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Aspectos históricos, teóricos e 
terapêuticos da Gestalt-Terapia 
Fábio Nogueira, MSc 
slideshare.net/fabionp
O que vamos ver hoje? 
A. Breve histórico sobre a GT 
B. Aspectos epistemológicos e teóricos 
C. Função e papel do terapeuta 
D. Técnicas e procedimentos psicoterápicos
A. Breve histórico 
Friedrich (Fritz) Salomon Perls (1893-1970) 
• Nascido em Berlin, de origem judaica 
• Jovem rebelde, engajada nos círculos intelectuais e 
boêmios 
• A família queria que fosse advogado 
• Fez parte do Exército alemão na I Guerra 
• Estudou medicina > Psiquiatra
A. Breve histórico 
Friedrich (Fritz) Salomon Perls (1893-1970) 
• Após se formar, trabalhou com Kurt Goldstein 
• Trabalhos com soldados com problemas neurológicos 
• Contato insatisfatório com Freud ,fez análise com Reich 
• Casou com Laura em 1930 
• Fugiu para Holanda e África do Sul por causa do Nazismo em 1933
A. Breve histórico 
Friedrich (Fritz) Salomon Perls (1893-1970) 
• Escreve Ego, Fome e Agressão em 1942 
• Propõe uma revisão da teoria e do método da Psicanálise 
• Foram para NY em 1946 
• Publicação de Gestalt Therapy em 1951 com Ralph Hefferline e 
Paul Goodman
A. Breve histórico 
GT além de Fritz Perls 
• Publicação de Gestalt Therapy em 1951 com Robert Hefferline e 
Paul Goodman 
Dois volumes – Teórico e Prático 
1. Goodman > sistematizou as anotações de Perls 
2. Hefferline > experimentos com estudantes na Univ. de Columbia
A. Breve histórico 
GT além de Fritz Perls 
• 1952: Instituto de NY 
• 1953: Instituto de Cleveland e workshops nos EUA 
• Rachas com o grupo de Cleveland 
Segunda geração da GT 
• Joseph Zinker, Erving e Miriam Polster
A. Breve histórico 
Novamente Fritz Perls... 
• 1956: Fritz separa de Laura, se muda para Miami e conhece 
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• 1959: Fritz se separa de Marty e se muda para Califórnia 
• Influência da contra cultura, experiências com LSD, viagens 
pelo mundo, conhece o zen budismo
A. Breve histórico 
Novamente Fritz Perls... 
• 1969: publica Sonhos e existência e Dentro e fora da lata de lixo 
• Instituto de Esalen fica por conta de Dick Price, Claudio Naranjo, 
Bob Hall e Jack Downing 
• Instituto em Vancouver Island, Canadá 
• Teddy Lyons, Barry Stevens, Janet Lederman e outros saem de 
Esalen e vão para o Canadá
A. Breve histórico 
Novamente Fritz Perls... 
• Viaja para a Europa, volta doente 
• 1970: morre de ataque cardíaco; 
autópsia revela câncer de pâncreas
A. Breve histórico 
Como ficou a GT além de Fritz Perls?!? 
1. West Coast Gestalt (Califórnia) 
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• 1970: Erving e Miriam Polster fundam um centro de treinamento 
em La Jolla, Califórnia 
• Erving e Miriam publicam Gestalt-Terapia Integrada 
• Avanços nos conceitos de contato e limite
B. Aspectos epistemológicos e teóricos 
(Monteiro Júnior, 2010; Walker, 2008; Moreira, 2009; Yontef, 1993) 
• Fritz Perls recebeu treinamento como psiquiatra e psicanalista . 
• Laura Perls fez doutorado em Psicologia da Gestalt e formação 
em psicanálise. 
• Laura teve contato com as ideias de von Ehrenfels, Wertheimer, 
Koffka, Kohler, Buber e Tillich.
B. Aspectos epistemológicos e teóricos 
(Monteiro Júnior, 2010; Walker, 2008; Moreira, 2009; Yontef, 1993) 
GESTALT = todo, estrutura, forma, organização 
• Todo é maior que a soma das partes 
• Todo > Parte | Parte > Todo 
• O campo perceptivo se organiza de maneira espontânea, 
formando conjuntos estruturados e significantes.
B. Aspectos epistemológicos e teóricos 
(Monteiro Júnior, 2010; Walker, 2008; Moreira, 2009; Yontef, 1993) 
GESTALT = todo, estrutura, forma, organização 
• Todo é maior que a soma das partes 
• Música > instrumentos, notas musicais, harmonia, letra 
• Todo holístico > tudo conectado entre si, fazendo parte, em 
essência , da mesma coisa
B. Aspectos epistemológicos e teóricos 
(Monteiro Júnior, 2010; Walker, 2008; Moreira, 2009; Yontef, 1993) 
• Identificação de padrões 
• Figura / Fundo 
• Atenção intencional, consciente > flutuação dinâmica do 
processo de formação figura e fundo 
• Novos estímulos espontaneamente se combinam para formar 
estruturas que são distintas do fundo.
