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Distúrbios de aprendizagem na escola
APRENDIZAGEM ESCOLAR
  O aprendizado é um processo bastante complexo e
  exige um conjunto de pré-requisitos para que o
  indivíduo esteja preparado para assimilar e usar o que
  está lhe sendo ensinado.
 Ter prontidão para o aprendizado escolar significa
  estar apto e possuir habilidades para executar tarefas
  específicas.
 Ter maturação das funções da linguagem e do
  desenvolvimento motor e das funções necessárias para
  o adequado desempenho nas tarefas.
A aprendizagem escolar depende de
alguns aspectos, tais como:
 Um certo grau de desenvolvimento cognitivo.
 Coordenação dos olhos suficientes para uma clara
  percepção visual.
 Habilidades para diferenciar símbolos.
 Experiências anteriores para que a criança possa
  relacionar o que fala ou o que lê àquilo que já conhece.
 Maturação intelectual, social, emocional, física e
  psicomotora.
 Interesse ou desejo de aprender.
A aprendizagem escolar depende de
alguns aspectos, tais como:
 Desenvolvimento e evolução das funções básicas como:
 Linguagem oral;
 Esquema corporal;
 Percepção auditiva e visual;
 Orientação espacial e temporal;
 Lateralidade;
 Análise e síntese;
 Coordenação motora e
 Memória cinestésica.
Esses itens são extremamente necessários à preparação para
alfabetização.
PRONTIDÃO PARA A APRENDIZAGEM
 A prontidão para aprender é a soma das características
  que facilitam ou retardam a aprendizagem. Existem
  fatores característicos da prontidão tais como:
 A Maturação
 As Experiências passadas
 A Motivação.
PRONTIDÃO PARA A APRENDIZAGEM
 Para que a criança desenvolva e seja alfabetizada é
  preciso que todos os requisitos do seu
  desenvolvimento     estejam   inter-relacionados   e
  organizados.
 Algumas crianças não apresentam um bom
  desempenho porque são expostas a exigências para as
  quais ainda não estão preparadas ou a currículos que
  não respeitam suas diferenças ou o seu ritmo de
  aprendizagem individual.
DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM
Atualmente um dos maiores problemas escolares são
os transtornos de aprendizagem, pois alteram a
dinâmica escolar e familiar.
Os transtornos da aprendizagem são percebidos
quando os resultados de leitura, matemática ou
expressão escrita estão aquém do esperado em testes
padronizados (teste, provas e avaliações) para a idade,
escolarização e nível cognitivo.
DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM
Distúrbios de Aprendizagem é caracterizados por uma
disfunção no Sistema Nervoso Central e decorrentes de
uma falha no processamento das informações. Desse
modo, a criança recebe adequadamente as informações
do meio externo (visuais, auditivas e cinestésicas),
porém há uma falha na integração, processamento e
armazenamento dessas informações resultando em
problemas na “saída” das informações, sejam pela
escrita, leitura ou cálculo.
TIPOS DE DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM



          DISLEXIA
        DISGRAFIA
       DISCALCULIA
DISLEXIA
DISLEXIA
     “DISLEXIA - MAIS QUE UMA
     SIMPLES TROCA DE LETRAS”.


            “DISLÉXICO
        TÊM DISTÚRBIOS NA
   COMUNICAÇÃO ESCRITA, MAS É A
DESINFORMAÇÃO SOBRE O PROBLEMA QUE
  MAIS OS ISOLA E OS FAZEM SOFRER.”
Definição da International Dyslexia Association
Comitê de abril /1994
  “É um dos muitos distúrbios de aprendizagem. É um
  distúrbio específico da linguagem de origem
  constitucional caracterizado pela dificuldade em
  decodificar palavras simples. Mostra uma insuficiência
  no processo fonológico. Estas dificuldades na
  decodificação de palavras simples não são esperadas
  em relação à idade. Apesar de instrução convencional,
  adequada inteligência, oportunidade sócio-cultural e
  sem distúrbios cognitivos e sensoriais fundamentais, a
  criança falha no processo da aquisição da linguagem. A
  dislexia é apresentada em várias formas de linguagem,
  frequentemente incluídos problemas de leitura, em
  aquisição e capacidade de escrever e soletrar.”
DISLEXIA          (Definição)

         DIS – distúrbio

   LEXIA – linguagem (grego)
           leitura (latim)

DISLEXIA – distúrbio de linguagem
Anatomia do Cérebro
 Investigação  neurológica iniciada na Harvard
 Medical School por Norman Geschwind, que vem
 sendo continuada por Albert Galaburda (estudou
 oito cérebros de disléxicos). Ele encontrou
 diferentes estruturas e funções provando que o
 cérebro de um disléxico processa a linguagem de
 maneira diferente (ectopias e displasias).
 Atualmente Gordon Sherman contribui nessas
 pesquisas.
  Dirk Bakker, na Europa, investiga a causa da
 incapacidade que os disléxicos revelam em
 estabelecer no cérebro a ”assimetria funcional”
 normal, direita e esquerda.
Distúrbios de aprendizagem na escola
Dislexia
A dislexia é genética e hereditária;
 Começa a tornar-se evidente na fase da
 alfabetização;
 Incidência maior em meninos - 3/1;
 Estima-se que no Brasil cerca de 15 milhões
 de pessoas possuem algum tipo de necessidade
 especial;
 Os distúrbios de aprendizagem afetam de 10
 a 15% da população mundial.
SINAIS DA DISLEXIA NA PRÉ-ESCOLA
• Histórico Familiar;
• Fraco desenvolvimento da atenção;
• Imaturidade no trato com outras crianças;
• Dificuldade de aprender rimas e canções;
• Atraso no desenvolvimento da fala e da
    linguagem;
•    Atraso no desenvolvimento visual;
•    Fraco desenvolvimento da coordenação motora;
•    Dificuldade com quebra - cabeças;
•    Falta de interesse por livros e impressos.
SINAIS DA DISLEXIA NA IDADE ESCOLAR
• Dificuldade na aquisição de habilidades lingüísticas;
• Dificuldade com análise e síntese de um som de uma
    palavra;
•    Pobre reconhecimento de rimas e aliteração;
•    Desatenção e dispersão;
•    Dificuldade na coordenação motora fina;
•    Dificuldade na coordenação motora grossa;
•    Desorganização geral;
•    Dificuldades visuais;
•    Confusão entre esquerda e direita;
•    Dificuldade em manusear mapas e dicionários;
•    Dificuldade com uma segunda língua;
SINAIS DA DISLEXIA NA IDADE ESCOLAR
• Dificuldade na linguagem e na fala, com
    vocabulário pobre;
•    Problemas de conduta;
•    Dificuldade de copiar de livros ou da lousa;
•    Dificuldade na leitura;
•    Dificuldade de memória de curto termo;
•    Dificuldade na matemática e em desenho
    geométrico;
•    Disnomias;
•    Emocional afetado;
•    Grande desempenho em provas orais.
SINAIS DA DISLEXIA NA FASE ADULTA
• Histórico Familiar;
• Continua a ter dificuldade na leitura e escrita;
• Dificuldade para soletrar;
• Memória imediata prejudicada;
• Dificuldade em dar nomes a objetos e pessoas;
• Dificuldade em aprender uma segunda língua;
• Dificuldade em organização geral;
• Comprometimento emocional;
CARACTERÍSTICAS NA LEITURA E ESCRITA DOS
              DISLÉXICOS

