SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 21
CORPOREIDADE
Flora Couto
psicóloga – CRP 03/02441
GESTALT-TERAPIA
Paradigmas do CORPO
Quando falo CORPO…qual a representação disso em mim?
No outro?
Filosofia, religião, sociologia, Psicologia
Cisão biológico(corpo) x mente(cérebro)
Corpomente x Corpo organísmico
Corpo holístico, energético, transpessoal
CORPOREIDADE
Perspectiva fenomenológica existencial
Corpo em Merleau-Ponty e Martin Heidegger.
Visão do corpo e do movimento integrados na
totalidade humana
Afasta-se do pensamento cartesiano
CORPOREIDADE
Perspectiva fenomenológica existencial
Referindo-se a visão de totalidade do ser, incluindo o corpo,
Merleau-Ponty (1908-1961) afirma:
Pode-se dizer que o corpo é a forma escondida do ‘ser próprio’
ou, reciprocamente, que a existência pessoal é a retomada e a
manifestação de um dado ser em situação. Portanto, se
dizemos que a cada momento o corpo exprime a existência, é
no sentido em que a fala exprime o pensamento (...) É dessa
maneira que o corpo exprime a existência total, não que ele
seja seu acompanhamento exterior, mas porque a existência se
realiza nele (p.229).
CORPOREIDADE
Perspectiva fenomenológica existencial
Corpo transcendental – corpo de experiência
Corpo objetivo e fenomenal: compõem uma totalidade, permitindo
ao mesmo tempo a experiência do “eu” e “meu”, “eu corpo” e “meu
corpo”, interioridade de uma exterioridade e exterioridade de uma
interioridade
Fala falada e fala falante
A compreensão dada pelo corpo é pré-reflexiva: meu corpo tem
seu mundo ou compreende seu mundo sem precisar passar por
representações, sem subordinar-se a uma função simbólica ou
objetivante (...) (Merleau-Ponty, 1994, p.195).
Heidegger
Quando o ser humano se depara com algo que
se apresenta diante de sua consciência, primeiro
o nota e o percebe em total harmonia com sua
forma, a partir de sua consciência perceptiva.
Consciência e Fenômeno
Realidade e percepção
Corporeidade como uma totalidade sensível de
conhecimento sobre si e o mundo, mediado
realidade perceptual.
CORPOREIDADE
Perspectiva fenomenológica existencial
Corporeidade como uma totalidade sensível de
conhecimento sobre si e o mundo, mediado pela realidade
perceptual.
Sujeito é um projeto aberto, em um contínuo movimento
de tensionamento dialético e dialógico com o campo
sistêmico de dimensões perceptuais, produzindo tessituras
impermanentes de realidade: processo de simbolização
mítica.
Vir - a – (ser)- no mundo – com
A corporeidade é um processo mítico.
CORPOREIDADE
Perspectiva fenomenológica existencial
Um mito é uma narrativa tradicional com caráter
explicativo e/ou simbólico, procurando explicar os
principais acontecimentos da vida, os fenômenos naturais,
as origens do Mundo e do Homem. Pode-se dizer que o
mito é uma primeira tentativa de explicar a realidade.
Os símbolos como ancoras do processo de simbolização
possuem as características de uma “gestalt”.
O pensamento holístico também se faz presente para o
entendimento dos símbolos no homem, mostrando que os
mesmo também são relacionados a todos os aspectos do
sistema e não meras representações mentais, expressas
em narrativas linguísitcas.
CORPOREIDADE
Mito e narrativas corporais
GESTALT – TERAPIA E CORPOREIDADE
GESTALT e CORPOREIDADE
O ato de contato é uma totalidade que envolve um fluxo continuum
de awareness, atividade motora e sentimento, a partir da interação
pessoa-mundo em direção à formação de gestaltens que só podem
prosseguir enquanto o excitamento e o interesse puderem ser
mantidos. (Perls, Hefferline e Goodman, 1997) (L. Perls, 2002,
p.153).
Bloqueios do contato produz um impedimento do fluxo de
awareness, um retardamento da interação na fronteira e a
consciência se intensifica: auto-regulação se foca na direção da
sensação de atividade e separação da situação e as
representações são ativadas como recursos que, tendo sido
eficazes no passado, oferecem uma possibilidade agora.(Alvim,
2011).
GESTALT e CORPOREIDADE
Funcionamento neurótico: quando situações de perigo são
extremas, repetidas e/ou dolorosas, há um “reajustamento da
fisiologia, uma tentativa de estabelecer um novo conservadorismo
inconsciente sob as novas condições [...] uma fisiologia
secundária” ((Perls, Hefferline e Goodman, 1951).
Tais ajustamentos se tornam crônicos e fixam o funcionamento do
self, impedindo o fluxo de awareness e o processo de ajustamento
criativo.
Nesse sentido a Gestalt-Terapia descreve o funcionamento
neurótico como uma situação de emergência crônica de baixa
intensidade, ou seja, uma situação de desequilíbrio crônico de
baixa tensão, que envolve uma sensação contínua de perigo e
frustração.
Hábitos
Vivências
passadas
Fluxo do agora
Figura
Fronteira de contato
Co-dados
Self na
função ID Self na
função ego
Self na função
personalidade
Fundo
Dados=lógicas
sistemas de crenças
Neurose/Psicose:Repetição,
ausência, desarticulação de
hábitos nas formas criativas
de contato no presente com
diferentes níveis espirais de
awareness e
integração/desintegração
sistêmica.
Excitamentos
Contidos =Assimilação
N
Excitamentos
Totais
GESTALT e CORPOREIDADE
Na situação de emergência crônica duas funções de emergência
(que a princípio seriam temporárias) entram em ação ao mesmo
tempo: um ocultamento deliberado e uma hiperatividade não
deliberada, havendo um excesso duplo sobre os receptores e
proprioceptores. (Alvim, 2011).
Há uma atenção intensa do organismo para um suposto “perigo” do
ambiente - os receptores ficam aguçados e a musculatura
enrijecida, pronta para fugir ou lutar. (Alvim, 2011).
Como as exigências proprioceptivas são menos ameaçadoras, já
que a hiperatividade exaure a energia e a tensão aí envolvida, a
atenção é desviada delas e investida na sensação de perigo.
(Alvim, 2011).
GESTALT e CORPOREIDADE
Os proprioceptores são retraídos e há auto-constrição, gerando um
tipo de dessensibilização, a percepção do corpo como parte do self
é diminuída e há perda de contato com o próprio corpo, sensações
e sentimentos. (Alvim, 2011).
Ocorre a redução da função id – o fundo de onde parte o apetite e
a direção da ação – reflete em inibição motora e em uma falta de
confiança em si próprio, medo do futuro, falta de crença nas
possibilidades, no “eu posso”. (Alvim, 2011).
Neurose: rompimento da unidade corpo, mente, organismo e
ambiente. O ego deliberado (ativo) é sentido como isolado do
mundo; ele intervém ao invés de aceitar a interação espontânea, a
energia para o contato parece vir “de dentro”, exclusivamente dele,
movimentada não por sua sensação organísmica, mas por sua
vontade racional, controlada pela “mente” (Perls, Hefferline e
Goodman, 1951).
CORPO E TERAPIA
Ampliação da awareness sensorial para trazer a figuração das
fixações e tensões que estão muscularmente encouraçadas - que
se tornaram involuntárias enrijecidas inconscientemente pelas
frustações e perigos crônicos - e os componentes existências do
conflito em que elas estão habituadas; para que elas possam ser
experienciadas em uma nova fronteira do aqui-e- agora, sob uma
condição atual de musculatura voluntária. (Perls, Hefferline e
Goodman, 1997).
O processo psicoterapêutico se inicia com a awareness da função
id, o que significa dizer que, a partir de uma experiência estética,
conectando-se com a corporeidade e as sensações, a ação
escolhida dentre as possibilidades que se apresentam estará
orientada pela necessidade que ativa e mobiliza o fundo. (Alvim,
2011)
O terapeuta deve conectar-se com as próprias sensações
presentes, concentrando-se na forma da situação, orientando sua
intervenção para a necessidade que se apresenta e revela no id da
situação, o que ativa e mobiliza o fundo orientado pela
necessidade dominante, abstraindo o cliente das
representações(Alvim, 2011)
“O corpo é a pessoa o retrato de mim
mesmo, da minha história, por isso só pode
ser falado por mim. Se o outro me toca eu
toco o outro, devo fazê-lo com a reverência
própria de quem entra num santuário a
procura do sagrado” (RIBEIRO, 1997)
• DEL PRIORI, Mary Lucy. A história do corpo e a Nova História:
uma autópsia. In: Revista da USP, nº 23, São Paulo, 1994.
• PORTER, Roy. História do corpo. In: BURKE, Peter (org.). A
escrita da história: novas perspectivas. São Paulo: UNESP. 1992.
• SANT´ANNA, Denise. Corpo e história. In: Núcleo de estudos e
Pesquisa da Subjetividade do programa de estudos de Pós-
Graduados em Psicologia Clínica. Cadernos de Subjetividade. v.
1, nº 1, São Paulo, 1993.
• SENNET, Richard. Carne e pedra: o corpo e a cidade na
civilização ocidental. Rio de Janeiro: Record, 1997.
• SCARPATO, A (2005). Introdução à Psicologia Formativa de
Stanley Keleman, Revista Psicologia Brasil, ano 3 n 27, p 30-31.
Disponível em:
http://www.psicoterapia.psc.br/scarpato/t_intro.html
• ALVIM, Mônica Botelho. O lugar do corpo em Gestalt-Terapia:
dialogando com Merleau-Ponty. Revista IGT na Rede, V.8, No
15, 2011, Página 230 de 237 Disponível em
http://www.igt.psc.br/ojs/ ISSN 1807-2526.
Referência Bibliográfica
Referência Bibliográfica
 RIBEIRO, Jorge Ponciano. Gestalt Terapia: refazendo um
caminho. São Paulo: Summus. Cap. I, 2.1, 2.2 e 2.3. ____ O Ciclo
do Contato. São Paulo: Summus.________.Gestalt Terapia: o
processo grupal – uma abordagem fenome-nológica da teoria de
campo e holística. São Paulo: Summus, 1994. ____. Psicoterapia
de Curta Duração. São Paulo: Summus, 1999.
 RODRIGUES, Hugo Elídio. Introdução a Gestalt-Terapia:
conversando sobre os fundamentos da abordagem. Petrópolis, R.J.:
Vozes, 2000.
 ZINKER, J.; O processo criativo na terapia gestáltica. [1,2]
 DÁCRI, Gladys; LIMA, Patrícia; ORGLER, Scheila. Dicionário de Gestalt-
terapia. São Paulo: Summus, 2007.
 BOLOGNESI, Mário Fernando. O corpo como princípio. Trans/Form/Ação
, Marília, v. 24, n. 1, 2001 . Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.phpscript=sci_arttext&pid=S0101-
31732001000100007&lng=&nrm=iso>. Acesso em: 02 2008;
 CSA van der Broocke, MG de Macedo. O corpo como agente saudável e
mensageiro dos conflitos psíquicos em uma perspectiva gestáltica.IGT na
Rede, 2006. Disponível em: http://www.igt.psc.br/ojs/viewarticle.php?id=28.
Acesso em: 19 de novembro de 2008;