B. Aspectos epistemológicos e teóricos 
(Monteiro Júnior, 2010; Walker, 2008; Moreira, 2009; Yontef, 1993) 
• Laura trabalhava com Kurt Goldstein na Univ. de Frankfurt > 
pesquisas com soldados que sofreram danos neurológicos 
• Além da prática médica, Goldstein também dava palestras sobre 
filosofia e gostava muito das ideias holísticas de Jam Smuts. 
• A teoria organísmica de Goldstein sofre forte influência de Smuts 
• O organismo é uma entidade que se autorregula > homeostase
B. Aspectos epistemológicos e teóricos 
(Monteiro Júnior, 2010; Walker, 2008; Moreira, 2009; Yontef, 1993) 
 O organismo é uma entidade que se autorregula 
 Ser humano na sua completude organísmica 
• Kurt Lewin | Estudo da percepção > Estudo da pessoa 
• Causa-efeito > Interconexões, emergências e dissoluções 
• CPT = f(P,A) | Comportamento entendido no contexto 
• Campo fenomênico é a totalidade de fatos co-existentes, 
interdependentes em dado momento
B. Aspectos epistemológicos e teóricos 
(Monteiro Júnior, 2010; Walker, 2008; Moreira, 2009; Yontef, 1993; Williams, 
2006) 
ORIENTALISMO 
• Era comum na década de 1940 a influência de filosofias e 
religiões orientais entre os intelectuais. 
• Paul Weisz fazia parte do primeiro que se formou em NY e 
apresentou o Zen Budismo para Fritz Perls. 
• Laura Perls e Paul Goodman tinham afinidade pelo Taoísmo.
Na busca do conhecimento, todos os dias algo é adquirido, 
Na busca do tao, todos os dias algo é deixado para trás. 
E cada vez menos é feito 
até se atingir a perfeita não-ação. 
Quando nada é feito, nada fica por fazer. 
Domina-se o mundo deixando as coisas seguirem o seu curso. 
E não interferindo. 
Tao Te Ching (道德經), Cap. 48
B. Aspectos epistemológicos e teóricos 
(Monteiro Júnior, 2010; Walker, 2008; Moreira, 2009; Yontef, 1993; Williams, 
2006) 
• TAO > Princípio supremo, devir, 
caminhar 
• Polarização YIN/YANG > Integração 
• WU WEI (não ação) > Autorregulação 
organísmica
B. Aspectos epistemológicos e teóricos 
(Monteiro Júnior, 2010; Walker, 2008; Moreira, 2009; Yontef, 1993; Williams, 
2006) 
• “O Zen aponta diretamente para o 
coração humano, vê sua natureza e o 
tornar Buda.” Bodhidharma 
• Fritz Perls gostava da atitude não-moralista do 
Zen Budismo como um “antídoto” para a coerção 
social. 
• Consciência ativa (Zen) > Consciência presente
B. Aspectos epistemológicos e 
teóricos 
(Baisser, 1977; Monteiro Júnior, 2010; Walker, 2008; Moreira, 
2009; Yontef, 1993; Williams, 2006) 
• Paradoxo (Zen) > Teoria 
Paradoxal da Mudança (GT) 
• “A mudança ocorre quando 
uma pessoa se torna o que é, 
não quando tenta converter-se 
no que não é” (Beisser, 1977, 
p. 110) > ser aquilo que é 
Estudar o Zen é estudar a si mesmo. 
Estudar a si mesmo 
é se esquecer de si mesmo. 
Esquecer de si mesmo 
é estar uno com todas as coisas. 
Mestre Dogen
B. Aspectos epistemológicos e teóricos 
(Baisser, 1977; Monteiro Júnior, 2010; Walker, 2008; Moreira, 2009; Yontef, 
1993; Williams, 2006) 
• KOAN (anedotas) | Monge e mestre no jardim > iluminação; Peixe 
e água; comer açúcar 
• Ser o fazer > experiência ativa, direta da realidade 
• Ilusão do ego > experiência do todo 
• Epoché, descrição, horizontalização de valores 
• Wertheimer: “eu quero” > “a situação exige” 
• Consciência presente evita hábitos não saudáveis e 
condicionamentos
B. Aspectos epistemológicos e teóricos 
(Baisser, 1977; Monteiro Júnior, 2010; Walker, 2008; Moreira, 2009; Yontef, 
1993; Williams, 2006) 
Em resumo, as influências direcionam para... 
