Universidade Federal da Bahia
                           Faculdade de Medicina
                         Departamento de Cirurgia
                     Disciplina de Cirurgia Abdominal MED B47




Thais Marques
Vanessa Lys Boeira
Virginia Moraes
FMB-UFBa 2008.2
   Lubarsch, 1988: primeira descrição
     Oberndofer : “karzinoide tumoren”
     Tumor semlhante ao adenocarcinoma, porem de
     comportamento menos agressivo
   Incidência de ~0,7 casos por 100.000
   Aumento da incidência
     1994: 0,75%    2004: 1,25%
     Sexo feminino (52%): pulmão, estômago, apêndice ou
      ceco
     Sexo masculino (48%): timo, duodeno, pâncreas,
      jejuno/ileo e reto.
   Neoplasias do sistema celular neuroendócrino
    difuso.
   Etiologia

                       descontrole do   distorção do
      Deleção do gen
                       crescimento de   processo de    NEOPLASIA
     supressor PLCβ3
                           céls NE       apoptose
   Faixa etária ~50 anos
   TGI 73,7%
   Aparelho respiratório 25,1%
   Principais órgãos do TGI:
     Intestino delgado, apêndice cecal e reto
   Aumento da incidência relacionado ao
    aperfeiçoamento das técnicas de diagnóstico
   Aspecto Macroscópico do Tumor:

     Ocorrerem na parede gástrica ou intestinal

     Nódulos branco, amarelo ou cinza

     Massas intramurais ou pode se projetar para o
      lúmen como
    nódulos polipóides

     A mucosa sobrejacente gástrica Ou intestinal pode estar
      intacta Ou ter ulceração focal
   São classificados de acordo com sua formação embriológica
    originários do intestino anterior, médio ou posterior.
   Intestino anterior:
       trato respiratório e o timo.
   Intestino médio
     jejuno, íleo e cólon direito e sendo os
     maiores produtores de serotonina.
     Mais freqüentes
   Intestino posterior
     cólon esquerdo e o reto,
     Raramente originam síndrome carcinóide: produzem pouca serotonina


     Outros sites de origem: vesícula biliar, rins, fígado, pâncreas,
        ovário e testículo
    De acordo com o potencial
a.    Tumor endócrino bem diferenciado; proliferação <2%
b.    Carcinoma endócrino bem diferenciado; proliferação
      >2% e < 15%
c.    Carcinoma endócrino pobremente diferenciado;
      proliferação >15%
d.    Tumores endócrinos-mistos
e.    Lesões tumor-like

     Índices de proliferação baseados no Ki-67 (marcador
      de proliferação celular e atividade mitótica)
 Diferentes perfis de produção hormonal de acordo com o
  sítio de origem
 Podem produzir:
       Serotonina : ondas de calor
        ACTH: rubor facial
       Calicreína: diarréia
       Histamina
       Catecolaminas
       Prostaglandinas
       Gastrina
       Insulina