 Confusão entre letras, sílabas ou palavras com
 diferenças sutis de grafia: a-o; c-o; e-c; f-t: h-n;
 i-j; m-n;v-u etc.;

 Confusão entre letras que possuem um ponto de
 articulação comum e cujos sons são acusticamente
 próximos: f-v; t-d; p-b;

 Confusão entre letras, sílabas ou palavras com
 grafia similar, mas com diferente orientação no
 espaço: b-d; p-b; b-q; d-b; d-p; d-q; n-u; w-m; a-e;
CARACTERÍSTICAS NA LEITURA E ESCRITA
          DOS DISLÉXICOS
 Inversões parciais ou totais de sílabas ou palavras: me-em;
  sol-los; som- mos; sal-las; pal-pla;

 Substituição de palavras por outras de estrutura mais ou
  menos similar ou criação de palavras , porém com diferente
  significado: soltou-salvou; era-ficava;

 Adições ou omissões de sons, sílabas ou palavras: famoso
  por fama , casa por casaco;

 Repetições de sílabas, palavras ou frases;

 Pular uma linha, retroceder para linha anterior e perder a
  linha ao ler;
CARACTERÍSTICAS NA LEITURA E ESCRITA
          DOS DISLÉXICOS
 Excessiva fixação do olho na linha;

 Soletração       defeituosa;      reconhece      letras
 isoladamente; porém, sem poder organizar a palavra
 com um todo, ou então lê a palavra sílaba por sílaba, ou
 ainda lê o texto ” palavra por palavra”;

 Problemas de compreensão;

 Leitura e escrita em espelho em casos excepcionais;

 Ilegibilidade;
CARACTERÍSTICAS DOS DISLÉXICOS
DIAGNÓSTICO MULTIDISCIPLINAR

 Um diagnóstico correto é muito importante, tanto para a
  criança quanto para os pais, pois elimina uma suspeita de
  déficit intelectual, suspeita esta, que traumatiza a criança
  e desvia os pais quanto a busca de soluções adequadas.
 O diagnóstico deve esclarecer os pais, os professores e o
  profissional que fará o acompanhamento, bem como o
  próprio disléxico.
 O objetivo não deve ser simplesmente encontrar um rótulo,
  mas tentar estabelecer um quadro e, encontrar caminhos
  eficientes para o programa de reeducação.

              DIAGNÓSTICO DE EXCLUSÃO

             AVALIAÇÃO MULTIDISCIPLINAR
 PSICOLOGIA: Anamnese
                  Avaliação - nível intelectual;
                              viso-motor;
                              afetivo-emocional

 FONOAUDIOLOGIA:                                  PSICOPEDAGOGIA:
 sistema funcional da linguagem;                   leitura;
 praxias;                                           cópia;
 ofas;                                              ditado;
 esquema corporal;                                  par educativo
 funções básicas;                                   relação aprendizagem:
 percepção auditiva;                                escola / família
 percepção visual;                                 nomeação rápida
 memória tátil e cinestésica;
 organização temporal;
 organização espacial;
 equilíbrio
OUTRAS AVALIAÇÕES
 Se necessário, outros profissionais devem ser envolvidos no processo de
  avaliação.

 Dessa forma poderemos:

 Verificar outras possibilidades que excluem a dislexia;

 Melhor adequar o encaminhamento.

                                                   Neurologista;
PROFISSIONAIS QUE                                  Oftalmologista;
PODEM SER ENVOLVIDOS                               Foniatra;
NO PROCESSO                                        Geneticista;
                                                   Pediatra
TRATAMENTO DAS CRIANÇAS DISLÉXICAS

 As diferenças são individuais;

 O diagnóstico é clínico - de exclusão;

 O tratamento é clínico e educacional;

 Compreensão - estudo científico;

 A intervenção deverá ser prematura com um
 tratamento adequado.
As dificuldades das crianças disléxicas estão geralmente nas
alterações do sistema funcional da linguagem:

 Atraso na fala;
 Organização temporal - ritmo lento;
 Visualização;
 Audibilização;
 Memória fraca para dígitos e sentenças;
 Incapacidade de expressão (na pré-escola a criança já
 apresenta dificuldade para encontrar palavras: Disnomias);
 Percepção fonêmica e de ordenação de sons pobres;
 Rima e aliteração;
 Cópia-escrita espontânea-ditado;
 Dificuldade com outro idioma.
Como trabalhar com o disléxico:
Treino da linguagem + fala + leitura do disléxico

Utilizar métodos estimulantes como:

 ARTE

 MÚSICA

 COMPUTADOR

  ESPORTES
PARA OS PROFESSORES QUE LIDAM COM DISLÉXICOS

Interesse-se pelo seu aluno disléxico. Ele se sente inseguro e
  preocupado com as suas reações.