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Psicologia aula 7 temperamento
Psicologia aula 7 temperamentoPsicologia aula 7 temperamento
Psicologia aula 7 temperamentoCintia Colotoni
 
Desenvolvimento Cognitivo: Piaget
Desenvolvimento Cognitivo: PiagetDesenvolvimento Cognitivo: Piaget
Desenvolvimento Cognitivo: PiagetManô Araújo
 
Afetos, emoções e sentimentos
Afetos, emoções e sentimentosAfetos, emoções e sentimentos
Afetos, emoções e sentimentosClécio Doroteu
 
Linguagem e Pensamento
Linguagem e Pensamento Linguagem e Pensamento
Linguagem e Pensamento Rosana Leite
 
TCC - Terapia cognitivo-comportamental
TCC - Terapia cognitivo-comportamentalTCC - Terapia cognitivo-comportamental
TCC - Terapia cognitivo-comportamentalAntonino Silva
 
IGT_Corporeidade_experimento corporal
IGT_Corporeidade_experimento corporalIGT_Corporeidade_experimento corporal
IGT_Corporeidade_experimento corporalFlora Couto
 
O Processo Perceptivo 93 2007
O Processo Perceptivo 93 2007O Processo Perceptivo 93 2007
O Processo Perceptivo 93 2007Rolando Almeida
 
A relação emoção corpo
A relação emoção corpoA relação emoção corpo
A relação emoção corpoDalila Melo
 
Introdução ao estudo dos processos psicológicos básicos
Introdução ao estudo dos processos psicológicos básicosIntrodução ao estudo dos processos psicológicos básicos
Introdução ao estudo dos processos psicológicos básicosCaio Maximino
 

Mais procurados (20)

Teoria da Gestalt
Teoria da GestaltTeoria da Gestalt
Teoria da Gestalt
 
Princípios da neuropsicologia
Princípios da neuropsicologiaPrincípios da neuropsicologia
Princípios da neuropsicologia
 
