Gigantes da Geriatria Assuero Luiz Saldanha Médico Geriatra II Jornada de Geriatria e Gerontologia Liga de Geriatria e Gerontologia UFJF 27 de março 2009
 
Demografia Expectativa de vida média ao nascer:  ( Brasil) 1900 - 33,7 anos 1950-  43,2 anos 1980 -  63,4 anos 2000-  68,5 anos 2025 - 72 anos
Causas do envelhecimento da população  brasileira Transição Demográfica Alta Mortalidade / Alta fecundidade ( 6,4) Baixa Mortalidade / Diminuição da Fecundidade ( 1.8)   Perfil da População 1980 a 2000 grupo 0 a 14 anos  cresceu 14% grupo >  60 anos  cresceu 107% pop. em geral  cresceu  56% A faixa idosa que mais cresce > 80 anos  > 1.300.000 > 100 anos  Brasil - 24500  Minas Gerais 2765
Envelhecimento populacional brasileiro e as transformações da sociedade Migração rural Urbana  90 % ( 70% nas grandes cidades) Rural  10 % Alteração da estrutura familiar Gênero Suporte social e comunitário Trabalho e aposentadoria
Qualidade de Vida Expectativa de vida livre de incapacidade Brasil - EVN -  68,6 anos  Incapacidade: 54,0 anos  21,3 % Brasileiro vive 1/5 de sua vida sem qualidade ( Censo 2000, IBGE) Comparação com outros países Japão - EVN – 79,1 anos  Incapacidade 76,9 anos –  2,8%  Alemanha - EVN – 75,7 anos   Incapacidade:68,9 anos –  9 % Canadá -  16,6% Espanha -  18,3 %
Expectativa de Vida Ativa Média de anos que uma pessoa tem probabilidade de viver sem incapacidade aos 65 anos:  Japão  Homens: 14 anos Mulheres: 17 anos
Qual a realidade atual? Para cada ano de expectativa de vida extra, passam-se 9,6 meses (80%) em um estado de incapacidade  (Cohen, 1995).
Compressão da morbidade
O que prejudica a compressão  da morbidade? Falsas crenças a respeito dos idosos (“ Ageism”=velhismo) Muitos sintomas são atribuídos ‘a velhice Não se recomendam medidas preventivas Não reconhecimento e tratamento de (incontinências, depressão , quedas)
Saúde Funcional “ É a capacidade de manter as habilidades físicas e mentais necessárias para uma vida independente e autônoma” Gordilho et al. Alterações funcionais levam a menor capacidade de adaptação , tornando-os mais vulneráveis a quaisquer estímulo seja traumático, infecção e psicológico
Capacidade funcional ao longo da vida Terceira Idade   Manter independência e prevenir incapacidade Infância   Crescimento e desenvolvimento Vida Adulta   Manter o maior nível funcional possível Mudança de condicionamento Suporte ambiental Reabilitar e garantir qualidade de vida Idade Capacidade funcional Limiar de incapacidade
Os gigantes da geriatria INSTABILIDADE POSTURAL IMOBILIDADE INCONTINÊNCIA INSUFICIÊNCIA CEREBRAL IATROGENIA Isaacs Bernard: The Challenge of Geriatric Medicine, Oxford, 1992
Quais as características das síndromes geriátricas? Múltiplas etiologias Não constituem risco de vida iminente Comprometem a capacidade funcional e a qualidade de vida Complexidade terapêutica
A CASCATA DOS IDOSOS Complexibilidade médica Vulnerabilidade orgânica Apresentação atípica de doença Distúrbio cognitivo Distúrbio afetivo Susceptibilidade à iatrogenia Isolamento social Situação econômica precária
Iatrogenia
Iatrogenia Subtrativa- não adotar condutas necessárias (“velhice”) Aditiva- medicamentos, dietas, conselhos.
