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A Intertextualidade
O que é, como identificar e como fazer uso
O que é Intertextualidade?
 “Intertexto” é a presença de vestígios, partes,
influências ou mesmo recortes de um texto A
em um texto B.
 Existem várias formas de uso do intertexto: na
escrita, no cinema, na literatura, nas artes
plásticas etc.
 A finalidade da intertextualidade é usar o texto
origem para fazer, recriar ou remodelar um outro
texto novo. Pode-se perceber também conexões
em textos diferentes, mas que nenhum
influenciou o outro, como nas matérias de jornal.
Tipos de Intertextualidade
 Intertextualidade temática – quando trata sobre um
mesmo tema sob perspectivas diferentes. Podem
ser em gêneros ou discursos textuais diferentes:
 Intertextualidade estilística – envolve questões de
estilos de discurso ou de texto.
 Intertextualidade implícita – quando é percebida a
conexão entre textos, mas a fonte não é citada.
 Intertextualidade explícita – quando é percebida a
conexão entre textos e a fonte é especificada
diretamente ao leitor.
Intertextualidade temática
 Fábulas
Intertextualidade temática
A Galinha dos Ovos de Ouro
ESOPO
Um homem tinha uma galinha que botava ovos de ouro. Por
imaginar que dentro dela havia uma massa de ouro, ele a matou,
descobrindo a seguir que ela igual às demais galinhas. Assim, ele,
que esperava encontrar a riqueza em bloco, até do pequeno lucro se
privou.
[A fábula mostra] Que a gente deve dar-se por satisfeito com os bens
presentes e evitar o desejo insaciável.
Intertextualidade temática
A Galinha dos Ovos de Ouro
La Fontaine
A avareza tudo perde ao querer tudo ganhar
Como testemunho disso quero
Apenas o daquele cuja Galinha, conforme diz a Fábula,
Punha todos os dias um ovo de ouro.
Pensou ele que dentro do corpo ela tinha um tesouro.
Matou-a, abriu-a e a encontrou igual
Àquelas cujos ovos nada lhe traziam,
Tendo-se ele próprio privado do seu bem mais precioso.
Bonita lição para as pessoas avaras!
Nestes últimos tempos, quantas temos visto
Tornarem-se pobres da noite para o dia,
Por desejarem enriquecer muito depressa?
Intertextualidade temática
A Galinha dos Ovos de Ouro (recorte)
Moacyr Scliar
A galinha dos ovos de ouro tinha uma vocação
frustrada, uma paixão não correspondida – além da
penosa anomalia.
A vocação frustrada: queria ser cantora. (...)
Uma penosa anomalia: botava ovos de ouro. Sem
alegria; com desagrado, com dor, mesmo. Gestava
objetos duros e frios; eliminava-os em meio a
sofrimentos indescritíveis: um suplício que se repetia
a cada dia, de madrugada.
Intertextualidade Estilística
 CHAPEUZINHO VERMELHO
(...)
E nem bem o lobo disse isso, deu um pulo da cama e engoliu a pobre
Chapeuzinho Vermelho. Quando o lobo satisfez a sua vontade, deitou-
se de novo na cama, adormeceu e começou a roncar muito alto. O
caçador passou perto da casa e pensou: “Como a velha está roncando
hoje! Preciso ver se não lhe falta alguma coisa”. Então ele entrou na
casa, e quando olhou para a cama, viu que o lobo dormia nela.
– É aqui que eu te encontro, velho malfeitor, – disse ele – há muito
tempo
que estou à tua procura.
Aí ele quis apontar a espingarda, mas lembrou-se de que o lobo podia
ter devorado a vovó, e que ela ainda poderia ser salva. Por isso, ele
não atirou, mas pegou uma tesoura e começou a abrir a barriga do
lobo adormecido. E quando deu algumas tesouradas, viu logo o
vermelho do chapeuzinho, (...)
Intertextualidade estilística
 JORNAL NACIONAL
(William Bonner): „Boa noite. Uma menina chegou a ser
devorada por um lobo na noite de ontem…‟.
(Fátima Bernardes): „… mas a atuação de um caçador
evitou uma tragédia‟.
 BRASIL URGENTE
(Datena): „… onde é que a gente vai parar, cadê as
autoridades? Cadê as autoridades? ! A menina ia para a
casa da vovozinha a pé! Não tem transporte público! Não
tem transporte público!
Não tem segurança! Onde estava o secretário de
segurança e os engenheiros da CET ? E foi devorada
viva….. Sim VIVA!!!
