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CURSO DE 
CAPACITAÇÃO E 
ATUALIZAÇÃO DE 
PROFESSORES DA EBD 
Márcio Melânia 
“Se é ensinar, haja dedicação ao ensino.” 
Romanos 12.7b
Roteiro 
A Escola Dominical 
Aprendizagem Significativa 
Ensinando com êxito 
Almoço 
Planejamento 
Plano de Aula
Apoio
VÍDEO 
Trabalho em Equipe
A ESCOLA DOMINICAL 
Origem
EBD no mundo 
 Teve origem no final do século 18, a partir da iniciativa de vários evangélicos, com 
destaque para o jornalista e ativista social Robert Raikes (1736-1811), na cidade 
inglesa de Gloucester. 
 O objetivo inicial era educar e evangelizar crianças pobres que trabalhavam em 
fábricas e minas de carvão e cujo único dia de folga era o domingo. 
 A escola funcionava de 10 às 17 horas e incluía aulas de redação, aritmética, leitura 
da Bíblia e participação em cultos dominicais. 
“[...] um dos desdobramentos mais valiosos 
para a educação cristã em todos os tempos 
– a escola dominical.” 
Rev. Dr. Alderi Souza de Matos 
FIDES REFORMATA XIII, Nº 2 (2008): 9-24
EBD no Brasil 
 A organização da escola dominical em nossa Pátria aconteceu no século 19. 
 Desde o início do seu trabalho no Brasil, o protestantismo missionário deu 
enorme destaque à educação cristã. 
 Em todos os lugares em que se estabeleciam, as igrejas evangélicas criavam 
suas escolas dominicais e paroquiais. 
 A primeira escola dominical do Brasil foi fundada pelo casal Robert e Sarah 
Kalley em Petrópolis no dia 19 de agosto de 1855. 
 Em agosto de 2014 atingirá a marca de 159 anos de existência no Brasil.
EBD – A Visão 
Ser reconhecida pelos pastores, oficiais, membros, agregados e visitantes, 
como uma agência vital do programa total de educação cristã da igreja.
EBD – A Missão 
Promover a educação cristã dos membros, agregados e visitantes, em todas 
as faixas etárias, como parte do programa total de ensino da igreja.
EBD – Princípios e Valores 
Promover a educação cristã dos membros, agregados e visitantes, em todas 
as faixas etárias, como parte do programa total de ensino da igreja. 
 Fidelidade às Escrituras Sagradas como única regra de fé e prática. 
 Fidelidade aos documentos doutrinários da IPB 
 (Confissão de Fé de Westminster, Catecismos Breve e Maior). 
 Formação integral do aluno. 
 Capacitação docente. 
 Coerência entre ensino e prática.
EBD – Objetivos 
Evangelização 
Reunir pessoas e levá-las à 
aceitação de Cristo como 
seu Senhor e Salvador. 
Edificação e Santificação 
Pelo estudo da Bíblia, pela 
oração e pela vida 
comunitária (da igreja) 
Despertamento 
Para o serviço 
cristão 
Capacitação 
Para o serviço 
cristão 
OLIVETTI, Odayr. Aprimorando a Escola Dominical. São Paulo, CEP. 1986, p. 34
EBD – Relações com os membros da igreja e pessoas agregadas 
COMUNIDADE 
CRISTÃ 
SOCIAL 
CARISMÁTICA 
LITÚRGICA 
HISTÓRICA 
DIACONAL 
MISSIONÁRIA 
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GEORGE, Sherron K. Igreja Ensinadora. Campinas, SP: Luz Para o Caminho, 1993.
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coisas novas. 
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Planejar = Fazer o plano ou planta de, projetar, 
tencionar, traçar, preparar, esquematizar, 
aprontar. 
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atingir um objetivo ou meta previamente fixada. 
• Planejamento é a predeterminação de objetivos 
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podem ser atingidas.
Quem utiliza? 
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• Esportes →Treinamento 
• Orquestra →Ensaio 
• Governo →PPA e Orçamento 
• Professores →Plano de Aula
Planejamento no Ensino 
“Em relação ao ensino, planejar significa prever 
de modo inteligente e bem calculado todas as 
etapas do trabalho escolar e programar 
racionalmente todas as atividades, de modo 
seguro, econômico e eficiente. Em outras 
palavras, planejamento é a aplicação da 
investigação científica à realidade educacional a 
fim de melhorar a eficiência do trabalho de 
ensino.” 
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Motivos para Planejar 
• Organiza 
• Dá senso de direção 
• Ajuda a progredir 
• Ajuda na seleção do material e atividades 
• Ajuda a avaliar o grau de aprendizagem 
• Motiva os alunos a estabelecerem alvos 
• Encoraja o professor
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Planejamento 
Esboça 
Situação Futura 
Prevê 
O que, como, onde, 
quando e porque 
se quer 
realizar 
Garante 
Objetividade, operacionalidade, 
funcionalidade, exiguidade, 
continuidade e produtividade 
da Ação
Os cinco passos básicos do planejamento 
Fonte: Stoner e Freeman (1999, p. 91) 
PASSO 1 • Estabelecimento de objetivos 
PASSO 2 • Definição da situação atual 
PASSO 3 • Determinação das facilidades e das barreiras 
PASSO 4 • Preparo de um conjunto de medidas 
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A preparação do professor 
• GERAL 
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Experiência, conhecimento da Bíblia, capacidade 
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aprendizagem. (1 Pedro 3.15) 
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Planejamento cuidadoso e detalhado da lição 
bíblica a ser conduzida. (Romanos 12.7)
A preparação do professor 
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Quando não se planeja 
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• Rodeios 
• narrativas e ilustrações sem objetividade, 
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“Se é ensinar, haja dedicação ao ensino.” 