Dê-lhe atenção individualizada sempre que possível. Ele deverá
  saber que pode perguntar sobre o que não compreende.

Estabeleça critérios concretos para os trabalhos, assim seu aluno os
  realizará com mais segurança. Avalie seus progressos em
  comparação com ele mesmo, e ajude-o nas áreas em que ele
  precisa melhorar.

O disléxico não é INCAPAZ! Esteja certo de que ele entenda as
  tarefas. Divida as lições em partes e comprove seu entendimento
  passo a passo.

Devido ao seu problema de memória de curto prazo as informações
  novas devem ser repetidas mais de uma vez.
PARA OS PROFESSORES QUE LIDAM COM DISLÉXICOS
Ele requer mais “prática” que um estudante sem dislexia.

Ele necessita de ajuda para relacionar conceitos novos com conceitos
   anteriores.

Dê-lhe mais tempo para: organizar seus pensamentos, terminar seu
  trabalho, etc. Se não houver limites de tempo estará menos nervoso e em
  melhores condições de realizá-los.

Alguém pode ajudá-lo lendo e/ou explicando o material de estudo e em
  especial as provas. Muitos disléxicos compensam os primeiros anos com
  esforços de pais e professores pacientes em ler e passar-lhes as lições
  oralmente. Alguns podem ler em voz alta e assim mesmo não
  compreender o significado do texto.

Evite a correção sistemática de todos os erros em sua escrita.

Se possível faça exames orais, proporcionando que ele possa mostrar seu
  conhecimento sem esbarrar nas dificuldades de leitura, escrita e
  organização.
PARA OS PROFESSORES QUE LIDAM COM DISLÉXICOS
Deve-se levar em conta que levará mais tempo e cansará mais para fazer
  suas tarefas de casa que os demais alunos da classe. Procure dar-lhe um
  trabalho mais curto. Não aumente suas frustrações.

É FUNDAMENTAL fazer OBSERVAÇÕES POSITIVAS sobre o seu
  trabalho. Orientá-lo sobre o que está ao seu alcance poderá ajudá-lo.
  ELOGIAR e ESTIMULAR sempre que possível.

É FUNDAMENTAL desenvolver sua AUTO-ESTIMA. Deverá dar-lhe
  oportunidades para destacar-se em classe. Evite compará-lo a outros
  alunos em termos negativos.

Não fazer jamais chacotas sobre suas dificuldades. Não fazê-lo ler em voz
  alta em público contra a sua vontade. É uma boa medida encontrar e
  estimular algo de que a criança goste e tenha êxito.

O sentimento de êxito leva-o ao sucesso e sentimento de fracasso ao
  fracasso.

Permita-lhe aprender das formas que lhe forem possíveis, usando
  instrumentos alternativos como: dicionários, calculadoras, tabuadas,
  computador, etc.
Distúrbios de aprendizagem na escola
DISGRAFIA
DISGRAFIA
 O que é:
 A disgrafia é também chamada de letra feia. Isso acontece devido
 a uma incapacidade de recordar a grafia da letra. Ao tentar
 recordar este grafismo escreve muito lentamente o que acaba
 unindo inadequadamente as letras, tornando a letra ilegível.
 Algumas crianças com disgrafia possui também uma disortografia
 amontoando letras para esconder os erros ortográficos. Mas não
 são todos disgráficos que possuem disortografia.
 A disgrafia, porém, não está associada a nenhum tipo de
 comprometimento intelectual.
Carcaterísticas
 Lentidão na escrita
 Letra ilegível
 Escrita desorganizada
 Traços irregulares: ou muito fortes que chegam a marcar o papel ou muito
  leves.
 Desorganização geral na folha por não possuir orientação espacial.
 Desorganização do texto, pois não observam a margem parando muito antes
  ou ultrapassando. Quando este último acontece, tende a amontoar letras na
  borda da folha.
  Desorganização das letras: letras retocadas, hastes mal feitas, atrofiadas,
  omissão de letras, palavras, números, formas distorcidas, movimentos
  contrários à escrita (um S ao invés do 5 por exemplo).
 Desorganização das formas: tamanho muito pequeno ou muito grande, escrita
  alongada ou comprida.
 O espaço que dá entre as linhas, palavras e letras são irregulares.
 Liga as letras de forma inadequada e com espaçamento irregular.