Iatrogenia:  epidemiologia Idosos tomam 2 a 6 medicações prescritas e várias não-prescritas. O risco de interações entre as drogas é maior devido ao uso de múltiplas medicações. Reações adversas estão entre as maiores ameaças à saúde dos idosos. Pacientes frágeis são mais susceptíveis. Doença iatrogênica é uma das condições tratáveis mais comuns em idosos.     ( Ham & Sloane, 2002 )
Cascata Iatrogênica IDADE   ESPECIALISTAS ( Polipatologias)  MÚLTIPLAS DROGAS   ESQUEMAS COMPLEXOS COGNIÇÃO  VISÃO    NOVAS DROGAS Mascara quadro básico EFEITOS COLATERAIS
Iatrogenia:  polifarmácia 5 ou mais drogas. Associa-se a mais reações adversas, interações, diminuição da adesão e  menor qualidade de vida.
Iatrogenia:  prevenção Mantenha um alto índice de suspeição para reações adversas. Evite tratamentos desnecessários. Inicie com doses baixas e aumente devagar. Interrogue sobre automedicação.
Iatrogenia: prevenção Revisão regular da prescrição  (ex. neurolépticos para agitação na demência) Conhecimento das reações adversas potenciais  (ex. agitação com calmantes anticolinérgicos).
Instabilidade Postural
Instabilidade Postural: Quedas Definição: Um evento não esperado, no qual a pessoa cai ao chão de um mesmo nível ou de um nível superior, podendo ser de uma escada, mobília, etc.
Instabilidade postural Quedas 30% dos idosos com 65 ou mais 50% daqueles com mais de 80 anos CAEM PELO MENOS UMA VEZ AO ANO Principal causa de morte por acidentes em  idosos 6% necessitam hospitalização ou imobilização 5% das quedas resultam em fraturas  1% FF Só 50 % destes permanecem vivos dois anos depois
Quedas Uma queda pode ser o prenúncio do estabelecimento de um debilidade e vulnerabilidade física. A sequela desta debilidade física inclui não somente fraturas e injúrias associadas, mas também  uma redução de movimentos independentes, isolamento social e medo. Quando uma pessoa idosa cai facilmente, é provável que ela esteja apresentando uma  perda funcional  e um enfraquecimento no estado de saúde.
Quedas  Permanência no solo aumenta o risco de pneumonia, desidratação, úlceras de pressão Acarretam restrição de atividades; declínio funcional Causas extrínsecas  e intrínsecas
Quedas :Condições precipitantes Queda pode ser a apresentação de uma doença aguda . ( quedas premonitórias) Doenças : Parkinson, AVE, gonartrose,  desordens dos pés -calos. Medicamentos : benzodiazepínicos, hipnóticos, sedativos, neurolépticos, anti-hipertensivos, antidepressivos, hipoglicemiantes.
Quedas: f atores predisponentes visão- < percepção de profundidade, da adaptação ao escuro; menor flexibilidade articular e força muscular em mmii; declínio da resposta de endireitamento corporal;
Condições predisponentes Fatores ambientais   Implicados em 30-50% dos casos; Camas altas ou muito baixas; Grades nas camas; Áreas pouco iluminadas; Carpetes soltos;; Chão muito polido ou úmido.
CASA SEGURA PARA IDOSOS Itens de segurança para cada cômodo BANHEIRO BOX: Piso antiderrapante, principalmente no Box (faixas adesivas  antiderrapantes com distância de 30 cm uma das outras), Barras de segurança dentro do Box e ao lado do vaso sanitário Assento fixo para lavar os pés Tapete de borracha antiderrapante Porta toalhas e suporte para shampoo, fixo, e de fácil acesso.
 
 
Quedas : abordagem Como abordar um idoso com história de quedas? Indagar sobre quedas recentes  ( ultimo ano) Insistir  pois  podem negar : fragilidade Se positivo  -- Evite questões superficiais, como:  “O que aconteceu ? Melhor seria:  “ Você teve dificuldade de caminhar ? “ “ Você se sentiu tonto, com vertigens?”
Quedas: Abordagem Não se deve atribuir uma queda a penas a uma causa. Cuidado para não superestimar as causas ambientais Geralmente a causa é  MULTIFATORIAL Objetivo- identificar fatores que podem ser corrigidos.