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Plano de aula 
é um instrumento de 
trabalho que especifica os 
comportamentos esperados 
do aluno, os conteúdos, os 
recursos didáticos e os 
procedimentos que serão 
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realização.
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Conteúdo 
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professor, visando o alcance dos objetivos 
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estratégias previstas, podemos citar: 
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Seminários, Júri Simulado, Estudo de Caso, 
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São recursos auxiliares do ensino que 
facilitam a assimilação da mensagem que se 
pretende comunicar” (TULER, 2003, p. 39). 
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Quando o professor só mostra 72% 20% 
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"O que eu ouço, esqueço; o que eu vejo, lembro; 
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Curso de capacitação e atualização para professores da EBD

  • 1. CURSO DE CAPACITAÇÃO E ATUALIZAÇÃO DE PROFESSORES DA EBD Márcio Melânia “Se é ensinar, haja dedicação ao ensino.” Romanos 12.7b
  • 2. Roteiro A Escola Dominical Aprendizagem Significativa Ensinando com êxito Almoço Planejamento Plano de Aula
  • 5.
  • 7. EBD no mundo  Teve origem no final do século 18, a partir da iniciativa de vários evangélicos, com destaque para o jornalista e ativista social Robert Raikes (1736-1811), na cidade inglesa de Gloucester.  O objetivo inicial era educar e evangelizar crianças pobres que trabalhavam em fábricas e minas de carvão e cujo único dia de folga era o domingo.  A escola funcionava de 10 às 17 horas e incluía aulas de redação, aritmética, leitura da Bíblia e participação em cultos dominicais. “[...] um dos desdobramentos mais valiosos para a educação cristã em todos os tempos – a escola dominical.” Rev. Dr. Alderi Souza de Matos FIDES REFORMATA XIII, Nº 2 (2008): 9-24
  • 8. EBD no Brasil  A organização da escola dominical em nossa Pátria aconteceu no século 19.  Desde o início do seu trabalho no Brasil, o protestantismo missionário deu enorme destaque à educação cristã.  Em todos os lugares em que se estabeleciam, as igrejas evangélicas criavam suas escolas dominicais e paroquiais.  A primeira escola dominical do Brasil foi fundada pelo casal Robert e Sarah Kalley em Petrópolis no dia 19 de agosto de 1855.  Em agosto de 2014 atingirá a marca de 159 anos de existência no Brasil.
  • 9. EBD – A Visão Ser reconhecida pelos pastores, oficiais, membros, agregados e visitantes, como uma agência vital do programa total de educação cristã da igreja.
  • 10. EBD – A Missão Promover a educação cristã dos membros, agregados e visitantes, em todas as faixas etárias, como parte do programa total de ensino da igreja.
  • 11. EBD – Princípios e Valores Promover a educação cristã dos membros, agregados e visitantes, em todas as faixas etárias, como parte do programa total de ensino da igreja.  Fidelidade às Escrituras Sagradas como única regra de fé e prática.  Fidelidade aos documentos doutrinários da IPB  (Confissão de Fé de Westminster, Catecismos Breve e Maior).  Formação integral do aluno.  Capacitação docente.  Coerência entre ensino e prática.
  • 12. EBD – Objetivos Evangelização Reunir pessoas e levá-las à aceitação de Cristo como seu Senhor e Salvador. Edificação e Santificação Pelo estudo da Bíblia, pela oração e pela vida comunitária (da igreja) Despertamento Para o serviço cristão Capacitação Para o serviço cristão OLIVETTI, Odayr. Aprimorando a Escola Dominical. São Paulo, CEP. 1986, p. 34
  • 13. EBD – Relações com os membros da igreja e pessoas agregadas COMUNIDADE CRISTÃ SOCIAL CARISMÁTICA LITÚRGICA HISTÓRICA DIACONAL MISSIONÁRIA EDUCACIONAL GEORGE, Sherron K. Igreja Ensinadora. Campinas, SP: Luz Para o Caminho, 1993.
  • 14. EBD – Relações com os membros da igreja e pessoas agregadas Agência Socializa-dora Agência Transfor-madora Agência Educadora
  • 16.
  • 19. Modelo Mental Há coisas que eu não sei Há coisas que eu sei errado Há coisas que eu sei, mas não reajo Há coisas que eu já sei, mas não fui preparado para lidar com elas.
  • 21. Você gosta do que vê no espelho?
  • 22. O QUE VOCÊ VÊ? Nem tudo o que a gente vê, é! Nem tudo o que parece é!
  • 23.
  • 24.
  • 25.
  • 26.
  • 27.
  • 28.
  • 29.
  • 30.
  • 31.
  • 32.
  • 33.
  • 34.
  • 35. A EXPERIÊNCIA O que significa ter experiência?
  • 36. Significa fazer coisas diferentes. Significa descobrir coisas novas. Ninguém tem 20 anos de experiência se permaneceu fazendo as mesmas coisas durante os 20 anos.