Psicologia aula 7 temperamento
Psicologia aula 7 temperamentoPsicologia aula 7 temperamento
Psicologia aula 7 temperamento
 
Cognição
CogniçãoCognição
Cognição
 
Gestalt-Terapia
Gestalt-TerapiaGestalt-Terapia
Gestalt-Terapia
 
Psicologia do desenvolvimento
Psicologia do desenvolvimentoPsicologia do desenvolvimento
Psicologia do desenvolvimento
 
Desenvolvimento Cognitivo: Piaget
Desenvolvimento Cognitivo: PiagetDesenvolvimento Cognitivo: Piaget
Desenvolvimento Cognitivo: Piaget
 
Emoção e cognição
Emoção e cogniçãoEmoção e cognição
Emoção e cognição
 
Emoção
EmoçãoEmoção
Emoção
 
Afetos, emoções e sentimentos
Afetos, emoções e sentimentosAfetos, emoções e sentimentos
Afetos, emoções e sentimentos
 
Linguagem e Pensamento
Linguagem e Pensamento Linguagem e Pensamento
Linguagem e Pensamento
 
TCC - Terapia cognitivo-comportamental
TCC - Terapia cognitivo-comportamentalTCC - Terapia cognitivo-comportamental
TCC - Terapia cognitivo-comportamental
 
Seminário dsm v
Seminário dsm vSeminário dsm v
Seminário dsm v
 
IGT_Corporeidade_experimento corporal
IGT_Corporeidade_experimento corporalIGT_Corporeidade_experimento corporal
IGT_Corporeidade_experimento corporal
 
Mecanismos de defesa do ego
Mecanismos de defesa do egoMecanismos de defesa do ego
Mecanismos de defesa do ego
 
O Processo Perceptivo 93 2007
O Processo Perceptivo 93 2007O Processo Perceptivo 93 2007
O Processo Perceptivo 93 2007
 
Palestra Inteligência Emocional
Palestra Inteligência EmocionalPalestra Inteligência Emocional
Palestra Inteligência Emocional
 
A relação emoção corpo
A relação emoção corpoA relação emoção corpo
A relação emoção corpo
 
Psicanálise
PsicanálisePsicanálise
Psicanálise
 
Introdução ao estudo dos processos psicológicos básicos
Introdução ao estudo dos processos psicológicos básicosIntrodução ao estudo dos processos psicológicos básicos
Introdução ao estudo dos processos psicológicos básicos
 

Semelhante a Corporeidade corporeidade, fenomenologia, gestalt

aula de psicologia sobre GT CONCEITOS BÁSICOS
aula de psicologia sobre GT CONCEITOS BÁSICOSaula de psicologia sobre GT CONCEITOS BÁSICOS
aula de psicologia sobre GT CONCEITOS BÁSICOSfatimamalta27
 
Oficina Psicologia Transpessoal UFPB 2014
Oficina Psicologia Transpessoal UFPB 2014Oficina Psicologia Transpessoal UFPB 2014
Oficina Psicologia Transpessoal UFPB 2014Pedro H. Reis
 
Psicoterapia Fenomenológico Existencial
Psicoterapia Fenomenológico ExistencialPsicoterapia Fenomenológico Existencial
Psicoterapia Fenomenológico ExistencialBruno Carrasco
 
A CONTRIBUIÇÃO DA GESTALT NA LIDERANÇA ORGANIZACIONAL
A CONTRIBUIÇÃO DA GESTALT NA LIDERANÇA ORGANIZACIONALA CONTRIBUIÇÃO DA GESTALT NA LIDERANÇA ORGANIZACIONAL
A CONTRIBUIÇÃO DA GESTALT NA LIDERANÇA ORGANIZACIONALDIONE FRANCISCATO
 
Notas sobre a Teoria de Wilhem Reich
Notas sobre a Teoria de Wilhem ReichNotas sobre a Teoria de Wilhem Reich
Notas sobre a Teoria de Wilhem ReichSilvia Marina Anaruma
 
Psicologia da personalidade AULA 2.pdf
Psicologia da personalidade  AULA 2.pdfPsicologia da personalidade  AULA 2.pdf
Psicologia da personalidade AULA 2.pdfElionayFigueiredo1
 
Introdução psicopatologia
Introdução psicopatologiaIntrodução psicopatologia
Introdução psicopatologialucasvazdelima
 
TransPsicomotricidade 2017 - 17 anos
TransPsicomotricidade 2017 - 17 anosTransPsicomotricidade 2017 - 17 anos
TransPsicomotricidade 2017 - 17 anosEduardo Costa
 
Mitos e ritos roberto crema
Mitos e ritos roberto cremaMitos e ritos roberto crema
Mitos e ritos roberto cremaLígia Lima
 
Entre a carne e o sonho
Entre a carne e o sonhoEntre a carne e o sonho
Entre a carne e o sonhoabtmcombr
 
Deep memory process - Apresentação Almasoma
Deep memory process - Apresentação AlmasomaDeep memory process - Apresentação Almasoma
Deep memory process - Apresentação AlmasomaSueli Simões
 
Fundamentos da Psicoterapia Fenomenológico Existencial - Bruno Carrasco
Fundamentos da Psicoterapia Fenomenológico Existencial - Bruno CarrascoFundamentos da Psicoterapia Fenomenológico Existencial - Bruno Carrasco
Fundamentos da Psicoterapia Fenomenológico Existencial - Bruno CarrascoBruno Carrasco
 
O LUGAR DO INCONSCIENTE NA PRÁTICA PEDAGÓGICA DE PROFESSORES PRINCIPIANTES
O LUGAR DO INCONSCIENTE NA PRÁTICA PEDAGÓGICA DE PROFESSORES PRINCIPIANTESO LUGAR DO INCONSCIENTE NA PRÁTICA PEDAGÓGICA DE PROFESSORES PRINCIPIANTES
O LUGAR DO INCONSCIENTE NA PRÁTICA PEDAGÓGICA DE PROFESSORES PRINCIPIANTESProfessorPrincipiante
 
Introdução à psicologia para game designers
Introdução à psicologia para game designersIntrodução à psicologia para game designers
Introdução à psicologia para game designersGamecultura
 

Semelhante a Corporeidade corporeidade, fenomenologia, gestalt (20)

63141288 o-que-e-calatonia-textos-diversos
63141288 o-que-e-calatonia-textos-diversos63141288 o-que-e-calatonia-textos-diversos
63141288 o-que-e-calatonia-textos-diversos
 
Fronteiras do Corpo [1999-2015].pdf
Fronteiras do Corpo [1999-2015].pdfFronteiras do Corpo [1999-2015].pdf
Fronteiras do Corpo [1999-2015].pdf
 
aula de psicologia sobre GT CONCEITOS BÁSICOS
aula de psicologia sobre GT CONCEITOS BÁSICOSaula de psicologia sobre GT CONCEITOS BÁSICOS
aula de psicologia sobre GT CONCEITOS BÁSICOS
 