Um lobo, um lobo safado, calhorda. Põe na tela ESSE
ANIMAL!! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de
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 REVISTA VEJA
Lula sabia das intenções do lobo.
 REVISTA ISTO É
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 REVISTA CLÁUDIA
Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.
 CLAUDIA Cozinha
A Vovó se foi. Mas deixou o seu livro de receitas!
 REVISTA NOVA
Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama.
 PLAYBOY
(Ensaio fotográfico com Chapeuzinho uma semana depois)
Veja o que só o lobo viu.
 NOVA ESCOLA
Violência – caso Chapeuzinho Vermelho é um alerta para os pais e educadores.
 FOLHA DE S. PAULO
Legenda da foto: ‘Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador‟.
Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos dos lobos e um imenso infográfico
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 COMUNIDADES DO ORKUT
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 Música e poesia
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 Canção do Exílio, de Gonçalves Dias
“Nosso céu tem mais estrelas
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Nossa vida mais amores.”
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“Do que a terra mais garrida,
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Nossa vida, em teu seio, mais amores.”
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 Trabalhos acadêmicos
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A fábula recorre a recursos que utilizam o imaginário, a
fantasia e o impossível para fundamentar a estória, mas
sempre interligando o mundo ficcional ao mundo real. Essa
dialética entre o real e o imaginário está imerso nas artes
de modo geral e na literatura se expressa de forma
imaginativamente visual, quase como uma pintura (porém
com um nível muito maior de abstração). Jacqueline Held
trata da seguinte forma a definição para o fantástico na
arte:
Que é, pois, o fantástico? Questão árdua, realidade multiforme... mas
qualquer pesquisa supõe algumas definições prévias, embora incompletas
e provisórias. Abramos um dicionário: o fantástico seria o “extraordinário, o
insensato, o incrível, o inimaginável”?... Paremos por um instante: o
inimaginável... Tratando-se do fantástico na literatura, pintura, na música...
enfim, na obra de arte, tal definição é, na realidade, contraditória, pois um
caráter inconstestável da obra fantástica é precisamente ter sido criada,
imaginada, pelo espírito do autor. A obra fantástica- bem como qualquer
outra – é, ao contrário, a obra imaginável. (HELD, 1980, p.23)

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A intertextualidade: micro-aula

  • 1. A Intertextualidade O que é, como identificar e como fazer uso
  • 2. O que é Intertextualidade?  “Intertexto” é a presença de vestígios, partes, influências ou mesmo recortes de um texto A em um texto B.  Existem várias formas de uso do intertexto: na escrita, no cinema, na literatura, nas artes plásticas etc.  A finalidade da intertextualidade é usar o texto origem para fazer, recriar ou remodelar um outro texto novo. Pode-se perceber também conexões em textos diferentes, mas que nenhum influenciou o outro, como nas matérias de jornal.
  • 3. Tipos de Intertextualidade  Intertextualidade temática – quando trata sobre um mesmo tema sob perspectivas diferentes. Podem ser em gêneros ou discursos textuais diferentes:  Intertextualidade estilística – envolve questões de estilos de discurso ou de texto.  Intertextualidade implícita – quando é percebida a conexão entre textos, mas a fonte não é citada.  Intertextualidade explícita – quando é percebida a conexão entre textos e a fonte é especificada diretamente ao leitor.
  • 5. Intertextualidade temática A Galinha dos Ovos de Ouro ESOPO Um homem tinha uma galinha que botava ovos de ouro. Por imaginar que dentro dela havia uma massa de ouro, ele a matou, descobrindo a seguir que ela igual às demais galinhas. Assim, ele, que esperava encontrar a riqueza em bloco, até do pequeno lucro se privou. [A fábula mostra] Que a gente deve dar-se por satisfeito com os bens presentes e evitar o desejo insaciável.
  • 6. Intertextualidade temática A Galinha dos Ovos de Ouro La Fontaine A avareza tudo perde ao querer tudo ganhar Como testemunho disso quero Apenas o daquele cuja Galinha, conforme diz a Fábula, Punha todos os dias um ovo de ouro. Pensou ele que dentro do corpo ela tinha um tesouro. Matou-a, abriu-a e a encontrou igual Àquelas cujos ovos nada lhe traziam, Tendo-se ele próprio privado do seu bem mais precioso. Bonita lição para as pessoas avaras! Nestes últimos tempos, quantas temos visto Tornarem-se pobres da noite para o dia, Por desejarem enriquecer muito depressa?
