A Intertextualidade
O que é, como identificar e como fazer uso
O que é Intertextualidade?
 “Intertexto” é a presença de vestígios, partes,
influências ou mesmo recortes de um texto A
e...
Tipos de Intertextualidade
 Intertextualidade temática – quando trata sobre um
mesmo tema sob perspectivas diferentes. Po...
Intertextualidade temática
 Fábulas
Intertextualidade temática
A Galinha dos Ovos de Ouro
ESOPO
Um homem tinha uma galinha que botava ovos de ouro. Por
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Intertextualidade temática
A Galinha dos Ovos de Ouro
La Fontaine
A avareza tudo perde ao querer tudo ganhar
Como testemun...
Intertextualidade temática
A Galinha dos Ovos de Ouro (recorte)
Moacyr Scliar
A galinha dos ovos de ouro tinha uma vocação...
Intertextualidade Estilística
 CHAPEUZINHO VERMELHO
(...)
E nem bem o lobo disse isso, deu um pulo da cama e engoliu a po...
Intertextualidade estilística
 JORNAL NACIONAL
(William Bonner): „Boa noite. Uma menina chegou a ser
devorada por um lobo...
Intertextualidade estilística
 REVISTA VEJA
Lula sabia das intenções do lobo.
 REVISTA ISTO É
Gravações revelam que lobo...
Intertextualidade implícita
 Música e poesia
Intertextualidade implícita
 Canção do Exílio, de Gonçalves Dias
“Nosso céu tem mais estrelas
Nossas várzeas têm mais flo...
Intertextualidade implícita
 Hino Nacional
“Do que a terra mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores,
No...
Intertextualidade explícita
 Trabalhos acadêmicos
Intertextualidade explícita
A fábula recorre a recursos que utilizam o imaginário, a
fantasia e o impossível para fundamen...
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A intertextualidade: micro-aula

  1. 1. A Intertextualidade O que é, como identificar e como fazer uso
  2. 2. O que é Intertextualidade?  “Intertexto” é a presença de vestígios, partes, influências ou mesmo recortes de um texto A em um texto B.  Existem várias formas de uso do intertexto: na escrita, no cinema, na literatura, nas artes plásticas etc.  A finalidade da intertextualidade é usar o texto origem para fazer, recriar ou remodelar um outro texto novo. Pode-se perceber também conexões em textos diferentes, mas que nenhum influenciou o outro, como nas matérias de jornal.
  3. 3. Tipos de Intertextualidade  Intertextualidade temática – quando trata sobre um mesmo tema sob perspectivas diferentes. Podem ser em gêneros ou discursos textuais diferentes:  Intertextualidade estilística – envolve questões de estilos de discurso ou de texto.  Intertextualidade implícita – quando é percebida a conexão entre textos, mas a fonte não é citada.  Intertextualidade explícita – quando é percebida a conexão entre textos e a fonte é especificada diretamente ao leitor.
  4. 4. Intertextualidade temática  Fábulas
  5. 5. Intertextualidade temática A Galinha dos Ovos de Ouro ESOPO Um homem tinha uma galinha que botava ovos de ouro. Por imaginar que dentro dela havia uma massa de ouro, ele a matou, descobrindo a seguir que ela igual às demais galinhas. Assim, ele, que esperava encontrar a riqueza em bloco, até do pequeno lucro se privou. [A fábula mostra] Que a gente deve dar-se por satisfeito com os bens presentes e evitar o desejo insaciável.
  6. 6. Intertextualidade temática A Galinha dos Ovos de Ouro La Fontaine A avareza tudo perde ao querer tudo ganhar Como testemunho disso quero Apenas o daquele cuja Galinha, conforme diz a Fábula, Punha todos os dias um ovo de ouro. Pensou ele que dentro do corpo ela tinha um tesouro. Matou-a, abriu-a e a encontrou igual Àquelas cujos ovos nada lhe traziam, Tendo-se ele próprio privado do seu bem mais precioso. Bonita lição para as pessoas avaras! Nestes últimos tempos, quantas temos visto Tornarem-se pobres da noite para o dia, Por desejarem enriquecer muito depressa?