• Repletos de experiências passadas contidas que não há lugar para 
novas experiências 
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• Papéis em conflito: DEVER SER x É 
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•Estruturas > Processos | Adaptando-se ao ambiente
FATORES 
Fatores Físicos 
Fatores Emocionais 
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Fatores Espirituais 
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SISTEMAS 
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Pessoa-Pessoa 
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B. Aspectos epistemológicos e 
teóricos 
(Fagan, 1980; Perls, 1977; Yontef & Jacobs, 2010)
B. Aspectos epistemológicos e 
teóricos 
(Perls, Hefferline & Goodman, 1951/1994; Perls & Goodman, 
1980; Steven, 1977; Tobin, 1977) 
Tudo em ordem! 
O que sinto? 
Como me sinto? 
O que me lembra? 
O que (não) estou fazendo? 
Mãos à obra! 
Cumprindo com a necessidade 
Equilíbrio 
Sensação 
Percepção 
Emoção 
Contato 
Mobilização Figura 
Ação 
CICLO DE EXPERIÊNCIA
Contato 
Desconforto / desagradável 
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desconsideração da figura 
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O que está 
presente que 
gera sofrimento? 
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(Sintoma diz) 
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relacionamos 
com o ambiente? 
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possíveis? 
B. Aspectos epistemológicos e 
teóricos 
(Galli, 2009; Perls, Hefferline & Goodman, 1951/1994)
Ciclo de Contato e de 
Saúde 
“Que pena que a resistência 
seja, quase sempre, uma 
opção pelo mais difícil, mas 
que, naquele momento, nos 
parece o mais viável ou o 
mais fácil.” (Ribeiro, 2007, 
78) 
B. Aspectos epistemológicos e teóricos 
(Perls, Hefferline & Goodman, 1951/1994; Polster & Polster, 1979; 
Ribeiro, 1997)
C. Função e papel do 
terapeuta 
ESCOLAS TRADICIONAIS 
Por que esta pessoa é desse jeito? 
GESTALT-TERAPIA 
Como é a experiência de vida desta pessoa agora?
C. Função e papel do 
terapeuta 
Opa! Peraí!!! 
Então o passado não é importante 
na GT!? 
• Passado deixa marcas 
• Foco em como o passado afeta a vida 
hoje, como afeta o encontro EU-TU 
QUANDO VOCÊ CONTA O QUE ACONTECEU NO DIA 
EM QUE TIROU UMA FOTO VOCÊ MUDA OS FATOS?
O insight acontece no lugar de encontro 
entre terapeuta e cliente no presente 
O insight acontece espontaneamente na 
relação entre terapeuta e cliente 
C. Função e papel do 
terapeuta 
 O passado se foi 
 A vida é AQUI-E-AGORA 
 O futuro é uma possibilidade
O INSTRUMENTO mais importante em GT é o terapeuta 
O TERAPEUTA É UMA PESSOA 
Neutralidade 
Objetividade 
Analítico 
Interação 
Empatia 
Compreensão 
Respeito 
Desafio 
C. Função e papel do 
terapeuta
C. Função e papel do 
terapeuta 
DOIS PRINCÍPIOS IMPORTANTES 
1. A pessoa é responsável pelas suas escolhas a ações 
2. As escolhas são limitadas pelo contexto/ambiente 
Aumentar a consciência (awareness) 
Sentimentos 
Reações 
Emoções 
Ações 
QUAL É O PAPEL QUE VOCÊ DESEMPENHA NA SUA VIDA? 
QUAIS SÃO SUAS OPÇÕES?
C. Função e papel do 
terapeuta 
FORMAS DE SER-NO-MUNDO 
• O que experimentamos ao longo da vida? 
• Quais são nossas pendências? 
• O que deixamos para trás sem resolver? 
• Como nos adaptamos a essas experiências? 
• Como nos construímos a partir dessas experiências?
C. Função e papel do 
terapeuta 
NOSSAS PENDÊNCIAS/DÍVIDAS COM O PASSADO 
SE APRESENTAM NA RELAÇÃO COM O TERAPEUTA 
• Hábitos, cristalização dos processos de resistência 
• Aprender com a experiência 
• Apreciar a totalidade de nosso ser 
• Acompanhando o processo/desenvolvimento do self
D. Técnicas e procedimentos 
psicoterápicos 
(Fagan, 1980; Yontef & Jacobs, 2010) 
Quando fazer psicoterapia? 
1. Quando falhamos em aprender com nossas experiências 
2. Quando nossas habilidades de autorregulação não nos permitem 
ir além de padrões não-adaptativos 
3. Quando temos dificuldades para lidar com crises 
4. Quando nos sentimos ineficientes para lidar com o outro 
5. Quando sentimos necessidade de orientação para nosso 
crescimento pessoal
D. Técnicas e procedimentos 
psicoterápicos 
(Fagan, 1980; Yontef & Jacobs, 2010) 
Qual o foco da GT? 