    O disgráfico não apresenta características isoladas, mas um conjunto de
    algumas destas citadas acima.
DISGRAFIA
 “A disgrafia pura ocorre ainda durante a gestação e já
 nasce com a criança. Ela não é adquirida”, estudos apontam
 que a disgrafia é mais comum em meninos e é detectada
 ainda na infância, depois que o processo de alfabetização é
 consolidado, por volta dos oito ou nove anos. “A disgrafia
 pode ocorrer em adultos também, mas somente quando
 ocorre uma lesão, como um derrame, que pode comprometer
 a coordenação motora de mãos e braços. “Mas, nesse caso,
 já não se trata mais de disgrafia pura”.
Podemos encontrar dois tipos de
 disgrafia:
 Disgrafia motora (discaligrafia): a criança consegue falar e ler,
  mas encontra dificuldades na coordenação motora fina para
  escrever as letras, palavras e números, ou seja, vê a figura
  gráfica, mas não consegue fazer os movimentos para escrever.
 Disgrafia perceptiva: não consegue fazer relação entre o sistema
  simbólico e as grafias que representam os sons, as palavras e
  frases. Possui as características da dislexia sendo que esta está
  associada à leitura e a disgrafia está associada à escrita.
DISGRAFIA
 Ainda na infância, a dúvida é saber quando a letra ilegível vai
  além da preguiça ou pressa e deve ser tratada como
  transtorno. Um teste eficiente é pedir que a criança escreva
  algumas frases em uma folha sem linhas. Se o resultado for
  uma escrita lenta, com letras irregulares, retocadas e fora
  das margens, é hora de preocupar-se. Além disso, os
  disgráficos têm dificuldades em organização espacial: daí, a
  escrita em que as palavras parecem “subir e descer o morro”.
Sintomas
 Os sintomas da disgrafia não se referem exclusivamente à escrita. Alguns
  outros sinais de alerta podem ajudar os pais antes mesmo da
  alfabetização dos filhos. “Se você leva a criança a uma festa junina, por
  exemplo, observe se ela tem ritmo para acompanhar as músicas, memória
  para fixar os passos e atenção aos movimentos”. Se observada alguma
  dificuldade nesse sentido, é hora de estimular a prática de exercícios
  físicos como correr e nadar, além de brincadeiras como amarelinha,
  pintura e recorte para estimular a parte motora dos pequenos. A falta
  dessas atividades pode comprometer o tônus muscular, piorando a já
  difícil situação dos disgráficos.
Características:
- Lentidão na escrita.
- Letra ilegível.
- Escrita desorganizada.
- Traços irregulares: ou muito fortes que chegam a
  marcar o papel ou muito leves.
- Desorganização geral na folha por não possuir
  orientação espacial.
- Desorganização do texto, pois não observam a
  margem parando muito antes ou ultrapassando.
  Quando este último acontece, tende a amontoar
  letras na borda da folha.
Características:
- Desorganização das letras: letras retocadas,
  omissão de letras, palavras, números, formas
  distorcidas, movimentos contrários à escrita (um
  S ao invés do 5 por exemplo).
- Desorganização das formas: tamanho muito
  pequeno ou muito grande, escrita alongada ou
  comprida.
- O espaço que dá entre as linhas, palavras e letras
  são irregulares.
- Liga as letras de forma inadequada e com
  espaçamento irregular.
A disgrafia é também chamada de letra feia.
Rendimento escolar
– É importante ressaltar que a disgrafia não
 compromete    o desenvolvimento intelectual da
 criança nem é um indicador de que o Q.I.
 (quociente    de     inteligência)    dela    é     baixo.
 Geralmente,   os     disgráficos     são   alunos   muito
 inteligentes. A comunicação oral deles é muito boa,
 mas, na hora de colocar as idéias no papel, eles têm
 muita dificuldade.
DISGRAFIA
 É esse desdobramento do problema que pode prejudizar o
 rendimento do aluno. Devido à dificuldade no ato motor, a
 criança demora mais a realizar algumas atividades, em
 comparação a seus colegas. É o caso de tarefas simples
 como copiar a lição da lousa. Outra situação típica: a
 professora pede que os estudantes redijam um texto, e o
 disgráfico, envergonhado pela a letra feia, conclui que nem
 vale a pena escrever. “Isso abala a autoestima da criança”,
 Diante do obstáculo, ele deixa de aprender.
DISGRAFIA
 Sem o treinamento exaustivo da caligrafia, a atenção na
 escola deve ser redobrada. “Se o treinamento da letra
 cursiva existe desde cedo, é possível encontrar os
 disgráficos. Com a prática em desuso, os professores e pais
 podem confundir digrafia com preguiça. “Mas a letra feia
 pode ser treinada e as crianças tidas como preguiçosas têm
 as habilidades necessárias para escrever bem. Já as
 digráficas, não: elas não tem habilidade e precisam de
 tratamento.”
Como tratar
 Assim   como      em       outros     transtornos        de
 aprendizagem,      o    tratamento      da    disgrafia    é
 multidisciplinar        e    envolve         neurologistas,
 psicopedadogos,        fonoaudiólogos    e     terapeutas.
 Medicamentos só são indicados quando existem
 outros transtornos envolvidos, como déficit de
 atenção (DDA) ou hiperatividade.
Como tratar
 Em relação à parte motora,     é necessária uma preparação prévia do
  paciente, com exercícios mais amplos, para depois chegar à escrita. O
  ponto principal é trabalhar com o corpo, com exercícios como manusear a
  argila e massagens, e depois partir para o específico, que é a escrita e
  outros problemas, como o de memória. Vemos apenas o produto final, que
  é a letra ilegível, mas existe muita coisa por trás disso. O tratamento
  pode levar meses e até anos, variando conforme o caso. O objetivo não é
  atingir a letra bonita, mas, sim, legível. E dar uma forcinha para o
  processo de aprendizado das crianças
Orientações:
 Detectar a causa o mais rápido possível e dar atenção
  individualizada e específica por parte de especialistas;
 Os pais e professores devem evitar repreender a criança,
  reforçar o aluno de forma positiva sempre que conseguir
  realizar uma conquista;
 Dar ênfase à expressão oral na avaliação escolar;

 Evitar o uso de canetas vermelhas na correção dos cadernos e
  provas;

 Conscientizarem o aluno de seu problema e ajudá-lo de forma
  positiva.
Distúrbios de aprendizagem na escola
DISCALCULIA
DISCALCULIA
Falha na aquisição e na habilidade de lidar
com   conceitos   e    símbolos   matemáticos,
transcrever números e sinais erradamente,
no momento em que resolve um problema
matemático,    pode     estar     associada    à
dificuldade     com      processamento        de
linguagem(dislexia).
Características
 Lentidão no trabalho: não assimila os mecanismos
 necessários para resolução da tarefa como:
 tabuada decorada, sequências decoradas;

 Problemas com orientação espacial: não sabe
 posicionar os números de uma operação na folha
 de papel, gasta muito espaço ou faz contas
 “apertadas” num cantinho da folha;
Características
 Dificuldade em lidar com operações básicas:soma,
  subtração, multiplicação e divisão;

 Dificuldade na memória de curto e longo prazo,
  tabuadas, fórmulas;

 Dificuldade em lidar com grande quantidade de
  informação de uma vez só;

 Confusão de símbolos (= + - : . < >).
Exemplo:
 Ela é capaz de compreender a matemática
 representada simbolicamente (3+2=5).

 Mas é incapaz de resolver “Maria tem três
 balas e João tem duas balas.

