Aplicações práticas dos  conceitos anátomo-funcionais : Prolapso Vaginal Anterior Prof. Rogério de Fraga Tiradentes - 2010
Ligamento  Sacro Uterino Arco Tendíneo da Fáscia Pélvica Vejiga Útero P Ligamento  Pubouretral Sacro Áreas Funcionais do Assoalho Pélvico Anterior Medio Posterior Ligamento  Uretropélvico
 
Definição Falhas na parede anterior da vagina ( Nivel II  e III de De Lancey), causando descenso da bexiga e/ou uretra Pode ou não ser acompanhado de incontinência urinária
PROLAPSO DE PAREDE VAGINAL Define-se prolapso de parede vaginal anterior (PVA),  como a descida anormal da parede vaginal anterior e da bexiga  Weber & Walters, 1997 Na cirurgia pélvica reconstrutiva é o sítio mais comum de recidiva, e ocorre em  20% a 40%  dos casos, podendo ou não coexistir com desordens de micção  Julian, 1996
INCIDÊNCIA Aproximadamente  11%  das mulheres serão submetidas a cirurgia de  prolapso ou incontinência em suas vidas  Acredita-se que o risco para desenvolver prolapso  dobra a cada década de vida, estimando-se que 2,9 milhões de mulheres apresentam prolapso com graus III e IV nos EUA  (Moore, 2004)
Incidence of Pelvic Organ Prolapse and Urinary Incontinence  Surgery in the US by Age Age (years) 0.9 2.8 4.7 7.5 11.1 0.1 0.0 2.0 4.0 6.0 8.0 10.0 12.0 20-29 30-39 40-49 50-59 60-69 70-79 Incidence (%) Olsen AL, et al.  Obstet Gynecol . 1997;89:501-506.
DIAGNÓSTICO O diagnóstico acurado dos diferentes tipos de prolapso é de  fundamental importância, pois cada prolapso requer  técnica de correção cirúrgica diferente
 
Métodos de Quantificação POP – Q Baden Walker
POP-Q Bump et al, 1996 as mensurações são referidas em centímetros: Proximais ao hímen – valor negativo Distais ao hímen – valor positivo Hímen – zero Objetivo:  auxiliar na descrição  populacional e para fins de pesquisa
Pontos de Referência Parede Vaginal   Anterior Ponto Aa:  linha média da parede vaginal anterior, a 3 cm meato uretral externo Ponto Ba:  entre o ponto Aa e o colo uterino (ou cúpula vaginal)
Pontos de Referência Parede Vaginal Posterior Ponto Ap:  linha média da parede vaginal, 3 cm proximal ao hímen Ponto Bp:  entre o ponto Ap e o fundo de saco posterior
Ápice Vaginal Ponto C:  ponto mais saliente do colo uterino ou da cúpula vaginal Ponto D:  fundo de saco posterior, na inserção dos ligamentos uterossacros à cérvice posterior. Não há ponto D em mulheres histerectomizadas
Outros Pontos de Referência  Hiato Genital (gh):  distância entre um ponto medio no meato uretral externo e a porção posterior do hímen  Corpo Perineal (pb):  distância entre a margem posterior do hiato genital e um ponto medio no orifício anal Comprimento Vaginal Total (tvl):  estende-se do hímen ao ponto D ponto C na histerectomizada
Prolapso Ausente Aa Ba C Bp Ap + O - Aa Ba Ap Bp -3 -3 -3 -3
Prolapso anterior: Aa e Ba   Aa Ba C Bp Ap + O - Aa +3 Ba +6 Ap -3 Bp -2 Aa Ba
C D
Aa Ba C Bp Ap Aa + O - Ba Ap Bp -3 -3 +2 +5 Prolapso posterior Ap e Bp  Ap Bp
Classificação POP-Q Estágio 0:  não há prolapso Estágio 1 :  ponto mais distal do prolapso localizado 1 cm acima do hímen Estágio 2 :  ponto mais distal do prolapso localizado entre 1 cm acima e 1 cm abaixo do hímem Estágio 3 :  ponto mais distal do prolapso localizado 1 cm abaixo do hímem, porém 2 cm a menos que o comprimento total da vagina Estágio 4 :  eversão completa, quando o ponto mais distal do prolapso tem deslocamento igual ao comprimento total da vagina.  ICS, American Urogynecology Society,   Society of Pelvic Reconstructive Surgeons
Classificação de Baden Grau I - Prolapsos até a espinha isquiática  Grau II - da espinha isquiática até o anel himenal  Graus III e IV - os que ultrapassam o anel (sendo o grau IV considerado a eversão uterina completa)  Maior desvantagem desta forma de classificação é seu caráter subjetivo e a dificuldade de comparar os dados entre os observadores.
Davila, Guerette.IUGA 2004 Tipos de Defeito Anterior
 