   Diversas reações orgânicas e diferentes quadros clínicos
   Baixa velocidade de crescimento e metastatização
   É uma constelação de sintomas mediados por
    fatores humorais diversos produzidos por
    tumores carcinóides
   Flushing cutâneo
   85% dos pacientes
   Intestino delgado
   Pele violácea com sensação de queimação
   Outras manifestações:
   Telangectasias
   Diarréia
   Broncoespasmo
   Lesão cardíaca valvar
   É bastante raro
   0,04% dos casos de TNE
   Devido a raridade não há relatos de
    sintomatologia específica assim como
    protocolos para diagnóstico tratamento
   5,4%
   Diagnóstico acidental através de endoscopia
   Incidência
   Sintomatologia inespecífica
   Pode ocorrer dispepsia
   Tipo I
     Associado a gastrite atrófica crônica
     70-80%; maior incidência em mulheres
     pH neutro secreção de gastrina hipergastrinemia
        estimula céls ECL
       Pequenos, benignos, raramente sintomáticos
       Múltiplos pólipos <1cm no fundo gástrico
       Pode apresentar qualquer sintoma hormonal
       Bom prognóstico, sobrevida 5 anos em 96%
       Raramente metastatizam
       Metástases ocorrem em tumores > 2cm e com infiltração
        da parede do estômago
   Tipo II
     Associados a MEN-1 e Síndrome de Zollinger-
        Ellison (ZES)
       Origem relacionada as céls ECL secretoras de
        histamina
       Relacionadas a hipergastrinemia
       Mutação do gene MEN1
       Comportamento maligno de baixo grau
       Metástase em 30% dos casos
   Tipo III
     Esporádicos, 15 -25% dos casos
     Não se relacionam com GAC e MEN1
     Sexo masculino
     Solitários e sem localização preferencial
     Em 30% dos casos são >2cm ao diagnóstico
     Invasão profunda, angioinvasão e metástase
     São bem diferenciados e formados por céls ECL
 45% dos TNE do TGI
 Sítio mais comum do tumor carcinóide
 Surgimento das células endócrino epiteliais e disseminação
  no intestino
 Mais freqüentes no íleo distal a 60 cm da válvula ileocecal
 60-70 anos
 Sintomas relacionados a obstrução intestinal



     Infiltração     reação         Isquemia       Obstrução
    mesentérica     fibrótica       intestinal     intestinal
   Sintomas
     Icterícia: tumor em região periampolar
     Dor abdominal
     Diarréia
     Náuseas
     Vômito
     Hemorragia de úlceras pépticas múltiplas e
      recorrentes
     Refluxo gastroesofágico relacionado ao excesso de
      ácido
   Múltiplos: multicentricidade em 30% dos
    casos
   39% metástase para linfonodos
   31% metástase para fígado
   Síndrome carcinóide em apenas 7% dos casos
   Pior prognóstico
   Sobrevida de 5 anos
     64,1%
     40% se metástase hepática
 4,7% de todos TNE
 Pequenos, descobertos acidentalmente em cirurgia
 É o que possui melhor prognóstico
 Curso benigno relacionado ao sítio anatômico e ao
  diagnóstico precoce
 Sobrevida em 5 anos
     Localizada (94%); localmente avançada (84%); metástase a distância
       (26%)
    Tumores >2cm,                       Alto risco de extensão
    invasão vascular,                   metasática
    invasão mesoapendiceal,
    presença de elementos não
    neuroendócrinos (mucina)
                                           Hemicolectomia
    alta atividade mitótica
 8,8% de todos os TNE, 53% no ceco
 60-70 anos
 Anorexia, dor abdominal, alteração do hábito
  intestinal, sangramento
 Prognóstico ruim
 Sobrevida em 5 anos
       52% cecal
       38% cólon ascendente
       33% cólon transverso
       48% cólon descendente
   16,3% de todos os TNE
   50% são assintomáticos, descobertos em
    investigação de sangramento
   Geralmente não metastatizam
   Diagnóstico no início da doença por
    procedimento endoscópico
   Sobrevida de 5 anos em 85,4% dos casos
   Raros
    A sintomatologia é variável
   Diagnóstico pode ser feito com métodos de
    imagem (USG abdominal, TC e RM),
    cintilografia com análogos de somatostatina
    ecoendoscopia
   Tratamento com excisão cirúrgica
   A evolução é lenta
   Tumores neuroendócrinos comumente
    metastatizam para o fígado
   Pacientes com metástases restritas ao fígado
    é possível a realização de ressecções
    hepáticas curativas
   A sintomatologia é diversas vezes inespecífica,
    variando de acordo com o perfil de produção
    endócrina e com a localização.

   A característica síndrome carcinóide, com fogachos,
    rubor facial e diarréia, é de rara ocorrência,
    incidindo em 3% a 5% dos pacientes, geralmente já
    possuidores de neoplasias em estágio avançado de
    desenvolvimento e de disseminação.
Marcadores Bioquímicos
•   Vários marcadores séricos e urinários podem ser
    usados para diagnóstico e seguimento.

