade Hipertensão é um fator de risco que deve ser observado com muita atenção. Prevenção é o melhor remédio!
  • 43.
    Motricidade Após oAVC, os quadros motores se assemelham ao da paralisia cerebral na classificação topográfica. Quadro mais comum: Hemiplegia em graus variados
  • 44.
    Motricidade Situações secundárias: Incontinência urinária e intestinal Perda parcial da memória Problemas psicológicos (depressão e instabilidade emocional) Hemianopsia – perda de campos visuais Problemas perceptivos e proprioceptivos do lado afetado
  • 45.
    Implicações no programade AF Tratamento de recuperação de seqüelas motoras é baseado na cinesioterapia. A participação ajuda a minimizar sintomas secundários como a depressão Manter contato com o fisioterapeuta para auxiliar na organização do programa de atividades físicas
  • 46.
    Atividades esportivas individualizadassão as mais indicadas no início. Natação Bocha Boliche adaptado Lançamentos e arremessos Implicações no programa de AF
  • 47.
  • 48.
    Traumatismo crânio-encefálico - TCE Trata-se de um problema cerebral causado por traumatismo corrido na cabeça (crânio) Pode produzir : Diminuição ou alteração do estado de consciência Resulta em limitações do funcionamento: Motor , cognitivo, social, comportamental, emocional
  • 49.
    Limitações motoras -TCE Falta de coordenação Falta de planejamento e seqüênciamento dos movimentos Espasticidade muscular Problemas de fala Paralisias Convulsões Alterações perceptivas e sensoriais
  • 50.
    Epidemia silenciosa Devidoaos acidentes e a outros eventos que ocorrem e não podemos prever Resultados de acidentes automotivos, esportivos, quedas, violência, etc. Nas crianças, uma alta porcentagem de morte por lesões é decorrente de traumatismos crânio- encefálicos e de suas complicações.
  • 51.
    Motricidade Quadro motorDescritos conforme a classificação topográfica da PC Mesmas indicações terapêuticas – PC e AVC
  • 52.
  • 53.
    “ Apóso acidente que me paralisou, tive que re-aprender a ter uma vida normal e conviver com essa deficiência e com a ajuda da minha família e apoio de alguns amigos cheguei onde estou. O principal problema que me deparei após o acidente, não foi a deficiência, e sim o meu estado mental para viver assim. Um acidente desse gênero realmente afeta qualquer ser humano.” F.B. - tetraplégico Lesão medular
  • 54.
    Lesão medular Umadas formas mais graves entre as síndromes incapacitantes, constituindo-se em verdadeiro desafio à reabilitação (física e psicológica) Dificuldade decorre da importância da medula espinhal, que não é apenas uma via de comunicação entre as diversas partes do corpo e o cérebro
  • 55.
    Lesão medular Centroregulador que controla importantes funções: Respiração Circulação Bexiga Intestino Controle térmico Atividade sexual
  • 56.
    Causas LESÕES TRAUMÁTICASFraturas-luxações Acidentes de trânsito Esportes Quedas Acidentes de trabalho Ferimentos Armas de fogo Armas brancas
  • 57.
    Causas LESÕES NÃOTRAUMÁTICAS Degenerativas Enfermidades e síndromes Malformações Mielomeningocele Outros Poliomielite
  • 58.
    POLIOMIELITE Profa. Ms.Eliane Lemos Foto de Sebastião Salgado - Somália
  • 59.
    Poliomielite Doença agudaprovocada por um vírus (poliovírus) que se aloja na medula e destrói as células motoras. Seqüela: Paralisia das áreas motoras afetadas com preservação da sensibilidade. Também conhecida como Paralisia Infantil
  • 60.
    Ásia e ÁfricaAtualmente, o mundo registra 1163 casos confirmados, o que representa um importante risco de disseminação do poliovírus frente à vulnerabilidade promovida pela intensa mobilização das populações.
  • 61.
    Transmissão A transmissão pode ocorrer de pessoa-a-pessoa, por meio de secreções nasofaríngeas, ou de objetos, alimentos e água, contaminados com fezes de doentes ou portadores.
  • 62.
  • 63.
    SPP – manifesta-seem indivíduos que tiveram poliomielite, em média, após 15 anos ou mais, com um novo quadro sintomatológico: Fraqueza muscular e progressiva, fadiga, fores musculares e nas articulações (diminuição da capacidade funcional e/ou no surgimento de novas incapacidades) Alguns podem desenvolver dificuldade de deglutição e respiração. Abraspp - Associação Brasileira de Síndrome Pós-Poliomielite www.abraspp.org.br Síndrome pós-polio
  • 64.