Quedas:   Abordagem Avaliação de mobilidade (equilíbrio e marcha) é o melhor preditor isolado de risco de quedas  Avaliação cognitiva, visual, psicológica (medo de cair), ambiental (calçados). Rever medicamentos
Exercícios para aumentar força e equilíbrio, como levantar do solo; Tai Chi (redução de 25% na incidência de quedas). Uso de bengalas.  Quedas: Abordagem
 
Imobilidade
Imobilidade Incapacidade de deslocamento sem auxílio; Acarreta: atrofia muscular, aumento da reabsorção óssea, rigidez articular, úlceras de pressão, incontinência; Dificulta ventilação das bases pulmonares; Associada à baixa ingestão de fibras e de líquidos leva à constipação; Propicia confusão mental; Tromboembolismo venoso .
Imobilidade Resultante do prolongado repouso no leito e imobilização. Seria o desequilíbrio da relação normal entre o repouso e atividade física. A  imobilidade leva  a um maior grau de incapacidade do que o causado pela enfermidade ou lesão inicial
Imobilidade  Pessoa sedentária possui apenas 40 % da sua força muscular máxima. Após 1 semana de repouso no leito, há 20% de perda da força inicial ( 3% ao dia)  A cada semana perde 20% de força residual. A recuperação é muito lenta.
Figura 1 - Sarcopenia. Corte de ressonância magnética da coxa de um adulto de 21 anos, fisicamente ativo (acima) e idoso de 63 anos, sedentário (abaixo). A massa muscular (cinza) está diminuída no idoso; a gordura (branco) subcutânea e intramuscular está aumentada. Adaptada de Roubenoff R 5.
Imobilidade:  causas  Dor e rigidez Imobilização no leito Restrição ambiental Instabilidade e medo de quedas Fármacos , alteração na marcha, hipotensão ortostática
Imobilidade : causas  Causas cardiovascular e pulmonar Causas neurológicas ( AVC, D. Parkinson) Causas mentais e sensoriais ( demências,depressão, delirium, alterações visuais e auditivas)
Imobilidade:  prevenção e tratamento Estímulo sensorial ( estímulo ambiental e desafios intelectuais ) Exercício muscular ativo Posicionamento adequado e exercício de amplitude de movimentação Recondicionamento cardiovascular ( inclinação passiva, meias elásticas)
Imobilidade  prevenção e tratamento Exercícios respiratórios e de tosse Nutrição e ingestão de líquidos Higiene da pele ( pele e unhas)  Ajuda para a mobilização  ( bengalas, muletas e andadores)
Síndrome da Imobilidade Critérios para identificar: Déficit cognitivo médio a grave. Múltiplas contraturas Sinais sofrimento cutâneo Disfagia leve a grave Dupla incontinência Afasia Critério maior Critério menor
Insuficiência cerebral
Delirium
Delirium Síndrome cerebral orgânica sem etiologia específica, caracterizada por  estado confusional agudo. Acomete principalmente idosos hospitalizados. É uma urgência médica.
Delirium:  diagnóstico DSM-IV Distúrbio da consciência Alteração na cognição Quadro agudo e flutuante Evidência de etiologia orgânica
Delirium: f atores de risco Polipatologia Febre Infecção   Distúrbio metabólico Fratura   Demência Distúrbio sensorial Múltiplas drogas psicoativa  Idade acima de 80a
Idosos  X  Delirium Serviços de urgência………….40% Pós- operatório…… 2 – 60% Diagnóstico incorreto…… 36 – 67% (Fabbri R.M.A., Tratado de Geriatria e Gerontologia.Guanabara x Koogan, 2002)
Delirium: investigação Listar os medicamentos Investigar distúrbios metabólicos, hidroeletrolíticos e processo infeccioso  Hemograma, bioquímica, EAS, culturas, raios X de tórax
Delirium: tratamento Correção da causa básica; Tratamento de suporte (desidratação, desequilíbrio hidroeletrolítico, desnutrição, úlceras de pressão etc); Retirar medicamentos (anticolinérgicos e sedativos);  Manter familiares presentes Órteses e próteses
Insuficiência cerebral Demências
Demência :  Síndrome de disfunção adquirida Memória Habilidade visoespacial Cognição Distúrbios do humor Alterações na personalidade e comportamento Linguagem
Demência A demência caracteriza-se pelo declínio da capacidade intelectual, frequentemente progressivo, que compromete o desempenho nas atividades profissionais ou sociais R Nitrini Perda adquirida e persistente da função intelectiva
Demência Impacto Pessoal Família  Sociedade
Diagnóstico e quadro clinico das demências As demências podem causar: - Alterações cognitivas - Alterações comportamentais - Dependência funcional Cognição AVD Comportamento
 
 
Incontinências
Incontinências  Eliminação involuntária de urina e fezes Ameaça à dignidade Não suscita curiosidade médica Passível de tratamento
Incontinência urinária Fatores predisponentes Diminuição da capacidade da bexiga; Aumento do volume residual; Contrações não-inibidas do detrusor; No homem: hipertrofia de próstata.
