PETERSON XAVIER DA SILVA
MEDICO RESIDENTE NEUROCIRURGIA
HOSPITAL SANTA MARCELINA
CORDOMAS E CONDROSSARCOMAS DA
BASE DO CRÂNIO
DR. PETERSON XAVIER DA SILVA
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ANATPAT UNICAMP
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EPIDEMIOLOGIA
• Apesar de serem tumores com característica histológica de baixo grau, possuem
comportamento localmente agressivo, marcado por progressões e recorrências.
• Acomete principalmente na 5 e 6 década
• Raros em pessoas negras. Sem predominância comprovada por sexo.
• Ocorre em distribuição igualitária entre sacro, base do crânio e coluna vertebral.
(Vale ressaltar que, na sacro, corresponde a 50% dos tumores primários sacrais)
• Metástase: Ocorre em 30% dos pacientes, sendo mais frequente em cordomas
sacrais e em crianças menores
(a incidência de metástase aumenta inversamente proporcional a idade)
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• Lesão lítica, destrutiva, podendo apresentar
esclerose marginal.
• Componente de tecido de partes moles, geralmente
mais extenso que o acometimento ósseo, por conta
de áreas de necrose cística ou hemorragia.
• Calcificação intratumoral.
• Captação de contraste moderada a intensa.
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CORDOMA DE CLIVUS
• Sinal iso ou hipointenso em Tl.
• Hipersinal em T2.
• Captação heterogênea de contraste, com
aspecto de favo de mel
(áreas de hipossinal em Tl).
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SINTOMAS
• Os principais sintomas são cefaleia e diplopia
• Paresia do VI e o déficit de NC mais frequente.
• Sintomas relacionados a seu crescimento:
o Extensão ventral - Obstrução nasal, epistaxe e disfagia
o Extensão rostral – Endocrinopatia e perda visual
o Extensão caudal - Déficit do nervo hipoglosso e compressão de tronco cerebral
o Seio cavernoso: Síndrome do seio cavernoso.
o Condilo occipital: Cervicalgia
o Extensão para a fossa media pelo osso petroso
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TIPOS HISTOLÓGICOS
• Clássico
• Condroide
• Desdiferenciado – forma altamente maligna, com características
sarcomatosas e pouca resposta ao tratamento
• O diagnóstico histopatológico dos cordomas é feito por meio da identificação
de características fisalíforas e imunorreatividade para S-100 e
marcadores epiteliais (antígeno de membrana epitelial e citoqueratinas).
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DIAGNOSTI DIFERENCIAL COM
CONDROSSARCOMAS
• Cordomas apresentam imunopositividade para marcadores
epiteliais, diferentemente dos condrossarcomas.
• Alem do condrossacrcoma, o cordoma faz dd com
meningioma, palsmocitoma, metástase e macroadenoma.
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CONDROSSARCOMA
• Assim como os cordomas, ocorrem preferencialmente na base do crânio
• Diferente dos cordomas, correm com mais frequência na junção temporooccipital
• Geralmente mulheres adultas jovens, entre a terceira e quarta década
• Maioria dos casos esporádicas.
• Quando associado a genética: Sind de Ollier e Sindrome de Maffuci
• Diferente dos condromas, o condrossarcoma não possuem positividade para
marcadores epiteliais (já que tem origem cartilaginosa).
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CONDROSSARCOMA
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TRATAMENTO
• Diante da morbidade cirúrgica durante ressecção radical, existe
recomendação para ressecção subtotal seguida de radioterapia
adjuvante, com benefício na sobrevida.
• Os principais fatores que influenciam o prognóstico são:
o Subtipo histológico
o Recorrência.
o Tratamento prévio (cirurgia ou radioterapia).
o Extensão da ressecção.
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PROGNOSTICO
• Condrossarcomas apresentam melhor prognóstico quando comparados aos
cordomas.
• A taxa de recorrência em cinco anos sofre dramática redução quando se
compara ressecção cirúrgica apenas em relação à cirurgia seguida de
radioterapia ( 44 e 9%, respectivamente), independentemente do grau de
ressecção obtido.