  7. 7. Intertextualidade temática A Galinha dos Ovos de Ouro (recorte) Moacyr Scliar A galinha dos ovos de ouro tinha uma vocação frustrada, uma paixão não correspondida – além da penosa anomalia. A vocação frustrada: queria ser cantora. (...) Uma penosa anomalia: botava ovos de ouro. Sem alegria; com desagrado, com dor, mesmo. Gestava objetos duros e frios; eliminava-os em meio a sofrimentos indescritíveis: um suplício que se repetia a cada dia, de madrugada.
  8. 8. Intertextualidade Estilística  CHAPEUZINHO VERMELHO (...) E nem bem o lobo disse isso, deu um pulo da cama e engoliu a pobre Chapeuzinho Vermelho. Quando o lobo satisfez a sua vontade, deitou- se de novo na cama, adormeceu e começou a roncar muito alto. O caçador passou perto da casa e pensou: “Como a velha está roncando hoje! Preciso ver se não lhe falta alguma coisa”. Então ele entrou na casa, e quando olhou para a cama, viu que o lobo dormia nela. – É aqui que eu te encontro, velho malfeitor, – disse ele – há muito tempo que estou à tua procura. Aí ele quis apontar a espingarda, mas lembrou-se de que o lobo podia ter devorado a vovó, e que ela ainda poderia ser salva. Por isso, ele não atirou, mas pegou uma tesoura e começou a abrir a barriga do lobo adormecido. E quando deu algumas tesouradas, viu logo o vermelho do chapeuzinho, (...)
  9. 9. Intertextualidade estilística  JORNAL NACIONAL (William Bonner): „Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem…‟. (Fátima Bernardes): „… mas a atuação de um caçador evitou uma tragédia‟.  BRASIL URGENTE (Datena): „… onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? ! A menina ia para a casa da vovozinha a pé! Não tem transporte público! Não tem transporte público! Não tem segurança! Onde estava o secretário de segurança e os engenheiros da CET ? E foi devorada viva….. Sim VIVA!!! Um lobo, um lobo safado, calhorda. Põe na tela ESSE ANIMAL!! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de
  10. 10. Intertextualidade estilística  REVISTA VEJA Lula sabia das intenções do lobo.  REVISTA ISTO É Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.  REVISTA CLÁUDIA Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.  CLAUDIA Cozinha A Vovó se foi. Mas deixou o seu livro de receitas!  REVISTA NOVA Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama.  PLAYBOY (Ensaio fotográfico com Chapeuzinho uma semana depois) Veja o que só o lobo viu.  NOVA ESCOLA Violência – caso Chapeuzinho Vermelho é um alerta para os pais e educadores.  FOLHA DE S. PAULO Legenda da foto: ‘Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador‟. Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.  COMUNIDADES DO ORKUT Eu já tirei meninas da barriga de lobos Eu já fui um lobo
  11. 11. Intertextualidade implícita  Música e poesia
  12. 12. Intertextualidade implícita  Canção do Exílio, de Gonçalves Dias “Nosso céu tem mais estrelas Nossas várzeas têm mais flores Nossos bosques têm mais vida Nossa vida mais amores.”
  13. 13. Intertextualidade implícita  Hino Nacional “Do que a terra mais garrida, Teus risonhos, lindos campos têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida, em teu seio, mais amores.”
  14. 14. Intertextualidade explícita  Trabalhos acadêmicos
  15. 15. Intertextualidade explícita A fábula recorre a recursos que utilizam o imaginário, a fantasia e o impossível para fundamentar a estória, mas sempre interligando o mundo ficcional ao mundo real. Essa dialética entre o real e o imaginário está imerso nas artes de modo geral e na literatura se expressa de forma imaginativamente visual, quase como uma pintura (porém com um nível muito maior de abstração). Jacqueline Held trata da seguinte forma a definição para o fantástico na arte: Que é, pois, o fantástico? Questão árdua, realidade multiforme... mas qualquer pesquisa supõe algumas definições prévias, embora incompletas e provisórias. Abramos um dicionário: o fantástico seria o “extraordinário, o insensato, o incrível, o inimaginável”?... Paremos por um instante: o inimaginável... Tratando-se do fantástico na literatura, pintura, na música... enfim, na obra de arte, tal definição é, na realidade, contraditória, pois um caráter inconstestável da obra fantástica é precisamente ter sido criada, imaginada, pelo espírito do autor. A obra fantástica- bem como qualquer outra – é, ao contrário, a obra imaginável. (HELD, 1980, p.23)

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