• Auxiliar à pessoa a se tornar consciente (aware) de como 
evita aprender com as experiências, de como inibições na 
área de contato limitam o acesso à experiência necessária 
para o aumento da consciência (awareness) 
• Aumentar a consciência em relação a alguns aspectos 
• Melhorar a percepção/conscientização sobre padrões 
automáticos
D. Técnicas e procedimentos 
psicoterápicos 
(Fagan, 1980; Yontef & Jacobs, 2010) 
Qual o foco da GT? 
Se CPT = f (P,Amb), o que é necessário para se ter consciência? 
 Autoconhecimento + Conhecimento do ambiente 
 Responsabilidade pelas escolhas > EU FAÇO 
 Autoaceitação > NESTE MOMENTO ESTOU ASSIM 
 Habilidade para fazer/manter contato > EU VIVO A EXPERIÊNCIA
D. Técnicas e procedimentos 
psicoterápicos 
(Fagan, 1980; Yontef & Jacobs, 2010) 
Como deve ser a terapia? 
• Introspecção racional 
• Mudança comportamental 
• Explicação / interpretação 
• Relação 
• Exploração 
• Conscientização
D. Técnicas e procedimentos 
psicoterápicos 
(Fagan, 1980; Yontef & Jacobs, 2010) 
Como deve ser a terapia? 
 O que a pessoa faz? 
 Como a pessoa faz? 
 Quando a pessoa faz? > Agora 
 Onde a pessoa faz? > Aqui 
Entro em contato com memórias, sensações, 
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EU PRECISO x EU DEVO x EU QUERO
D. Técnicas e procedimentos 
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(Polster & Polster, 1979; Yontef & Jacobs, 2010) 
TIPOS DE ATENDIMENTO 
1. Individual 
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c) Pequenos grupos 
d) Grandes grupos 
Mantendo o FOCO 
Consciência (experiência direta) 
.1 
Contato (relacionamento) .2 
Experimento (emergência) .3
D. Técnicas e procedimentos 
psicoterápicos 
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ESTRATÉGIAS PARA GRUPOS 
1. Um-a-um 
2. Interações entre membros 
o Díades 
o Grupos menores dentro de grupos maiores 
3. Misto
D. Técnicas e procedimentos 
psicoterápicos 
(Yontef & Jacobs, 2010) 
EXPERIMENTAÇÃO 
• Criatividade nas intervenções 
o “Tente isto e perceba sua experiência” 
• Foco AQUI-E-AGORA 
o Do que você tem consciência agora? O que você percebe 
neste momento? 
• Dramatização 
• Transformar pensamento e emoções em ações 
• Estimular criatividade e inovação 
• Conectar níveis (biológico, emocional, racional, social)
D. Técnicas e procedimentos 
psicoterápicos 
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EXPERIMENTAÇÃO 
• Mentalização, imaginação e fantasia 
o Criação de metáforas devido a limitação da 
verbalização 
o Situações hipotéticas protegidas 
• Consciência corporal 
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o Processo “natural”, inerente à vida, adaptável, 
acontece todo o tempo 
o Conexão entre níveis
D. Técnicas e procedimentos 
psicoterápicos 
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EXPERIMENTAÇÃO 
• Experimento não é treino da habilidades 
• Experimento é oportunidade de aprendizagem e desafio 
1. Dramatização 
2. Comportamento dirigido 
3. Mentalização, imaginação e fantasias 
4. Sonhos 
5. Para-Casa
D. Técnicas e procedimentos 
psicoterápicos 
(Polster & Polster, 1979) 
1. Dramatização 
• Situações inacabadas do passado distante 
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• Situações inacabadas do presente 
o Representar pensamentos, emoções, sensações 
• Representação de uma característica de si / meio 
o Estereotipia / mudança de significados 
• Representação de uma polaridade 
o Experimentar opostos, integrar partes
D. Técnicas e procedimentos 
psicoterápicos 
(Polster & Polster, 1979) 
2. Comportamento dirigido 
• Identificar comportamento automático 
o Repetir 
o Exacerbar 
• Como você se sente? 
• Quais emoções surgem?