Oficina Psicologia Transpessoal UFPB 2014
Oficina Psicologia Transpessoal UFPB 2014Oficina Psicologia Transpessoal UFPB 2014
Oficina Psicologia Transpessoal UFPB 2014
 
Fenomenologia e a psicologia
Fenomenologia e a psicologiaFenomenologia e a psicologia
Fenomenologia e a psicologia
 
Psicoterapia Fenomenológico Existencial
Psicoterapia Fenomenológico ExistencialPsicoterapia Fenomenológico Existencial
Psicoterapia Fenomenológico Existencial
 
A CONTRIBUIÇÃO DA GESTALT NA LIDERANÇA ORGANIZACIONAL
A CONTRIBUIÇÃO DA GESTALT NA LIDERANÇA ORGANIZACIONALA CONTRIBUIÇÃO DA GESTALT NA LIDERANÇA ORGANIZACIONAL
A CONTRIBUIÇÃO DA GESTALT NA LIDERANÇA ORGANIZACIONAL
 
Notas sobre a Teoria de Wilhem Reich
Notas sobre a Teoria de Wilhem ReichNotas sobre a Teoria de Wilhem Reich
Notas sobre a Teoria de Wilhem Reich
 
Psicologia da personalidade AULA 2.pdf
Psicologia da personalidade  AULA 2.pdfPsicologia da personalidade  AULA 2.pdf
Psicologia da personalidade AULA 2.pdf
 
Introdução psicopatologia
Introdução psicopatologiaIntrodução psicopatologia
Introdução psicopatologia
 
TransPsicomotricidade 2017 - 17 anos
TransPsicomotricidade 2017 - 17 anosTransPsicomotricidade 2017 - 17 anos
TransPsicomotricidade 2017 - 17 anos
 
Mitos e ritos roberto crema
Mitos e ritos roberto cremaMitos e ritos roberto crema
Mitos e ritos roberto crema
 
Entre a carne e o sonho
Entre a carne e o sonhoEntre a carne e o sonho
Entre a carne e o sonho
 
Deep memory process - Apresentação Almasoma
Deep memory process - Apresentação AlmasomaDeep memory process - Apresentação Almasoma
Deep memory process - Apresentação Almasoma
 
Fundamentos da Psicoterapia Fenomenológico Existencial - Bruno Carrasco
Fundamentos da Psicoterapia Fenomenológico Existencial - Bruno CarrascoFundamentos da Psicoterapia Fenomenológico Existencial - Bruno Carrasco
Fundamentos da Psicoterapia Fenomenológico Existencial - Bruno Carrasco
 
O LUGAR DO INCONSCIENTE NA PRÁTICA PEDAGÓGICA DE PROFESSORES PRINCIPIANTES
O LUGAR DO INCONSCIENTE NA PRÁTICA PEDAGÓGICA DE PROFESSORES PRINCIPIANTESO LUGAR DO INCONSCIENTE NA PRÁTICA PEDAGÓGICA DE PROFESSORES PRINCIPIANTES
O LUGAR DO INCONSCIENTE NA PRÁTICA PEDAGÓGICA DE PROFESSORES PRINCIPIANTES
 
PSICANÁLISE.pptx
PSICANÁLISE.pptxPSICANÁLISE.pptx
PSICANÁLISE.pptx
 
Dilthey (1833 1911)
Dilthey (1833 1911)Dilthey (1833 1911)
Dilthey (1833 1911)
 
29297663 curso-de-apometria-nucleo-ramatis
29297663 curso-de-apometria-nucleo-ramatis29297663 curso-de-apometria-nucleo-ramatis
29297663 curso-de-apometria-nucleo-ramatis
 
Introdução à psicologia para game designers
Introdução à psicologia para game designersIntrodução à psicologia para game designers
Introdução à psicologia para game designers
 

Mais de Flora Couto

Who msd msb_01.6b_por
Who msd msb_01.6b_porWho msd msb_01.6b_por
Who msd msb_01.6b_porFlora Couto
 
Cap.escuta entrevista motivacional
Cap.escuta entrevista motivacionalCap.escuta entrevista motivacional
Cap.escuta entrevista motivacionalFlora Couto
 
Igt corporeidade referências bibliográficas_
Igt corporeidade referências bibliográficas_Igt corporeidade referências bibliográficas_
Igt corporeidade referências bibliográficas_Flora Couto
 
IGT_Corporeidade corporificando a experiência
IGT_Corporeidade corporificando a experiência IGT_Corporeidade corporificando a experiência
IGT_Corporeidade corporificando a experiência Flora Couto
 
2016 1 ebm_orientação de avaliação
2016 1 ebm_orientação de avaliação2016 1 ebm_orientação de avaliação
2016 1 ebm_orientação de avaliaçãoFlora Couto
 
Cenários de simulação equipe de saúde psicologia e medicina_roteiro
Cenários de simulação equipe de saúde psicologia e medicina_roteiroCenários de simulação equipe de saúde psicologia e medicina_roteiro
Cenários de simulação equipe de saúde psicologia e medicina_roteiroFlora Couto
 
Cenários de simulação equipe de saúde psicologia e enfermagem_roteiro
Cenários de simulação equipe de saúde psicologia e enfermagem_roteiroCenários de simulação equipe de saúde psicologia e enfermagem_roteiro
Cenários de simulação equipe de saúde psicologia e enfermagem_roteiroFlora Couto
 
2016 1 ebm_exercício 6_análise de casos_gabarito
2016 1 ebm_exercício 6_análise de casos_gabarito2016 1 ebm_exercício 6_análise de casos_gabarito
2016 1 ebm_exercício 6_análise de casos_gabaritoFlora Couto
 
2016 1 ebm_exercício 5_análise de casos_gabarito
2016 1 ebm_exercício 5_análise de casos_gabarito2016 1 ebm_exercício 5_análise de casos_gabarito
2016 1 ebm_exercício 5_análise de casos_gabaritoFlora Couto
 
2016 1 ebm_exercício 6_análise de casos
2016 1 ebm_exercício 6_análise de casos2016 1 ebm_exercício 6_análise de casos
2016 1 ebm_exercício 6_análise de casosFlora Couto
 
2016 1 ebm_exercício 5_análise de casos
2016 1 ebm_exercício 5_análise de casos2016 1 ebm_exercício 5_análise de casos
2016 1 ebm_exercício 5_análise de casosFlora Couto
 