  • 65.
  • 66.
  • 67.
  • 68.
  • 69.
  • 70.
    Espinha bífida Lesãoque ocorre na medula, provocando paralisia, que pode variar de uma ligeira seqüela até a perda total da sensibilidade e do controle abaixo da lesão.
  • 71.
    Espinha bífida Tiposmais comuns: Meningocele Mielomeningocele
  • 72.
    Meningocele Protusão dabolsa subcutânea contendo principalmente meninges e líquido; pode conter raízes nervosas
  • 73.
    Mielomeningocele A bolsacontém tecido nervoso central, o que representa medula espinhal lesada com raízes nervosas.
  • 74.
    Hidrocefalia Anormalidade deabsorção do líquido cefalorraquidiano, causando o aumento do volume; Drenagem – válvula; Pode ocorrer atraso mental
  • 75.
    Paraplegia Paralisia dosmembros inferiores e todo ou uma porção do tronco Tetraplegia Quando os membros superiores também estão envolvidos Quanto mais alta é a lesão: Maior a perda das funções motoras, sensitiva e autônoma Maiores as alterações metabólicas do organismo Nível da lesão medular
  • 76.
    Seqüelas das lesõesmedulares Espasmos Redução da capacidade respiratória Maior probabilidade às infecções Disfunção do sistema de regulação térmica Úlceras de decúbito (escaras) Incontinência urinária Distúrbios de esfíncter retal Diminuição da massa óssea e muscular Aumento da porcentagem de gordura Perda da sensibilidade Prejuízos do retorno venoso
  • 77.
    Lesões medulares degenerativasOcorrem pela perda gradativa da função das células nervosas da medula, causada por infecções hereditárias. Enfermidade de Wendin Síndrome Wohlfart-Kugelberg Enfermidade de Charcot-Marie-Tooth Ataxia de Friedreich
  • 78.
    Traumatismos medulares Considerandoque a coluna é parte integrante do SNC, qualquer lesão ocorrida nela causa danos irreparáveis. Medula é protegida por 24 vértebras C - Sete cervicais – 8 pares de nervos T - Doze torácicas – 12 pares de nervos L - Cinco lombares – 5 pares de nervos S - Cinco sacrais – 5 pares de nervos Coccígeas – um par de nervos
  • 79.
    Nível da lesãomedular Acima do segmento medular T1 tetra ou quadriplegia Abaixo da T1 causam paraplegia 7 cervicais 12 torácicas 5 lombares 3 a 5 sacrais C1 C2 C3 C4 C5 C6 C7 T1 T2 T3 . . . L1 L2 . . . S1 S2 Tetraplegia Paraplegia
  • 80.
    Implicações no programade AF Professor deve avaliar: Flexibilidade (falta) Capacidade de sustentar atividade aeróbica Força e resistência para: Erguer o corpo Transferir Push up (prevenção de escaras) Impulsionar a cadeira de rodas Porcentagem de gordura Excessiva – incompatível com uma boa saúde
  • 81.
    Atividades desenvolvidas Início – pode ter dificuldades para se adaptar ao equipamento Cadeira esportiva versus cadeira social Treinamento específico deve englobar a propulsão da cadeira de rodas em situações variadas Para frente, para trás, em curvas, com obstáculos, em terrenos acidentados, com possíveis inclinações e com superfícies diferentes Alternar os exercícios com velocidades diferentes, mais acelerado ou mais lento
  • 82.
    Atividades de condicionamentofísico Devem privilegiar o desenvolvimento das variáveis da aptidão física relacionadas à saúde: Força Exercícios que visem ao fortalecimento da musculatura não atingida pela lesão. Resistência Impulsionar a cadeira, durante um determinado tempo e a uma intensidade preestabelecida
  • 83.
    Atividades de condicionamentofísico Flexibilidade Deve ser desenvolvida em todas as articulações do corpo, independentemente de a musculatura permanecer funcional ou não Postura Manutenção da porcentagem de gordura dentro de níveis considerados compatíveis com a boa saúde
  • 84.
    Atividades aquáticas nalesão medular Atividade esportiva mais procurada Sensação de independência e liberdade Podem apresentar episódios de grande espasticidade ao entrar na água, especialmente se a temperatura for baixa. Relaxamento antes da aula com exercícios de alongamento passivo, puxando-o em sinuosa pela piscina, segurando na base de sua cabeça ou nos seus ombros, mantendo-o em decúbito dorsal.
  • 85.
