DISLEXIA
Equipe CREI
Itajubá - MG
DISLEXIA
• A dislexia é considerada um Transtorno Específico da
Aprendizagem (TEAp) que tem origem neurobiológica e
afeta diretamente a leitura e a escrita. Em outras
palavras, é um transtorno do neurodesenvolvimento que
preocupa pais e professores no processo de
alfabetização das crianças, embora se manifeste desde
muito cedo por sua origem biológica.
DISLEXIA
• As pessoas com Dislexia costumam ter dificuldades quando
associam o som à letra, e costumam também trocá-las ou
mesmo escrevê-las em ordem contrária.
• Compromete a linguagem oral, auditiva e
interpretação/compreensão.
• Exames comprovam que existe uma alteração no lado
esquerdo do cérebro.
Disléxicos x Não-disléxicos
O leitor fluente utiliza três estratégias de leitura: a rota logográfica,
para ler símbolos, placas de trânsito, entre outras; a rota fonológica, na
conversão das letras em sons formando palavras no processo de
decodificação (Leitura), e de codificação (Escrita), rota utilizada
quando o leitor se depara com palavras novas e pseudopalavras; e a
rota lexical, para leitura de lavras familiares e irregulares (SEABRA;
CAPOVILLA, 2010).
Disléxicos x Não-disléxicos
As duas primeiras áreas são menos ativas nos disléxicos.
• As pessoas disléxicas possuem o lado direito do cérebro mais
ativo e desenvolvido, e a parte frontal é obrigada a trabalhar
mais. A dislexia pode causar mau funcionamento do cérebro,
atraso no amadurecimento do sistema nervoso central, falha
na comunicação entre os neurônios, dificultando as funções
de coordenação.
DISLEXIA
Existem tipos variados para a Dislexia:
-Dislexia visual: dificuldades em diferenciar os lados direito e
esquerdo, erros na leitura devido à má visualização das palavras;
-Dislexia auditiva: ocorre devido a carência de percepção dos sons,
o que também acarreta dificuldades com a fala;
- Dislexia mista: é a união de dois ou mais tipos de dislexia. Com
isso, o portador poderá ter, por exemplo, dificuldades visuais e
auditivas ao mesmo tempo.
• A Dislexia não é igual para todos, ela tem impactos diferentes.
• Possui sintomas variados que diferem de acordo com os níveis de
gravidade, e ficam mais claros durante a alfabetização.
“Não é uma doença, mas ao mesmo tempo precisa ser tratada.”
SINAIS DA DISLEXIA
• História familiar de dislexia ou dificuldade de leitura na família;
• Histórico de intercorrências no nascimento;
• Atraso na fala;
• Dificuldades em discernir desenhos, como material gráfico
(letras, números);
• Dificuldades na aprendizagem que envolve palavras, som de
letras, sequência de letras;
SINAIS DA DISLEXIA
LINGUAGEM:
• Vocabulário reduzido
(Ex.: sempre utiliza termos como “aquela coisa”);
• Troca de sons na fala;
• Dificuldade para organizar sequencialmente uma
história, muitas vezes é preciso pedir para a criança
parar e redirecionar o que estava falando.
SINAIS DA DISLEXIA
LEITURA:
• Dificuldade na automação da leitura, possuem leitura
silabada;
• É comum que elas inventem ou adivinhem palavras quando
estão lendo;
• Dificuldade em separar sílabas;
• Confusão na ordem dos sons na fala;
• As crianças podem ler de trás para frente;
SINAIS DA DISLEXIA
• Dificuldade em identificar letras que são semelhantes
(Exemplo: b – d; m - n);
• Lentidão para ler;
• Dificuldade em compreender textos longos;
• Dificuldade com textos que possuem muitas instruções.
SINAIS DA DISLEXIA
ESCRITA:
• Dificuldade na automação da escrita;
• Lentidão para escrever;
• Dificuldade na cópia, copiar o que está escrito no quadro negro para o
caderno é lento e demorado;
• Dificuldade em expressar através da escrita, na elaboração de
redações, escrevem histórias sem começo, meio e fim, sem
planejamento, querem adicionar uma informação que esqueceram de
colocar no início já no fim do texto, além de muitos erros ortográficos
como omissões e trocas de letras.
SINAIS DA DISLEXIA
OUTRAS CARACTERÍSTICAS:
• Pouca compreensão e memorização para rimas, letras de canções,
parlendas e até historias;
• Pouca habilidade com sequencia motora, transmitindo dificuldades em
organização ou pouca ordem;
• Dificuldades com atividades espaciais (quebra-cabeça, figura fundo e
localização no espaço);
• Dificuldades em lembrar nome dos objetos e pessoas;
• Pouco interesse em atividades que envolvam livros,
materiais didáticos, gráficos, etc.