 Quantas balas eles tem no total?
Tratamento (Após Diagnóstico)
 Permitir o uso de calculadora e tabela de tabuada;

 Uso de caderno quadriculado;

 Provas com questões claras e diretas, reduzindo o
 número de questões;

 Fazer prova sozinho, sem limite de tempo e com
 um tutor para certificar que entendeu as
 questões;
Tratamento (Após Diagnóstico)
 Fazer prova oralmente, desenvolvendo as
    expressões mentalmente e ditando para que
    alguém transcreva;
   Moderar a quantidade de lição de casa;
   Passar exercícios repetitivos e cumulativos;
   Incentivar a visualização do problema, com
    desenhos;
   Observar qual o processo utilizado pela
    criança, que tipo de pensamento é usado para
    resolver um problema.
Obrigada!
     Organizado por
    Nilma Ruiz Ueda
Fonoaudióloga / Pedagoga

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Distúrbios de aprendizagem na escola

  • 2. APRENDIZAGEM ESCOLAR O aprendizado é um processo bastante complexo e exige um conjunto de pré-requisitos para que o indivíduo esteja preparado para assimilar e usar o que está lhe sendo ensinado.  Ter prontidão para o aprendizado escolar significa estar apto e possuir habilidades para executar tarefas específicas.  Ter maturação das funções da linguagem e do desenvolvimento motor e das funções necessárias para o adequado desempenho nas tarefas.
  • 3. A aprendizagem escolar depende de alguns aspectos, tais como:  Um certo grau de desenvolvimento cognitivo.  Coordenação dos olhos suficientes para uma clara percepção visual.  Habilidades para diferenciar símbolos.  Experiências anteriores para que a criança possa relacionar o que fala ou o que lê àquilo que já conhece.  Maturação intelectual, social, emocional, física e psicomotora.  Interesse ou desejo de aprender.
  • 4. A aprendizagem escolar depende de alguns aspectos, tais como:  Desenvolvimento e evolução das funções básicas como:  Linguagem oral;  Esquema corporal;  Percepção auditiva e visual;  Orientação espacial e temporal;  Lateralidade;  Análise e síntese;  Coordenação motora e  Memória cinestésica. Esses itens são extremamente necessários à preparação para alfabetização.
  • 5. PRONTIDÃO PARA A APRENDIZAGEM  A prontidão para aprender é a soma das características que facilitam ou retardam a aprendizagem. Existem fatores característicos da prontidão tais como:  A Maturação  As Experiências passadas  A Motivação.
  • 6. PRONTIDÃO PARA A APRENDIZAGEM  Para que a criança desenvolva e seja alfabetizada é preciso que todos os requisitos do seu desenvolvimento estejam inter-relacionados e organizados.  Algumas crianças não apresentam um bom desempenho porque são expostas a exigências para as quais ainda não estão preparadas ou a currículos que não respeitam suas diferenças ou o seu ritmo de aprendizagem individual.
  • 7. DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM Atualmente um dos maiores problemas escolares são os transtornos de aprendizagem, pois alteram a dinâmica escolar e familiar. Os transtornos da aprendizagem são percebidos quando os resultados de leitura, matemática ou expressão escrita estão aquém do esperado em testes padronizados (teste, provas e avaliações) para a idade, escolarização e nível cognitivo.
  • 8. DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM Distúrbios de Aprendizagem é caracterizados por uma disfunção no Sistema Nervoso Central e decorrentes de uma falha no processamento das informações. Desse modo, a criança recebe adequadamente as informações do meio externo (visuais, auditivas e cinestésicas), porém há uma falha na integração, processamento e armazenamento dessas informações resultando em problemas na “saída” das informações, sejam pela escrita, leitura ou cálculo.
  • 9. TIPOS DE DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM DISLEXIA DISGRAFIA DISCALCULIA
  • 11. DISLEXIA “DISLEXIA - MAIS QUE UMA SIMPLES TROCA DE LETRAS”. “DISLÉXICO TÊM DISTÚRBIOS NA COMUNICAÇÃO ESCRITA, MAS É A DESINFORMAÇÃO SOBRE O PROBLEMA QUE MAIS OS ISOLA E OS FAZEM SOFRER.”
  • 12. Definição da International Dyslexia Association Comitê de abril /1994 “É um dos muitos distúrbios de aprendizagem. É um distúrbio específico da linguagem de origem constitucional caracterizado pela dificuldade em decodificar palavras simples. Mostra uma insuficiência no processo fonológico. Estas dificuldades na decodificação de palavras simples não são esperadas em relação à idade. Apesar de instrução convencional, adequada inteligência, oportunidade sócio-cultural e sem distúrbios cognitivos e sensoriais fundamentais, a criança falha no processo da aquisição da linguagem. A dislexia é apresentada em várias formas de linguagem, frequentemente incluídos problemas de leitura, em aquisição e capacidade de escrever e soletrar.”
  • 13. DISLEXIA (Definição) DIS – distúrbio LEXIA – linguagem (grego) leitura (latim) DISLEXIA – distúrbio de linguagem
  • 14. Anatomia do Cérebro  Investigação neurológica iniciada na Harvard Medical School por Norman Geschwind, que vem sendo continuada por Albert Galaburda (estudou oito cérebros de disléxicos). Ele encontrou diferentes estruturas e funções provando que o cérebro de um disléxico processa a linguagem de maneira diferente (ectopias e displasias). Atualmente Gordon Sherman contribui nessas pesquisas. Dirk Bakker, na Europa, investiga a causa da incapacidade que os disléxicos revelam em estabelecer no cérebro a ”assimetria funcional” normal, direita e esquerda.
  • 16. Dislexia A dislexia é genética e hereditária;  Começa a tornar-se evidente na fase da alfabetização;  Incidência maior em meninos - 3/1;  Estima-se que no Brasil cerca de 15 milhões de pessoas possuem algum tipo de necessidade especial;  Os distúrbios de aprendizagem afetam de 10 a 15% da população mundial.