2016 1 ebm_ exemplos de estrutura da em
2016 1 ebm_ exemplos de estrutura da em2016 1 ebm_ exemplos de estrutura da em
2016 1 ebm_ exemplos de estrutura da emFlora Couto
 
2016 1 ebm_fundamentação teórica_1
2016 1 ebm_fundamentação teórica_12016 1 ebm_fundamentação teórica_1
2016 1 ebm_fundamentação teórica_1Flora Couto
 
1228 monica bessa_oliveira_-_entrevista_motivacional_dependencia_quimica
1228 monica bessa_oliveira_-_entrevista_motivacional_dependencia_quimica1228 monica bessa_oliveira_-_entrevista_motivacional_dependencia_quimica
1228 monica bessa_oliveira_-_entrevista_motivacional_dependencia_quimicaFlora Couto
 
MILLER(2016)-Bookshelf nbk64967
MILLER(2016)-Bookshelf nbk64967MILLER(2016)-Bookshelf nbk64967
MILLER(2016)-Bookshelf nbk64967Flora Couto
 
2016 1_ebm_base histórica e científica_3
2016 1_ebm_base histórica e científica_32016 1_ebm_base histórica e científica_3
2016 1_ebm_base histórica e científica_3Flora Couto
 
2016 1 ebm_refêrencia bibliográfica
2016 1 ebm_refêrencia bibliográfica2016 1 ebm_refêrencia bibliográfica
2016 1 ebm_refêrencia bibliográficaFlora Couto
 
2016 1 ebm_exemplos de perguntas evocativas
2016 1 ebm_exemplos de perguntas evocativas2016 1 ebm_exemplos de perguntas evocativas
2016 1 ebm_exemplos de perguntas evocativasFlora Couto
 

Mais de Flora Couto (20)

Who msd msb_01.6b_por
Who msd msb_01.6b_porWho msd msb_01.6b_por
Who msd msb_01.6b_por
 
4622 19506-2-pb
4622 19506-2-pb4622 19506-2-pb
4622 19506-2-pb
 
Cap.escuta entrevista motivacional
Cap.escuta entrevista motivacionalCap.escuta entrevista motivacional
Cap.escuta entrevista motivacional
 
Igt corporeidade referências bibliográficas_
Igt corporeidade referências bibliográficas_Igt corporeidade referências bibliográficas_
Igt corporeidade referências bibliográficas_
 
IGT_Corporeidade corporificando a experiência
IGT_Corporeidade corporificando a experiência IGT_Corporeidade corporificando a experiência
IGT_Corporeidade corporificando a experiência
 
2016 1 ebm_orientação de avaliação
2016 1 ebm_orientação de avaliação2016 1 ebm_orientação de avaliação
2016 1 ebm_orientação de avaliação
 
Cenários de simulação equipe de saúde psicologia e medicina_roteiro
Cenários de simulação equipe de saúde psicologia e medicina_roteiroCenários de simulação equipe de saúde psicologia e medicina_roteiro
Cenários de simulação equipe de saúde psicologia e medicina_roteiro
 
Cenários de simulação equipe de saúde psicologia e enfermagem_roteiro
Cenários de simulação equipe de saúde psicologia e enfermagem_roteiroCenários de simulação equipe de saúde psicologia e enfermagem_roteiro
Cenários de simulação equipe de saúde psicologia e enfermagem_roteiro
 
2016 1 ebm_exercício 6_análise de casos_gabarito
2016 1 ebm_exercício 6_análise de casos_gabarito2016 1 ebm_exercício 6_análise de casos_gabarito
2016 1 ebm_exercício 6_análise de casos_gabarito
 
2016 1 ebm_exercício 5_análise de casos_gabarito
2016 1 ebm_exercício 5_análise de casos_gabarito2016 1 ebm_exercício 5_análise de casos_gabarito
2016 1 ebm_exercício 5_análise de casos_gabarito
 
2016 1 ebm_exercício 6_análise de casos
2016 1 ebm_exercício 6_análise de casos2016 1 ebm_exercício 6_análise de casos
2016 1 ebm_exercício 6_análise de casos
 
2016 1 ebm_exercício 5_análise de casos
2016 1 ebm_exercício 5_análise de casos2016 1 ebm_exercício 5_análise de casos
2016 1 ebm_exercício 5_análise de casos
 
2016 1 ebm_ exemplos de estrutura da em
2016 1 ebm_ exemplos de estrutura da em2016 1 ebm_ exemplos de estrutura da em
2016 1 ebm_ exemplos de estrutura da em
 
2016 1 ebm_fundamentação teórica_1
2016 1 ebm_fundamentação teórica_12016 1 ebm_fundamentação teórica_1
2016 1 ebm_fundamentação teórica_1
 
1228 monica bessa_oliveira_-_entrevista_motivacional_dependencia_quimica
1228 monica bessa_oliveira_-_entrevista_motivacional_dependencia_quimica1228 monica bessa_oliveira_-_entrevista_motivacional_dependencia_quimica
1228 monica bessa_oliveira_-_entrevista_motivacional_dependencia_quimica
 
MILLER(2016)-Bookshelf nbk64967
MILLER(2016)-Bookshelf nbk64967MILLER(2016)-Bookshelf nbk64967
MILLER(2016)-Bookshelf nbk64967
 
2016 1_ebm_base histórica e científica_3
2016 1_ebm_base histórica e científica_32016 1_ebm_base histórica e científica_3
2016 1_ebm_base histórica e científica_3
 
2016 1 ebm_mrps
2016 1 ebm_mrps2016 1 ebm_mrps
2016 1 ebm_mrps
 
2016 1 ebm_refêrencia bibliográfica
2016 1 ebm_refêrencia bibliográfica2016 1 ebm_refêrencia bibliográfica
2016 1 ebm_refêrencia bibliográfica
 
2016 1 ebm_exemplos de perguntas evocativas
2016 1 ebm_exemplos de perguntas evocativas2016 1 ebm_exemplos de perguntas evocativas
2016 1 ebm_exemplos de perguntas evocativas
 

Último

Controle-da-população-microbiana-antibióticos-e-resistência-ENF.pdf
Controle-da-população-microbiana-antibióticos-e-resistência-ENF.pdfControle-da-população-microbiana-antibióticos-e-resistência-ENF.pdf
Controle-da-população-microbiana-antibióticos-e-resistência-ENF.pdfRodrigoSimonato2
 
GlicolÃ_se -MEDICINA GERAL PIAGET-2023-2024 - AULA 2 -ESTUDANTE.pdf
GlicolÃ_se -MEDICINA GERAL PIAGET-2023-2024 - AULA 2 -ESTUDANTE.pdfGlicolÃ_se -MEDICINA GERAL PIAGET-2023-2024 - AULA 2 -ESTUDANTE.pdf
GlicolÃ_se -MEDICINA GERAL PIAGET-2023-2024 - AULA 2 -ESTUDANTE.pdfamaroalmeida74
 