D. Técnicas e procedimentos 
psicoterápicos 
(Polster & Polster, 1979) 
3. Mentalização, imaginação e fantasia 
• Mentalização pode promover ações 
• Assimilação de sentimentos 
• Ampliar repertórios racionais, emocionais e comportamentais 
• Contato com pessoas indisponíveis e/ou situações 
inacabadas 
• Nem sempre o paciente está a vontade para dramatizar 
• Exploração do desconhecido / hipóteses
D. Técnicas e procedimentos 
psicoterápicos 
(Polster & Polster, 1979) 
4. Sonhos 
• Perls considerava o sonho um fenômeno de projeção e 
como tal precisava ser reintegrado 
• Contar o sonho no tempo presente 
• Dramatizar o sonho 
• Contar o sonho a partir da perspectiva de outro 
personagem ou elemento da cena
D. Técnicas e procedimentos 
psicoterápicos 
(Polster & Polster, 1979) 
5. Para-Casa 
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Aspectos históricos, teóricos e terapêuticos da Gestalt-Terapia

  • 1. Aspectos históricos, teóricos e terapêuticos da Gestalt-Terapia Fábio Nogueira, MSc slideshare.net/fabionp
  • 2. O que vamos ver hoje? A. Breve histórico sobre a GT B. Aspectos epistemológicos e teóricos C. Função e papel do terapeuta D. Técnicas e procedimentos psicoterápicos
  • 3. A. Breve histórico Friedrich (Fritz) Salomon Perls (1893-1970) • Nascido em Berlin, de origem judaica • Jovem rebelde, engajada nos círculos intelectuais e boêmios • A família queria que fosse advogado • Fez parte do Exército alemão na I Guerra • Estudou medicina > Psiquiatra
  • 4. A. Breve histórico Friedrich (Fritz) Salomon Perls (1893-1970) • Após se formar, trabalhou com Kurt Goldstein • Trabalhos com soldados com problemas neurológicos • Contato insatisfatório com Freud ,fez análise com Reich • Casou com Laura em 1930 • Fugiu para Holanda e África do Sul por causa do Nazismo em 1933
  • 5. A. Breve histórico Friedrich (Fritz) Salomon Perls (1893-1970) • Escreve Ego, Fome e Agressão em 1942 • Propõe uma revisão da teoria e do método da Psicanálise • Foram para NY em 1946 • Publicação de Gestalt Therapy em 1951 com Ralph Hefferline e Paul Goodman
  • 6. A. Breve histórico GT além de Fritz Perls • Publicação de Gestalt Therapy em 1951 com Robert Hefferline e Paul Goodman Dois volumes – Teórico e Prático 1. Goodman > sistematizou as anotações de Perls 2. Hefferline > experimentos com estudantes na Univ. de Columbia
  • 7. A. Breve histórico GT além de Fritz Perls • 1952: Instituto de NY • 1953: Instituto de Cleveland e workshops nos EUA • Rachas com o grupo de Cleveland Segunda geração da GT • Joseph Zinker, Erving e Miriam Polster
  • 8. A. Breve histórico Novamente Fritz Perls... • 1956: Fritz separa de Laura, se muda para Miami e conhece Marty Fromm • 1959: Fritz se separa de Marty e se muda para Califórnia • Influência da contra cultura, experiências com LSD, viagens pelo mundo, conhece o zen budismo
  • 9. A. Breve histórico Novamente Fritz Perls... • 1969: publica Sonhos e existência e Dentro e fora da lata de lixo • Instituto de Esalen fica por conta de Dick Price, Claudio Naranjo, Bob Hall e Jack Downing • Instituto em Vancouver Island, Canadá • Teddy Lyons, Barry Stevens, Janet Lederman e outros saem de Esalen e vão para o Canadá
  • 10. A. Breve histórico Novamente Fritz Perls... • Viaja para a Europa, volta doente • 1970: morre de ataque cardíaco; autópsia revela câncer de pâncreas
  • 11. A. Breve histórico Como ficou a GT além de Fritz Perls?!? 1. West Coast Gestalt (Califórnia) 2. East Coast Gestlat (Cleveland) • 1970: Erving e Miriam Polster fundam um centro de treinamento em La Jolla, Califórnia • Erving e Miriam publicam Gestalt-Terapia Integrada • Avanços nos conceitos de contato e limite
  • 12. B. Aspectos epistemológicos e teóricos (Monteiro Júnior, 2010; Walker, 2008; Moreira, 2009; Yontef, 1993) • Fritz Perls recebeu treinamento como psiquiatra e psicanalista . • Laura Perls fez doutorado em Psicologia da Gestalt e formação em psicanálise. • Laura teve contato com as ideias de von Ehrenfels, Wertheimer, Koffka, Kohler, Buber e Tillich.
  • 13. B. Aspectos epistemológicos e teóricos (Monteiro Júnior, 2010; Walker, 2008; Moreira, 2009; Yontef, 1993) GESTALT = todo, estrutura, forma, organização • Todo é maior que a soma das partes • Todo > Parte | Parte > Todo • O campo perceptivo se organiza de maneira espontânea, formando conjuntos estruturados e significantes.
  • 14. B. Aspectos epistemológicos e teóricos (Monteiro Júnior, 2010; Walker, 2008; Moreira, 2009; Yontef, 1993) GESTALT = todo, estrutura, forma, organização • Todo é maior que a soma das partes • Música > instrumentos, notas musicais, harmonia, letra • Todo holístico > tudo conectado entre si, fazendo parte, em essência , da mesma coisa
  • 15. B. Aspectos epistemológicos e teóricos (Monteiro Júnior, 2010; Walker, 2008; Moreira, 2009; Yontef, 1993) • Identificação de padrões • Figura / Fundo • Atenção intencional, consciente > flutuação dinâmica do processo de formação figura e fundo • Novos estímulos espontaneamente se combinam para formar estruturas que são distintas do fundo.