  • 17. SINAIS DA DISLEXIA NA PRÉ-ESCOLA • Histórico Familiar; • Fraco desenvolvimento da atenção; • Imaturidade no trato com outras crianças; • Dificuldade de aprender rimas e canções; • Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem; • Atraso no desenvolvimento visual; • Fraco desenvolvimento da coordenação motora; • Dificuldade com quebra - cabeças; • Falta de interesse por livros e impressos.
  • 18. SINAIS DA DISLEXIA NA IDADE ESCOLAR • Dificuldade na aquisição de habilidades lingüísticas; • Dificuldade com análise e síntese de um som de uma palavra; • Pobre reconhecimento de rimas e aliteração; • Desatenção e dispersão; • Dificuldade na coordenação motora fina; • Dificuldade na coordenação motora grossa; • Desorganização geral; • Dificuldades visuais; • Confusão entre esquerda e direita; • Dificuldade em manusear mapas e dicionários; • Dificuldade com uma segunda língua;
  • 19. SINAIS DA DISLEXIA NA IDADE ESCOLAR • Dificuldade na linguagem e na fala, com vocabulário pobre; • Problemas de conduta; • Dificuldade de copiar de livros ou da lousa; • Dificuldade na leitura; • Dificuldade de memória de curto termo; • Dificuldade na matemática e em desenho geométrico; • Disnomias; • Emocional afetado; • Grande desempenho em provas orais.
  • 20. SINAIS DA DISLEXIA NA FASE ADULTA • Histórico Familiar; • Continua a ter dificuldade na leitura e escrita; • Dificuldade para soletrar; • Memória imediata prejudicada; • Dificuldade em dar nomes a objetos e pessoas; • Dificuldade em aprender uma segunda língua; • Dificuldade em organização geral; • Comprometimento emocional;
  • 21. CARACTERÍSTICAS NA LEITURA E ESCRITA DOS DISLÉXICOS  Confusão entre letras, sílabas ou palavras com diferenças sutis de grafia: a-o; c-o; e-c; f-t: h-n; i-j; m-n;v-u etc.;  Confusão entre letras que possuem um ponto de articulação comum e cujos sons são acusticamente próximos: f-v; t-d; p-b;   Confusão entre letras, sílabas ou palavras com grafia similar, mas com diferente orientação no espaço: b-d; p-b; b-q; d-b; d-p; d-q; n-u; w-m; a-e;
  • 22. CARACTERÍSTICAS NA LEITURA E ESCRITA DOS DISLÉXICOS  Inversões parciais ou totais de sílabas ou palavras: me-em; sol-los; som- mos; sal-las; pal-pla;  Substituição de palavras por outras de estrutura mais ou menos similar ou criação de palavras , porém com diferente significado: soltou-salvou; era-ficava;  Adições ou omissões de sons, sílabas ou palavras: famoso por fama , casa por casaco;  Repetições de sílabas, palavras ou frases;  Pular uma linha, retroceder para linha anterior e perder a linha ao ler;
  • 23. CARACTERÍSTICAS NA LEITURA E ESCRITA DOS DISLÉXICOS  Excessiva fixação do olho na linha;  Soletração defeituosa; reconhece letras isoladamente; porém, sem poder organizar a palavra com um todo, ou então lê a palavra sílaba por sílaba, ou ainda lê o texto ” palavra por palavra”;  Problemas de compreensão;  Leitura e escrita em espelho em casos excepcionais;  Ilegibilidade;
  • 25. DIAGNÓSTICO MULTIDISCIPLINAR  Um diagnóstico correto é muito importante, tanto para a criança quanto para os pais, pois elimina uma suspeita de déficit intelectual, suspeita esta, que traumatiza a criança e desvia os pais quanto a busca de soluções adequadas.  O diagnóstico deve esclarecer os pais, os professores e o profissional que fará o acompanhamento, bem como o próprio disléxico.  O objetivo não deve ser simplesmente encontrar um rótulo, mas tentar estabelecer um quadro e, encontrar caminhos eficientes para o programa de reeducação. DIAGNÓSTICO DE EXCLUSÃO AVALIAÇÃO MULTIDISCIPLINAR
  • 26.  PSICOLOGIA: Anamnese Avaliação - nível intelectual; viso-motor; afetivo-emocional  FONOAUDIOLOGIA: PSICOPEDAGOGIA:  sistema funcional da linguagem; leitura;  praxias; cópia;  ofas; ditado;  esquema corporal; par educativo  funções básicas; relação aprendizagem:  percepção auditiva; escola / família  percepção visual; nomeação rápida  memória tátil e cinestésica;  organização temporal;  organização espacial;  equilíbrio
  • 27. OUTRAS AVALIAÇÕES  Se necessário, outros profissionais devem ser envolvidos no processo de avaliação.  Dessa forma poderemos:  Verificar outras possibilidades que excluem a dislexia;  Melhor adequar o encaminhamento. Neurologista; PROFISSIONAIS QUE Oftalmologista; PODEM SER ENVOLVIDOS Foniatra; NO PROCESSO Geneticista; Pediatra
  • 28. TRATAMENTO DAS CRIANÇAS DISLÉXICAS  As diferenças são individuais;  O diagnóstico é clínico - de exclusão;  O tratamento é clínico e educacional;  Compreensão - estudo científico;  A intervenção deverá ser prematura com um tratamento adequado.
  • 29. As dificuldades das crianças disléxicas estão geralmente nas alterações do sistema funcional da linguagem:  Atraso na fala;  Organização temporal - ritmo lento;  Visualização;  Audibilização;  Memória fraca para dígitos e sentenças;  Incapacidade de expressão (na pré-escola a criança já apresenta dificuldade para encontrar palavras: Disnomias);  Percepção fonêmica e de ordenação de sons pobres;  Rima e aliteração;  Cópia-escrita espontânea-ditado;  Dificuldade com outro idioma.
  • 30. Como trabalhar com o disléxico: Treino da linguagem + fala + leitura do disléxico Utilizar métodos estimulantes como:  ARTE  MÚSICA  COMPUTADOR ESPORTES
  • 31. PARA OS PROFESSORES QUE LIDAM COM DISLÉXICOS Interesse-se pelo seu aluno disléxico. Ele se sente inseguro e preocupado com as suas reações. Dê-lhe atenção individualizada sempre que possível. Ele deverá saber que pode perguntar sobre o que não compreende. Estabeleça critérios concretos para os trabalhos, assim seu aluno os realizará com mais segurança. Avalie seus progressos em comparação com ele mesmo, e ajude-o nas áreas em que ele precisa melhorar. O disléxico não é INCAPAZ! Esteja certo de que ele entenda as tarefas. Divida as lições em partes e comprove seu entendimento passo a passo. Devido ao seu problema de memória de curto prazo as informações novas devem ser repetidas mais de uma vez.