  • 37. A inteligência é um farol que ilumina o caminho, mas não faz caminhar. O que nos faz caminhar é a VONTADE
  • 38. O Paradigma Comportamental da Aprendizagem • O aluno não sabe nada • O professor sabe tudo • O professor ensina e o aluno aprende • Aprender é um movimento de fora para dentro • Aprender não envolve esforço ativo nem criativo por parte de quem aprende • Para aprender, só é necessário esforço reprodutivo
  • 39. O Paradigma Dialogal da Aprendizagem • Aprender é um movimento de dentro para fora • Quem aprende precisa ter papel ativo e criativo • Aprender é processo subjetivo e pessoal • O aluno traz consigo toda uma gama de conhecimentos • O professor auxilia o aluno no seu papel de aprender • O diálogo é essencial para uma relação horizontal
  • 40. O que torna uma aprendizagem significativa?
  • 41. Como ocorre a aprendizagem significativa?
  • 42.
  • 43. O aprendiz traz uma história que precisa ter espaço para ser contada, uma experiência a ser contemplada no contexto educacional.
  • 44.
  • 45. Quais os principais desafios para o professor?
  • 46.
  • 47.
  • 48. A aprendizagem não mora no pódio. Ela mora no trajeto
  • 49.
  • 50.
  • 51.
  • 52.
  • 53.
  • 54.
  • 55.
  • 56.
  • 57.
  • 58.
  • 59.
  • 60.
  • 61.
  • 62.
  • 63.
  • 64.
  • 65.
  • 66.
  • 67.
  • 68.
  • 69.
  • 70.
  • 71.
  • 72.
  • 73.
  • 74.
  • 75.
  • 76. LEITURA DE TEXTO Um Ensino Criativo
  • 77. ENSINANDO COM ÊXITO O Trabalho do Professor “Se é ensinar, haja dedicação ao ensino.” Romanos 12.7b
  • 78. Por que eu ensino? Qual é meu propósito e que objetivo quero alcançar? • Aplicar verdades bíblicas para um conhecimento experimental de Cristo • Ser instrumento para o desenvolvimento do caráter de Cristo nas vidas • Propiciar crescimento significativo no âmbito moral e espiritual
  • 79. A quem ensinarei? Que tipo de alunos receberá meu ensino? • aos adultos • aos jovens • aos intermediários • aos adolescentes • aos intermediários • aos primários • às crianças
  • 80. O que ensinarei? Que conhecimento do assunto possuo? • A Bíblia • Histórias • Doutrinas • Geografia • Costumes • Não pode explicar o que não compreende ou sobre o que não tem conhecimento • Estudo sistemático da Palavra de Deus • Esforço árduo = riqueza em recompensas
  • 81. Como ensinarei? • Aprender a ensinar • Dom natural? • Ensinar é uma arte "Gênio é 2% inspiração e 98% de transpiração" Thomas Edson
  • 82.
  • 84. ENSINANDO COM ÊXITO O que é Ensinar? “Se é ensinar, haja dedicação ao ensino.” Romanos 12.7b
  • 85. O professor tem que fazer com que o aluno pense por si mesmo • Usando suas ideias e palavras -> conclusões próprias • Aprendiz da lição por si mesmo • Descobrir as verdades ensinadas • “Aprender é ensinar-se a si mesmo” • Fazer com que o aluno creia não que você ensina a ele, mas que ele ensina a você
  • 86. O professor tem que explicar as novas verdades baseado em verdades que o aluno já compreendeu • O novo baseando-se no antigo • O desconhecido em relação ao conhecido • O difícil em relação ao fácil • O obscuro em relação ao claro • Verdades e imagens conhecidas para se descobrir novas verdades
  • 87. O professor deve levar em conta o desenvolvimento mental de quem receberá a lição • Adaptar o tema à • Capacidade • Idade • Experiência • Adaptar os ensinos espirituais à altura espiritual do aluno
  • 88. O professor fará o possível para relacionar a nova lição à anterior • Relacionar uma verdade com outra verdade, uma doutrina com outra doutrina e acontecimento com outro acontecimento • Relacionar constantemente as partes das Escrituras, histórias com doutrinas, profecias com seu cumprimento, livros com livros, o AT com o NT, os tipos com os arquétipos • Aplicar a lição à vida individual • Nenhum ensino bíblico é teórico, sem aplicação prática
  • 89. LEITURA DE TEXTO Aprimorando as aulas
  • 91. VÍDEO Planejamento e Equilíbrio
  • 92.
  • 93. PLANEJAMENTO O que é Planejar? “Se é ensinar, haja dedicação ao ensino.” Romanos 12.7b
  • 94. Jesus e o Planejamento “Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem como acabar? Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele, dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar.” Lucas 14:28-30
  • 95. Conceito e Definição Planejar = Fazer o plano ou planta de, projetar, tencionar, traçar, preparar, esquematizar, aprontar. • É determinar as ações adequadas para se atingir um objetivo ou meta previamente fixada. • Planejamento é a predeterminação de objetivos e metas desejadas e a maneira pela qual podem ser atingidas.