TÉCNICAS PARA CORREÇÃO DE PVA REPARO DO DEFEITO PARAVAGINAL:  reparo do defeito paravaginal pode ser realizado por via abdominal, laparoscópica ou vaginal. Visa o reposicionamento do sulco lateral da vagina no arco tendíneo da fáscia pélvica COLPORRAFIA ANTERIOR:   nos casos de defeito central CORREÇÃO DO DEFEITO TRANSVERSO:  reposicionamento da fáscia pubocervical no anel pericervical no sentido transversal
Correção do defeito anterior  Defeito central  Defeito lateral
 
Correção Sítio Específica
FALHAS E RECIDIVAS Taxas de falhas para o reparo operatório dos defeitos vaginais anteriores:  29% a 40%  ( Weber  et al . ,2001; Slack, 2004 e Sand  et al , 2001)  24% de recidiva de PVA após reparo paravaginal concomitante à cirurgia pélvica reconstrutiva em 62 mulheres  (Shull  et al .,1994)
POR QUÊ??? 250.000 CORREÇÕES DE CISTOCELES/ANO 60% AINDA FAZEM PLICATURA DE KELLY DIFICULDADE TÉCNICA P/ SÍTIO ESPECÍFICO TELAS! A SOLUÇÃO?????
P Tendineous Arc Uterus Vagina Anterior Vaginal Prolapse (AVP) Pubourethral Ligament
P Uterus Vagina Lateral Defect Anterior Vaginal Prolapse (AVP) Central Defect Tendineous Arc
P Uterus Vagina Anterior Vaginal Prolapse (AVP)
NAZCA:Combined Approach
Correção Sítio-Específica X Malhas: Taxa de Sucesso * = prolapse after SSF ** = synthetic ASCP Modificado de Willy D’ávila, CCF Sem Tela Com Tela Benefício Apical 60-80* 92+** Sim Anterior  40-80 90+ Sim Posterior 80 90+ Possível
Muito Obrigado!