Slide sobre Estruturalismo - Disponível para Download
Slide sobre Estruturalismo - Disponível para DownloadSlide sobre Estruturalismo - Disponível para Download
Slide sobre Estruturalismo - Disponível para DownloadJordanPrazeresFreita1
 
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptxAULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptxEnfaVivianeCampos
 
Aula 02 -Biologia Celular - Células Procariontes e Eucariontes .pdf
Aula 02 -Biologia Celular -  Células Procariontes e  Eucariontes .pdfAula 02 -Biologia Celular -  Células Procariontes e  Eucariontes .pdf
Aula 02 -Biologia Celular - Células Procariontes e Eucariontes .pdfGiza Carla Nitz
 
Nutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdf
Nutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdfNutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdf
Nutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdfThiagoAlmeida458596
 
Aula 1 - Clínica Médica -Organização, Estrutura, Funcionamento.pdf
Aula 1 - Clínica Médica -Organização, Estrutura, Funcionamento.pdfAula 1 - Clínica Médica -Organização, Estrutura, Funcionamento.pdf
Aula 1 - Clínica Médica -Organização, Estrutura, Funcionamento.pdfGiza Carla Nitz
 
Aula 8 - Primeiros Socorros - IAM- INFARTO AGUDO DO MIOCARDIO.pdf
Aula 8 - Primeiros Socorros - IAM- INFARTO AGUDO DO MIOCARDIO.pdfAula 8 - Primeiros Socorros - IAM- INFARTO AGUDO DO MIOCARDIO.pdf
Aula 8 - Primeiros Socorros - IAM- INFARTO AGUDO DO MIOCARDIO.pdfGiza Carla Nitz
 
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdfDengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdfEduardoSilva185439
 
Aula 5 - Sistema Muscular- Anatomia Humana.pdf
Aula 5 - Sistema Muscular- Anatomia Humana.pdfAula 5 - Sistema Muscular- Anatomia Humana.pdf
Aula 5 - Sistema Muscular- Anatomia Humana.pdfGiza Carla Nitz
 
Aula 7 - Tempos Cirurgicos - A Cirurgia Passo A Passo - PARTE 1.pdf
Aula 7 - Tempos Cirurgicos - A Cirurgia Passo A Passo - PARTE 1.pdfAula 7 - Tempos Cirurgicos - A Cirurgia Passo A Passo - PARTE 1.pdf
Aula 7 - Tempos Cirurgicos - A Cirurgia Passo A Passo - PARTE 1.pdfGiza Carla Nitz
 
Primeiros socorros segurança do trabalho
Primeiros socorros segurança do trabalhoPrimeiros socorros segurança do trabalho
Primeiros socorros segurança do trabalhoDjalmadeAndrade2
 
Aula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptx
Aula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptxAula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptx
Aula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptxAndersonMoreira538200
 
Aula 2 - Sistemas de Informação em Saúde.pdf
Aula 2 - Sistemas de Informação em Saúde.pdfAula 2 - Sistemas de Informação em Saúde.pdf
Aula 2 - Sistemas de Informação em Saúde.pdfmarrudo64
 
Aula 7 - Sistema Linfático - Anatomia humana.pdf
Aula 7 - Sistema Linfático - Anatomia humana.pdfAula 7 - Sistema Linfático - Anatomia humana.pdf
Aula 7 - Sistema Linfático - Anatomia humana.pdfGiza Carla Nitz
 
SAUDE E SEGURANNÇA DO TRABALHO E EPIDEMIOLOGIA
SAUDE E SEGURANNÇA DO TRABALHO E EPIDEMIOLOGIASAUDE E SEGURANNÇA DO TRABALHO E EPIDEMIOLOGIA
SAUDE E SEGURANNÇA DO TRABALHO E EPIDEMIOLOGIAArtthurPereira2
 
Guia alimentar para a população brasileira .pdf
Guia alimentar para a população brasileira  .pdfGuia alimentar para a população brasileira  .pdf
Guia alimentar para a população brasileira .pdfThiagoAlmeida458596
 

Último (17)

Controle-da-população-microbiana-antibióticos-e-resistência-ENF.pdf
Controle-da-população-microbiana-antibióticos-e-resistência-ENF.pdfControle-da-população-microbiana-antibióticos-e-resistência-ENF.pdf
Controle-da-população-microbiana-antibióticos-e-resistência-ENF.pdf
 
GlicolÃ_se -MEDICINA GERAL PIAGET-2023-2024 - AULA 2 -ESTUDANTE.pdf
GlicolÃ_se -MEDICINA GERAL PIAGET-2023-2024 - AULA 2 -ESTUDANTE.pdfGlicolÃ_se -MEDICINA GERAL PIAGET-2023-2024 - AULA 2 -ESTUDANTE.pdf
GlicolÃ_se -MEDICINA GERAL PIAGET-2023-2024 - AULA 2 -ESTUDANTE.pdf
 
Slide sobre Estruturalismo - Disponível para Download
Slide sobre Estruturalismo - Disponível para DownloadSlide sobre Estruturalismo - Disponível para Download
Slide sobre Estruturalismo - Disponível para Download
 
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptxAULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
 
Aula 02 -Biologia Celular - Células Procariontes e Eucariontes .pdf
Aula 02 -Biologia Celular -  Células Procariontes e  Eucariontes .pdfAula 02 -Biologia Celular -  Células Procariontes e  Eucariontes .pdf
Aula 02 -Biologia Celular - Células Procariontes e Eucariontes .pdf
 
Nutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdf
Nutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdfNutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdf
Nutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdf
 
Aula 1 - Clínica Médica -Organização, Estrutura, Funcionamento.pdf
Aula 1 - Clínica Médica -Organização, Estrutura, Funcionamento.pdfAula 1 - Clínica Médica -Organização, Estrutura, Funcionamento.pdf
Aula 1 - Clínica Médica -Organização, Estrutura, Funcionamento.pdf
 
Aula 8 - Primeiros Socorros - IAM- INFARTO AGUDO DO MIOCARDIO.pdf
Aula 8 - Primeiros Socorros - IAM- INFARTO AGUDO DO MIOCARDIO.pdfAula 8 - Primeiros Socorros - IAM- INFARTO AGUDO DO MIOCARDIO.pdf
Aula 8 - Primeiros Socorros - IAM- INFARTO AGUDO DO MIOCARDIO.pdf
 
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdfDengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
 
Aula 5 - Sistema Muscular- Anatomia Humana.pdf
Aula 5 - Sistema Muscular- Anatomia Humana.pdfAula 5 - Sistema Muscular- Anatomia Humana.pdf
Aula 5 - Sistema Muscular- Anatomia Humana.pdf
 
