PERSPECTIVAS FUTURAS DO
NORDESTE
Persistente
desigualdade
regional
Nordeste frágil e pobre
• Cinco décadas de “políticas regionais” mudaram
o Nordeste – mas as desigualdades persistem em
todos os níveis
• PIB continua flutuando em torno de 13% do PIB
brasileiro
• PIB per capita não chega a 50% do PIB per capita
nacional
• Indicadores sociais sempre abaixo da média
nacional (incluindo índice de pobreza)
Fonte: IPEADATA/IBGE
12.8
12.9
12.8
13.2
13.1
13.1
13.1
13.1
13.1
12.96
12.77
12.72
13.07
13.13
13.07
13.10
12.5
12.6
12.7
12.8
12.9
13.0
13.1
13.2
13.3
1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008
Percentual
Anos
PARTICIPAÇÃO DO NORDESTE NO PIB DO BRASIL -
1993/2007
Ao longo de
décadas de
“política
regional” o
Nordeste
não passa
de 13% do
PIB
brasileiro
(média)
Fonte: MDS-Plano Brasil sem Miséria – 2010
Legenda: Taxa de pobreza expressa pela renda familiar per capita até R$ 70,00 e pela carência
de serviços públicos - se ampliam com a coloração vermelha
35.26
17.36
47.24
21.53
55.16
28.38
25.47
12.70
20.42
8.32
30.84
14.90
Pobreza Indigência
Pobreza e Indigência no Brasil e Regiões - 2009
Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste
Tanto na Pobreza
quando na
Indigência
(medida por ½ e ¼
de SM como renda
domiciliar per
capita) o Nordeste
tem um quadro
dramático
Fonte: IPEA
Pobreza no
Brasil é
nordestina
e rural
IDH dos Estados - 2005
██ 0,800 – 0,900 (Elevado)
██ 0,700 - 0,799 (Médio-alto)
██ 0,600 - 0,699 (Médio-baixo)
0.0
2.0
4.0
6.0
8.0
10.0
12.0
14.0
16.0
18.0
Norte
Norde
ste
Sudes
te
Sul
Centro
-Oeste
INDICADORES DE EDUCAÇÃO DAS MACRORREGIÕES DO BRASIL - 2009
Taxa de analfabetização -
2009
Escolaridade (anos
médios) - 2009
Nível e da
educação do
Nordeste é
muito inferior
ao das outras
Regiões
0
1
2
3
4
5
6
Norte
Nordeste
SudesteSul
Centro-
Oeste
IDEB DAS MACRORREGIÕES - 2009
IDEB (até 4ª série) -
2009
IDEB (5ª à 8ª série) -
2009
A qualidade da
educação do
Nordeste
(medida pelo
IDEB) é muito
inferior aos das
outras Regiões
1.240
920
727
720
632
473
463
424
400
348
313
243
136
Brasil
SantaCatarina
SãoPaulo
Paraíba
RioGrandedoNorte
Pernambuco
Sergipe
Bahia
Nordeste
Alagoas
Deará
Piauí
Maranhão
Pesquisador por milhão de habitantes
nos principais Estados do Brasil - 2008
Média do
Nordeste de
pesquisador
por milhão de
habitantes é
menos da
metade de
Santa Catarina
e 1/3 da média
do Brasil
Qualidade das Rodovias (%)
Em São
Paulo 81,2%
são ótimas
(61,7%) ou
boas (19,5%
27,7%
Péssimo e
Ruim
34,7% de
Bom e
Ótimo
Desigualdade interna no Nordeste
• Renda média a alta nos centros urbanos e
metropolitanos
• Dinamismo em centros metropolitanos do
litoral e médios polos (indústria), cerrados
e áreas irrigadas
• Pobreza e baixos indicadores sociais
concentrados na maioria do Semiárido
Política Nacional de Desenvolvimento Regional
Determinantes das desigualdades regionais
Atraso e pobreza no território
• atraso e pobreza têm múltiplas causas e tende a
se concentrar no território de baixa capacidade
produtiva e limitado capital humano e social
• condições do território geram atraso e pobreza
(território pobre) – principal condição está nos
baixos níveis de competitividade: educação,
qualificação, infraestrutura e inovação
• Nordeste (especialmente semiárido) perde para
o resto do Brasil em todos estes itens de
competitividade sistêmica
Inovação
• Inovação é fator central da competitividade sistêmica:
introdução de um produto novo (ou significativamente
melhorado) ou de um novo processo ou método de
produção, de comercialização e marketing, de gestão e
organização da empresa e da produção, ou de relação
com os clientes e o mercado