•   A elevação urinária do ácido 5-
    hidroxiindolacético (5-HIAA).     Especificidade
                Sensibilidade

•   Medição no plasma de cromogranina A (CgA)
     sensibilidade
       especificidade
Imagem
•   Radiografia de abdome
•   Ultra-sonografia abdominal (US)
•   Tomografia computadorizada (CT)
•   Ressonância nuclear magnética (RNM)
•   Tomografia por emissão de pósitrons (PET-
    TC)
US
•   A US tem acesso limitado na avaliação do
    tumor primário
•   Visualização prejudicada.
•   Ultra-sonografia endoscópica:
    – Método sensível para a detecção
      de carcinóides gástricos e duodenais
    – Detecção de tumores pequenos (2 mm-3 mm) que são
      localizados no lúmen intestinal
    – Precisão de 90% para a localização e estadiamento de
      carcinóides colorretal.
   Cápsula endoscópica (CE):
     Útil na detecção de carcinóides do intestino delgado.
   Consiste na ingestão de uma cápsula composta por
    uma microcâmera capaz de tirar 2 fotos por segundo,
    que passará naturalmente pelo tubo digestivo.
   Essas imagens são enviadas através de sensores
    acoplados ao abdome do paciente para um receptor,
    dessa forma é registrado um filme com as imagens
    captadas pela microcâmera de aproximadamente 6-12h
    (cerca de 120.000 imagens).
TC
•   A TC é o exame de escolha para diagnóstico e
    acompanhamento.
•   Para apreciar a característica hipervascular é
    necessário realizar o estudo dinâmico, que
    consiste em se obter de rotina as fases
    arterial, portal e tardia, com aquisição
    realizada segundos após a administração de
    contraste venoso
RNM
• É um método diagnóstico de alta resolução .
• Porém de custo elevado e com acesso mais restrito
  em comparação a TC.
• Como a RM apresenta excelente resolução espacial
  e resultados superiores à TC e à US na avaliação da
  pelve, ela tem seu uso indicado na avaliação do
  GIST localizado nessa região (principalmente em
  reto e canal anal).
• RM também tem grande contribuição na avaliação
  e no esclarecimento de lesões focais hepáticas
  duvidosas.
PET-TC
 Permite o mapeamento de diferenetes subst
  químicas no organismo.
 Hipercaptação.
 A diferença é que tem capacidade de medir o
  metabolismo das lesões.
 Permite o diagnóstico precoce: antes até de
  uma alteração anatômica.
PET-TC
 Indicações:
 Detecção precoce
 Estadiamento tumoral- real extensão do tumor.
 Monitoramento da terapia- medir o
  metabolismo dos tumores.
 Avaliação de recorrência- diferença entre
  recorrência e alterações pós-terapia.
 Grande utilidade no planejamento da
  radioterapia
   Avaliação da localização e possibilidade de
    metástases.
   Ressecção do tumor na ausência de
    metástase.
   Controle dos sintomas carcinóides (se
    presentes)
     ▪ 90% apresentam metástases
     ▪ Exceção: ovariano e bronquial.
   Tratamento Debulking quando irresecáveis
   Tumores Localizados

     Tratamento de escolha: ressecção cirúrgica.
     Avaliar tamanho e localização do tumor primário
     para definir a extensão da ressecção.
   TNE de Esôfago
     ▪ 0,04% dos casos de tumor carcinóide.
     ▪ Diretrizes gerais para neoplasias malignas nesse órgão.
   TNEs gástricos tipos I e II
    tumores < 1 cm =
    Acompanhamento.

   Ressecção endoscópica
    em lesões > 1 cm(até 6
    pólipos).