  • 96. Quem utiliza? • Engenheiros →Projeto • Economistas →Planejamento Estratégico • Exército →Tática de Guerra • Esportes →Treinamento • Orquestra →Ensaio • Governo →PPA e Orçamento • Professores →Plano de Aula
  • 97. Planejamento no Ensino “Em relação ao ensino, planejar significa prever de modo inteligente e bem calculado todas as etapas do trabalho escolar e programar racionalmente todas as atividades, de modo seguro, econômico e eficiente. Em outras palavras, planejamento é a aplicação da investigação científica à realidade educacional a fim de melhorar a eficiência do trabalho de ensino.” Marcos Tuler
  • 98. Motivos para Planejar • Organiza • Dá senso de direção • Ajuda a progredir • Ajuda na seleção do material e atividades • Ajuda a avaliar o grau de aprendizagem • Motiva os alunos a estabelecerem alvos • Encoraja o professor
  • 99. Funções do Planejamento Planejamento Esboça Situação Futura Prevê O que, como, onde, quando e porque se quer realizar Garante Objetividade, operacionalidade, funcionalidade, exiguidade, continuidade e produtividade da Ação
  • 100. Os cinco passos básicos do planejamento Fonte: Stoner e Freeman (1999, p. 91) PASSO 1 • Estabelecimento de objetivos PASSO 2 • Definição da situação atual PASSO 3 • Determinação das facilidades e das barreiras PASSO 4 • Preparo de um conjunto de medidas PASSO 5 • Definição de metas
  • 101. A preparação do professor • GERAL Consiste nos antecedentes do professor. Experiência, conhecimento da Bíblia, capacidade de domínio das leis do ensino e da aprendizagem. (1 Pedro 3.15) • ESPECÍFICA Planejamento cuidadoso e detalhado da lição bíblica a ser conduzida. (Romanos 12.7)
  • 102. A preparação do professor • O que pretendo alcançar? • Como alcançar? • Em quanto tempo? • O que fazer e como fazer? • Como avaliar o que foi alcançado?
  • 103. A preparação do professor • Leitura da Lição • Identificação do tipo da lição (Teórica ou Prática); • Definição dos objetivos e metas a serem atingidas; • Escolha do Método (Seminário, preleção, debates, grupos, etc.) e materiais. • Recolhimento de Dados e informações sobre o tema. • Análise do tempo para cada tópico da lição • Resumo: Conclusão, aplicando a lição à vida do aluno.
  • 104. RESULTADOS DO NÃO PLANEJAMENTO Quando não se planeja uma aula
  • 105. • Rodeios • narrativas e ilustrações sem objetividade, nada tendo com a lição. • Lição inacabada • falta de um plano de aula, incapaz de acabar a lição. • Judeu errante • vagueando sem ponto de referência e direção. • Desmotivação do Aluno.
  • 107. “Se é ensinar, haja dedicação ao ensino.” Romanos 12.7b
  • 108. Plano de aula é um instrumento de trabalho que especifica os comportamentos esperados do aluno, os conteúdos, os recursos didáticos e os procedimentos que serão utilizados para sua realização.
  • 109. Vantagens • Fixa bem a lição na mente do professor. • Dá ao professor um plano de operação. • Divide a lição em atividade cronologicamente equilibrada. • Inclui participação planejada. • Permite que o professor tenha sempre o alvo em vista. • Evita surpresas.
  • 110. Introdução • Prender a atenção dos alunos • Introduzir o assunto e seu relacionamento com as demais lições • Apontas os objetivos da lição • Falar com trabalhará o tema
  • 111. Objetivos • Os objetivos apontam para o elemento central do plano. • Define aonde se quer chegar, o que deseja ser alcançado. • Os objetivos devem ser claros e bem definidos.
  • 112. Conteúdo • Discorra sobre o assunto tópico por tópico • Pergunte, responda, verifique a aprendizagem. • Faça com o aluno faça uma autoanálise diante do tema • Feche o assunto
  • 113. Métodos ou estratégias • Métodos são caminhos a serem percorridos pelo professor, visando o alcance dos objetivos estabelecidos. Dentre os vários métodos ou estratégias previstas, podemos citar: Aulas expositivas, Perguntas e Respostas, Seminários, Júri Simulado, Estudo de Caso, Discussão ou Debate Orientado, etc.
  • 114. Recursos Didáticos São recursos auxiliares do ensino que facilitam a assimilação da mensagem que se pretende comunicar” (TULER, 2003, p. 39). Exemplos: O quadro branco com marcador, brinquedos, lápis, papel, mapas, revistas, computadores e Datashow. A previsão para o uso dos recursos didáticos precisa estar dentro da realidade e disponibilidade de cada escola e professor.
  • 115. Recursos Didáticos Métodos de Comunicação Lembrança 3 horas depois Lembrança 3 dias depois Quando o professor só fala 70% 10% Quando o professor só mostra 72% 20% Quando o professor fala e mostra 85% 65% Um provérbio chinês diz: "O que eu ouço, esqueço; o que eu vejo, lembro; se eu faço, aprendo".
  • 116. Avaliação • O Plano foi completamente executado? • Atingiu os objetivos? • Seus alunos estavam interessados na aula? • Onde houveram falhas? • O tempo foi suficiente? • Efetuar mudanças no próximo?
  • 117. Modelo
  • 118. Modelo
  • 120.
  • 121. Apoio

Notas do Editor

  1. É necessário levar os ouvintes a pensar na visão que eles têm da Escola. A lâmina pretende enfatizar a EBD como uma agência de educação cristã dentre várias possíveis (discipulado, grupos pequenos, células, sociedades internas, grupos de estudos, culto infantil, etc.) Como agência educacional da igreja a Escola leva a vantagem de incluir todas as faixas etárias simultaneamente.
  2. Se a visão consiste em que as pessoas reconheçam a EBD como uma agência vital, o próximo passo é encaminhar a discussão de qual seria a missão da Escola no âmbito da igreja local. Cabe a você argumentar que a missão da Escola é capacitar a todos os que frequentam a igreja, inclusive líderes e visitantes, como um dos meios que a igreja utiliza para manter-se e crescer. A Escola tem a oportunidade de atingir desde as crianças até os idosos e ensinar-lhes como seguir a Cristo.
