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Conceitos básicos em análise semântica
Ms. Miquéias Vitorino (UFPB)
Apresentação
Este slide tem como objetivo apresentar
conceitos básicos utilizados nos diversos
estudos semânticos.
Não adotamos aqui nenhuma postura teórica ou
corrente semântica específica, mas colocamos
em evidência algumas terminologias usadas na
Semântica.
Menção
Menção é a ênfase ou destaque de uma palavra,
expressão ou enunciado que está sob análise
linguística. O destaque fica por conta do uso de
aspas simples („‟) ou qualquer outro tipo de
destaque tipográfico que realce a palavra em
análise.
Exemplos:
• A palavra ‘singular’ (adj.), dentro de determinados
contextos, pode ser sinônimo de ‘único’ (adj.).
• A expressão ‘deixar de’ aciona a pressuposição de
repetição de uma ação.
Uso
Uso é definido como a mesma expressão está em
situação de uso comum e real, sem estar sob
análise linguística ou destaque.
Exemplos:
• Este artefato é singular.
• Pedro deixou de fumar.
Linguagem-objeto
Observe os exemplos:
• ‘Show’ é uma palavra de origem inglesa.
• ‘Oxente’ é uma expressão nordestina.
Linguagem-objeto (em destaque) é definido
como termo ou enunciado que está sendo
analisado através de estudos da linguagem. É a
“linguagem
sobre
a
qual
se
fala”
(parafraseando Mortari, 2001, p. 39)
Metalinguagem
Observe os exemplos:
• ‘Show’ é uma palavra de origem inglesa.
• ‘Oxente’ é uma expressão nordestina.
Metalinguagem (em destaque) é definido como
termo ou enunciado que explica o que está
sendo analisado através de estudos da
linguagem. É a “linguagem com a qual se fala”
sobre a linguagem (MORTARI, 2001, p. 39).
Explícito
Quando o significado de uma expressão depende
unicamente do que está no plano superficial da
linguagem (escrito ou falado) para ser
interpretado, então o sentido é explícito. É
explícito o sentido quando as palavras de um
enunciado significam aquilo que é previsto em
dicionário.
Ex.: João brigou com o barbeiro
(João agrediu o barbeiro de verdade)
Implícito
Quando o significado de uma expressão ou palavra depende do
contexto de produção, pressupõe ou deixa algo
subentendido, é um implícito.
Os implícitos podem ser percebidos através de marcas
linguísticas (acionadores de pressuposição) ou contexto de
produção (implicaturas)
Ex.:
1) João brigou com o barbeiro (sabendo que João está
barbudo e cabeludo e faz tempo que ele não se barbeia ou
corta o cabelo).
2) João deixou de se barbear (o uso da expressão deixar de
faz com que entendamos que antes disso, o João se
barbeava).
Negação
Fenômeno semântico-discursivo que transforma um
enunciado, conferindo-lhe um sentido inverso ou
negativo, acrescentando advérbio de negação, como
„não‟, prefixos negativos (in-, des-) ou qualquer outro
termo de valor semelhante. O estudo da negação
analisa o alcance do que está sendo negado e
desmitifica a ideia de que o advérbio de negação
transforma apenas o verbo (cf. ILARI & GERALDI, 2006,
p.30)

1. Os prefeitos não compareceram à reunião.
2. A minha mãe jamais teve 3 filhos homens.
3. Despreocupe-se de tudo.
Ambiguidade
Quando uma enunciação pode significar, por ausência de
contexto, posição inadequada de um termo ou por
falha na estrutura sintática mais de uma coisa.
1) João viu o incêndio do prédio do lado
2) João não foi ao médico por pressão da mulher
Leituras possíveis
Em 1), João estava no prédio do lado ou era o prédio do
lado que estava pegando fogo (e foi visto por João)?
Em 2), João deixou de ir para o médico por culpa da
mulher ou ele foi ao médico por outro motivo que
não o da pressão da mulher?
Vagueza
Um termo é vago quando não há um valor de
referência para tomar como base e ser
comparado.
1) João é alto
que/quem?)

e

forte.

(em

relação

a
Aprofundando o estudo
Faz-se
necessário
ampliar
os
conceitos
apresentados nesse slide introdutório pela ótica
das diversas correntes semânticas. Há muito a
ser explorado sobre esses conceitos e sobre
outras terminologias, que são mais específicas
à cada vertente.
Referências bibliográficas
BASSO, Renato Miguel et alli. Semântica e
pragmática: delimitando os campos. In: Semântica.
Florianópolis: LLV/CCE/UFSC, 2009.
ILARI, Rodofo; GERALDI, João. Semântica. São Paulo:
Ática, 2006.

MORTARI, Cezar. Uso e menção. Linguagem e
metalinguagem. In: Introdução à Lógica. São Paulo:
Editora Unesp, Imprensa Oficial do Estado, 2001.