  • 7. Intertextualidade temática A Galinha dos Ovos de Ouro (recorte) Moacyr Scliar A galinha dos ovos de ouro tinha uma vocação frustrada, uma paixão não correspondida – além da penosa anomalia. A vocação frustrada: queria ser cantora. (...) Uma penosa anomalia: botava ovos de ouro. Sem alegria; com desagrado, com dor, mesmo. Gestava objetos duros e frios; eliminava-os em meio a sofrimentos indescritíveis: um suplício que se repetia a cada dia, de madrugada.
  • 8. Intertextualidade Estilística  CHAPEUZINHO VERMELHO (...) E nem bem o lobo disse isso, deu um pulo da cama e engoliu a pobre Chapeuzinho Vermelho. Quando o lobo satisfez a sua vontade, deitou- se de novo na cama, adormeceu e começou a roncar muito alto. O caçador passou perto da casa e pensou: “Como a velha está roncando hoje! Preciso ver se não lhe falta alguma coisa”. Então ele entrou na casa, e quando olhou para a cama, viu que o lobo dormia nela. – É aqui que eu te encontro, velho malfeitor, – disse ele – há muito tempo que estou à tua procura. Aí ele quis apontar a espingarda, mas lembrou-se de que o lobo podia ter devorado a vovó, e que ela ainda poderia ser salva. Por isso, ele não atirou, mas pegou uma tesoura e começou a abrir a barriga do lobo adormecido. E quando deu algumas tesouradas, viu logo o vermelho do chapeuzinho, (...)
  • 9. Intertextualidade estilística  JORNAL NACIONAL (William Bonner): „Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem…‟. (Fátima Bernardes): „… mas a atuação de um caçador evitou uma tragédia‟.  BRASIL URGENTE (Datena): „… onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? ! A menina ia para a casa da vovozinha a pé! Não tem transporte público! Não tem transporte público! Não tem segurança! Onde estava o secretário de segurança e os engenheiros da CET ? E foi devorada viva….. Sim VIVA!!! Um lobo, um lobo safado, calhorda. Põe na tela ESSE ANIMAL!! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de
  • 10. Intertextualidade estilística  REVISTA VEJA Lula sabia das intenções do lobo.  REVISTA ISTO É Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.  REVISTA CLÁUDIA Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.  CLAUDIA Cozinha A Vovó se foi. Mas deixou o seu livro de receitas!  REVISTA NOVA Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama.  PLAYBOY (Ensaio fotográfico com Chapeuzinho uma semana depois) Veja o que só o lobo viu.  NOVA ESCOLA Violência – caso Chapeuzinho Vermelho é um alerta para os pais e educadores.  FOLHA DE S. PAULO Legenda da foto: ‘Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador‟. Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.  COMUNIDADES DO ORKUT Eu já tirei meninas da barriga de lobos Eu já fui um lobo
  • 12. Intertextualidade implícita  Canção do Exílio, de Gonçalves Dias “Nosso céu tem mais estrelas Nossas várzeas têm mais flores Nossos bosques têm mais vida Nossa vida mais amores.”
  • 13. Intertextualidade implícita  Hino Nacional “Do que a terra mais garrida, Teus risonhos, lindos campos têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida, em teu seio, mais amores.”
  • 15. Intertextualidade explícita A fábula recorre a recursos que utilizam o imaginário, a fantasia e o impossível para fundamentar a estória, mas sempre interligando o mundo ficcional ao mundo real. Essa dialética entre o real e o imaginário está imerso nas artes de modo geral e na literatura se expressa de forma imaginativamente visual, quase como uma pintura (porém com um nível muito maior de abstração). Jacqueline Held trata da seguinte forma a definição para o fantástico na arte: Que é, pois, o fantástico? Questão árdua, realidade multiforme... mas qualquer pesquisa supõe algumas definições prévias, embora incompletas e provisórias. Abramos um dicionário: o fantástico seria o “extraordinário, o insensato, o incrível, o inimaginável”?... Paremos por um instante: o inimaginável... Tratando-se do fantástico na literatura, pintura, na música... enfim, na obra de arte, tal definição é, na realidade, contraditória, pois um caráter inconstestável da obra fantástica é precisamente ter sido criada, imaginada, pelo espírito do autor. A obra fantástica- bem como qualquer outra – é, ao contrário, a obra imaginável. (HELD, 1980, p.23)