   Gastrectomia +
    linfadenectomia regional
     Tipo III.
   TNE de Intestino Delgado
     Mais frequentes no íleo terminal.
     Tem maior potencial pra metastizar menos
      relacionado ao tamanho.
     São removidos por ressecção segmentar e excisão
      de linfonodos mesentéricos.
     Deve ser avaliada toda extensão intestinal
      durante a cirurgia devido ao maior risco de
      multicentricidade. (US intra-operatória)
   TNE Apendicular
     Grande parte é diagnosticada após excisão
      cirúrgica.
     Prognóstico diretamente relacionado a extensão
      do tumor:
     Tumores menores que 2cm: apendicectomia.
     Maiores que 2cm: hemicolectomia direita devido
      alto risco de recidiva.
   TNE de Cólon
     > encontrados no cólon
      direito.

     até 2cm: Polipectomia
      Colonoscópica.

     > 2cm: ressecção do
      segmento +
      linfadenectomia
      regional
   TNE Retal
     Muitas vezes interpretadas como Pólipo de
      natureza benigna.
     Excisão radical esta recomendada para os
      tumores entre 1 e 2cm que envolvem a camada
      muscular própria e para os maiores que 2cm.
      [Amputação abdominoperineal]

     Excisão local (endoscópica) nos menores que 1cm.
   TNE Hepático
     Contexto de neoplasias secundárias.

     A exérese de metástases hepáticas ↑ índice de
     sobrevida em 5 anos de 29-73%
   Utilizado em casos de doença disseminada,
    múltiplas metástases em diversos sítios do
    organismo ou a remissão de sintomas que
    comprometam a qualidade de vida do paciente.

   Diversos Modelos terapêuticos: QT, Radioterápicos,
    Interferon-a = Relativa melhora sintomatológica.

   Análogos da Somatostatina : Tratamento da S.
    Carcinóide + Regressão tumoral
   Octreotide = 0,05 a 0,5 mg SC 3xdia

   Lanreotide = 1 - 5 mg SC 3xdia

   Metástases hepáticas irressecáveis: Desarterialização;
    embolização arterial; crioablação.
   Tumores Neuroendócrinos(Carcinóides): Aspéctos Gerais, Dr Riad
    Youne e Dra Cristina Brada, 2009
   DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DE TUMORES CARCINÓIDES DO
    TRATO DIGESTIVO LUIS CÉSAR FERNANDES*, LUIZ PUCCA, DELCIO
    MATOS, UNIFESP-EPM, 2oo2
   Clinical features of the carcinoid syndrome, UpToDate
   http://www.capview.com.br/home
Tne tgi