• De acordo com o grau de diferenciação, há diferenças na recorrência e
sobrevida em cinco anos, sendo 15 e 90% para grau I, 16 e 81 % para grau
li, e 33 e 43% para grau Ili, respectivamente
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RADIOTERAPIA
• Uso da radioterapia adjuvante possui grande impacto na sobrevida e
controle local da doença, conforme alguns trabalhos publicados na literatura
médica.
• Diante do melhor prognóstico em relação ao cordoma, ainda existe dúvida
sobre a necessidade de tratamento adjuvante nos condrossarcomas.
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CORDOMA E CONDROSSARCOMA CRANIANO

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    EPIDEMIOLOGIA • Apesar deserem tumores com característica histológica de baixo grau, possuem comportamento localmente agressivo, marcado por progressões e recorrências. • Acomete principalmente na 5 e 6 década • Raros em pessoas negras. Sem predominância comprovada por sexo. • Ocorre em distribuição igualitária entre sacro, base do crânio e coluna vertebral. (Vale ressaltar que, na sacro, corresponde a 50% dos tumores primários sacrais) • Metástase: Ocorre em 30% dos pacientes, sendo mais frequente em cordomas sacrais e em crianças menores (a incidência de metástase aumenta inversamente proporcional a idade) DR. PETERSON XAVIER DA SILVA MEDPETERSON@HOTMAIL.COM
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    • Lesão lítica,destrutiva, podendo apresentar esclerose marginal. • Componente de tecido de partes moles, geralmente mais extenso que o acometimento ósseo, por conta de áreas de necrose cística ou hemorragia. • Calcificação intratumoral. • Captação de contraste moderada a intensa. ANATPAT UNICAMP DR. PETERSON XAVIER DA SILVA MEDPETERSON@HOTMAIL.COM CORDOMA DE CLIVUS
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    • Sinal isoou hipointenso em Tl. • Hipersinal em T2. • Captação heterogênea de contraste, com aspecto de favo de mel (áreas de hipossinal em Tl). ANATPAT UNICAMP DR. PETERSON XAVIER DA SILVA MEDPETERSON@HOTMAIL.COM CORDOMA DE CLIVUS
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    SINTOMAS • Os principaissintomas são cefaleia e diplopia • Paresia do VI e o déficit de NC mais frequente. • Sintomas relacionados a seu crescimento: o Extensão ventral - Obstrução nasal, epistaxe e disfagia o Extensão rostral – Endocrinopatia e perda visual o Extensão caudal - Déficit do nervo hipoglosso e compressão de tronco cerebral o Seio cavernoso: Síndrome do seio cavernoso. o Condilo occipital: Cervicalgia o Extensão para a fossa media pelo osso petroso DR. PETERSON XAVIER DA SILVA MEDPETERSON@HOTMAIL.COM
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    CONDROSSARCOMA • Assim comoos cordomas, ocorrem preferencialmente na base do crânio • Diferente dos cordomas, correm com mais frequência na junção temporooccipital • Geralmente mulheres adultas jovens, entre a terceira e quarta década • Maioria dos casos esporádicas. • Quando associado a genética: Sind de Ollier e Sindrome de Maffuci • Diferente dos condromas, o condrossarcoma não possuem positividade para marcadores epiteliais (já que tem origem cartilaginosa). DR. PETERSON XAVIER DA SILVA MEDPETERSON@HOTMAIL.COM
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    CONDROSSARCOMA DR. PETERSON XAVIERDA SILVA MEDPETERSON@HOTMAIL.COM TRATADO NEUROIRURIGA - SBN
  • 20.
    TRATAMENTO • Diante damorbidade cirúrgica durante ressecção radical, existe recomendação para ressecção subtotal seguida de radioterapia adjuvante, com benefício na sobrevida. • Os principais fatores que influenciam o prognóstico são: o Subtipo histológico o Recorrência. o Tratamento prévio (cirurgia ou radioterapia). o Extensão da ressecção. DR. PETERSON XAVIER DA SILVA MEDPETERSON@HOTMAIL.COM
  • 21.