  • 16. B. Aspectos epistemológicos e teóricos (Monteiro Júnior, 2010; Walker, 2008; Moreira, 2009; Yontef, 1993) • Laura trabalhava com Kurt Goldstein na Univ. de Frankfurt > pesquisas com soldados que sofreram danos neurológicos • Além da prática médica, Goldstein também dava palestras sobre filosofia e gostava muito das ideias holísticas de Jam Smuts. • A teoria organísmica de Goldstein sofre forte influência de Smuts • O organismo é uma entidade que se autorregula > homeostase
  • 17. B. Aspectos epistemológicos e teóricos (Monteiro Júnior, 2010; Walker, 2008; Moreira, 2009; Yontef, 1993)  O organismo é uma entidade que se autorregula  Ser humano na sua completude organísmica • Kurt Lewin | Estudo da percepção > Estudo da pessoa • Causa-efeito > Interconexões, emergências e dissoluções • CPT = f(P,A) | Comportamento entendido no contexto • Campo fenomênico é a totalidade de fatos co-existentes, interdependentes em dado momento
  • 18. B. Aspectos epistemológicos e teóricos (Monteiro Júnior, 2010; Walker, 2008; Moreira, 2009; Yontef, 1993; Williams, 2006) ORIENTALISMO • Era comum na década de 1940 a influência de filosofias e religiões orientais entre os intelectuais. • Paul Weisz fazia parte do primeiro que se formou em NY e apresentou o Zen Budismo para Fritz Perls. • Laura Perls e Paul Goodman tinham afinidade pelo Taoísmo.
  • 19. Na busca do conhecimento, todos os dias algo é adquirido, Na busca do tao, todos os dias algo é deixado para trás. E cada vez menos é feito até se atingir a perfeita não-ação. Quando nada é feito, nada fica por fazer. Domina-se o mundo deixando as coisas seguirem o seu curso. E não interferindo. Tao Te Ching (道德經), Cap. 48
  • 20. B. Aspectos epistemológicos e teóricos (Monteiro Júnior, 2010; Walker, 2008; Moreira, 2009; Yontef, 1993; Williams, 2006) • TAO > Princípio supremo, devir, caminhar • Polarização YIN/YANG > Integração • WU WEI (não ação) > Autorregulação organísmica
  • 21. B. Aspectos epistemológicos e teóricos (Monteiro Júnior, 2010; Walker, 2008; Moreira, 2009; Yontef, 1993; Williams, 2006) • “O Zen aponta diretamente para o coração humano, vê sua natureza e o tornar Buda.” Bodhidharma • Fritz Perls gostava da atitude não-moralista do Zen Budismo como um “antídoto” para a coerção social. • Consciência ativa (Zen) > Consciência presente
  • 22. B. Aspectos epistemológicos e teóricos (Baisser, 1977; Monteiro Júnior, 2010; Walker, 2008; Moreira, 2009; Yontef, 1993; Williams, 2006) • Paradoxo (Zen) > Teoria Paradoxal da Mudança (GT) • “A mudança ocorre quando uma pessoa se torna o que é, não quando tenta converter-se no que não é” (Beisser, 1977, p. 110) > ser aquilo que é Estudar o Zen é estudar a si mesmo. Estudar a si mesmo é se esquecer de si mesmo. Esquecer de si mesmo é estar uno com todas as coisas. Mestre Dogen
  • 23. B. Aspectos epistemológicos e teóricos (Baisser, 1977; Monteiro Júnior, 2010; Walker, 2008; Moreira, 2009; Yontef, 1993; Williams, 2006) • KOAN (anedotas) | Monge e mestre no jardim > iluminação; Peixe e água; comer açúcar • Ser o fazer > experiência ativa, direta da realidade • Ilusão do ego > experiência do todo • Epoché, descrição, horizontalização de valores • Wertheimer: “eu quero” > “a situação exige” • Consciência presente evita hábitos não saudáveis e condicionamentos