Tne tgi

  • 1.
    Universidade Federal daBahia Faculdade de Medicina Departamento de Cirurgia Disciplina de Cirurgia Abdominal MED B47 Thais Marques Vanessa Lys Boeira Virginia Moraes FMB-UFBa 2008.2
  • 2.
    Lubarsch, 1988: primeira descrição  Oberndofer : “karzinoide tumoren”  Tumor semlhante ao adenocarcinoma, porem de comportamento menos agressivo  Incidência de ~0,7 casos por 100.000  Aumento da incidência  1994: 0,75% 2004: 1,25%  Sexo feminino (52%): pulmão, estômago, apêndice ou ceco  Sexo masculino (48%): timo, duodeno, pâncreas, jejuno/ileo e reto.
  • 3.
    Neoplasias do sistema celular neuroendócrino difuso.  Etiologia descontrole do distorção do Deleção do gen crescimento de processo de NEOPLASIA supressor PLCβ3 céls NE apoptose
  • 4.
    Faixa etária ~50 anos  TGI 73,7%  Aparelho respiratório 25,1%  Principais órgãos do TGI:  Intestino delgado, apêndice cecal e reto  Aumento da incidência relacionado ao aperfeiçoamento das técnicas de diagnóstico
  • 5.
    Aspecto Macroscópico do Tumor:  Ocorrerem na parede gástrica ou intestinal  Nódulos branco, amarelo ou cinza  Massas intramurais ou pode se projetar para o lúmen como nódulos polipóides  A mucosa sobrejacente gástrica Ou intestinal pode estar intacta Ou ter ulceração focal
  • 7.
    São classificados de acordo com sua formação embriológica originários do intestino anterior, médio ou posterior.  Intestino anterior:  trato respiratório e o timo.  Intestino médio  jejuno, íleo e cólon direito e sendo os  maiores produtores de serotonina.  Mais freqüentes  Intestino posterior  cólon esquerdo e o reto,  Raramente originam síndrome carcinóide: produzem pouca serotonina  Outros sites de origem: vesícula biliar, rins, fígado, pâncreas, ovário e testículo
  • 8.
    De acordo com o potencial a. Tumor endócrino bem diferenciado; proliferação <2% b. Carcinoma endócrino bem diferenciado; proliferação >2% e < 15% c. Carcinoma endócrino pobremente diferenciado; proliferação >15% d. Tumores endócrinos-mistos e. Lesões tumor-like  Índices de proliferação baseados no Ki-67 (marcador de proliferação celular e atividade mitótica)
  • 9.
     Diferentes perfisde produção hormonal de acordo com o sítio de origem  Podem produzir:  Serotonina : ondas de calor  ACTH: rubor facial  Calicreína: diarréia  Histamina  Catecolaminas  Prostaglandinas  Gastrina  Insulina  Diversas reações orgânicas e diferentes quadros clínicos  Baixa velocidade de crescimento e metastatização
  • 10.
    É uma constelação de sintomas mediados por fatores humorais diversos produzidos por tumores carcinóides
  • 11.
    Flushing cutâneo  85% dos pacientes  Intestino delgado  Pele violácea com sensação de queimação
  • 12.
    Outras manifestações:  Telangectasias  Diarréia  Broncoespasmo  Lesão cardíaca valvar
  • 14.
    É bastante raro  0,04% dos casos de TNE  Devido a raridade não há relatos de sintomatologia específica assim como protocolos para diagnóstico tratamento
  • 15.
    5,4%  Diagnóstico acidental através de endoscopia  Incidência  Sintomatologia inespecífica  Pode ocorrer dispepsia
  • 16.
    Tipo I  Associado a gastrite atrófica crônica  70-80%; maior incidência em mulheres  pH neutro secreção de gastrina hipergastrinemia estimula céls ECL  Pequenos, benignos, raramente sintomáticos  Múltiplos pólipos <1cm no fundo gástrico  Pode apresentar qualquer sintoma hormonal  Bom prognóstico, sobrevida 5 anos em 96%  Raramente metastatizam  Metástases ocorrem em tumores > 2cm e com infiltração da parede do estômago
  • 17.
    Tipo II  Associados a MEN-1 e Síndrome de Zollinger- Ellison (ZES)  Origem relacionada as céls ECL secretoras de histamina  Relacionadas a hipergastrinemia  Mutação do gene MEN1  Comportamento maligno de baixo grau  Metástase em 30% dos casos
  • 18.
    Tipo III  Esporádicos, 15 -25% dos casos  Não se relacionam com GAC e MEN1  Sexo masculino  Solitários e sem localização preferencial  Em 30% dos casos são >2cm ao diagnóstico  Invasão profunda, angioinvasão e metástase  São bem diferenciados e formados por céls ECL