 
 
Incontinência Urinária:  cuidados gerais Rever a necessidade de diuréticos; Evitar ingestão de líquidos à noite; Facilitar o acesso ao vaso/ coletor (camas e cadeiras com altura adequada); Roupas de fácil manuseio; Horário regular de ida ao banheiro;
INCONTINÊNCIA CAUSAS TRANSITÓRIAS Infecção urinária Drogas Delirium Vaginite e uretrite atróficas Débito urinário alto (hiperglicemia, ICC) Mobilidade restrita Impactação fecal
Incontinência fecal:  causas  Hemorróidas Proctite ulcerativa Diarréia crônica Síndrome do colon irritável Impactação  Diabetes Demências

Gigantes Da Geriatria

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    Gigantes da GeriatriaAssuero Luiz Saldanha Médico Geriatra II Jornada de Geriatria e Gerontologia Liga de Geriatria e Gerontologia UFJF 27 de março 2009
  • 2.
  • 3.
    Demografia Expectativa devida média ao nascer: ( Brasil) 1900 - 33,7 anos 1950- 43,2 anos 1980 - 63,4 anos 2000- 68,5 anos 2025 - 72 anos
  • 4.
    Causas do envelhecimentoda população brasileira Transição Demográfica Alta Mortalidade / Alta fecundidade ( 6,4) Baixa Mortalidade / Diminuição da Fecundidade ( 1.8) Perfil da População 1980 a 2000 grupo 0 a 14 anos cresceu 14% grupo > 60 anos cresceu 107% pop. em geral cresceu 56% A faixa idosa que mais cresce > 80 anos > 1.300.000 > 100 anos Brasil - 24500 Minas Gerais 2765
  • 5.
    Envelhecimento populacional brasileiroe as transformações da sociedade Migração rural Urbana 90 % ( 70% nas grandes cidades) Rural 10 % Alteração da estrutura familiar Gênero Suporte social e comunitário Trabalho e aposentadoria
  • 6.
    Qualidade de VidaExpectativa de vida livre de incapacidade Brasil - EVN - 68,6 anos Incapacidade: 54,0 anos 21,3 % Brasileiro vive 1/5 de sua vida sem qualidade ( Censo 2000, IBGE) Comparação com outros países Japão - EVN – 79,1 anos Incapacidade 76,9 anos – 2,8% Alemanha - EVN – 75,7 anos Incapacidade:68,9 anos – 9 % Canadá - 16,6% Espanha - 18,3 %
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    Expectativa de VidaAtiva Média de anos que uma pessoa tem probabilidade de viver sem incapacidade aos 65 anos: Japão Homens: 14 anos Mulheres: 17 anos
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    Qual a realidadeatual? Para cada ano de expectativa de vida extra, passam-se 9,6 meses (80%) em um estado de incapacidade (Cohen, 1995).
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  • 10.
    O que prejudicaa compressão da morbidade? Falsas crenças a respeito dos idosos (“ Ageism”=velhismo) Muitos sintomas são atribuídos ‘a velhice Não se recomendam medidas preventivas Não reconhecimento e tratamento de (incontinências, depressão , quedas)
  • 11.