Aplicações práticas dos conceitos anátomo-funcionais : Prolapso Vaginal

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    Aplicações práticas dos conceitos anátomo-funcionais : Prolapso Vaginal Anterior Prof. Rogério de Fraga Tiradentes - 2010
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    Ligamento SacroUterino Arco Tendíneo da Fáscia Pélvica Vejiga Útero P Ligamento Pubouretral Sacro Áreas Funcionais do Assoalho Pélvico Anterior Medio Posterior Ligamento Uretropélvico
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    Definição Falhas naparede anterior da vagina ( Nivel II e III de De Lancey), causando descenso da bexiga e/ou uretra Pode ou não ser acompanhado de incontinência urinária
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    PROLAPSO DE PAREDEVAGINAL Define-se prolapso de parede vaginal anterior (PVA), como a descida anormal da parede vaginal anterior e da bexiga Weber & Walters, 1997 Na cirurgia pélvica reconstrutiva é o sítio mais comum de recidiva, e ocorre em 20% a 40% dos casos, podendo ou não coexistir com desordens de micção Julian, 1996
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    INCIDÊNCIA Aproximadamente 11% das mulheres serão submetidas a cirurgia de prolapso ou incontinência em suas vidas Acredita-se que o risco para desenvolver prolapso dobra a cada década de vida, estimando-se que 2,9 milhões de mulheres apresentam prolapso com graus III e IV nos EUA (Moore, 2004)
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    Incidence of PelvicOrgan Prolapse and Urinary Incontinence Surgery in the US by Age Age (years) 0.9 2.8 4.7 7.5 11.1 0.1 0.0 2.0 4.0 6.0 8.0 10.0 12.0 20-29 30-39 40-49 50-59 60-69 70-79 Incidence (%) Olsen AL, et al. Obstet Gynecol . 1997;89:501-506.
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    DIAGNÓSTICO O diagnósticoacurado dos diferentes tipos de prolapso é de fundamental importância, pois cada prolapso requer técnica de correção cirúrgica diferente
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    Métodos de QuantificaçãoPOP – Q Baden Walker
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    POP-Q Bump etal, 1996 as mensurações são referidas em centímetros: Proximais ao hímen – valor negativo Distais ao hímen – valor positivo Hímen – zero Objetivo: auxiliar na descrição populacional e para fins de pesquisa
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    Pontos de ReferênciaParede Vaginal Anterior Ponto Aa: linha média da parede vaginal anterior, a 3 cm meato uretral externo Ponto Ba: entre o ponto Aa e o colo uterino (ou cúpula vaginal)
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    Pontos de ReferênciaParede Vaginal Posterior Ponto Ap: linha média da parede vaginal, 3 cm proximal ao hímen Ponto Bp: entre o ponto Ap e o fundo de saco posterior
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    Ápice Vaginal PontoC: ponto mais saliente do colo uterino ou da cúpula vaginal Ponto D: fundo de saco posterior, na inserção dos ligamentos uterossacros à cérvice posterior. Não há ponto D em mulheres histerectomizadas
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    Outros Pontos deReferência Hiato Genital (gh): distância entre um ponto medio no meato uretral externo e a porção posterior do hímen Corpo Perineal (pb): distância entre a margem posterior do hiato genital e um ponto medio no orifício anal Comprimento Vaginal Total (tvl): estende-se do hímen ao ponto D ponto C na histerectomizada
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    Prolapso Ausente AaBa C Bp Ap + O - Aa Ba Ap Bp -3 -3 -3 -3
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    Prolapso anterior: Aae Ba Aa Ba C Bp Ap + O - Aa +3 Ba +6 Ap -3 Bp -2 Aa Ba
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    Aa Ba CBp Ap Aa + O - Ba Ap Bp -3 -3 +2 +5 Prolapso posterior Ap e Bp Ap Bp
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    Classificação POP-Q Estágio0: não há prolapso Estágio 1 : ponto mais distal do prolapso localizado 1 cm acima do hímen Estágio 2 : ponto mais distal do prolapso localizado entre 1 cm acima e 1 cm abaixo do hímem Estágio 3 : ponto mais distal do prolapso localizado 1 cm abaixo do hímem, porém 2 cm a menos que o comprimento total da vagina Estágio 4 : eversão completa, quando o ponto mais distal do prolapso tem deslocamento igual ao comprimento total da vagina. ICS, American Urogynecology Society, Society of Pelvic Reconstructive Surgeons
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    Classificação de BadenGrau I - Prolapsos até a espinha isquiática Grau II - da espinha isquiática até o anel himenal Graus III e IV - os que ultrapassam o anel (sendo o grau IV considerado a eversão uterina completa) Maior desvantagem desta forma de classificação é seu caráter subjetivo e a dificuldade de comparar os dados entre os observadores.
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    Davila, Guerette.IUGA 2004Tipos de Defeito Anterior
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    TÉCNICAS PARA CORREÇÃODE PVA REPARO DO DEFEITO PARAVAGINAL: reparo do defeito paravaginal pode ser realizado por via abdominal, laparoscópica ou vaginal. Visa o reposicionamento do sulco lateral da vagina no arco tendíneo da fáscia pélvica COLPORRAFIA ANTERIOR: nos casos de defeito central CORREÇÃO DO DEFEITO TRANSVERSO: reposicionamento da fáscia pubocervical no anel pericervical no sentido transversal
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    Correção do defeitoanterior Defeito central Defeito lateral
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    FALHAS E RECIDIVASTaxas de falhas para o reparo operatório dos defeitos vaginais anteriores: 29% a 40% ( Weber et al . ,2001; Slack, 2004 e Sand et al , 2001) 24% de recidiva de PVA após reparo paravaginal concomitante à cirurgia pélvica reconstrutiva em 62 mulheres (Shull et al .,1994)
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    POR QUÊ??? 250.000CORREÇÕES DE CISTOCELES/ANO 60% AINDA FAZEM PLICATURA DE KELLY DIFICULDADE TÉCNICA P/ SÍTIO ESPECÍFICO TELAS! A SOLUÇÃO?????
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    P Tendineous ArcUterus Vagina Anterior Vaginal Prolapse (AVP) Pubourethral Ligament
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    P Uterus VaginaLateral Defect Anterior Vaginal Prolapse (AVP) Central Defect Tendineous Arc
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    P Uterus VaginaAnterior Vaginal Prolapse (AVP)
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    Correção Sítio-Específica XMalhas: Taxa de Sucesso * = prolapse after SSF ** = synthetic ASCP Modificado de Willy D’ávila, CCF Sem Tela Com Tela Benefício Apical 60-80* 92+** Sim Anterior 40-80 90+ Sim Posterior 80 90+ Possível
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Notas do Editor

  • #4 In level III, the distal vagina is supported by the perineal membrane and muscles. This is the most distal portion of support. The perineal body is critical for the support of the lower part of the vagina and proper function of the anal canal. PERINEAL DESCENT.
  • #24 In level III, the distal vagina is supported by the perineal membrane and muscles. This is the most distal portion of support. The perineal body is critical for the support of the lower part of the vagina and proper function of the anal canal. PERINEAL DESCENT.
  • #31 Anterior vaginal prolapse may occur due to the tearing (Téring) of the central portion of vesicovaginal fascia, due the tearing to the tendineous arc or a combinattion of both.
  • #33 Meshing the anterior vaginal prolapse reinforces the damaged tissues and allows for the treatment of both defects and urethral hypermobility at the same time.