• Interação das empresas com as instituições de pesquisa
e desenvolvimento tecnológico e de formação profissional
• nível de escolaridade é fundamental para a inovação e
aprendizagem social e organizacional
Fonte: Movimento Brasil Competitivo - 2006
Nota: o Índice de Competitividade dos Estados foi medido por um conjunto de 34 indicadores
que tratam da Educação e qualificação, da Capacidade de inovação, e Infraestrutura
econômica
Nordeste e Norte
têm baixa ou
muito baixa
competitividade
0.849
0.792
0.744
0.711 0.696
0.648
0.589
0.506
0.475
0.436 0.432
0.408 0,400 0.401 0.385
0.352
COMPETITIVIDADE DOS ESTADOS BRASILEIROS
(escala de zero a um)
Fonte: Movimento Brasil Competitivo - 2006
SUL/SUDESETE
NORDESTE
SUL E SUDESTE
Correlação entre a Economia e a Competitividade
NORDESTE
Fonte: MBC, 2006
Correlação entre a Economia e a CompetitividadeCorrelação entre Competitividade e Pobreza
Distribuição da Relação do IDH com o ICE-Índice de Competitividade dos
Estados
SP
DF
RS
PR
PB/PE
MGES MS
AL
PA
PI
RO
MA CE
RJ
SC
SUL E SUDESTE
NORDESTE
Distribuição da Relação da Pobreza Absoluta com o ICE-Índice de
Competitividade dos Estados
SP
DFRS
PR
MGES MS
RJ
SC
GO
MT
PB
PESE
RN
AMBA
CE
AL
PI
MA
RO
AP
PA
TO
Fonte: MBC, 2006; MDS, 2011
SP
RS
PR
MG
RJ
SC
ES
DF
MS
GO
MT
ROAP
TO
AMPA
BA
SE CE
PE
PIPB
MAAL
Microrregiões geográficas com mais de 5 mil empregos
industriais, 2006
DINIZ. C. C., Apresentação no Seminário Desenvolvimento Regional: Desafios e oportunidades para o Brasil
Rio de Janeiro, 31/8 a 2/9 de 2009, CEDEPLAR/UFMG
Rede urbana com mais de 50 mil habitantes, 2007
DINIZ. C. C., Apresentação no Seminário Desenvolvimento Regional: Desafios e oportunidades para o Brasil
Rio de Janeiro, 31/8 a 2/9 de 2009, CEDEPLAR/UFMG
Política Regional
• Brasil não tem política regional – incentivos são
artifício para compensar incapacidade competitiva
• Políticas concentradas em medidas
compensatórias (redistribuição de rendas) para o
Nordeste – mais da metade das famílias
beneficiadas)
• Investimentos em infraestrutura importantes –
duplicação da BR 101, Transposição do São
Francisco e Transnordestina
Evolução e tendências futuras
3.031,9
7.185,3
10.636,0
397.5
1.432,4
2.565,2
2008 2030 2040
Projeção do PIB do Brasil e do Nordeste com alto
dinamismo nordestino - 2008/2040
Brasil Nordeste
13,1%
19,9%
24,1%
O Nordeste
teria que
crescer 2
pontos
percentuais
acima do
Brasil para
chegar em
2040 com PIB
per capita
quase igual à
média
nacional
(26,6%)
7.5
10.7
11.9
7.1
9.1
9.9
6.3
10.5
12.4
8.2
11.1
12.2
7.9
10.8
12.0
7.9
11.3
12.7
2009 2025 2030
Projeção dos Anos Médios de Estudo do Brasil e
das Regiões - 2009/2025/2030
Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste
Fonte: IPEA
Com o ritmo de
aumento
diferenciado na
última década
(1999/2009), o
Nordeste
alcançaria o
nível médio do
Brasil em 2030
(Brasil cresceu
2,2% ao ano e
Nordeste 3,2%)
Fonte: IPEA
Mantidas as
taxas recentes
de declínio do
analfabetismo
(1999/2009), o
Nordeste não
alcançaria Brasil
nem 2050
(Brasil declinou
3,1% ao ano e
Nordeste 3,5%)
9.7
5.85
5.0
2.7
10.6
8.36
7.8
5.8
18.7
10.65
8.9
4.4
5.7
3.45
2.9
1.6
5.5
3.13
2.6
1.3
8.0
4.97
4.3
2.4
2009 2025 2030 2035
Taxa de analfabetismo do Brasil e das Regiões -
2009/2035
Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste
35.3
34.1
18.9
10.4
47.2
39.5
30.6
20.2
55.2
36.2
31.8
18.8
25.5
34.4
13.8
7.6
20.4 20.6
5.6
1.6
30.8 30.7
14.4
6.9
2009 2025 2030 2050
Projeção da Pobreza (Renda domiciliar per capita abaixo de
meio SM) do Brasil e das Regiões - 2009/2050
Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste
Fonte: IPEA
Mantidas as taxas
recentes de
declínio da
pobreza