    PROGNOSTICO • Condrossarcomas apresentammelhor prognóstico quando comparados aos cordomas. • A taxa de recorrência em cinco anos sofre dramática redução quando se compara ressecção cirúrgica apenas em relação à cirurgia seguida de radioterapia ( 44 e 9%, respectivamente), independentemente do grau de ressecção obtido. • De acordo com o grau de diferenciação, há diferenças na recorrência e sobrevida em cinco anos, sendo 15 e 90% para grau I, 16 e 81 % para grau li, e 33 e 43% para grau Ili, respectivamente DR. PETERSON XAVIER DA SILVA MEDPETERSON@HOTMAIL.COM
  • 22.
    RADIOTERAPIA • Uso daradioterapia adjuvante possui grande impacto na sobrevida e controle local da doença, conforme alguns trabalhos publicados na literatura médica. • Diante do melhor prognóstico em relação ao cordoma, ainda existe dúvida sobre a necessidade de tratamento adjuvante nos condrossarcomas. DR. PETERSON XAVIER DA SILVA MEDPETERSON@HOTMAIL.COM
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Notas do Editor

  • #3 Na base do crânio, os cordomas acometem principalmente o clivus, formando lesões no interior e ao redor da sincondrose esfeno-occipital. São tumores comumente localizados na linha média, podendo apresentar extensão lateral para região parasselar e osso petroso. Extensão anterior produz lesão na região nasofaríngea, enquanto o crescimento rostral acomete a sela túrcica e a região parasselar. Pode haver envolvimento do forame magno.
  • #6 • Lesão lítica, destrutiva, podendo apresentar esclerose marginal. (CLIVUS E COMPOSTO DO BASOESFENOIDE E DO BASOCCOPITO) • Componente de tecido de partes moles, geralmente mais extenso que o acometimento ósseo, por conta de áreas de necrose cística ou hemorragia. • Calcificação intratumoral. • Captação de contraste moderada a intensa.
  • #7 • Lesão lítica, destrutiva, podendo apresentar esclerose marginal. • Componente de tecido de partes moles, geralmente mais extenso que o acometimento ósseo, por conta de áreas de necrose cística ou hemorragia. • Calcificação intratumoral. • Captação de contraste moderada a intensa.
  • #8 • Lesão lítica, destrutiva, podendo apresentar esclerose marginal. • Componente de tecido de partes moles, geralmente mais extenso que o acometimento ósseo, por conta de áreas de necrose cística ou hemorragia. • Calcificação intratumoral. • Captação de contraste moderada a intensa.
  • #9 • Sinal iso ou hipointenso em Tl. • Hipersinal em T2. • Captação heterogênea de contraste, com aspecto de favo de mel (áreas de hipossinal em Tl).
  • #10 Caracterizam-se por massa lobulada de consistência amolecida, coloração acinzentada, localmente agressivos, com intensa infiltração óssea (lesão lítica). Por esse aspecto, a neoplasia acomete predominantemente o espaço extradural, podendo, no entanto, apresentar, em alguns pacientes, envolvimento intradural.
  • #11 • Sinal iso ou hipointenso em Tl. • Hipersinal em T2. • Captação heterogênea de contraste, com aspecto de favo de mel (áreas de hipossinal em Tl).
  • #12 Caracterizam-se por massa lobulada de consistência amolecida, coloração acinzentada, localmente agressivos, com intensa infiltração óssea (lesão lítica). Por esse aspecto, a neoplasia acomete predominantemente o espaço extradural, podendo, no entanto, apresentar, em alguns pacientes, envolvimento intradural.
  • #13 Caracterizam-se por massa lobulada de consistência amolecida, coloração acinzentada, localmente agressivos, com intensa infiltração óssea (lesão lítica). Por esse aspecto, a neoplasia acomete predominantemente o espaço extradural, podendo, no entanto, apresentar, em alguns pacientes, envolvimento intradural. • Sinal iso ou hipointenso em Tl. • Hipersinal em T2. • Captação heterogênea de contraste, com aspecto de favo de mel (áreas de hipossinal em Tl).
  • #15 Os condrossarcomas, por serem de origem sarcomatosa, não possuem positividade para marcadores epiteliais. Os condrossarcomas também são positivos para proteína S-100
  • #19 (A origem dos condrossarcoma são os condrócitos responsáveis pela ossificação da base do crânio)
  • #21 Os CORDOMAS SÃO TUMORES RADIOSSENSTIVEIS