    Atividades aquáticas nalesão medular Não pode apresentar dermatites ou processos de escaras e nem infecções urinárias Os alunos devem evitar a ingestão de líquidos antes da natação e urinar e evacuar antes da entrada na piscina Possível dificuldade de regulação térmica do aluno. A temperatura da água deve girar em torno dos 30ºC no caso de alunos tetraplégicos,a fim de não oferecer riscos de hipotermia. Quanto mais baixo o nível de lesão e maior o grau de treinamento, esses valores podem ser alterados.
  • 86.
    Aspectos de segurançaBordas da piscina não devem ser muito alta em relação ao nível da água Utilizar um tapete emborrachado para que o aluno se sente na borda da piscina Os alunos devem aprender a realizar flutuações em ambos os decúbitos, com mudança de decúbito, respiração subaquática pelo nariz e/ou pela boca, propulsões básicas coordenadas com a respiração e técnicas de salvamento
  • 87.
    Benefícios da atividadeaquática Prevenir escaras de decúbito devido a permanência fora da cadeira de rodas Estimular a circulação sangüínea de modo geral Ferramenta para condicionamento respiratório Relaxar o indivíduo Proporcionar experiências de lazer e superação do medo
  • 88.
    Considerações finais Academiase centros de atividades físicas – dirigentes devem ter a consciência de adaptar as instalações para receber esses alunos: Construção de rampas Corredores mais largos Instalar corrimão nas escadas Reformar os pisos e calçadas que apresentem desníveis Treinar seus recursos humanos para o devido atendimento da pessoa com deficiência
  • 89.
    Atletismo Arco eflecha Bocha Basquetebol sobre rodas Ciclismo Equitação Esgrima Futebol para paralisados cerebrais Futebol para amputados Modalidades esportivas Halterofilismo Iatismo Natação Remo adaptado Tênis de campo Tênis de mesa Voleibol
  • 90.
  • 91.
  • 92.
    CLASSIFICAÇÃO Asdoenças neuromusculares podem ser divididas em: Miopatias - Distrofias Neuropatias Mielopatias O termo miopatia designa todos os estados patológicos que atuam primariamente na musculatura estriada.
  • 93.
  • 94.
    DISTROFIA MUSCULAR Dentreas miopatias figuram as distrofias musculares, que possuem vários tipos de manifestações. São afecções de caráter hereditário Distrofia Muscular de Duchenne – DMD: Incidência: 1/3.500 nascimentos Distrofia Muscular de Becker – DMB: Incidência: 1/30.000 nascimentos masculinos. Distrofia Muscular de Steinert – DMS: Incidência: 1/8.000 a 10.000 nascimentos de ambos os sexos. Distrofia Muscular Facio-Escápulo-Umeral – FSH: Incidência: 1/20.000 nascimentos de ambos os sexos.
  • 95.
    Distrofia muscular deDuchenne Uma das mais comuns formas da doença, é também a mais severa. As células musculares se degeneram e são substituídas por tecido conjuntivo e adiposo. Quem tem DMD geralmente não chega à terceira década de vida, pois morre em decorrência das complicações respiratórias
  • 96.
    DMD - TransmissãoAcontece por um defeito no gene localizado no braço curto do no cromossomo X. A mulher tem dois cromossomos X O homem tem um cromossomo Y, herdado do pai, e um cromossomo X, que recebe da mãe.
  • 97.
    DMD – Sintomase prognóstico Primeiros sintomas: Marcha alargada Dificuldade para subir escadas Tendência a quedas freqüentes Exames laboratorias: presença de altos níveis de creatino fosfoquinase (CPK) no sangue Lordose e obesidade são desenvolvidas em virtude da fraqueza da musculatura e de acúmulo de tecido adiposo Podem aparecer contraturas nas articulações do tornozelo, joelho e quadril
  • 98.
    Implicações noprograma de AF A EF exerce um papel importante na manutenção da qualidade de vida , principalmente nos primeiros estágios da doença com a finalidade de: Preservar a marcha Prevenir contraturas Prevenir atrofias musculares Um programa com atividades que visem a promoção da força e da resistência muscular têm influência positiva no desenvolvimento muscular. Podendo retardar o surgimento de atrofias e contraturas.
  • 99.
    Sinal de Gowers
  • 100.
    Implicações noprograma de AF Atenção particular deve ser dada à musculatura dos MMII, abdome e quadris, responsáveis pela locomoção. Para aqueles que já se encontram dependentes de cadeira de rodas, os exercícios respiratórios devem ser priorizados e executados diariamente. As atividades aquáticas são extremamente benéficas. A preservação da flexibilidade articular também deve ser incluída em atividades de todos os programas.
  • 101.