DISLEXIA
• Quando recebemos informações visuais e sonoras, estas são
armazenadas na memória de trabalho para depois serem transferidas
para a memória de longo prazo, possibilitando o aprendizado.
• Sendo assim, podemos perceber que as dificuldades encontradas na
Dislexia não estão relacionadas com a inteligência, e sim com
habilidades específicas que favorecem o processo de alfabetização e da
aprendizagem (CARDOSO, SILVA, PEREIRA, 2013).
DISLEXIA
• O uso de técnicas de metacognição para disléxicos são importantes
para o desenvolvimento dessas habilidades.
DISLEXIA
• Encontramos estudos de Snowling (2004) e Chakravarty (2009) que
relatam que muitas vezes os indivíduos com transtornos de
aprendizagem possuem algumas habilidades psicológicas mais
desenvolvidas, principalmente a criatividade. Um estudo cita Leonardo
Da Vinci e Albert Einstein que provavelmente tinham dislexia e foram
considerados criativos pelas obras desenvolvidas ao longo de suas
vidas.
DISLEXIA
• Os pesquisadores acreditam que esse fato seja decorrente a condições
cerebrais, como o hemisfério direito do cérebro mais desenvolvido que
o esquerdo, logo, podemos afirmar que não há relação entre
inteligência, ou níveis de inteligência com a dislexia.
DISLEXIA E MATEMÁTICA
• A matemática é um tipo de linguagem.
• Uma pessoa com dislexia pode apresentar dificuldades na
matemática, como na decodificação de números e fórmulas,
dificuldades na interpretação de problemas, sequenciamento,
etc.
DISLEXIA E MATEMÁTICA
Essas dificuldades podem ser minimizadas com a aprendizagem
multissensorial e a utilização de próteses cognitivas, tais como:
1. Nas séries iniciais usar material concreto como o ábaco, material
dourado, entre outros ou interativos, como os aplicativos;
2. Usar caderno quadriculado;
3. Conversar sobre matemática, isto é, pedir ao aluno para explicar o
que ele entendeu do que está envolvido na tarefa;
4. Permitir a consulta de tabuadas, tabelas, fórmulas, inclusive nas
avaliações.
A IMPORTÂNCIA DA ESCOLA
• É de grande importância para o aprendizado a empatia entre aluno e professor.
• A Dislexia se trata de uma diferença na maneira como o cérebro processa a
informação, portanto ela pode ter um grande impacto na forma como um aluno
aprende.
• O estudante com transtorno de aprendizagem é vulnerável a um professor que
não consegue entender sua dificuldade e estudantes com dislexia precisam de
apoio para enfrentar e superar as barreiras que lhe são impostas diariamente.
PASSOS PARAAUXILIAR O ALUNO
DISLÉXICO:
1. Oralizar, ler provas e atividades escolares;
2. Dar mais tempo de execução durante as atividades e avaliações,
permitindo que o aluno faça revisão das questões;
3. Priorizar o conteúdo e não a ortografia;
4. Permitir o uso de fórmulas e tabelas matemáticas;
5. Fazer uso de pesquisas, trabalhos e atividades práticas como
complementação para a nota bimestral (diferentes formas de avaliação
do aluno).
6. Observar os contrastes e evitar excesso de informações nas imagens;
7. Verificar a posição do aluno na sala em relação à fonte de luz
8. Usar maior espaçamento entre linhas;
9. Empregos de recursos auditivos e visuais;
10. Evitar o uso de palavras que não são do cotidiano da criança;
11. Introduzir novos vocabulários de modo gradual;
12. Observar a propagação do som da sala e a posição do aluno
• O suporte oferecido também auxilia na construção da autoestima de
estudantes com dislexia.
RECURSOS PARAAUXILIAR
DISLÉXICOS:
“Uma grande caminhada se faz a passos
pequenos. Precisamos, por esta razão,
aprender a apreciar cada pequeno avanço
que a criança vai conseguindo. Precisamos
estimar situações que propiciem esses
pequenos deslocamentos. Eles podem ser
pequenos, quando comparados com a
dimensão da caminhada total, mas
também podem ser grandes, quando
considerados em sua importância no
sentido de produzir movimento, de gerar
novas descobertas e conhecimento.”