Aula 7 - Tempos Cirurgicos - A Cirurgia Passo A Passo - PARTE 1.pdf
Aula 7 - Tempos Cirurgicos - A Cirurgia Passo A Passo - PARTE 1.pdfAula 7 - Tempos Cirurgicos - A Cirurgia Passo A Passo - PARTE 1.pdf
Aula 7 - Tempos Cirurgicos - A Cirurgia Passo A Passo - PARTE 1.pdf
 
Primeiros socorros segurança do trabalho
Primeiros socorros segurança do trabalhoPrimeiros socorros segurança do trabalho
Primeiros socorros segurança do trabalho
 
Aula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptx
Aula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptxAula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptx
Aula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptx
 
Aula 2 - Sistemas de Informação em Saúde.pdf
Aula 2 - Sistemas de Informação em Saúde.pdfAula 2 - Sistemas de Informação em Saúde.pdf
Aula 2 - Sistemas de Informação em Saúde.pdf
 
Aula 7 - Sistema Linfático - Anatomia humana.pdf
Aula 7 - Sistema Linfático - Anatomia humana.pdfAula 7 - Sistema Linfático - Anatomia humana.pdf
Aula 7 - Sistema Linfático - Anatomia humana.pdf
 
SAUDE E SEGURANNÇA DO TRABALHO E EPIDEMIOLOGIA
SAUDE E SEGURANNÇA DO TRABALHO E EPIDEMIOLOGIASAUDE E SEGURANNÇA DO TRABALHO E EPIDEMIOLOGIA
SAUDE E SEGURANNÇA DO TRABALHO E EPIDEMIOLOGIA
 
Guia alimentar para a população brasileira .pdf
Guia alimentar para a população brasileira  .pdfGuia alimentar para a população brasileira  .pdf
Guia alimentar para a população brasileira .pdf
 