  3. A próxima lâmina traz os elementos necessários para que a Escola Dominical seja coerente com o sistema presbiteriano. É recomendável ampliar a exposição de cada ponto indicado. Em relação ao aluno, lembre-se que ele é o foco das atenções da igreja nos quesitos de vida cristã, santidade, ética, cidadania, liderança, etc. Em relação aos que ensinam, a Escola também deve ser palco de treinamento. Há professores formados para o ensino público, porém ensinar na Escola envolve o comprometimento cristão com a Palavra e a igreja local.
  4. Esta lâmina é uma contribuição do Rev. Odayr Olivetti , em seu livro Aprimorando a Escola Dominical da Editora Cultura Cristã. Desenvolver os tópicos listados, levando seus ouvintes a pensar no como a Escola pode levar pessoas ao conhecimento de Jesus, crescer na fé e ao mesmo tempo desejar trabalhar na igreja em suas várias áreas.
  5. Do livro Igreja Ensinadora, da Luz Para o Caminho.   A preocupação da Profa. Sherron foi com a educação cristã da igreja toda, e não se referiu somente à Escola Dominical. Entretanto, você deve aproveitar o gráfico para mostrar que o currículo da Escola deve contribuir para o desenvolvimento dos cristãos:   na sociabilidade do povo como família da fé  no emprego dos dons espirituais como forma de edificação mútua  na forma correta de adorar a Deus em cultos pessoais e públicos  na visão de que a Igreja tem continuidade histórica nos sacramentos, na prática devocional, cúltica, musical, etc.  no exercício do ministério aos necessitados  na ação missionária e evangelizadora  na ação educacional bíblica e não bíblica
  6. A Escola Dominical deve fazer parte ativa do processo de educar os irmãos em Cristo em todo o conhecimento, a fim de que tudo quanto façam o façam para a glória de Deus.   Deve fazer parte também do processo de integrar uns aos outros.   Deve se entender como agência de transformação da igreja local.
  7. Se você atendeu ao chamado de ensinar em uma classe de Escola Dominical, na verdade você aceitou um grande trabalho, porque este chamado traz consigo o privilégio e a responsabilidade de cooperar com Deus na formação do caráter cristão, e no compartilhamento do conhecimento espiritual. De modo real essa pessoa foi chamada ao ministério. Reconhecendo a importância e a dignidade de seu chamamento, você deve propor-se, com a ajuda de Deus, a conseguir maior e melhor rendimento possível em seu trabalho, fazendo dele uma verdadeira vocação. Em primeiro lugar, você deve procurar o que não se adquire por mero estudo: os dons espirituais especialmente apropriados ao professor (1 Coríntios 12:7-10, 28). A partir daí, lembrando-se de que Deus sempre opera em colaboração com nossa inteligência, você, como professor, começa seu próprio treinamento, fazendo a si mesmo as seguintes perguntas: 1. Por que ensino? Qual é meu propósito e que objetivo quero alcançar? Você, professor, precisa ter percepção clara e bem definida do propósito de seu ensino. Só assim poderá ter êxito em seu trabalho. Se não houver um propósito firme e uma preparação prévia, se tudo for deixado ao acaso, assim também serão os resultados de seu ensino. Depois de considerar bem o assunto, o verdadeiro professor espiritual chega à conclusão de que seu trabalho principal e o fim primordial de seu esforço, serão a aplicação das verdades bíblicas para guiar seus alunos a um conhecimento experimental de Cristo; que cada lição seja um instrumento para o crescimento do caráter cristão. Em resumo, seu objetivo principal tem largo âmbito moral e espiritual.
  8. 2. A quem ensinarei? Que tipo de alunos receberá meu ensino? Seu talento e suas condições pessoais, como professor, revelarão se lhe convém mais ensinar aos adultos, aos jovens, aos adolescentes, aos intermediários, aos primários ou às criancinhas.
  9. 3. Que ensinarei? Que conhecimento do assunto possuo? O objetivo principal de seu ensino será, é claro, a Bíblia; por isso deve fazer o máximo que puder para dominar as histórias, as doutrinas, a geografia e os costumes mencionados na Bíblia. "Tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo?" (Romanos 2:21). O professor não pode compartilhar o que não sabe, não pode explicar o que não compreende, nem pode falar com autoridade se não tiver um conhecimento completo da matéria que ensinará. Se você tem intenção de entregar-se à dura tarefa de ensinar, estude "sem cessar", leia diligentemente acerca de tudo o que a Bíblia ensina em diversos níveis, e faça um estudo sistemático da Palavra de Deus. Certamente este programa significa trabalho duro, mas não se alcança um ensino eficaz e eficiente sem esforço. O verdadeiro professor tem que alcançar os frutos de seu ensino com o suor de seu rosto. No entanto, todo esforço árduo é rico em recompensas.
  10. 4. Como ensinarei? Responder a esta pergunta é de grande importância. Não importa quanto conhecimento o professor possua, falhará se não possuir também a arte de ensinar, isto é, se não souber transmitir esses conhecimentos a seus alunos. E esta pergunta nos leva ao tema do livro: A arte de ensinar lições bíblicas na Escola Dominical. Será que alguém pode, na verdade, aprender a ensinar? Podemos imaginar você, leitor, dizendo: "Eu pensei que ensinar fosse um dom que algumas pessoas têm por natureza!" É verdade que certos indivíduos possuem capacidade especial para ensinar, mas é também acertado dizer-se que esta arte pode ser adquirida. Algumas pessoas parecem "gênios"; mas na maioria dos casos, o gênio é o resultado de dois por cento de inspiração e noventa e oito por cento de transpiração, como disse Thomas Édison. O ensino é uma arte que pode ser adquirida porque é governada por leis definidas. Estude e domine estas leis, aplique-as com paciência, e você descobrirá que está ensinando bem. O bom êxito depende de "saber como fazê-lo".
