DISLEXIA Cristiane Alves Cardoso; Isabel Cristina de Oliveira; Luciane Fraga de Fraga; Luz Mary Pacheco Dias; Mirela Fleck; Viviane Fraga de Ávila
Definições É uma específica dificuldade de aprendizado da linguagem e leitura, soletração, escrita e cálculos matemáticos; Um jeito de ser e de aprender. Reflete a expressão individual de uma mente, muitas vezes genial, que aprende de maneira diferente; Não significa falta de inteligência e não é um indicativo de futuras dificuldades escolares e profissionais, principalmente quando tratada; Não é resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação e nem de condição sócio-econômica;  É uma condição hereditária, com alterações genéticas e no padrão neurológico, não sendo resultado de uma lesão cerebral ou nervosa ,  nem pela má formação do cérebro.
Diagnóstico Para que o diagnóstico seja satisfatório precisa ser realizado por uma equipe multidisciplinar de profissionais, tais como: psicopedagogos, neuropediatras, fonoaudiólogos, psicólogos entre outros; É um diagnóstico clínico que tem como base uma síntese cuidadosa de informações do histórico escolar da criança (ou do adulto), das observações de sua fala e leitura e dos testes aplicados; Deve ser considerado também o histórico familiar e o histórico das fases de seu desenvolvimento, verificando se houve algum atraso na aquisição da linguagem.
Características Pré-escola Dispersão; Fraco desenvolvimento da atenção; Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem; Dificuldade em aprender rimas e canções; Fraco desenvolvimento da   coordenação motora; Dificuldade com quebra cabeça; Falta de interesse por livros impressos
Idade Escolar Dificuldades na aquisição e automação da leitura e escrita, em copiar de livros e quadros, em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas, na coordenação motora fina e/ou grossa, em decorar seqüências, em nomear objetos e pessoas,em dar instruções, recados, na matemática e desenho geométrico. Pobre conhecimento de rima
Desatenção e dispersão; Desorganização geral (atrasos na entrega de trabalhos escolares, perda de materiais); Confusão entre direita e esquerda; Vocabulário pobre, troca de letra na escrita; Problemas de conduta como depressão, timidez excessiva ou o contrário; Bom desempenho em provas orais.
Melhorando o desempenho do seu aluno Verifique a leitura e o entendimento das atividades propostas e se foram anotadas corretamente; Diferencie as dificuldades específicas do aluno e as dificuldades da nossa língua na correção das atividades; Incentive  a expressão verbal do aluno; Oriente de forma clara e simples para evitar confusões; Crie estratégias que possam auxiliá-lo no estudo da sua disciplina e esquematize o conteúdo das aulas quando o assunto for muito difícil; Oriente o aluno sobre como organizar-se no tempo e no espaço; Não insista em exercícios de fixação repetitivos e numerosos, pois isso não diminui a sua dificuldade;
Evitar dar várias regras de escrita numa mesma semana; Sempre que possível a criança deve repetir, com suas próprias palavras, o que a professora pediu para ela fazer; Permita o uso de gravador e utilize o computador quando possível; Utilize instrumentos visuais que facilitem a aprendizagem;
A criança disléxica deve sentar-se perto da professora. Cada ponto de ensino deve ser revisto várias vezes. É desnecessário fazê-lo ler em voz alta perante a turma. A escrita cursiva é mais fácil do que a de forma. Não esperar que ela use um dicionário corretamente para verificar como é a escrita correta da palavra; A apresentação de material escrito deve ser cuidadosa, com letras claras e cabeçalhos destacados.
Melhorando a auto-estima Valorize o que o aluno gosta de fazer e faz bem feito, mostrando suas habilidades em outras áreas;  Reforce os acertos e não enfatize os erros; Proporcione tarefas que possam fazê-lo sentir-se útil; Evite exigências excessivas nas suas produções; Converse abertamente sobre suas dificuldades e auxilie a superá-las; Respeite o seu ritmo; Demonstre interesse por seu aluno como pessoa. Sua habilidade e conhecimento devem ser julgados mais pelas respostas orais que escritas.