Corporeidade corporeidade, fenomenologia, gestalt

  • 1. CORPOREIDADE Flora Couto psicóloga – CRP 03/02441 GESTALT-TERAPIA
  • 2. Paradigmas do CORPO Quando falo CORPO…qual a representação disso em mim? No outro? Filosofia, religião, sociologia, Psicologia Cisão biológico(corpo) x mente(cérebro) Corpomente x Corpo organísmico Corpo holístico, energético, transpessoal
  • 3.
  • 4.
  • 5. CORPOREIDADE Perspectiva fenomenológica existencial Corpo em Merleau-Ponty e Martin Heidegger. Visão do corpo e do movimento integrados na totalidade humana Afasta-se do pensamento cartesiano
  • 6. CORPOREIDADE Perspectiva fenomenológica existencial Referindo-se a visão de totalidade do ser, incluindo o corpo, Merleau-Ponty (1908-1961) afirma: Pode-se dizer que o corpo é a forma escondida do ‘ser próprio’ ou, reciprocamente, que a existência pessoal é a retomada e a manifestação de um dado ser em situação. Portanto, se dizemos que a cada momento o corpo exprime a existência, é no sentido em que a fala exprime o pensamento (...) É dessa maneira que o corpo exprime a existência total, não que ele seja seu acompanhamento exterior, mas porque a existência se realiza nele (p.229).
  • 7. CORPOREIDADE Perspectiva fenomenológica existencial Corpo transcendental – corpo de experiência Corpo objetivo e fenomenal: compõem uma totalidade, permitindo ao mesmo tempo a experiência do “eu” e “meu”, “eu corpo” e “meu corpo”, interioridade de uma exterioridade e exterioridade de uma interioridade Fala falada e fala falante A compreensão dada pelo corpo é pré-reflexiva: meu corpo tem seu mundo ou compreende seu mundo sem precisar passar por representações, sem subordinar-se a uma função simbólica ou objetivante (...) (Merleau-Ponty, 1994, p.195).
  • 8. Heidegger Quando o ser humano se depara com algo que se apresenta diante de sua consciência, primeiro o nota e o percebe em total harmonia com sua forma, a partir de sua consciência perceptiva. Consciência e Fenômeno Realidade e percepção Corporeidade como uma totalidade sensível de conhecimento sobre si e o mundo, mediado realidade perceptual. CORPOREIDADE Perspectiva fenomenológica existencial
  • 9. Corporeidade como uma totalidade sensível de conhecimento sobre si e o mundo, mediado pela realidade perceptual. Sujeito é um projeto aberto, em um contínuo movimento de tensionamento dialético e dialógico com o campo sistêmico de dimensões perceptuais, produzindo tessituras impermanentes de realidade: processo de simbolização mítica. Vir - a – (ser)- no mundo – com A corporeidade é um processo mítico. CORPOREIDADE Perspectiva fenomenológica existencial
  • 10. Um mito é uma narrativa tradicional com caráter explicativo e/ou simbólico, procurando explicar os principais acontecimentos da vida, os fenômenos naturais, as origens do Mundo e do Homem. Pode-se dizer que o mito é uma primeira tentativa de explicar a realidade. Os símbolos como ancoras do processo de simbolização possuem as características de uma “gestalt”. O pensamento holístico também se faz presente para o entendimento dos símbolos no homem, mostrando que os mesmo também são relacionados a todos os aspectos do sistema e não meras representações mentais, expressas em narrativas linguísitcas. CORPOREIDADE Mito e narrativas corporais
  • 11. GESTALT – TERAPIA E CORPOREIDADE
  • 12.
  • 13. GESTALT e CORPOREIDADE O ato de contato é uma totalidade que envolve um fluxo continuum de awareness, atividade motora e sentimento, a partir da interação pessoa-mundo em direção à formação de gestaltens que só podem prosseguir enquanto o excitamento e o interesse puderem ser mantidos. (Perls, Hefferline e Goodman, 1997) (L. Perls, 2002, p.153). Bloqueios do contato produz um impedimento do fluxo de awareness, um retardamento da interação na fronteira e a consciência se intensifica: auto-regulação se foca na direção da sensação de atividade e separação da situação e as representações são ativadas como recursos que, tendo sido eficazes no passado, oferecem uma possibilidade agora.(Alvim, 2011).
  • 14. GESTALT e CORPOREIDADE Funcionamento neurótico: quando situações de perigo são extremas, repetidas e/ou dolorosas, há um “reajustamento da fisiologia, uma tentativa de estabelecer um novo conservadorismo inconsciente sob as novas condições [...] uma fisiologia secundária” ((Perls, Hefferline e Goodman, 1951). Tais ajustamentos se tornam crônicos e fixam o funcionamento do self, impedindo o fluxo de awareness e o processo de ajustamento criativo. Nesse sentido a Gestalt-Terapia descreve o funcionamento neurótico como uma situação de emergência crônica de baixa intensidade, ou seja, uma situação de desequilíbrio crônico de baixa tensão, que envolve uma sensação contínua de perigo e frustração.
  • 15. Hábitos Vivências passadas Fluxo do agora Figura Fronteira de contato Co-dados Self na função ID Self na função ego Self na função personalidade Fundo Dados=lógicas sistemas de crenças Neurose/Psicose:Repetição, ausência, desarticulação de hábitos nas formas criativas de contato no presente com diferentes níveis espirais de awareness e integração/desintegração sistêmica. Excitamentos Contidos =Assimilação N Excitamentos Totais
  • 16. GESTALT e CORPOREIDADE Na situação de emergência crônica duas funções de emergência (que a princípio seriam temporárias) entram em ação ao mesmo tempo: um ocultamento deliberado e uma hiperatividade não deliberada, havendo um excesso duplo sobre os receptores e proprioceptores. (Alvim, 2011). Há uma atenção intensa do organismo para um suposto “perigo” do ambiente - os receptores ficam aguçados e a musculatura enrijecida, pronta para fugir ou lutar. (Alvim, 2011). Como as exigências proprioceptivas são menos ameaçadoras, já que a hiperatividade exaure a energia e a tensão aí envolvida, a atenção é desviada delas e investida na sensação de perigo. (Alvim, 2011).
  • 17. GESTALT e CORPOREIDADE Os proprioceptores são retraídos e há auto-constrição, gerando um tipo de dessensibilização, a percepção do corpo como parte do self é diminuída e há perda de contato com o próprio corpo, sensações e sentimentos. (Alvim, 2011). Ocorre a redução da função id – o fundo de onde parte o apetite e a direção da ação – reflete em inibição motora e em uma falta de confiança em si próprio, medo do futuro, falta de crença nas possibilidades, no “eu posso”. (Alvim, 2011). Neurose: rompimento da unidade corpo, mente, organismo e ambiente. O ego deliberado (ativo) é sentido como isolado do mundo; ele intervém ao invés de aceitar a interação espontânea, a energia para o contato parece vir “de dentro”, exclusivamente dele, movimentada não por sua sensação organísmica, mas por sua vontade racional, controlada pela “mente” (Perls, Hefferline e Goodman, 1951).
  • 18. CORPO E TERAPIA Ampliação da awareness sensorial para trazer a figuração das fixações e tensões que estão muscularmente encouraçadas - que se tornaram involuntárias enrijecidas inconscientemente pelas frustações e perigos crônicos - e os componentes existências do conflito em que elas estão habituadas; para que elas possam ser experienciadas em uma nova fronteira do aqui-e- agora, sob uma condição atual de musculatura voluntária. (Perls, Hefferline e Goodman, 1997). O processo psicoterapêutico se inicia com a awareness da função id, o que significa dizer que, a partir de uma experiência estética, conectando-se com a corporeidade e as sensações, a ação escolhida dentre as possibilidades que se apresentam estará orientada pela necessidade que ativa e mobiliza o fundo. (Alvim, 2011) O terapeuta deve conectar-se com as próprias sensações presentes, concentrando-se na forma da situação, orientando sua intervenção para a necessidade que se apresenta e revela no id da situação, o que ativa e mobiliza o fundo orientado pela necessidade dominante, abstraindo o cliente das representações(Alvim, 2011)
  • 19. “O corpo é a pessoa o retrato de mim mesmo, da minha história, por isso só pode ser falado por mim. Se o outro me toca eu toco o outro, devo fazê-lo com a reverência própria de quem entra num santuário a procura do sagrado” (RIBEIRO, 1997)
  • 20. • DEL PRIORI, Mary Lucy. A história do corpo e a Nova História: uma autópsia. In: Revista da USP, nº 23, São Paulo, 1994. • PORTER, Roy. História do corpo. In: BURKE, Peter (org.). A escrita da história: novas perspectivas. São Paulo: UNESP. 1992. • SANT´ANNA, Denise. Corpo e história. In: Núcleo de estudos e Pesquisa da Subjetividade do programa de estudos de Pós- Graduados em Psicologia Clínica. Cadernos de Subjetividade. v. 1, nº 1, São Paulo, 1993. • SENNET, Richard. Carne e pedra: o corpo e a cidade na civilização ocidental. Rio de Janeiro: Record, 1997. • SCARPATO, A (2005). Introdução à Psicologia Formativa de Stanley Keleman, Revista Psicologia Brasil, ano 3 n 27, p 30-31. Disponível em: http://www.psicoterapia.psc.br/scarpato/t_intro.html • ALVIM, Mônica Botelho. O lugar do corpo em Gestalt-Terapia: dialogando com Merleau-Ponty. Revista IGT na Rede, V.8, No 15, 2011, Página 230 de 237 Disponível em http://www.igt.psc.br/ojs/ ISSN 1807-2526. Referência Bibliográfica
  • 21. Referência Bibliográfica  RIBEIRO, Jorge Ponciano. Gestalt Terapia: refazendo um caminho. São Paulo: Summus. Cap. I, 2.1, 2.2 e 2.3. ____ O Ciclo do Contato. São Paulo: Summus.________.Gestalt Terapia: o processo grupal – uma abordagem fenome-nológica da teoria de campo e holística. São Paulo: Summus, 1994. ____. Psicoterapia de Curta Duração. São Paulo: Summus, 1999.  RODRIGUES, Hugo Elídio. Introdução a Gestalt-Terapia: conversando sobre os fundamentos da abordagem. Petrópolis, R.J.: Vozes, 2000.  ZINKER, J.; O processo criativo na terapia gestáltica. [1,2]  DÁCRI, Gladys; LIMA, Patrícia; ORGLER, Scheila. Dicionário de Gestalt- terapia. São Paulo: Summus, 2007.  BOLOGNESI, Mário Fernando. O corpo como princípio. Trans/Form/Ação , Marília, v. 24, n. 1, 2001 . Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.phpscript=sci_arttext&pid=S0101- 31732001000100007&lng=&nrm=iso>. Acesso em: 02 2008;  CSA van der Broocke, MG de Macedo. O corpo como agente saudável e mensageiro dos conflitos psíquicos em uma perspectiva gestáltica.IGT na Rede, 2006. Disponível em: http://www.igt.psc.br/ojs/viewarticle.php?id=28. Acesso em: 19 de novembro de 2008;

Notas do Editor

  1. Roy Porter ou Ashely Montaguo, historia do corpo….ok
  2. Falar de campos de energia e interação…
  3. Procurar textos para pasta sobre Martin Heidgger e Spinoza