(1999/2009), o
Nordeste não
alcançaria o Brasil
nem 2050 (Brasil
declinou 2,9% ao
ano e Nordeste
2,6%)
17.4
9.8
8.2
5.7
21.5
13.4
11.5
8.6
28.4
13.5
10.7
6.7
12.7
9.9
9.2
7.98.3
2.8
2.0
1.0
14.9
10.3
9.1
7.2
2009 2025 2030 2040
Projeção da Pobreza absoluta (indigência) no
Brasil e nas Regiões (renda domiciliar per capita
abaixo de 1/4 de SM) - 2009/2040
Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste
Mantidas as taxas
recentes de declínio
da indigência
(1999/2009), o
Nordeste se
aproximaria da média
nacional depois de
2040 (Brasil declinou
3,5% ao ano e
Nordeste 4,6%)
Fatos portadores do futuro
Investimento em infraestrutura econômica
• Investimento em infraestrutura
econômica amplia a competitividade da
economia regional
• Falta investimento significativo e
diferenciado nos outros componentes
centrais da competitividade (educação,
qualificação e inovação)
Fonte: Artur Maciel – Governo do Estado de Pernambuco
Ferrovia
integra
agronegócio
dos
Cerrados
com o
Nordeste
Oriental
Ferrovia Transnordestina
TRANSNORDESTINA E INTEGRAÇÃO
Fonte: CFN
Fonte: Cláudio Egler
Agropecuária
moderna dos
cerrados
SEMI-ÁRIDO NORDESTINO
Integração
c/Pará
Fonte: Ministério da Integração Nacional
PROJETO SÃO FRANCISCO
De que depende o futuro do Nordeste?
• Crise e ritmo de recuperação da economia
mundial
 Tudo indica que, na melhor das hipóteses, a economia
mundial vai atravessar um período de estagnação (2 a
5 anos)
 China e BRICs devem crescer mais que a média mundial
mas sofre um freio do dinamismo passado
 Recuperação futura da economia com novas
instituições, aceleradas inovações e acordos comerciais
• Dinamismo da economia brasileira
 Capacidade de investimento público (redução dos
gastos correntes públicos)
 Reformas microeconômicas para estimular o
investimento privado (tributária, trabalhista, etc.)
 Volume e focalização dos investimento em educação,
qualificação e inovação (preparar o futuro)
• Aumento da competitividade da economia do
Nordeste
 Aumento da competitividade sistêmica de Pernambuco com
investimentos fortes em educação, qualificação
profissional, e inovação tecnológica
 Melhoria da habitabilidade urbana: recuperação dos
espaços urbanos (mobilidade e saneamento) e redução dos
índices de violência
 Adensamento das cadeias produtivas – emprego indireto se
firmar na Região
Incertezas Críticas Internas
• Como os governos vão lidar com os grandes
estrangulamentos da competitividade e da
habitabilidade? – investimento para
desconcentrar competitividade versus
compensatórios
• Que postura vão assumir os atores do Nordeste
– governos e sociedade para aproveitar as
oportunidades dos novos investimentos? –
proativa e inovadora ou passiva e conservadora
Postura passiva e
reativa dos atores
locais
Postura proativa e
inovadora dos
atores locais
Desconcentração
das vantagens
competitivas
Manutenção de
políticas
compensatórias
1 3
2 4
Forte
desconcentração
regional e
desenvolvimento
do Nordeste
Persistência das
desigualdades
regionais e
modesta melhora
do Nordeste
Moderada e lenta
desconcentração
regional e
desenvolvimento
do Nordeste
Aumento das
desigualdades
regionais com
limitada melhora
do Nordeste
Estratégia de Desenvolvimento do
Nordeste
• Negociar c/União investimento diferenciado
para Nordeste nos fatores de competitividade:
educação, qualificação, inovação e infraestrutura
• Governos estaduais e parceiros regionais se
comprometerem com esta estratégia de
estruturadora em três níveis:
ampliação da competitividade da região
melhoria da habitabilidade (principalmente urbana)
adensamento das cadeias produtivas

Desenvolvimento Regional - 11a aula

  • 1.