Avaliação Acreditamos que a avaliação deva ser processual e contínua e tem a finalidade de acompanhar o processo de aprendizagem dos alunos, servindo também para avaliar e modificar nossa prática quando necessária.  “  Se o disléxico não pode aprender do jeito que ensinamos, temos que ensinar do jeito que ele aprende”.
DISLÉXICOS FAMOSOS “ Padronização é para fábricas, não para escolas, algum erro muito grave ocorre, sempre que uma criança é tratada como se fora refugo de fábrica”. Bill Cosby
“ Quando leio, somente escuto o que estou lendo e sou incapaz de lembrar da imagem visual da palavra escrita”. Albert Einstein
“ A mais satisfatória forma de arrebatamento é pensar, pensar e pensar...” Thomas Edison
“ Os olhares, as celebridades, os sorrisos... Eu queria mostrar que era capaz de fazer o meu melhor, mas, também, que eu era capaz de ler”. Magic Jonhson
“ Eu tinha que treinar a mim mesmo para concentrar a minha atenção. Assim, me tornei muito visual e aprendi como criar imagens mentais para poder compreender o que lia”. Tom Cruise
Referências Davis, Ronald D. (Ronald Dell). O dom da dislexia: por que algumas das pessoas mais brilhantes não conseguem ler e como podem aprender/Ronald D. Davis com Eldon M. Braun; tradução de Ana Lima e Gracia Badaró Massad. – Rio de Janeiro: Rocco, 2004. www. andislexia . org . br . www. interdys . org . index . jsp . www.dislexia. org . br / abd /dislexia. html . www. ahau . org /dislexia.0. html .

Dislexia

  • 1.
    DISLEXIA Cristiane AlvesCardoso; Isabel Cristina de Oliveira; Luciane Fraga de Fraga; Luz Mary Pacheco Dias; Mirela Fleck; Viviane Fraga de Ávila
  • 2.
    Definições É umaespecífica dificuldade de aprendizado da linguagem e leitura, soletração, escrita e cálculos matemáticos; Um jeito de ser e de aprender. Reflete a expressão individual de uma mente, muitas vezes genial, que aprende de maneira diferente; Não significa falta de inteligência e não é um indicativo de futuras dificuldades escolares e profissionais, principalmente quando tratada; Não é resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação e nem de condição sócio-econômica; É uma condição hereditária, com alterações genéticas e no padrão neurológico, não sendo resultado de uma lesão cerebral ou nervosa , nem pela má formação do cérebro.
  • 3.
    Diagnóstico Para queo diagnóstico seja satisfatório precisa ser realizado por uma equipe multidisciplinar de profissionais, tais como: psicopedagogos, neuropediatras, fonoaudiólogos, psicólogos entre outros; É um diagnóstico clínico que tem como base uma síntese cuidadosa de informações do histórico escolar da criança (ou do adulto), das observações de sua fala e leitura e dos testes aplicados; Deve ser considerado também o histórico familiar e o histórico das fases de seu desenvolvimento, verificando se houve algum atraso na aquisição da linguagem.
  • 4.
    Características Pré-escola Dispersão;Fraco desenvolvimento da atenção; Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem; Dificuldade em aprender rimas e canções; Fraco desenvolvimento da coordenação motora; Dificuldade com quebra cabeça; Falta de interesse por livros impressos
  • 5.
    Idade Escolar Dificuldadesna aquisição e automação da leitura e escrita, em copiar de livros e quadros, em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas, na coordenação motora fina e/ou grossa, em decorar seqüências, em nomear objetos e pessoas,em dar instruções, recados, na matemática e desenho geométrico. Pobre conhecimento de rima
  • 6.