OBRIGADA!!! Equipe CREI
Itajubá- MG

DISLEXIA (1).pptx

  • 1.
  • 2.
    DISLEXIA • A dislexiaé considerada um Transtorno Específico da Aprendizagem (TEAp) que tem origem neurobiológica e afeta diretamente a leitura e a escrita. Em outras palavras, é um transtorno do neurodesenvolvimento que preocupa pais e professores no processo de alfabetização das crianças, embora se manifeste desde muito cedo por sua origem biológica.
  • 3.
    DISLEXIA • As pessoascom Dislexia costumam ter dificuldades quando associam o som à letra, e costumam também trocá-las ou mesmo escrevê-las em ordem contrária. • Compromete a linguagem oral, auditiva e interpretação/compreensão. • Exames comprovam que existe uma alteração no lado esquerdo do cérebro.
  • 4.
    Disléxicos x Não-disléxicos Oleitor fluente utiliza três estratégias de leitura: a rota logográfica, para ler símbolos, placas de trânsito, entre outras; a rota fonológica, na conversão das letras em sons formando palavras no processo de decodificação (Leitura), e de codificação (Escrita), rota utilizada quando o leitor se depara com palavras novas e pseudopalavras; e a rota lexical, para leitura de lavras familiares e irregulares (SEABRA; CAPOVILLA, 2010).
  • 5.
    Disléxicos x Não-disléxicos Asduas primeiras áreas são menos ativas nos disléxicos. • As pessoas disléxicas possuem o lado direito do cérebro mais ativo e desenvolvido, e a parte frontal é obrigada a trabalhar mais. A dislexia pode causar mau funcionamento do cérebro, atraso no amadurecimento do sistema nervoso central, falha na comunicação entre os neurônios, dificultando as funções de coordenação.
  • 6.
    DISLEXIA Existem tipos variadospara a Dislexia: -Dislexia visual: dificuldades em diferenciar os lados direito e esquerdo, erros na leitura devido à má visualização das palavras; -Dislexia auditiva: ocorre devido a carência de percepção dos sons, o que também acarreta dificuldades com a fala; - Dislexia mista: é a união de dois ou mais tipos de dislexia. Com isso, o portador poderá ter, por exemplo, dificuldades visuais e auditivas ao mesmo tempo.
  • 7.
    • A Dislexianão é igual para todos, ela tem impactos diferentes. • Possui sintomas variados que diferem de acordo com os níveis de gravidade, e ficam mais claros durante a alfabetização. “Não é uma doença, mas ao mesmo tempo precisa ser tratada.”
  • 8.
    SINAIS DA DISLEXIA •História familiar de dislexia ou dificuldade de leitura na família; • Histórico de intercorrências no nascimento; • Atraso na fala; • Dificuldades em discernir desenhos, como material gráfico (letras, números); • Dificuldades na aprendizagem que envolve palavras, som de letras, sequência de letras;
  • 9.
    SINAIS DA DISLEXIA LINGUAGEM: •Vocabulário reduzido (Ex.: sempre utiliza termos como “aquela coisa”); • Troca de sons na fala; • Dificuldade para organizar sequencialmente uma história, muitas vezes é preciso pedir para a criança parar e redirecionar o que estava falando.
  • 10.
    SINAIS DA DISLEXIA LEITURA: •Dificuldade na automação da leitura, possuem leitura silabada; • É comum que elas inventem ou adivinhem palavras quando estão lendo; • Dificuldade em separar sílabas; • Confusão na ordem dos sons na fala; • As crianças podem ler de trás para frente;
  • 11.
    SINAIS DA DISLEXIA •Dificuldade em identificar letras que são semelhantes (Exemplo: b – d; m - n); • Lentidão para ler; • Dificuldade em compreender textos longos; • Dificuldade com textos que possuem muitas instruções.
  • 12.
    SINAIS DA DISLEXIA ESCRITA: •Dificuldade na automação da escrita; • Lentidão para escrever; • Dificuldade na cópia, copiar o que está escrito no quadro negro para o caderno é lento e demorado; • Dificuldade em expressar através da escrita, na elaboração de redações, escrevem histórias sem começo, meio e fim, sem planejamento, querem adicionar uma informação que esqueceram de colocar no início já no fim do texto, além de muitos erros ortográficos como omissões e trocas de letras.
  • 13.