  • 2.
  • 3.
    Nordeste frágil epobre • Cinco décadas de “políticas regionais” mudaram o Nordeste – mas as desigualdades persistem em todos os níveis • PIB continua flutuando em torno de 13% do PIB brasileiro • PIB per capita não chega a 50% do PIB per capita nacional • Indicadores sociais sempre abaixo da média nacional (incluindo índice de pobreza)
  • 4.
    Fonte: IPEADATA/IBGE 12.8 12.9 12.8 13.2 13.1 13.1 13.1 13.1 13.1 12.96 12.77 12.72 13.07 13.13 13.07 13.10 12.5 12.6 12.7 12.8 12.9 13.0 13.1 13.2 13.3 1993 19941995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Percentual Anos PARTICIPAÇÃO DO NORDESTE NO PIB DO BRASIL - 1993/2007 Ao longo de décadas de “política regional” o Nordeste não passa de 13% do PIB brasileiro (média)
  • 5.
    Fonte: MDS-Plano Brasilsem Miséria – 2010 Legenda: Taxa de pobreza expressa pela renda familiar per capita até R$ 70,00 e pela carência de serviços públicos - se ampliam com a coloração vermelha
  • 6.
    35.26 17.36 47.24 21.53 55.16 28.38 25.47 12.70 20.42 8.32 30.84 14.90 Pobreza Indigência Pobreza eIndigência no Brasil e Regiões - 2009 Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Tanto na Pobreza quando na Indigência (medida por ½ e ¼ de SM como renda domiciliar per capita) o Nordeste tem um quadro dramático Fonte: IPEA
  • 7.
  • 8.
    IDH dos Estados- 2005 ██ 0,800 – 0,900 (Elevado) ██ 0,700 - 0,799 (Médio-alto) ██ 0,600 - 0,699 (Médio-baixo)
  • 9.
    0.0 2.0 4.0 6.0 8.0 10.0 12.0 14.0 16.0 18.0 Norte Norde ste Sudes te Sul Centro -Oeste INDICADORES DE EDUCAÇÃODAS MACRORREGIÕES DO BRASIL - 2009 Taxa de analfabetização - 2009 Escolaridade (anos médios) - 2009 Nível e da educação do Nordeste é muito inferior ao das outras Regiões
  • 10.
    0 1 2 3 4 5 6 Norte Nordeste SudesteSul Centro- Oeste IDEB DAS MACRORREGIÕES- 2009 IDEB (até 4ª série) - 2009 IDEB (5ª à 8ª série) - 2009 A qualidade da educação do Nordeste (medida pelo IDEB) é muito inferior aos das outras Regiões
  • 11.
    1.240 920 727 720 632 473 463 424 400 348 313 243 136 Brasil SantaCatarina SãoPaulo Paraíba RioGrandedoNorte Pernambuco Sergipe Bahia Nordeste Alagoas Deará Piauí Maranhão Pesquisador por milhãode habitantes nos principais Estados do Brasil - 2008 Média do Nordeste de pesquisador por milhão de habitantes é menos da metade de Santa Catarina e 1/3 da média do Brasil
  • 12.
    Qualidade das Rodovias(%) Em São Paulo 81,2% são ótimas (61,7%) ou boas (19,5% 27,7% Péssimo e Ruim 34,7% de Bom e Ótimo
  • 13.
    Desigualdade interna noNordeste • Renda média a alta nos centros urbanos e metropolitanos • Dinamismo em centros metropolitanos do litoral e médios polos (indústria), cerrados e áreas irrigadas • Pobreza e baixos indicadores sociais concentrados na maioria do Semiárido
  • 14.
    Política Nacional deDesenvolvimento Regional
  • 15.
  • 16.
    Atraso e pobrezano território • atraso e pobreza têm múltiplas causas e tende a se concentrar no território de baixa capacidade produtiva e limitado capital humano e social • condições do território geram atraso e pobreza (território pobre) – principal condição está nos baixos níveis de competitividade: educação, qualificação, infraestrutura e inovação • Nordeste (especialmente semiárido) perde para o resto do Brasil em todos estes itens de competitividade sistêmica
  • 17.