  11. Ensinar não é apenas narrar fatos, porque o aluno não compreende tudo que ouve, e neste caso seria difícil mantê-lo atento; não é a repetição de frases decoradas e recitadas como uma "ladainha". Ensinar pode ser definido assim: é despertar a mente do aluno para captar e reter a verdade. É mais que partilhar com outros as verdades que possuímos; é motivá-los a pensar por si mesmos, de tal modo que cheguem aos fatos. Para conseguir o propósito exposto nesta definição, é necessário seguir quatro princípios que são o verdadeiro fundamento do ensino, e que abarcam todas as regras relativas ao ensino. Teremos neste estudo a explicação destas regras de uma maneira simples e clara. Em outras palavras, aquele que deseja ensinar corretamente, com eficácia, não só deve fixar-se nestes quatro princípios, mas deve também colocá-los em prática.
  12. O professor tem que fazer com que o aluno pense por si mesmo É necessário que o aluno use suas ideias e palavras, chegando a conclusões próprias; que aprenda a lição por si mesmo, descobrindo por si as verdades que você quer ensinar. Que quer dizer a palavra "educar"? Literalmente quer dizer "tirar sutilmente" por meio de perguntas ou sugestões o que está na mente do aluno, e conduzi-lo às atividades de que ele é capaz. Em outras palavras, a educação não fabrica a máquina; apenas a faz funcionar. O professor mais competente é o que capta a atenção do aluno, desperta sua inteligência, engendra o interesse e o desejo de aprender; e então, coloca diante dele o material com o qual possa formar conclusões próprias. Ensinar não é encher a mente de conhecimento, como se enchia antigamente um fogão a carvão, mas aproveitar as matérias-primas através de perguntas, sugestões e ideias oportunas; em outras palavras, tenta-se fazer funcionar a máquina da inteligência para que dê o produto ou resultado final; o pensamento bem racionalizado. "Aprender é ensinar-se a si mesmo." Um professor experimentado escreve: "Devemos permitir que este instinto trabalhe livremente nos alunos." Não descubra você a verdade; é melhor ocultá-la um pouco e guiá-los por meio de perguntas hábeis, motivando-os bastante para que a descubram por si mesmos, tenham o prazer de levantar o véu e encontrar por seu próprio esforço a verdade que você tenta ensinar. Não importa que pensem que descobriram a verdade sem sua ajuda. Isto não deve incomodá-lo, pois o importante é fazê-los pensar e raciocinar; não se concentre no muito que você sabe, mas em quão maravilhosa é a verdade. Seu triunfo ocorrerá no momento em que um de seus alunos vier contar-lhe da grande descoberta que ele fez, e ao mesmo tempo você constatar que é exatamente o que você queria que ele aprendesse. A glória suprema de ensinar é fazer com que o aluno creia não que você ensina a ele, mas que ele é que ensina a você. Que você estimule a atividade intelectual de seu aluno, fazendo-o descobrir as verdades por si mesmo. É possível que você se lembre de um grande professor de sua juventude que ficou de pé lá fora, humildemente, enquanto você entrava no novo castelo da verdade através de uma porta que ele abrira—em silêncio—para você.
  13. O professor tem que explicar as novas verdades baseado em verdades que o aluno já compreendeu Ensinar é explicar o novo baseando-se no antigo, isto é, o desconhecido em relação ao conhecido; o difícil em relação ao fácil; o obscuro em relação ao claro. Este é o único meio de chegar-se ao conhecimento verdadeiro das coisas, e o melhor método para sua compreensão; porque cada nova ideia tem de ser relacionada com o material que o aluno já possui na mente. Por exemplo, pergunto à minha classe: "Quantos já ouviram falar dos Chasidim?" Não recebo nenhuma resposta, apenas olhares vazios, pois meus alunos não sabem se os Chasidim são um partido político, uma doença ou uma nova marca de margarina. Este nome é algo muito novo para eles, e não desperta nenhuma imagem em sua mente. Mas suponhamos que explico então que Chasidim é o nome de uma seita judia, na Europa Central, que acredita na manifestação visível do Espírito Santo e ensina que a religião deve ser mais vital e emocional que a que é praticada por outros judeus. Visto que professa um ideal mais elevado, poderíamos descrevê-la como um movimento de santidade na sinagoga judia. Será que agora os alunos compreendem quem são "os Chasidim"? Sim. Por quê? Porque usei ideias e termos que conhecem. Eles usaram suas próprias faculdades mentais para explicar a palavra. A palavra estranha já não é "tão" estranha; foi apresentada pelo professor por meio de dados conhecidos dos alunos. Neste caso passamos do desconhecido ao conhecido. Suponhamos que queremos dar a uma criança de cinco anos uma ideia da forma da terra. Você acredita que a criança nos compreenderia se disséssemos: "A terra tem forma esférica"? Claro que não, porque essa seria uma explicação muito abstrata para uma criança. Ela não compreenderia nada. Ao contrário, se você lhe disser que a terra em que vivemos é uma bola muito grande, redonda como uma laranja, é quase certo que ela vai captar a ideia, porque você lhe ensinou algo novo, baseando-se em um conceito que ela já conhece. Resumindo, o professor eficiente realizará sua tarefa baseando-se sempre em verdades e imagens que seus alunos já conhecem, e as associará para ajudá-los a descobrir novas verdades.