    Saúde Funcional “É a capacidade de manter as habilidades físicas e mentais necessárias para uma vida independente e autônoma” Gordilho et al. Alterações funcionais levam a menor capacidade de adaptação , tornando-os mais vulneráveis a quaisquer estímulo seja traumático, infecção e psicológico
  • 12.
    Capacidade funcional aolongo da vida Terceira Idade Manter independência e prevenir incapacidade Infância Crescimento e desenvolvimento Vida Adulta Manter o maior nível funcional possível Mudança de condicionamento Suporte ambiental Reabilitar e garantir qualidade de vida Idade Capacidade funcional Limiar de incapacidade
  • 13.
    Os gigantes dageriatria INSTABILIDADE POSTURAL IMOBILIDADE INCONTINÊNCIA INSUFICIÊNCIA CEREBRAL IATROGENIA Isaacs Bernard: The Challenge of Geriatric Medicine, Oxford, 1992
  • 14.
    Quais as característicasdas síndromes geriátricas? Múltiplas etiologias Não constituem risco de vida iminente Comprometem a capacidade funcional e a qualidade de vida Complexidade terapêutica
  • 15.
    A CASCATA DOSIDOSOS Complexibilidade médica Vulnerabilidade orgânica Apresentação atípica de doença Distúrbio cognitivo Distúrbio afetivo Susceptibilidade à iatrogenia Isolamento social Situação econômica precária
  • 16.
  • 17.
    Iatrogenia Subtrativa- nãoadotar condutas necessárias (“velhice”) Aditiva- medicamentos, dietas, conselhos.
  • 18.
    Iatrogenia: epidemiologiaIdosos tomam 2 a 6 medicações prescritas e várias não-prescritas. O risco de interações entre as drogas é maior devido ao uso de múltiplas medicações. Reações adversas estão entre as maiores ameaças à saúde dos idosos. Pacientes frágeis são mais susceptíveis. Doença iatrogênica é uma das condições tratáveis mais comuns em idosos. ( Ham & Sloane, 2002 )
  • 19.
    Cascata Iatrogênica IDADE ESPECIALISTAS ( Polipatologias) MÚLTIPLAS DROGAS ESQUEMAS COMPLEXOS COGNIÇÃO VISÃO NOVAS DROGAS Mascara quadro básico EFEITOS COLATERAIS
  • 20.
    Iatrogenia: polifarmácia5 ou mais drogas. Associa-se a mais reações adversas, interações, diminuição da adesão e menor qualidade de vida.
  • 21.
    Iatrogenia: prevençãoMantenha um alto índice de suspeição para reações adversas. Evite tratamentos desnecessários. Inicie com doses baixas e aumente devagar. Interrogue sobre automedicação.
  • 22.
    Iatrogenia: prevenção Revisãoregular da prescrição (ex. neurolépticos para agitação na demência) Conhecimento das reações adversas potenciais (ex. agitação com calmantes anticolinérgicos).
  • 23.
  • 24.
    Instabilidade Postural: QuedasDefinição: Um evento não esperado, no qual a pessoa cai ao chão de um mesmo nível ou de um nível superior, podendo ser de uma escada, mobília, etc.
  • 25.
    Instabilidade postural Quedas30% dos idosos com 65 ou mais 50% daqueles com mais de 80 anos CAEM PELO MENOS UMA VEZ AO ANO Principal causa de morte por acidentes em idosos 6% necessitam hospitalização ou imobilização 5% das quedas resultam em fraturas 1% FF Só 50 % destes permanecem vivos dois anos depois
  • 26.
    Quedas Uma quedapode ser o prenúncio do estabelecimento de um debilidade e vulnerabilidade física. A sequela desta debilidade física inclui não somente fraturas e injúrias associadas, mas também uma redução de movimentos independentes, isolamento social e medo. Quando uma pessoa idosa cai facilmente, é provável que ela esteja apresentando uma perda funcional e um enfraquecimento no estado de saúde.
  • 27.