  • 19.
     45% dosTNE do TGI  Sítio mais comum do tumor carcinóide  Surgimento das células endócrino epiteliais e disseminação no intestino  Mais freqüentes no íleo distal a 60 cm da válvula ileocecal  60-70 anos  Sintomas relacionados a obstrução intestinal Infiltração reação Isquemia Obstrução mesentérica fibrótica intestinal intestinal
  • 20.
    Sintomas  Icterícia: tumor em região periampolar  Dor abdominal  Diarréia  Náuseas  Vômito  Hemorragia de úlceras pépticas múltiplas e recorrentes  Refluxo gastroesofágico relacionado ao excesso de ácido
  • 21.
    Múltiplos: multicentricidade em 30% dos casos  39% metástase para linfonodos  31% metástase para fígado  Síndrome carcinóide em apenas 7% dos casos  Pior prognóstico  Sobrevida de 5 anos  64,1%  40% se metástase hepática
  • 22.
     4,7% detodos TNE  Pequenos, descobertos acidentalmente em cirurgia  É o que possui melhor prognóstico  Curso benigno relacionado ao sítio anatômico e ao diagnóstico precoce  Sobrevida em 5 anos  Localizada (94%); localmente avançada (84%); metástase a distância (26%) Tumores >2cm, Alto risco de extensão invasão vascular, metasática invasão mesoapendiceal, presença de elementos não neuroendócrinos (mucina) Hemicolectomia alta atividade mitótica
  • 23.
     8,8% detodos os TNE, 53% no ceco  60-70 anos  Anorexia, dor abdominal, alteração do hábito intestinal, sangramento  Prognóstico ruim  Sobrevida em 5 anos  52% cecal  38% cólon ascendente  33% cólon transverso  48% cólon descendente
  • 24.
    16,3% de todos os TNE  50% são assintomáticos, descobertos em investigação de sangramento  Geralmente não metastatizam  Diagnóstico no início da doença por procedimento endoscópico  Sobrevida de 5 anos em 85,4% dos casos
  • 25.
    Raros  A sintomatologia é variável  Diagnóstico pode ser feito com métodos de imagem (USG abdominal, TC e RM), cintilografia com análogos de somatostatina ecoendoscopia  Tratamento com excisão cirúrgica  A evolução é lenta
  • 26.
    Tumores neuroendócrinos comumente metastatizam para o fígado  Pacientes com metástases restritas ao fígado é possível a realização de ressecções hepáticas curativas
  • 27.
    A sintomatologia é diversas vezes inespecífica, variando de acordo com o perfil de produção endócrina e com a localização.  A característica síndrome carcinóide, com fogachos, rubor facial e diarréia, é de rara ocorrência, incidindo em 3% a 5% dos pacientes, geralmente já possuidores de neoplasias em estágio avançado de desenvolvimento e de disseminação.
  • 28.
    Marcadores Bioquímicos • Vários marcadores séricos e urinários podem ser usados para diagnóstico e seguimento. • A elevação urinária do ácido 5- hidroxiindolacético (5-HIAA). Especificidade Sensibilidade • Medição no plasma de cromogranina A (CgA) sensibilidade especificidade
  • 29.
    Imagem • Radiografia de abdome • Ultra-sonografia abdominal (US) • Tomografia computadorizada (CT) • Ressonância nuclear magnética (RNM) • Tomografia por emissão de pósitrons (PET- TC)
  • 30.
    US • A US tem acesso limitado na avaliação do tumor primário • Visualização prejudicada. • Ultra-sonografia endoscópica: – Método sensível para a detecção de carcinóides gástricos e duodenais – Detecção de tumores pequenos (2 mm-3 mm) que são localizados no lúmen intestinal – Precisão de 90% para a localização e estadiamento de carcinóides colorretal.
  • 31.
    Cápsula endoscópica (CE):  Útil na detecção de carcinóides do intestino delgado.  Consiste na ingestão de uma cápsula composta por uma microcâmera capaz de tirar 2 fotos por segundo, que passará naturalmente pelo tubo digestivo.  Essas imagens são enviadas através de sensores acoplados ao abdome do paciente para um receptor, dessa forma é registrado um filme com as imagens captadas pela microcâmera de aproximadamente 6-12h (cerca de 120.000 imagens).
  • 33.