  • 24. B. Aspectos epistemológicos e teóricos (Baisser, 1977; Monteiro Júnior, 2010; Walker, 2008; Moreira, 2009; Yontef, 1993; Williams, 2006) Em resumo, as influências direcionam para... • Repletos de experiências passadas contidas que não há lugar para novas experiências • Vazio, não saber, não ter sentido > indiferença criativa, suspensão de pré-concepções (epoché?) • Papéis em conflito: DEVER SER x É • Racionalização > Respostas externas • Experimentação > Respostas internas •Estruturas > Processos | Adaptando-se ao ambiente
  • 25. FATORES Fatores Físicos Fatores Emocionais Fatores Intelectuais Fatores Espirituais Fatores Sociais SISTEMAS Pessoa-Corpo Pessoa-Pessoa Pessoa-Social NÍVEIS Celular Individual Dialógico Social B. Aspectos epistemológicos e teóricos (Fagan, 1980; Perls, 1977; Yontef & Jacobs, 2010)
  • 26. B. Aspectos epistemológicos e teóricos (Perls, Hefferline & Goodman, 1951/1994; Perls & Goodman, 1980; Steven, 1977; Tobin, 1977) Tudo em ordem! O que sinto? Como me sinto? O que me lembra? O que (não) estou fazendo? Mãos à obra! Cumprindo com a necessidade Equilíbrio Sensação Percepção Emoção Contato Mobilização Figura Ação CICLO DE EXPERIÊNCIA
  • 27. Contato Desconforto / desagradável Interromper contato, desconsideração da figura Perda do movimento Figura / Fundo O que está presente que gera sofrimento? O que falta? (Sintoma diz) Como nos relacionamos com o ambiente? Quais as soluções possíveis? B. Aspectos epistemológicos e teóricos (Galli, 2009; Perls, Hefferline & Goodman, 1951/1994)
  • 28. Ciclo de Contato e de Saúde “Que pena que a resistência seja, quase sempre, uma opção pelo mais difícil, mas que, naquele momento, nos parece o mais viável ou o mais fácil.” (Ribeiro, 2007, 78) B. Aspectos epistemológicos e teóricos (Perls, Hefferline & Goodman, 1951/1994; Polster & Polster, 1979; Ribeiro, 1997)
  • 29. C. Função e papel do terapeuta ESCOLAS TRADICIONAIS Por que esta pessoa é desse jeito? GESTALT-TERAPIA Como é a experiência de vida desta pessoa agora?
  • 30. C. Função e papel do terapeuta Opa! Peraí!!! Então o passado não é importante na GT!? • Passado deixa marcas • Foco em como o passado afeta a vida hoje, como afeta o encontro EU-TU QUANDO VOCÊ CONTA O QUE ACONTECEU NO DIA EM QUE TIROU UMA FOTO VOCÊ MUDA OS FATOS?
  • 31. O insight acontece no lugar de encontro entre terapeuta e cliente no presente O insight acontece espontaneamente na relação entre terapeuta e cliente C. Função e papel do terapeuta  O passado se foi  A vida é AQUI-E-AGORA  O futuro é uma possibilidade
  • 32. O INSTRUMENTO mais importante em GT é o terapeuta O TERAPEUTA É UMA PESSOA Neutralidade Objetividade Analítico Interação Empatia Compreensão Respeito Desafio C. Função e papel do terapeuta
  • 33. C. Função e papel do terapeuta DOIS PRINCÍPIOS IMPORTANTES 1. A pessoa é responsável pelas suas escolhas a ações 2. As escolhas são limitadas pelo contexto/ambiente Aumentar a consciência (awareness) Sentimentos Reações Emoções Ações QUAL É O PAPEL QUE VOCÊ DESEMPENHA NA SUA VIDA? QUAIS SÃO SUAS OPÇÕES?
  • 34. C. Função e papel do terapeuta FORMAS DE SER-NO-MUNDO • O que experimentamos ao longo da vida? • Quais são nossas pendências? • O que deixamos para trás sem resolver? • Como nos adaptamos a essas experiências? • Como nos construímos a partir dessas experiências?