    Quedas Permanênciano solo aumenta o risco de pneumonia, desidratação, úlceras de pressão Acarretam restrição de atividades; declínio funcional Causas extrínsecas e intrínsecas
  • 28.
    Quedas :Condições precipitantesQueda pode ser a apresentação de uma doença aguda . ( quedas premonitórias) Doenças : Parkinson, AVE, gonartrose, desordens dos pés -calos. Medicamentos : benzodiazepínicos, hipnóticos, sedativos, neurolépticos, anti-hipertensivos, antidepressivos, hipoglicemiantes.
  • 29.
    Quedas: f atorespredisponentes visão- < percepção de profundidade, da adaptação ao escuro; menor flexibilidade articular e força muscular em mmii; declínio da resposta de endireitamento corporal;
  • 30.
    Condições predisponentes Fatoresambientais Implicados em 30-50% dos casos; Camas altas ou muito baixas; Grades nas camas; Áreas pouco iluminadas; Carpetes soltos;; Chão muito polido ou úmido.
  • 31.
    CASA SEGURA PARAIDOSOS Itens de segurança para cada cômodo BANHEIRO BOX: Piso antiderrapante, principalmente no Box (faixas adesivas antiderrapantes com distância de 30 cm uma das outras), Barras de segurança dentro do Box e ao lado do vaso sanitário Assento fixo para lavar os pés Tapete de borracha antiderrapante Porta toalhas e suporte para shampoo, fixo, e de fácil acesso.
  • 32.
  • 33.
  • 34.
    Quedas : abordagemComo abordar um idoso com história de quedas? Indagar sobre quedas recentes ( ultimo ano) Insistir pois podem negar : fragilidade Se positivo -- Evite questões superficiais, como: “O que aconteceu ? Melhor seria: “ Você teve dificuldade de caminhar ? “ “ Você se sentiu tonto, com vertigens?”
  • 35.
    Quedas: Abordagem Nãose deve atribuir uma queda a penas a uma causa. Cuidado para não superestimar as causas ambientais Geralmente a causa é MULTIFATORIAL Objetivo- identificar fatores que podem ser corrigidos.
  • 36.
    Quedas: Abordagem Avaliação de mobilidade (equilíbrio e marcha) é o melhor preditor isolado de risco de quedas Avaliação cognitiva, visual, psicológica (medo de cair), ambiental (calçados). Rever medicamentos
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    Exercícios para aumentarforça e equilíbrio, como levantar do solo; Tai Chi (redução de 25% na incidência de quedas). Uso de bengalas. Quedas: Abordagem
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  • 40.
    Imobilidade Incapacidade dedeslocamento sem auxílio; Acarreta: atrofia muscular, aumento da reabsorção óssea, rigidez articular, úlceras de pressão, incontinência; Dificulta ventilação das bases pulmonares; Associada à baixa ingestão de fibras e de líquidos leva à constipação; Propicia confusão mental; Tromboembolismo venoso .
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    Imobilidade Resultante doprolongado repouso no leito e imobilização. Seria o desequilíbrio da relação normal entre o repouso e atividade física. A imobilidade leva a um maior grau de incapacidade do que o causado pela enfermidade ou lesão inicial
  • 42.
    Imobilidade Pessoasedentária possui apenas 40 % da sua força muscular máxima. Após 1 semana de repouso no leito, há 20% de perda da força inicial ( 3% ao dia) A cada semana perde 20% de força residual. A recuperação é muito lenta.
  • 43.
    Figura 1 -Sarcopenia. Corte de ressonância magnética da coxa de um adulto de 21 anos, fisicamente ativo (acima) e idoso de 63 anos, sedentário (abaixo). A massa muscular (cinza) está diminuída no idoso; a gordura (branco) subcutânea e intramuscular está aumentada. Adaptada de Roubenoff R 5.
  • 44.
    Imobilidade: causas Dor e rigidez Imobilização no leito Restrição ambiental Instabilidade e medo de quedas Fármacos , alteração na marcha, hipotensão ortostática
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    Imobilidade : causas Causas cardiovascular e pulmonar Causas neurológicas ( AVC, D. Parkinson) Causas mentais e sensoriais ( demências,depressão, delirium, alterações visuais e auditivas)
  • 46.