    Desatenção e dispersão;Desorganização geral (atrasos na entrega de trabalhos escolares, perda de materiais); Confusão entre direita e esquerda; Vocabulário pobre, troca de letra na escrita; Problemas de conduta como depressão, timidez excessiva ou o contrário; Bom desempenho em provas orais.
  • 7.
    Melhorando o desempenhodo seu aluno Verifique a leitura e o entendimento das atividades propostas e se foram anotadas corretamente; Diferencie as dificuldades específicas do aluno e as dificuldades da nossa língua na correção das atividades; Incentive a expressão verbal do aluno; Oriente de forma clara e simples para evitar confusões; Crie estratégias que possam auxiliá-lo no estudo da sua disciplina e esquematize o conteúdo das aulas quando o assunto for muito difícil; Oriente o aluno sobre como organizar-se no tempo e no espaço; Não insista em exercícios de fixação repetitivos e numerosos, pois isso não diminui a sua dificuldade;
  • 8.
    Evitar dar váriasregras de escrita numa mesma semana; Sempre que possível a criança deve repetir, com suas próprias palavras, o que a professora pediu para ela fazer; Permita o uso de gravador e utilize o computador quando possível; Utilize instrumentos visuais que facilitem a aprendizagem;
  • 9.
    A criança disléxicadeve sentar-se perto da professora. Cada ponto de ensino deve ser revisto várias vezes. É desnecessário fazê-lo ler em voz alta perante a turma. A escrita cursiva é mais fácil do que a de forma. Não esperar que ela use um dicionário corretamente para verificar como é a escrita correta da palavra; A apresentação de material escrito deve ser cuidadosa, com letras claras e cabeçalhos destacados.
  • 10.
    Melhorando a auto-estimaValorize o que o aluno gosta de fazer e faz bem feito, mostrando suas habilidades em outras áreas; Reforce os acertos e não enfatize os erros; Proporcione tarefas que possam fazê-lo sentir-se útil; Evite exigências excessivas nas suas produções; Converse abertamente sobre suas dificuldades e auxilie a superá-las; Respeite o seu ritmo; Demonstre interesse por seu aluno como pessoa. Sua habilidade e conhecimento devem ser julgados mais pelas respostas orais que escritas.
  • 11.
    Avaliação Acreditamos quea avaliação deva ser processual e contínua e tem a finalidade de acompanhar o processo de aprendizagem dos alunos, servindo também para avaliar e modificar nossa prática quando necessária. “ Se o disléxico não pode aprender do jeito que ensinamos, temos que ensinar do jeito que ele aprende”.
  • 12.
    DISLÉXICOS FAMOSOS “Padronização é para fábricas, não para escolas, algum erro muito grave ocorre, sempre que uma criança é tratada como se fora refugo de fábrica”. Bill Cosby
  • 13.
    “ Quando leio,somente escuto o que estou lendo e sou incapaz de lembrar da imagem visual da palavra escrita”. Albert Einstein
  • 14.
    “ A maissatisfatória forma de arrebatamento é pensar, pensar e pensar...” Thomas Edison
  • 15.
    “ Os olhares,as celebridades, os sorrisos... Eu queria mostrar que era capaz de fazer o meu melhor, mas, também, que eu era capaz de ler”. Magic Jonhson
  • 16.
    “ Eu tinhaque treinar a mim mesmo para concentrar a minha atenção. Assim, me tornei muito visual e aprendi como criar imagens mentais para poder compreender o que lia”. Tom Cruise
  • 17.
    Referências Davis, RonaldD. (Ronald Dell). O dom da dislexia: por que algumas das pessoas mais brilhantes não conseguem ler e como podem aprender/Ronald D. Davis com Eldon M. Braun; tradução de Ana Lima e Gracia Badaró Massad. – Rio de Janeiro: Rocco, 2004. www. andislexia . org . br . www. interdys . org . index . jsp . www.dislexia. org . br / abd /dislexia. html . www. ahau . org /dislexia.0. html .