    Inovação • Inovação éfator central da competitividade sistêmica: introdução de um produto novo (ou significativamente melhorado) ou de um novo processo ou método de produção, de comercialização e marketing, de gestão e organização da empresa e da produção, ou de relação com os clientes e o mercado • Interação das empresas com as instituições de pesquisa e desenvolvimento tecnológico e de formação profissional • nível de escolaridade é fundamental para a inovação e aprendizagem social e organizacional
  • 18.
    Fonte: Movimento BrasilCompetitivo - 2006 Nota: o Índice de Competitividade dos Estados foi medido por um conjunto de 34 indicadores que tratam da Educação e qualificação, da Capacidade de inovação, e Infraestrutura econômica Nordeste e Norte têm baixa ou muito baixa competitividade
  • 19.
    0.849 0.792 0.744 0.711 0.696 0.648 0.589 0.506 0.475 0.436 0.432 0.4080,400 0.401 0.385 0.352 COMPETITIVIDADE DOS ESTADOS BRASILEIROS (escala de zero a um) Fonte: Movimento Brasil Competitivo - 2006 SUL/SUDESETE NORDESTE
  • 20.
    SUL E SUDESTE Correlaçãoentre a Economia e a Competitividade NORDESTE Fonte: MBC, 2006
  • 21.
    Correlação entre aEconomia e a CompetitividadeCorrelação entre Competitividade e Pobreza
  • 22.
    Distribuição da Relaçãodo IDH com o ICE-Índice de Competitividade dos Estados SP DF RS PR PB/PE MGES MS AL PA PI RO MA CE RJ SC SUL E SUDESTE NORDESTE
  • 23.
    Distribuição da Relaçãoda Pobreza Absoluta com o ICE-Índice de Competitividade dos Estados SP DFRS PR MGES MS RJ SC GO MT PB PESE RN AMBA CE AL PI MA RO AP PA TO Fonte: MBC, 2006; MDS, 2011
  • 24.
  • 25.
    Microrregiões geográficas commais de 5 mil empregos industriais, 2006 DINIZ. C. C., Apresentação no Seminário Desenvolvimento Regional: Desafios e oportunidades para o Brasil Rio de Janeiro, 31/8 a 2/9 de 2009, CEDEPLAR/UFMG
  • 26.
    Rede urbana commais de 50 mil habitantes, 2007 DINIZ. C. C., Apresentação no Seminário Desenvolvimento Regional: Desafios e oportunidades para o Brasil Rio de Janeiro, 31/8 a 2/9 de 2009, CEDEPLAR/UFMG
  • 27.
    Política Regional • Brasilnão tem política regional – incentivos são artifício para compensar incapacidade competitiva • Políticas concentradas em medidas compensatórias (redistribuição de rendas) para o Nordeste – mais da metade das famílias beneficiadas) • Investimentos em infraestrutura importantes – duplicação da BR 101, Transposição do São Francisco e Transnordestina
  • 28.
  • 29.
    3.031,9 7.185,3 10.636,0 397.5 1.432,4 2.565,2 2008 2030 2040 Projeçãodo PIB do Brasil e do Nordeste com alto dinamismo nordestino - 2008/2040 Brasil Nordeste 13,1% 19,9% 24,1% O Nordeste teria que crescer 2 pontos percentuais acima do Brasil para chegar em 2040 com PIB per capita quase igual à média nacional (26,6%)
  • 30.
    7.5 10.7 11.9 7.1 9.1 9.9 6.3 10.5 12.4 8.2 11.1 12.2 7.9 10.8 12.0 7.9 11.3 12.7 2009 2025 2030 Projeçãodos Anos Médios de Estudo do Brasil e das Regiões - 2009/2025/2030 Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Fonte: IPEA Com o ritmo de aumento diferenciado na última década (1999/2009), o Nordeste alcançaria o nível médio do Brasil em 2030 (Brasil cresceu 2,2% ao ano e Nordeste 3,2%)
  • 31.
    Fonte: IPEA Mantidas as taxasrecentes de declínio do analfabetismo (1999/2009), o Nordeste não alcançaria Brasil nem 2050 (Brasil declinou 3,1% ao ano e Nordeste 3,5%) 9.7 5.85 5.0 2.7 10.6 8.36 7.8 5.8 18.7 10.65 8.9 4.4 5.7 3.45 2.9 1.6 5.5 3.13 2.6 1.3 8.0 4.97 4.3 2.4 2009 2025 2030 2035 Taxa de analfabetismo do Brasil e das Regiões - 2009/2035 Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste
  • 32.