    Imobilidade: prevençãoe tratamento Estímulo sensorial ( estímulo ambiental e desafios intelectuais ) Exercício muscular ativo Posicionamento adequado e exercício de amplitude de movimentação Recondicionamento cardiovascular ( inclinação passiva, meias elásticas)
  • 47.
    Imobilidade prevençãoe tratamento Exercícios respiratórios e de tosse Nutrição e ingestão de líquidos Higiene da pele ( pele e unhas) Ajuda para a mobilização ( bengalas, muletas e andadores)
  • 48.
    Síndrome da ImobilidadeCritérios para identificar: Déficit cognitivo médio a grave. Múltiplas contraturas Sinais sofrimento cutâneo Disfagia leve a grave Dupla incontinência Afasia Critério maior Critério menor
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  • 50.
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    Delirium Síndrome cerebralorgânica sem etiologia específica, caracterizada por estado confusional agudo. Acomete principalmente idosos hospitalizados. É uma urgência médica.
  • 52.
    Delirium: diagnósticoDSM-IV Distúrbio da consciência Alteração na cognição Quadro agudo e flutuante Evidência de etiologia orgânica
  • 53.
    Delirium: f atoresde risco Polipatologia Febre Infecção Distúrbio metabólico Fratura Demência Distúrbio sensorial Múltiplas drogas psicoativa Idade acima de 80a
  • 54.
    Idosos X Delirium Serviços de urgência………….40% Pós- operatório…… 2 – 60% Diagnóstico incorreto…… 36 – 67% (Fabbri R.M.A., Tratado de Geriatria e Gerontologia.Guanabara x Koogan, 2002)
  • 55.
    Delirium: investigação Listaros medicamentos Investigar distúrbios metabólicos, hidroeletrolíticos e processo infeccioso Hemograma, bioquímica, EAS, culturas, raios X de tórax
  • 56.
    Delirium: tratamento Correçãoda causa básica; Tratamento de suporte (desidratação, desequilíbrio hidroeletrolítico, desnutrição, úlceras de pressão etc); Retirar medicamentos (anticolinérgicos e sedativos); Manter familiares presentes Órteses e próteses
  • 57.
  • 58.
    Demência : Síndrome de disfunção adquirida Memória Habilidade visoespacial Cognição Distúrbios do humor Alterações na personalidade e comportamento Linguagem
  • 59.
    Demência A demênciacaracteriza-se pelo declínio da capacidade intelectual, frequentemente progressivo, que compromete o desempenho nas atividades profissionais ou sociais R Nitrini Perda adquirida e persistente da função intelectiva
  • 60.
    Demência Impacto PessoalFamília Sociedade
  • 61.
    Diagnóstico e quadroclinico das demências As demências podem causar: - Alterações cognitivas - Alterações comportamentais - Dependência funcional Cognição AVD Comportamento
  • 62.
  • 63.
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    Incontinências Eliminaçãoinvoluntária de urina e fezes Ameaça à dignidade Não suscita curiosidade médica Passível de tratamento
  • 66.
    Incontinência urinária Fatorespredisponentes Diminuição da capacidade da bexiga; Aumento do volume residual; Contrações não-inibidas do detrusor; No homem: hipertrofia de próstata.
  • 67.
  • 68.
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    Incontinência Urinária: cuidados gerais Rever a necessidade de diuréticos; Evitar ingestão de líquidos à noite; Facilitar o acesso ao vaso/ coletor (camas e cadeiras com altura adequada); Roupas de fácil manuseio; Horário regular de ida ao banheiro;
  • 70.
    INCONTINÊNCIA CAUSAS TRANSITÓRIASInfecção urinária Drogas Delirium Vaginite e uretrite atróficas Débito urinário alto (hiperglicemia, ICC) Mobilidade restrita Impactação fecal
  • 71.
    Incontinência fecal: causas Hemorróidas Proctite ulcerativa Diarréia crônica Síndrome do colon irritável Impactação Diabetes Demências