  14. O professor deve levar em conta o desenvolvimento mental de quem receberá a lição Isto é importante, para que você adapte o tema à capacidade do aluno, à sua idade e experiência. Por exemplo, ao ensinar em uma classe de pequeninos, você jamais deve falar de "regeneração", ou de "arrebatamento antes da tribulação", porque estes são termos abstratos que as criancinhas não compreenderão. Você deve compartilhar as verdades, subentendidas nas palavras teológicas, de uma forma que possam ser assimiladas pelas mentes tenras das crianças, e que lhes atraia a atenção e o interesse. Paulo, o apóstolo, usou este princípio. Ele tinha apenas um evangelho para judeus e gentios; mas estude seus sermões no livro de Atos, e você poderá notai" que ele servia alimento divino de um modo aos judeus e de outro aos gentios. Certa vez ele relacionou o evangelho com as doutrinas do Antigo Testamento, e os judeus entenderam perfeitamente; e em outra ocasião relacionou o evangelho com o "livro da natureza" e os gentios compreenderam também. O verdadeiro professor conhece e compreende as peculiaridades, os interesses e as atividades que pertencem a cada período do crescimento e desenvolvimento de seus alunos, e adapta seu ensino conforme o caso que se apresente, e de acordo com o desenvolvimento moral e espiritual deles. É preciso ajustar o microfone segundo a altura do orador. Se o orador anterior media 1,80 m e o próximo mede 1,60 m, o microfone é ajustado de acordo. Grande parte da habilidade do professor consiste em saber adaptar os ensinos espirituais à altura espiritual de seus alunos.
  15. O professor fará o possível para relacionar a nova lição à anterior Para associar ideias e conhecimentos na mente do aluno e promover um entrosamento uniforme e perfeito dos ensinos e doutrinas da Bíblia, é de suma importância que você relacione uma verdade com outra verdade, uma doutrina com outra doutrina e um acontecimento com outro acontecimento. Sua tarefa de professor não é sobrecarregar o aluno de informações; ao contrário, você, a cada domingo, terá de dirigir amorosamente a construção de um edifício simétrico, o do caráter cristão, cujas bases descansam em verdades bíblicas. E para fazer isto, é necessário que você possua as "radiografias" para que possa trabalhar inteligente e eficazmente, obtendo os melhores resultados segundo o objetivo que você está perseguindo. Falando em sentido figurado, se você, professor, quer conseguir pleno êxito no ensino, é preciso que escale a montanha da oração e do estudo. No topo da montanha você recebe o modelo divino para a edificação do tabernáculo do caráter e conhecimento de cada aluno. Então, como Moisés, você ouve a voz de Deus admoestando-o: "Vê que os faças conforme o modelo que te foi mostrado no monte." Êxodo 25:40. Permita-me ilustrar este princípio supondo que a série de lições para o trimestre trate da vida de Cristo. Você está pronto para começar sua lição. Em certo ponto da introdução você dirá: "Hoje vamos estudar o Sermão do Monte, o qual nos ensina as leis do reino. Olhemos por uns momentos para trás e vejamos o quanto estamos adiantados na história do Rei. Em nossa primeira lição, consideramos a descida à terra e a natureza celestial do Rei; na lição seguinte vimos como o Rei foi recebido pelas diversas classes sociais; depois nos foi descrito o grande profeta que era o anunciador do Rei; e mais tarde, na lição do batismo e tentação de Jesus, fomos testemunhas da apresentação pública e da preparação particular do Rei Jesus, antes de seu ativo ministério. "Na lição seguinte estudamos acerca do primeiro exercício de sua autoridade como Rei, quando chamou seus primeiros seguidores, futuros embaixadores de seu reino. Na lição de hoje veremos a proclamação das leis de seu reino, e no próximo domingo consideraremos o poder do Rei, que se destaca nos sinais e milagres que executa." Que programa excelente esse! Parabéns! Em vez de apresentar o Sermão do Monte como uma porção separada das Escrituras, você o expôs como uma parte vital da vida e ministério de Cristo. Em outras palavras, você usou as lições anteriores do trimestre, sobre a vida de Cristo, como um meio de criar, ou formar um esboço na mente do aluno concernente à vida de Cristo. Veja outro exemplo. A classe estava estudando o capítulo dois do Evangelho de Mateus. O professor disse: "Vejamos como o grande Herodes, o rei mau, foi incitado por Satanás a matar a todos os meninos de Belém, tentando destruir o Rei dos reis, nosso Salvador. Mas Deus pôs seus planos a perder. Agora, relembre por um momento a história do Antigo Testamento que nos relata como outro menino, que iria ser o libertador de Israel, escapou do poder do governante mau que havia ordenado que se matassem todos os bebês do sexo masculino, entre os israelitas." Muitos da classe se lembravam da infância de Moisés e notaram a semelhança entre as experiências do mediador da Antiga Aliança e o da Nova Aliança. O professor continuou: "Neste mesmo capítulo Mateus nos diz que o Messias, quando era criança, refugiou-se no Egito para ser protegido, em vez de ficar na Palestina, onde serviria a Deus e a seu povo. Será que existe algo aqui que faz vocês se recordarem de algum fato semelhante no Antigo Testamento?" É fácil que alguém na classe se recorde de que quando