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ufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdf
 

Conceitos básicos em análise semântica

  • 1. Conceitos básicos em análise semântica Ms. Miquéias Vitorino (UFPB)
  • 2. Apresentação Este slide tem como objetivo apresentar conceitos básicos utilizados nos diversos estudos semânticos. Não adotamos aqui nenhuma postura teórica ou corrente semântica específica, mas colocamos em evidência algumas terminologias usadas na Semântica.
  • 3. Menção Menção é a ênfase ou destaque de uma palavra, expressão ou enunciado que está sob análise linguística. O destaque fica por conta do uso de aspas simples („‟) ou qualquer outro tipo de destaque tipográfico que realce a palavra em análise. Exemplos: • A palavra ‘singular’ (adj.), dentro de determinados contextos, pode ser sinônimo de ‘único’ (adj.). • A expressão ‘deixar de’ aciona a pressuposição de repetição de uma ação.
  • 4. Uso Uso é definido como a mesma expressão está em situação de uso comum e real, sem estar sob análise linguística ou destaque. Exemplos: • Este artefato é singular. • Pedro deixou de fumar.
  • 5. Linguagem-objeto Observe os exemplos: • ‘Show’ é uma palavra de origem inglesa. • ‘Oxente’ é uma expressão nordestina. Linguagem-objeto (em destaque) é definido como termo ou enunciado que está sendo analisado através de estudos da linguagem. É a “linguagem sobre a qual se fala” (parafraseando Mortari, 2001, p. 39)
  • 6. Metalinguagem Observe os exemplos: • ‘Show’ é uma palavra de origem inglesa. • ‘Oxente’ é uma expressão nordestina. Metalinguagem (em destaque) é definido como termo ou enunciado que explica o que está sendo analisado através de estudos da linguagem. É a “linguagem com a qual se fala” sobre a linguagem (MORTARI, 2001, p. 39).
  • 7. Explícito Quando o significado de uma expressão depende unicamente do que está no plano superficial da linguagem (escrito ou falado) para ser interpretado, então o sentido é explícito. É explícito o sentido quando as palavras de um enunciado significam aquilo que é previsto em dicionário. Ex.: João brigou com o barbeiro (João agrediu o barbeiro de verdade)
  • 8. Implícito Quando o significado de uma expressão ou palavra depende do contexto de produção, pressupõe ou deixa algo subentendido, é um implícito. Os implícitos podem ser percebidos através de marcas linguísticas (acionadores de pressuposição) ou contexto de produção (implicaturas) Ex.: 1) João brigou com o barbeiro (sabendo que João está barbudo e cabeludo e faz tempo que ele não se barbeia ou corta o cabelo). 2) João deixou de se barbear (o uso da expressão deixar de faz com que entendamos que antes disso, o João se barbeava).
  • 9. Negação Fenômeno semântico-discursivo que transforma um enunciado, conferindo-lhe um sentido inverso ou negativo, acrescentando advérbio de negação, como „não‟, prefixos negativos (in-, des-) ou qualquer outro termo de valor semelhante. O estudo da negação analisa o alcance do que está sendo negado e desmitifica a ideia de que o advérbio de negação transforma apenas o verbo (cf. ILARI & GERALDI, 2006, p.30) 1. Os prefeitos não compareceram à reunião. 2. A minha mãe jamais teve 3 filhos homens. 3. Despreocupe-se de tudo.
  • 10. Ambiguidade Quando uma enunciação pode significar, por ausência de contexto, posição inadequada de um termo ou por falha na estrutura sintática mais de uma coisa. 1) João viu o incêndio do prédio do lado 2) João não foi ao médico por pressão da mulher Leituras possíveis Em 1), João estava no prédio do lado ou era o prédio do lado que estava pegando fogo (e foi visto por João)? Em 2), João deixou de ir para o médico por culpa da mulher ou ele foi ao médico por outro motivo que não o da pressão da mulher?
  • 11. Vagueza Um termo é vago quando não há um valor de referência para tomar como base e ser comparado. 1) João é alto que/quem?) e forte. (em relação a
  • 12. Aprofundando o estudo Faz-se necessário ampliar os conceitos apresentados nesse slide introdutório pela ótica das diversas correntes semânticas. Há muito a ser explorado sobre esses conceitos e sobre outras terminologias, que são mais específicas à cada vertente.
  • 13. Referências bibliográficas BASSO, Renato Miguel et alli. Semântica e pragmática: delimitando os campos. In: Semântica. Florianópolis: LLV/CCE/UFSC, 2009. ILARI, Rodofo; GERALDI, João. Semântica. São Paulo: Ática, 2006. MORTARI, Cezar. Uso e menção. Linguagem e metalinguagem. In: Introdução à Lógica. São Paulo: Editora Unesp, Imprensa Oficial do Estado, 2001.