  • 35. C. Função e papel do terapeuta NOSSAS PENDÊNCIAS/DÍVIDAS COM O PASSADO SE APRESENTAM NA RELAÇÃO COM O TERAPEUTA • Hábitos, cristalização dos processos de resistência • Aprender com a experiência • Apreciar a totalidade de nosso ser • Acompanhando o processo/desenvolvimento do self
  • 36. D. Técnicas e procedimentos psicoterápicos (Fagan, 1980; Yontef & Jacobs, 2010) Quando fazer psicoterapia? 1. Quando falhamos em aprender com nossas experiências 2. Quando nossas habilidades de autorregulação não nos permitem ir além de padrões não-adaptativos 3. Quando temos dificuldades para lidar com crises 4. Quando nos sentimos ineficientes para lidar com o outro 5. Quando sentimos necessidade de orientação para nosso crescimento pessoal
  • 37. D. Técnicas e procedimentos psicoterápicos (Fagan, 1980; Yontef & Jacobs, 2010) Qual o foco da GT? • Auxiliar à pessoa a se tornar consciente (aware) de como evita aprender com as experiências, de como inibições na área de contato limitam o acesso à experiência necessária para o aumento da consciência (awareness) • Aumentar a consciência em relação a alguns aspectos • Melhorar a percepção/conscientização sobre padrões automáticos
  • 38. D. Técnicas e procedimentos psicoterápicos (Fagan, 1980; Yontef & Jacobs, 2010) Qual o foco da GT? Se CPT = f (P,Amb), o que é necessário para se ter consciência?  Autoconhecimento + Conhecimento do ambiente  Responsabilidade pelas escolhas > EU FAÇO  Autoaceitação > NESTE MOMENTO ESTOU ASSIM  Habilidade para fazer/manter contato > EU VIVO A EXPERIÊNCIA
  • 39. D. Técnicas e procedimentos psicoterápicos (Fagan, 1980; Yontef & Jacobs, 2010) Como deve ser a terapia? • Introspecção racional • Mudança comportamental • Explicação / interpretação • Relação • Exploração • Conscientização
  • 40. D. Técnicas e procedimentos psicoterápicos (Fagan, 1980; Yontef & Jacobs, 2010) Como deve ser a terapia?  O que a pessoa faz?  Como a pessoa faz?  Quando a pessoa faz? > Agora  Onde a pessoa faz? > Aqui Entro em contato com memórias, sensações, emoções, pensamentos AGORA. EU PRECISO x EU DEVO x EU QUERO
  • 41. D. Técnicas e procedimentos psicoterápicos (Polster & Polster, 1979; Yontef & Jacobs, 2010) TIPOS DE ATENDIMENTO 1. Individual 2. Grupos a) Casal b) Família c) Pequenos grupos d) Grandes grupos Mantendo o FOCO Consciência (experiência direta) .1 Contato (relacionamento) .2 Experimento (emergência) .3
  • 42. D. Técnicas e procedimentos psicoterápicos (Yontef & Jacobs, 2010) ESTRATÉGIAS PARA GRUPOS 1. Um-a-um 2. Interações entre membros o Díades o Grupos menores dentro de grupos maiores 3. Misto
  • 43. D. Técnicas e procedimentos psicoterápicos (Yontef & Jacobs, 2010) EXPERIMENTAÇÃO • Criatividade nas intervenções o “Tente isto e perceba sua experiência” • Foco AQUI-E-AGORA o Do que você tem consciência agora? O que você percebe neste momento? • Dramatização • Transformar pensamento e emoções em ações • Estimular criatividade e inovação • Conectar níveis (biológico, emocional, racional, social)
  • 44. D. Técnicas e procedimentos psicoterápicos (Yontef & Jacobs, 2010) EXPERIMENTAÇÃO • Mentalização, imaginação e fantasia o Criação de metáforas devido a limitação da verbalização o Situações hipotéticas protegidas • Consciência corporal o Conscientização da respiração o Processo “natural”, inerente à vida, adaptável, acontece todo o tempo o Conexão entre níveis
  • 45. D. Técnicas e procedimentos psicoterápicos (Polster & Polster, 1979) EXPERIMENTAÇÃO • Experimento não é treino da habilidades • Experimento é oportunidade de aprendizagem e desafio 1. Dramatização 2. Comportamento dirigido 3. Mentalização, imaginação e fantasias 4. Sonhos 5. Para-Casa
  • 46. D. Técnicas e procedimentos psicoterápicos (Polster & Polster, 1979) 1. Dramatização • Situações inacabadas do passado distante o Refazer a cena • Situações inacabadas do presente o Representar pensamentos, emoções, sensações • Representação de uma característica de si / meio o Estereotipia / mudança de significados • Representação de uma polaridade o Experimentar opostos, integrar partes
  • 47. D. Técnicas e procedimentos psicoterápicos (Polster & Polster, 1979) 2. Comportamento dirigido • Identificar comportamento automático o Repetir o Exacerbar • Como você se sente? • Quais emoções surgem?
  • 48. D. Técnicas e procedimentos psicoterápicos (Polster & Polster, 1979) 3. Mentalização, imaginação e fantasia • Mentalização pode promover ações • Assimilação de sentimentos • Ampliar repertórios racionais, emocionais e comportamentais • Contato com pessoas indisponíveis e/ou situações inacabadas • Nem sempre o paciente está a vontade para dramatizar • Exploração do desconhecido / hipóteses
  • 49. D. Técnicas e procedimentos psicoterápicos (Polster & Polster, 1979) 4. Sonhos • Perls considerava o sonho um fenômeno de projeção e como tal precisava ser reintegrado • Contar o sonho no tempo presente • Dramatizar o sonho • Contar o sonho a partir da perspectiva de outro personagem ou elemento da cena
  • 50. D. Técnicas e procedimentos psicoterápicos (Polster & Polster, 1979) 5. Para-Casa • Terapia além do espaçotempo terapêutico • Experimentação em contextos ampliados • Dirigir atenção para autonomia