    35.3 34.1 18.9 10.4 47.2 39.5 30.6 20.2 55.2 36.2 31.8 18.8 25.5 34.4 13.8 7.6 20.4 20.6 5.6 1.6 30.8 30.7 14.4 6.9 20092025 2030 2050 Projeção da Pobreza (Renda domiciliar per capita abaixo de meio SM) do Brasil e das Regiões - 2009/2050 Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Fonte: IPEA Mantidas as taxas recentes de declínio da pobreza (1999/2009), o Nordeste não alcançaria o Brasil nem 2050 (Brasil declinou 2,9% ao ano e Nordeste 2,6%)
  • 33.
    17.4 9.8 8.2 5.7 21.5 13.4 11.5 8.6 28.4 13.5 10.7 6.7 12.7 9.9 9.2 7.98.3 2.8 2.0 1.0 14.9 10.3 9.1 7.2 2009 2025 20302040 Projeção da Pobreza absoluta (indigência) no Brasil e nas Regiões (renda domiciliar per capita abaixo de 1/4 de SM) - 2009/2040 Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Mantidas as taxas recentes de declínio da indigência (1999/2009), o Nordeste se aproximaria da média nacional depois de 2040 (Brasil declinou 3,5% ao ano e Nordeste 4,6%)
  • 34.
  • 35.
    Investimento em infraestruturaeconômica • Investimento em infraestrutura econômica amplia a competitividade da economia regional • Falta investimento significativo e diferenciado nos outros componentes centrais da competitividade (educação, qualificação e inovação)
  • 36.
    Fonte: Artur Maciel– Governo do Estado de Pernambuco Ferrovia integra agronegócio dos Cerrados com o Nordeste Oriental Ferrovia Transnordestina
  • 37.
  • 38.
    Fonte: Cláudio Egler Agropecuária modernados cerrados SEMI-ÁRIDO NORDESTINO Integração c/Pará
  • 39.
    Fonte: Ministério daIntegração Nacional PROJETO SÃO FRANCISCO
  • 40.
    De que dependeo futuro do Nordeste? • Crise e ritmo de recuperação da economia mundial  Tudo indica que, na melhor das hipóteses, a economia mundial vai atravessar um período de estagnação (2 a 5 anos)  China e BRICs devem crescer mais que a média mundial mas sofre um freio do dinamismo passado  Recuperação futura da economia com novas instituições, aceleradas inovações e acordos comerciais
  • 41.
    • Dinamismo daeconomia brasileira  Capacidade de investimento público (redução dos gastos correntes públicos)  Reformas microeconômicas para estimular o investimento privado (tributária, trabalhista, etc.)  Volume e focalização dos investimento em educação, qualificação e inovação (preparar o futuro)
  • 42.
    • Aumento dacompetitividade da economia do Nordeste  Aumento da competitividade sistêmica de Pernambuco com investimentos fortes em educação, qualificação profissional, e inovação tecnológica  Melhoria da habitabilidade urbana: recuperação dos espaços urbanos (mobilidade e saneamento) e redução dos índices de violência  Adensamento das cadeias produtivas – emprego indireto se firmar na Região
  • 43.
    Incertezas Críticas Internas •Como os governos vão lidar com os grandes estrangulamentos da competitividade e da habitabilidade? – investimento para desconcentrar competitividade versus compensatórios • Que postura vão assumir os atores do Nordeste – governos e sociedade para aproveitar as oportunidades dos novos investimentos? – proativa e inovadora ou passiva e conservadora
  • 44.
    Postura passiva e reativados atores locais Postura proativa e inovadora dos atores locais Desconcentração das vantagens competitivas Manutenção de políticas compensatórias 1 3 2 4 Forte desconcentração regional e desenvolvimento do Nordeste Persistência das desigualdades regionais e modesta melhora do Nordeste Moderada e lenta desconcentração regional e desenvolvimento do Nordeste Aumento das desigualdades regionais com limitada melhora do Nordeste
  • 45.
    Estratégia de Desenvolvimentodo Nordeste • Negociar c/União investimento diferenciado para Nordeste nos fatores de competitividade: educação, qualificação, inovação e infraestrutura • Governos estaduais e parceiros regionais se comprometerem com esta estratégia de estruturadora em três níveis: ampliação da competitividade da região melhoria da habitabilidade (principalmente urbana) adensamento das cadeias produtivas