    Implicações noprograma de AF A distrofia diminui a força e a resistência muscular e, conseqüentemente, também a potência aeróbica. As atividades aeróbicas de baixa intensidade auxiliam a prevenir e a combater a obesidade. A dança e as atividades rítmica podem ser motivadoras para desenvolver essas capacidades.
  • 102.
    Lembrete "Não existedoença sem cura, existe doença cujo tratamento ainda não foi encontrado" Profª Drª Mayana Zatz - Fundadora e Diretora Presidente da Associação Brasileira de Distrofia Muscular.
  • 103.
  • 104.
    ESCLEROSE MÚLTIPLA Entreas mielopatias existe a esclerose múltipla, doença neurológica progressiva desmielinizante. Cerca de dois terços dos indivíduos que apresentam essa doença relatam o aparecimento de suas primeiras manifestações entre o 20º e 40º ano de vida, embora possa se manifestar também em crianças e idosos. As mulheres em geral são mais acometidas por esta doença, havendo predominância nos indivíduos da raça branca
  • 105.
    Sintomas EM Osindivíduos acometidos por esta doença costumam apresentar sintomas diversos, dependendo da região afetada. Os mais comuns são: Fraqueza generalizada Visão dupla Fala com pronúncia alterada Murmúrios Marcha cambaleante Paralisia parcial ou completa
  • 106.
    Importância da atividadefísica A EM traz fraqueza muscular. Conforme evolui, o indivíduo se torna pouco tolerante a esforços extenuantes. A prática de AF de baixa intensidade pode colaborar para a promoção da capacidade aeróbica, dando condições para o indivíduo suportar com maior segurança as atividades mais extenuantes. Natação e outras atividades aquáticas são indicadas, sobretudo se não forem realizadas em água muito quente, pois o calor lhe dará a sensação de fadiga mais precoce, em virtude do relaxamento oferecido pelo calor da água.
  • 107.
  • 108.
  • 109.
    Estruturas do aparelholocomotor Ossos Cartilagens Músculos Tendões Ligamentos Bursas
  • 110.
  • 111.
    Osteogêne Imperfecta Malformaçãoóssea causada por herança genética Deficiência do colágeno Compromete a estrutura óssea, tornando-a quebradiça e com densidade diminuída 1:21.000 Brasil – 12.000
  • 112.
    Conseqüências Fraturas emicro-fraturas; Encurvamento dos ossos das pernas, braços e coluna; Baixa estatura; Escoliose ( desvios na coluna ); Defeitos na formação dos dentes; Problemas na audição.
  • 113.
    Brincadeira de criançaFutebol, pega-pega, amarelinha, esconde-esconde. Impossível imaginar uma criança sem associar às brincadeiras. Para a criança com OI, isso representa grandes riscos.
  • 114.
    Atividade física Movimentaçãomuscular - estimular a vitalidade dos músculos e ossos e assim evitar a perda de cálcio. Atividade: Caminhada Além de independência e liberdade: estimular a circulação e fortalecer os ossos. Dieta rica em cálcio, fósforo, magnésio e vitaminas.
  • 115.
    Atividade física Ascrianças sabem quanta força e que atividades podem realizar sem correr riscos; Restringir as AF aumentará o risco de fraturas; Importante que elas brinquem, isso faz parte do desenvolvimento; Para que ela participe: proteja o ambiente com cobertores, travesseiros ou almofadas.
  • 116.
    Atenção Fiquem atentospara os sinais de fraturas: Inchaço Vermelhidão Calor Dor local Fonte: www.aacd.org.br Dr. Antonio Carlos Fernandes (médico ortopedista)
  • 117.
  • 118.
    Nanismo Baixa estaturaem relação à idade cronológica (adulto no máximo 132 cm) Existem mais de 100 tipos de displasias esqueléticas Acondroplasia mais comum 1:25.000
  • 119.
    Nanismo acondroplásico Cabeçade tamanho normal e os membros muito curtos em relação ao tronco (principalmente na parte superior dos braços e nas coxas) Causas: Distúrbios genéticos (não há tratamento) Deficiência do hormônio de crescimento e da tireóide (pode-se recorrer a medicamentos para amenizar o problema)
  • 120.
    Atenção Possíveis lesõesde menisco, tendência ao joelho varo; Sobrecarga na coluna cervical e lombar poderá aumentar a lordose; Desequilíbrio – desproporção; Possibilidade de malformação cardíaca; Aumento do peso
  • 121.
    ATIVIDADE FÍSICA NASAMPUTAÇÕES E ANOMALIAS CONGÊNITAS
  • 122.
    CAUSAS Nas crianças,as causas mais freqüentes das amputações são as malformações congênitas. Outras causas importantes: Infecção Trauma Neoplasias Problemas vasculares são raros
  • 123.