    SINAIS DA DISLEXIA OUTRASCARACTERÍSTICAS: • Pouca compreensão e memorização para rimas, letras de canções, parlendas e até historias; • Pouca habilidade com sequencia motora, transmitindo dificuldades em organização ou pouca ordem; • Dificuldades com atividades espaciais (quebra-cabeça, figura fundo e localização no espaço); • Dificuldades em lembrar nome dos objetos e pessoas; • Pouco interesse em atividades que envolvam livros, materiais didáticos, gráficos, etc.
  • 14.
    DISLEXIA • Quando recebemosinformações visuais e sonoras, estas são armazenadas na memória de trabalho para depois serem transferidas para a memória de longo prazo, possibilitando o aprendizado. • Sendo assim, podemos perceber que as dificuldades encontradas na Dislexia não estão relacionadas com a inteligência, e sim com habilidades específicas que favorecem o processo de alfabetização e da aprendizagem (CARDOSO, SILVA, PEREIRA, 2013).
  • 15.
    DISLEXIA • O usode técnicas de metacognição para disléxicos são importantes para o desenvolvimento dessas habilidades.
  • 16.
    DISLEXIA • Encontramos estudosde Snowling (2004) e Chakravarty (2009) que relatam que muitas vezes os indivíduos com transtornos de aprendizagem possuem algumas habilidades psicológicas mais desenvolvidas, principalmente a criatividade. Um estudo cita Leonardo Da Vinci e Albert Einstein que provavelmente tinham dislexia e foram considerados criativos pelas obras desenvolvidas ao longo de suas vidas.
  • 17.
    DISLEXIA • Os pesquisadoresacreditam que esse fato seja decorrente a condições cerebrais, como o hemisfério direito do cérebro mais desenvolvido que o esquerdo, logo, podemos afirmar que não há relação entre inteligência, ou níveis de inteligência com a dislexia.
  • 18.
    DISLEXIA E MATEMÁTICA •A matemática é um tipo de linguagem. • Uma pessoa com dislexia pode apresentar dificuldades na matemática, como na decodificação de números e fórmulas, dificuldades na interpretação de problemas, sequenciamento, etc.
  • 19.
    DISLEXIA E MATEMÁTICA Essasdificuldades podem ser minimizadas com a aprendizagem multissensorial e a utilização de próteses cognitivas, tais como: 1. Nas séries iniciais usar material concreto como o ábaco, material dourado, entre outros ou interativos, como os aplicativos; 2. Usar caderno quadriculado; 3. Conversar sobre matemática, isto é, pedir ao aluno para explicar o que ele entendeu do que está envolvido na tarefa; 4. Permitir a consulta de tabuadas, tabelas, fórmulas, inclusive nas avaliações.
  • 20.
    A IMPORTÂNCIA DAESCOLA • É de grande importância para o aprendizado a empatia entre aluno e professor. • A Dislexia se trata de uma diferença na maneira como o cérebro processa a informação, portanto ela pode ter um grande impacto na forma como um aluno aprende. • O estudante com transtorno de aprendizagem é vulnerável a um professor que não consegue entender sua dificuldade e estudantes com dislexia precisam de apoio para enfrentar e superar as barreiras que lhe são impostas diariamente.
  • 21.
    PASSOS PARAAUXILIAR OALUNO DISLÉXICO: 1. Oralizar, ler provas e atividades escolares; 2. Dar mais tempo de execução durante as atividades e avaliações, permitindo que o aluno faça revisão das questões; 3. Priorizar o conteúdo e não a ortografia; 4. Permitir o uso de fórmulas e tabelas matemáticas; 5. Fazer uso de pesquisas, trabalhos e atividades práticas como complementação para a nota bimestral (diferentes formas de avaliação do aluno).
  • 22.
    6. Observar oscontrastes e evitar excesso de informações nas imagens; 7. Verificar a posição do aluno na sala em relação à fonte de luz 8. Usar maior espaçamento entre linhas; 9. Empregos de recursos auditivos e visuais; 10. Evitar o uso de palavras que não são do cotidiano da criança; 11. Introduzir novos vocabulários de modo gradual; 12. Observar a propagação do som da sala e a posição do aluno • O suporte oferecido também auxilia na construção da autoestima de estudantes com dislexia.
  • 24.
  • 26.
    “Uma grande caminhadase faz a passos pequenos. Precisamos, por esta razão, aprender a apreciar cada pequeno avanço que a criança vai conseguindo. Precisamos estimar situações que propiciem esses pequenos deslocamentos. Eles podem ser pequenos, quando comparados com a dimensão da caminhada total, mas também podem ser grandes, quando considerados em sua importância no sentido de produzir movimento, de gerar novas descobertas e conhecimento.” OBRIGADA!!! Equipe CREI Itajubá- MG