Israel era apenas uma família, a semente de uma nação, Deus a mandou ao Egito para preservá-la, e depois trouxe a nação ã Terra Santa, para servi-lo ali. Compare Êxodo 4:22 com Mateus 2:15. Note o que fez aquele professor; ele relacionou uma história do Antigo Testamento a outra do Novo Testamento, de tal maneira que o aluno compreendeu que existe uma correlação entre elas; que são parte de um plano divino; e que muitos fatos do Antigo Testamento são tipos proféticos da vida, obra e ministério de Cristo. Permita-me aplicar este princípio mais uma vez. A nova lição baseia-se na passagem em que Cristo alimentou a multidão. O professor diz: "Cristo alimentou a multidão no deserto. Que fato do Antigo Testamento lhes recorda este?" Alguém dirá: "Moisés, alimentando os israelitas com o maná, no deserto." O professor faz uma observação: "Este fato levaria muitos judeus a verem Cristo como o segundo Moisés, o Deus Enviado, o Libertador de Israel. Não é mesmo?" O professor fez uma associação de ideias, e despertou conhecimentos anteriores relacionando-os com a nova lição. Ele continuou: "Deus, por meio de Moisés, alimentou os israelitas com alimento sobrenatural no deserto; Cristo também alimentou os famintos no deserto. Não é verdade, então, que ainda necessitamos do pão que vem do céu, porque o mundo em que vivemos é um deserto para a vida espiritual?" Ele prosseguiu: "Você pode lembrar-se de uma cerimônia sagrada que nos traga à memória que temos necessidade contínua do Pão espiritual, para nos manter espiritualmente sadios neste mundo, e que somente Jesus nos pode sustentar?" E natural que a resposta seja: "A Santa Ceia." Aqui o professor fez uma associação de fatos históricos e doutrinários. E continuou: "Se ficarmos sem alimento, se não comermos, sentiremos fome. Se a privação continuar, ou o alimento for escasso, ficaremos subnutridos e doentes. De maneira semelhante, se nós nos descuidarmos do alimento espiritual, se deixarmos de orar e ler a Palavra de Deus, sofreremos de subnutrição espiritual; ficaremos fracos." Aqui o professor aplicou a lição à classe. E prosseguiu: "O mundo está cheio de pessoas que têm fome espiritual, sobrecarregadas de pecados, enfermidades e tristezas. Cristo pode alimentá-las e satisfazê-las. Saiba que temos uma responsabilidade nisto, pois ele nos diz, como disse a seus discípulos: 'Dai-Ihes vós de comer.'" O professor deu uma explicação prática do texto, ao relacionar a lição com a responsabilidade missionária do cristão. Em resumo: Você, professor, tem de relacionar constantemente as partes das Escrituras — comparando as histórias com as doutrinas, as profecias com seu cumprimento, os livros com os livros, o Antigo Testamento como Novo, os tipos com os arquétipos, para que o aluno aprenda que a Bíblia não é uma coleção de textos e de fatos separados, estanques, mas uma unidade viva, cujas partes estão relacionadas vitalmente umas com as outras, como os membros do corpo humano. Vimos depois que o professor precisa aplicar continuamente a lição ávida individual, e à coletiva, para que o aluno fique sabendo que todo ensino bíblico está relacionado com os fatos de sua vida. Nenhum ensino bíblico é teórico, sem aplicação prática.
  16. Passo 1: Estabelecer um objetivo ou um conjunto de objetivos. O planejamento tem início com a definição sobre o que a organização ou uma subunidade deseja alcançar. A identificação de prioridades e a determinação de seus fins possibilitam uma utilização eficaz dos recursos.   Passo 2: Definir a situação atual, ou seja, analisar até que ponto a organização está afastada de seus objetivos e com que recursos ela pode contar para atingir seus objetivos. Essas informações são fornecidas por intermédio dos canais de comunicação dentro da organização e entre suas subunidades.   Passo 3: Identificar que fatores internos e externos podem ajudar ou criar problemas para a organização no alcance dos seus objetivos.   Passo 4: Elaborar um plano ou um conjunto de ações para atingir o(s) objetivo(s). Envolve a determinação de diversas alternativas e a escolha da mais apropriada para se atingir os objetivos propostos.   Passo 5: Este último passo não é necessário se o planejador, após o exame da situação atual, previr que o plano que já está sendo executado conduzirá a organização ou a subunidade à consecução de seu objetivo. Todavia, faz-se o planejamento se as condições atuais não estejam atingindo os objetivos e satisfazendo as expectativas, sendo necessário elaborar outro plano.
  17. Os conteúdos são previamente estabelecidos nas lições bíblicas. Os conteúdos incluem o estudo teológico-doutrinário sistemático, introdução e comentários dos livros da Bíblia, família e vida cristã e outros. As diferenças e características peculiares de cada faixa etária são considerados (aspectos cognitivos, morais, sociais etc.).
  18. A avaliação pode ser feita através da elaboração dos questionários (o da lição bíblica pode ser utilizado), perguntas diretas, avaliação no final do trimestre, observação etc. No caso do ensino cristão, uma vida transformada, que resulta numa mudança de caráter, comportamento, envolvimento no serviço cristão e maior comunhão com Deus e com o próximo, é sem dúvida alguma, a prova cabal que os objetivos de nossa prática pedagógica foram alcançados..