  • 32. PARA OS PROFESSORES QUE LIDAM COM DISLÉXICOS Ele requer mais “prática” que um estudante sem dislexia. Ele necessita de ajuda para relacionar conceitos novos com conceitos anteriores. Dê-lhe mais tempo para: organizar seus pensamentos, terminar seu trabalho, etc. Se não houver limites de tempo estará menos nervoso e em melhores condições de realizá-los. Alguém pode ajudá-lo lendo e/ou explicando o material de estudo e em especial as provas. Muitos disléxicos compensam os primeiros anos com esforços de pais e professores pacientes em ler e passar-lhes as lições oralmente. Alguns podem ler em voz alta e assim mesmo não compreender o significado do texto. Evite a correção sistemática de todos os erros em sua escrita. Se possível faça exames orais, proporcionando que ele possa mostrar seu conhecimento sem esbarrar nas dificuldades de leitura, escrita e organização.
  • 33. PARA OS PROFESSORES QUE LIDAM COM DISLÉXICOS Deve-se levar em conta que levará mais tempo e cansará mais para fazer suas tarefas de casa que os demais alunos da classe. Procure dar-lhe um trabalho mais curto. Não aumente suas frustrações. É FUNDAMENTAL fazer OBSERVAÇÕES POSITIVAS sobre o seu trabalho. Orientá-lo sobre o que está ao seu alcance poderá ajudá-lo. ELOGIAR e ESTIMULAR sempre que possível. É FUNDAMENTAL desenvolver sua AUTO-ESTIMA. Deverá dar-lhe oportunidades para destacar-se em classe. Evite compará-lo a outros alunos em termos negativos. Não fazer jamais chacotas sobre suas dificuldades. Não fazê-lo ler em voz alta em público contra a sua vontade. É uma boa medida encontrar e estimular algo de que a criança goste e tenha êxito. O sentimento de êxito leva-o ao sucesso e sentimento de fracasso ao fracasso. Permita-lhe aprender das formas que lhe forem possíveis, usando instrumentos alternativos como: dicionários, calculadoras, tabuadas, computador, etc.
  • 36. DISGRAFIA  O que é: A disgrafia é também chamada de letra feia. Isso acontece devido a uma incapacidade de recordar a grafia da letra. Ao tentar recordar este grafismo escreve muito lentamente o que acaba unindo inadequadamente as letras, tornando a letra ilegível. Algumas crianças com disgrafia possui também uma disortografia amontoando letras para esconder os erros ortográficos. Mas não são todos disgráficos que possuem disortografia. A disgrafia, porém, não está associada a nenhum tipo de comprometimento intelectual.
  • 37. Carcaterísticas  Lentidão na escrita  Letra ilegível  Escrita desorganizada  Traços irregulares: ou muito fortes que chegam a marcar o papel ou muito leves.  Desorganização geral na folha por não possuir orientação espacial.  Desorganização do texto, pois não observam a margem parando muito antes ou ultrapassando. Quando este último acontece, tende a amontoar letras na borda da folha.  Desorganização das letras: letras retocadas, hastes mal feitas, atrofiadas, omissão de letras, palavras, números, formas distorcidas, movimentos contrários à escrita (um S ao invés do 5 por exemplo).  Desorganização das formas: tamanho muito pequeno ou muito grande, escrita alongada ou comprida.  O espaço que dá entre as linhas, palavras e letras são irregulares.  Liga as letras de forma inadequada e com espaçamento irregular. O disgráfico não apresenta características isoladas, mas um conjunto de algumas destas citadas acima.
  • 38. DISGRAFIA  “A disgrafia pura ocorre ainda durante a gestação e já nasce com a criança. Ela não é adquirida”, estudos apontam que a disgrafia é mais comum em meninos e é detectada ainda na infância, depois que o processo de alfabetização é consolidado, por volta dos oito ou nove anos. “A disgrafia pode ocorrer em adultos também, mas somente quando ocorre uma lesão, como um derrame, que pode comprometer a coordenação motora de mãos e braços. “Mas, nesse caso, já não se trata mais de disgrafia pura”.
  • 39. Podemos encontrar dois tipos de disgrafia:  Disgrafia motora (discaligrafia): a criança consegue falar e ler, mas encontra dificuldades na coordenação motora fina para escrever as letras, palavras e números, ou seja, vê a figura gráfica, mas não consegue fazer os movimentos para escrever.  Disgrafia perceptiva: não consegue fazer relação entre o sistema simbólico e as grafias que representam os sons, as palavras e frases. Possui as características da dislexia sendo que esta está associada à leitura e a disgrafia está associada à escrita.
  • 40. DISGRAFIA  Ainda na infância, a dúvida é saber quando a letra ilegível vai além da preguiça ou pressa e deve ser tratada como transtorno. Um teste eficiente é pedir que a criança escreva algumas frases em uma folha sem linhas. Se o resultado for uma escrita lenta, com letras irregulares, retocadas e fora das margens, é hora de preocupar-se. Além disso, os disgráficos têm dificuldades em organização espacial: daí, a escrita em que as palavras parecem “subir e descer o morro”.
  • 41. Sintomas  Os sintomas da disgrafia não se referem exclusivamente à escrita. Alguns outros sinais de alerta podem ajudar os pais antes mesmo da alfabetização dos filhos. “Se você leva a criança a uma festa junina, por exemplo, observe se ela tem ritmo para acompanhar as músicas, memória para fixar os passos e atenção aos movimentos”. Se observada alguma dificuldade nesse sentido, é hora de estimular a prática de exercícios físicos como correr e nadar, além de brincadeiras como amarelinha, pintura e recorte para estimular a parte motora dos pequenos. A falta dessas atividades pode comprometer o tônus muscular, piorando a já difícil situação dos disgráficos.