    Conceitos Prótese Substitui o órgão Órtese Ajuda o funcionamento
  • 124.
    Implicações no programade AF A atividade física, seja com fins recreativos ou esportivos, colabora com o processo de reabilitação Exercícios físicos melhoram as condições de controle da prótese, porque diminuem a atrofia muscular e aprimoram a propriocepção.
  • 125.
    Implicações no programade AF Avanços tecnológicos - maior gama de possibilidades em relação à prática das atividades físicas e esportivas As atividades aquáticas - não traumatizam o membro residual (recomendadas) Nos casos de amputações unilaterais, podem ocorrer distúrbios no equilíbrio na água, em especial nas flutuações dorsais e ventrais. A adaptação nesse caso só é possível com o treinamento, cada um encontra formas diferentes para ajustar seu corpo na água
  • 126.
    Implicações no programade AF Também é possível o uso de nadadeiras ou de palmares nos cotos, para aumentar a força e a velocidade dos movimentos Essa reabilitação não diz apenas respeito às adaptações físicas, na atividade circulatória e na função muscular remanescente, mas também aos benefícios psicossociais advindos de tal prática.
  • 127.
    Dicas gerais emAMA Procure entender as características individuais de cada um e descobrir como se relacionar com eles; Potencialize seu aluno Não subestime as possibilidades Evite superproteção, estimule a independência Esclareça suas dúvidas sobre as limitações. Dirija-se sempre que possível ao seu aluno e apenas quando necessário, peça informações às pessoas que o acompanham.
  • 128.
  • 129.
    O seu papelcomo educador Maximizar o potencial individual Focalizar o desenvolvimento das habilidades Selecionar atividades apropriadas Providenciar um ambiente favorável à aprendizagem Encorajar a auto-superação
  • 130.
    Responsabilidade e ÉticaProfissionais que atuam no universo da EFA assumem um papel transformador com competência específica da área , sendo atores vivos que constroem, mantém e alteram significados sobre: Área Si próprios Atividades pelas quais respondem.
  • 131.
    Re-significar ... Épreciso ressignificar a diferença, e para tanto há que se des-adjetivar o substantivo diferença: Ser diferente não é ser melhor ou pior A diferença simplesmente é.
  • 132.
    Mudar de ânguloA idéia do Caleidoscópio ... é aceitar a idéia de que todos são importantes e significativos e quanto maior a diversidade, mais complexa e rica será a situação. Carvalho
  • 133.
    Processo de inclusãoPassa obrigatoriamente pelo respeito às diferenças individuais ...
  • 134.
    Educação inclusiva Benefíciospara os alunos: Desenvolvimento de atitudes positivas em relação aos outros Ganho nas habilidades acadêmicas e sociais Preparação para a vida em comunidade (convivência com a diversidade/diferença) Evitar efeitos prejudiciais da exclusão
  • 135.
    Educação inclusiva Benefíciospara a sociedade: Valor social da igualdade Superação dos padrões que imperavam no passado Quebra do estigma e acesso à informação
  • 136.
    Educação inclusiva Benefíciospara os professores: Melhoria das habilidades profissionais e pessoais Capacitação profissional
  • 137.
    E acontece naturalmentequando ... Considerarmos: Valores Experiências individuais Valorizamos a relação: Adulto-criança Adulto –adolescente Caracterizada pelo respeito mútuo, afeto e confiança! Promovemos Autonomia Espírito crítico Criatividade Responsabilidade Cooperação
  • 138.
    Uma pausa paraa reflexão A inclusão é para todos?
  • 139.
    Ponderação Quando nãoé favorável Extremamente destrutivo, desagregador e/ou perigoso para outros estudantes Não permite que os colegas alcancem suas metas por causa da inclusão Não alcança suas metas ou se dispersa por estar incluído na aula regular de educação física Não está recebendo um programa de educação física apropriado, orientado para suas necessidades únicas O ambiente não é seguro para este estudante
  • 140.
    Pensar juntos Sechegarmos à conclusão de que não é possível? Como responder à seguinte pergunta: “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. O que fazer?
  • 141.
    Referências bibliográficas Tesede dissertação de mestrado Sintomatologia depressiva em adolescentes com lesão medular Lemos, E – Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2000 Atividade Física Adaptada Gorgatti, M.G. e Costa, R.F. Barueri, SP: Manole, 2005
  • 142.
    Imagens http://www.endofpolio.org/home.html Fotos: Sebastião Salgado http.://www.ericohiller.com.br Fotos: Erico Hiller
  • 143.
    Parabéns              
  • 144.