    TC • A TC é o exame de escolha para diagnóstico e acompanhamento. • Para apreciar a característica hipervascular é necessário realizar o estudo dinâmico, que consiste em se obter de rotina as fases arterial, portal e tardia, com aquisição realizada segundos após a administração de contraste venoso
  • 34.
    RNM • É ummétodo diagnóstico de alta resolução . • Porém de custo elevado e com acesso mais restrito em comparação a TC. • Como a RM apresenta excelente resolução espacial e resultados superiores à TC e à US na avaliação da pelve, ela tem seu uso indicado na avaliação do GIST localizado nessa região (principalmente em reto e canal anal). • RM também tem grande contribuição na avaliação e no esclarecimento de lesões focais hepáticas duvidosas.
  • 35.
    PET-TC  Permite omapeamento de diferenetes subst químicas no organismo.  Hipercaptação.  A diferença é que tem capacidade de medir o metabolismo das lesões.  Permite o diagnóstico precoce: antes até de uma alteração anatômica.
  • 36.
    PET-TC  Indicações:  Detecçãoprecoce  Estadiamento tumoral- real extensão do tumor.  Monitoramento da terapia- medir o metabolismo dos tumores.  Avaliação de recorrência- diferença entre recorrência e alterações pós-terapia.  Grande utilidade no planejamento da radioterapia
  • 37.
    Avaliação da localização e possibilidade de metástases.  Ressecção do tumor na ausência de metástase.  Controle dos sintomas carcinóides (se presentes) ▪ 90% apresentam metástases ▪ Exceção: ovariano e bronquial.  Tratamento Debulking quando irresecáveis
  • 38.
    Tumores Localizados  Tratamento de escolha: ressecção cirúrgica.  Avaliar tamanho e localização do tumor primário para definir a extensão da ressecção.
  • 39.
    TNE de Esôfago ▪ 0,04% dos casos de tumor carcinóide. ▪ Diretrizes gerais para neoplasias malignas nesse órgão.
  • 40.
    TNEs gástricos tipos I e II tumores < 1 cm = Acompanhamento.  Ressecção endoscópica em lesões > 1 cm(até 6 pólipos).  Gastrectomia + linfadenectomia regional  Tipo III.
  • 41.
    TNE de Intestino Delgado  Mais frequentes no íleo terminal.  Tem maior potencial pra metastizar menos relacionado ao tamanho.  São removidos por ressecção segmentar e excisão de linfonodos mesentéricos.  Deve ser avaliada toda extensão intestinal durante a cirurgia devido ao maior risco de multicentricidade. (US intra-operatória)
  • 42.
    TNE Apendicular  Grande parte é diagnosticada após excisão cirúrgica.  Prognóstico diretamente relacionado a extensão do tumor:  Tumores menores que 2cm: apendicectomia.  Maiores que 2cm: hemicolectomia direita devido alto risco de recidiva.
  • 43.
    TNE de Cólon  > encontrados no cólon direito.  até 2cm: Polipectomia Colonoscópica.  > 2cm: ressecção do segmento + linfadenectomia regional
  • 44.
    TNE Retal  Muitas vezes interpretadas como Pólipo de natureza benigna.  Excisão radical esta recomendada para os tumores entre 1 e 2cm que envolvem a camada muscular própria e para os maiores que 2cm. [Amputação abdominoperineal]  Excisão local (endoscópica) nos menores que 1cm.
  • 45.
    TNE Hepático  Contexto de neoplasias secundárias.  A exérese de metástases hepáticas ↑ índice de sobrevida em 5 anos de 29-73%
  • 46.
    Utilizado em casos de doença disseminada, múltiplas metástases em diversos sítios do organismo ou a remissão de sintomas que comprometam a qualidade de vida do paciente.  Diversos Modelos terapêuticos: QT, Radioterápicos, Interferon-a = Relativa melhora sintomatológica.  Análogos da Somatostatina : Tratamento da S. Carcinóide + Regressão tumoral
  • 47.
    Octreotide = 0,05 a 0,5 mg SC 3xdia  Lanreotide = 1 - 5 mg SC 3xdia  Metástases hepáticas irressecáveis: Desarterialização; embolização arterial; crioablação.
  • 48.
    Tumores Neuroendócrinos(Carcinóides): Aspéctos Gerais, Dr Riad Youne e Dra Cristina Brada, 2009  DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DE TUMORES CARCINÓIDES DO TRATO DIGESTIVO LUIS CÉSAR FERNANDES*, LUIZ PUCCA, DELCIO MATOS, UNIFESP-EPM, 2oo2  Clinical features of the carcinoid syndrome, UpToDate  http://www.capview.com.br/home