  • 42. Características: - Lentidão na escrita. - Letra ilegível. - Escrita desorganizada. - Traços irregulares: ou muito fortes que chegam a marcar o papel ou muito leves. - Desorganização geral na folha por não possuir orientação espacial. - Desorganização do texto, pois não observam a margem parando muito antes ou ultrapassando. Quando este último acontece, tende a amontoar letras na borda da folha.
  • 43. Características: - Desorganização das letras: letras retocadas, omissão de letras, palavras, números, formas distorcidas, movimentos contrários à escrita (um S ao invés do 5 por exemplo). - Desorganização das formas: tamanho muito pequeno ou muito grande, escrita alongada ou comprida. - O espaço que dá entre as linhas, palavras e letras são irregulares. - Liga as letras de forma inadequada e com espaçamento irregular.
  • 44. A disgrafia é também chamada de letra feia.
  • 45. Rendimento escolar – É importante ressaltar que a disgrafia não compromete o desenvolvimento intelectual da criança nem é um indicador de que o Q.I. (quociente de inteligência) dela é baixo. Geralmente, os disgráficos são alunos muito inteligentes. A comunicação oral deles é muito boa, mas, na hora de colocar as idéias no papel, eles têm muita dificuldade.
  • 46. DISGRAFIA  É esse desdobramento do problema que pode prejudizar o rendimento do aluno. Devido à dificuldade no ato motor, a criança demora mais a realizar algumas atividades, em comparação a seus colegas. É o caso de tarefas simples como copiar a lição da lousa. Outra situação típica: a professora pede que os estudantes redijam um texto, e o disgráfico, envergonhado pela a letra feia, conclui que nem vale a pena escrever. “Isso abala a autoestima da criança”, Diante do obstáculo, ele deixa de aprender.
  • 47. DISGRAFIA  Sem o treinamento exaustivo da caligrafia, a atenção na escola deve ser redobrada. “Se o treinamento da letra cursiva existe desde cedo, é possível encontrar os disgráficos. Com a prática em desuso, os professores e pais podem confundir digrafia com preguiça. “Mas a letra feia pode ser treinada e as crianças tidas como preguiçosas têm as habilidades necessárias para escrever bem. Já as digráficas, não: elas não tem habilidade e precisam de tratamento.”
  • 48. Como tratar  Assim como em outros transtornos de aprendizagem, o tratamento da disgrafia é multidisciplinar e envolve neurologistas, psicopedadogos, fonoaudiólogos e terapeutas. Medicamentos só são indicados quando existem outros transtornos envolvidos, como déficit de atenção (DDA) ou hiperatividade.
  • 49. Como tratar  Em relação à parte motora, é necessária uma preparação prévia do paciente, com exercícios mais amplos, para depois chegar à escrita. O ponto principal é trabalhar com o corpo, com exercícios como manusear a argila e massagens, e depois partir para o específico, que é a escrita e outros problemas, como o de memória. Vemos apenas o produto final, que é a letra ilegível, mas existe muita coisa por trás disso. O tratamento pode levar meses e até anos, variando conforme o caso. O objetivo não é atingir a letra bonita, mas, sim, legível. E dar uma forcinha para o processo de aprendizado das crianças
  • 50. Orientações:  Detectar a causa o mais rápido possível e dar atenção individualizada e específica por parte de especialistas;  Os pais e professores devem evitar repreender a criança, reforçar o aluno de forma positiva sempre que conseguir realizar uma conquista;  Dar ênfase à expressão oral na avaliação escolar;  Evitar o uso de canetas vermelhas na correção dos cadernos e provas;  Conscientizarem o aluno de seu problema e ajudá-lo de forma positiva.
  • 53. DISCALCULIA Falha na aquisição e na habilidade de lidar com conceitos e símbolos matemáticos, transcrever números e sinais erradamente, no momento em que resolve um problema matemático, pode estar associada à dificuldade com processamento de linguagem(dislexia).
  • 54. Características  Lentidão no trabalho: não assimila os mecanismos necessários para resolução da tarefa como: tabuada decorada, sequências decoradas;  Problemas com orientação espacial: não sabe posicionar os números de uma operação na folha de papel, gasta muito espaço ou faz contas “apertadas” num cantinho da folha;
  • 55. Características  Dificuldade em lidar com operações básicas:soma, subtração, multiplicação e divisão;  Dificuldade na memória de curto e longo prazo, tabuadas, fórmulas;  Dificuldade em lidar com grande quantidade de informação de uma vez só;  Confusão de símbolos (= + - : . < >).
  • 56. Exemplo:  Ela é capaz de compreender a matemática representada simbolicamente (3+2=5).  Mas é incapaz de resolver “Maria tem três balas e João tem duas balas.  Quantas balas eles tem no total?
  • 57. Tratamento (Após Diagnóstico)  Permitir o uso de calculadora e tabela de tabuada;  Uso de caderno quadriculado;  Provas com questões claras e diretas, reduzindo o número de questões;  Fazer prova sozinho, sem limite de tempo e com um tutor para certificar que entendeu as questões;
  • 58. Tratamento (Após Diagnóstico)  Fazer prova oralmente, desenvolvendo as expressões mentalmente e ditando para que alguém transcreva;  Moderar a quantidade de lição de casa;  Passar exercícios repetitivos e cumulativos;  Incentivar a visualização do problema, com desenhos;  Observar qual o processo utilizado pela criança, que tipo de pensamento é usado para resolver um problema.
  • 59. Obrigada! Organizado por Nilma Ruiz Ueda Fonoaudióloga / Pedagoga